Conforme definido nas Diretivas da União Europeia, biorresíduos são “resíduos biodegradáveis de jardins e parques, resíduos alimentares de cozinha das habitações, dos escritórios, dos restaurantes, do comércio grossista, das cantinas, das unidades de catering e de retalho e os resíduos similares das unidades de transformação de alimentos.”
Este desperdício orgânico contém nutrientes e energia que podem e devem ser aproveitados. A recolha seletiva de biorresíduos permite que sejam reciclados e reaproveitados em centros de compostagem e digestão anaeróbia, com inúmeros benefícios ambientais e sociais:
Para incrementar a valorização dos biorresíduos, os municípios devem implementar sistemas de deposição e recolha eficazes, bem como estratégias para o seu tratamento.
É altamente recomendável que os municípios imponham o uso de sacos compostáveis quando a recolha é feita por sistema porta-a-porta ou com contentores específicos para orgânicos. Para garantir a qualidade dos biorresíduos capturados para compostagem, devem usar-se sacos em conformidade com o padrão EN – 13432 da UE, que certifica sacos compostáveis. Estes sacos permitem que o ar circule no interior, facilitam a transpiração da umidade dos resíduos alimentares, evitando assim a fermentação dos mesmos, reduzem os maus odores gerados pela fermentação anaeróbia, reduzem a produção de líquido e reduzem o peso dos resíduos (cerca de 6-7%), otimizando a resistência do próprio saco. Permitindo assim um processo mais limpo e higiénico, com menor contaminação por plásticos convencionais.
A utilização de saco compostável vai de certeza promover a separação de biorresíduos perante aqueles utilizadores que começaram recentemente e que precisam de ter o máximo conforto. Por exemplo, ao sair de casa para ir ao trabalho, tendo um saco compostável, com restos alimentares, bem fechado e que não produz odores nem lixiviados irá facilitar o transporte até o ponto de deposição, evitando ter de transportar o balde de novo até casa (para ser lavado) ou armazená-lo no carro durante horas até ser lavado. Os baldes de 7 ou 10 litros costumam ser grandes demais para lavar na pia da cozinha, pelo reduzir a necessidade de lavagem facilitará muito o processo de separação nas casas, convencendo até os utilizadores menos recicladores.
O descarte “a granel”, em que os biorresíduos são colocados diretamente em contentores laváveis, poderá ser recomendado no caso da compostagem doméstica ou comunitária.
O que deverá evitar fazer é usar sacos de plástico convencionais, mesmo que biodegradáveis sem certificação compostável, pois os níveis de contaminação por restos de plásticos não compostáveis reduzem significativamente o valor e a qualidade do composto resultante.
Por fim, um sistema de recolha e tratamento eficaz dos biorresíduos não deverá invalidar, no entanto, a implementação de sistemas de prevenção do desperdício alimentar.
Fonte: ZERO- Associação Sistema Terrestre Sustentável
Celebra-se hoje, dia 20 de maio, o Dia Mundial das Abelhas, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável. A adoção de boas práticas de produção agrícola
“Abelhas inspiradas pela natureza para nos nutrir a todos” é o tema escolhido este ano para destacar o papel fundamental que as abelhas e outros polinizadores desempenham nos sistemas agro-alimentares e na saúde dos nossos ecossistemas.
Atualmente reconhecem-se mais de 200 000 de espécies animais polinizadores, a grande maioria das quais são selvagens, e que incluem borboletas, aves, morcegos e mais de 20 000 espécies de abelhas.
Mas, os polinizadores estão cada vez mais ameaçados pela perda de habitat, por práticas agrícolas insustentáveis, pelas alterações climáticas e pela poluição. O declínio das espécies polinizadoras põe em risco a produção alimentar, aumenta os custos de produção e pode ter efeitos devastadores no futuro do nosso abastecimento alimentar.
As abelhas e outros polinizadores são essenciais para uma agricultura sustentável e para o equilíbrio ecológico, permitindo a produção de mais de 75% das culturas mundiais, incluindo frutas, legumes, frutos secos e sementes. Para além de aumentar o rendimento das culturas, os polinizadores melhoram a qualidade e a diversidade dos alimentos, e também são indicadores da saúde ambiental. Fornecem informações sobre os ecossistemas e o clima e contribuem para a biodiversidade, a fertilidade dos solos, o controlo de pragas e a regulação do ar e da água.
Não é necessário ser apicultor para proteger as abelhas e outros polinizadores. Todos podemos contribuir com algumas medidas simples, como por exemplo: optar por escolhas alimentares orgânicas e sustentáveis; plantar flores atrativas para as abelhas; plantar sebes; evitar a utilização de produtos químicos e pesticidas nocivos; criar espaços para a criação de abelhas ou manter os locais de nidificação para as abelhas que nidificam no solo.
Se as abelhas e outros polinizadores não existissem, não teríamos alguns alimentos…veja no vídeo
«Inspiremo-nos na natureza para nos nutrir a todos» – porque proteger os polinizadores é proteger o nosso futuro!
Veja aqui o Vídeo da FAO
Fonte:DGAV
Um grupo de nutricionistas da Universidade Harvard (EUA), em entrevista ao portal norte-americano CNBC, listou cinco alimentos para comer depois dos 50 anos para aumentar a longevidade.
Há anos que a dieta básica de algumas populações mais velhas que vivem na região do Mediterrâneo é alvo de estudos relacionados com a saúde, e várias pesquisas comprovam os seus benefícios. Seja para diminuir a ocorrência de doenças do coração, prolongar a juventude do cérebro, entre outras vantagens.
De maneira geral, uma dieta para viver mais constitui-se de boas fontes de vitaminas, minerais, carboidratos integrais e proteínas e gorduras saudáveis, com baixo consumo de gordura saturada e alimentos industrializados.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Sapo.pt
Q-actina, um extrato padronizado de pepino, pode melhorar a qualidade do sono e a destreza dos dedos, de acordo com um novo ensaio clínico em adultos idosos saudáveis.
Há muito tempo que se sabe que os pepinos possuem propriedades anti-inflamatórias, no entanto, só recentemente os cientistas descobriram a molécula por trás desses benefícios.
Estudos sugerem que a Q-actina pode melhorar a mobilidade e a função das articulações e aliviar a dor associada à osteoartrite moderada. No entanto, até o momento, nenhum estudo tinha analisado a capacidade do ingrediente de melhorar o sono.
Para este estudo 47 adultos saudáveis com idades entre 50 e 78 anos (15 homens e 32 mulheres) foram recrutados e os designados aleatoriamente para um de dois grupos. Durante um período de 12 semanas, o grupo de intervenção foi instruído a tomar duas gomas contendo 20 mg de Q-actina diariamente, enquanto o grupo de controle recebeu gomas de placebo com sabor e textura equivalentes.
Leia o estudo completo aqui.
Fonte: NutraIngredients
O Brasil, maior fornecedor mundial de frango, anunciou na passada sexta-feira a suspensão provisória das exportações do produto de todas as regiões do país para Argentina, China e União Europeia (UE) devido à gripe aviária.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a China foi o maior destino das exportações brasileiras de frango no ano passado, com 562,2 mil toneladas, enquanto a União Europeia foi o sétimo maior, com 231,9 mil toneladas.
Nesse sentido, o Brasil ressaltou a importância de acordos que prevejam o princípio da regionalização, de forma a não afetar as vendas de áreas sem focos da doença e distantes das afetadas.
Após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária numa exploração comercial no país, o Governo brasileiro implementou um protocolo para evitar a propagação do vírus.
Entre outras medidas, o Governo abateu todas as aves da fazenda afetada e realizou inspeções em todas as fazendas num raio de dez quilómetros do foco, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Fonte: Agroportal
Os surtos de peste suína africana (PSA) em suínos domésticos diminuíram 83% em comparação com 2023 (de 1.929 para 333), de acordo com o último relatório epidemiológico anual da EFSA. A queda deveu-se principalmente à redução de surtos na Romênia e na Croácia, e marca o menor número total anual de surtos na UE desde 2017.
Em termos mais amplos, a maioria dos Estados-Membros foi afetada por surtos esporádicos de PSA, enquanto a Roménia foi responsável por 66% do número total de surtos na UE. A maioria dos surtos (78%) ocorreu em estabelecimentos com menos de 100 suínos.
Em 2024, os Estados-Membros afectados analisaram um número crescente de amostras de suínos domésticos provenientes de atividades de vigilância passiva. Este tipo de vigilância consiste na investigação de casos suspeitos da doença, resultando na deteção de cerca de 80% dos surtos de PSA em suínos domésticos e de 70% dos surtos em javalis na UE.
Os cientistas da EFSA recomendam que os Estados-Membros afetados continuem a concentrar os seus esforços de monitorização na vigilância passiva. Recomendam também que, em áreas e períodos considerados de risco, a amostragem sistemática de suínos mortos (vigilância passiva reforçada) continue a garantir a deteção precoce da doença.
Tenha acesso ao relatório epidemiológico aqui.
Fonte: EFSA
A utilização da água de cozer o grão é hoje uma tendência e um hábito em muitas casas. Combate o desperdício, é saudável e uma boa prática de sustentabilidade.
Há pequenos segredos na despensa que podem fazer verdadeiras maravilhas na cozinha. Um dos mais surpreendentes é o líquido que vem nos frascos ou latas de grão-de-bico ou a água onde se coze esta leguminosa: chama-se aquafaba e, além de ser 100% vegetal, é incrivelmente versátil.
Aquilo que muitos costumam deitar fora pode, afinal, transformar-se num ingrediente precioso — especialmente se pretendemos reduzir o consumo de ovos ou explorar receitas mais leves. À primeira vista, pode parecer apenas um líquido espesso e algo viscoso, mas basta bater durante alguns minutos para assistir a uma pequena magia culinária: a aquafaba ganha volume, torna-se branca como claras em castelo e adquire uma textura firme e aerada. E o melhor? Não fica com qualquer sabor a grão, o que a torna perfeita para sobremesas.
Este truque simples tem vindo a conquistar cada vez mais fãs, sobretudo entre quem procura uma alimentação mais equilibrada.
Fonte: Away magazine
Politécnico da Guarda transforma cerejas, pêssegos e mirtilos em suplementos alimentares para ajudar a combater a síndrome metabólica, a diabetes tipo 2 e outras doenças crónicas, através de um projeto de investigação que junta o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e uma farmacêutica.
Os três frutos vermelhos endógenos da Beira Interior serão utilizados na produção de suplementos alimentares naturais inovadores, no âmbito do ‘RedSup4Health’.
O objetivo é aproveitar as propriedades preventivas da cereja do Fundão, do pêssego da Cova da Beira e do mirtilo da Beira Interior, frutos “ricos em compostos bioativos e com reconhecidos efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antidiabéticos e antiobesidade”, adiantou o Politécnico da Guarda.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Agroportal
A União Europeia está a acelerar o seu plano para reduzir o consumo de carne vermelha, como parte do esforço para alcançar uma redução de 90% nas emissões de CO₂ até 2040.
A estratégia, detalhada num documento com mais de 600 páginas — a “Memória Económica” —, propõe uma transformação profunda na produção e no consumo de alimentos na União Europeia.
Um dos pilares é a diminuição do papel da pecuária extensiva, que, além de contribuir significativamente para as emissões de metano, é apontada como fator de risco em dietas ricas em carne vermelha. O plano inclui também metas ambiciosas como a redução em 55% das emissões até 2030, em comparação com os níveis de 1990.
Paralelamente, Bruxelas está a avaliar a autorização da comercialização de carne cultivada em laboratório. A empresa Mosa Meat, dos Países Baixos, foi a primeira a apresentar pedido formal à União Europeia para vender este tipo de produto no mercado europeu. Se aprovado, será um marco na regulamentação alimentar comunitária, abrindo caminho a uma nova geração de alimentos alternativos.
A carne é produzida a partir de células extraídas de animais vivos e cultivadas em laboratório para gerar gordura e músculo, que depois são combinados com ingredientes vegetais. Segundo Maarten Bosch, CEO da Mosa Meat, o processo “é resultado de anos de desenvolvimento” e visa replicar a experiência sensorial da carne tradicional, com menor impacto ambiental.
Além das novas tecnologias, a Comissão Europeia defende o corte para metade do uso de pesticidas químicos até 2030 e aposta em soluções como captura de carbono e combustíveis sintéticos, no quadro do Pacto Ecológico Europeu e da Agenda 2030.
Fonte: Grande Consumo
Os antimicrobianos são amplamente utilizados na produção pecuária para controlar doenças e proteger a produtividade. No entanto, seu uso excessivo e indevido contribui para o surgimento da resistência antimicrobiana (RAM), uma ameaça crescente à saúde animal, à saúde pública e à sustentabilidade a longo prazo dos sistemas agroalimentares.
Há um impulso global crescente para enfrentar esse desafio. A Declaração Política da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas apelou para reduções significativas no uso de antimicrobianos (AMU) na alimentação e na agricultura até 2030. Embora esses compromissos representem um avanço crucial, a obtenção de resultados exigirá ações coordenadas e baseadas em evidências, além de investimentos sustentados.
Nosso estudo recente, publicado na Nature Communications, apresenta as primeiras projeções globais de AMU relacionado à pecuária até 2040. Se as tendências atuais persistirem, o uso de antibióticos em animais de produção poderá aumentar em quase 30%, atingindo aproximadamente 143.000 toneladas. Estimativas regionais sugerem que a região Ásia-Pacífico pode ser responsável por 65% do uso global, com a América do Sul contribuindo com cerca de 19%.
Consulte o estudo aqui.
Fonte: FAO
Subscreva a Base de dados Qualfood Negócios!