Um grupo de cientistas criou um solo inteligente que pode utilizar 40% menos água do que as opções tradicionais de solo.
Além disso, afirmam que o novo solo pode ajudar as culturas a crescer até 138% mais, devido à forma como distribui o fertilizante misturado.
A UNESCO estima que cerca de 70% do abastecimento mundial de água doce é utilizado na agricultura, o que significa que estamos a utilizar uma grande parte do nosso abastecimento de água para ajudar a manter as culturas regadas e fertilizadas para que possam crescer.
Os locais com menos água têm muitas vezes dificuldade em manter as suas culturas a crescer corretamente.
É, por isso, que os cientistas têm procurado formas de tornar o solo mais inteligente.
Agora, segundo o BGR, os investigadores basearam-se em pesquisas anteriores para criar um novo tipo de solo inteligente que não só melhora a forma como utiliza a água, mas também aumenta a eficiência das sementes das culturas que nele crescem.
A designação “inteligente” do solo não tem nada a ver com robótica ou IA. Em vez disso, tem a ver com o hidrogel, especificamente formulado que os investigadores misturaram no solo. Isto permite que o solo absorva mais vapor de água do ar durante a noite.
Este vapor de água é então libertado para as raízes da planta ao longo do dia seguinte, dando-lhe algum cloreto de cálcio adicional, que também foi incorporado no hidrogel para ajudar a fornecer outro nutriente vital.
O novo solo permitiu que as plantas crescessem com um aumento de 138% na eficiência e necessitaram de menos 40% de rega direta.
A equipa planeia realizar experiências mais longas para testar a eficiência a longo prazo do solo inteligente e tentar incorporar outros tipos de fertilizantes na mistura.
Fonte: ZAP.aeiou
De acordo com um novo estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, a pecuária intensiva pode aumentar o risco de surgimento de novas pandemias.
A agricultura industrializada é frequentemente considerada como uma forma de reduzir o risco de doenças zoonóticas devido a um melhor controlo, biossegurança e separação do gado. No entanto, esta nova investigação examinou o efeito de fatores sociais, políticos e económicos, avançando serem frequentemente negligenciados em avaliações tradicionais.
Desta forma, os investigadores concluíram que os efeitos da intensificação da agricultura e pecuária “são, na melhor das hipóteses, incertos e, na pior, podem contribuir para o risco de doenças infeciosas emergentes”.
Para os investigadores, “os riscos de surgimento e transmissão dependem de múltiplos fatores, incluindo o contato entre humanos e animais e como usamos a terra”, avançando ainda que “a pecuária desempenha um papel potencialmente significativo no que toca a estes riscos, pois moldam paisagens e são, muitas vezes, utilizados como hospedeiros, atuando como fonte ou amplificadores de patógenos emergentes”.
Para o autor principal do estudo, o professor Steve Hinchliffe, da Universidade de Exeter, “a doença é sempre mais do que uma questão de transmissão de patógenos, contato e contágio”, esclarecendo que “o mito fundamental da pecuária intensiva é que separamos o gado da vida selvagem e, assim, eliminamos o risco de transmissão de doenças entre eles, mas essas terras existem no mundo real, ou seja, edifícios e cercas podem ser danificados, os animais selvagens, como ratos ou pássaros, podem entrar, e os trabalhadores movimentam-se”.
E concluiu: “quando fatores sociais, económicos e políticos são levados em consideração, o risco de pandemia representado pela pecuária intensiva é preocupante.”
Os investigadores destacaram que, a expansão da agricultura e pecuária intensiva e a degradação ambiental resultante podem aumentar os riscos doenças infeciosas emergentes a nível mundial.
Estas práticas intensivas levam à criação de uma “paisagem mista”, dizem os cientistas, o que significa que são paisagens com uma variedade de práticas, como pecuária, e tipos de agricultura, criando assim o “pior de todos os cenários em termos de risco de doenças infeciosas emergentes”.
No que diz respeito à biossegurança, os investigadores revelam que algumas empresas agrícolas consideram os custos “debilitantes”, registando que as variações regionais também têm impacto. No entanto, neste aspeto, o autor principal do estudo afirmou que “aumentar a biossegurança, a padronização e a eficiência na produção de animais de pecuária não é o elixir mágico para alcançar um ambiente livre de doenças”.
“Em vez disso, precisamos de reconsiderar os impactos socioculturais da intensificação da produção de animais de pecuária na saúde mundial, na sustentabilidade ambiental e em termos de questões de bem-estar animal”, enfatizou Steve Hinchliffe.
Os cientistas também dão destaque aos laços estreitos entre grandes empresas alimentícias e as respetivas autoridades nacionais, o que sugere uma “captura regulatória e uma dificuldade de dissociar interesses”.
O artigo “Compreender o papel da economia e da sociedade nos riscos de surgimento de zoonoses na pecuária” foi publicado na revista Royal Society Open Science.
Fonte: Vida Rural
Uma equipa da Macquarie University propõe a utilização de moscas-soldado negra (Hermetia illucens) geneticamente modificadas para enfrentar os desafios da poluição a nível mundial e produzir matérias-primas valiosas para a indústria, incluindo o mercado mundial de alimentos para animais, que representa 500 mil milhões de dólares.
Num novo artigo publicado na revista Communications Biology, os cientistas da Universidade Macquarie esboçam um futuro em que as moscas geneticamente modificadas poderão transformar a gestão de resíduos e o fabrico sustentável de produtos biológicos, abordando vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
A bióloga sintética Kate Tepper é a principal autora do artigo e investigadora de pós-doutoramento na Applied BioSciences da Universidade Macquarie.
“Um dos grandes desafios no desenvolvimento de economias circulares é fazer produtos de alto valor que podem ser produzidos a partir de resíduos”, diz Tepper.
Emissores de aterros sanitários
Estima-se que 40 a 70 por cento dos resíduos orgânicos a nível mundial vão parar a aterros.
“A deposição de resíduos orgânicos em aterro gera cerca de cinco por cento das emissões anuais de gases com efeito de estufa a nível mundial e temos de reduzir este valor para zero por cento”, afirma Tepper.
Os subprodutos orgânicos do tratamento de águas residuais – biossólidos municipais – podem ser utilizados como alternativa aos fertilizantes sintéticos para o cultivo de plantas e para fechar os ciclos de nutrientes.
No entanto, Tepper observa que existem preocupações crescentes com os produtos químicos tóxicos presentes nos resíduos, incluindo os perigosos “produtos químicos para sempre”, como as substâncias per e polifluoroalquílicas (PFAS).
Nos países em desenvolvimento, os resíduos orgânicos depositados em áreas abertas podem contaminar a água utilizada para beber ou irrigar, atraindo pragas, propagando doenças e degradando o habitat natural, e os agricultores queimam frequentemente os restos de culturas que não podem utilizar, causando poluição atmosférica.
As moscas-soldado negras já são valorizadas na gestão de resíduos, onde consomem resíduos orgânicos comerciais antes de serem transformadas em “biomassa de insetos” em alimentos para animais domésticos e criadores de galinhas e peixes comerciais.
Mas a equipa da Macquarie acredita que a engenharia genética pode aumentar a utilidade da mosca-soldado negra, permitindo-lhe transformar resíduos em alimentos para animais ou matérias-primas industriais valiosas.
As larvas podem biofabricar enzimas industriais atualmente utilizadas nas indústrias pecuária, têxtil, alimentar e farmacêutica e que representam um mercado global de milhares de milhões de dólares por ano.
As moscas também podem ser modificadas para gerar lípidos especializados para utilização em biocombustíveis e lubrificantes, substituindo os produtos derivados de combustíveis fósseis.
A engenharia de insetos para produzir enzimas e lípidos industriais que não são utilizados nas cadeias de abastecimento alimentar alargará os tipos de resíduos orgânicos que podem ser utilizados, e a equipa de investigação propõe modificar a mosca para que possa digerir resíduos orgânicos contaminados, lamas de depuração e outros resíduos orgânicos complexos.
“Até o cocó da mosca, chamado ‘frass’, pode ser melhorado para melhorar o fertilizante”, diz Tepper. “As moscas podem ser concebidas para limpar contaminantes químicos nos seus excrementos, que podem ser aplicados como fertilizantes livres de poluentes para cultivar culturas e evitar que os contaminantes entrem nas nossas cadeias de abastecimento alimentar”, acrescenta.
Fabrico sustentável de produtos biológicos
O autor sénior, Maciej Maselko, que dirige um laboratório de biologia sintética animal na Macquarie University’s Applied BioSciences, afirma: “Os insetos serão a próxima fronteira para aplicações de biologia sintética, lidando com alguns dos enormes desafios de gestão de resíduos que não conseguimos resolver com os micróbios”.
Os micróbios geneticamente modificados requerem ambientes estéreis para evitar a contaminação, juntamente com muita água e nutrientes refinados.
“Podemos alimentar as moscas-soldado negras com lixo puro e sujo, em vez de esterilizado ou completamente pré-processado. Quando o lixo é cortado em pedaços mais pequenos, as moscas-soldado negras consomem grandes volumes de resíduos muito mais rapidamente do que os micróbios”, explica Maselko.
Os investigadores sugerem que a engenharia genética poderia aproveitar a estrutura existente, elevando as moscas de simples processadores de resíduos a plataformas de fabrico biológico de alta tecnologia. No documento, os investigadores traçam um roteiro que exige melhores ferramentas de engenharia genética para os principais insetos.
“A contenção física faz parte de uma série de proteções. Estamos também a desenvolver camadas adicionais de contenção genética para que os animais que escapem não se possam reproduzir ou sobreviver na natureza”, alega Maselko.
Comercialização
A Macquarie University, em parceria com alguns membros da equipa de investigação, apresentou pedidos de patentes relacionados com o fabrico biológico da mosca-soldado negra, já em curso através de uma empresa spin-out da Macquarie University, a EntoZyme.
Tepper afirma que a introdução de insectos geneticamente modificados tem potencial, não apenas no mercado multibilionário da gestão de resíduos, mas também na produção de uma série de insumos industriais de elevado valor.
“Se queremos uma economia circular sustentável, os aspectos económicos têm de funcionar”, sublinha Tepper.
“Quando houver um incentivo económico para implementar tecnologias sustentáveis, como a engenharia de insetos para obter mais valor dos resíduos, isso ajudará a impulsionar esta transição mais rapidamente”, conclui.
Fonte: GreenSavers
Os cientistas alertaram para o facto de se prever que a prevalência de Vibrio em marisco aumente devido às alterações climáticas.
Uma avaliação efectuada pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) prevê que a ocorrência e os níveis de Vibrio em marisco aumentem em resposta ao aquecimento costeiro e a fenómenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor.
Os vibrios são bactérias transmitidas pela água que vivem principalmente em águas costeiras marinhas e em zonas salobras (onde os rios se encontram com o mar) e que se desenvolvem em águas quentes com salinidade moderada.
Vibrio parahaemolyticus, Vibrio vulnificus e Vibrio cholerae não-O1/não-O139 são as espécies de maior relevância para a saúde pública na UE devido ao consumo de marisco, de acordo com o parecer científico, que não abrangeu as infeções decorrentes da exposição ambiental, recreativa ou profissional.
Situação Europeia
Os peritos avaliaram 46 estudos efectuados em 16 países, abrangendo o período de 2000 a 2022. Vibrio parahaemolyticus foi detetado em 20% de mais de 10 600 amostras de marisco testadas, sendo que uma em cada cinco amostras positivas continha estirpes patogénicas. Vibrio vulnificus foi detetado em cerca de 6% de quase 3.000 amostras de marisco. A prevalência de Vibrio cholera não clorogénico foi estimada em 4%.
Na UE, foram notificados 32 surtos causados por Vibrio em marisco de 2010 a 2021, causando 221 casos, dos quais 57 foram hospitalizados. Entre 2010 e janeiro de 2023, foram comunicadas 75 notificações do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos para Consumo Humano e Animal (RASFF) relativas a Vibrio em marisco. Apenas quatro foram associadas a géneros alimentícios de origem comunitária.
O maior surto de Vibrio parahaemolyticus na Austrália em ostras cruas em 2021 afectou mais de 250 pessoas e levou a que a Food Standards Australia New Zealand (FSANZ) solicitasse informações de vários países, incluindo os da UE, sobre o Vibrio em 2022.
Em 2022, o Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR) publicou uma avaliação de risco para a saúde sobre a ocorrência de Vibrio nos alimentos, que afirmava que o consumo de produtos alimentares crus ou insuficientemente cozinhados é um dos factores mais críticos para a transmissão.
Rumo a uma comunicação obrigatória?
Medidas como a transformação a alta pressão, a irradiação ou a depuração reduzem os níveis de Vibrio no marisco, mas a manutenção da cadeia de frio é essencial para evitar o seu crescimento.
As recomendações aos consumidores incluem o manuseamento e a cozedura adequados do marisco e a prevenção do consumo de produtos crus ou mal cozinhados, especialmente para indivíduos vulneráveis.
As alterações de temperatura, salinidade, pH, concentração de oxigénio e inanição podem induzir o estado viável mas não cultivável dos vibrios e formar biofilmes.
Estudos sobre isolados de Vibrio encontrados em marisco ou de isolados que causam infeções de origem alimentar na Europa detetaram resistência a vários antimicrobianos, incluindo os de último recurso.
Os cientistas afirmaram que uma prioridade para a investigação futura é a realização de um estudo de base a nível da UE sobre a presença de Vibrio nos produtos do mar, incluindo nas fases de produção primária e de venda a retalho. Recomendaram o desenvolvimento de uma definição de caso para a vibriose humana a nível da UE e a consideração da vibriose para efeitos de notificação obrigatória.
Fonte: Food Safety News e Qualfood
Depois do dióxido de carbono, o metano é o que mais contribui para o aquecimento climático. Por isso, os cientistas têm dedicado muita atenção a analisar uma das suas principais fontes: as emissões do gado.
Em 2016, um estudo levado a cabo na Austrália permitiu descobrir que alimentar ovelhas com uma espécie de alga vermelha chamada Asparagopsis taxiformis eliminou as emissões de metano em 80%.
Agora, uma equipa de cientistas do Agricultural Systems and Microbial Genomics Laboratory (ASMG) e da Pennsylvania State University decidiu avaliar como é que esta alga altera o microbioma no rúmen, um compartimento do estômago de uma vaca.
Para isso, os cientistas dividiram 20 vacas em quatro grupos: um que recebeu uma alta dose de Asparagopsis taxiformis; outro com uma dose baixa desta alga vermelha; o terceiro recebeu apenas uma dieta à base de oregãos, que também inibe a formação de metano; e um grupo de controlo.
Durante 28 dias, os investigadores foram alterando a alimentação das 20 vacas, de modo a que todas experimentassem as quatro dietas. No fim do estudo, descobriram que a dieta que continha uma dose alta de Asparagopsis taxiformis inibiu as emissões de metano em 55% nos dois primeiros períodos, ainda que o efeito fosse de curta duração.
Segundo o EurekAlert, nos dois primeiros períodos de 28 dias, a alta dose de algas marinhas levou a uma eliminação quase total de Methanosphaera, um micróbio que usa hidrogénio para reduzir metanol a metano, no rúmen.
O tratamento com algas marinhas não teve o mesmo efeito noutros micróbios que produzem metano, o que leva os cientistas a acreditar que Methanosphaera desempenha um papel importante na formação de metano.
Este estudo também explorou a atividade de enzimas envolvidas na metanogénese, o processo de produção de metano como subproduto do metabolismo energético, tendo descoberto que as enzimas envolvidas nessa via foram reduzidas, em comparação com o grupo de controlo, quando as vacas foram alimentadas com a alga.
Apesar de estarem à espera de encontrar efeitos indiretos decorrentes desta ingestão sobre as bactérias da microbiota, os investigadores também encontraram efeitos diretos menos esperados.
Por exemplo, os tipos de bactérias que produzem butirato, um ácido gordo de cadeia curta que serve como fonte de energia para vacas, aumentaram significativamente em animais alimentados com algas marinhas em comparação com o grupo de controlo.
Os investigadores querem entender melhor o teor de nutrientes das algas marinhas e quais os seus efeitos antimicrobianos para compreenderem o impacto da inclusão de diferentes concentrações de algas marinhas na dieta animal.
Os resultados foram publicados num artigo científico disponível na mBio.
Fonte: Zap.aeiou
A ASAE foi responsável por uma operação de fiscalização a uma indústria de extração e refinação de óleos vegetais, com embalamento de óleos e azeites, no concelho de Torres Novas.
"Face aos indícios de práticas fraudulentas, foi instaurado um processo-crime por suspeita de fraude sobre mercadorias e ainda efetuada a apreensão de 18.200 litros de óleo alimentar e 177.690 rótulos com menção azeite, existindo fortes suspeitas que este óleo alimentar iria ser comercializado como azeite", refere a ASAE em comunicado.
Segundo comunicado enviado às redações, "foi ainda instaurado um processo de contraordenação por deficiência das condições de higiene e estruturais, tendo sido determinada a suspensão imediata da atividade".
"O valor total da apreensão ascende a um montante de 57.420€", é explicado.
Fonte: Sapo24
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e o Comando-local da Polícia Marítima de Faro realizaram na manhã do dia 17 de julho, uma ação conjunta, à entrada do porto de Quarteira, no âmbito do Grupo Interinstitucional Operacional (GIO) do Algarve.
Durante esta ação, foram fiscalizados três indivíduos à entrada do porto de Quarteira em incumprimento das regras sanitárias de venda de pescado fresco. A ASAE elaborou os respetivos autos de notícia, tendo sido apreendidos cerca de 89,5kg de pescado diverso, tendo sido identificado um indivíduo pelos elementos da Polícia Marítima, em colaboração com os elementos da ASAE, tendo outros dois colocado em fuga.
Do pescado apreendido, 68,5kg foram doados ao Banco Alimentar de Faro, após terem sido considerados bons para consumo humano, pelo Veterinário Municipal de Loulé, 13kg entregues ao Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS), por se encontrar impróprio para consumo humano, e os restantes 8kg de santolas foram devolvidos ao habitat natural.
Fonte: ASAE
Esta atualização centra-se principalmente nos requisitos de defesa do produto do IFS Food 8 e do HPC 3. Ajuda os fornecedores de todo o mundo a compreender o objetivo dos requisitos de defesa dos alimentos e dos produtos e a obter informações sobre as práticas e considerações de implementação.
Os requisitos de defesa do produto também estão presentes noutras normas e programas do IFS, pelo que esta diretriz também se dirige a fornecedores de produtos alimentares e não alimentares.
Além disso, as directrizes abordam o aspeto crucial da cibersegurança para aumentar a sensibilização das empresas. Os incidentes cibernéticos não só resultam em prejuízos financeiros, mas também representam uma ameaça à segurança dos alimentos e dos produtos.
Pode descarregar a nova versão das Directrizes de Defesa de Produtos e Alimentos da IFS em inglês aqui.
Fonte: IFS
O Reino Unido é o primeiro país europeu a aprovar carne cultivada em laboratório, começando com alimentos para animais de estimação, que vão chegar às lojas brevemente: de acordo com o ‘The Guardian’, a Agência de Saúde Animal e Vegetal e o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais aprovaram o produto da empresa ‘Meatly’.
De acordo com diversos estudos, a indústria de alimentos para animais de estimação tem um impacto climático global semelhante ao das Filipinas, o 13º país mais populoso do mundo: segundo uma pesquisa da Universidade de Winchester (Reino Unido), 50% dos donos de animais de estimação alimentariam com carne cultivada, sendo que 32% dos mesmos garantiram que também a comeriam.
O produto ‘Meatly’ é frango cultivado, feito através de uma pequena amostra de um ovo de galinha, cultivando-a com vitaminas e aminoácidos em laboratório, sendo depois cultivado células num recipiente similar àqueles onde é fermentada a cerveja: o resultado é uma pasta parecida com patê.
A unidade de produção da ‘Meatly’ foi aprovada pelo Governo para lidar com seu frango cultivado, e planeia lançar as primeiras amostras da sua ração comercial disponível para animais de estimação este ano. Os planos da empresa pretendem ainda concentrar-se na redução de custos e começar a escalar a produção para atingir volumes industriais dentro dos próximos três anos.
Até ao momento, a empresa arrecadou 3,5 milhões de libras de investidores (cerca de 4,16 milhões de euros) e espera averbar 5 milhões de libras (cerca de 5,9 milhões de euros) na próxima ronda de arrecadação de fundos.
“O Reino Unido é um líder mundial no desenvolvimento de carne cultivada e a aprovação de um alimento cultivado para animais de estimação é um marco importante. Ele ressalta o potencial de novas inovações para ajudar a reduzir os impactos negativos da agricultura animal intensiva”, refere Linus Pardoe, responsável de políticas do Reino Unido no ‘Good Food Institute Europe’.
“Os primeiros pedidos do Reino Unido para carne cultivada produzida para humanos continuam sob avaliação com a ‘Food Standards Agency’. Se quisermos concretizar todos os benefícios potenciais da carne cultivada – desde melhorar a segurança alimentar até apoiar a expansão da agricultura regenerativa – o Governo deve investir na pesquisa e infraestrutura necessárias para torná-la deliciosa e acessível para as pessoas em todo o Reino Unido.”
Fonte: Executive Digest
Uma equipa de cientistas descobriu que um composto encontrado nas azeitonas pode ser um fator de mudança na luta contra a obesidade e a diabetes tipo 2.
Com as taxas de obesidade a aumentar e a diabetes tipo 2 a afetar cerca de 462 milhões de pessoas em todo o mundo, a necessidade de conseguir tratamentos eficazes e acessíveis é cada vez maior.
Os resultados de um novo estudo, apresentados na NUTRITION 2024, a reunião anual da Sociedade Americana de Nutrição, e divulgados no EurekAlert, oferecem agora esperança para milhões de pessoas que lutam contra estes problemas.
Os cientistas utilizaram ratinhos obesos nas suas experiências, de modo a entender como o composto afetava a perda de peso e a regulação de açúcar.
O ácido elenólico, uma substância natural presente nas azeitonas maduras e no azeite virgem extra, demonstrou uma redução dos níveis de açúcar no sangue e na promoção da perda de peso em ratos de laboratório.
Os ratinhos obesos com diabetes, a quem foi administrado ácido elenólico por via oral durante apenas uma semana, apresentaram uma perda de peso significativa e uma melhor regulação de açúcar no sangue.
Além disso, o efeito redutor da glicose do ácido foi comparável ao do liraglutide, um medicamento injetável para a diabetes, e ultrapassou a eficácia da metformina.
O sucesso deste medicamento reside na sua capacidade de estimular a libertação de duas hormonas importantes que desempenham um papel importante na regulação do apetite e do metabolismo: GLP-1 e PYY.
Quando nos alimentamos, estas hormonas são libertadas, sinalizando ao nosso cérebro que estamos satisfeitos e ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.
O ácido elenólico parece conseguir imitar este processo natural, levando o corpo a pensar que já comeu, mesmo quando não comeu. Também parece ter efeitos semelhantes aos da insulina, baixando os níveis de açúcar no sangue, promovendo a absorção da glicose nas células musculares e suprimindo a sua produção.
Apesar destes resultados serem interessantes, é importante realçar que a concentração do ácido elenólico no azeite é muito baixa. Isto significa que o aumento da ingestão de azeite não é suscetível de proporcionar os mesmos benefícios observados neste estudo.
Apesar de estes tratamentos serem empolgantes, a manutenção de um estilo de vida saudável, através de uma alimentação equilibrada e de uma atividade física regular, continua a ser o ponto-chave na prevenção e gestão destas doenças.
Por fim, esta investigação representa um grande passo na procura de tratamentos naturais e multi-direcionados para a obesidade e a diabetes tipo 2.
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