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Um estudo foi conduzido em matrizes de frangos para consumo humano para avaliar a frequência de bactérias alvo, sua resistência antimicrobiana (AMR) e para obter um quadro abrangente da AMR na produção avícola.

O estudo revisou dados do Programa Integrado Canadense para Vigilância da Resistência Antimicrobiana (CIPARS) e a sua monitorização com relação a E. coli, Salmonella e Campylobacter. Os pesquisadores analisaram a resistência dos patógenos aos antimicrobianos em frangos destinados a consumo humano ao nível dos aviários e em matadouros.

De acordo com os investigadores, "Este estudo sugere que as matrizes de frangos para consumo carregam bactérias transmitidas por alimentos resistentes aos antimicrobianos usados ​​na medicina humana, demonstrando seu papel na manutenção da AMR em aves e a necessidade de adotar uma estratégia harmonizada de uso antimicrobiano (AMU) em todo o setor".

“As informações deste estudo sobre a frequência de patógenos transmitidos por alimentos (Salmonella e Campylobacter), níveis de MDR e níveis de resistência ao HPCIA da OMS podem ser usadas para patógenos transmitidos por alimentos e a gestão de risco de bactérias AMR transmitidas vertical e horizontalmente e genes de resistência”, de acordo com o relatório de pesquisa.

Estas abordagens podem incluir melhorias adicionais nos programas de vacinação contra Salmonella para matrizes de frangos para consumo e redução de patógenos transmitidos por alimentos.

 

Cientistas encontraram uma maneira de interromper o crescimento de Listeria em um produto tradicional norueguês e melhoraram os métodos de detecção.

O Rakfisk é feito pela fermentação de truta ou carvão em salmoura. Nos últimos anos, ele foi associado a vários surtos de Listeria monocytogenes, bem como casos de botulismo.

Em 2020, dois casos de botulismo foram registrados com a suspeita de fonte de infecção sendo o rakfisk caseiro. Três surtos recentes de Listeria foram relatados, incluindo um no final de 2018 ao início de 2019 que causou 13 doenças.

Nofima liderou um projeto de pesquisa de três anos, chamado Safe Rakfisk, com o objetivo de tornar o produto mais seguro.

De acordo com os investigadores:

“Testamos várias soluções diferentes para inibir a Listeria durante o processo e encontramos duas que funcionam bem. A primeira é uma chamada cultura protetora, e a segunda é um sal inibidor do tipo vinagre tamponado”, disse Lars Axelsson, cientista sênior da Nofima, que liderou o trabalho.

“Usamos a cultura protetora Lyoflora e o sal inibidor Verdad. Curiosamente, o efeito do Lyoflora foi aumentado usando uma pequena quantidade de açúcar quando o peixe foi colocado na salmoura. Isso até resultou em alguma morte de Listeria”, disse Axelsson.

“Temos grande fé de que as culturas protetoras bacterianas possam contribuir para uma produção ainda mais segura e estamos agora a iniciar uma produção de teste maior para garantir que ela forneça o sabor tradicionalmente agradável aos peixes”, disse Nils Noraker, da Noraker Gård og Rakfisk.

Fonte: Food Safey News

A poluição do planeta através de microplásticos está a reduzir a capacidade das plantas no processo da fotossíntese, o que reduz significativamente o abastecimento de alimentos, uma vez que prejudica os sistemas agroalimentares a nível mundial, segundo um novo estudo da Universidade de Nanjing, na China.

A análise estima que entre 4% e 14% das culturas de trigo, arroz e milho a nível global foram perdidas devido à contaminação por microplásticos, mas “a situação pode piorar”, alertaram os cientistas, à medida que mais microplásticos se vão disseminando no meio ambiente.

De acordo com a análise, estima-se que os microplásticos estejam a reduzir a fotossíntese das plantas em cerca de 12% e em cerca de 7% nas algas marinhas, tendo sido, a partir destes dados, que os cientistas calcularam a redução no crescimento de trigo, arroz e milho, assim como na produção de peixes.

Segundo a equipa responsável pelo estudo, a Ásia foi a mais atingida por perdas nas culturas de cereais, que se situam entre os 54 milhões e 177 milhões de toneladas por ano, cerca de metade das perdas mundiais. O trigo na Europa também foi “duramente atingido”, assim como o milho nos Estados Unidos da América (EUA).

Já nos oceanos, a perda de peixes foi estimada entre 1 milhão e 24 milhões de toneladas por ano, cerca de 7% do total e proteína suficiente para alimentar dezenas de milhões de pessoas, avança os cientistas.

“É importante ressalvar que estes efeitos adversos impactam a segurança alimentar do planeta”, comentou Huan Zhong, um dos autores da investigação e docente da Universidade de Nanjing, explicando que “a fotossíntese reduzida devido aos microplásticos também pode estar a diminuir a quantidade de CO2 retirado da atmosfera pelas plantas, o que desequilibra os ecossistemas”.

Em 2022, cerca de 700 milhões de pessoas foram afetadas pela fome. No entanto, os investigadores estimaram que a poluição por microplásticos poderia aumentar o número de pessoas em risco de fome em mais 400 milhões nas próximas duas décadas, sublinhando tratar-se de “um cenário alarmante para a segurança alimentar global”, explicou Huan Zhong.

As perdas anuais nos cultivos, causadas por microplásticos, podem estar numa escala semelhante às causadas pela crise climática nas últimas décadas, referiram os cientistas responsáveis pelo estudo. “O mundo já enfrenta o desafio de produzir alimentos suficientes e de forma sustentável, com a expectativa de que a população mundial continue a aumentar e cresça em 10 mil milhões de pessoas por volta de 2058”, enfatizou Huan Zhong.

Os microplásticos impedem que as plantas aproveitem a luz solar para crescer, assim como também danificam os solos, os cientistas enfatizam que “as partículas estão a infiltrar-se um pouco por todo o planeta, desde o Monte Everest até aos oceanos mais profundos”.

“A humanidade tem vindo a se esforçar para aumentar a produção de alimentos, de forma a alimentar uma população cada vez maior, [mas] esses esforços contínuos estão agora a ser prejudicados pela poluição a partir do plástico”, afirmou Huan Zhong. “As descobertas ressalvam a urgência [de reduzir a poluição] para proteger o abastecimento global de alimentos diante da crescente crise do plástico”.

O cientista adianta ainda que o impacto dos microplásticos estende-se também aos corpos humanos, que já estão “amplamente contaminados”, seja através de alimentos ou água.

Denis Murphy, da Universidade de South Wales, no Reino Unido, referiu que “esta análise é valiosa e bastante oportuna para nos lembrar dos perigos potenciais da poluição por microplásticos e da urgência de abordar o problema. No entanto, são ainda precisas mais investigações antes que estes dados possam ser aceites de forma robusta”.

O novo estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, combinou mais de 3.000 observações sobre o impacto dos microplásticos nas plantas, estudadas a partir de 157 estudos.

Fonte: Vida Rural

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publica o guia com "Orientações para a oferta alimentar e prática de atividade física em eventos sociais e reuniões de trabalho".

Os eventos são muitas vezes acompanhados por coffee breaks que promovem uma oferta quase exclusiva de alimentos não saudáveis, bem como por um elevado tempo de comportamento sedentário, pelo que este documento pretende alertar para a importância de promover uma alimentação saudável nestes contextos e de criar oportunidades de ativação física e interrupção de tempo sedentário.

O documento apresenta um conjunto de estratégias a serem consideradas na organização ou contratualização de serviços de alimentação para eventos e reuniões, contribuindo para que a oferta alimentar seja mais saudável sem descurar o seu sabor. Este guia pode ser assim um documento de apoio à contratualização de serviços de catering, podendo ser enviado previamente para as empresas de catering para orientar a elaboração de propostas de coffee breaks saudáveis.

Além disso, este documento apresenta estratégias práticas que incentivam a ativação física e que são adequadas ao contexto de um evento ou de reunião de trabalho.

O guia “Orientações para a oferta alimentar e prática de atividade física em eventos sociais e reuniões de trabalho” assume assim um caráter prático, oferecendo exemplos concretos e exequíveis para planear eventos e reuniões mais saudáveis.

Com recomendações claras, este documento pretende ajudar as instituições a organizar eventos que incentivem escolhas alimentares equilibradas e promovam a atividade física, tornando os encontros mais dinâmicos, produtivos e alinhados com um estilo de vida saudável.

O guia "Orientações para oferta alimentar e prática de atividade física em eventos sociais e reuniões de trabalho" está disponível aqui - Orientações para oferta alimentar e prática de atividade física em eventos sociais e reuniões de trabalho.pdf

Fonte: DGS

As alergias alimentares afetam mais de 220 milhões de pessoas em todo o mundo, ressaltando a necessidade de estratégias de gestão eficientes e seguras. Tradicionalmente, a rotulagem de alérgenos segue uma abordagem baseada em riscos de precaução, onde até mesmo a menor possibilidade de contaminação resulta em avisos como por exemplo "Pode conter traços de nozes" ou "Processado em uma instalação que também processa nozes".

Embora pretenda proteger os consumidores, esse método geralmente leva a barreiras comerciais desnecessárias e restringe a escolha do consumidor. Para enfrentar esses desafios, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) conduziram cinco consultas conjuntas de especialistas para desenvolver uma abordagem mais precisa e baseada em risco. Em vez de rotular alimentos com base na mera possibilidade, esse método considera o risco real, como a probabilidade e a gravidade de uma reação alérgica ocorrer. Essa mudança visa fornecer informações mais claras e com base científica aos reguladores, operadores de empresas alimentícias e consumidores, ao mesmo tempo em que promove práticas comerciais mais justas.

A nova abordagem é detalhada em cinco relatórios de consulta de especialistas, complementados por folhetos práticos para dar suporte à implementação. Esses recursos estão disponíveis em seis idiomas: árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Todos os relatórios e folhetos poderão ser consultados na página da FAO - Alergénos Alimentares.

Fonte: FAO

Um novo estudo sugere que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados pode prejudicar a capacidade do organismo de combater células cancerígenas no cólon. O problema pode estar num desequilíbrio entre ácidos gordos ómega 6 e ómega 3.

A investigação analisou amostras de tecido de doentes com cancro colorrectal e concluiu que, nos tumores, havia um excesso de ómega 6 e falta de mediadores pró-resolução, derivados dos ómega 3. “Descobrimos que as gorduras dos alimentos ultraprocessados estavam a produzir mais moléculas inflamatórias dentro do tumor, mas não no tecido saudável”, explica Ganesh Halade, coautor do estudo.

O cancro colorrectal tem vindo a aumentar entre os mais jovens e os especialistas acreditam que a alimentação pode ser um fator determinante.

Fonte: CNN Portugal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional do Porto, uma operação de prevenção criminal, direcionada à distribuição e comercialização de suplementos alimentares na área metropolitana do Porto.

No decorrer da ação foi identificado um suspeito, de nacionalidade estrangeira, que de forma camuflada e não documentada, procedia à importação, comercialização e distribuição de suplementos alimentares, cujo destino final seriam em ginásios e espaços de culturismo.

Como resultado da operação, foram apreendidas 1.720 unidades de suplementos alimentares, os quais se encontravam a ser comercializados de forma ilícita, sem a devida comunicação à entidade competente e apresentando diversas irregularidades ao nível da sua rotulagem, designadamente a existência, na sua composição, de substâncias medicamentosas não autorizadas, tais como esteroides androgénicos anabolizantes.

Foi ainda instaurado o competente processo de natureza criminal. O valor total da apreensão ronda os 28.000,00 Euros.

Fonte: ASAE

Com a publicação da Portaria n.º 84/2025/1 no Diário da República, que revoga a Portaria n.º 1129/2009, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal alerta para a entrada em vigor do novo Regulamento do Controlo Metrológico Legal dos Instrumentos de Medição e Registo da Temperatura.


Âmbito de Aplicação

O Regulamento aplica-se aos instrumentos de medição e registo da temperatura (IMRT) do ar utilizados em:

  • Meios de transporte;
  • Instalações de depósito, armazenagem e distribuição de bens e produtos sujeitos a controlo de temperatura, conforme legislação específica.

Esses instrumentos são designados como registadores de temperatura (artigo 1.º da Portaria).


Definição e Normas Técnicas

Os registadores de temperatura (artigo 2.º da Portaria) são instrumentos de medição compostos por sensores e dispositivos, analógicos ou digitais, que:

  • Medem a temperatura em graus Celsius (artigo 3.º da Portaria);
  • Registam e armazenam os valores obtidos em intervalos de tempo regulares durante a operação.

Esses equipamentos devem cumprir as normas EN 12 830, EN 13 485 e EN 13 486 (artigo 4.º da Portaria), estando o seu controlo metrológico legal a cargo do Instituto Português da Qualidade, I. P. (artigo 5.º da Portaria).


Verificações Obrigatórias

Os registadores de temperatura estão sujeitos a três tipos de verificação:

  1. Verificação Inicial (artigo 7.º da Portaria)
  • Deve ser realizada antes da entrada em serviço do instrumento, após uma reparação ou sempre que ocorra violação do sistema de selagem.
  • Dispensa a verificação periódica no ano em que for realizada, mantendo o mesmo prazo de validade.
  1. Verificação Periódica (artigo 8.º da Portaria)
  • Deve ser efetuada anualmente.
  • A validade é de um ano após a sua realização.
  1. Verificação Extraordinária (artigo 9.º da Portaria)
  • Inclui os ensaios exigidos na verificação periódica.

Disposições Complementares

Além de respeitarem as inscrições e marcações previstas no artigo 10.º da Portaria, os registadores de temperatura cuja autorização de uso tenha sido concedida sob legislação anterior podem continuar em utilização, desde que:

  • Se encontrem em bom estado de conservação;
  • Nos ensaios de verificação metrológica, os erros não ultrapassem os limites máximos admissíveis (artigo 11.º da Portaria).
Fonte: acaveiro

As autoridades veterinárias da Hungria notificaram a 07.03.2025 um foco de febre aftosa numa exploração de 1418 bovinos leiteiros, na região de Kisbajcs perto da fronteira com Eslováquia. A febre aftosa é uma doença muito contagiosa provocada por um vírus que afeta os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e outros animais bi-ungulados (javalis, cervídeos, muflões, antílopes, búfalos).

De acordo com os serviços veterinários da Hungria os sinais clínicos começaram a 03.03.2025 no grupo das novilhas. Os sinais de alerta incluiam febre em 80% dos animais, salivação, perda de apetite, vesículas e lesões na boca e nas patas (espaço interdigital e banda coronária). A mortalidade é baixa nos animais adultos, mas podem ocorrer mortes em leitões, vitelos e cabritos.

As medidas de emergência de acordo com o Regulamento Delegado nº 2020/687 foram imediatamente aplicadas. O despovoamento da exploração afetada está a decorrer e foram implementadas as zonas de proteção e vigilância em redor do foco.

Esta doença pode ter graves consequências económicas, pois origina grandes perdas na produção e surge como principal entrave ao comércio internacional dos animais e seus produtos.

Embora este vírus não seja considerado um risco para saúde humana, não existe tratamento para esta doença e a vacinação está proibida em toda a União Europeia. Apenas é permita a vacinação de emergência contra a febre aftosa em caso de surto de acordo com o Regulamento Delegado (UE) n.º 2023/361 da comissão de 28 de novembro de 2022 relativo à vacinação de certas doenças como a febre aftosa.

De acordo com a Comissão Europeia para o Controlo da Febre Aftosa (EUFMD) ocorrem anualmente em média, 250 milhões de casos de Febre Aftosa em todo o mundo e por conseguinte existe um risco diário de introdução de FA nos países membros da União Europeia.

Fonte: DGAV

 

Trabalho conduzido pela investigadora Diana Silva (FMUP) mostra resposta rápida de “stress” após ingestão de açúcares e gorduras saturadas e alerta para importância das escolhas alimentares diárias.

Uma simples refeição com fast food, rica em açúcares e gorduras saturadas, pode ter um impacto negativo imediato no nosso sistema nervoso e nas nossas vias aéreas, induzindo stress e inflamação. A conclusão é de um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) com o objetivo de comparar o efeito de duas refeições – mediterrânica (com sopa, salada, azeite, sardinhas, massa integral, fruta e água) e fast food (com hambúrgueres, batatas fritas e bebidas açucaradas) – nas vias respiratórias e no sistema nervoso autónomo, que regula processos fisiológicos da área digestiva, cardiovascular e de resposta ao stress.

A equipa de Imunologia da FMUP, em cooperação com a Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação (FCNAUP) e a Faculdade de Desporto (FADEUP) da Universidade do Porto, realizou um ensaio clínico que contou com 46 voluntários entre os 18 e os 35 anos, incluindo pessoas saudáveis, com excesso de peso/obesidade e com asma. Todos os participantes ingeriram ambas as refeições, com um intervalo de sete dias entre cada.

Os resultados, publicados na revista científica Nutrients, indicam que basta uma única refeição com alimentos ricos em açúcares, gorduras saturadas, mas pobre em fibras e micronutrientes para desregular o sistema nervoso autónomo, ao passo que uma única refeição de tipo mediterrânico terá um efeito protetor instantâneo, defendendo do stress e da inflamação.

“O nosso estudo mostra que uma única refeição é capaz de induzir uma resposta rápida do sistema nervoso e de influenciar imediatamente o nosso bem-estar e a nossa saúde”, afirma Diana Silva, investigadora da FMUP e principal autora deste estudo.

De acordo com os resultados obtidos, “o sistema nervoso autónomo reage de forma diferente a uma refeição mediterrânica ou à fast food, com as mesmas quilocalorias. A refeição mediterrânica induz uma maior resposta do sistema nervoso parassimpático, protegendo do stress. Pelo contrário, a fast food ativa sobretudo o sistema nervoso simpático, mais ligado ao stress”.

Neste trabalho, a ativação do sistema nervoso foi medida através de pupilometria (resposta da pupila à luz). “A pupila dilata quando há uma ativação do sistema nervoso simpático, nomeadamente em situações de stress. No caso de ativação do sistema nervoso parassimpático, há uma maior constrição da pupila”, explica.

Como esclarece a investigadora da FMUP, a ativação do sistema nervoso simpático observada com a fast food é uma resposta involuntária do nosso organismo em situações de perigo ou ameaça, gerando uma reação fisiológica de luta e fuga (“fight and flight”).

Esta investigação analisou também a função respiratória dos participantes, com recurso a espirometria, e a resposta inflamatória das vias aéreas, através do óxido nítrico no ar exalado (FENO), antes e após cada refeição. Embora a redução da função respiratória tenha sido independente do tipo de refeição, observou-se uma tendência para uma maior inflamação com a fast food.

Vários estudos haviam já evidenciado que a fast food, quando consumida de forma contínua, aumenta o risco de obesidade, asma e de doenças metabólicas e cardiovasculares a longo prazo. Estas novas descobertas vêm chamar a atenção para a importância das escolhas alimentares que fazemos no dia a dia.

Para Diana Silva, “é importante escolhermos bem o que comemos hoje. As nossas opções diárias têm impacto no nosso bem-estar e na nossa saúde. Ao melhorarmos a nossa alimentação, melhoramos também a regulação do nosso sistema nervoso autónomo. Não podemos ser extremistas, mas se estivermos numa situação de maior stress, se não estivermos tão bem, é importante que a nossa escolha, naquele dia, seja mais saudável”, recomenda.

 

Fonte: Notícias UP