Inovação na ciência alimentar: como a caracterização avançada de espumas à base de albumina de ervilha pode transformar produtos vegetais
As espumas têm um papel fundamental nos alimentos, nos cosméticos, nos produtos farmacêuticos e em outras aplicações de biotecnologia. No caso dos alimentos ajudam nos atributos sensoriais, como textura, aparência e experiência do consumidor. Por exemplo, a espuma num café e numa cerveja fazem toda a diferença. Mesmo só pelo olhar. No caso do café, além de lhe adicionar uma textura cremosa e agradável ainda ajuda a reter o aroma e o sabor. Já na cerveja mantém a temperatura por mais tempo, fresquinha. Também desacelera o processo de oxidação e o sabor dura mais tempo. Por isto, as espumas são uma componente essencial de muitas bebidas e alimentos.
Estas têm sido amplamente utilizadas em diversos produtos alimentares usando proteínas derivadas de animais (lacticínios, ovos, gelatina); recentemente houve um impulso significativo em novas formulações mais sustentáveis, contendo menos emulsionantes sintéticos. Além disso, devido à mudança global da dieta de proteínas de origem animal para vegetal, agora é fundamental explorar os detalhes dos mecanismos que sustentam a sua estabilização em alimentos que contém proteínas derivadas de plantas.
Apesar da sua omnipresença, pouco se sabe ou compreende acerca dos mecanismos altamente complexos de uma boa espuma. A colaboração entre o Institut Laue-Langevin (ILL) e a Universidade de Aarhus uniu know how únicos para investigar a espuma e os seus desafios científicos, na tentativa de encontrar um futuro alimentar mais ecológico. Porém, compreender o comportamento da espuma requer a caraterização da sua estrutura. “Não é fácil!”, avança Leonardo Chiappisi, investigador do ILL e coordenador da Parceria para a Matéria Condensada Macia (PSCM). Em primeiro lugar, porque os seus parâmetros estruturais relevantes vão desde a escala macroscópica até à escala nanométrica. E, em segundo lugar, devido à sua natureza altamente instável que evolui através da formação, drenagem e colapso. “Só se tem uma oportunidade para estudar a estrutura de uma amostra de espuma, mas nenhuma técnica pode fornecer as informações necessárias em todas as diferentes escalas de comprimento de uma só vez”, explica Leonardo Chiappisi.
A capacidade de obter uma caraterização abrangente da espuma e à escala real foi conseguida no ILL através de uma investigação inovadora, juntamente com o desenvolvimento de métodos para analisar os dados adquiridos. “O nosso dispositivo gerou uma amostra de espuma e a estrutura foi depois investigada in situ e em escalas de comprimento, através da realização simultânea de medições de neutrões de baixo ângulo (SANS), imagens e medições de condutividade elétrica”.
Esta revela informações estruturais sobre uma amostra através da interpretação do padrão de dispersão produzido pela interação de um feixe de neutrões com a amostra. “Esta é a única técnica capaz de fornecer informações estruturais à escala nanométrica sobre a espuma”, explica Chiappisi. “No entanto, os difratómetros D22 e D33 do ILL são invulgares, pois ambos estão equipados com detetores múltiplos. Isso permite que todas as informações estruturais relevantes em nanoescala sejam adquiridas numa única experiência, o que é particularmente crítico para sistemas instáveis, como a espuma.”
Além disso, o diâmetro relativamente largo do feixe de neutrões permite a sondagem de centenas de bolhas de espuma ao mesmo tempo, o que resulta em dados estatisticamente significativos sem causar impacto na amostra da espuma, graças à natureza não prejudicial dos neutrões. A combinação destes dados avançados à escala nanométrica com imagens óticas permite obter informações essenciais em várias escalas de comprimento, enquanto as informações sobre a composição da espuma — essenciais para a análise quantitativa dos dados — são fornecidas por medições de condutividade eléctrica.
O ILL dedica-se a produzir impacto social, alargando o acesso às poderosas técnicas disponíveis no instituto a todas as áreas relevantes da ciência aplicada. As capacidades abrangentes de caraterização da espuma foram, assim, apresentadas em várias conferências, incluindo a LINXS Northern Lights on Food Conference, que reúne conhecimentos especializados em ciência alimentar com conhecimentos sobre métodos de ponta de caraterização por neutrões e raios X. “A ciência alimentar envolve sistemas muito complexos e são necessárias várias técnicas para medir amostras in situ, com o mínimo de perturbação e em escalas de comprimento, para compreender plenamente a estrutura, a funcionalidade e as interações dos diferentes componentes”, explica Milena Corredig, Professora do Departamento de Ciência Alimentar da Universidade de Aarhus. “Fiquei muito entusiasmada quando vi o que o Leonardo conseguia fazer!”
A mudança global de alimentos de origem animal para alimentos de origem vegetal, com o objetivo de melhorar as dietas e a sustentabilidade da produção alimentar, criou a necessidade de melhorar a compreensão e acelerar o desenvolvimento de proteínas derivadas de plantas e os seus processos associados. “Sabemos como bater as natas, mas se transferirmos esse processo para as proteínas de origem vegetal, o resultado é uma má funcionalidade, um mau sabor, uma má textura, um mau tudo”, Considera o investigador.
Combinando os seus conhecimentos, Chiappisi e Corredig trabalharam para tornar este futuro alimentar mais ecológico mais próximo, concentrando-se primeiro na albumina de ervilha – uma proteína solúvel em água extraída das ervilhas que foi identificada como uma candidata promissora para a criação de ingredientes funcionais espumantes nos alimentos. “Os alimentos são basicamente matéria mole e a dispersão de neutrões é uma ferramenta muito poderosa para os estudar.
A colaboração entre o ILL e a Universidade de Aarhus – envolvendo Ruifen Li (investigador de pós-doutoramento na Universidade de Aarhus) e Julien Lamolinairie (estudante de doutoramento no ILL) – permitiu o desenvolvimento de uma linguagem comum para fazer avançar o conhecimento sobre espumas feitas com albuminas de ervilha. As valiosas informações fornecidas pela caraterização exaustiva das espumas feitas com albuminas de ervilha, recentemente publicadas no Journal of Colloid and Interface Science, aproximam os cappuccinos à base de ervilha de uma chávena!
Pode ver o estudo aqui
Fonte: Sapo por Teresa Cotrim
Cerca de 20 pessoas estão infetadas, sendo a maioria adolescentes. Uma jovem com 12 anos ficou em estado grave e foi internada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Perante a situação, as autoridades de saúde começaram uma campanha de vacinação direcionada aos jovens que estiveram em contacto com os infetados. Cerca de 100 pessoas já foram imunizadas.
De acordo com o Serviço Nacional da Saúde, o vírus da Hepatite A causa inflamação no fígado e provoca a doença com o mesmo nome. A infeção é “muito contagiosa” e, como aconteceu em Setúbal, pode originar surtos.
Quais são os sintomas da hepatite A?
- Febre;
- Mal-estar;
- Náuseas;
- Vómitos;
- Dor abdominal;
- Falta de apetite;
- Fadiga;
- Urina escura;
- Fezes esbranquiçadas;
- Icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos).
O SNS 24 adianta que a frequência dos sintomas está relacionada com a idade do infetado. Em idades inferiores aos 6 anos, a infeção é, geralmente, assintomática. Já em crianças mais velhas e adultos a infeção provoca doença clínica em mais de 70% dos casos.
Como se transmite o vírus? E quais os comportamentos de risco?
O principal modo de transmissão é por via fecal-oral (contacto de fezes com a boca), através da ingestão de alimentos ou água contaminados. O vírus também se pode transmitir através de relações sexuais.
De acordo com o SNS 24, entre os comportamentos de risco estão:
- consumo de alimentos, como: carne mal passada, ovos mal cozidos, legumes crus mal lavados ou mal cozidos, marisco e fruta por lavar.
- não lavar as mãos após a utilização da casa de banho, mudança de fraldas e antes da preparação dos alimentos.
A principal forma de prevenção da hepatite A é a vacinação, mas há medidas que podem (e devem) ser seguidas:
- Lavar e desinfetar as mãos frequentemente;
- Beber água potável ou engarrafada;
- Cozinhar bem os alimentos, nomeadamente, carne, legumes e ovos;
- Lavar e desinfetar bem os alimentos antes de os consumir;
Fonte: JN e SicNotícias
Foi publicado o Regulamento de Execução (UE) 2025/163 da Comissão, de 30 de janeiro de 2025, que altera o Regulamento de Execução (UE) 2021/17, que estabelece uma lista de alterações que não exigem avaliação em conformidade com o Regulamento (UE) 2019/6 do Parlamento Europeu e do Conselho.
Este Regulamento pode ser consultado aqui.
Fonte: Qualfood
No âmbito do projeto PRR-C05-i03-I-00017, no qual a DGAV participa, foi desenvolvido um formulário on line para reportar o avistamento de espumas, que constituem possíveis sinais de presença de insetos vetores da Xylella fastidiosa.
Este formulário destina-se a qualquer pessoa que ao visualizar e reportar essas espumas, irá contribuir para mapear a distribuição temporal e espacial dos insetos vetores, ajudando assim no planeamento das medidas de combate à X. fastidiosa.
Aceda aqui ao Xf Sistema Alerta Espumas.
Fonte: DGAV
A tendência da saúde intestinal continua a impulsionar a inovação e o desenvolvimento de novos produtos no setor alimentar e de bebidas.
A saúde intestinal é uma das maiores tendências na alimentação e nas bebidas. Vamos analisar os produtos que promovem a saúde digestiva e que estão preparados para dominar as vendas este ano.
Esta tendência continua a liderar o setor alimentar e de bebidas, impulsionando a inovação, incentivando o desenvolvimento de novos produtos e aumentando as vendas.
E o seu sucesso é evidente: o mercado global de produtos para a saúde digestiva está atualmente avaliado em impressionantes 51,62 mil milhões de dólares, com um crescimento anual composto (CAGR) projetado de 8,3%, segundo a Grand View Research.
Então, qual será o próximo passo para este gigante da saúde e bem-estar? E que produtos irão liderar o mercado?
Os quatro Ks da saúde intestinal: kimchi, kefir, kombucha e chucrute
Os quatro Ks da saúde intestinal – kimchi, kefir, kombucha e chucrute (sauerkraut) – continuam extremamente populares, com a procura forte dos consumidores.
Marcas focadas na saúde intestinal, estão a prosperar, expandiram as suas gamas de produtos para atender à crescente procura.
Mas isso não significa que seja tarde demais para investir num ou em todos os quatro Ks. Pelo contrário, o crescente interesse dos consumidores nestes produtos torna este o momento ideal para os fabricantes entrarem neste mercado.
Taxa de crescimento dos quatro Ks
Kefir: Valor global atual de 1,26 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 5,0% (Grand View Research)
Kimchi: Valor global atual de 4,9 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 4,9% (Grand View Research)
Kombucha: Valor global atual de 2,64 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 15,6% (Grand View Research)
Chucrute: Valor global atual de 10,5 mil milhões de dólares | Crescimento CAGR de 5,3% (Market.us)
Fortificação
Outro grande motor de crescimento na área da saúde intestinal é a fortificação.
A fortificação de produtos existentes para os transformar em alimentos e bebidas funcionais tornou-se extremamente popular entre os fabricantes. A crescente procura dos consumidores levou a um mercado global avaliado em mais de 281 mil milhões de dólares, segundo a Statista.
Além disso, qualquer produto que contenha ingredientes benéficos para a saúde intestinal, como curcuma e canela, está a ter grande sucesso.
“Curcuma, gengibre, canela, hortelã-pimenta, raiz de alcaçuz e orégãos são seis especiarias com potentes efeitos anti-inflamatórios que apoiam a saúde intestinal ideal”, afirma Adam Meyer, nutricionista da Eating Well.
Doces e chocolates
Doces e chocolates com benefícios para a saúde intestinal são uma novidade no mercado. Mas, agora que chegaram, estão a conquistar os consumidores e a procura está em crescimento.
Desde os ursinhos de goma ricos em fibras, o setor da confeitaria está a aderir à tendência da saúde intestinal.
Os produtores de chocolate também estão a entrar neste segmento, ex..Chocolate Belga com Culturas Vivas.
Além disso, as vendas de chocolate negro deverão continuar a crescer, pois o produto ganhou uma forte reputação pelos seus benefícios para a saúde intestinal.
“O chocolate negro com pelo menos 70% de cacau contém muitos nutrientes essenciais”, afirma o professor Tim Spector, cofundador da ZOE. “É rico em ferro, magnésio, cobre e manganês. Também contém cálcio, potássio e zinco, além de vestígios de vitaminas A, B, E e K. Uma barra média de 100 gramas de chocolate negro tem cerca de 11 gramas de fibra, o que é benéfico para a saúde intestinal.”
Graças a essas associações positivas, o mercado global de chocolate negro atingiu um valor de 63,4 mil milhões de dólares, com uma taxa de crescimento projetada de 3,8% ao ano (Grand View Research).
Um desenvolvimento interessante é a entrada de marcas de suplementos no setor da confeitaria, contendo 3 mil milhões de bactérias vivas por bola.
Snacks
Mas não são apenas os doces que impulsionam a tendência da saúde intestinal. Os snacks também estão a ganhar destaque, com o lançamento de barras de cereais, bolachas e até batatas fritas com benefícios para o intestino.
Já existe no mercado batatas fritas sabor a bacon fumado, formuladas para apoiar a saúde intestinal.
“Carregadas de fibra amiga do intestino para manter o bem-estar digestivo – é comida para um bom humor”, afirma um porta-voz da marca britânica.
A Dieta Mediterrânica
Um estudo recente demonstrou os benefícios da Dieta Mediterrânica para a saúde intestinal, aumentando ainda mais o seu prestígio e colocando os seus principais componentes no topo das listas de compras dos consumidores.
Em particular, azeite, frutas e vegetais, proteínas magras como frango e peixe, e alimentos ricos em fibra como feijão e leguminosas estão a ver um aumento nas vendas.
“Sabemos que a Dieta Mediterrânica tem um teor de fibra mais elevado do que as dietas ocidentais típicas”, afirma um porta-voz da Guts UK. “A fibra beneficia o microbioma intestinal ao aumentar a quantidade de espécies benéficas que vivem no nosso intestino (como lactobacilos e bifidobactérias). Simplificando, a fibra ‘alimenta’ os microrganismos do intestino.”
Fonte: Foodnavigator
Para os cientistas responsáveis por esta investigação, publicada na revista Nature, estes “resultados devem fazer soar o alarme”.
Pequenas partículas de plástico podem acumular-se a níveis mais elevados no cérebro humano do que nos rins e no fígado, com concentrações mais elevadas detetadas em amostras de cadáveres de 2024 do que nas de 2016.
Embora as possíveis implicações para a saúde humana permaneçam pouco claras, estas descobertas evidenciam uma consequência das crescentes concentrações globais de plásticos ambientais, afirmam os cientistas por detrás da investigação, publicada na revista Nature Medicine.
Os cientistas sublinham que a quantidade de nanopartículas e micropartículas de plástico aumentou exponencialmente nos últimos 50 anos.
Matthew Campen e a sua equipa de ciências da saúde da Universidade do Novo México nos Estados Unidos utilizaram técnicas inovadoras para analisar a distribuição de micro e nanopartículas em amostras de tecido do fígado, dos rins e do cérebro de pessoas que foram submetidas a autópsias em 2016 e 2024.
De acordo com Campen, as concentrações de plástico no cérebro parecem ser mais elevadas do que no fígado ou nos rins, e mais elevadas do que os relatórios anteriores para placentas e testículos.
"Os resultados devem fazer soar o alarme", afirma num comunicado da universidade.
As conclusões do estudo
Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram um total de 52 amostras de cérebro (28 em 2016 e 24 em 2024); detetaram estas partículas em todas elas e encontraram concentrações semelhantes nas amostras de tecido do fígado e dos rins obtidas em 2016.
No entanto, as amostras de cérebro recolhidas nessa altura, todas provenientes da região do córtex frontal, continham concentrações substancialmente mais elevadas de partículas de plástico do que os tecidos do fígado e dos rins.
A equipa também descobriu que as amostras de fígado e cérebro de 2024 tinham concentrações significativamente mais elevadas de micro e nanopartículas de plástico do que as de 2016.
Em seguida, compararam estes resultados com os de amostras de tecido cerebral de períodos anteriores (1997-2013) e verificaram que havia concentrações mais elevadas de partículas de plástico nas amostras de tecido mais recentes.
Os cientistas também observaram uma concentração 10 vezes maior de partículas micro e nanoplásticas em 12 cérebros de indivíduos com um diagnóstico documentado de demência do que naqueles sem diagnóstico.
No entanto, os próprios autores salientam que os resultados não estabelecem uma relação causal entre as partículas de plástico e os efeitos na saúde.
Sugerem também que algumas variações nas amostras de cérebro podem dever-se a diferenças geográficas, uma vez que as amostras foram recolhidas no Novo México e em locais na costa leste dos Estados Unidos.
Por conseguinte, afirmam que são necessários mais estudos a longo prazo com populações maiores e mais diversificadas para determinar as tendências de acumulação de micropartículas e nanopartículas e as suas potenciais implicações para a saúde.
Estes resultados sublinham a necessidade crítica de compreender melhor as vias de exposição, absorção e eliminação e as potenciais consequências para a saúde dos plásticos nos tecidos humanos, em particular no cérebro, concluem os investigadores no seu artigo. Nos últimos anos, surgiram vários estudos científicos sobre os microplásticos e o corpo humano.
Na semana passada, por exemplo, foi publicada na revista Pregnancy uma investigação que indicava que os microplásticos - mais pequenos do que 5 milímetros - e os nanoplásticos, invisíveis a olho nu, se encontravam em concentrações mais elevadas nas placentas de bebés nascidos prematuramente do que nos nascidos de termo.
No passado, os plásticos foram encontrados, entre outros, na secção mais profunda dos pulmões ou na corrente sanguínea dos seres humanos.
Fonte: SicNotícias
Foi publicada uma versão atualizada do Guia da Produção, Controlo, Certificação e Comercialização de Materiais Frutícolas – guia explicativo do Decreto-Lei nº 82/2017, de 18 de julho, na sua versão atual.
Este guia vem substituir a versão anterior e atualizar, à luz das alterações legislativas entretanto ocorridas, as regras a cumprir na produção, controlo, certificação e comercialização de materiais frutícolas pelos vários intervenientes nesta área de atividade, com vista a uma leitura mais acessível e prática das mesmas.
Fonte: DGAV
A 31 de janeiro, foi confirmado um novo foco de infeção por vírus da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) numa capoeira doméstica situada freguesia de Angeja, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro.
As medidas de controlo implementadas pela DGAV, de acordo com a legislação em vigor, incluem a inspeção aos locais onde a doença foi detetada, a remoção dos animais afetados e a limpeza e desinfeção, assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves existentes nas zonas de restrição num raio de até 10 km em redor do foco detetado na capoeira doméstica.
Perante a atual circulação persistente do vírus da GAAP, a DGAV reitera o apelo a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas determinadas pelo Edital n.º 29 da Gripe Aviária. Salientamos que o confinamento de todas as aves detidas no território do continente é a medida mais eficaz para evitar contactos entre aves domésticas e aves selvagens, sendo essencial para prevenir novos focos de doença.
Recomendamos ainda o cumprimento das medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, evitando contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens, reforçando os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, e aplicando rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves.
Mais informações sobre prevenção e biossegurança estão disponíveis na página da gripe aviária do portal da DGAV, incluindo um vídeo e um cartaz.
A notificação de qualquer suspeita deve ser realizada de forma imediata, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença no terreno pela DGAV.
As medidas de controlo de doença aplicadas nas zonas sujeitas a restrições sanitárias são determinadas pelo Edital n.º 29 da Gripe Aviária, que pode ser consultado aqui.
Fonte: DGAV
A combinação de tratamentos de desinfeção e de reabastecimento de água pode ajudar a manter a qualidade microbiológica da água utilizada no processamento de frutas, legumes e ervas frescas e congeladas. Esta é a principal conclusão de uma análise efetuada por peritos da EFSA, que resultou em várias recomendações e no desenvolvimento de uma nova ferramenta online.
Nos últimos anos, agentes patogénicos como a Listeria monocytogenes e a STEC causaram grandes surtos na União Europeia, relacionados com o consumo de frutas, legumes e ervas frescas e congeladas. A qualidade da água e a sua utilização industrial são uma preocupação crescente a nível mundial, não só porque a má qualidade da água pode introduzir microrganismos nocivos nos produtos alimentares, mas devido também às alterações climáticas e à redução prevista da disponibilidade de água.
Os peritos da EFSA analisaram a qualidade microbiológica e físico-química da água utilizada no processamento de frutas, legumes e ervas aromáticas em ambientes industriais. Elaboraram também um conjunto de planos de gestão da água de processamento e uma ferramenta online, que podem ajudar a indústria a melhorar os seus sistemas de gestão da água.
Água de processamento adequada à finalidade
Na sua análise, os peritos da EFSA seguiram o conceito de “água adequada à sua finalidade”, desenvolvido pela FAO e pela OMS. Esta abordagem exige que sejam considerados diferentes aspetos ao decidir sobre o melhor plano de gestão da água, tais como a avaliação da fonte de água e os potenciais perigos relacionados com a mesma, as opções de desinfeção e a utilização final do produto alimentar (por exemplo, se for consumido cru).
As recomendações são apresentadas em três pareceres científicos - um sobre frutos, legumes e ervas aromáticas frescos e inteiros, outro sobre produtos frescos cortados e o terceiro sobre produtos congelados.
As publicações de hoje vêm no seguimento de um trabalho anterior da EFSA, em 2023, no qual delineou a base teórica para um plano de gestão das águas de processo, utilizando conhecimentos de estudos anteriores, dados sobre surtos e respostas da indústria a um questionário.
Uma nova aplicação - WaterManage4You
A EFSA também desenvolveu o WaterManage4You, uma ferramenta online gratuita que ajudará a prever a transferência e a acumulação de bactérias na água de processamento em cenários industriais. A aplicação é altamente relevante para os operadores de empresas do setor alimentar, cientistas e autoridades que trabalham neste domínio.
A ferramenta funciona com dados predefinidos ou personalizados, utilizando um modelo matemático único, descrito num parecer científico, para simular vários cenários e prever o impacto de diferentes estratégias de desinfeção e reabastecimento de água. Para tal, a aplicação considera parâmetros como o volume e o reabastecimento de água, a concentração de cloro desinfetante, o volume total do produto a ser lavado e a contagem total de bactérias.
Fonte: EFSA
Este hábito entre pessoas idosas não oferece os nutrientes necessários para manter e recuperar a massa muscular que tende a diminuir com o envelhecimento do corpo.
Um jantar leve como sopa de legumes é hábito entre pessoas idosas, mas não oferece os nutrientes necessários para manter e recuperar a massa muscular que tende a diminuir com o envelhecimento do corpo.
Para prevenir ou desacelerar esta perda de massa muscular é fundamental consumir alimentos ricos em proteínas de boa qualidade, que ajudam a "reconstruir" e "manter os músculos", explicou em declarações à Lusa Diogo Catita, nutricionista das residências Montepio de Lisboa e Vale do Tejo, que tem um lar privado onde 99,9% dos residentes são pessoas idosas, e membro do Conselho Geral da Ordem dos Nutricionistas.
A proteína ajuda na manutenção e recuperação da massa muscular e a Sociedade Europeia de Nutrição e Metabolismo (ESPEN) recomenda um consumo diário de pelo menos 1-1,2 gramas de proteína por quilograma de peso corporal para idosos saudáveis e até 1,5 g/kg para idosos doentes ou com sarcopenia (alteração metabólica do idoso).
Em idosos doentes, como os que têm doenças crónicas ou estão em recuperação de uma cirurgia, a necessidade de proteína é ainda maior, sendo as refeições ligeiras pobres e insuficientes para suportar a recuperação ou preservar a massa muscular.
Além da proteína, outros nutrientes como hidratos de carbono, lípidos, vitaminas e minerais, são cruciais para manter o funcionamento do organismo e prevenir deficiências.
A vitamina D e cálcio são essenciais para a saúde óssea e prevenção de quedas, sendo boas fontes alimentos como laticínios, peixes gordos e ovos, enquanto os hidratos de carbono e gorduras garantem a energia necessária para as atividades do dia-a-dia.
As fibras e líquidos ajudam a prevenir a obstipação, um problema comum na idade avançada, e é essencial beber cerca de 1,5 litros de água por dia, frisou.
Para um envelhecimento saudável é preciso dar ao corpo os nutrientes necessários e, tal como na alimentação de um adulto é necessária proteína, animal ou vegetal, na de um idoso são precisos mais nutrientes que podem ser acrescentados à sopa que faz parte da dieta mediterrânea baseada em alimentos frescos como vegetais e cuja principal fonte de gordura é o azeite de oliva.
Opções de alimentação corretas para suprir necessidades desta fase de vida são as que também incluem nas refeições diárias alimentos ricos em proteínas, mas adaptados às dificuldades de mastigação e digestão frequentes no idoso, como adicionar carne ou peixe (bem cozido) desfiados à sopa de legumes ou leguminosas (como lentilhas ou grão-de-bico) trituradas.
Também os ovos, que são fáceis de mastigar e muito nutritivos, são opções práticas e proteicas, assim como incorporar queijos frescos, iogurtes ou leite ao pequeno-almoço e lanches.
A ingestão de líquidos (água, bebidas e nos alimentos) permite compensar perdas diárias por respiração, transpiração, urina e fezes, e previne efeitos adversos associados à desidratação, sendo as frutas e sopas alimentos com elevado teor de água.
A hidratação no idoso é também muito importante, de 1,5 litros (L) por dia de líquidos para mulheres idosas e de dois litros para homens de idade avançada, recomendações que podem variar devido a condições clínicas específicas, ressalvou.
Os valores não são iguais para todas as pessoas com mais idade, pois com o avançar da idade aparecem múltiplas patologias que podem condicionar a ingestão hídrica, como em idosos com patologia renal hemodialisados, onde a ingestão hídrica está muito bem delimitada.
Outro fator que pode condicionar a ingestão de líquidos na sua forma mais fina é a disfagia no idoso (dificuldade na deglutição) de líquidos e neste caso o nutricionista recomenda que sejam espessados para que possam ser ingeridos de forma segura e que haja um trabalho em conjunto com a terapia da fala.
Fonte: SIC Notícias
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