O Conselho Geral da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), com a aprovação do Instituto do Vinho e da Vinha, I. P. (IVV. I. P.), na qualidade de Entidade Gestora dos vinhos e produtos vitivinícolas com direito ao uso da Denominação de Origem «Alentejo» e da Indicação Geográfica «Alentejano», estabeleceu novas especificações às regras de produção e comercialização com o propósito de orientar a produção dos vinhos para a otimização da qualidade e para responder aos elevados stocks de vinho IG «Alentejano».
• Para a Denominação de Origem «Alentejo», de acordo com o Aviso n.º 17112/2024/2 [pdf], são incluídas as seguintes especificações:
1. Devem ser aplicadas as pressões adequadas para extração do mosto ou vinho e a separação dos bagaços, de forma que o rendimento não seja superior a 75 litros de vinho por 100 quilos de uva.
• Para a Indicação Geográfica (IG) «Alentejano», de acordo com o Aviso n.º 17111/2024/2 [pdf], são incluídas as seguintes especificações:
1. Devem ser aplicadas as pressões adequadas para extração do mosto ou vinho e a separação dos bagaços, de forma que o rendimento não seja superior a 75 litros de vinho por 100 quilos de uva.
2. A produção de vinho tinto com IG «Alentejano» não pode incluir a incorporação de produto originário de fora da região, na campanha vitícola 2024/2025.
Fonte: CONFAGRI
A DGAV publicou o Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2024 relativo à utilização de biocidas na cadeia alimentar.
O presente esclarecimento, que altera e revoga o Esclarecimento Técnico n.º 12/DGAV/2014, visa informar os operadores do setor alimentar sobre a obrigação legal que sobre eles recai, no que diz respeito à utilização de biocidas.
Consulte aqui o Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2024, de 29 de julho 2024
Fonte: DGAV
A Comissão Europeia autorizou a colocação no mercado de sumo dos caules da planta Angelica keiskei (sumo do caule da ashitaba) como novo alimento. A planta tradicional japonesa pertence à família das cenouras.
Em 8 de Agosto de 2019, a empresa Japan Bio Science Laboratory (JBSL)-USA, Inc. apresentou à Comissão um pedido de autorização para colocar no mercado da União Europeia (UE) como novo alimento o sumo dos caules da planta Angelica keiskei, solicitando que este fosse utilizado em suplementos alimentares, em níveis máximos de 780 mg/dia destinados à população adulta, excluindo mulheres grávidas e lactantes.
O novo alimento é disponibilizado aos consumidores como uma preparação que contém aproximadamente 30% de sumo do caule da ashitaba e 70% de ciclodextrinas explica o Regulamento de Execução (UE) 2024/2061 da Comissão, de 30 de Julho de 2024.
Em 19 de Dezembro de 2019, a Comissão solicitou à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) que efectuasse uma avaliação do sumo do caule da ashitaba como novo alimento, tendo esta em 1 de Fevereiro de 2024, emitido um parecer científico onde concluiu que o sumo “é seguro nas condições de utilização propostas, para as populações-alvo propostas, a níveis não superiores a 137 mg/dia que devem corresponder a 35 mg/dia do produto tal como se destina a ser apresentado ao consumidor”.
A EFSA declarou ainda que essa ingestão, embora inferior ao nível de 780 mg/dia proposto pela empresa, proporciona uma margem de exposição (ME) adequada aos níveis sem efeitos adversos observáveis (NOAEL) resultantes do estudo de toxicidade subcrónica.
Por conseguinte, o parecer científico da EFSA contém fundamentos suficientes para concluir que o sumo do caule da ashitaba, quando utilizado em níveis não superiores a 137 mg/dia em suplementos alimentares destinados à população adulta, excluindo mulheres grávidas e lactantes, preenche as condições para a sua colocação no mercado.
Fonte: Agricultura e Mar
Uma equipa de cientistas identificou como e onde começa a resposta ao glúten, e que certas células desempenham um papel mais importante do que se pensava — uma descoberta que poderá conduzir a novas opções de tratamento para os doentes celíacos.
Tal como outras doenças autoimunes, a doença celíaca ocorre quando o corpo lança erroneamente uma resposta imune contra uma molécula inofensiva – neste caso, o gatilho é o glúten, uma proteína encontrada em muitos cereais.
O consumo deste tipo de alimentos leva a uma série de sintomas desagradáveis, e o único tratamento é uma dieta rigorosa.
Agora, investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, identificaram como e onde começa a resposta ao glúten, com certas células a desempenhar um papel maior do que se pensava.
Segundo o New Atlas, a equipa usou ratos de laboratório e mini-intestinos organóides para observar as respostas de diferentes células à presença de glúten.
“Isto permitiu-nos restringir a causa e o efeito específicos e provar exatamente se e como a reação ocorre”, explicou o cientista Tohid Didar.
A investigação permitiu descobrir que as células epiteliais – que compõem o revestimento interno do intestino superior – respondem ao glúten estimulando ativamente a libertação de células T CD4+.
Por sua vez, essas células auxiliares desencadeiam uma resposta imune hiperativa que causa os sintomas celíacos.
Até agora, acreditava-se que a resposta envolvia apenas células imunes, embora se suspeitasse que as células epiteliais desempenhassem um papel importante. Esta suspeita foi, finalmente, confirmada.
O estudo também permitiu descobrir um outro fator: as células epiteliais enviam sinais mais fortes para as células imunológicas na presença de Pseudomonas aeruginosa, uma espécie de bactéria patogénica que normalmente não é uma parte saudável do microbioma humano.
Os cientistas afirmam que esta nova descoberta pode fornecer informações úteis para o desenvolvimento de medicamentos para tratar ou prevenir a doença celíaca.
O teste para averiguar a presença de Pseudomonas aeruginosa pode também ajudar a identificar pacientes com maior risco de desenvolver a doença.
“Atualmente, a única maneira de tratar a doença celíaca é eliminar totalmente o glúten da dieta, mas isso é muito difícil de fazer, para além de os especialistas concordarem que uma dieta sem glúten é insuficiente”, salientou uma das autoras do estudo, Elena Verdu.
O artigo científico foi publicado, este mês, na Gastroenterology.
Fonte: Zap.aeiou
Estudo estima que pelo menos 10% dos jovens em todo o mundo consomem mais de sete porções de bebidas açucaradas por semana.
Uma nova análise global dos hábitos alimentares de crianças e adolescentes de 185 países revelou que os jovens, em média, consumiram quase 23% mais bebidas açucaradas em 2018, em comparação com 1990.
Em geral, o consumo era semelhante em rapazes e raparigas, mas mais elevado em adolescentes, residentes urbanos e filhos de pais com níveis de educação mais baixos. Os investigadores da Escola Friedman de Ciência e Política da Nutrição da Universidade Tufts, EUA, publicaram os resultados no The BMJ.
O estudo baseou-se na Global Dietary Database, uma compilação abrangente do que as pessoas em todo o mundo comem ou bebem, para gerar as primeiras estimativas e tendências globais do consumo de bebidas açucaradas na juventude.
Estas foram definidas como refrigerantes, sumos, bebidas energéticas, bebidas desportivas e bebidas de fruta adoçadas em casa, como as águas frescas, com açúcares adicionados e contendo mais de 50 kcal por dose de uma chávena.
Incorporando dados de mais de 1200 inquéritos de 1990 a 2018 num modelo de grande dimensão, a equipa de investigação descobriu que os jovens (definidos como aqueles com idades compreendidas entre os 3 e os 19 anos) bebiam mais e tinham quase o dobro da ingestão global dos adultos.
A definição de bebidas açucaradas da equipa de investigação excluiu os sumos de fruta a 100%, as bebidas não calóricas adoçadas artificialmente e os leites açucarados.
O consumo de bebidas açucaradas entre os jovens variava drasticamente consoante a região do mundo, com uma média de 3,6 porções por semana a nível mundial e variando entre 1,3 porções por semana no Sul da Ásia e 9,1 na América Latina e nas Caraíbas.
Os investigadores descobriram que as crianças e os adolescentes de 56 países, representando 238 milhões de jovens ou 10% da população jovem mundial, consumiam em média 7 ou mais doses por semana.
“As bebidas açucaradas aumentam o aumento de peso e o risco de obesidade, pelo que, apesar de as crianças não desenvolverem frequentemente diabetes ou doenças cardiovasculares quando são jovens, podem ter impactos significativos mais tarde na vida”, afirmou a autora, Laura Lara-Castor. “Este estudo realça a necessidade de uma educação direcionada e de intervenções políticas para mudar o comportamento desde cedo e prevenir os resultados adversos associados à ingestão de bebidas açucaradas na infância”.
México lidera
Entre as nações mais populosas do mundo, aquelas com a maior ingestão de bebidas açucaradas por jovens em 2018 incluíam o México (10.1 porções por semana), seguido por Uganda (6.9), Paquistão (6.4), África do Sul (6.2) e Estados Unidos (6.2).
Analisando as tendências de 1990 a 2018, a região com o maior aumento no consumo entre os jovens foi a África Subsaariana, na qual as porções semanais médias cresceram 106% para 2,17 porções por semana, uma aceleração que requer atenção, dizem os pesquisadores.
Nos últimos anos, muitos governos em todo o mundo têm vindo a implementar medidas como impostos sobre os refrigerantes e restrições à venda de bebidas açucaradas nas escolas para promover hábitos alimentares saudáveis. Estes esforços são novos e enfrentam também fortes forças contrárias, como o marketing agressivo da indústria e a globalização do sector alimentar.
“As nossas descobertas devem fazer soar o alarme em quase todas as nações do mundo”, afirmou o autor sénior, Dariush Mozaffarian. “Os consumos e as tendências que estamos a observar representam uma ameaça significativa para a saúde pública, que podemos e devemos abordar para o futuro de uma população mais saudável.”
Fonte: mood.sapo
O projeto “Fish Matter, da cabeça à cauda”, liderado pelo B2E – CoLAB para a Bioeconomia Azul, promete transformar a gestão de partes do pescado e outros organismos marinhos habitualmente descartados. Este projeto “inovador” visa criar uma plataforma inteligente de valorização de coprodutos da bioeconomia azul, utilizando algoritmos avançados de matchmaking para ligar geradores de coprodutos, transformadores e tecnologias de valorização.
“O Fish Matter é uma resposta direta ao desaproveitamento de algumas matérias-primas e à urgência em estabelecer processos inovadores e sustentáveis de economia circular”, explica Maria Coelho, coordenadora do B2E CoLAB, citada em comunicado. “O projeto pretende ter um impacto significativo na economia e na sociedade portuguesa, reforçando o compromisso de Portugal com a sustentabilidade e posicionando o país na valorização inovadora de recursos marinhos.”
A plataforma será desenvolvida para auxiliar empresas e outros stakeholders a identificar novas oportunidades de negócio e estabelecer parcerias estratégicas. Ao conectar geradores, indústrias de processamento, fornecedores de tecnologia e redes de colaboração científicas, a Fish Matter – Plataforma Inteligente de Valorização de Coprodutos da Bioeconomia Azul promoverá a criação de produtos de alto valor a partir de recursos subutilizados, como cabeças, vísceras, peles e conchas.
Com a Comissão Europeia a adotar um Plano de Ação para a Economia Circular, o Fish Matter, que assume como slogan “Da cabeça à cauda”, poderá ser um catalisador para a inovação sustentável a nível nacional. “A plataforma que está a ser construída pelo B2E CoLAB será inovadora, até pela utilização de algoritmos avançados de matchmaking, que permitirá ligar de forma inteligente os geradores de coprodutos, os transformadores e tecnologias de valorização”, destaca Maria Coelho. “Esta abordagem fomentará a criação de novos produtos e mercados, alavancando-se em abordagens inovadoras e promoverá uma verdadeira economia circular”, acrescenta.
Os objetivos do projeto incluem aprofundar o conhecimento sobre os coprodutos gerados no setor da bioeconomia azul, identificar tecnologias para o aproveitamento destes recursos e encontrar oportunidades de valorização em novas cadeias de valor nos segmentos biomédico, cosmético, nutracêutico, químico e alimentar.
O projeto Fish Matter, liderado pelo B2E CoLAB, está a ser desenvolvido em colaboração com o CIIMAR, o IPMA, o ISEP, a Universidade de Aveiro e a Universidade do Minho, no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul (PBA), Agenda Mobilizadora financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Fonte: Greensavers
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional do Norte - Unidade Operacional I - Porto, realizou com a brigada especializada de segurança de produtos, uma operação de fiscalização direcionada a um estabelecimento de comercialização de equipamentos de segurança, na Região Norte do país, no âmbito da proteção da saúde e da segurança dos consumidores e dos seus utilizadores.
Como balanço da ação foi instaurado um processo de contraordenação por inexatidões relativas às declarações de conformidade e ausência de certificados, documentação obrigatória para estes produtos, para garantia que sejam colocados no mercado nacional produtos seguros.
Foi ainda determinada a apreensão de 2.716 unidades de equipamentos sob pressão (extintores), pela inexistência e evidência de documentação legal na fase da comercialização que comprove a segurança dos equipamentos. O valor total da apreensão ascende ao montante estimado de 66.000,00 Euros.
Fonte: ASAE
A DGAV divulga a Nota Informativa de 5 de agosto 2024, sobre Casos de Infeção por vírus da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade do subtipo H5N1 em Bovinos.
Fonte: DGAV
Foi publicada a segunda edição do Guia do Conselho da Europa para materiais em contacto com alimentos fabricados em metal e ligas metálicas. Trata-se do Guia Metals and alloys used in food contact materials and articles e pode ser consultado aqui.
Fonte: DGAV
Desde finais de julho, têm sido detetados vários casos de infeção por vírus da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) em aves selvagens, nomeadamente gaivotas, recolhidas nos seguintes locais:
A confirmação de casos de GAAP em aves selvagens não afeta o estatuto sanitário de Portugal que se se mantém como país livre de GAAP em aves de capoeira.
Perante a evidência de circulação do vírus da GAAP, a DGAV apela a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas de biossegurança e as boas práticas de produção avícola, que permitam evitar contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens. Devem ser reforçados os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, bem como o rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves.
Informa-se ainda que deve ser evitada a manipulação de aves selvagens doentes ou encontradas mortas.
No caso de serem encontradas aves selvagens mortas ou doentes em ambiente natural, devem ser contactados os serviços locais da DGAV da área respetiva a fim de possibilitar a recolha de amostras para testagem. A lista de contactos dos serviços pode ser consultada no portal da DGAV em https://www.dgav.pt/informacaoutil/content/contactos/.
Em alternativa, pode ser utilizada a aplicação ANIMAS, disponível em https://animas.icnf.pt/.
A GAAP é uma doença de notificação obrigatória pelo que qualquer suspeita deve ser comunicada de forma imediata à DGAV.
Fonte: DGAV
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