Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

Foi confirmada a presença do inseto Blissus insularis em vários locais no território nacional.

Este inseto, afeta plantas gramíneas, nomeadamente as espécies constituintes dos relvados causando estragos importantes.

Neste sentido, a DGAV emite uma Autorização excecional de emergência ao abrigo do Art.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, de 21 de outubro, para utilização de produtos fitofarmacêuticos com base em óleo de laranja, spinosade, deltametrina, cipermetrina e acetamiprida, por um período de 120 dias para o controlo de Blissus insularis, em relvados, para utilizadores profissionais e também uso não profissional.

Fonte: DGAV

A exposição total, de todas as fontes, ao cobre não coloca preocupações de saúde para a população da UE, dizem os peritos da EFSA.

O cobre é um micronutriente essencial para todos os seres vivos, incluindo os humanos. Na dieta, cobre em demasia ou excesso pode levar a problemas de saúde.

Este micronutriente está presente em muitos alimentos e entra também na cadeia alimentar através da sua utilização em pesticidas orgânicos e convencionais, alimentos para animais, aditivos alimentares e como nutriente em alimentos fortificados e suplementos alimentares.

Ao longo do tempo, o excesso de retenção de cobre no corpo pode ser tóxico para os seres humanos, especialmente para o fígado. O Comité Científico da EFSA concluiu que não se prevê a retenção de cobre com uma ingestão até 5 miligramas por dia e estabeleceu uma ingestão diária aceitável (nível seguro) de 0,07 miligramas por quilograma de peso corporal, para a população adulta. Como seguimento, os especialistas em nutrição da EFSA estabelecerão uma ingestão aceitável para os grupos etários mais jovens.

Pelo primeira vez, com esta substância, os peritos estimaram a exposição ao cobre de todas as fontes dietéticas e não dietéticas. Os níveis de cobre de origem natural nos alimentos e ingredientes alimentares e a utilização a longo prazo de utensílios e tubos de cobre são fatores que contribuem significativamente para a entrada deste no organismo. Por outro lado, a contribuição dos pesticidas, aditivos alimentares e de rações, ou de fertilizantes é insignificante.

Nos bebés e em crianças pequenas, as fórmulas para bebés e fórmulas de transição são importantes fontes que contribuem para a exposição dietética ao cobre. Contudo, não são esperados efeitos adversos da exposição ao cobre em crianças devido às suas maiores necessidades nutricionais em termos de crescimento.

Numa avaliação anterior, os peritos da EFSA abordaram a carência de cobre e o consumo adequado para todos os grupos etários.

Links para os estudos da EFSA:

Fonte: EFSA

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, nas últimas semanas, uma operação de fiscalização denominada de Operação “Talhos”, de norte a sul do País, direcionada a talhos, com o objetivo de verificar o cumprimento das regras da atividade do setor ao nível da rotulagem das embalagens do dia, investigação de eventual troca de origem, bem como, investigação de evidências de incorporação de aditivos não autorizados em peças de carne destinada a venda como carne picada e utilização abusiva de aditivos em preparados de carne.

Como balanço da ação, foram fiscalizados 232 operadores económicos, tendo sido instaurados 43 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações a distribuição, preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis, a falta, inexatidão ou deficiência nos registos, assim como o incumprimento do prazo para conservação dos mesmos, a falta de mera comunicação prévia, entre outras.

Foram ainda apreendidos 525 Kg de carne e produtos cárneos e determinada a suspensão de atividade de 3 estabelecimentos de comércio de carne por preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis.

Fonte: ASAE

Como ler o rótulo de uma garrafa de vinho

  • Monday, 16 January 2023 10:47

Portugal é um país muito conhecido pelos seus vinhos, por isso é importante perceber o seu rótulo e aquilo que contêm. Saiba o que é ou não obrigatório neste espaço dedicado a responder às dúvidas dos consumidores.

Portugal é um grande e reconhecido produtor de vinho, mas será que os consumidores sabem interpretar o rótulo de uma garrafa? O Expresso dá uma ajuda.

No rótulo das garrafas de vinho é obrigatório constar a marca, ou o nome comercial do vinho, que nem sempre está em formato escrito, pode ser também figurativo.

Junto da marca, tem que estar designada a região a que o vinho pertence. Pode ser de “Denominação de Origem Controlada”, sendo colocado “DOC Douro”, por exemplo. Pode também ser um vinho regional e por isso na garrafa tem de dizer, por exemplo “Vinho Regional Alentejano” ou pode ainda constar apenas: “Produto de Portugal”; “Vinho de Portugal” ou “Produzido em Portugal”.

O nome do produtor do vinho também tem de estar escrito no rótulo, a par com o município e o país da sua sede.

As garrafas com o tamanho standard têm sempre uma quantidade de vinho de 0,75 litros, mas como há garrafas de diferentes tamanhos, é obrigatório que o volume nominal esteja expresso na garrafa.

O teor alcoólico também tem de estar indicado em percentagem de volume (% vol).

O lote, onde consta qual o vinho e a sua origem, também tem de estar indicado, seja no rótulo principal, ou no contra-rótulo.

A presença de sulfitos, que são sais do ácido sulfuroso também são obrigatórios, caso tenham concentrações superiores a 10 mg/kg ou 10 mg/l.

Quanto às informações complementares que não são obrigatórias, as garrafas de vinho podem conter o ano de colheita, que significa que pelo menos 85% do vinho provém de uvas colhidas no ano indicado. Também se pode acrescentar o tipo de vinho que pode ser branco, tinto ou rosé.

Pode também ser indicado quais as castas utilizadas, que dependem mesma regra do ano de colheita, ou seja, 85% das uvas utilizadas têm de pertencer à mesma casta para ser considerado um vinho monocasta.

E pode ainda conter características específicas do vinho, como sugestões de comida que o vinho pode acompanhar, se precisa de decantação e qual o modo de conservação mais indicado.

Apesar de ser obrigatório por lei os géneros alimentícios embalados conterem a lista de ingredientes, incluindo os aditivos e a declaração nutricional, os vinhos não estão incluídos e a grande maioria opta por não colocar estas informações nos rótulos.

Fonte: Expresso

A Sociedade Ponto Verde anunciou que, em 2022, a recolha seletiva de embalagens registou um aumento de 6% quando comparada com os valores de 2021. No total foram entregues, nos ecopontos verde, amarelo e azul, mais de 460 toneladas de embalagens.

De acordo com dados da Sociedade Ponto Verde sobre o desempenho do SIGRE (Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens), a recolha das embalagens cresceu no último ano em todos os materiais. Destaque para o vidro, com 218.857 toneladas (+8%) encaminhadas para reciclagem e para o alumínio, com 1.917 toneladas (+18%).

Este aumento coloca Portugal mais perto de cumprir as metas nacionais para a reciclagem de embalagens colocadas no mercado. Os dados indicam que a taxa de retoma global atingiu quase 60% (59,6%), sendo que a meta atual é de 55% - em 2025, o país terá de chegar a 65% e em 2030, a 70%.

Para Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, “estarmos cada vez mais próximo de atingir as metas da reciclagem revela o bom desempenho do SIGRE, a cooperação entre todos os agentes da cadeia de valor e o esforço contínuo da Sociedade Ponto Verde na gestão do fluxo de embalagens, o único a cumprir com as suas metas no país”.

A executiva parabeniza os portugueses pelo seu comportamento sustentável e afirma que “o desafio passa agora por aumentar mais 5% da recolha de embalagens até 2025”.

Fonte: iAlimentar

Cientistas descobriram a razão do chocolate ser tão irresistível para além do sabor, devendo-se também ao processo em que passa de sólido para uma emulsão suave na boca, devido aos próprios ingredientes e à combinação com a saliva.

O trabalho foi desenvolvido por investigadores da School of Food Sciences and Nutrition de Leeds, no Reino Unido, que analisaram em profundidade o processo físico que ocorre na boca ao comer um pedaço de chocolate e o prazer produzido pelo seu toque e a sua textura.

O estudo, cujas conclusões foram publicadas hoje na revista ACS Applied Materials and Interface, pode contribuir, segundo os responsáveis, para o desenvolvimento de uma nova geração de chocolates com a mesma sensação e textura mas mais saudáveis para consumo.

A gordura desempenha um papel fundamental no momento em que um pedaço de chocolate entra em contacto com a língua. Depois desse momento, as partículas sólidas de cacau são libertadas e tornam-se importantes em termos de sensação tátil.

Por isso, a gordura mais profunda dentro do chocolate desempenha um papel bastante limitado e pode ser reduzida sem impactar na sensação de prazer do consumo, defendem os autores do trabalho.

Os testes foram realizados com o uso de uma marca de chocolate amargo de luxo numa superfície artificial, semelhante a uma língua, projetada na Universidade de Leeds.

Os investigadores utilizaram técnicas analíticas de um campo da engenharia chamado 'tribologia', que estuda o atrito, o desgaste e a lubrificação que ocorrem durante o contacto entre superfícies sólidas em movimento.

Neste caso, os cientistas verificaram a interação entre os ingredientes do próprio chocolate e a saliva, e como, ao entrar em contacto com a língua, esta liberta uma película de gordura que cobre a língua e outras superfícies da boca e que é essa película que faz com que este produto fique macio durante todo o tempo em que está na boca.

Para a equipa de investigadores, as técnicas físicas utilizadas no estudo podem ser aplicadas na investigação de outros alimentos que passam por uma mudança de fase, onde uma substância passa do estado sólido para o líquido, como o gelado, a manteiga ou o queijo.

Fonte: Sapo.pt

Uma parceria de várias entidades quer que seja criado um centro experimental na Beira Interior, com campos de ensaio destinados ao estudo das culturas do pêssego e da cereja face às alterações climáticas, disse à agência Lusa uma das dinamizadoras.

Em declarações à Lusa, Maria Paula Simões, professora e investigadora da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), defendeu a importância de concretizar este projeto naquela região, onde está concentrada grande parte da produção nacional de pêssego e de cereja.

Lembrando que um dos efeitos das alterações climáticas passa pelo aumento médio da temperatura e pela consequente redução do número de horas de frio (que são necessárias a estas culturas), Maria Paula Simões também vincou o contributo que um campo experimental podia dar na recolha de conhecimento, designadamente no que concerne às horas de frio que as diferentes variedades de pessegueiros e de cerejeiras necessitam.

“O que nós defendemos para a região é a existência de um centro experimental que teste as cultivares e que mostre como é que elas se adaptam à região e ao futuro das alterações climáticas. Como é que elas se desenvolvem, quais os tempos entre as diferentes fases de produção”, referiu.

Esta responsável vincou ainda que no caso dos pessegueiros e das cerejeiras há características comuns que poderiam ser estudadas conjuntamente e especificidades que teriam de ser analisadas individualmente, sendo que o conhecimento produzido seria relevante para auxiliar técnicos e produtores a tomarem as opções que melhor se adequassem aos seus objetivos.

Tal acabaria também por contribuir para se evitarem os impactos significativos que as condições climatéricas têm cada vez mais nas produções e que, por exemplo, na campanha do pêssego de 2022 naquela região se traduziram numa quebra entre os 40 a 60%, em comparação com um ano normal.

Nas vantagens que enumerou, a docente também referiu a possibilidade de este se afirmar como um instrumento de atração de conhecimento, de inovação e de empresas ligadas ao setor, que ali encontrariam um espaço para testarem o seu trabalho e soluções de produção.

“Sempre que temos um local de experimentação, ele afirma-se como um elemento de atração de pessoas do setor empresarial e do setor científico”, fundamentou, frisando que isso também contribuiria para captar investimento e fixar quadros técnicos.

Maria Paula Simões referiu ainda que, numa segunda fase, o centro também deveria abarcar a cultura da amêndoa, que tem vindo a ganhar relevância na região.

Quanto a eventuais localizações, Maria Paula Simões apontou os terrenos que o Estado já tem na Quinta dos Lamaçais, que abarca os concelhos de Belmonte e Covilhã e que, no passado, já acolheu outros campos de experimentação.

A docente disse ainda que se está no bom caminho, dado que as entidades parceiras viram aprovada, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), uma candidatura para a criação de um Polo de Inovação da Quinta dos Lamaçais.

Este polo ainda não é o referido campo experimental – que teria um âmbito mais alargado – mas poderia ser um “primeiro passo” para a dinamização e desenvolvimento daquele.

Com a denominação “P2 – Resilis – “Resiliência na Produção Integrada e Sustentável das Prunóideas”, o projeto em causa é liderado pelo IPCB e tem como objetivo o estudo de práticas frutícolas de produção mais sustentáveis, nomeadamente a redução da utilização de herbicidas.

A parceria deste projeto e que também defende o campo experimental é constituída pelo IPCB, pela AAPIM – Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha, pela APPIZÊZERE – Associação de Produtores e Proteção Integrada do Zêzere, pela Cerfundão, pelo Centro de Biotecnologia das Plantas da Beira Interior, pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN), pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPAC), pela Gonçalagro – Sociedade Agrocomercial, Lda., pela Joaquim Martins Duarte & Filhos, Lda., pela Plakonet Tecnologias de Informação, Lda., pela Soma-Sociedade Agro-Comercial de Maçã, Lda. e pela Unitom.

Fonte: Agroportal

Se praticar estas dicas e as incorporar nos seus hábitos diários na cozinha, elas tornar-se-ão rotina.

Todas estas dicas são importantes para ajudar a reduzir as bactérias na sua comida e na sua cozinha.

Evitar a contaminação cruzada

A contaminação cruzada ocorre quando alimentos que contêm agentes patogénicos tocam em alimentos ou superfícies que não têm. Qualquer alimento que esteja contaminado com bactérias, incluindo carne crua, aves, peixe, ovos, leite cru, rebentos, e farinha não cozida, deve ser mantido separado de outros alimentos. Guarde estes  alimentos no nível inferior do frigorífico para que não possam escorrer para os alimentos abaixo.

Utilizar uma tábua de cortar separada para carnes e aves de capoeira cruas. Lavar os utensílios e pratos que continham as versões cruas destes alimentos antes de preparar qualquer coisa. E nunca coloque alimentos num prato que tenha estado em contacto com cas versões cruas desses alimentos.

O frango panado cru congelado e recheado precisa de uma atenção especial. Têm havido muitos surtos ligados a esses produtos porque a panificação pode estar contaminada, e pode facilmente cair antes de ser preparada e contaminar as bancadas e utensílios. Manuseie esses alimentos com cuidado.

Utilizar um termómetro alimentar

Utilizar um termómetro alimentar sempre que cozinha. Obtenha um termómetro de confiança que esteja bem avaliado. Aprenda a utiliza-lo: deve ser inserido na parte mais espessa dos alimentos.

E memorize as temperaturas internas finais seguras de carnes, aves, peixes e ovos.

São elas:

Cortes inteiros de carne e carne de porco: 62º C

Peixe: 62º C

Pratos de ovos: 71º C

Carnes picadas: 71º C

Frango e peru: 73º C

Frango e peru picados: 73º C

 

Lavar as mãos. Muitas vezes.

Lavar as mãos antes de cozinhar e enquanto estiver a cozinhar é obrigatório.

Lavar sempre as mãos depois de usar a casa de banho e depois de cuidar de alguém que esteja doente. Lave as mãos depois de manusear alimentos potencialmente contaminados, incluindo carnes cruas, aves e ovos. E lave as mãos antes de servir comida e comer.

Use água potável corrente e sabão. Ensaboar as mãos durante pelo menos 20 segundos, enxaguá-las e secá-las com uma toalha limpa.

 

Higienizar lava-loiça e bancadas

O seu lava-loiça pode estar altamente contaminado com agentes patogénicos, desde os produtos de limpeza até aos utensílios de lavagem. A sua bancada pode também estar contaminada pelo contacto com carnes cruas, farinha, ovos e outros alimentos. Ambos devem ser limpos e higienizados regularmente.

Primeiro enxaguar a bancada e o lava-loiça. Lavar com sabão, depois enxaguar novamente. Pode querer lavar com uma solução de lixívia suave; se o fizer, enxaguar completamente novamente e secar.

 

Não comer carne picada e ovos mal cozidos

A carne picada e os ovos mal cozidos são dois alimentos comuns que causam intoxicações alimentares. Evite-os.

Os cortes de carne são frequentemente contaminados no exterior, por bactérias espalhadas durante o processo de abate. Depois, quando esses cortes são triturados, as bactérias na superfície espalham-se por toda a carne. Se não for cozinhada a uma temperatura interna final segura, podem sobreviver bactérias suficientes para o deixar doente.

E os ovos podem estar contaminados no interior, uma vez que as galinhas podem ter bactérias nos seus ovários. Cozinhe carnes e ovos a uma temperatura interna final segura e verifique essas temperaturas com um termómetro alimentar.

Grelhados

Os grelhados podem apresentar dilemas especiais de segurança alimentar. Traga consigo um termómetro alimentar quando grelhar, para que possa verificar a temperatura das carnes e aves.

Evite a contaminação cruzada, tendo sempre pratos limpos para colocar os alimentos cozinhados. Se os alimentos cozinhados tocarem nos molhos crus da carne estes serão contaminados. E lave ou limpe os utensílios enquanto estiver a grelhar, incluindo a sonda do termómetro.

Evitar leite, sumo, frutos secos, farinha e rebentos crus

Há alguns alimentos que são intrinsecamente arriscados. Como o leite cru, sumos não pasteurizados, nozes cruas, farinha e rebentos crus. Todos estes alimentos têm causado muitos surtos e doenças nos últimos dez anos.

O leite cru está frequentemente contaminado com agentes patogénicos porque os úberes da vaca estão perto do ânus. Os rebentos crus estão frequentemente contaminados porque as sementes podem ter bactérias dentro e o ambiente de germinação é ideal para o crescimento bacteriano. A farinha é um produto agrícola cru que pode estar contaminada com E. Coli e Salmonella; Não prove massa de bolo ou bolachas cruas. Os sumos não pasteurizados têm causado surtos, tal como os frutos secos crus. Se estiver num grupo de alto risco por complicações graves de intoxicação alimentar, evite estes alimentos.

 

Descongelar carne no frigorífico

Descongelar sempre a carne congelada no frigorífico, nunca no balcão. Se descongelar no balcão, permanecerá na zona de perigo, que é de 4º C a 60º C, demasiado tempo. Nessa gama de temperaturas, as bactérias podem duplicar a cada 20 minutos.

Descongelar todas as carnes congeladas, incluindo frango, peru e carnes picadas no frigorífico. Dê tempo suficiente para descongelar; os cortes maiores podem demorar vários dias.

 

Refrigerar rapidamente e reaquecer as sobras

Os alimentos devem ser refrigerados até duas horas depois de serem retirados do frigorífico ou do forno. Após esse tempo  os alimentos ficarão na zona de perigo de temperaturas e a contagem bacteriana disparará. Observe a hora em que começa a servir e leve os alimentos para o frigorífico rapidamente.

Esse período de duas horas cai para uma hora se a temperatura ambiente for de 32º C ou superior.

E reaqueça as sobras de comida sempre até aos 73º C.

 

Prestar atenção às recolhas e surtos

As autoridades competentes anunciam sempre que necessário a recolha de alimentos e a ocorrência de surtos. Prestem atenção a essa informação e atuem sobre ela se necessário. Verifique a sua despensa, frigorífico e congelador quando for emitida uma recolha e descarte imediatamente esses alimentos. Limpe o seu frigorífico, despensa e congelador completamente depois de se desfazer dos alimentos e lave as suas mãos.

Conheça os sintomas de intoxicação alimentar, para que, se estiver doente possa obter ajuda mais cedo.

 

Não cozinhar ou servir quando está doente

Não cozinhe nem sirva comida às pessoas quando estiver doente, especialmente se tiver uma doença diarréica. É demasiado fácil espalhar bactérias desta forma, mesmo que se pense que se está a ser cuidadoso. E fique em casa, longe do trabalho ou da escola, quando está doente.

 

Manter os alimentos quentes, quentes, e os alimentos frios, frios

Aqui a zona de perigo de temperaturas volta a entrar em ação. Os alimentos quentes devem ser mantidos quentes utilizando tabuleiros de aquecimento ou fogões. Ficar de olho no tempo e levar esses alimentos para o frigorífico após duas horas. Se estiver a servir muita gente, disperse o tempo dos alimentos para que possa oferecer alimentos saídos do forno durante a festa.

Os alimentos frios devem ser mantidos frios sobre gelo. E devem ser refrigerados prontamente também.

 

Não lavar o frango ou o peru

É um costume antigo lavar o frango e o peru antes de os cozinhar. Mas é uma má ideia. Enxaguar estas aves vai espalhar as bactérias sobre elas até um metro de distância da torneira. Essa zona de salpicos inclui o lava-loiça, as bancadas e você.

Basta secar as aves antes de as colocar no forno. A única maneira de se livrar das bactérias nas é a cozinhar.

 

Lavar frutas e legumes antes da preparação

Lavar sempre as frutas e os legumes antes de os comer e mesmo antes de os preparar. Se houver bactérias na casca e se descascar ou cortar a fruta ou legumes sem os enxaguar, espalhará as bactérias no produto.

Esfregue as frutas e legumes bem enxaguados como melões e batatas com uma escova de legumes. Embora o enxaguamento não remova todos os agentes patogénicos, irá reduzir o seu número. Isso pode ser suficiente para prevenir doenças.

 

Pense duas vezes nos produtos de charcutaria

Se se encontra num grupo de risco por complicações graves de intoxicação alimentar, pense duas vezes em comprar e comer comidas da charcutaria. Existe uma longa história de surtos de intoxicação alimentar ligados a charcutaria e queijos.

Alguns destes alimentos, tais como queijos de pasta mole, são inerentemente arriscados. E o equipamento das charcutarias é muitas vezes difícil de limpar, pelo que uma contaminação pode propagar-se de um alimento para outro.

Se optar por consumir alimentos de charcutaria, pense em aquecê-los a uma temperatura segura antes de os comer.

 

Fonte: Food Poisoning Bulletin e Qualfood

 

 

 

A Comissão Europeia publicou hoje, dia 06 de janeiro de 2023, o Regulamento de execução (UE) 2023/58 que autoriza a colocação no mercado das formas congelada, em pasta, desidratada e em pó de larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião-pequeno) como novo alimento.

Após um parecer positivo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (Autoridade), que concluiu que as formas congelada, em pasta, desidratada e em pó de larvas de Alphitobius diaperinus são seguras nas condições de utilização propostas, nos níveis de utilização propostos, a Comissão autorizou a colocação no mercado deste novo alimento.

A Autoridade concluiu igualmente que o consumo deste novo alimento pode desencadear sensibilização primária e reações alérgicas às proteínas do tenebrião- pequeno, deste modo recomendou que fosse realizada mais investigação sobre a alergenicidade destas larvas.

A Autoridade considerou igualmente que o consumo de larvas de Alphitobius diaperinus pode causar reações alérgicas em pessoas alérgicas a crustáceos e a ácaros.

No seguimento deste parecer, os requisitos específicos de rotulagem adicionais para este novo alimento são os seguintes:

"1. A designação do novo alimento a utilizar na rotulagem dos géneros alimentícios que o contenham deve ser “larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião-pequeno) congeladas/em pasta”, “larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião- -pequeno) desidratadas/em pó”, em função da forma utilizada.

2. A rotulagem dos suplementos alimentares que contenham o novo alimento deve ostentar uma menção indicando que esses suplementos alimentares não devem ser consumidos por menores de 18 anos de idade.

3. A rotulagem dos géneros alimentícios que contenham as formas congelada, em pasta, desidratada ou em pó de larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião-pequeno) deve ostentar uma menção indicando que este ingrediente pode causar reações alérgicas aos consumidores com alergias conhecidas aos crustáceos e seus produtos e aos ácaros."

Fonte: Eur-lex e Qualfood

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, realizou, nas últimas semanas, uma operação de fiscalização de norte a sul do País, direcionada a operadores económicos que disponham e/ou comercializem loiça de plástico de utilização única nas atividades de restauração e/ou bebidas e no comércio a retalho, com o objetivo de verificar o cumprimento da regulamentação vigente para o setor.
 
Como balanço da ação, foram fiscalizados 112 operadores económicos, tendo sido instaurados 10 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações:
- A disponibilização proibida na atividade de comércio a retalho de louça de plástico de utilização única para o consumo de alimentação ou bebidas;
- A colocação indevida no mercado de talheres de plástico de utilização única (garfos, facas, colheres, pauzinhos);
- A colocação no mercado de pratos de plástico de utilização única, entre outras.
 
Foram apreendidos um total de 20.486 produtos (embalagens, materiais e objetos destinados a entrar em contacto com os géneros alimentícios) com um valor de 2.150,00 Euros.
 
A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.
 
Fonte: ASAE