A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) aprovou e publicou o Regulamento do sistema de aprovação nacional dos produtos em contacto com a água destinada ao consumo humano (Regulamento n.º 976/2025, de 7 de agosto), enquanto autoridade competente para a qualidade da água destinada ao consumo humano e em cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 69/2023, de 21 de agosto.
A água doce é um recurso cada vez mais escasso, que importa preservar, sobretudo nestes tempos que correm, em que as secas são cada vez mais frequentes.
Patrícia Gomes, investigadora da Escola de Ciências da Universidade do Minho tem passado, por isso, horas intermináveis junto de zonas húmidas construídas, tentando encontrar soluções para aproveitar os recursos hídricos de forma eficiente e sustentável.
Usando plantas específicas e substratos naturais, a geóloga da Universidade do Minho está a utilizar estes ecossistemas artificiais para eliminar contaminantes de águas desperdiçadas na agricultura, na indústria e em outras atividades humanas.
O método implica filtrar a água através de leitos, dos solos ou da areia que, numa fase posterior, é tratada por processos físicos, químicos e biológicos. O trabalho está inserido no projeto “Wetlands e economia circular – uma solução sustentável para os recursos hídricos”.
A investigação da geóloga do Instituto de Ciências da Terra, da Universidade do Minho terá depois uma aplicabilidade direta na promoção da biodiversidade e na reutilização da água em diferentes cenários, como na agricultura, na indústria ou no uso doméstico, mas que não implique o consumo humano.
Não se trata apenas de encontrar soluções ecológicas, mas também reduzir o custo e consumo energético, simplificando a manutenção destes sistemas.
Saiba tudo sobre o projeto aqui.
Fonte: Universidade do Minho
A Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental retirou oficialmente a aprovação de 23 pesticidas que continham substâncias ativas relacionadas com substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), devido a preocupações com a contaminação das águas subterrâneas.
A decisão de proibir os PFAS na Dinamarca baseia-se num recente estudo do Serviço Geológico da Dinamarca e Gronelândia, que confirmou que estes produtos se degradam em ácido trifluoroacético (TFA), uma substância altamente persistente que ultrapassa o limite de segurança da União Europeia (UE) de 0,1 microgramas por litro em águas subterrâneas.
Esta medida representa um passo significativo no esforço mais alargado do governo para proteger o ambiente e a saúde pública dos efeitos de longo prazo dos químicos PFAS, frequentemente designados por “químicos eternos” devido à sua resistência à degradação natural.
Os 23 pesticidas agora proibidos eram amplamente usados na agricultura dinamarquesa e incluíam substâncias ativas como fluazinam, fluopyram, diflufenican, mefentrifluconazol e tau-fluvalinato.
No seu conjunto, estas substâncias representaram cerca de 28% do impacto ambiental e de saúde relacionado com o uso de pesticidas na Dinamarca em 2023. Só no último ano foram aplicadas quase 190 mil toneladas destes químicos na agricultura dinamarquesa.
A Agência Dinamarquesa de Proteção Ambiental instou ainda a Comissão Europeia a lançar uma revisão abrangente das cinco substâncias ativas com PFAS que permanecem autorizadas, defendendo uma abordagem regulatória mais ampla para prevenir a poluição por TFA em toda a UE.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Vida Rural
O Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) anunciou para “breve” a abertura de concursos LEADER para apoio aos pequenos investimentos nas explorações agrícolas.
As candidaturas serão submetidas através do Balcão dos Fundos para a Agricultura, sendo necessário ter a Chave Móvel Digital ativada.
Os objetivos destes concursos passam por reforçar a produtividade, viabilidade económica, sustentabilidade ambiental e inovação das explorações agrícolas, promovendo práticas sustentáveis, valorização dos recursos locais e melhoria das condições de trabalho e coesão dos territórios rurais.
Para que as operações sejam elegíveis, o investimento total terá de se situar entre dois mil e 50 mil euros.
São elegíveis despesas com bens imóveis, nomeadamente prédios rústicos; Preparação de terrenos; Edifícios e construções; Adaptação de instalações; Plantações plurianuais; Instalação de pastagens permanentes; e Sistemas de rega, e bens móveis, nomeadamente novas máquinas e equipamentos; Equipamentos informáticos; Vedações necessárias à atividade pecuária; e Animais reprodutores de raças autóctones ameaçadas.
São também elegíveis despesas gerais (até 4 % do custo total elegível) e despesas de elaboração e acompanhamento da candidatura (até 2 % do custo total elegível).
Fonte: TecnoAlimentar
Embora a União Europeia (UE) tenha um desempenho muito superior ao resto do mundo em matéria de gestão de resíduos, existe um elevado potencial, em grande parte inexplorado, de melhoria para reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa e os custos sociais, reforçando simultaneamente a segurança económica.
O alerta foi dado pela Comissão Europeia. Atualmente, a gestão de resíduos da UE reduz as emissões anuais de gases com efeito de estufa (GEE) da UE em cerca de 1%, em contraste com a gestão global de resíduos, que é um emissor líquido.
Cerca de 83% da redução das emissões da UE deve-se ao sucesso da gestão de resíduos metálicos. Isto compensa em grande parte as emissões provenientes da gestão dos principais tipos de resíduos, como plásticos, têxteis e resíduos biológicos, uma vez que a sua taxa de reciclagem é relativamente baixa – estes resíduos tendem frequentemente a acabar em resíduos mistos, um importante contribuinte para as emissões.
Estas são algumas das principais conclusões publicadas no artigo científico “Avaliação abrangente dos impactos ambientais e económicos de todo o sistema de gestão de resíduos da EU” (Comprehensive assessment of environmental and economic impacts of the entire EU waste management system” na versão em inglês), uma colaboração de investigação entre o Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia e a Universidade Técnica da Dinamarca.
O estudo colmata a lacuna entre os resíduos gerados e os recolhidos, considera todos os fluxos de resíduos e aplica a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e o Custo do Ciclo de Vida (CCV). Quantifica os impactos ambientais em 16 categorias (por exemplo, alterações climáticas, partículas em suspensão, destruição da camada de ozono) e os custos económicos associados ao tratamento e eliminação dos 16 tipos de resíduos. Por último, os autores identificam também áreas a melhorar.
O estudo destaca ainda a necessidade de mais esforços para reduzir a má alocação de resíduos recicláveis para resíduos mistos. O documento fornece uma ferramenta valiosa para avaliar cenários, tomar decisões de investimento e avançar os objetivos da economia circular da UE.
Leia aqui o artigo completo.
Fonte: Grande Consumo
O desenvolvimento de novos produtos alimentares destinados às crianças tem ganho crescente atenção na indústria alimentar, refletindo a importância de uma alimentação equilibrada na infância, crucial para um desenvolvimento saudável.
Neste sentido, este estudo consiste na avaliação sensorial de um produto de panificação (gressino de cenoura) com crianças dos 6 aos 11 anos, que foi desenhado estrategicamente para promover o consumo de vegetais entre as crianças. Os resultados demonstram uma resposta acima do limite de aceitação (5) de 87 % das crianças, destas 79 % responderam o valor máximo de 9 (numa escala hedónica de 1 a 9), demonstrando elevada aceitação do produto testado.
Uma alimentação saudável e equilibrada durante a infância é fundamental para o adequado crescimento e desenvolvimento (Beckerman et al., 2017), tendo influência positiva na saúde (Abdoli et al., 2023). Para garantir um adequado desenvolvimento das crianças e jovens é imprescindível a adoção de alimentação saudável e equilibrada no qual é basilar o adequado consumo de frutas e vegetais sendo estas excelentes fontes de vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos (McCarthy et al., 2020).
Há um consenso de que a alimentação das crianças e jovens, na última década, tem vindo a tornar-se cada vez mais pobre em vitaminas e minerais e apresenta um decréscimo na valorização da cultura alimentar local e sazonal (Blondin et al., 2021). Em contrapartida, verifica-se um maior consumo de produtos processados ??industrialmente, que possuem elevado valor energético, elevado teor de açúcar adicionado, gorduras saturadas e sódio e reduzido teor de vitaminas, minerais e fibra.
Estes fatores, aliados à reduzida ingestão de frutas e legumes, têm contribuído negativamente para o desenvolvimento e estado nutricional das crianças e jovens (Anzman-Frasca et al., 2012; Cediel et al., 2018; Monteiro et al., 2013; Pagliai et al., 2021).
Por exemplo, a crescente incidência de excesso de peso e obesidade em crianças e jovens é alarmante, sendo considerada um problema de saúde pública. Em Portugal, 31,9 % das crianças entre os 6 e 8 anos apresentam excesso de peso e 13,5 % já são obesas, de acordo com um estudo recente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Rito et al., 2023).
Leia o artigo completo na TecnoAlimentar 44, abril/ junho de 2025, dedicada aos desafíos na logístisca da indústria alimentar.
Fonte: TecnoAlimentar
Um estudo, realizado na Austrália e publicado na revista Weed Science, revelou que o controlo elétrico de ervas daninhas na viticultura pode ser tão eficaz como o uso de herbicidas ou métodos mecânicos, apresentando riscos mínimos para as culturas, solo e ambiente.
O estudo, intitulado “Electric weed control—how does it compare to conventional weed control methods?”, foi conduzido durante os anos de 2022 e 2023 em vinhas situadas na região de Yallingup, na Austrália Ocidental.
As experiências recorreram a um trator equipado com a máquina de controlo elétrico de ervas daninhas Zasso™ XPower, que inclui uma unidade de fornecimento de energia de 36 kW montada na traseira e um aplicador XPS em cada lado, com seis conjuntos de elétrodos por aplicador.
Entre as vantagens apontadas pelas investigadoras para o uso desta tecnologia estão a ausência de resíduos químicos nos alimentos e no ambiente, a eliminação da necessidade de esperar por períodos sem chuva após a aplicação, a não existência de desvios em condições de vento, bem como a ausência de resistência química e de impactos em vegetação vizinha ou cursos de água.
No entanto, as cientistas alertam também para algumas desvantagens, nomeadamente a lenta velocidade de aplicação e um consumo elevado de combustível.
Esta investigação foi também a primeira a avaliar, de forma quantitativa, o risco de incêndio associado ao controlo elétrico de ervas daninhas. Os testes realizados em vinhas durante a primavera na Austrália (setembro), que é o período mais comum para a gestão de ervas daninhas na viticultura daquela região, não registaram qualquer ocorrência de incêndio.
Com base nestes resultados, os investigadores concluíram que a utilização desta tecnologia durante o inverno e a primavera apresenta um risco mínimo de incêndio, sendo considerada segura nessas estações. No entanto, desaconselham o seu uso no verão e no outono, quando a vegetação seca e as temperaturas elevadas podem aumentar significativamente o risco de incêndio.
Consulte aqui o artigo completo e o estudo científico publicado na Weed Science.
Fonte: Vida Rural
Um estudo recente publicado na npj Science of Food oferece novas percepções sobre como biofilmes de Listeria monocytogenes levam à contaminação cruzada em ambientes de processamento de alimentos prontos para consumo (RTE), observando especificamente o salmão defumado a frio.
A equipa de pesquisa, composta por cientistas do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) de Espanha e da Universidade de Córdoba, formou biofilmes multiespécies e monoespécies usando bactérias retiradas de superfícies em ambientes de processamento de alimentos. Eles cultivaram os biofilmes em condições de baixa carga de nutrientes e Listeria, espelhando o mundo real.
Utilizando uma abordagem de modelagem, a equipa então rastreou as taxas de transferência de Listeria em 25 contatos sucessivos entre biofilmes e fatias de salmão, revelando perfis de contaminação diferenciados para diferentes tipos de biofilme.
Os resultados mostraram que L. monocytogenes de biofilmes multiespécies apresentaram crescimento significativamente maior na matriz de salmão do que aqueles de biofilmes de uma única espécie. Isso sugere que a coexistência de microrganismos pode aumentar a sobrevivência e a proliferação do patógenio após a transferência.
Leia a notícia completa aqui e o consulte o artigo científico publicado na revista npj Science of Food.
Fonte: Food Safety Magazine
No mês de setembro decorre mais um período obrigatório de Declarações de Existências de Galinhas Poedeiras, conforme aviso da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, publicado neste portal.
A declaração de existências poderá ser efetuada diretamente pelo produtor através do seguinte endereço de internet https://avidec.dgav.pt, ou em alternativa em qualquer departamento dos Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais.
Consulte aqui o aviso.
Mais informação poderá ser consultada no site da DGAV.
Fonte: DGAV
Certos alimentos têm má reputação, enquanto outros passam despercebidos, apesar de serem mais comumente associados a doenças transmitidas por alimentos.
Entender a diferença entre percepção de risco e risco real é fundamental para fazer escolhas alimentares mais seguras e reduzir a hipótese de adoecer.
Doenças transmitidas por alimentos afetam milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, e os media, as narrativas sociais e as experiências pessoais moldam as atitudes públicas sobre os riscos à segurança alimentar.
No entanto, o que as pessoas temem e o que realmente causa a maioria das intoxicações alimentares muitas vezes divergem significativamente.
Alimentos que são geralmente temidos:
Alimentos mais frequentemente associados a doenças de origem alimentar:
Doenças transmitidas por alimentos são uma preocupação real, mas o medo muitas vezes é infundado. Os alimentos com os quais as pessoas geralmente se preocupam nem sempre são os que representam o maior perigo. Aves cruas, vegetais folhosos e ovos são responsáveis por uma parcela significativa das doenças transmitidas por alimentos, enquanto alguns alimentos temidos, como sushi ou frutas importadas, apresentam taxas de incidência mais baixas.
Diminuir a distância entre a percepção de risco e a realidade por meio da educação e de hábitos práticos de segurança alimentar permite que as pessoas desfrutem de uma dieta variada e nutritiva sem ansiedade desnecessária. Entender quais alimentos são realmente perigosos e como manuseá-los com segurança ajuda a proteger a saúde e a reduzir os casos de intoxicação alimentar.
Em última análise, o conhecimento, não o medo, é o melhor ingrediente para uma alimentação segura.
Leia aqui o artigo e dissipe as suas dúvidas.
Fonte: Food Poisoning News
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