Um estudo, realizado na Austrália e publicado na revista Weed Science, revelou que o controlo elétrico de ervas daninhas na viticultura pode ser tão eficaz como o uso de herbicidas ou métodos mecânicos, apresentando riscos mínimos para as culturas, solo e ambiente.
O estudo, intitulado “Electric weed control—how does it compare to conventional weed control methods?”, foi conduzido durante os anos de 2022 e 2023 em vinhas situadas na região de Yallingup, na Austrália Ocidental.
As experiências recorreram a um trator equipado com a máquina de controlo elétrico de ervas daninhas Zasso™ XPower, que inclui uma unidade de fornecimento de energia de 36 kW montada na traseira e um aplicador XPS em cada lado, com seis conjuntos de elétrodos por aplicador.
Entre as vantagens apontadas pelas investigadoras para o uso desta tecnologia estão a ausência de resíduos químicos nos alimentos e no ambiente, a eliminação da necessidade de esperar por períodos sem chuva após a aplicação, a não existência de desvios em condições de vento, bem como a ausência de resistência química e de impactos em vegetação vizinha ou cursos de água.
No entanto, as cientistas alertam também para algumas desvantagens, nomeadamente a lenta velocidade de aplicação e um consumo elevado de combustível.
Esta investigação foi também a primeira a avaliar, de forma quantitativa, o risco de incêndio associado ao controlo elétrico de ervas daninhas. Os testes realizados em vinhas durante a primavera na Austrália (setembro), que é o período mais comum para a gestão de ervas daninhas na viticultura daquela região, não registaram qualquer ocorrência de incêndio.
Com base nestes resultados, os investigadores concluíram que a utilização desta tecnologia durante o inverno e a primavera apresenta um risco mínimo de incêndio, sendo considerada segura nessas estações. No entanto, desaconselham o seu uso no verão e no outono, quando a vegetação seca e as temperaturas elevadas podem aumentar significativamente o risco de incêndio.
Consulte aqui o artigo completo e o estudo científico publicado na Weed Science.
Fonte: Vida Rural
Um estudo recente publicado na npj Science of Food oferece novas percepções sobre como biofilmes de Listeria monocytogenes levam à contaminação cruzada em ambientes de processamento de alimentos prontos para consumo (RTE), observando especificamente o salmão defumado a frio.
A equipa de pesquisa, composta por cientistas do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) de Espanha e da Universidade de Córdoba, formou biofilmes multiespécies e monoespécies usando bactérias retiradas de superfícies em ambientes de processamento de alimentos. Eles cultivaram os biofilmes em condições de baixa carga de nutrientes e Listeria, espelhando o mundo real.
Utilizando uma abordagem de modelagem, a equipa então rastreou as taxas de transferência de Listeria em 25 contatos sucessivos entre biofilmes e fatias de salmão, revelando perfis de contaminação diferenciados para diferentes tipos de biofilme.
Os resultados mostraram que L. monocytogenes de biofilmes multiespécies apresentaram crescimento significativamente maior na matriz de salmão do que aqueles de biofilmes de uma única espécie. Isso sugere que a coexistência de microrganismos pode aumentar a sobrevivência e a proliferação do patógenio após a transferência.
Leia a notícia completa aqui e o consulte o artigo científico publicado na revista npj Science of Food.
Fonte: Food Safety Magazine
No mês de setembro decorre mais um período obrigatório de Declarações de Existências de Galinhas Poedeiras, conforme aviso da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, publicado neste portal.
A declaração de existências poderá ser efetuada diretamente pelo produtor através do seguinte endereço de internet https://avidec.dgav.pt, ou em alternativa em qualquer departamento dos Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais.
Consulte aqui o aviso.
Mais informação poderá ser consultada no site da DGAV.
Fonte: DGAV
Certos alimentos têm má reputação, enquanto outros passam despercebidos, apesar de serem mais comumente associados a doenças transmitidas por alimentos.
Entender a diferença entre percepção de risco e risco real é fundamental para fazer escolhas alimentares mais seguras e reduzir a hipótese de adoecer.
Doenças transmitidas por alimentos afetam milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, e os media, as narrativas sociais e as experiências pessoais moldam as atitudes públicas sobre os riscos à segurança alimentar.
No entanto, o que as pessoas temem e o que realmente causa a maioria das intoxicações alimentares muitas vezes divergem significativamente.
Alimentos que são geralmente temidos:
Alimentos mais frequentemente associados a doenças de origem alimentar:
Doenças transmitidas por alimentos são uma preocupação real, mas o medo muitas vezes é infundado. Os alimentos com os quais as pessoas geralmente se preocupam nem sempre são os que representam o maior perigo. Aves cruas, vegetais folhosos e ovos são responsáveis por uma parcela significativa das doenças transmitidas por alimentos, enquanto alguns alimentos temidos, como sushi ou frutas importadas, apresentam taxas de incidência mais baixas.
Diminuir a distância entre a percepção de risco e a realidade por meio da educação e de hábitos práticos de segurança alimentar permite que as pessoas desfrutem de uma dieta variada e nutritiva sem ansiedade desnecessária. Entender quais alimentos são realmente perigosos e como manuseá-los com segurança ajuda a proteger a saúde e a reduzir os casos de intoxicação alimentar.
Em última análise, o conhecimento, não o medo, é o melhor ingrediente para uma alimentação segura.
Leia aqui o artigo e dissipe as suas dúvidas.
Fonte: Food Poisoning News
Com um bom planeamento e algumas escolhas inteligentes, é possível garantir uma alimentação saudável, sem gastar muito.
Saber planear e comprar bem, escolhendo as opções mais económicas sem perder a qualidade nutricional das nossas escolhas alimentares, é uma preocupação atual. Comparar preços, escolher os alimentos da época e aproveitar promoções de forma consciente são passos que podem ajudar a controlar os gastos.
Na confeção, os “pratos de panela” destacam-se como os métodos de confeção ideais para ter uma refeição saudável, saborosa e com muita cor e aroma, tendo ainda a vantagem de serem uma opção economicamente vantajosa. Saber como reutilizar adequadamente os alimentos ou as sobras de refeições de modo a evitar o desperdício alimentar, é outra recomendação para poupar na carteira. Aumentar as refeições semanais com ovos e leguminosas como fonte de proteína é também uma boa estratégia, pois são alternativas mais económicas à carne e ao peixe, mantendo a qualidade nutricional.
O custo da fruta e hortícolas é um desafio, por isso identificamos algumas opções mais acessíveis, especificamente para esta época do ano, para que estes alimentos continuem a fazer parte do seu dia-a-dia. E não se esqueça: beba água em vez de bebidas açucaradas ou alcoólicas.
O Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção-Geral da Saúde, sugere 9 estratégias práticas que visam apoiar a adoção de uma alimentação saudável, simultaneamente promovendo uma gestão mais eficiente dos custos com a alimentação.
Consulte aqui o guia completo de como comer bem sem gastar muito.
Desde que começamos a cultivar plantas e criar animais para alimentação ou alimentos processados, selecionamos plantas e animais com características benéficas para reprodução posterior ou escolhemos os microrganismos de melhor desempenho.
Tais características refletiam variações genéticas naturais e resultavam, por exemplo, em maior rendimento ou resistência a doenças ou condições ambientais específicas, como seca ou inundações.
A tecnologia moderna tornou possível alterar o material genético para criar novas características ou melhorar ou diminuir as existentes em plantas, animais, bactérias e fungos.
A tecnologia genética tem sido usada principalmente em plantações para aumentar a resistência a insetos e a tolerância a herbicidas, e em microrganismos para produzir enzimas.
Organismos cujo material genético foi alterado dessa forma são chamados de organismos geneticamente modificados (OGMs). Alimentos e rações que contêm ou consistem em OGMs ou são produzidos a partir de OGMs são conhecidos como alimentos e rações geneticamente modificados (GMs).
As técnicas genómicas que foram desenvolvidas antes da adoção da legislação da União Europeia (UE) sobre OGM em 2001 são conhecidas como técnicas genómicas estabelecidas (TGEs).
Novas técnicas genómicas (NGTs) referem-se a técnicas que foram desenvolvidas desde 2001.
A única cultura geneticamente modificada atualmente cultivada na UE é a MON810, uma variedade de milho geneticamente modificado resistente a insetos, cultivada principalmente na Espanha e, em menor escala, em alguns outros países da UE, para alimentação animal.
Em outras partes do mundo, como na América do Norte e do Sul, muitas variedades de culturas transgénicas são cultivadas para alimentação humana e animal. A UE é uma grande importadora de ração animal transgénica, incluindo milho e soja.
A maioria das nossas avaliações de plantas transgénicas refere-se a milho (50% das aplicações) ou soja (25%). Outras avaliações de plantas transgênicas referem-se a colza, algodão, batata, arroz e beterraba.
Aceda ao artigo aqui.
Fonte: EFSA
Fruto da azinheira é desperdiçado apesar de ter valor nutricional. Projeto Oakfood quer mais variedades aprovadas para consumo humano.
Um sucedâneo de café, bolachas, creme para barrar e até gelado de bolota foram criados no âmbito do projeto OakFood, que quer evitar o desperdício deste fruto seco e introduzi-lo na alimentação humana. Têm sido dados a provar em certames alimentares, desmistificando a ideia de que servem apenas para animais.
A ideia foi rentabilizar algo que existe em quantidade, mas tem passado despercebido. "Mais de 55% das bolotas são desperdiçadas" e as que são aproveitadas vão "quase todas para alimentação de animais, apenas 1% é para humanos", conta a gestora do Oakfood, Sílvia Moreira. Porém, a bolota e os produtos finais foram submetidos a análises, que provaram o valor nutricional: têm proteínas, são ricos em gorduras não saturadas (ómegas 3 e 6), em amido resistente (bom para saúde gastrointestinal) e permitem fazer preparados para celíacos, pois não têm glúten.
Como a bolota de azinheira é a única que está autorizada para consumo humano pela European Food Safety Authority, o próximo desafio é conseguir, junto desta entidade e da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária em Portugal, que outras variedades, nomeadamente a de sobreiro e as de carvalho-negral e alvarinho, sejam também aprovadas. O consórcio é coordenado a partir de Idanha-a-Nova pela Food4Sustainability - Associação para a Inovação no Alimento Sustentável, conta com a LandraTech, Francesco Montanari - Consultoria, Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa, AgroGrIN Tech, Confederação Nacional da Agricultura, Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos, Pepe Aromas, Javalimágico, Equanto e Purenut - Alimentos Biológicos, e dispõe de um financiamento de 760 mil euros do Plano de Recuperação e Resistência (PRR).
Leia aqui o artigo completo.
Fonte: Jornal de Notícias
As exportações nacionais de frutas, legumes e flores aumentaram 9,2% em valor no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2024, atingindo mais de 1.288 milhões de euros, disse hoje a Portugal Fresh.
A análise da associação setorial, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), salienta que a quantidade de produtos vendidos nos mercados externos também registou uma subida, somando agora mais de 837 milhões de quilos, o que representa uma evolução de 8,9% face ao primeiro semestre do ano passado.
“A União Europeia é o principal destino das frutas, legumes e flores produzidos em território nacional”, apontou o presidente da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade, defendendo que “Portugal está cada vez mais competitivo” e “oferece produtos diferenciados, com segurança alimentar e de enorme qualidade”.
Paralelamente, as importações daqueles produtos também aumentaram 9,5%, para 1.486 milhões de euros, mais 128 milhões em comparação com 2024, com o volume importado igualmente a crescer, de 1.240 milhões de quilos para 1.380 milhões de quilos (+11,2%).
“Precisamos de ambição e de um compromisso sólido que permita desbloquear o enorme potencial do setor agrícola e reduzir o peso das importações”, salientou Gonçalo Santos Andrade.
Para aumentar a competitividade no setor, o responsável defendeu que a cooperação entre agricultores e a concentração da oferta são necessidades estratégicas, bem como investimentos urgentes em infraestruturas de regadio e numa gestão eficiente da água.
Leia o artigo aqui.
Fonte: Agroportal
Achava que a carne congelada dura meses e meses? Nada disso. A verdade é que, tal como outros alimentos, pode acabar por estragar-se no interior do congelador. Assim, é importante ter em conta os tempos para evitar problemas mais tarde. Pode acabar por revelar-se um perigo para a saúde.
Segundo o 'website' Gotowanie, o tempo em que deixa a carne congelada pode depender do frio do congelador, da frescura da carne e também se é só carne ou se tem outro tipo de produtos adicionados.
Explicam ainda que a carne acaba por perder o seu valor nutricional e o sabor à medida que os meses passam. Contudo, deram um prazo para deixar tipos de carne específicas no congelador.
Assim, no caso da carne de vaca e vitela, pode deixar no congelador até seis meses. Por outro lado, a carne de porco pode ter guardada até seis meses. Já a carne moída não deve ficar no congelador durante mais de dois meses. No que diz respeito às aves, o ideal é que não as deixe por mais de três meses.
Para fazer com que dure em condições ao longo destes meses, é importante que seja guardada da melhor forma. Deve usar sacos de plástico próprios e até recipientes herméticos. Acabam por ser importante para manter a qualidade e o sabor dos produtos.
São recipientes e sacos que podem evitar que a carne fique queimada devido ao gelo que é formado no interior do congelador. Uma temperatura constante e sem grandes oscilações é ainda importante para evitar que se estrague. Deverá manter a carne a pelo menos 18ºC negativos.
Se existirem flutuações de temperatura, a carne pode descongelar, perder a sua qualidade e também ser um risco para a sua saúde. Outro ponto básico passa por não congelar carne que já tenha sido congelada e descongelada, a não ser que a cozinhe entretanto.
Saiba aqui como cozinhar pratos cheios de sabor e com menos esforço.
Fonte: Sapo Lifestyle
Se tem tendência a ter os níveis de colesterol elevados, ou em risco de os desenvolver, saiba que existem quatro tipos de alimentos que o podem ajudar.
A informação é disponibilizada pelo site do Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico que recomenda que o consumo desses alimentos pode ajudar a reduzir o colesterol.
Embora ter colesterol alto possa não causar problemas inicialmente, com o tempo ele pode-se acumular nas veias, levando a bloqueios e impedindo que o sangue flua adequadamente pelas artérias. Como resultado, ter colesterol alto é um importante fator de risco para emergências médicas, como AVC e ataques cardíacos.
Vários fatores podem levar ao aumento do colesterol, sendo que as escolhas alimentares desempenham um papel crucial. Em particular, o consumo excessivo de gorduras saturadas que podem elevar os níveis de colesterol.
O Serviço Nacional de Saúde (NHS) aconselha: "Para reduzir o colesterol, tente reduzir o consumo de alimentos gordurosos, especialmente aqueles que contêm um tipo de gordura chamada gordura saturada. Pode continuar a consumir alimentos que contenham um tipo de gordura mais saudável, chamada gordura insaturada."
Tendo em conta este conselho, a organização de saúde forneceu recomendações sobre alimentos que podem ajudar a reduzir os níveis de colesterol. Estes incluem:
Aceda aqui ao artigo completo.
Fonte: Sapo Lifestyle
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