O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, explicou ontem, no Luxemburgo, ter anulado o despacho sobre a rotulagem ‘Nutri-Score’ em Portugal por prejudicar alimentos como o azeite face a refrigerantes com adoçantes.
“É um disparate colocar o azeite numa situação de maior perigo para a saúde do que algumas bebidas”, referiu o ministro, em declarações aos jornalistas, sublinhando que Portugal defende um sistema harmonizado para os rótulos na União Europeia (UE).
José Manuel Fernandes referiu, em declarações à margem do Conselho de ministros da Agricultura e das Pescas da UE, que a decisão defende o interesse a as especificidades de Portugal.
No dia 11, o Governo anulou o despacho vigente sobre a rotulagem ‘Nutri-Score’, por considerar que este diploma é ilegal e avalia incorretamente os perfis nutricionais.
Segundo uma nota de imprensa, após um estudo que testou em alimentos o algoritmo no qual se baseia o sistema de rotulagem simplificada ‘Nutri-Score’, se levantaram reservas, pois “os resultados não eram consistentes com as recomendações dietéticas”.
A portaria assinala que este sistema “conduz a classificações confusas e sem considerar o modelo dos produtos alimentares portugueses”.
O logótipo nutricional ‘Nutri-Score’, uma pequena imagem com segmentos coloridos exibida nas embalagens, baseia-se numa escala de A a E e de verde a vermelho, que pretende mostrar se o alimento que se vai comprar é mais ou menos saudável, mostrando o verde que o produto é saudável e o encarnado que é pouco saudável.
Fonte: Agroportal
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através da sua Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Lisboa, uma operação no combate à economia paralela no âmbito da segurança alimentar, tendo como principal objetivo verificar o cumprimento das regras estabelecidas para a atividade de restauração e bebidas, com especial enfoque no licenciamento e nas condições técnico-funcionais e de requisitos de higiene, na cidade de Lisboa.
Como balanço da ação, foram fiscalizados 26 operadores económicos em zona predominantemente turística, tendo sido instaurados 24 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações de contraordenação, falta de licenciamento para exercício da atividade, falta de requisitos de higiene, falta de implementação de HACCP, a violação dos deveres específicos da entidade exploradora, entre outras.
Foi ainda determinada a suspensão de atividade de 16 estabelecimentos de restauração e bebidas, por falta de licenciamento e por violação dos deveres gerais e específicos da entidade exploradora.
Foram ainda apreendidos aproximadamente 300 kg de géneros alimentícios por falta de requisitos, num valor de 600,00 Euros.
Fonte: ASAE
Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) estão a explorar as vantagens das flores comestíveis, como amores-perfeitos ou cravos, para a saúde e a melhor forma de as consumir para potenciar os seus benefícios.
Em comunicado, a FCUP esclarece hoje que o projeto, intitulado Antho E.flos, pretende explorar os benefícios das flores comestíveis, cujo consumo ainda não está presente na cultura portuguesa.
“O objetivo final deste projeto é percebermos de que forma é que podemos consumir estas flores comestíveis, quanto é que temos de consumir e qual é que é a melhor combinação de tudo isto para garantir o melhor resultado a nível nutricional”, afirma, citado no comunicado, o líder do projeto, Hélder Oliveira.
O investigador do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV-REQUIMTE) na FCUP tem vindo a trabalhar com antocianinas, um pigmento natural presente na maior parte dos alimentos de cor roxa, vermelha ou azul e conhecido pelo poder antioxidante.
Neste momento, os investigadores estão a trabalhar em diferentes espécies de flores comestíveis, tais como os amores-perfeitos, os fidalguinhos, os cosmos e a flor de ervilha, que ainda não existe em Portugal.
Mais recentemente, foram adicionados à investigação os cravos, que pela cor vermelha “prometem benefícios para a saúde”.
"A grande maioria das flores comestíveis contém antocianinas aciladas, o que significa que a antocianina tem diferentes grupos funcionais ligados aos seus açúcares", refere o investigador, acrescentando que essa ligação faz com que as estruturas sejam "consideravelmente mais estáveis" do que outros alimentos, como o vinho do Porto ou os frutos vermelhos.
Uma das questões que se coloca é qual será a melhor forma de tirar partido dos benefícios destas flores, tendo os investigadores concluído que estas flores devem ser "minimamente processadas, pois apenas se mantêm estáveis a baixas temperaturas".
No âmbito do projeto, a equipa da FCUP vai também estudar, através de testes em células que mimetizam as do estômago e intestino, como é que os componentes destas flores são absorvidos pelo organismo.
"É crucial entender como é que a ação do trato gastrointestinal atual no destino final destas antocianinas, seja a nível da sua potencial metabolização, degradação ou absorção", acrescenta Hélder Oliveira.
Outra das vertentes do projeto passa por perceber de que forma é que os azeites e vinagres podem ser enriquecidos com estas flores, ideia que partiu do chefe Fábio Bernardino e da equipa de Ana Faria, corresponsável pelo projeto e professora da Nova Medical School.
Os investigadores pretendem agora perceber se estas flores podem efetivamente fazer a diferença nos sintomas associados à síndrome metabólica, como a diabetes ou a hipertensão arterial, tendo já submetido um projeto a avaliação.
Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projeto conta ainda com investigadores da Universidade Nova de Lisboa e da Nova Medical School.
Fonte: Iol.pt
Uma equipa de investigadores da Universidade McMaster inventou um conjunto de testes para embalagens de alimentos que podem indicar se o conteúdo está contaminado, com o objetivo de reduzir o desperdício alimentar e prevenir doenças. A equipa está agora a concentrar-se na integração desta tecnologia de embalagem inteligente em produtos comerciais, colaborando com produtores e entidades reguladoras.
Considerações sobre os custos e a adoção pela indústria
Embora cada teste acrescente apenas alguns cêntimos ao custo de uma embalagem, os produtores de alimentos hesitam em adotar esta tecnologia devido aos custos adicionais que seriam transferidos para os consumidores. No seu novo trabalho de investigação, publicado na revista Nature Reviews Bioengineering, a equipa explica como a tecnologia poderia poupar custos significativos relacionados com surtos de doenças de origem alimentar e desperdício alimentar. Argumentam que as poupanças sociais resultantes da redução dos resíduos e dos custos dos cuidados de saúde totalizariam centenas de milhares de milhões de dólares por ano a nível mundial, ultrapassando largamente os custos iniciais da tecnologia de embalagem.
Desafios regulamentares e para os consumidores
Tohid Didar, engenheiro biomédico e autor correspondente do estudo, observa: "Por um lado, as pessoas querem ter alimentos seguros para comer. Por outro lado, não querem pagar mais pelos seus alimentos, porque os preços já são elevados e parecem estar a subir cada vez mais". O Comissário sublinha a importância de iniciar conversações entre investigadores, decisores políticos, empresas e consumidores para resolver estas questões. A implementação desta tecnologia exigiria amplas mudanças nos regulamentos alimentares e nas práticas de embalagem, enfrentando potencialmente uma resistência substancial.
Ineficiências nas práticas atuais de rotulagem de alimentos
De acordo com os investigadores, a prática atual de utilizar as datas "consumir até" e "consumir de preferência antes de" é demasiado conservadora e arbitrária, levando a um desperdício significativo de alimentos. O Canadá, por exemplo, deita fora 40 mil milhões de dólares de alimentos por ano, um valor que ultrapassa o desperdício per capita nos EUA ou no Reino Unido. Os custos ambientais, económicos e sociais deste desperdício são substanciais.
Tecnologias inovadoras para a segurança alimentar
Desde 2018, a equipa tem sido pioneira em várias tecnologias baseadas em embalagens para detetar ou prevenir a deterioração dos alimentos. Estas incluem o Sentinel Wrap, um invólucro de plástico que muda de cor; um teste portátil que identifica rapidamente a deterioração em ambientes de retalho; o Lab-on-a-package, um pequeno teste integrado em tabuleiros de alimentos; e um gel pulverizável infundido com bacteriófagos que neutraliza bactérias nocivas. Estas soluções visam agentes patogénicos comuns como a Listeria, a Salmonella e a E. coli.
Do laboratório ao mercado
Shadman Khan, o principal autor do documento, discute os desafios de transformar a investigação em produtos práticos e de fácil utilização pelos consumidores. Este processo envolve a criação de parcerias com entidades reguladoras governamentais e líderes da indústria para resolver obstáculos regulamentares e de mercado. A equipa dedica-se à transição de um sistema desatualizado baseado no calendário para um sistema de segurança alimentar mais preciso e baseado na deteção.
Fonte: SciTechDaily e Qualfood
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 6000 litros de vinho sem rotulagem num estabelecimento de produção e engarrafamento de produtos vitivinícolas em Santo Tirso, no distrito do Porto.
Em comunicado, a ASAE explicou que a apreensão dos 6000 litros de vinho, cujo valor ultrapassa os 5000 euros, prendeu-se com a falta de rotulagem e ausência da conta-corrente atualizada, nomeadamente no que se refere "à discrepância" entre as garrafas de vinho e o seu registo no saldo da conta-corrente.
A ASAE adiantou ainda ter suspendido o funcionamento do estabelecimento por falta de requisitos de asseio e higiene.
Os investigadores da Universidade de Griffith desenvolveram materiais quânticos inovadores e amigos do ambiente, capazes de impulsionar a transformação do metanol em etilenoglicol.
O etilenoglicol é um importante produto químico utilizado no fabrico de poliésteres (incluindo PET) e de agentes anticongelantes, com uma produção global de mais de 35 milhões de toneladas por ano e em forte crescimento.
Atualmente, é produzido principalmente a partir de produtos petroquímicos através de processos que consomem muita energia.
O metanol (CH3OH) pode ser produzido de forma sustentável a partir de CO2, resíduos de biomassa agrícola e resíduos de plástico através de vários métodos, como a hidrogenação, a oxidação parcial catalítica e a fermentação. Como combustível, o metanol também serve como um transportador circular de hidrogénio e um precursor de numerosos produtos químicos.
Sob a direção do Professor Qin Li, o método da equipa Griffith utiliza a fotocatálise solar para converter metanol em etilenoglicol em condições moderadas.
Este processo utiliza a luz solar para conduzir reações químicas, o que minimiza os resíduos e maximiza a utilização de energia renovável.
Embora as tentativas anteriores desta conversão tenham enfrentado desafios – como a necessidade de materiais tóxicos ou preciosos – o Professor Li e a equipa de investigação identificaram uma solução mais ecológica.
“As alterações climáticas são um dos principais desafios que a humanidade enfrenta atualmente”, afirmou o Professor Li.
“Para o enfrentar, temos de nos concentrar na produção de energia com emissões zero, no fabrico com baixas emissões e numa economia circular. O metanol destaca-se como um produto químico crucial que liga estas três estratégias”, explicou.
“O que criámos é um novo material que combina pontos quânticos de carbono com poços quânticos de seleneto de zinco”, acrescentou.
“Esta combinação aumenta significativamente a atividade fotocatalítica mais de quatro vezes maior do que usar pontos quânticos de carbono sozinhos, demonstrando a eficácia do novo material”, disse o autor principal, Dechao Chen.
A abordagem também demonstrou uma elevada fotocorrente, indicando uma transferência de carga eficiente dentro do material, crucial para conduzir as reacções químicas desejadas.
As análises confirmaram a formação de etilenoglicol, demonstrando o potencial deste novo método. É de salientar que o subproduto desta reação é o hidrogénio verde.
Esta descoberta abre novas possibilidades de utilização de materiais ecológicos na fotocatálise, abrindo caminho para uma produção química sustentável.
Como novo material quântico, tem também o potencial de conduzir a novos avanços na fotocatálise, deteção e optoelectrónica.
“A nossa investigação demonstra um passo significativo no sentido da química verde, mostrando como os materiais sustentáveis podem ser utilizados para realizar importantes transformações químicas”, afirmou o Professor Li.
“Isto poderia transformar a conversão do metanol e contribuir significativamente para a redução das emissões”, concluiu.
Fonte: Green Savers
Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projeto envolve investigadores da REQUIMTE e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, tendo já um parceiro interessado na comercialização do filme muco adesivo.
Investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveram um "método inovador" de uso oral que, feito a partir do kiwi, permite tratar os efeitos secundários provocados pela quimioterapia e radioterapia em doentes oncológicos, foi esta quarta-feira revelado.
O projeto, intitulado Kiwi4Health, pretende "trazer alívio a milhares de doentes oncológicos" e "revolucionar o tratamento" da Mucosite Oral, complicação associada aos tratamentos de quimioterapia citotóxica e radioterapia, revela o ISEP em comunicado.
Caracterizada por lesões eritematosas e ulcerativas na mucosa oral, a Mucosite Oral causa dor intensa.
Atualmente, os tratamentos são de curta duração e requerem frequentemente o uso de analgésicos, "proporcionando apenas um alívio temporário".
"Estima-se que entre 40 a 80% dos doentes submetidos a quimioterapia convencional e quase todos os que recorrem a radioterapia sofrem desta condição muitas vezes incapacitante", indica.
Investigações mais recentes apontaram para o potencial benéfico dos polifenóis presentes na fruta, especialmente no babykiwi, para o tratamento da Mucosite Oral.
Aproveitando esses avanços, os investigadores do ISEP desenvolveram "um método inovador para a criação de um filme bucal utilizando compostos bioativos extraídos dos subprodutos do cultivo de babykiwis".
Citada no comunicado, a investigadora Francisca Rodrigues, afirma que o processo envolve técnicas de extração verde, utilizando água e compostos bioativos encapsulados, resultando "num produto que pode ser facilmente aplicado na mucosa oral, proporcionando alívio prolongado e eficaz".
"Os ensaios 'in vitro' em modelos bucais, acoplados aos ensaios 'in vivo' em animais que realizamos já com o extrato, são muito promissores, indicando uma nova esperança para os pacientes que sofrem desta dolorosa condição", indica a investigadora.
O desenvolvimento deste método representa uma "abordagem positiva na prevenção e tratamento dos efeitos secundários" da quimioterapia e radioterapia, "destacando-se pela utilização de componentes naturais e sustentáveis".
"O filme bucal demonstrou ter uma rápida capacidade de dissolução e permitindo a transferência dos compostos", adianta a investigadora.
Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projeto envolve investigadores da REQUIMTE e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, tendo já um parceiro interessado na comercialização do filme muco adesivo.
Fonte: Diário de Notícias
A FAO classifica como negligenciável o risco de transmissão alimentar da gripe aviária A (H5N1).
O risco de infeção pelo vírus da gripe aviária A (H5N1) a partir de alimentos permanece insignificante, especialmente quando são aplicadas práticas de segurança alimentar como a pasteurização e a cozedura adequada.
Esta é a conclusão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), tal como foi recentemente referido numa avaliação preliminar rápida do risco do vírus da gripe aviária A (H5N1) de origem alimentar.
Perigos e riscos não são a mesma coisa. Um perigo é algo com potencial para causar danos.
Em contrapartida, o risco é a probabilidade, ou hipótese, e a extensão em que podem ocorrer danos. Embora seja muito raro, o vírus da gripe aviária A (H5N1), tal como outros agentes patogénicos transmissíveis a pessoas a partir de animais, tem o potencial de deixar as pessoas doentes. Pode ser considerado um perigo.
As únicas pessoas que contraíram a gripe aviária A (H5N1) são as que tiveram contacto próximo com animais vivos ou mortos com a doença. Assim, é o contacto com animais infectados, doentes ou - através da respiração do vírus para os pulmões ou do contacto com os olhos - que representa um risco de infeção humana, embora este risco seja baixo a moderado. As pessoas em contacto com animais infectados devem tomar precauções, como usar equipamento de proteção, para reduzir o risco de infeção.
No que diz respeito aos alimentos, o vírus da gripe aviária A (H5N1) foi detectado na carne e nos ovos de aves de capoeira infectadas há mais de 25 anos. Mais recentemente, foram detectados fragmentos de vírus não infecciosos no leite pasteurizado e no tecido muscular de uma vaca leiteira infetada. A pasteurização e a cozedura são extremamente eficazes na destruição do vírus, reduzindo o risco de os consumidores serem expostos a vírus infecciosos. Não foram confirmados casos de infeção por ingestão de alimentos contaminados com o vírus da gripe aviária A (H5N1).
O consumo de leite pasteurizado e de ovos e carne totalmente cozinhados é fortemente encorajado, uma vez que estas práticas de segurança alimentar reduzem os riscos associados a outros perigos microbiológicos (por exemplo, Salmonella, Listeria) nos alimentos. Os consumidores devem sentir-se confiantes de que não irão contrair a gripe aviária A (H5N1) através dos alimentos. A FAO continua a acompanhar a ciência em torno desta questão e irá atualizar a sua avaliação, conforme necessário.
A publicação está disponível aqui.
Fonte: FAO
Vinte quilos de pescado e três artes de pesca foram apreendidas na madrugada de 16 de junho, numa ação policial dedicada à pesca furtiva, no troço internacional do rio Minho, no concelho de Monção, anunciou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Durante a operação do comando local da Polícia Marítima de Caminha, foi detetada uma embarcação de recreio, de bandeira espanhola, com dois tripulantes a bordo, um espanhol e outro português, que se encontrava em plena atividade com recurso a três artes de pesca profissionais, denominadas de ‘tresmalhos’, esclareceu a AMN, em comunicado.
Como medida cautelar, as três artes de pesca foram apreendidas, por, segundo a AMN, constituírem “uma infração ao Acordo Internacional de Pesca entre Portugal e Espanha”, que se aplica “exclusivamente” ao troço internacional do rio Minho.
Apreendidos igualmente foram os 20 quilos de pescado que se encontravam a bordo da embarcação de recreio, os quais foram, posteriormente, entregues a uma instituição de solidariedade social, adiantou a mesma nota informativa.
A AMN acrescentou que a Polícia Marítima de Caminha elaborou um auto de notícia “posteriormente enviado à Comandância Naval del Miñho”, a autoridade espanhola sua congénere naquele território, por utilização de artes de pesca não autorizadas em embarcações de recreio, pesca em zona do troço internacional do rio Minho não autorizada, bem como condução de embarcação de recreio sem o respetivo título de navegador de recreio e falta de faróis de navegação para navegação noturna.
Fonte: 24.sapo
A ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Évora, desencadeou, na sequência de uma investigação a um circuito paralelo de embalamento e distribuição de géneros alimentícios, uma operação direcionada ao combate de práticas fraudulentas e de ilícitos contra a saúde publica, no distrito de Évora.
No âmbito desta operação que resultou no desmantelamento e suspensão total de um entreposto frigorífico ilegal, que utilizava um número oficial de controlo veterinário falsificado e usurpado, foi detetado, em flagrante delito o reembalamento e nova rotulagem de produtos de carne cuja data de validade se encontrava ultrapassada.
Após a retirada dos produtos das suas embalagens originais, eram produzidos novos rótulos com recurso a um software informático num computador para inscrição de nova data de validade e um novo lote, substituindo os rótulos pré-existentes no reembalamento dos produtos. Estas operações de manuseamento eram realizadas sem qualquer controlo veterinário nem rastreabilidade, colocando em risco a saúde pública e os direitos dos consumidores.
Foi instaurado o correspondente processo-crime pela prática dos crimes de comercialização de Géneros Alimentícios Anormais Avariados, Usurpação e Falsificação de Documentos e procedeu-se à detenção, em flagrante delito, de um indivíduo suspeito da prática dos atos ilícitos.
Foi ainda instaurado um processo de contraordenação por colocação no mercado de produtos de origem animal por estabelecimento não registado ou aprovado.
Como balanço da ação, foram apreendidas cerca de 20 toneladas de produtos cárneos que, após realização de Perícia por Médico Veterinário Oficial, resultou na identificação de 9 toneladas impróprias para consumo que, atendendo ao seu estado de degradação, foram encaminhadas para destruição e ao encaminhamento das restantes para entreposto frigorífico licenciado.
Foram ainda apreendidos vários equipamentos informáticos - um sistema industrial de embalamento, constituído por computador, máquina de vácuo e de impressão de rótulos, centenas de rótulos adulterados e ainda produtos utilizados para o reembalamento - 12 kg de conservantes e 10 litros de estabilizador da cor da carne.
O valor global das apreensões ascendeu a 85 000 Euros.
Fonte: ASAE
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