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O Comando Territorial dos Açores, através da Secção Naval do Destacamento Territorial da Horta, em colaboração com o Posto Territorial de São Roque do Pico e com a Inspeção Regional das Pescas (IRP), no dia 3 de dezembro, apreendeu 580 quilos de pescado fresco no concelho das Lajes do Pico, na ilha do Pico.

No decorrer de uma ação de fiscalização no âmbito da vigilância da costa e do mar territorial, dirigida a embarcações de pesca costeira, foi detetada uma embarcação, entre as quatro e cinco milhas náuticas da costa da ilha do Pico, na freguesia da Piedade, a exercer a atividade da pesca com recurso à arte de palangre de profundidade. Uma vez que, legalmente, este tipo de atividade apenas pode ser exercida fora das seis milhas náuticas, foi a embarcação abordada e fiscalizada, resultando na apreensão de 580 quilos de pescado.

Durante a fiscalização foram detetadas diversas infrações no âmbito do exercício da pesca e da atividade marítima na pesca, destacando-se:

- Pesca com arte de palangre de profundidade a menos de seis milhas náuticas da costa da ilha do Pico;

- Captura e manutenção a bordo de pescado subdimensionado;

- Captura e manutenção a bordo de espécies cuja captura se encontra proibida;

- Obstrução à fiscalização dos inspetores IRP e GNR;

Da ação resultou a identificação de um homem com 47 anos, mestre da embarcação e titular da licença de pesca. Dos 580 quilos, verificou-se um total de 167 quilos de pescado fresco subdimensionado, os quais, por não poder ser vendido em lota e após verificação higiossanitária, foram entregues em três instituições de solidariedade social da ilha do Pico. Os restantes 413 quilos de pescado fresco, foram sujeitos ao regime de 1.ª venda em lota.

A GNR relembra que os recursos marítimos devem ser explorados de modo a garantir, a longo prazo, a sustentabilidade ambiental, económica e social da pescaria, dentro de uma abordagem de precaução, definida com base nos dados científicos disponíveis, procurando-se simultaneamente assegurar os rendimentos da pesca aos seus profissionais.

 

Fonte: GNR

Sacarina: Limite de segurança aumentado

  • Monday, 09 December 2024 10:25

A EFSA concluiu que a sacarina é segura para consumo humano e aumentou a dose diária admissível (DDA) de 5 para 9 mg/kg de peso corporal por dia, num parecer científico.

A DDA, que reflete a quantidade segura de uma substância que pode ser consumida diariamente ao longo da vida, abrange a sacarina e os seus sais de sódio, cálcio e potássio (E 954). A anterior DDA foi estabelecida em 1995 com base no aumento da incidência de tumores da bexiga observados em estudos com ratos. No entanto, existe atualmente um consenso científico de que estes tumores são específicos dos ratos machos e não são relevantes para os seres humanos.

Os peritos da EFSA analisaram todos os dados disponíveis e concluíram que a sacarina não causa danos no ADN e que é improvável que o seu consumo esteja associado a um risco de cancro nos seres humanos. Além disso, a exposição dos consumidores é inferior à DDA recentemente estabelecida, o que significa que não existe qualquer risco para a saúde.

O que é a sacarina?

A sacarina é utilizada para adoçar alimentos e bebidas há mais de 100 anos, tendo-se tornado popular como substituto do açúcar nos anos 60 e 70. Os sais de sacarina são utilizados porque se dissolvem melhor na água. Isto facilita a sua adição a alimentos e bebidas e pode torná-los mais doces. Tal como acontece com todos os aditivos alimentares, a sacarina e os seus sais devem ser rotulados nos produtos, permitindo que os consumidores façam escolhas informadas.

Esta reavaliação faz parte do trabalho mais alargado de revisão da segurança de todos os aditivos alimentares cuja utilização nos alimentos era permitida antes de 20 de janeiro de 2009, conforme exigido pelo Regulamento da UE.

 

Fonte: EFSA

A PepsiCo e a Fertiberia lançaram um programa que pretende reduzir as emissões na cultura da batata em Portugal através da utilização de fertilizantes produzidos a partir de hidrogénio ‘verde’ em substituição do gás natural, e graças à utilização da agricultura de precisão.

De acordo com o comunicado de imprensa, a utilização de fertilizantes baixos em carbono, que é aplicada em 400 hectares de culturas de batata, reduz as emissões em cerca de 15%.

A comunicação explica também que o processo de produção utiliza amoníaco ‘verde’, que é obtido através da substituição do hidrogénio do gás natural por hidrogénio ‘verde’, resultando assim em soluções de nutrição vegetal com uma baixa pegada de carbono.

O projeto conta com o apoio de agricultores locais e utiliza técnicas de agricultura de precisão, que permitem otimizar a utilização de fertilizantes graças à informação detalhada que fornecem sobre o estado das culturas. O programa teve início em Espanha, em 2023, e os bons resultados verificados permitem aumentar a área de culturas que utilizam fertilizantes com baixo teor de carbono.

“O nosso objetivo é reduzir as emissões associadas aos fertilizantes e, consequentemente, as que provêm da agricultura, que representam uma elevada percentagem do total das nossas emissões. Esta ação complementa outras iniciativas que já estamos a implementar para regenerar a terra e torná-la mais fértil através de práticas agrícolas regenerativas”, afirmou Christian Cerezo, Diretor de Agricultura da PepsiCo para o Sudoeste da Europa.

Já para Alfredo Segura, Diretor Comercial da Fertiberia, “a utilização de energias renováveis para a produção de soluções de nutrição vegetal assim como a inovação contínua em biotecnologias, permitirá avançar com a descarbonização do setor primário na União Europeia. O acordo com a PepsiCo aposta no potencial do hidrogénio verde como uma das principais forças para uma agricultura mais sustentável, posicionando a Fertiberia como uma empresa impulsionadora do desenvolvimento viável deste novo vetor na Península Ibérica”.

 

Fonte: Vida Rural

Os últimos anos foram marcados por desafios significativos no setor agroalimentar, fruto da inflação e da escassez de matérias-primas.

Ainda assim, o setor que representará cerca de 25 mil milhões de euros em volume de negócios para o país este ano, segundo a Federação Portuguesa das Indústrias Agroalimentares, tem conseguido inovar através de tecnologias emergentes e de práticas mais ecológicas. Neste sentido, a ERA Group, consultora portuguesa especializada em otimização de processos e custos para as empresas, destaca três áreas em que a Inteligência Artificial (IA) tem sido uma aliada estratégica para o seu desenvolvimento. João Pontes, partner da ERA Group, afirma que “a sustentabilidade é uma preocupação crítica para as empresas agroalimentares, impulsionada tanto por requisitos regulamentares como pela procura dos consumidores por práticas ambientalmente responsáveis.

Como tal, a adoção de soluções de IA no setor é tanto uma vantagem competitiva como um passo estratégico para garantir a resiliência dos negócios. A IA oferece-nos ferramentas que permitem otimizar a produção, mas também a gestão de recursos e cadeias de abastecimento, assegurando que a indústria agroalimentar possa crescer de forma mais produtiva, eficiente e rentável e, assim, responder aos desafios emergentes da atualidade.”

Monitorização em tempo real

No setor agrícola, a IA, incorporada em drones e sensores, permite monitorizar em tempo real a qualidade do solo e as condições meteorológicas por meio da recolha e análise de dados. Desta forma, os agricultores podem otimizar a utilização de recursos como a água, os fertilizantes e os pesticidas. No fabrico de alimentos, a IA está a ser utilizada para automatizar tarefas repetitivas e melhorar a qualidade dos produtos. Estas ferramentas não só aumentam a eficiência, como também promovem práticas agrícolas mais sustentáveis e produtivas.

Otimização de recursos hídricos e energéticos

No setor agroalimentar, o consumo de energia é uma das áreas de custo mais significativas, e a Inteligência Artificial permite otimizá-lo. Desde sistemas que regulam o aquecimento, arrefecimento, iluminação até sistemas de irrigação, a IA permite uma utilização mais eficiente de recursos, mitigando falhas e ineficiências e garantindo que os equipamentos operem na sua máxima eficácia. Além disso, melhora a gestão de resíduos ao possibilitar a implementação de sistemas de previsão de deterioração dos alimentos, minimizando o desperdício e o impacto ambiental.

Gestão de fornecedores e cadeias de abastecimento

A Inteligência Artificial promove também uma maior visibilidade e rastreabilidade nas cadeias de abastecimento, integrando tecnologias como o blockchain para monitorizar cada etapa do processo produtivo. Esta transparência assegura o cumprimento das normas regulatórias e fortalece a confiança dos consumidores na origem e sustentabilidade dos produtos. Além disso, a IA otimiza a gestão de stocks, antecipando possíveis interrupções logísticas, melhorando e otimizando as rotas de transporte, garantindo que cada produto chegue ao consumidor com eficiência e um menor impacto no planeta.

 

Fonte: Agrotec

Existem diferentes metodologias de processamento do café, incluindo Washed, Natural, Honey, Experimental Natural e Decaf. Quais são as singularidades de cada uma delas?

Em muitas ocasiões, ouvimos falar dos diferentes processos a que o café pode ser submetido, sem sequer compreendermos o que significa o termo “processo” neste contexto. Pois bem, o processamento do café traduz-se como o caminho que vai desde a colheita dos grãos de café, separando a polpa do grão interior para o secar e, a partir daqui, atingir a percentagem ideal para preparar o café para exportação.

Todo o universo do processamento do café é muito complexo. Há uma infinidade de fatores e detalhes minuciosos que contribuem para o sucesso de um determinado processamento de café. Alguns deles são os métodos de despolpamento e as máquinas utilizadas, o teor de humidade e o pH, os tempos de repouso e de secagem. Estes fatores, juntamente com as propriedades do próprio café - tais como a variedade, a altitude a que foi colhido, o clima e a composição do solo em que foi cultivado - darão um perfil de chávena particular.

O tratamento do café por um ou outro processo tem uma grande influência no seu perfil na chávena, desde o sabor ao aroma, passando pela textura. Assim, entre as principais metodologias de processamento do café, podemos distinguir cinco processos principais.

Natural

Neste processo, após a colheita, os grãos são transferidos para a fábrica de processamento, espalhados em pátios de betão ou camas elevadas e deixados a secar ao sol durante 15 a 30 dias, período durante o qual o café é rodado para promover uma secagem uniforme. Depois de seco, as camadas são retiradas. “Este processo é muito comum nas plantações de café brasileiras, que são cultivadas em baixas altitudes, e resulta num café com mais corpo, doçura e complexidade”, diz Rodrigo Moreiras, Diretor de Café da Syra Coffee, a empresa catalã que começou como uma pequena cafetaria e que agora gere e controla todo o processo de produção de café, desde a seleção e torrefação até à venda.

Honey

Neste processo, também conhecido como “despolpado natural”, a casca ou “pele” é retirada do grão e deixada a secar ao sol sem retirar a mucilagem. São geralmente utilizadas camas africanas e o processo termina com a debulha. “Este café em chávena caracteriza-se pela procura de doçura e complexidade, mas sem prescindir da subtileza proporcionada por um processo de lavagem”, especifica Moreiras.

Washed

Neste processo, depois de colhidos, os grãos são passados pelo despolpador e colocados em tanques para fermentação durante aproximadamente 12 horas. De seguida, são lavados com água abundante para retirar a mucilagem e terminar o processo de fermentação. É nesta altura que se passa à fase de secagem, um processo mais curto em que se procura sobretudo uma secagem uniforme com uma percentagem de humidade ótima para a expedição. Este é um processo que se realiza principalmente em cafés provenientes de zonas como a Colômbia e cultivados a altitudes superiores a 1.200 metros acima do nível do mar. Este café destaca-se pelas suas nuances limpas, subtis e mais complexas, mas com um pouco menos de corpo.

Experimental Natural

Este é um processo que exige um maior controlo por parte do produtor e envolve uma maior complexidade, mas que produz um café de excelência singular. Neste processo, o café é deixado a fermentar em condições muito controladas durante 30 a 300 horas. Por vezes, é mesmo adicionada fruta diretamente nas cubas para facilitar a fermentação. O resultado são cafés com notas de frutos tropicais, muito singulares e com um sabor que pode muitas vezes ser surpreendente.

Decaf

Neste processo, depois de os grãos terem sido debulhados e limpos de mucilagem, é efetuado o processo de descafeinação. Para o efeito, recorre-se à fermentação do melaço para produzir uma solução denominada acetato de etilo. Posteriormente, efetuam-se repetidas lavagens com esta solução diluída em água até se atingir a percentagem permitida de cafeína, 0,1%.

 

Fonte: iALIMENTAR

Durante o mês de janeiro, decorre mais um período obrigatório de Declarações de Existências de Ovinos e Caprinos (DEOC), conforme Aviso da Direção Geral de Alimentação e Veterinária.

A declaração de existências de ovinos e caprinos poderá ser efetuada diretamente pelo produtor na Área Reservada do portal do IFAP, ou em qualquer departamento dos Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais ou ainda nas entidades protocoladas com o IFAP, através da aplicação SNIRA/iDigital.

 

Fonte: DGAV

A Comissão Europeia cria oficialmente o Conselho Europeu para a Agricultura e a Alimentação (EBAF), dando assim seguimento a uma das recomendações do relatório final do Diálogo Estratégico sobre o Futuro da Agricultura.

Presidido pelo Comissário para a Alimentação e a Agricultura, Christophe Hansen, tem por objetivo apoiar uma nova cultura de diálogo, confiança e envolvimento de várias partes interessadas entre os intervenientes na cadeia de abastecimento alimentar e a sociedade civil, bem como com a Comissão. Espera-se que este órgão consultivo preste aconselhamento de alto nível à Comissão sobre o seguimento do relatório do diálogo estratégico sobre o futuro da agricultura da UE e contribua para o trabalho sobre a visão para a alimentação e a agricultura, a apresentar nos primeiros 100 dias do mandato.

O prazo para a apresentação de candidaturas ao EBAF termina a 8 de janeiro de 2025. A Comissão avaliará todas as candidaturas e tenciona finalizar a composição do Conselho de Administração no início de 2025. A primeira reunião do Conselho de Administração será convocada imediatamente a seguir.

 

Fonte: iALIMENTAR

A globalização tem desempenhado um papel ambivalente na alimentação mundial, conforme destaca um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Enquanto os preços dos alimentos foram reduzidos significativamente nos últimos 20 anos, a obesidade global quase dobrou no mesmo período. O aumento dos alimentos ultra processados é apontado como um dos fatores determinantes desse cenário.

A redução de custos na cadeia de abastecimento e a produção em larga escala tornaram os alimentos básicos mais acessíveis em diversas regiões. Contudo, isso também facilitou a proliferação de produtos ultra processados, que muitas vezes são ricos em açúcar, sal e gorduras saturadas, mas pobres em nutrientes essenciais. Estas mudanças são vistas como um reflexo direto das tendências económicas e culturais globais.

Impactos da industrialização alimentar

O relatório ressalta que os alimentos ultra processados são frequentemente projetados para serem convenientes, mas os seus efeitos na saúde pública são alarmantes. Estão associados ao aumento de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares, que agora afetam populações anteriormente protegidas por dietas tradicionais mais equilibradas.

Diante deste panorama, a FAO enfatiza a importância de políticas que promovam uma alimentação saudável e sustentável. Estratégias como a taxação de alimentos ultra processados, incentivo à agricultura local e educação alimentar são fundamentais para equilibrar os benefícios da globalização com a necessidade de preservar a saúde pública.

Desafios futuros

A FAO destaca que, para mitigar os impactos negativos da globalização na nutrição, é essencial um esforço conjunto entre governos, indústria e sociedade civil. Iniciativas que promovam a transparência nas cadeias de produção e a regulamentação de rótulos podem ajudar os consumidores a fazer escolhas mais informadas.

Com a obesidade global em ascensão e a saúde pública sob pressão, o relatório da FAO serve como um alerta sobre as consequências não intencionais da modernização da alimentação. A busca por soluções equilibradas que aliem acessibilidade e qualidade será crucial para os próximos anos.

Fonte: Grande Consumo

O triunfo do robô e da produção biológica

  • Thursday, 05 December 2024 10:26

Se alguém pensar que inovação na agricultura é só sobre cultivar novas variedades de tomate ou batata ou aplicar fertilizantes de forma mais eficiente, está redondamente enganado. A tecnologia está a invadir os campos a uma velocidade impressionante e a ideia de que é um mundo simples e que a tecnologia ficou para trás está absolutamente errada. Quem é que disse que o agricultor não pode ser também um especialista em drones, inteligência artificial ou robôs? O futuro da agricultura já chegou — e parece que é mais tecnológico do que nunca.

E isso pode até explicar a escolha do Projeto Modular E, do INESC TEC, para vencedor do Prémio Inovação Agricultura 2024, atribuído pela Timac Agro. “Este projeto nasce num laboratório de robótica para a agricultura e floresta de precisão, dentro do instituto de investigação, que é privado mas sem fins lucrativos, e que se foca essencialmente nestas tecnologias. É aí que temos vindo a desenvolver este robô”, explica Filipe Santos, que se fez acompanhar por mais dois elementos da equipa, Luís Santos e André Aguiar.

O porta-voz do grupo não esconde que esta distinção “é mais do que motivadora”. “Temos um mote que é ciência com impacto. Temos trazido os valores para o terreno para provar que é possível ter robótica portuguesa, tecnologia portuguesa, desenvolvida em Portugal, com impacto para a agricultura portuguesa mas também mundial. E este é o reconhecimento desse trabalho, que muito nos orgulha e motiva”, realça.

Um robô barato e flexível que abraça todas as culturas

O robô é uma solução de baixo custo que permite transportar um conjunto alargado de equipamentos de agricultura de precisão. É ainda flexível, a ponto de poder acrescentar-se equipamento que seja necessário, e também poder ser adaptado a diferentes culturas. “É um veículo com grande versatilidade e autonomia, que neste domínio da robótica é fundamental. A agricultura de precisão é a ferramenta mais poderosa que nós temos hoje em dia para o uso mais eficiente dos recursos”, comenta Nuno Canada, presidente do ­INIAV e do júri.

Portugal ao “mais alto nível”

Rui Rosa, presidente da Vitas Portugal, reconhece que a inteligência artificial já chegou à agricultura e que, embora ainda haja muito para explorar nesta matéria, é já muito utilizada na área dos seguros agrícolas. E enaltece a qualidade das candidaturas apresentadas. “Para nós é uma grata recompensa. As candidaturas foram de excelente qualidade, diversificadas e em número muito apreciável”, afirma. Nesse sentido, está já a pensar na organização da 3ª edição deste prémio.

No encerramento do certame esteve João Moura, secretário de Estado da Agricultura. O governante lembra que Portugal “é do mais alto nível que existe no mundo inteiro com as suas técnicas, regras e hábitos de produção. Aquilo que se faz hoje no país é uma agricultura amiga do am­biente, que utiliza bem os recursos naturais, que os estima, preserva e conserva, e utiliza a mais alta tecnologia, como ficou aqui bem visível”. E acrescenta: “Há uma grande evolução científica, muito conhecimento científico nas práticas agrícolas, pelo que os portugueses podem estar descansados com a qualidade dos alimentos que consomem.” Ainda assim, vinca, “é importante transmitir estas coisas boas, coisas positivas, que muitas vezes são confundidas com imagens negativas quando é completamente diferente”. João Moura reconhece que “há um caminho a percorrer para passar a mensagem boa” e lamenta que, pelo caminho trilhado, sejam cada vez menos “os que se interessam pela agricultura e pelo mundo rural.”

 

Fonte: Expresso

A produção mundial de vinho em 2024 está projetada para atingir o nível mais baixo dos últimos 60 anos, com uma estimativa média de 231 milhões de hectolitros, representando uma queda de 2% em relação ao ano anterior, diz a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

Este declínio é atribuído a eventos meteorológicos extremos, como geadas precoces, chuvas intensas e secas prolongadas, que afetaram significativamente a produtividade das vinhas em ambos os hemisférios.

Situação na União Europeia

Na União Europeia, que abriga os três maiores produtores mundiais de vinho — França, Itália e Espanha —, a produção estimada é de 139 milhões de hectolitros, uma redução de 3% em comparação com o ano anterior e o nível mais baixo deste século.

França lidera este declínio, com uma queda prevista de cerca de 25% na produção, devido a condições climáticas adversas, incluindo chuvas torrenciais, baixa incidência de luz solar e granizo.

Por outro lado, espera-se que Itália recupere da baixa produção do ano anterior, reassumindo a posição de maior produtora mundial de vinho.

Perspectivas globais e desafios futuros

A tendência de queda na produção global de vinho destaca a vulnerabilidade do sector às mudanças climáticas. No curto prazo, a oferta reduzida pode ajudar a equilibrar um mercado que enfrenta uma diminuição no consumo e altos níveis de stock. No entanto, a persistência de condições climáticas extremas representa um desafio contínuo para a sustentabilidade e a resiliência da viticultura mundial.

Fonte: Grande Consumo