“Saber a diferença faz a diferença” é o mote da campanha dinamizada pela APED, que tem como objetivo ajudar o consumidor a interpretar corretamente as indicações dos prazos de validade dos produtos alimentares.
Com o apoio institucional da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar e com o apoio do Movimento Unidos Contra o Desperdício – o qual a APED integra enquanto membro fundador –, a campanha aposta num tom informativo e pedagógico e explica como distinguir os diferentes prazos de validade, rentabilizando o consumo dos alimentos e evitando, assim, o seu desperdício.
Através do seu site e redes sociais, a APED esclarece as diferenças entre as indicações “consumir até”, “consumir de preferência antes de” e “consumir de preferência antes do fim de”, reunindo também um conjunto de dicas e recomendações de conservação e consumo.
Desperdício alimentar
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que cerca de um terço dos alimentos produzidos a nível mundial são perdidos ou desperdiçados em alguma fase da cadeia de abastecimento. Estudos europeus mostram ainda que o consumidor doméstico é responsável por 42% do desperdício alimentar global, sendo o desconhecimento do significado das datas de validade um dos principais fatores que contribuem para esta estatística.
Fonte: Grande Consumo
O Pack4Sustain é o novo serviço da Sociedade Ponto Verde que permite auxiliar a conceção e desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis e circulares através do Ecodesign. Está disponível a partir de hoje.
Através de um processo 100% online, o Pack4Sustain avalia as características e os componentes das embalagens de diversos materiais (plástico, papel/cartão, vidro, metal e madeira), através do nível de circularidade e informa o potencial impacto na saúde pública e no ambiente, em especial no ecossistema marinho.
Como resultado desta avaliação é atribuída uma classificação integrada da embalagem numa escala de 5 níveis, e são apresentadas sugestões de melhoria através da aplicação do ecodesign e recomendações sobre a correta iconografia de reciclagem a aplicar na embalagem.
Promover a taxa de reciclagem
Através do Pack4Sustain, a SPV reforça a sua missão de promover a taxa de reciclagem em Portugal e aumentar a reciclabilidade das embalagens, através do ecodesign, que é estratégico na sua atuação. Atualmente, ainda existem embalagens que, pela natureza dos materiais na sua composição ou pela presença de contaminantes, veem dificultado ou impossibilitado o seu processamento após a recolha seletiva e, portanto, determinam a sua falta de circularidade.
Para Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde: “trabalhamos diariamente e em conjunto com os nossos clientes para ajudar o País a cumprir as metas ambientais, em particular da reciclagem de embalagens, e o Pack4Sustain nasce neste contexto. É uma ferramenta de trabalho, alinhada com a evolução legislativa do setor das embalagens, e que vem juntar-se a outras soluções inovadoras que já disponibilizamos aos nossos clientes, surgindo como um novo contributo para se conseguir uniformizar as práticas sustentáveis no setor das embalagens”.
“Continuamos a afirmarmo-nos como o parceiro na jornada da Sustentabilidade dos nossos clientes e a assegurar o trabalho de proximidade e de educação com os cidadãos, já que, os resultados obtidos através deste serviço, vão ajudar também a tomadas de decisões mais responsáveis por parte dos consumidores, no momento da compra e no pós-consumo”, conclui a CEO da Sociedade Ponto Verde.
Fonte: Grande Consumo
Portugal, através do ISQ, vai ser parceiro no projeto europeu AgriFood4Future, uma iniciativa de quatro anos, no valor de 3,4 milhões de euros, que pretende desenvolver práticas sustentáveis e inovadoras na agricultura do futuro.
O projeto, que reúne 23 parceiros de sete países (Itália, França, Grécia, Espanha, Bélgica, Portugal e Alemanha), pretende criar uma rede de Centros de Excelência Vocacional (CoVE), ao nível de programas de formação, que se baseiam na sustentabilidade do setor agrícola.
De acordo com o comunicado de imprensa, a iniciativa possui o envolvimento de instituições de ensino, centros de investigação e empresas, pretendendo ser uma referência na modernização do setor agroalimentar europeu, em linha com as políticas europeias de transição verde.
Além do ISQ, entidade especialista em soluções integradas de serviços de engenharia, inspeção, ensaios, testes e capacitação, está também envolvido no projeto o Food4Sustainability, do GreenUPorto (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) e do Building Global Innovators (BGI) que, juntos, vão colaborar na criação do futuro CoVE nacional, que será um polo de inovação e excelência na educação e formação para o setor agroalimentar, explica a nota de imprensa.
“O projeto AgriFood4Future desenvolverá um programa de referência que pretende responder às necessidades de qualificação tanto de jovens como de adultos, capacitando-os com competências vocacionais de alta qualidade e alinhadas com as exigências da “agricultura inteligente” e de sistemas agroalimentares sustentáveis”, destacou Ana Mota, responsável do projeto.
Para alcançar os seus objetivos, o AgriFood4Future vai desenvolver três grandes atividades ao longo dos próximos quatro anos: avaliação das necessidades do mercado, identificando as lacunas e exigências existentes no mercado de trabalho, especialmente no que se refere à produção primária do setor agroalimentar.
Assim como vai promover a interação entre os CoVEs locais, com a criação de parcerias entre empresas e instituições de ensino, bem como a internacionalização dos ecossistemas de formação profissional.
Além disso, conta também desenvolver Programas de Formação, desde o desenho, desenvolvimento e teste de novos programas de educação e formação profissional (VET), que reforcem as competências necessárias para impulsionar a agricultura inteligente e os sistemas agroalimentares sustentáveis, ao mesmo tempo, prevê ainda a criação de ferramentas de e-learning para ensino e formação em temas relacionados com o setor agroalimentar.
Fonte: Vida Rural
E se as impressoras 3D se tornassem eletrodomésticos de uma cozinha? É essa a proposta do centro de investigação do Politécnico de Leiria que está a desenvolver pastas à base de desperdício alimentar que podem ser usadas para imprimir snacks.
Todos os dias, acabam no lixo toneladas de cascas e polpa de fruta e até legumes e fruta feia, tudo isto com elevado perfil nutricional e apto a ser consumido. O objetivo deste projeto é utilizar estes coprodutos da agroindústria para criar uma formação que pode ser usada nas impressoras 3D para se criar novos produtos, como snacks, evitando assim o desperdício alimentar.
No futuro, os investigadores acreditam que os alimentos que não são valorizados podem ser usados para criar esta “tinta” que será vendida em supermercados para ser usada em impressoras 3D.
Fonte: Away Magazine
Um estudo, liderado por investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e publicado hoje na revista Science, revela que a Europa está a atravessar uma preocupante crise de dispersão de sementes.
Os resultados desta investigação mostram que um terço das 398 espécies de animais que dispersam sementes ou está já ameaçado de extinção ou as suas populações estão em declínio e poderão vir a enfrentar risco de extinção num futuro próximo. Por outro lado, pelo menos 190 espécies de plantas selvagens na Europa têm a maioria dos seus dispersores conhecidos ameaçados ou em declínio.
«Este estudo demonstra claramente que existe uma crise de dispersão de sementes em todos os biomas europeus. Por outro lado, evidencia ainda que apenas conhecemos os dispersores de 26% das espécies de plantas que produzem frutos carnudos da Europa, pelo que é urgente conhecer melhor quais os animais que podem ajudar as plantas selvagens a escapar das rápidas alterações climáticas e da desertificação, principalmente no Sul da Europa», alerta Sara Mendes, investigadora do CFE e primeira autora do estudo.
Por sua vez, Rúben Heleno, professor do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e coautor deste estudo, considera que «é necessário investir mais na investigação e na conservação do serviço de dispersão de sementes na Europa e no mundo, já que este serviço é fundamental para garantir um funcionamento sustentável e a resiliência das florestas.
As plantas não se movem e por isso dependem dos serviços dos animais que se alimentam dos seus frutos para levar as suas sementes para novos locais onde possam crescer. Proteger os animais selvagens que prestam este serviço, beneficiará não só os próprios animais, como também as plantas e todo o ecossistema, do qual depende em última análise a economia e a nossa própria qualidade de vida», nota o também investigador do CFE.
«Este serviço é essencial para recuperar áreas perturbadas, por exemplo por incêndios florestais, cheias ou atividades humanas, especialmente em paisagens muito fragmentadas por vias de comunicação, cidades e vilas, como as que dominam a Europa. Além disso, no atual cenário de alterações climáticas, os animais que se alimentam de frutos são essenciais para ajudar as plantas a acompanhar as alterações do clima, mudando-se para locais com condições mais favoráveis», concluem os especialistas.
A investigação reuniu informação de cerca de dois mil artigos, publicados entre 1660 e 2023, em 27 línguas e de 38 países, para identificar quais os animais que prestam este serviço de dispersão de sementes na Europa e qual o seu estado de conservação. A compilação desta informação demorou mais de três anos e resultou na maior rede de dispersão de sementes do mundo, e a primeira a reunir informação de um continente inteiro.
Fonte: Gazeta Rural
E se a sempre mencionada laranja, vencedora no campeonato da Vitamina C, não alcançar o primeiro lugar do pódio nesta competição? A resposta a esta e a outras nove questões, é-nos dada por um grupo de docentes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), do Instituto Politécnico de Lisboa.
1. Qual dos alimentos, quivi, tomate, laranja, maçã, é mais rico em Vitamina C (por 100 g)?
É o quivi. Tendo por base os alimentos em análise, por ordem decrescente em Vitamina C (mg), o primeiro lugar é ocupado, sem dúvida, pelo quivi que fornece 72 mg, seguido da laranja (57 mg), tomate (20 mg) e, por último, mas não menos importante, a maçã (7 mg). No entanto, deve ter atenção que os valores apresentados são por 100 g de alimento. Quando selecionar uma unidade de fruta, deve analisar o seu peso/unidade e associar à ingestão de Vitamina C.
2. Qual dos alimentos, entre corn flakes e flocos de aveia, tem mais fibra?
Ambos pertencem ao grupo dos cereais, uma das mais importantes porções representadas na Roda dos Alimentos e que deve ser ingerida de forma diária. Em relação à quantidade de fibra, os flocos contêm maior quantidade. Por 100 g de alimento, contém 6,7 g de fibra, sendo maioritariamente fibra solúvel. Os de tipo corn flakes fornecem apenas 3,9 g.
3. Em média, por 100 g, o peixe e a carne têm a mesma quantidade de proteína?
Sim. São ambos alimentos a incluir diariamente na alimentação, nas porções adequadas, tendo sempre presente e respeitando as preferências alimentares, alergias ou intolerâncias alimentares, gostos e ideologias, patologias associadas, entre outras. Em média, por 100 g de alimento, o peixe e a carne fornecem cerca de 20 g de proteína.
4. Para além do pão, vinho e azeite, que outros alimentos fazem parte da Dieta Mediterrânea?
Para além da conhecida trilogia da Dieta Mediterrânea da qual faz parte o pão, vinho e azeite, temos ainda de considerar os produtos lácteos, hortícolas e o pescado. Uma dieta que representa um estilo de vida, práticas e tradições que vão das colheitas à pesca, a práticas de conservação, transformação, preparação e consumo dos alimentos.
5. Entre pescado, hortícolas, vinho, lacticínios e azeite e considerando a mesma quantidade, qual dos alimentos é mais rico em energia (calorias)?
Tendo em consideração que 1 g de álcool equivale a 7 kcal, enquanto que a mesma quantidade de açúcar fornece 4 kcal e 1 g de gordura fornece 9 kcal, a resposta certa é manteiga. No entanto, deve ter-se em consideração que o consumo de bebidas alcoólicas deve ser limitado e de forma responsável.
6. Qual dos seguintes alimentos é mais rico em sal: pão, queijo, batata frita ou sopa (no restaurante)?
É a sopa confecionada em restaurante. Surpresos? A questão está na porção. Embora a maioria destes alimentos tenha em média, entre 1 e 2 g de sal por 100 g, a porção de sopa é aquela que tem maior peso (aproximadamente 200 ml), o que faz com que, por porção, seja aquele que resulta numa maior quantidade de sal consumido. Existem estudos que evidenciam o excesso de sal em sopas e pratos, com enfoque sobre a restauração, recomendando a sua redução.
7. Qual das seguintes gorduras tem maior quantidade de lípidos: azeite ou óleo de coco?
A quantidade de lípidos é aproximadamente idêntica. Os benefícios de utilização do azeite são amplamente conhecidos, fonte de gordura monoinsaturada, vitamina E, carotenoides e compostos fenólicos que desempenham papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares.
8. Qual das gorduras aqui apontadas deve ser preferida nas confeções: azeite, óleos vegetais, margarina, manteiga ou óleo de coco?
Se optou pelo azeite, está coreto. Quando se trata de confeções simples como assados ou estufados, deve preferir a utilização de azeite, o mesmo deve ser utilizado em cru no tempero de saladas, hortícolas ou confeções de cozidos ou vapor.
9. O tomate é um alimento rico em licopeno. Este composto é mais facilmente absorvido se o tomate for consumido cru ou cozinhado?
Cozinhado. O licopeno é considerado um dos carotenoides do tomate, cuja biodisponibilidade aumenta após a confeção, como estufados ou molhos, tendo sempre em consideração o binómio tempo/temperatura, ou seja, ter cuidado com o tempo de exposição a elevadas temperaturas.
10. Os alimentos integrais, quando comparados com os refinados possuem uma redução significativa de energia (calorias)?
Não. Considera-se que os alimentos integrais são provenientes de farinhas em que houve menor processamento dos grãos de cereais, mantendo parte da sua estrutura, o que confere aos alimentos uma cor mais escura. Ao contrário nos alimentos refinados, houve um maior processamento, com maior perda das camadas exteriores dos cereais, conferindo aos alimentos uma cor mais clara, quando comparada com alimentos integrais. Os alimentos integrais têm maior valor nutricional especialmente em micronutrientes, não devendo ser confundido com valor energético.
Fonte: Sapo
A ConsumerChoice divulga um estudo sobre as tendências de consumo alimentar que explora temáticas como os tipos de alimentação praticados, a opinião dos consumidores sobre formas alternativas de alimentação e a relação emocional com a comida, entre outros temas.
No geral, o preço dos alimentos (26%) é o fator que mais influencia as escolhas alimentares dos entrevistados, seguindo-se o impacto na saúde (23%) e o sabor e prazer (18%). Por outro lado, a sustentabilidade ambiental (4%) e influências externas, como amigos e redes sociais (3%), têm um peso reduzido nas decisões dos consumidores.
Alternativas alimentares
Grande parte dos participantes demonstra ter algum interesse em experimentar alternativas alimentares, sendo que 24% já experimentou ou esteve prestes a fazê-lo. Em contrapartida, 27% dos entrevistados mostraram-se bastante interessados, apesar de não terem experimentado ainda este tipo de comida. Questões como o preço elevado (24%) e a desconfiança em relação ao sabor (19%) são consideradas pelos inquiridos como as principais barreiras para a adoção de alternativas alimentares, desde alimentos à base de plantas ou proteínas cultivadas.
No que diz respeito ao tipo de dieta alimentar praticada, a alimentação tradicional é a mais comum e 45% afirma seguir este tipo de dieta. A segunda mais popular é a dieta mediterrânica (26%), enquanto as dietas vegetarianas, veganas e flexitarianas têm uma presença menor. De acordo com o estudo, 29% dos entrevistados optam sempre por produtos locais e 36% valoriza também a origem nacional dos alimentos, embora nem sempre consigam encontrá-los.
A sustentabilidade alimentar é considerada importante pela maioria, com 26% a tentar seguir uma alimentação sustentável sempre que é viável e 51% a fazê-lo na medida do possível. Quanto às emoções predominantes em relação ao consumo de alternativas alimentares sustentáveis, sentimentos como a curiosidade (36%), a esperança (19%) e o entusiasmo (18%) são as emoções mais mencionadas pelos participantes, embora alguns revelem preocupação (10%) e ceticismo (9%).
Futuro da alimentação
O futuro da alimentação em Portugal é outro dos temas abordados no estudo, em que quase metade dos inquiridos (42%) acredita que as tradições alimentares irão prevalecer com algumas adaptações. Em oposição, 19% expressa preocupação com o rumo da indústria alimentar e 17% prevê um aumento significativo no consumo de alimentos à base de plantas. Relativamente aos hábitos alimentares como forma de combater as alterações climáticas, 41% dos participantes estariam dispostos a mudar alguns dos seus hábitos alimentares, mas não de forma radical, e 17% afirma já ter mesmo alterado vários hábitos com este objetivo em mente.
Quando questionados sobre a relação emocional que têm com a comida, 35% descreve o ato de comer como uma experiência de prazer e conforto. 29% dos inquiridos associam ainda a alimentação à saúde e bem-estar. Apenas 8% sente culpa por não fazer escolhas alimentares mais saudáveis ou sustentáveis no seu dia-a-dia.
Por fim, o estudo revela também que as campanhas educacionais nas escolas (29%) são vistas como a medida com o maior impacto na educação sobre dietas saudáveis e sustentáveis. Os portugueses consideram ainda que a gradual disponibilização de informação nos rótulos dos produtos alimentares (16%) e as ações de sensibilização em supermercados (13%) também são eficazes neste propósito.
Fonte: Grande Consumo
A Shigella é um tipo de bactéria que causa uma doença infeciosa chamada Shigelose, que é mais conhecida por causar diarreia e outros sintomas gastrointestinais. Como pai ou mãe, é importante estar informado sobre a Shigella para proteger a sua família, especialmente as crianças pequenas, que são mais suscetíveis. Eis o que precisa de saber:
A Shigella é altamente contagiosa e propaga-se através da via fecal-oral. Isto pode acontecer quando alguém ingere mesmo uma pequena quantidade de matéria fecal contaminada através do contacto entre pessoas, alimentos e água contaminados, ou tocando em superfícies contaminadas.
Os sintomas comuns da Shigelose incluem diarreia (que pode ser sanguinolenta), cólicas estomacais, febre e, por vezes, vómitos. Os sintomas geralmente começam 1 a 2 dias após a exposição e podem durar cerca de 5 a 7 dias. Os casos graves podem exigir cuidados médicos.
As crianças pequenas, especialmente as que frequentam creches, são as que correm maior risco devido ao contacto próximo umas com as outras e às instalações partilhadas. No entanto, qualquer pessoa pode ser afetada, especialmente as que vivem em ambientes com muita gente.
Incentive a lavagem frequente e completa das mãos com água e sabão, especialmente depois de usar a casa de banho, mudar fraldas e antes de manusear alimentos. Assegure-se de que os alimentos são corretamente cozinhados e armazenados e evite fontes de água sujas. Lavar bem os frutos e os legumes antes de os consumir. Deitar fora as fraldas de forma adequada e higienizar os fraldários após a sua utilização. Manter as crianças com diarreia fora da creche ou da escola até serem autorizadas por um profissional de saúde, para evitar a propagação da infeção a outras pessoas.
A maioria dos casos de Shigelose resolve-se sem tratamento específico, para além da ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Em alguns casos, particularmente os graves ou persistentes, um profissional de saúde pode prescrever antibióticos. No entanto, a resistência aos antibióticos é uma preocupação crescente no caso da Shigella.
Se uma criança apresentar sinais de desidratação, diarreia persistente durante mais do que alguns dias, febre alta ou sangue nas fezes, é crucial contactar um profissional de saúde.
Muitos departamentos de saúde exigem a notificação de casos de Shigella, especialmente em ambientes de cuidados infantis ou escolares, para monitorizar e gerir eficazmente os surtos.
Ao estarem informados e aderirem a estas medidas de precaução, os pais podem ajudar a proteger os seus filhos da Shigella e garantir que são tomadas medidas rápidas se surgirem sintomas.
Fonte: Marler Clark
A carne cultivada em laboratório é uma alternativa alimentar que está a ser estudada por meia centena de ‘startups’ na Europa e Portugal pode ser um “ator fundamental”, mas são necessários incentivos, defendeu o Good Food Institute.
Frango, porco, vaca e marisco já podem ser produzidos em laboratório, nomeadamente em fermentadores, como os que são utilizados para fazer cerveja.
“O processo pode ser comparado com o cultivo de plantas a partir de estacas numa estufa, criando-se as condições ideais para tal (calor, nutrientes e água)”, explicou o ‘public affairs manager’ do Good Food Institute, Carlos Campillos Martinez.
Em vez de ser proveniente de animais de criação, esta carne é cultivada, num ambiente controlado, a partir de uma amostra do animal.
Fornecendo nutrientes como água, proteína, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e minerais replica-se o processo que ocorre dentro de um animal.
O resultado é carne moída, que pode ser transformada em produtos, que o Good Food Institute diz serem “indistinguíveis” da carne produzida de forma convencional.
Singapura e os Estados Unidos são os primeiros países a terem aprovada a comercialização de carne cultivada, mas, na Europa, mais de 50 ‘startups’ (empresas com rápido potencial de crescimento económico) já desenvolvem este alimento.
Em julho, a francesa Gourmey foi a primeira empresa na União Europeia a apresentar um pedido de autorização para vender carne cultivada. Pode demorar até dois anos para que estes produtos cheguem ao mercado.
“Com as suas empresas inovadoras e o seu ambiente de investigação de nível mundial, a Europa tem um enorme potencial para liderar a indústria da carne cultivada, contudo, para desbloquear este potencial vão ser necessárias políticas de apoio e investimento em I&D [Investigação e Desenvolvimento]”, apontou Campillos Martinez.
Para o Good Food Institute, ‘think tank’ (laboratório de ideias) sem fins lucrativos que tem por objetivo tornar o sistema alimentar melhor para o planeta, Portugal tem potencial para ser “um ator fundamental” neste setor, uma vez que conta com um projetos de investigação e ‘startups’ na área.
Destaca-se, por exemplo, o Instituto Técnico de Lisboa e o Instituto de Bioengenharia e Biociências, onde o projeto Algae2Fish apresenta novas abordagens de marisco cultivado.
Entre as ‘startups’ portuguesas, a Cell4Food, sediada nos Açores, quer ser a primeira empresa do mundo a desenvolver polvo cultivado.
“A inovação portuguesa é também apoiada por uma rede robusta de aceleradores, incubadoras e fundos de capital de risco orientados para a inovação. No entanto, o investimento público em investigação e desenvolvimento e as políticas de apoio vão ser essenciais para desbloquear todo o potencial deste setor”, acrescentou.
De acordo com o Good Food Institute, a carne cultivada pode ajudar a diversificar as fontes de proteína, a reforçar a segurança alimentar e promover o crescimento económico verde, ao mesmo tempo que cria postos de trabalho.
Apesar dos avanços nesta área, a carne cultivada ainda não iguala a convencional em termos de sabor, preço e conveniência, o que Carlos Campillos Martinez justificou com a falta de infraestruturas e de produção de larga escala.
O ‘public affairs manager’ do Good Food Institute sublinhou ainda que o frango cultivado da Eat Just, o primeiro produto do género a receber aprovação regulamentar, teve uma validação de segurança e qualidade que demonstrou que este produto tem um teor microbiológico inferior ao do frango convencional.
“A carne cultivada está bem posicionada para complementar os produtos tradicionais produzidos através de uma agricultura sustentável. Enquanto opção adicional, poderia reduzir a necessidade de importação de carne, promovendo a autossuficiência de países como Portugal, que continua a ser um importador líquido, apesar da sua capacidade de produzir produtos alimentares de alta qualidade”, afirmou.
Carlos Campillos Martinez lembrou também que a maior parte da carne consumida na Europa provém da agricultura industrial, o que acarreta desafios ambientais e sanitários.
Fonte: AgroPortal
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