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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, ontem, através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Évora, uma operação de fiscalização, no âmbito da sua missão na proteção de produtos nacionais e de combate às práticas fraudulentas, direcionada ao comércio de azeite, nas imediações da cidade de Lisboa.
 
A ação visou dois operadores económicos, com atividade não sedentária, com ligações comerciais entre si, que atuavam exclusivamente por intermédio das redes sociais, nos quais foi detetado, em flagrante delito a comercialização de óleo alimentar como azeite virgem extra com Denominação de Origem Protegida (DOP) sendo cobrada a quantia de 30,00€ por cada embalagem de 5 litros.
 
Como balanço da ação, foram instaurados 2 processos-crimes, pela prática do ilícito de fraude sobre mercadorias, falsificação de documentos e uso ilegal de denominação de origem ou indicação geográfica e, apreendidos 450 litros de óleo alimentar, centenas de rótulos falsificados, duas viaturas e diversa documentação indiciária da prática do crime.
 
O valor total da apreensão ascende a 40.000,00 Euros.
 
De referir que se procedeu ainda à colheita de 4 amostras dos produtos oleicos apreendidos, as quais foram encaminhadas ao Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE para efeitos de realização das respetivas análises físico-químicas e sensoriais.
 
Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência, tendo os factos sido comunicados à Autoridade Judiciária.
 
 
Fonte: ASAE

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (#ASAE), realizou, através da Unidade Regional do Centro, uma operação de fiscalização, denominada Operação “Ulveira”, no âmbito das suas competências de fiscalização de segurança alimentar e económica, direcionada a estabelecimentos com atividades diversas, designadamente, restauração e bebidas, talhos, supermercados, queijarias, padarias, pastelarias, bem como, alojamentos locais, empreendimentos turísticos, cabeleireiros, barbearias, lavandarias, papelarias, oficinas, centros de óticas, retalhistas de artigos de vestuário e de decoração, floristas, agências funerárias, ourivesarias, sapatarias e ginásios, situados no concelho de Oliveira do Hospital. 

Como balanço da ação, foram fiscalizados 137 operadores económicos, tendo sido instaurado 1 processo-crime por especulação de preço na venda de sumos num estabelecimento de bebidas e 42 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações contraordenacionais:

- A falta de requisitos de higiene;
- A falta de afixação de preços em montras e vitrines;
- A falta de HACCP e de mera comunicação prévia para o exercício da atividade;
- A falta de rotulagem em produtos diversos, incumprimentos relativos ao livro de reclamações;
- A falta de indicação da modalidade de venda com redução de preços e respetivas datas;
- A falta de aviso e informação sobre alergénios, entre outras.
 
Foram ainda apreendidos 7 kg de produtos de origem animal (frango, peixe e carne de bovino), por falta de requisitos e 195 kg de tinta por falta de rotulagem, tudo no valor estimado de 1.000,00 Euros.
 
Fonte: ASAE

Os vírus são os mais pequenos dos microrganismos, mas isso não significa que devam ser subestimados como uma ameaça significativa. Embora necessitem de um hospedeiro para se multiplicarem, podem sobreviver no ambiente, incluindo nos alimentos, até encontrarem uma vítima. Os alimentos contaminados podem entrar nos nossos frigoríficos e refeições e, como resultado, os vírus entram nos nossos corpos, causando frequentemente doenças desagradáveis ou, na pior das hipóteses, a morte. Mas há coisas que podem ser feitas para evitar que isso aconteça. O CODEX desenvolveu os Princípios Gerais de Higiene Alimentar em 2012 para abordar o controlo de vírus nos alimentos. Mas, desde então, as coisas mudaram e novas descobertas científicas exigem que estas directrizes sejam atualizadas. A Reunião Conjunta de Peritos em Avaliação de Riscos Microbiológicos (JEMRA) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) / Organização Mundial de Saúde (OMS) reuniu-se para analisar os dados científicos mais recentes sobre o tema, com o objetivo de informar a criação de novas directrizes. A JEMRA identificou três vírus principais que requerem uma atenção especial. Sozinhos, causam milhões de casos de doenças de origem alimentar e dezenas de milhares de mortes anualmente.

Os norovírus e o vírus da hepatite A ocupam o seu lugar habitual entre os principais vírus que causam doenças de origem alimentar, mas, curiosamente, a JEMRA identificou um terceiro vírus que surgiu como uma nova ameaça. Veja o vídeo para descobrir a que vírus nos estamos a referir e quais são as principais fontes alimentares de cada um destes vírus: https://youtu.be/XDKN_l8_ZCE?si=tyiiIMOhXCrKodwS

Fonte: FAO

A Organização Mundial de Saúde Animal WOAH publica hoje o 8 º Relatório Anual respeitante ao uso de antimicrobianos .

De acordo com os dados, o Relatório demonstra que no período de 2019 a 2021 se verifica um aumento de cerca de 2% , tendência inversa ao período de abrandamento consecutivo que se vinha fazendo sentir nos últimos anos na utilização de antimicrobianos no setor da saúde .

Neste sentido, importa manter uma contínua vigilância para que seja implementada uma utilização adequada de antimicrobianos no tratamento de animais.

Aceda ao 8.º Relatório Anual sobre o uso de antimicrobianos em animais.

Fonte: DGAV

De “EUChooseSafeFood” a “Safe2Eat”: A EFSA e os seus parceiros nos Estados-Membros da UE regressam com um empenho renovado e uma participação alargada em toda a Europa, possibilitando aos consumidores fazer escolhas alimentares com confiança.

Com base no sucesso dos três anos anteriores, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e os seus parceiros nos Estados-Membros da UE lançaram a campanha Safe2Eat 2024. Anteriormente conhecida como #EUChooseSafeFood, a campanha regressa renovada e com um compromisso renovado de promover a sensibilização para a segurança alimentar entre os cidadãos europeus.

Este ano, a campanha expande o seu alcance, com 17 países a unir forças para ajudar os consumidores a tomar decisões informadas sobre as suas escolhas alimentares. Os países participantes em 2024 incluem a Roménia, a Chéquia, a Hungria, a Grécia, a Estónia, a Croácia, a Itália, a Letónia, Chipre, a Eslovénia, a Espanha, o Luxemburgo, a Eslováquia, a Áustria, a Polónia, Portugal e a Macedónia do Norte.

Capacitar os consumidores para fazerem escolhas com confiança

Um estudo realizado pela EFSA em colaboração com a IPSOS em 2023 revelou que quase 70% dos europeus manifestam interesse pela segurança alimentar. No entanto, cerca de 60% consideram a informação sobre segurança alimentar demasiado técnica e difícil de compreender. Em resposta, esta nova edição visa comunicar a ciência por detrás dos nossos alimentos de uma forma clara, exacta, mas tranquilizadora e compreensível. O objetivo é permitir que os cidadãos tomem decisões bem informadas sobre o seu consumo de alimentos, garantindo a segurança e a saúde nas suas escolhas diárias.

Sob o lema #Safe2EatEU, a campanha continua a centrar-se na educação dos cidadãos sobre vários aspectos da segurança alimentar. Estes incluem as doenças de origem alimentar, as técnicas correctas de manuseamento dos alimentos, a importância de ler os rótulos dos alimentos e a promoção de práticas de redução do desperdício alimentar.

A campanha também salienta a importância de uma dieta equilibrada, a segurança dos suplementos alimentares e a necessidade de comprovar cientificamente as alegações de saúde nos produtos alimentares. Além disso, procura sensibilizar para a segurança dos aditivos alimentares e dos novos alimentos, bem como para a presença de alergénios alimentares.

“Em toda a Europa, os consumidores escolhem todos os dias o que comprar e o que comer, ponderando factores como o custo, o sabor, a sustentabilidade e a origem dos alimentos. Graças às elevadas normas de segurança alimentar da UE, os consumidores podem confiar que tudo o que decidem comprar e consumir é seguro. A campanha #Safe2EatEU visa precisamente estabelecer a ligação entre a ciência da segurança alimentar e os alimentos que apreciamos, permitindo que as pessoas façam escolhas informadas com confiança", afirmou o Diretor Executivo da EFSA, Bernhard Url.

Para mais informações

Com o arranque da campanha 2024, estão a ser lançadas iniciativas a nível da UE e a nível nacional nos 17 países participantes. Os cidadãos são incentivados a visitar o sítio Web para obter informações completas sobre temas relacionados com a segurança dos alimentos e a descarregar o conjunto de ferramentas da campanha, onde encontrarão recursos disponíveis em várias línguas.

Fonte: EFSA e Qualfood

Maria Van Kerkhove, diretora do Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias (EPP) da Organização Mundial da Saúde (OMS), referiu que, embora atualmente “a atenção esteja focada sobretudo nos Estados Unidos” no que diz respeito à gripe aviária, estamos a assistir a “uma epizootia global”.

Há uma situação “preocupante”, indicou, em que se observam infeções em novas espécies, como mamíferos marinhos ou terrestre, além de aves selvagens ou aves de capoeira. “Precisamos de uma vigilância muito mais forte nos animais em todo o mundo, não apenas nos EUA, olhando para as espécies que sabemos que podem estar infetadas. A prevenção é fundamental no animal, no ser humano e entre animais e seres humanos”, referiu a especialista.

O caso do vírus da gripe aviária (H5N1, detetado nos EUA em gado leiteiro, está a fazer soar os alarmes. “Houve uma doença inexplicável no gado leiteiro que causou uma queda na produção de leite nos Estados Unidos” no início de 2024, explicou Aspen Hammond, responsável da OMS. “Na verdade, a deteção da gripe aviária H5N1 no leite da vaca. Também houve deteções de H5N1 em outros animais perto de rebanhos leiteiros afetados. Ouvimos relatos de infeções detetadas em gatos e guaxinins, aves selvagens e domésticas próximas.”

“Foi relatado que o leite de vacas afetadas contém uma carga viral muito alta do H5N1, o que contrasta com a baixa carga viral das amostras nasais recolhidas dessas vacas. Também houve relatos de que vacas assintomáticas testaram positivo para o H5N1, e que o H5N1 também foi detetado nos pulmões de uma vaca de um matadouro que não apresentou sintomas”, frisou Hammond.

“Suspeita-se que a transmissão de vaca para vaca provavelmente ocorra por meios mecânicos, mas, novamente, esta é uma das áreas que está a ser investigada para entender como o vírus é transmitido para, de e entre vacas”, comentou.

As infeções pelo vírus da gripe aviária em humanos podem causar doenças que variam desde uma infeção leve do trato respiratório superior até doenças mais graves, potencialmente fatais. “Foram relatados em alguns casos sintomas não respiratórios. Conjuntivite, sintomas gastrointestinais, encefalite e encefalopatia também foram relatados em infeções humanas anteriores pelo vírus A (H5N1)”, lembrou Hammond.

No entanto, o especialista sublinhou que as atuais evidências epidemiológicas e virológicas sugerem que “os vírus da gripe A(H5) não adquiriram a capacidade de transmissão sustentada entre humanos, pelo que a probabilidade de contágio é baixa”. Porém, os especialistas recordaram que a gripe aviária H5N1 “não está apenas nos Estados Unidos, mas surgiu em 1996 e desde 2002 é endémica ou espalhou-se globalmente”, “Mas esta é a primeira vez que foi observada em vacas”, concluíram.

Fonte: Executive Digest

A IFS lançou uma nova versão do documento "IFS Food Packaging Guideline" para estar alinhada com a versão 8 da IFS Food.

Nesta versão podemos encontrar informações valiosas e orientadas para a prática, tais como:

- Explicações sobre a comunicação na cadeia de abastecimento e as responsabilidades das partes envolvidas;
- Uma visão geral e atualizada da legislação da UE e definições gerais;
- Explicações sobre os requisitos IFS relacionados e as questões que os auditores podem colocar;
- Orientação passo-a-passo do trabalho de conformidade do fabricante de alimentos;
- Novos aspectos de sustentabilidade no seguimento do “Green Deal” da União Europeia e
- Um exemplo atualizado de lista de verificação detalhada para avaliar a declaração de conformidade.

Estas diretrizes de embalagem alimentar estão relacionadas com a IFS Food Standard. O seu objetivo é apoiar a comunicação e a cooperação entre as empresas certificadas pela IFS e os seus fornecedores de materiais de embalagem. O documento também fornece dicas práticas para a implementação dos requisitos da norma.

Pode descarregar gratuitamente a versão 2.1 do IFS Food Packaging Guideline aqui.

Fonte: IFS e Qualfood

Investigadores da Universidade de Ryukoku e da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, conseguiram desenvolver berinjelas geneticamente modificadas (GM) com alto teor de betacaroteno, inserindo um gene PSY da bactéria Erwinia uredovora na berinjela para promover a acumulação de betacaroteno.

As berinjelas têm poucos carotenoides, como o betacaroteno, em comparação com outras culturas, como o tomate. Por essa razão, os cientistas japoneses procuraram maneiras de aumentar a quantidade de betacaroteno para as berinjelas mais nutritivas.

Os resultados mostraram que o conteúdo de betacaroteno nas berinjelas cultivadas sob luz artificial é 5 vezes maior do que nas plantas cultivadas em estufa. No entanto, estas berinjelas GM são mais pequenas, o que pode indicar que o desenvolvimento dos frutos foi inibido pela acumulação de betacaroteno.

Estes resultados fornecem informações valiosas para o desenvolvimento de variedades de berinjela ricas em betacaroteno, que, de acordo com o estudo publicado em J-Stage, prosperam em condições de iluminação artificial.

Leia o estudo aqui.

Fonte: CiB - Centro de informação de biotecnologia

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através da Brigada Especializada das Indústrias de Produtos de Origem Animal, da Unidade Regional do Centro, e após várias diligências de investigação no âmbito do combate a ilícitos contra a saúde pública, uma operação de inspeção direcionada a um estabelecimento industrial para verificação do cumprimento das condições de armazenagem e manipulação de produtos da pesca, no distrito de Coimbra.

Como balanço da ação, procedeu-se à apreensão de 17.814 kg de produtos da pesca – polvo e pota após verificação da prática fraudulenta de imersão em água, sal e aditivos dos géneros alimentícios, durante aproximadamente 3 dias, com a finalidade de aumentar o seu peso, verificando-se oscilações que variavam entre os 17% e os 42% no caso dos tentáculos de pota e entre os 22% e os 70% no caso do polvo.

Dos vários produtos da pesca congelados apreendidos 238,81 kg de polvo encontravam-se ainda sem marca de identificação do estabelecimento que o manipulou e com a data de consumo ultrapassada há mais de um ano; 14.736 Kg de tentáculos de pota estavam prontos para serem introduzidos no mercado, com data de congelação indicada nos rótulos igual à data da aditivação e sem menção da data da primeira congelação nem informação sobre adição de água e percentagem de aditivos na rotulagem; 2.560 kg de tentáculos de pota aditivada e congelada, com rotulagem que indicava data de captura e congelação sem informação sobre a aditivação “transformado com água”, bem como a adição de 20% de água e, 280 Kg de tentáculos de pota, embalados em caixas de cartão, sem a indicação da data de congelação.

Foi ainda determinada a suspensão imediata da atividade de reacondicionamento de produtos, em virtude do estabelecimento não se encontrar aprovado pela autoridade competente para o exercício da atividade e instaurado 1 processo de contraordenação por incumprimento das regras relativas às práticas leais de Informação sobre os géneros alimentícios, por colocação no mercado de produtos de origem animal sem marca de identificação e por falta de requisitos de géneros alimentícios.

Esta apreensão com valor estimado de 115.000.00 Euros tinha como destino o circuito comercial nacional e europeu.

Fonte: ASAE

A pesca da sardinha reabre esta quinta-feira, mas com alguns limites diários, sendo que o valor máximo de descargas com arte do cerco pela frota portuguesa, para este ano, está fixado em 29.560 toneladas, anunciou o Governo.

“A pesca da sardinha é reaberta a partir das 00:00 horas do dia 02 de maio de 2024”, lê-se num despacho assinado pelo ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, que foi hoje publicado em Diário da República.

O limite global de descargas de sardinha, pescada com a arte do cerco, para o corrente ano, é de 29.560 toneladas.

Contudo, o Governo determinou também alguns limites diários para a descarga e venda de sardinhas.

Para embarcações com comprimento de fora a fora inferior ou igual a nove metros, o limite é de 2.700 quilogramas (kg) ou 120 cabazes, quando aplicável.

As embarcações com comprimento superior a nove metros e inferior a 16 metros têm, por sua vez, um limite de 6.750 kg ou 300 cabazes.

Nos feriados nacionais é proibida a captura, manutenção a bordo, descarga ou venda de sardinha.

A transferência de uma lota diferente “da correspondente ao porto de descarga” é também proibida, à semelhança do que acontece com a possibilidade de uma embarcação descarregar em mais de um porto durante cada dia.

A pesca da sardinha é gerida, de forma conjunta, entre Portugal e Espanha, seguindo um plano plurianual para o período 2021-2026.

Para 2024, a campanha de pesca prevê um limite de capturas de 44.450 toneladas, ficando Portugal encarregue de 66,5% destas.

Fonte: Executive Digest