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As pessoas que declararam consumir até seis ovos por semana apresentaram um risco 29% menor de morte relacionada com doenças cardiovasculares.

De acordo com um novo estudo, o consumo regular de ovos pode estar associado a um menor risco de morte relacionada com doenças cardiovasculares em adultos mais velhos.

Os investigadores da Universidade Monash, na Austrália, acompanharam mais de 8700 adultos com 70 anos ou mais anos.

Os que declararam consumir entre um e seis ovos por semana apresentaram um risco 15% menor de morte por qualquer causa, em comparação com os que comiam ovos duas vezes por mês ou menos.

Os participantes na investigação apresentaram um risco 29% menor de morte relacionada com doenças cardiovasculares, de acordo com os resultados publicados na revista Nutrients.

"Os nossos resultados sugerem que comer até seis ovos por semana pode reduzir o risco de morte por todas as causas e por doenças cardiovasculares (DCV) em adultos mais velhos", afirmou Holly Wild, professora de epidemiologia e medicina preventiva na Universidade Monash, em comunicado.

Benefícios do consumo de ovos

Os ovos são uma fonte de proteínas e nutrientes essenciais, como as vitaminas do complexo B, folato, ácidos gordos insaturados, vitaminas lipossolúveis (E, D, A e K), colina e numerosos minerais, acrescentou a professora.

No entanto, há muito tempo que o consumo de ovos é considerado uma preocupação para as pessoas com colesterol elevado, uma condição que pode levar ao bloqueio dos vasos sanguíneos, tornando as pessoas mais suscetíveis de ter problemas cardíacos ou um acidente vascular cerebral.

Por isso, a equipa realizou uma investigação mais aprofundada em pessoas com colesterol elevado clinicamente diagnosticado, a chamada dislipidemia.

"Encontrámos um risco 27% mais baixo de morte relacionada com doenças cardiovasculares para os participantes com dislipidemia que consumiam ovos semanalmente, em comparação com os seus homólogos que consumiam ovos raramente ou nunca, sugerindo que, neste grupo de estudo, a presença de dislipidemia não influencia o risco associado ao consumo de ovos", afirmou Wild.

"Os nossos resultados sugerem que o consumo de até seis ovos por semana pode reduzir o risco de morte por todas as causas e doenças cardiovasculares em adultos mais velhos. Estes resultados podem ser benéficos para o desenvolvimento de diretrizes alimentares baseadas em provas para os adultos mais velhos", acrescentou.

As diretrizes europeias variam de país para país, mas uma revisão da American Heart Association, publicada em 2020, concluiu que os indivíduos saudáveis podem comer sete ovos por semana com segurança.

 

Fonte: Euronews

Na medicina tradicional chinesa, as nozes de malva são conhecidas como pang da hai e são frequentemente utilizadas no chá como remédio para a dor de garganta, semelhante à adição de gengibre ou limão

A noz de malva, um fruto seco utilizado em chás de ervas, foi transformada num hidrogel perfeito para uma variedade de utilizações biomédicas, na sequência de uma nova investigação da Universidade de Chicago.

Num estudo publicado na revista Matter, investigadores da Escola de Engenharia Pritzker criaram um hidrogel de noz de malva para usos médicos, que vão desde o tratamento de feridas à leitura de eletrocardiogramas.

A investigação não se baseia em rumores sobre os benefícios das nozes para a saúde, pois na China são conhecidas como remédio para a dor de garganta pang da hai (PDH), mas sim na sua capacidade de inchar na água.

"Nunca vi um fruto numa árvore expandir-se tanto", frisou o primeiro autor, Changxu Sun, estudante de doutoramento, citado na segunda-feira pela agência Europa Press.

"Changxu olhou para o chá de ervas e viu um mundo de aplicações biomédicas sustentáveis prontas a serem construídas", sublinhou o investigador principal de Sun, professor de química da Universidade de Chicago, Bozhi Tian.

Na medicina tradicional chinesa, as nozes de malva são conhecidas como pang da hai e são frequentemente utilizadas no chá como remédio para a dor de garganta, semelhante à adição de gengibre ou limão.

"Originalmente, é uma forma oval com cerca de um centímetro de largura. Uma vez imerso em água, expandir-se-á cerca de oito vezes em volume e 20 vezes em peso, transformando-se numa massa gelatinosa, como uma geleia", frisou Sun.

"Depois de beber a bebida, fica-se com gelatina como resíduo. As pessoas geralmente deitam-na fora", acrescentou.

Em comparação, o arroz incha cerca de três vezes o seu peso quando cozido. As sementes de chia incham até 10 vezes o seu peso quando adicionadas à água.

Sun e Tian viram potencial nas sobras gelatinosas deitadas fora com o chá do dia anterior.

Os hidrogéis são substâncias viscosas à base de água conhecidas pelas suas múltiplas aplicações na área da saúde. Tão suaves e resistentes à água como o próprio tecido humano, os hidrogéis são utilizados no tratamento de feridas, combatendo infeções e estimulando a cicatrização muito mais do que um penso pode fazer.

Para transformar as nozes em dispositivos médicos, estas são primeiro trituradas num liquidificador e depois passadas por uma centrífuga para extrair o máximo possível do hidrocoloide polissacarídeo macio e expansivo, ao mesmo tempo que são removidas as ligninas estruturais duras que dão às nozes as suas cascas.

A solução hidrocoloide é então liofilizada, removendo toda a água para criar uma estrutura seca de polissacarídeo puro de noz de malva.

"Se hidratarmos novamente, transformam-se num gel", apontou Sun.

A equipa começou a testar o seu hidrogel de noz de malva para uma variedade de utilizações médicas, desde o tratamento de feridas até à biomonitorização.

"Verificámos que demonstrou um desempenho e qualidades superiores em comparação com os patches de ECG comerciais. E depois também o aplicámos à superfície do tecido in vivo, demonstrando uma grande gravação de biossinais", vincou Sun.

Sun espera que o novo hidrogel de origem natural forneça uma nova fonte de recursos médicos potentes, mas mais baratos, em todo o mundo, mas particularmente nas nações do Sudeste Asiático onde a malva cresce.

 

Fonte: CNNPortugal

 

O novo guia de aplicação do Decreto-Lei n.º 82/2017, atualizado em 2024, está agora disponível para consulta no centro de recursos da Rede Nacional PAC e no AKIS. Este guia, intitulado "Produção, Controlo, Certificação e Comercialização de Materiais Frutícolas", oferece uma explicação detalhada do regime jurídico e do registo nacional de variedades fruteiras. O documento aborda as principais alterações introduzidas pelos Decretos-Leis n.º 78/2020, 106/2023 e pela Portaria n.º 396/2023, que regulam a produção, controlo, certificação e comercialização de materiais de propagação e de plantação de fruteiras.

O guia inclui informações sobre o Registo Nacional de Variedades de Fruteiras (RNVF), detalhando os procedimentos para inscrição, renovação e exclusão de variedades, bem como as condições necessárias para a inscrição. Além disso, aborda o Registo Oficial de Fornecedores, especificando os requisitos e obrigações para a inscrição, validade, renovação e cancelamento de registos. Também são apresentados os requisitos gerais para a produção, incluindo as categorias de materiais frutícolas e os procedimentos para a inscrição de campos, plantas-mãe e culturas.

No que diz respeito à certificação de materiais frutícolas, o guia detalha os requisitos para as categorias pré-base, base e certificada, além das inspeções e controlos necessários. A identificação e etiquetagem dos materiais também são abordadas, com normas específicas para etiquetas de certificação e documentos de acompanhamento. O guia ainda inclui informações sobre as taxas devidas pela avaliação, inscrição e certificação, bem como o regime contraordenacional, que estabelece as sanções aplicáveis em caso de infrações.

Este guia é uma ferramenta essencial para todos os profissionais envolvidos na produção e comercialização de materiais frutícolas, garantindo a conformidade com a legislação vigente e promovendo a qualidade e segurança dos produtos.

Para mais informações e acesso ao documento completo, visite o centro de recursos da Rede Nacional PAC ou o AKIS Portugal.

 

Fonte: Rede Rural Nacional

A espantosa capacidade da vaca para se sustentar comendo apenas erva é uma das maravilhas da natureza, mas tem um custo.

À medida que a erva fermenta no rúmen - um dos quatro compartimentos do estômago do animal - produz naturalmente metano, um gás com efeito de estufa 28 vezes mais potente do que o CO2, embora com uma vida mais curta na atmosfera. Esse metano é libertado através de arrotos e flatos e, em média, uma única vaca pode produzir cerca de 90 quilos de metano por ano. O gás também é libertado pelo estrume, e o gado é responsável por cerca de um terço das emissões de metano relacionadas com o homem, que são coletivamente responsáveis por cerca de 30% do aquecimento global.

Algumas explorações agrícolas que alimentam vacas em estábulos já utilizam aditivos alimentares que ajudam a reduzir a produção de metano no estômago das vacas, mas têm desvantagens, como a eficácia variável e a necessidade de serem constantemente fornecidos, o que é difícil se os animais andarem à solta.

Uma vacina poderia ser uma alternativa e o Instituto Pirbright, no Reino Unido, um laboratório de virologia dedicado à pecuária, está a liderar um estudo de três anos para desenvolver uma. “O apelo de uma vacina como parte da solução é que se trata de uma prática comum muito bem adoptada, com infraestruturas já capazes de o fazer, e as pessoas conhecem os benefícios da vacinação para a saúde animal em geral”, diz John Hammond (na foto de capa), diretor de investigação do Instituto Pirbright.

O esforço internacional é apoiado por 9 milhões de euros do Bezos Earth Fund, a entidade filantrópica do fundador da Amazon para combater as alterações climáticas, e envolve também o Royal Veterinary College do Reino Unido e o AgResearch, um laboratório de inovação agrícola da Nova Zelândia.

“A expetativa é que seja familiar - seria como as outras vacinas”, diz Hammond. “Na melhor das hipóteses, será uma vacina de dose única que um animal receberá relativamente cedo na vida e que continuará a ter um efeito, e o objetivo é um mínimo absoluto de 30% de redução das emissões de metano”.

Uma vacina pouco comum

Segundo Hammond, há mais de uma década que os cientistas têm vindo a trabalhar na ideia de uma “vacina contra o flato de vaca”, mas sem resultados tangíveis até à data. “Tem havido um investimento significativo em diferentes países na tentativa de desenvolver esta vacina pouco comum, na medida em que não é necessariamente para o benefício do animal, mas para o benefício das emissões que o animal pode produzir”, afirma. “Não há nenhum produto, mas há literatura científica que sugere que pode funcionar e funcionará.

“Para funcionar, a vacina teria de produzir anticorpos que se ligassem às bactérias do rúmen que produzem o metano e as impedissem de o fazer”.

No entanto, acrescenta, o seu desenvolvimento é um desafio muito complexo, porque os anticorpos - proteínas que são produzidas pelo sistema imunitário depois de receber uma vacina, para atacar substâncias estranhas - não são conhecidos por funcionarem bem no rúmen.

Outro problema potencial é o bem-estar dos animais e, embora haja a expetativa de que haja “efeito zero” na sua saúde, diz Hammond, isso ainda não foi provado. Também pode haver uma redução na quantidade de alimento que o rúmen pode absorver, o que significa que o gado pode precisar de mais comida, aumentando os custos para os agricultores.

O objetivo do estudo é responder a estas questões e criar uma “prova de conceito” que possa depois ser utilizada para desenvolver um medicamento real. A principal vantagem de uma vacina seria o facto de poder ser administrada aos vitelos após o nascimento, à semelhança das vacinas contra as doenças, que já são utilizadas, afirma Dirk Werling, professor de Imunologia Molecular no Royal Veterinary College, que também está a trabalhar no projeto: “Se formos capazes de identificar uma abordagem de vacina adequada, isso também pode significar que podemos potencialmente vacinar a vaca mãe”, diz ele. “Isto resultaria na produção de anticorpos transmitidos através do colostro (o primeiro leite produzido após o parto). Portanto, há várias formas de utilizar as defesas da própria vaca, mas tudo isso ainda está para ser visto.”

A ameaça da desinformação

Uma vacina contra as emissões de metano seria “uma espécie de Santo Graal”, segundo Joseph McFadden, professor associado de Biologia do Gado Leiteiro na Universidade de Cornell, que não está envolvido no projeto, porque uma única dose reduziria as emissões de metano de uma vaca a longo prazo, tornando-a mais fácil de implementar do que outras soluções.

No entanto, acrescenta, não há indicações definitivas de que uma vacina seja viável. “Vai ser preciso algum tempo e muitos animais para fazer esse tipo de trabalho, e não vai acontecer de um dia para o outro”.

McFadden diz que uma vacina é apenas uma num arsenal de possíveis soluções para o problema, que atualmente incluem a reprodução seletiva, enzimas, edição genética dos micróbios que emitem o metano e aditivos alimentares, que são de longe os mais avançados neste momento.

Mas os aditivos para a alimentação animal não têm estado isentos de controvérsia. Os dados sugerem que a alimentação do gado com algas vermelhas poderia reduzir drasticamente o metano, mas existem preocupações quanto ao ingrediente ativo, o bromofórmio, que está classificado como “provável carcinogéneo para o ser humano” nos EUA. Se as vacas o ingerirem em quantidade suficiente, pode acabar no leite, mas os estudos só o detetaram em níveis muito inferiores aos aceitáveis para os seres humanos.

“É excitante porque se pode obter uma redução notável, 80 ou 90%, o que parece ótimo no papel, mas há também uma diminuição do consumo de ração e algumas preocupações limitadas em relação à saúde do animal”, diz McFadden.

No final de 2024, o Bovaer, um aditivo alimentar à base de nitrato que não contém bromofórmio, esteve no centro de uma tempestade nas redes sociais no Reino Unido depois de a Arla, uma das maiores empresas de laticínios do país, ter anunciado que iria testá-lo em algumas das suas explorações. Embora o Bovaer esteja aprovado para utilização e seja considerado seguro para as vacas, espalhou-se na Internet informação incorrecta sobre potenciais resíduos tóxicos no leite e efeitos adversos nos animais, o que levou alguns a boicotar a marca. A Food Standards Agency do Reino Unido foi levada a publicar um artigo afirmando que “o aditivo é metabolizado pelas vacas e não passa para o leite”.

No entanto, a reação negativa mostra outro potencial obstáculo ao sucesso da vacinação: como lidar com a desinformação e a aceitação do consumidor.

“Não estamos preparados para isso”, diz McFadden. “Vejo investimento na ciência para obtermos a tecnologia, mas não vejo qualquer investimento na reflexão sobre a forma como estas coisas, quando chegarem ao mercado, vão ser aceites pelo consumidor.”

Dirk Werling, que está a trabalhar na vacina, diz que, após 15 anos no terreno, aprendeu que algumas pessoas estão dispostas a ouvir e a aprender com os dados e os resultados, enquanto outras não, e que a principal abordagem deve ser comunicar de forma objetiva, ouvir os argumentos e responder adequadamente.

“Sinto que, desde a pandemia, todos os assuntos são discutidos apenas como preto ou branco, pelo que, independentemente do que encontrarmos, haverá sempre alguém que nos criticará e alguém que nos aplaudirá”, afirma.

“No final, se o trabalho que estamos a fazer ajudar no impacto global do aquecimento global, isso - para mim, pessoalmente - é um trabalho bem feito.”

 

Fonte: CNNPortugal

 

 

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de diligências de investigação e no âmbito da sua missão na proteção de produtos nacionais e de combate às práticas fraudulentas, realizou, esta semana, através da sua Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional do Porto e Unidade Operacional de Barcelos, uma operação de prevenção criminal, direcionada a dois operadores económicos, que atuavam por intermédio das redes sociais, nos concelhos de Póvoa do Varzim e Barcelos.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de diligências de investigação e no âmbito da sua missão na proteção de produtos nacionais e de combate às práticas fraudulentas, realizou, esta semana, através da sua Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional do Porto e Unidade Operacional de Barcelos, uma operação de prevenção criminal, direcionada a dois operadores económicos, que atuavam por intermédio das redes sociais, nos concelhos de Póvoa do Varzim e Barcelos.


Como resultado das ações, foram detetados num armazenista de produtos alimentares e num operador económico com atividade não sedentária, um total de
303 garrafões com a capacidade unitária de 5 litros de óleo alimentar, a maioria dos quais sem qualquer rótulo que identificasse o produto alimentar que se encontrava a ser comercializado, e ainda diversas embalagens ostentando rotulagem em incumprimento da legislação em vigor.


Foi
instaurado um processo-crime por fraude sobre mercadorias e dois processos de contraordenação por falta de rastreabilidade e incumprimento na rotulagem em géneros alimentícios, tendo sido apreendidos 1505 litros de óleo alimentar, diversos rótulos com referência à denominação de azeite e uma viatura, tudo num valor superior a 12.000,00 Euros.


Foi constituído um indivíduo como arguido, o qual foi sujeito a Termo de Identidade e Residência, tendo os factos sido comunicados à Autoridade Judiciária.


Foram ainda realizadas colheitas de amostras a todos os produtos oleicos detetados, as quais serão remetidas para o Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, o qual é reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional (COI), de forma a serem realizadas as respetivas análises físicoquímicas e sensoriais da substância apreendida.

A ASAE alerta os consumidores para estarem atentos a oferta de produtos com preço abaixo do expectável, induzindo o consumidor em erro com objetivo de serem comercializadas outras substâncias oleicas como azeite.


A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores, bem como na defesa de um setor crucial para a economia nacional.

 

Fonte: ASAE

O consumo de vinho na UE diminui, e a indústria é incentivada a investir em vinhos sem álcool, com potencial de mercado crescente, para combater a tendência económica negativa.

Apreciar o vinho faz parte da história cultural da Europa, mas a moda agora é beber menos, sobretudo entre as gerações mais jovens.

É por isso que um grupo de especialistas está a incentivar a indústria vinícola europeia a abraçar o mercado crescente do vinho com baixo teor alcoólico e sem álcool. Esta adaptação poderá ser a chave para travar a tendência económica negativa. 

Os cidadãos da UE representam cerca de metade do consumo mundial de vinho, com 107 milhões de hectolitros bebidos em 2023. Mas este é um consumo que está em declínio há muitos anos. 

Entre 2010 e 2020, o consumo de vinho na UE diminuiu quase um quarto. Prevê-se que este declínio continue, embora a um ritmo mais lento. 

As razões para tal, segundo os especialistas, são a preocupação com a saúde e a alteração dos padrões de consumo. Isto fez com que surgisse a ideia de oferecer aos consumidores opções com baixo teor alcoólico ou sem álcool.

No ano passado, a Comissão Europeia criou um grupo de reflexão para estudar a situação do setor vinícola. 

O grupo visava "abordar os desafios atuais que o setor vinícola enfrenta, como as condições meteorológicas extremas, como fazer a adaptação a um clima e a um ambiente em mudança, e também às alterações no gosto dos consumidores", como explica Gerardo Fortuna, repórter da Euronews que cobre o setor.

Dada a atual situação complicada do comércio internacional, a exportação de vinho está em baixa, assim como o consumo interno, diz Fortuna.

Foi por isso que o grupo de reflexão recomendou à indústria que explorasse o segmento dos vinhos com baixo teor alcoólico ou sem álcool, que estão a tornar-se cada vez mais populares.

Existe aqui um potencial de mercado crescente para os produtores europeus, uma vez que a dimensão do mercado mundial de vinho sem álcool irá aumentar dos cerca de 8 mil milhões de euros atuais para 14 mil milhões de euros até ao final de 2031.

Isto representa taxas de crescimento anuais superiores a 10 %. Os maiores mercados são os EUA, o Canadá, a Austrália e a Índia.  

Parece que os orgulhosos produtores de vinho da UE estão finalmente a começar a aceitar a ideia do vinho sem álcool, uma mudança significativa em comparação com a situação de há alguns anos.

No entanto, equilibrar os interesses do setor vinícola tradicional com as oportunidades emergentes é um desafio para os produtores europeus, diz Eric Sargiacomo, vice-presidente da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu.

Mas a indústria está bem posicionada para fazer disto um sucesso, diz ele.

É sempre difícil abandonar tradições há muito acarinhadas e aceitar a mudança, mas, de um modo geral, o vinho sem álcool pode ser uma alternativa saborosa e saudável para quem procura desfrutar de bebidas sem álcool.

E se os produtores de vinho europeus abraçarem completamente esta tendência, poderá ser também uma poderosa oportunidade de negócio para o futuro.

 

Fonte: Euronews

Importação: NoA – Notificação de Chegada

  • Tuesday, 11 February 2025 10:22

A partir de 18/2/2025, para efeitos de notificação prévia das remessas importadas de géneros alimentícios e alimentos para animais de origem não animal (à exceção de palha e feno), vão passar a existir dois documentos distintos a submeter no sistema TRACES-NT, por parte dos responsáveis pelas remessas:

  1. NoA (Notification on Arrival / Notificação de Chegada) – Para remessas ao abrigo do artigo 44º do Regulamento dos Controlos Oficiais

  2. DSCE-D (ou CHED-D na sigla inglesa) – Para as remessas ao abrigo do artigo 47º do Regulamento dos Controlos Oficiais (procedimento que se mantém como até aqui).

O novo documento “NoA” é em tudo similar ao DSCE-D, não se esperando, por isso, dificuldades de preenchimento pelos responsáveis pelas remessas/mercadorias. O próprio sistema TRACES-NT vai ajudar os responsáveis pelas remessas na seleção do documento a submeter à Autoridade Competente.

A partir dessa data já não poderão ser submetidas, com DSCE-D, as remessas ao abrigo do artigo 44º do Regulamento dos Controlos Oficiais. Não vai existir um período de transição, pelo que dia 18/2, todas estas remessas devem ser já acompanhadas do NoA.

Esta alteração vem na consequência da publicação do Regulamento Delegado (UE) 2024/2104 da Comissão, de 27 de junho de 2024, que completa o Regulamento (UE) 2017/625 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito aos casos e condições em que as autoridades competentes podem solicitar aos operadores que notifiquem a chegada de determinadas mercadorias que entram na União.

Veja o vídeo disponibilizado pela Comissão sobre a submissão do Noa.

Consulte aqui mais informação sobre o novo NoA.

 

Fonte: DGAV

Beber álcool faz mesmo mal à saúde?

  • Tuesday, 11 February 2025 09:36

Novas diretrizes vão pesar riscos e benefícios

A maioria dos adultos nos Estados Unidos bebe álcool, mas a preocupação do público com os efeitos do consumo moderado de álcool na saúde tem vindo a aumentar.

Os dados científicos mais recentes apoiam essas preocupações, mas dois relatórios governamentais recentes sugerem que existem potenciais benefícios a par de potenciais riscos - e alguns especialistas afirmam que as recomendações dietéticas formais, que deverão ser revistas este ano, poderiam adotar uma abordagem mais diferenciada.

Está bem estabelecido que o consumo excessivo de álcool, incluindo a chamada bebedeira, tem efeitos negativos significativos para a saúde. Mas estudos recentes descobriram que mesmo níveis baixos de consumo de álcool podem ser prejudiciais. E para a Organização Mundial de Saúde “nenhum nível de consumo de álcool é seguro para a nossa saúde”.

As atuais Diretrizes Dietéticas para os Americanos, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e do Departamento de Agricultura dos EUA, dizem que os homens devem limitar o seu consumo diário de álcool a duas bebidas ou menos, e as mulheres a uma bebida ou menos.

Estas diretrizes vão ser revistas este ano e dois relatórios recentes, destinados a esclarecer este processo, chegaram a conclusões aparentemente contraditórias, dando continuidade a um debate de longa data sobre a forma de ponderar os potenciais riscos e benefícios do álcool.

Mas as atitudes do público nos EUA já estão a mudar.

Uma nova sondagem da CNN, conduzida pela SSRS, revela que metade dos adultos norte-americanos afirma que o consumo moderado de álcool é prejudicial para a saúde, mais do dobro da percentagem que afirmava o mesmo há duas décadas. As mulheres e os adultos com menos de 45 anos têm mais probabilidades de afirmar que o consumo moderado de álcool é mau para a saúde do que os homens e os adultos mais velhos, tal como os democratas e os independentes.

Apenas 8% dos adultos norte-americanos consideram que beber com moderação é bom para a saúde, de acordo com a sondagem da CNN, cerca de um terço da percentagem que afirmava o mesmo em 2005. Outros 43% dos adultos afirmam que o consumo moderado de álcool não faz qualquer diferença para a saúde.

Sabe-se que existe uma ligação entre o álcool e o cancro e que qualquer quantidade de bebida aumenta esse risco. Para o cirurgião geral Vivek Murthy, esta “relação direta” foi suficiente para emitir um parecer e pedir a atualização do rótulo de advertência para a saúde das bebidas alcoólicas, de modo a realçá-la.

“O álcool é uma causa bem estabelecida e evitável de cancro, responsável por cerca de 100.000 casos de cancro e 20.000 mortes por cancro por ano nos Estados Unidos - mais do que as 13.500 mortes por acidentes de viação associados ao álcool por ano - mas a maioria dos americanos não tem conhecimento deste risco”, afirmou Murthy numa declaração no início de janeiro.

A nova sondagem da CNN revela que uma ampla maioria de 74% do público norte-americano seria a favor de novos rótulos de bebidas alcoólicas que alertassem para o risco de cancro, como sugere Murthy. Os democratas, as mulheres e as pessoas de cor são propensos a apoiar a revisão do rótulo de advertência, mas 69% ou mais dos adultos de todas as idades, géneros, grupos partidários e raciais afirmaram que seriam a favor.

A sondagem da CNN foi conduzida pela SSRS entre 9 e 12 de janeiro, numa amostra nacional aleatória de 1.205 adultos provenientes de um painel baseado em probabilidades. Os inquéritos foram realizados em linha ou por telefone com um entrevistador. Os resultados da amostra completa têm uma margem de erro de amostragem de mais ou menos 3,2 pontos percentuais.

Ponderação dos riscos e benefícios

Um dos relatórios destinados a informar a próxima edição das orientações dietéticas - solicitado pelo Congresso e publicado no mês passado pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina - reforçou a ligação entre o álcool e o cancro, mas com diferentes graus de certeza. Os investigadores, que analisaram os resultados de cerca de duas dúzias de estudos, concluíram com “certeza moderada” que o risco de desenvolver cancro da mama era maior entre as pessoas que bebiam com moderação do que entre as que não bebiam. Havia um “baixo grau de certeza” de que o risco de cancro da mama e de cancro colorretal era mais elevado entre os que bebiam mais com moderação do que entre os que bebiam menos, e não havia associação com outros cancros da garganta e do pescoço.

Mas o mesmo relatório também encontrou algumas potenciais associações positivas entre o consumo moderado de álcool e a saúde. Em comparação com as pessoas que nunca consomem álcool, as que bebem com moderação correm um menor risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral não fatal. E a mortalidade geral por qualquer causa também foi considerada mais baixa entre as pessoas que bebiam com moderação, em comparação com as que nunca bebiam.

“Muitas escolhas de estilo de vida acarretam riscos potenciais e o consumo de álcool não é exceção”, diz à CNN Michael Kaiser, vice-presidente executivo e diretor de assuntos governamentais da WineAmerica, uma organização sem fins lucrativos que representa os interesses da indústria vinícola.

“Encorajamos todos os adultos que optam por beber a aderir às Diretrizes Dietéticas e a consultar os seus profissionais de saúde. Ninguém deve beber para obter benefícios para a saúde, e algumas pessoas não devem beber de todo”, defende, acrescentando que a organização apoia a utilização deste estudo para informar as diretrizes, tal como o Congresso pretendia e como foi feito anteriormente.

Outro relatório, publicado na semana passada por um painel independente do Interagency Coordinating Committee on the Prevention of Underage Drinking, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, também revelou um menor risco de acidente vascular cerebral entre as pessoas que bebiam em média uma bebida por dia, um menor risco de diabetes entre as mulheres que bebem a este nível e um maior risco de certos tipos de cancro.

Mas, por outro lado, verificou-se que o risco de morrer devido ao consumo de álcool começa com níveis baixos de consumo médio e aumenta à medida que os níveis de consumo de álcool aumentam.

Muitos especialistas respeitam a complexidade da ciência, mas alertam para o facto de não se considerar o consumo de álcool como um hábito categoricamente saudável.

“É enganador dizer que a ciência não está estabelecida”, defende Katherine Keyes, professora da Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia, cuja investigação se centra na epidemiologia do consumo de substâncias.

“Houve diferenças na metodologia e é por isso que existem algumas diferenças nos resultados. Mas quando se separam os estudos, a ciência subjacente é consistente”, argumenta Keyes, que fazia parte do painel independente convocado pelo HHS. “Existem algumas condições em que vimos um benefício ou uma relação inversa em níveis muito baixos, mas eles são realmente superados pelas condições em que não se vê um benefício.”

Ned Calonge, presidente do comité que redigiu o relatório das Academias Nacionais, adverte que a ligação que o seu grupo encontrou entre a redução da mortalidade por todas as causas e o consumo moderado de álcool não deve ser interpretada como um resumo da relação entre o álcool e a saúde - muito pelo contrário, de facto.

“A mortalidade por todas as causas é, diria eu, um resultado problemático, porque inclui muitos resultados diferentes, o que aumenta o risco potencial de enviesamento associado a fatores de confusão, outros fatores que podem ser responsáveis pelo resultado”, diz Calonge, que é também reitor associado para a prática de saúde pública e professor de epidemiologia na Escola de Saúde Pública do Colorado e professor de medicina familiar na Escola de Medicina da Universidade do Colorado.

A investigação sobre os efeitos do álcool na saúde tem algumas lacunas significativas, o que contribui para possibilidades mais alargadas de interpretação dos dados.

O consumo “moderado” de álcool não é definido de forma consistente, e o agrupamento de pessoas em diferentes categorias - como zero a três bebidas por dia - pode distorcer as médias quando os resultados podem ser muito diferentes para as pessoas no extremo inferior dessa categoria e no extremo superior dessa categoria.

O relatório das Academias Nacionais abordou esta questão nas suas conclusões sobre o risco de cancro da mama, referindo que quantidades mais elevadas de bebidas alcoólicas estão associadas a um risco mais elevado de cancro da mama do que quantidades inferiores - mesmo dentro dos níveis considerados “moderados”.

A pedra de toque para a investigação científica é um ensaio controlado aleatório que monitoriza ativamente comparações diretas entre cenários com pouca variabilidade externa, mas a maioria dos estudos sobre os efeitos do álcool baseia-se na observação sem intervenção.

Ao analisar os resultados de estudos observacionais, as conclusões mais fortes são tiradas de associações fortes entre dois fatores, explica Calonge. Mas as associações encontradas no relatório das Academias Nacionais - os riscos relativos nas direções positiva e negativa - não eram muito fortes, aponta.

“Não podemos provar a causa com estudos de observação”, diz Calonge. “Estes efeitos são importantes do ponto de vista da saúde pública, mas não podemos ultrapassar a certeza moderada porque pode haver investigação adicional com resultados diferentes.”

Orientações médicas sobre o álcool: moderação

Apesar das lacunas na investigação, muitos especialistas afirmam que as provas de risco são demasiado fortes para serem ignoradas.

“Mesmo que se concorde que uma linha de evidência está mais próxima da verdade para um estado de doença, se olharmos para um resultado de doença diferente, as descobertas podem ir numa direção completamente diferente”, considera Ahmed Tawakol, cardiologista do Massachusetts General Hospital.

Se um novo medicamento estivesse a ser estudado para reduzir as doenças cardíacas e os ensaios clínicos revelassem que também aumentava o risco de desenvolver cancro, esse medicamento nunca seria aprovado, sublinha.

“Quando se usa o mesmo raciocínio em relação ao álcool, diríamos que o álcool parece ter algumas ações mecanicistas que são benéficas, mas, ao mesmo tempo, tem como consequência efeitos secundários realmente inaceitáveis”, argumenta. “Torna-se claro que o álcool não deve ser considerado como algo que se consome para fins de saúde.”

Alguns estudos sugerem que parte da forma como o consumo de álcool pode reduzir o risco de ataques cardíacos se deve aos impactos que tem no sistema límbico, como a limitação dos sinais de stress no cérebro. Mas há formas menos arriscadas de atingir esse mesmo objetivo, diz Tawakol, como o exercício físico, que traz múltiplos benefícios.

Ainda assim, Tawakol diz que não costuma adotar uma posição forte contra o álcool quando aconselha os seus doentes.

“Preocupo-me quando vejo este tipo de abordagem a preto e branco”, assume. “Se optar por beber álcool, certifique-se de que o faz com moderação e coloque-o também no contexto de outros fatores do estilo de vida, para que possa atenuar ainda mais os potenciais efeitos adversos.”

Apesar do amplo apoio a um novo rótulo de advertência nas bebidas alcoólicas, os adultos norte-americanos estão praticamente divididos quanto à questão de saber se o governo deve fornecer recomendações de saúde ao público ou deixar que sejam os próprios americanos a decidir, de acordo com a nova sondagem da CNN.

E muitos já estão a fazer as suas próprias escolhas. Cerca de quatro em cada dez adultos afirmam que não bebem de todo, enquanto cerca de um em cada oito afirmam ter já participado no "Dry January" ou "Janeiro Seco" [campanha de saúde pública na Europa e nos Estados Unidos] - com mais de metade deste grupo a dizer que o fizeram este ano. Esta ideia é mais popular entre os americanos mais jovens, com cerca de um em cada cinco adultos com menos de 45 anos a participar no "Dry January" em algum momento.

Fonte: CNNPortugal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Operacional de Faro – Unidade Regional do Sul, procedeu na passada sexta-feira, a uma ação de fiscalização num lar de idosos para verificação das condições de abastecimento de água para consumo humano, face à interrupção no fornecimento de água proveniente da rede pública, situado no concelho de Faro.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Operacional de Faro – Unidade Regional do Sul, procedeu na passada sexta-feira, a uma ação de fiscalização num lar de idosos para verificação das condições de abastecimento de
água para consumo humano, face à interrupção no fornecimento de água proveniente da rede pública, situado no concelho de Faro.


Durante a operação, foi verificada a existência de vários depósitos contendo água de origem desconhecida, não sendo possível apurar por completo as caraterísticas microbiológicas e físico-químicas da mesma.

Face à ausência de qualquer garantia relativamente à potabilidade da água utilizada, à falta de boletim analítico e à inexistência de um sistema de desinfeção e, não estando a ser assegurada a não contaminação dos géneros alimentícios, das superfícies, dos equipamentos de trabalho e das mãos dos manipuladores, foi determinada a suspensão imediata da confeção de refeições no local, como medida cautelar de proteção da saúde pública dos utentes.

Esta suspensão manter-se-á até à reposição da legalidade, através de comprovativos da potabilidade da água, de comprovativo de ligação à rede pública de abastecimento ou instalação de equipamento de desinfeção, tendo sido assegurada a entrega de refeições aos utentes por uma empresa de catering devidamente licenciada para o efeito.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e na defesa do consumidor e dos cidadãos em geral.

 


Fonte: ASAE

Dia Mundial das Leguminosas é celebrado anualmente no dia 10 de fevereiro. A data foi proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018, com base no sucesso do Ano Internacional das Leguminosas em 2016, implementado pela FAO, reconhecendo o potencial das leguminosas para alcançar ainda mais a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Este dia visa aumentar a consciencialização sobre os benefícios das leguminosas e promover a sua inclusão nas dietas diárias, além de destacar a sua importância na agricultura sustentável e na segurança alimentar global.

O tema deste ano «Leguminosas: Trazer diversidade aos sistemas agroalimentares», vem sublinhar o papel vital das leguminosas na promoção da diversidade, e o seu lema é: «Ame as leguminosas para uma dieta e um planeta saudáveis».

As leguminosas são as sementes comestíveis de plantas leguminosas cultivadas tanto para a alimentação humana como animal. O feijão (Phaseolus e Vigna), o grão-de-bico e a ervilha são os tipos de leguminosas mais conhecidos e consumidos, mas existem muitas outras variedades em todo o mundo, todas com grandes benefícios para a segurança alimentar, a nutrição, a saúde, as alterações climáticas e a biodiversidade.

São uma excelente fonte de proteínas, fibras, vitaminas e minerais, além de serem uma opção sustentável para a alimentação, pois exigem menos recursos naturais para o seu cultivo em comparação com outras fontes de proteína, como carne. Além disso, o cultivo de leguminosas também pode melhorar a saúde do solo. Ao diversificar os nossos sistemas de cultivo, as leguminosas ajudam a quebrar os ciclos de doenças, pragas e ervas daninhas, enriquecendo simultaneamente os nutrientes do solo.

Mais do que uma simples cultura – são uma solução para alguns dos maiores desafios na agricultura e na nutrição. “Como pedra angular da agricultura sustentável”, explica o especialista em leguminosas e responsável agrícola da FAO, Teodardo Calles, ‘as leguminosas têm uma capacidade única para fixar o azoto atmosférico e libertar o fósforo ligado ao solo, tornando-as essenciais para a construção de sistemas agroalimentares resilientes’.

 

Reveja os 5 benefícios das leguminosas na Infografia da FAO.

Saiba mais:

 

Fonte: DGAV