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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou nos últimos seis meses 205 processos de contraordenação a superfícies de distribuição alimentar, por incumprimento dos requisitos de higiene e das regras de prevenção da Covid-19.

As ações de fiscalização foram realizadas desde o início do ano, de norte a sul do País, e direcionadas à distribuição alimentar (em super e hipermercados) para verificação das regras estabelecidas para a atividade, com enfoque na higiene e segurança alimentar.

Um total de 1.507 operadores económicos foram fiscalizados.

Em comunicado a ASAE explica que as inspeções incluíram as secções de peixaria, talho, hortofrutícola, assim como a verificação da rotulagem dos produtos, a afixação dos preços, as normas para a proteção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e as regras determinadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) decorrentes da situação de pandemia provocada pela Covid-19, entre outras.

Em comunicado a ASAE explica que dos 205 processos de contra-ordenação destacam-se o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de cumprimento das regras da Direção-Geral de Saúde para prevenção do Covid-19, designadamente quanto à ocupação, lotação, permanência, distanciamento físico e a existência de mecanismos de marcação prévia nos locais abertos ao público e a falta de controlo metrológico de pesos, entre outras.

Na sequência das ações inspetivas foram ainda instaurados 17 processos-crime, destacando-se a prática do crime de especulação de preços.

Segundo a ASAE foram ainda apreendidas 5.646 unidades de produtos diversos, alimentares e não alimentares, diversos leite e produtos lácteos, mel, azeite, enchidos, pescado, doces, vestuário, calçado, máscaras, instrumentos de pesagem, tudo num valor aproximado de 71 mil euros.

Fonte: TSF

Tendo em conta as dificuldades que se vêm registando no setor do leite, num contexto de significativo aumento dos custos da alimentação animal, o Governo anunciou um conjunto de medidas de apoio que se complementam e visam contribuir para o aumento da rentabilidade e resiliência do setor. São elas:

Para apoio imediato à tesouraria das explorações:

  • Aumento da taxa do adiantamento do pagamento ligado à vaca leiteira, de 50% para 70%.
  • Linha de crédito garantido para produtores de leite de vaca cru.

Para apoio à modernização das explorações e criação de valor na transformação:

  • Abertura do Aviso, no âmbito da medida “Grupos Operacionais”, direcionado ao desenvolvimento de novos produtos, práticas, processos e tecnologias. O objetivo desta medida é estimular a análise dos mercados, no sentido de identificar novas oportunidades e diversificar a oferta com novos produtos. Este aviso poderá ser complementado com a submissão de candidaturas no âmbito da medida 3.3.1 “Transformação e comercialização de produtos agrícolas”.
  • Inclusão do setor do leite no Aviso da medida 3.3.1 “Transformação e comercialização de produtos agrícolas”. Esta medida tem como objetivo promover a adaptação, expansão e renovação da estrutura produtiva agroindustrial, potenciando a criação de valor e a inovação, a qualidade e a segurança alimentar e, ao mesmo tempo, valorizar a produção criando valor e estimular a internacionalização do sector.
  • Abertura do Aviso “Investimentos na Exploração Agrícola direcionado ao setor do leite”, para investimentos que permitam promover a competitividade e a sustentabilidade económica e ambiental das explorações leiteiras.

Estas três medidas vêm juntar-se ao Aviso aberto a 9 de junho, no âmbito do Next Generation, e com uma dotação de 20 M€, para Investimentos para Valorização Agrícola, Armazenamento e Tratamento de Efluentes Pecuários.

Para apoio ao reforço da organização da fileira:

  • Abertura do Aviso para Melhoria da rentabilidade económica da fileira e melhoria do acesso dos produtos ao mercado, através da Associação Interprofissional do Leite e Lacticínios.

Já no âmbito da preparação do PEPAC serão definidas, em articulação com o setor, medidas de apoio que premeiam a melhoria do desempenho ambiental no quadro dos “Eco-regimes”, nomeadamente ao nível de emissões associadas à alimentação animal e do bem-estar animal na atividade leiteira.

O Ministério da Agricultura está, ainda, a estudar a possibilidade de valorização do atual pagamento ligado à vaca leiteira que, atualmente, é de 99€.

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, sublinha que “a produção leiteira é um dos setores com maior grau de autossuficiência. O Ministério da Agricultura está atento ao aumento de custos de produção e aos baixos preços pagos ao produtor e estas medidas pretendem ser uma resposta a um setor que consideramos muito importante para o desenvolvimento do país, nomeadamente no litoral norte e centro”.

Na próxima quinta-feira, dia 8 de julho, o Ministério da Agricultura tem marcada uma reunião com a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Alimentar (PARCA), onde apresentará uma proposta de criação de uma subcomissão na PARCA, para monitorização e análise do setor do leite e produtos lácteos.

Fonte: Agroportal

A cidade Reguengos de Monsaraz, na região portuguesa do Alentejo será a sede da quinta edição da Conferência sobre Vinhos e Turismo. O encontro, em 9 e 10 de setembro, é uma iniciativa da Organização Mundial do Turismo, OMT, e do governo de Portugal. 

O foco da conferência será na contribuição do enoturismo para o desenvolvimento rural e para a integração social e económica.

Recuperação Económica 

O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, declarou ser “mais importante do que nunca apoiar os setores do turismo e de vinhos”. 

No encontro, delegações do mundo todo vão debater como colocar o enoturismo no centro da recuperação, especialmente para o benefício das comunidades rurais. O chefe da OMT agradeceu o “apoio de Portugal para acelerar a recuperação do setor.”

Vantagem Estratégica 

A meta do ministro da Economia e Transição Digital é “colocar Portugal no topo dos destinos de enoturismo”. 
Segundo Pedro Siza Vieira, o país tem uma vantagem estratégica, por ter capacidade de atrair turistas com alto poder de compra durante qualquer época do ano. 

O ministro português destaca ainda que o desenvolvimento do enoturismo é central no plano de recuperação do setor turístico. 

O município de Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, é uma das regiões vinícolas mais ricas de Portugal. 
A cidade tem mais de 9 mil anos de história, com um enorme patrimônio cultural. 

Fonte: ONU News
 

A Comissão, juntamente com as partes interessadas do setor, lançou hoje oficialmente o Código de Conduta da UE sobre práticas empresariais e comerciais responsáveis no setor alimentar, outro resultado da Estratégia do Prado ao Prato da Comissão.

Este código é uma parte essencial dos esforços da UE para aumentar a disponibilidade e a acessibilidade de opções alimentares saudáveis e sustentáveis que contribuam para reduzir a nossa pegada ambiental global. Foi desenvolvido com associações e empresas da UE, com a participação ativa e o contributo de outras partes interessadas, incluindo organizações internacionais, ONG, sindicatos e associações comerciais, e em conjunto com os serviços da Comissão Europeia. As associações e empresas do setor alimentar que assinam o código comprometem-se a acelerar o seu contributo para uma transição sustentável. Com os seus compromissos, aprovam os objetivos estabelecidos no Código e incentivam as empresas semelhantes de menores dimensões a participarem também.

O regime inclui dois níveis de compromissos:

  • Associações da UE: um conjunto de sete objetivos, cada um com as suas metas e ações indicativas. Dizem respeito a ações que promovem a transição para padrões de consumo saudáveis e sustentáveis. Visam melhorar o impacto das operações de transformação, retalho e serviços alimentares na sustentabilidade e melhorar a sustentabilidade das cadeias de valor alimentar, em relação aos produtores primários e a outros intervenientes na cadeia. As associações devem apresentar relatórios anuais sobre os progressos realizados.
  • Empresas: um quadro para estabelecer compromissos ambiciosos com resultados mensuráveis, abrangendo uma vasta gama de domínios, desde o bem-estar dos animais, até à redução do açúcar e à redução das emissões de gases com efeito de estufa em toda a gama de produtos. As empresas apresentarão anualmente um relatório sobre os progressos realizados, bem como um resumo do seu relatório de sustentabilidade.

No dia do lançamento do Código, 65 subscritores (26 produtores alimentares, 14 retalhistas alimentares, um do setor dos serviços alimentares, 24 associações) tornam-se as primeiras empresas e associações pioneiras (hiperligação para a lista completa de subscritores).

Mais associações e empresas da UE no setor alimentar são convidadas a aderir ao Código de Conduta, que é considerado uma solução de mudança. A sua abordagem de diálogo multilateral pode servir de modelo para a transformação global.

O Código assinala o início de um processo dinâmico. A governação do Código estabelece os instrumentos de colaboração entre todos os intervenientes em causa, a fim de gerar novos compromissos e parcerias mais ambiciosos e estimular a interação e o intercâmbio.

A Comissão pretende apresentar o Código ainda este ano, na Cimeira das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares.

Os membros do Colégio de Comissários exprimiram-se a este respeito:

O vice-presidente executivo Frans Timmermans declarou: «Temos de tornar o nosso sistema alimentar sustentável e temos de o fazer rapidamente. Temos de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, travar a perda de biodiversidade relacionada com a produção alimentar e criar um sistema alimentar que contribua para a escolha de um regime alimentar saudável e sustentável. Para dar resposta a estes desafios ambientais, sanitários e sociais no nosso sistema alimentar, é necessário cooperar em toda a cadeia alimentar. Sinto-me encorajado pela ambição demonstrada pelas partes interessadas que já aderiram ao Código de Conduta da UE.»

A Comissária responsável pela Saúde e Segurança dos Alimentos, Stella Kyriakides, afirmou: «Anunciamos hoje um dos primeiros resultados do nosso trabalho no âmbito da Estratégia do Prado ao Prato, que visa criar um sistema alimentar saudável e respeitador do ambiente. Uma cooperação estreita entre todos os intervenientes é essencial para o êxito da transição para sistemas alimentares sustentáveis. O Código de Conduta da UE facilitará esta cooperação, com base nos compromissos já assumidos pela indústria alimentar e incentivando uma ação mais ambiciosa. A indústria alimentar europeia já é conhecida pela qualidade e segurança dos seus produtos. Chegou o momento de se tornar igualmente a norma de referência em termos de sustentabilidade.»

Thierry Breton, comissário responsável pelo Mercado Interno, declarou:  «O Código de Conduta da UE sobre práticas empresariais e comerciais responsáveis no setor alimentar é um avanço importante para o ecossistema agroalimentar. Todos os compromissos voluntários contam para alcançar a transição sustentável dos nossos sistemas alimentares e aumentar a sua resiliência. A Comissão está empenhada em mobilizar os seus instrumentos de apoio, em especial para as PME, que são o pilar do ecossistema agroalimentar, na altura em que iniciamos esta ambiciosa viagem.»

Virginijus Sinkevičius, comissário responsável pelo Ambiente, Oceanos e Pescas, declarou: «As empresas do setor alimentar orientadas para o futuro sabem que solos e ecossistemas saudáveis são essenciais para a resiliência dos nossos sistemas alimentares e para as suas empresas. Os sistemas alimentares sustentáveis são também cruciais para cumprir os nossos objetivos climáticos e ambientais, tais como colocar a biodiversidade europeia e mundial na via da recuperação. Congratulo-me, pois, com o facto de, através deste Código, a indústria alimentar estar a dar um passo decisivo no sentido de um futuro sustentável para as suas empresas e para o nosso planeta.»

Contexto

Em 26 de janeiro de 2021, a Comissão facilitou os debates entre uma grande variedade de partes interessadas no setor alimentar, a fim de conceber um Código de Conduta da UE sobre práticas empresariais e comerciais responsáveis como uma das primeiras iniciativas a apresentar no âmbito da Estratégia do Prado ao Prato.

Estratégia do Prado ao Prato é parte integrante do Pacto Ecológico Europeu. Define uma visão estratégica a longo prazo para transformar a forma como produzimos, distribuímos e consumimos alimentos. O Código abrange todos os principais aspetos da sustentabilidade dos sistemas alimentares e reflete os objetivos e ambições da Estratégia do Prado ao Prato e do Pacto Ecológico Europeu.

A Comissão dirige várias iniciativas voluntárias em curso ou em preparação para apoiar a transição ecológica, com o objetivo de garantir que o mercado da UE ofereça produtos sustentáveis aos consumidores e que estes disponham de melhores informações para poderem fazer escolhas informadas. Tendo em conta o papel fundamental desempenhado a montante e a jusante pelos intervenientes situados no meio da cadeia alimentar (produtores, retalhistas e serviços alimentares), é essencial complementar as propostas legislativas com iniciativas voluntárias e não regulamentares destinadas aos pioneiros do setor que desejem apoiar a transição ecológica. Tal como previsto na Estratégia do Prado ao Prato, a Comissão acompanhará os compromissos e considerará a possibilidade de adotar medidas legislativas se os progressos forem insuficientes.

Outras iniciativas não regulamentares deste tipo incluem:

Iniciativa Compromisso para um Consumo Ecológico Comissão Europeia (europa.eu)

Plano de Ação Poluição Zero

Fórum do Comércio a Retalho para a Sustentabilidade (agora incluído no Plano de Ação para a Economia Circular)

A Coligação Digital Ecológica da UE

Pacto do Centro de Dados Neutralizados em matéria de Clima da UE

Fonte: Comissão Europeia

A pesca de espécies como o bacalhau, robalo ou linguado podem sofrer um grande impacto caso não se cumpra o Acordo de Paris, diz uma investigação da Universidade do Algarve.

O estudo realizado por três investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) centrou-se em dois cenários de cumprimento ou não do Acordo de Paris em 10 espécies-alvo de pesca comercial e concluiu que se deslocarão mais para norte, o que irá trazer prejuízos para o setor das pescas ou obrigá-lo a reajustar os seus métodos de captura.

“As espécies vão migrar para locais onde não estão neste momento, o que leva a mais custos na viagem para as pescar ou a uma adaptação forçada da frota às novas espécies, porque as que cá vão ficar, não são as que cá estão agora”, afirmou à Lusa Manuel Dias, um dos autores do estudo.

Para Manuel Dias a “grande novidade” no estudo – que faz uma previsão até ao ano 2100 – está na utilização de “mais dados como temperatura, salinidade, produtividade primária e oxigénio” que possibilitaram calcular os “potenciais impactos económicos no setor das pescas”.

Os autores analisaram qual a “sobreposição da distribuição das espécies em áreas de alta pesca neste momento” e puderam concluir que estas “iam mover-se para fora das áreas onde a pesca é mais intensiva”.

Para que se mantenha o atual nível de exploração, realçou que as frotas teriam de efetuar “viagens maiores” para acompanharem esse movimento das espécies e que seguir de “uma forma mais clara o Acordo de Paris” acabará por se traduzir em “menores impactos económicos para o setor das pescas e a sociedade”.

Manuel Dias apontou que o futuro pode trazer dois cenários ao setor das pescas, caso as alterações climáticas não sejam contidas.

Por um lado, as espécies podem manter-se no local atual, mas “numa abundância muito menor” e caso a exploração se mantenha igual, irá “acabar com os stocks”.

Por outro lado, as espécies poderiam passar a ser mais exploradas – já que a sua migração aumentará a sua abundância noutro local – mas como as quotas são determinadas com base em informação “mais antiga e não refletem a realidade”, não será possível explorá-las “ao máximo”, destacou.

O investigador revelou existir também a opção de passar a pescar as novas espécies invasoras – que se instalem em locais onde atualmente não existem – como forma de compensação pela perda do pescado verificada atualmente.

“Já sabemos que espécies é que se vão embora, outro passo interessante é saber que espécies é que podem potencialmente vir para cá, qual o impacto no stock de pescas e que tipo de frota seria necessário”, concluiu.

O estudo assinado também por David Abecassis e Jorge Assis foi publicado na revista Global Ecology and Biogeography e centrou-se em 10 espécies com interesse económico demonstrado em todo o Oceano Atlântico Norte na costa europeia e americana como o robalo, a pescada, o bacalhau, o linguado, o arenque, a enguia, o verdinho ou a raia-lenga.

Fonte: Greensavers

As alterações climáticas traduzem-se num aumento da pressão térmica para humanos, animais e plantações.

“Nós estudamos quais são as temperaturas preferíveis e quais são prejudiciais para humanos, gado, porcos, aves e safras agrícolas e descobrimos que são surpreendentemente semelhantes”, afirmou Senthold Asseng, professor de agricultura digital da TUM, na Alemanha. De acordo com o estudo, as temperaturas preferíveis variam de 17 a 24 graus Celsius.

Com humidade alta, a tensão de calor moderada para humanos começa em cerca de 23 graus Celsius e com baixa humidade em 27 graus Celsius. “Se as pessoas forem expostas a temperaturas acima de 32 graus Celsius com humidade extremamente alta ou acima de 45 graus Celsius com humidade extremamente baixa por um longo período de tempo, isso pode ser fatal”, diz o Prof. Asseng.

“Durante eventos de calor extremo com temperaturas muito acima de 40 graus Celsius, como as atualmente observadas na costa noroeste dos Estados Unidos e no Canadá, as pessoas precisam de suporte técnico, por exemplo, na forma de espaços com ar condicionado.”

Para mitigar o aumento da tensão térmica, o Prof. Asseng cita uma variedade de estratégias, incluindo o aumento da sombra natural das árvores ou sombreamento estrutural. Cidades e edifícios podem tornar-se mais passivos de temperatura, por exemplo, utilizando isolamento de telhados e paredes ou usando cores mais claras e reflexivas para reduzir a tensão térmica.

Como as altas temperaturas afetam o gado?

Em bovinos e suínos, a tensão térmica ocorre a 24 graus Celsius com alta humidade e a 29 graus Celsius com baixa humidade. A produção de leite das vacas pode diminuir em 10 a 20 por cento quando expostas ao stress térmico, e o desempenho de engorda em porcos também é reduzido. A faixa de temperatura confortável para aves é de 15 a 20 graus. As galinhas experimentam uma tensão de calor moderada a 30 graus Celsius. A 37 graus Celsius e acima, sofrem forte stress por calor e a sua taxa de postura de ovos diminui.

De modo geral, o stress calórico leva à redução do crescimento de bovinos e vacas leiteiras, porcos, galinhas e outros animais de criação, o que significa rendimentos mais baixos e desempenho reprodutivo. “Há exemplos de adaptações evolutivas ao clima quente em mamíferos terrestres. As galinhas da Transilvânia são mais tolerantes ao calor do que outras variedades de galinhas por causa de uma mutação genética complexa que suprime o crescimento das penas. Elas são naturalmente climatizadas porque não têm penas no pescoço ,” indica o Prof. Asseng.

Como as safras reagem às altas temperaturas

“Nas lavouras, a zona de temperatura ideal e os limites de temperatura parecem ser mais diversos devido às diferenças entre as espécies e variedades”, explica o Prof. Asseng.

As safras de clima frio, como o trigo, por exemplo, têm melhor desempenho em temperaturas mais baixas, enquanto as safras de clima quente, como o milho, são sensíveis à geada, mas podem tolerar temperaturas mais altas. As estratégias para reduzir o stress por calor na produção agrícola incluem mudanças nas datas de plantio para evitar stress por calor no final da temporada, irrigação (se possível), mudança para culturas mais resistentes ao calor e reprodução para aumentar a tolerância ao calor.

Como as alterações climáticas estão a afetar a vida na Terra

“Até o final do século, 45 a 70 por cento da área terrestre global poderia ser afetada por condições climáticas nas quais os humanos não podem sobreviver sem suporte tecnológico, como ar condicionado. Atualmente, é 12 por cento”, afirma o Prof. Asseng. Isto significa que, no futuro, 44 ​​a 75 por cento da população humana sofrerá de stress crónico com o calor. Um aumento semelhante no stress por calor é esperado para gado, aves, safras agrícolas e outros organismos vivos.

“A adaptação genética a um clima em mudança muitas vezes leva muitas gerações. O tempo disponível é muito curto para muitas formas superiores de vida. Se as tendências climáticas atuais persistirem, muitos seres vivos podem ser severamente afetados ou até mesmo desaparecer completamente da Terra devido à mudança de temperatura.” conclui o Prof. Asseng.

Fonte: Greensavers

Os focos de Peste Suína Africana (PSA) aumentaram no último mês em território polaco, o que fez levantar uma situação de alerta.

Depois do primeiro foco de PSA registado este ano no mês de março, na província de Lubuskie, já foi detetado um outro em maio na província Grande Polónia e outros em junho.

Ao todo, este ano já foram detetados oito focos, tendo sido o mais recente identificado na exploração onde eram mantidos 39 animais (2 reprodutoras, 13 leitões, 15 desmamados, 9 em engorda), localizada na aldeia de Wólka Księżnicka, comunidade de Mielec, Mielec poviat, Voivodia de Podkarpackie.

A maior preocupação não se prende só com o aumento, mas também com o facto de os focos se situarem por todo o país.

Fonte: Agroportal

IFS versão 7: Entrada em vigor

  • Friday, 02 July 2021 12:07

A 6 de outubro, depois de quase 2 anos de espera, a versão 7 da IFS Food foi publicada. A nova norma alinha-se com os requisitos de avaliação comparativa de GFSI 2020.1, FSMA e da União Europeia (UE).

As principais mudanças incidem sobre o processo de certificação, bem como a redução do número de requisitos a serem avaliados. Agora, irá dar-se mais ênfase na avaliação em fábrica e menos na documentação.

"PONTO DE ATENÇÃO"

Uma das principais novidades é a mudança no sistema de pontuação. A IFS está comprometida com a melhoria contínua, incorporando o "ponto de atenção" pela primeira vez. Especificamente, é o resultado que passa a ser avaliado como “B” (15 pontos) e que as empresas devem ter um cuidado especial para evitar um possível desvio ou uma não-conformidade no futuro.

Este ponto não requer correções ou ações corretivas. Com esta alteração, os desvios que não tenham impacto na segurança alimentar serão avaliados como “C” (5 pontos) ou “D” (-20 pontos), consoante o requisito tenha sido implementado ou não. Além disso, uma pontuação "C" é aceite face ao requisito KO (knock out).

Com a nova versão, as empresas devem incluir no seu plano de ação, não apenas as ações corretivas, mas também, as correções realizadas e as evidências da sua implementação. O prazo de entrega é estendido para quatro semanas após receção do relatório e plano de ação provisório. Também introduz a obrigação de realizar a avaliação não anunciada, a cada três anos.

CERTIFICAÇÃO: REQUISITOS E PRAZOS

A IFS Food versão 7 tem menos 15% de requisitos. As suas modificações proporcionam uma maior clareza em relação ao que a norma específica. Os processos parcialmente subcontratados são incorporados no capítulo de "Compras", deixando fora do âmbito os que forem totalmente subcontratados.

Por outro lado, introduz-se a cultura de segurança alimentar como essencial e indispensável na manutenção e melhoria contínua do sistema de gestão.

Esta semana (a 1 de julho de 2021), entrou em vigor esta nova versão e todas as avaliações serão realizadas seguindo os novos requisitos. 

Fonte: Bureausveritas/Qualfood

Um mel de rosmaninho produzido no concelho de Castelo Branco conquistou a medalha de ouro no concurso “London Honey Awards 2021”, distinção que a apicultora responsável vê como o “reconhecimento mundial do mel português”.

“O prémio é mais uma prova clara e inequívoca da qualidade do mel ‘Apijardins’ e representa o reconhecimento mundial do mel português e do valor ambiental das nossas paisagens”, apontou, em declarações à agência Lusa, Filipa Almeida, a apicultora responsável pela produção do mel vencedor.

Com 42 anos, Filipa Almeida é arquiteta paisagística e desde há oito anos produtora de mel, atividade que abraçou para evitar o desemprego e a consequente emigração.

Assim, criou a ‘Apijardins’, empresa que sediou na sua terra natal (Sarzedas, no concelho de Castelo Branco) e que organizou de forma a abarcar as duas áreas.

Numa parte do ano, Filipa Almeida dedica-se ao mel e às 300 colmeias que já possui, no outro semestre centra maior atenção aos projetos de arquitetura paisagística, desde a fase inicial até ao acompanhamento da obra.

“Aquilo que sou como apicultora e arquiteta paisagista mistura-se e nessa junção resultam sempre espaços mais ricos e floridos para pessoas e abelhas. Eu sou a mão, o cérebro e o coração com que a natureza desenha e ganha prémios”, apontou, referindo-se a diferentes distinções que tem obtido.

A mais recente foi-lhe comunicada esta semana e trata-se da medalha de ouro atribuída em Londres ao “Mel Monofloral de Rosmaninho Apijardins”.

Com um leque de 12 juízes especialistas de 10 países diferente, o concurso contou com 280 produtos oriundos de 20 países de todo o mundo (Grécia, Itália, Estados Unidos da América, Portugal, Turquia, Eslovénia, Ucrânia, Rússia, Bulgária, Canadá e Espanha, entre outros), tendo este mel com a marca de Castelo Branco obtido a medalha de ouro.

Para Filipa Almeida trata-se da confirmação de que está a trabalhar no “sentido correto” para produzir “um mel de excelência”, ao mesmo tempo que reflete a “profissionalização que o setor está a assumir”.

Mostra ainda que esta “é uma atividade que reflete a riqueza e identidade do território, capaz de contribuir para projetar a imagem do país lá fora”, como apontou.

No caso concreto, o mel da ‘Apijardins’ já tinha sido considerado o melhor mel ibérico monofloral, em 2018, num concurso em Tenerife, e também já tinha conquistado duas medalhas de prata no Internacional Taste Awards 2020, em Itália.

Fonte: Agroportal

A alimentação é cada vez mais um tópico em discussão. As alterações climáticas e o impacto que a indústria da carne provoca no Planeta gerou uma mudança de mentalidades, pelo que é possível ver uma maior quantidade de pessoas a adotar uma alimentação à base de plantas.

Uma empresa sediada em Barcelona, está a revolucionar o mercado ao produzir bifes de origem vegetal através de impressoras 3D. Através desta tecnologia é possível produzir em massa – cerca de 500 quilogramas por hora – de forma mais barata e menos prejudicial.

Os novos bifes de “vaca” e “porco” são uma alternativa à carne, bastante idêntica na sua aparência, mas completamente diferente no seu conteúdo e na maneira como chega aos nossos pratos. Além disso, é mais amiga do ambiente e do Planeta.

Os fundadores esperam que a carne vegetal consiga chegar ao mercado no próximo ano, e têm como objetivo que esta seja vendida diretamente aos consumidores e a empresas.

O objetivo da equipa é, segundo Alexandre Campos, Business Development Manager da Novameat, disse à Reuters “substituir a carne animal por algo melhor para o planeta, para nós e para os animais”.

Fonte: Greensavers