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A região Norte quer criar um Observatório de Carbono com vista a atingir a neutralidade carbónica em 2050, segundo o Programa Regional de Ordenamento do Território (PROT), hoje colocado em consulta pública.

“Criar um Observatório de Carbono do Norte” é uma das medidas na proposta de PROT hoje colocada em consulta pública, consistindo num “sistema de medição e monitorização do carbono, completo e transparente, associado à implementação de projetos de aumento e/ou manutenção adicional e permanente dos stocks, principalmente os associados ao carbono orgânico do solo”.

A proposta consta da Agenda Transformadora do PROT Norte e especifica que o observatório, “além do desenvolvimento de técnicas de quantificação (identificação e quantificação do cenário histórico, modelação de projeto de impacto e quantificação do efetivo impacto na sua implementação), deve incluir a capacidade tecnológica e metodológica para quantificar também a monitorização da permanência do carbono sequestrado ou protegido”.

O observatório deve também estender-se “ao nível da proteção dos recursos hídricos, da melhoria da disponibilidade destes recursos e da melhoria dos indicadores de biodiversidade dos ecossistemas onde é implementado”.

Entre as medidas elencadas para o “cumprimento dos objetivos de neutralidade carbónica na região Norte em 2050” estão a mitigação das emissões líquidas de carbono em territórios de emissões elevadas e ‘stocks’ baixos de carbono, como os aglomerados urbanos da Área Metropolitana do Porto, Braga e Guimarães, ou nos aglomerados urbanos das zonas com emissões baixas e ‘stocks’ elevados e das zonas com emissões baixas e ‘stocks’ baixos.

Preveem-se também medidas de proteção de ‘stocks’ de carbono no solo, “evitando a sua libertação através de fenómenos de degradação ou da ocorrência de incêndios rurais”, e medidas “que aumentem a concentração e fixação de carbono no solo, garantindo com elas a proteção dos recursos hídricos da região e os produtos agroflorestais das bacias de produção e de elevado valor agregado”.

Também se sugerem medidas de remoção de carbono “através do fomento de indústrias que promovam a captura e armazenamento permanente do carbono”.

“Um mecanismo de aquisição preferencial e valorização das unidades de compensação dentro da região Norte será a base para a implementação de um mercado regional de carbono, promovendo a transferência de valor, pelo pagamento deste serviço ecossistémico, contribuindo para a coesão territorial e a transferência de rendimento dentro da Região”, refere o programa.

Segundo o documento, para se atingir a neutralidade carbónica “terão que ocorrer duas fases”, uma primeira de diminuição de Gases de Efeito de Estufa (GEE), “onde a prioridade é diminuir o impacto das atividades humanas” nas zonas mais afetadas até 2040.

A segunda fase, “de compensação”, será “onde as emissões remanescentes das atividades humanas serão compensadas por unidades de carbono sequestradas, dando origem a entidades neutras do ponto de vista das suas emissões de GEE”, uma prioridade após 2040 e crítica após 2050.

Os setores identificados como objeto de mitigação de emissões são a energia, os transportes, a indústria e processos industriais, a agricultura, os edifícios residenciais e de serviços, os resíduos e águas residuais e os remanescentes florestais e proteção das bacias dos principais rios.

 

Fonte: Agro Portal

TRACES | Relatório anual de 2023

  • Wednesday, 23 October 2024 09:26

Foi publicado o Relatório anual do TRACES, relativo ao ano de 2023.

O TRACES é a plataforma multilingue da Comissão Europeia para a certificação sanitária e fitossanitária, para fins comerciais. O seu principal objetivo é simplificar o processo de certificação e proporcionar um fluxo de trabalho totalmente digitalizado e sem papel.

O ano de 2023 foi marcado por várias realizações que cimentaram o papel fundamental que o TRACES desempenha no comércio de animais e mercadorias em toda a UE. Em 2023, mais de 4,7 milhões de documentos oficiais emitidos no TRACES por mais de 90 mil utilizadores de empresas e autoridades da UE e de países terceiros foram enviados a partir de sistemas ligados ao TRACES.

Atualmente, segundo a Diretora-Geral da Saúde e Segurança dos Alimentos da Comissão Europeia, Sandra Gallina, o papel do TRACES vai além da certificação para continuar a melhorar a segurança alimentar e a proteção dos consumidores.

 

Fonte: DGAV

Cheers: um novo conceito de biorrefinaria

  • Wednesday, 23 October 2024 09:23

O projeto Cheers visa revalorizar os fluxos secundários subutilizados ou os resíduos da indústria cervejeira para posterior conversão em cinco bioprodutos industriais de elevado valor acrescentado através de uma abordagem de biorrefinaria.

A iniciativa propõe-se a reduzir a utilização de recursos e o impacto ambiental da cadeia de produção de cerveja e visa abranger impactos mais vastos na biodiversidade e na utilização dos solos agrícolas.

O Cheers desenvolverá processos de transformação sustentáveis utilizando plataformas biológicas inovadoras inspiradas na natureza, que serão validadas numa escala de demonstração na fábrica de cerveja Mahou San Miguel.

De acordo com a FIPA, que está a divulgar a iniciativa, o Cheers é um novo conceito de biorrefinaria, inspirado na biodiversidade da natureza (plataformas de insetos e microbianas), para transformar de forma sustentável e eficiente fluxos secundários subutilizados ou resíduos, como bagaço, águas residuais, CO2 e CH4 de indústrias de base biológica em produtos inovadores de base biológica.

Este projeto ajudará as indústrias de base biológica a melhorar a eficiência da utilização das suas matérias-primas e a sustentabilidade e competitividade globais através da reciclagem e da utilização em cascata da biomassa produzida a partir dos seus fluxos secundários.

O Cheers é desenvolvido como uma solução modular em que as indústrias de base biológica podem configurar a sua combinação ótima, selecionando entre cinco novas rotas biotecnológicas que geram cinco produtos de base biológica para aplicações industriais, com oportunidades de mercado atrativas: proteína de inseto, desinfetante, proteína microbiana, ectoína e ácido caproico.

Todas as cadeias de valor são baseadas em novos bioprocessos e/ou biofermentadores inovadores combinados com processos sustentáveis a jusante, que serão validados à escala de demonstração numa fábrica de cerveja industrial.

 

Fonte: iALIMENTAR

A Unidade de Ação Fiscal (UAF), através do Destacamento de Ação Fiscal (DAF) do Porto, no dia de 18 de outubro, apreendeu 985 litros de aguardente irregularmente introduzidos no consumo, no concelho de Baião.

No âmbito de uma ação de fiscalização direcionada para o controlo de produtos sujeitos a imposto especial de consumo, os militares da UAF fiscalizaram uma destilaria ilegal, não habilitada pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para a produção de bebidas alcoólicas. No decorrer da ação foi possível constatar que nesta destilaria estavam 985 litros de aguardente armazenados em locais não autorizados e sem controlo aduaneiro, escapando deste modo às obrigações tributárias de declaração e pagamento dos impostos incidentes.

Da ação resultou a apreensão de 985 litros de aguardente e de um alambique, composto por uma caldeira e uma coluna em cobre, que se encontrava em plena laboração.

Foi ainda identificado um homem de 60 anos por introdução irregular no consumo.

O valor dos bens apreendidos ascende a 10.350,00 euros e a prestação tributária que resultaria da introdução irregular no consumo da aguardente (imposto sobre o álcool, as bebidas alcoólicas e as bebidas adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes – IABA) ascende a 6.500,00 euros.

No âmbito da sua missão específica, a Unidade de Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana continuará a desenvolver ações de fiscalização e investigação criminal em matéria fiscal por forma a contribuir na afirmação de um regime fiscal equitativo, símbolo de igualdade entre os cidadãos portugueses, e, em último ratio impulsionador de uma economia revitalizada.

 

Fonte: GNR

Os alimentos e bebidas embalados devem ter informação nutricional de fácil leitura na parte da frente dos produtos para ajudar os consumidores a fazerem escolhas mais saudáveis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O aumento do consumo de alimentos processados com elevado teor de sal, açúcar e gordura é um dos principais fatores da crise global da obesidade, com mais de 1.000 milhões de pessoas a viverem com esta doença e um número estimado de 8 milhões de mortes prematuras todos os anos devido a problemas de saúde associados, como a diabetes e as doenças cardíacas, segundo dados da OMS.

No entanto, os governos têm tido dificuldades em introduzir políticas para conter a epidemia. Atualmente, apenas 43 estados membros da OMS têm qualquer tipo de rotulagem na frente da embalagem, seja obrigatória ou voluntária, apesar das evidências que mostram que os rótulos podem afetar o comportamento de compra. Estes visam “apoiar os consumidores na tomada de decisões mais saudáveis relacionadas aos alimentos”, disse Katrin Engelhardt, cientista do departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS.

Rótulos “interpretativos”

As diretrizes da OMS recomendam que os governos implementem rótulos “interpretativos” que incluam informação nutricional e alguma explicação do que isso significa quanto ao carácter saudável de um produto.

Um exemplo seria o NutriScore, desenvolvido em França e utilizado em vários países europeus, que classifica os alimentos de A (verde, contendo nutrientes essenciais) a E (vermelho, contendo níveis elevados de sais, açúcares, gorduras ou calorias adicionadas).

O Chile e vários outros países da América Latina utilizam um sistema mais rigoroso, com avisos de que um alimento é “rico em açúcar”, sal ou gordura na parte da frente da embalagem, num octógono preto que se assemelha a um sinal de stop.

A especialista em rotulagem alimentar Lindsey Smith Taillie, codiretora do Global Food Research Program da Universidade de Chapel Hill, na Carolina do Norte, afirmou que a indústria alimentar tem resistido aos avisos e prefere rótulos “não-interpretativos”, que incluem a informação sobre os nutrientes, mas não um guia sobre como compreender o que significam, como os utilizados nos Estados Unidos. Embora a recomendação da OMS vá um pouco mais longe do que a preferência da indústria, esta “é bastante fraca”, disse Taillie.

“O mais importante para a maioria dos países a nível mundial será limitar o consumo excessivo de açúcares adicionados, sódio, gorduras saturadas e alimentos ultra-processados em geral – que é o que os rótulos de advertência fazem melhor”.

Uma investigação realizada por Taillie mostrou que os rótulos de advertência do Chile, juntamente com outras políticas como as restrições de comercialização para crianças, significaram que os chilenos compraram menos 37% de açúcar, menos 22% de sódio, menos 16% de gorduras saturadas e menos 23% de calorias totais, em comparação com o que comprariam se a lei não tivesse sido implementada.

International Food and Beverage Alliance

A OMS afirmou não existirem provas suficientes para determinar o melhor sistema de rotulagem.

A International Food and Beverage Alliance (IFBA), cujos membros incluem a The Coca Cola Company e a Mondelez International Inc, afirmou que os seus membros já dispõem de normas mínimas a nível mundial. Estas incluem uma lista de nutrientes na parte de trás das embalagens e, sempre que possível, um pormenor na frente da embalagem sobre, pelo menos, o teor energético, em conformidade com o sistema internacional Codex Alimentarius.

“Isto é algo que as empresas globais podem fazer, mas claramente não é suficiente porque se pegarmos na Nigéria ou no Paquistão … o mercado é dominado por produtores locais”, disse Rocco Renaldi, secretário-geral da IFBA. Segundo Renaldi, os membros da aliança apoiam amplamente as diretrizes da OMS e os rótulos baseados em nutrientes.

“Mas o diabo está nos detalhes – de um modo geral, não apoiamos abordagens que demonizam produtos específicos”, disse Renaldi. “Não achamos que os rótulos de advertência à saúde devam ser colocados em produtos alimentares considerados seguros, aprovados, comercializados e apreciados pelos consumidores”.

 

Fonte: Grande Consumo

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) lideram um projeto que pretende contribuir para o cultivo de uma variedade de arroz em Portugal mais resistente ao calor e às alterações climáticas, foi hoje revelado.

O projeto, intitulado “PrOryza”, pretende contribuir para a “melhoria genética” das variedades de arroz de interesse cultivadas em Portugal, aumentando a sua tolerância ao ‘stress’ térmico e melhorando a sua produtividade, afirma hoje, em comunicado, a FCUP.

Portugal é o país onde mais se consome arroz na Europa, “com mais de 18 kg/ano ‘per capita’, um valor que é quatro vezes superior à média da União Europeia”, mas que pouco consegue produzir para fazer face ao consumo interno.

“A ideia do PrOryza é ajudar a inverter esta tendência”, salienta a FCUP, acrescentando que, para tal, os investigadores vão realizar ensaios de campo no Alentejo Central, fruto de uma colaboração com um produtor da zona de Montemor-o-Novo.

Citada no comunicado, a investigadora responsável pelo projeto, Ana Marta Pereira, salienta que a produtividade do arroz cultivado em Portugal “tem diminuído drasticamente, sobretudo devido às alterações climáticas”.

“Esta redução de produtividade está relacionada com o aumento das temperaturas e com a diminuição da precipitação, especialmente nas regiões do sul, como no Alentejo. Há uma diminuição de 10% da produtividade na produção do arroz para cada aumento de 1ºC de temperatura”, refere.

Ao longo do projeto, os investigadores vão estudar as variedades de arroz comercialmente importantes em Portugal, nomeadamente, as portuguesas Caravela e Ceres (correspondentes ao arroz carolino) e as de origem italiana Aríete e Lusitano.

A variedade Sprint, de origem italiana e pertencente à subespécie índica, será também estudada.

Segundo Ana Marta Pereira, o objetivo é “avaliar a performance reprodutiva” de cada uma das variedades, assim como o comportamento face às alterações climáticas.

“Faremos esse trabalho em laboratório, mas também em campo, para medir e avaliar as condições a que vão estar sujeitas”, explica, destacando que a quebra de produção do arroz acontece sobretudo na fase de reprodução da planta, altura em que é mais sensível aos efeitos do calor.

Ao longo do projeto, os investigadores vão também analisar um sistema de rega que está a ser testado para mitigar as alterações climáticas.

“O arroz é tradicionalmente cultivado por alagamento, o que provoca uma espécie de efeito tampão à volta da planta, ajuda na termorregulação e impede que haja variações de temperatura durante o seu desenvolvimento. Com a rega gota-a-gota perde-se este efeito”, salienta Ana Marta Pereira.

Os ensaios de campo vão também servir para comparar os efeitos da rega gota-a-gota e o tradicional cultivo por alagamento.

A equipa de investigação vai também tentar encontrar marcadores genéticos que permitam tornar a planta mais tolerante ao calor durante a fase reprodutiva.

A confirmar-se a existência desses marcadores genéticos, os investigadores vão realizar “cruzamentos artificias” entre as diferentes variedades de arroz com o intuito de obter “exemplares mais tolerantes e resistentes ao calor”.

Este trabalho será feito no âmbito de uma colaboração com o Centro Operativo e Tecnológico do Arroz (COTArroz) e do seu programa nacional de melhoria genética.

Com um financiamento de 150 mil euros do programa Promove – O Futuro do Interior, da Fundação La Caixa, o projeto terá a duração de três anos e integra ainda investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova de Lisboa, do COTArroz e produtores da Sociedade Agrícola do Bem Calado Sul, S.A, de Montemor-o-Novo.

 

Fonte: Agro Portal

A Shopopop, uma empresa de entregas colaborativas que ajuda os supermercados a entregar os seus produtos ao domicílio, analisou as principais tendências que estão a ser implementadas no setor. Da digitalização à vertente mais humana, com enfoque na sustentabilidade e responsabilidade social.

Robótica e automação: acelerar as compras físicas

Dos robots autónomos que reabastecem as prateleiras aos sistemas de checkout totalmente automatizados, o trabalho robótico está a revolucionar a eficiência operacional e a melhorar a experiência do cliente. Graças à implementação destas tecnologias, estão a acelerar o processo de compra e a reduzir os tempos de espera. Entre outros, o Carrefour e o Eroski são alguns dos supermercados que já dispõem deste serviço em alguns dos seus estabelecimentos.

Compras omnicanal: evitar deslocações com uma experiência de qualidade

A integração perfeita entre lojas físicas e plataformas online será um dos maiores desafios para os supermercados. Os consumidores querem encomendar sem ter de se deslocar e receber uma entrega rápida e eficiente nas suas casas. Além disso, as tecnologias de realidade aumentada e virtual oferecerão a oportunidade de explorar os produtos de uma forma completamente nova, a partir da comodidade dos dispositivos móveis.

Neste contexto, será essencial uma boa logística para as entregas. Novas fórmulas, como as entregas colaborativas, tornarão as compras muito mais eficientes e sustentáveis. A plataforma Shopopop liga supermercados a motoristas privados para que estes possam efetuar entregas nas suas rotas habituais em troca de uma gorjeta. Uma solução que permite às lojas oferecer uma entrega muito mais personalizada, adaptando os horários e garantindo a entrega correta do envio.

Recomendações personalizadas: utilizar dados para facilitar as compras

Os supermercados do futuro aproveitarão o poder da análise de dados e da inteligência artificial para fornecer recomendações de produtos altamente personalizadas. Ao acompanhar o historial de compras e as preferências individuais, os supermercados poderão antecipar as necessidades dos clientes e oferecer sugestões relevantes e personalizadas, melhorando assim a satisfação do cliente e promovendo a fidelidade à marca.

Sustentabilidade e responsabilidade social: um fator decisivo para o cliente

Os consumidores estão cada vez mais conscientes da importância da sustentabilidade e da responsabilidade social. Os supermercados do futuro estarão empenhados em práticas empresariais éticas e sustentáveis, oferecendo uma vasta gama de produtos biológicos, minimizando o desperdício alimentar e promovendo uma cadeia de abastecimento que reduza as emissões.

A este respeito veremos os supermercados a implementar tecnologias inovadoras, como a refrigeração sem carbono e as embalagens biodegradáveis, para reduzir a sua pegada ambiental. No que diz respeito à entrega ao domicílio, a Shopopop refere que os supermercados poderiam poupar 72% de emissões de CO2 através de entregas colaborativas, em comparação com a viagem de ida e volta que um cliente teria feito à loja.

 

Fonte: iALIMENTAR

De acordo com investigadores da Universidade McGill, no Canadá, foi desenvolvida uma variedade de aveia com um valor nutricional melhorado que pode ser benéfico para pessoas com diabetes e doenças cardíacas.

As conclusões do estudo indicam também que esta descoberta pode melhorar a estabilidade oxidativa da aveia, tornando os produtos à base deste cereal menos suscetíveis de se estragarem, explicam os cientistas.

Para desenvolver este produto, os investigadores utilizaram técnicas de engenharia genética para modificar a produção de óleo da aveia.

Jaswinder Singh, Professor Associado do Departamento de Fitotecnia, afirmou que esta descoberta “apresenta resultados promissores para a indústria agrícola e para a saúde dos consumidores, oferecendo uma nova abordagem para o desenvolvimento de culturas ricas em nutrientes”.

“A aveia é reconhecida pelo seu elevado teor de fibra, no entanto, com perfis de gordura, agora mais enriquecidos, oferece um aporte nutricional ainda mais abrangente”, acrescentou o investigador de pós-doutoramento na McGill e primeiro autor do estudo, Zhou Zhou.

Os investigadores afirmaram ainda estar a avaliar a possibilidade de colaborarem com a indústria da bebida de aveia para desenvolver um produto mais nutritivo e com um prazo de validade mais longo, antecipando um “forte interesse” por parte da indústria neste tipo de produtos mais duradouros.

No futuro, Jaswinder Singh e a sua equipa pretendem otimizar ainda mais as culturas de aveia para responder a várias preocupações nutricionais através de tecnologias de edição de genética.

 

Fonte: Vida Rural 

A ADP Fertilizantes anunciou o lançamento de uma nova tecnologia, denominada C-PRO que regula a libertação de todos os nutrientes presentes nos fertilizantes e atua como bioestimulante das culturas.

De acordo com o comunicado de imprensa, a tecnologia C-PRO é um polímero biodegradável, que foi submetido a testes de toxicidade em plantas e animais, mostrando que não tem qualquer efeito adverso no desempenho das culturas nem na vida animal.

A sua função reguladora forma uma barreira física sobre cada grânulo, permitindo a libertação gradual e controlada de todos os nutrientes, através da formação de um gel que evita a lixiviação da rizosfera, mantendo os nutrientes disponíveis para serem absorvidos ao ritmo das necessidades das plantas.

Segundo a nota de imprensa, a sua função bioestimulante caracteriza-se pela capacidade de melhorar a eficiência de utilização dos nutrientes (NUE), intimamente ligada ao cálculo de índices agronómicos como a eficiência agronómica (AE), ou a extração de nutrientes (NE), entre outros.

“Uma maior eficiência de utilização de nutrientes traduz-se num aumento da produção e do teor de nutrientes adquiridos pela planta”, lê-se na comunicação. Além disso, a nova tecnologia melhora também a disponibilidade de nutrientes em todo o tipo de solo e pH assim como a eficiência de utilização dos mesmos, nomeadamente os principais (azoto, fósforo e potássio) tanto em adubação de fundo como em cobertura nas mais diversas culturas.

O comunicado avança ainda que o novo C-PRO obteve aprovação e certificação segundo os regulamentos da União Europeia (UE).

De acordo com António Santana Fernandes, Diretor Comercial da ADP Fertilizantes | Fertiberia TECH, “continuamos a acrescentar valor e a promover soluções mais eficientes e sustentáveis para o setor agrícola”.

 

Fonte: Vida Rural 

De acordo com a CropLife Europe, em 2023, no espaço europeu, 71,8% de todas as embalagens de plástico de produtos fitofarmacêuticos foram recolhidas ao abrigo dos Sistemas de Gestão de Embalagens da Indústria, tendo esta recolha crescido 5,8% desde 2021.

Segundo a nota de imprensa, registou-se um aumento ainda mais pronunciado em países com sistemas de gestão de maior maturidade, onde a taxa de recolha aumentou 7,5% em comparação com 2021.

Já em Portugal, que conta desde 2006 com um sistema próprio de gestão de embalagens – o Sistema Valorfito – os resultados crescem ano após ano, sendo que os mais recentes números referentes ao ano passado, demonstraram um crescimento da taxa de retoma de embalagens já muito próximo das metas definidas (60%), situando-se assim nos 57%, da qual se destaca uma taxa de recolha de embalagens de produtos fitofarmacêuticos a crescer novamente e a alcançar “valores nunca registados” (66,3%), salienta a nota de imprensa da CropLife.

Para João Cardoso, Diretor Executivo da CropLife Portugal, estes resultados demonstram “o compromisso total dos profissionais do setor em salvaguardar os recursos limitados do planeta, além do profissionalismo, empenho, sentido de responsabilidade e resiliência de todos os que, mesmo nos momentos de maior pressão, escolhem proteger as culturas e o ambiente, reduzindo a nossa pegada ecológica”.

E continuou: “tenho orgulho em partilhar que 89,9% das embalagens de plástico rígido recolhidas a nível europeu são enviadas para reciclagem. Este progresso destaca a nossa dedicação em proteger as culturas e o ambiente”.

 

Fonte: Vida Rural