O estudo TGI da Marktest quantifica, na vaga global de 2020, em um milhão e 327 mil o número de indivíduos que consumiram whisky e/ou bourbon nos últimos 12 meses, o que representa 16.1% dos residentes no Continente com 18 e mais anos.
Este valor significa que mais que um em cada seis portugueses maiores de idade consome esta bebida.
O consumo de whisky/bourbon é sobretudo segmentado por sexo, com os homens a apresentarem uma probabilidade de consumo mais de 3 vezes superior à das mulheres.
O consumo da bebida é também superior à média junto dos indivíduos com mais de 54 anos.
Os dados do TGI revelam ainda que os consumidores de whisky/bourbon beberam, em casa, uma média de duas porções da bebida no último mês.
Fonte: Grande Consumo
As aves de capoeira foram o produto agrícola cujo índice de preços mais cresceu em abril deste ano, face ao período homólogo. O crescimento de 34,8%, foi seguido por um crescimento de 27,1% nos frutos e de 25,5% no azeite a granel, como informa o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas, relativo ao mês de maio de 2021, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A batata (+ 22,8%), as flores (+14,8%) e os ovinos e caprinos (12,8%) foram outros dos produtos agrícolas a crescer ao nível de preços. Em comparação com o mês anterior (março), as maiores variações de preços agrícolas verificaram-se nos suínos e aves de capoeira (ambos com +11,4%), no azeite a granel (+7,8%) e nos hortícolas frescos (-7,6%).
As campanhas do trigo, triticale, cevada e aveia são esperadas aumentar em 10%, face à campanha anterior, com base nas previsões agrícolas em 30 de abril. No centeio o rendimento unitário deverá manter-se próximo dos níveis alcançados no ano passado.
Quanto às culturas de primavera/verão:
Nos pomares, o INE realça o início da colheita das variedades precoces de cereja. Espera-se que, após uma das piores campanhas das últimas três décadas, esta cultura deverá retomar níveis de produtividade acima das 3 toneladas por hectare. Para este fator contribuiu a polinização/vingamento que decorreu em condições meteorológicas favoráveis.
O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em março de 2021 aumentou 9,1% face ao período homólogo (+2,1% que em fevereiro), tendo sido alcançado as 45 171 toneladas.
O maior volume de abate registado em todas as espécies foi o principal fator. Os equídeos (+500%), os caprinos (+350%) e os ovinos (+128,5%) foram as espécies com maior crescimento percentual. Os bovinos (+8,2%) e os suínos (+5,8%) também sofreram aumentos.
O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 31 055 toneladas, o que representou um acréscimo de 2,5% (-4,6% em fevereiro). Foi registado um maior volume de abate nas codornizes (+48,2%), nos perus (+17,0%) e nos galináceos (+0,7%).
A quantidade de frango diminuiu 17,8%. A produção foi 22 038 toneladas (+0,5% em fevereiro), tendo registado um decréscimo de 18,8% em número de cabeças (-2,3% em fevereiro). A produção de ovos de galinha para consumo foi reduzida em 7,9% (-11,4% em fevereiro), não tendo ultrapassado as 9 739 toneladas.
A recolha de leite de vaca foi de 169,5 mil toneladas correspondentes a um decréscimo de 1,5% (-3,4% em fevereiro).
O volume de produtos lácteos teve uma ligeira redução de 0,8% (-5,9% em fevereiro). Para a redução contribuiu sobretudo a menor produção de leite para consumo (-4,5%), tendo a manteiga e o leite em pó registado produções inferiores (-0,4% e -6,2%, respetivamente).
Fonte: Agroportal
A organização da Fruit Attraction, feira internacional do sector das frutas e legumes, confirma o bom ritmo das inscrições para o certame que se realizará presencialmente de 5 a 7 de Outubro. Segundo o Ifema e a Fepex, o número de empresas inscritas até ao momento é muito semelhante ao de 2019 por esta altura.
«Estamos num momento de muitos factores favoráveis, prevendo-se um cenário muito positivo para a celebração presencial da Fruit Attraction 2021, unanimemente reconhecida pelo sector hortofrutícola como uma grande plataforma de marketing para o planeamento anual das campanhas», diz o director Raúl Calleja, que destaca, entre outros factores, o facto de em Espanha já terem dado início às feiras internacionais bem como em outros países europeus. Além disso, referiu ainda «a evolução positiva das taxas de vacinação na UE (que se espera que atinja 95% na área profissional em Outubro), e nos países terceiros que são destino das exportações europeias, para além da chegada de fundos de recuperação europeus, não esquecendo os dados económicos promissores do terceiro e quarto trimestres de 2021», enumerou Raúl Calleja.
Neste momento, a feira conta com a confirmação da participação de todas as áreas produtivas e Comunidades Autónomas de Espanha, bem como uma participação internacional de 28 países, para além da incorporação de 20% de novas empresas.
Jorge Brotons, presidente do Comité Organizador da feira e da Fepex, frisa: «Esta é uma edição muito importante, que coincide com o Ano Internacional das Frutas e Hortaliças declarado pela FAO, e também será muito especial para a visibilidade de um sector que se tem revelado estratégico para a economia, para o emprego e para o abastecimento alimentar da população. Por isso, estamos muito gratos pela confiança das empresas em 2021”.
Facilidades nas deslocações internacionais
A participação do Fruit Attraction será também favorecida com a redução progressiva das restrições à entrada de visitantes internacionais de áreas não pertencentes à UE, tal como foi recentemente aprovado pela União Europeia através do “Certificado Digital UE COVID ”, que entrará em vigor a partir de 1 de Julho com o objectivo de facilitar a livre circulação em todo o território europeu por parte de quem já está vacinado, ou imunizado por ter tido covid-19 nos últimos seis meses, ou tem teste negativo.
Instalada em oito pavilhões, a edição deste ano traz novidades, nomeadamente a Fresh Food Logistic, a nova plataforma do sector ao serviço da logística, transporte e gestão da cadeia de frio para alimentos frescos. Da mesma forma, os espaços para tecnologia vão crescer (Biotech Attraction; Smart Agro; Smart Water). E, como de costume, Fresh Convenience (Gama IV e V), que continuará a ser tendência este ano.
A feira também receberá startups, já que o scetor de frutas e hortaliças é um mercado-chave para fundos de investimento. Por sua vez, o abacate terá um papel de destaque nesta edição com a área Fresh & Star.
Como de costume, o espaço Innovation Hub, ao qual se associa o Innova Forum, reunirá inovação e novidades do sector. Nesta área, a feira receberá os Prémios Accelera de Inovação e Empreendedorismo.
A isto juntam-se os países importadores convidados, que este ano serão o Brasil e a Ucrânia, bem como as jornadas técnicas, onde serão abertos espaços de debate e partilha de conhecimentos sobre os mais recentes desenvolvimentos do sector.
Paralelamente ao encontro físico, a feira reunirá durante todo o ano a comunidade hortofrutícola na plataforma Fruit Attraction LIVEConnect, criada no âmbito da pandemia e que funciona como uma rede de networking e montra digital.
* Países confirmados a 25 de Maio: Alemanha; Bélgica; Bulgária; Chile; Colômbia; Costa do Marfim; Costa Rica; Equador; Espanha; Estados Unidos; França; Gana; Grécia; Itália; Quénia; Marrocos; México; Países Baixos; Polónia; Portugal; Reino Unido; República Checa; República Dominicana; República da Moldávia; África do Sul; Suécia; Turquia e Ucrânia.
Fonte: Agroportal
Várias associações (no total 24), entre as quais a CropLife Europe, a Euroseeds e a FoodDrink Europe, assinaram uma carta endereçada aos ministros do Conselho Europeu da Agricultura e Pescas a apelar para apoiar ações políticas imediatas baseadas no estudo da Comissão Europeia sobre edição genética. A carta surge no âmbito da reunião deste conselho que se irá realizar nos próximos dias 26 e 27 de maio.
Na carta, as entidades apoiam “as conclusões do estudo de que a atual legislação sobre OGM na União Europeia tem desafios de implementação óbvios e que já não é apta para o propósito”.
“Congratulamo-nos vivamente com a intenção da Comissão Europeia em iniciar a curto prazo uma ação política sobre as plantas derivadas da mutagénese direcionada e cisgénese. Esperamos que essa iniciativa política crie um ambiente mais favorável e de inovação para os produtos resultantes destes métodos de reprodução, mantendo ao mesmo tempo os elevados padrões de produção alimentar e alimentar da União Europeia”, referem as associações.
Para estas entidades é necessário que a nova legislação tenha em conta os benefícios destas técnicas e dos produtos resultantes, assim como os desafios relacionados com as trocas comerciais no mundo, principalmente face à “desvantagem competitiva [europeia] comparada com os seus homólogos num grupo de países cada vez maior com regulações mais permissivas”.
“Embora nos congratulemos com a perspetiva de novas ações políticas na área das plantas, também gostaríamos de encorajar a Comissão a iniciar oportunamente discussões com as partes interessadas relevantes na revisão da abordagem regulamentar noutros setores”, afirmam as associações na carta.
“Estas técnicas têm um grande potencial para o setor da reprodução animal e para o desenvolvimento de novos/mais desenvolvimentos e melhoria das estirpes existentes de microrganismos para apoiar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis”, explicam.
Fonte: Agroportal
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, elogiou ontem a cereja de Resende e a sua melhoria, resultado de um processo de investigação, que levou a investimentos no maior produtor privado do concelho.
“A rainha dos frutos que é a cereja hoje tem uma pele completamente diferente, fruto de investigação que a torna muito mais resistente aos insetos, muito mais resistente à chuva” – apesar das chuvas de maio deste ano, “as cerejas não estão rachadas”, graças a esse “processo de investigação”, destacou Ana Abrunhosa.
A ministra deslocou-se ontem a Resende, onde assistiu à consignação da requalificação das Caldas de Arêgos e visitou a Cermouros, a maior empresa privada do setor da cereja no concelho de Resende.
“Somos o maior produtor de cereja, assumimos perto de 50% da produção no concelho e a nível nacional, como entidade privada, somos o maior produtor nacional”, disse o responsável pelo departamento agrícola e de qualidade da empresa.
Francisco Guedes explicou à ministra, no decorrer da visita às instalações, que a Cermouros tem 300 hectares no concelho de Resende, onde a cereja ocupa a maior parte do terreno, mas também tem maçã, pera, nectarinas e pêssegos e vinha.
Assim, disse, acaba a campanha da cereja, que este ano começou em 16 de abril e deverá terminar em 10 de agosto, e começa a das nectarinas e pêssegos e a empresa funciona o ano inteiro, com as diversas culturas.
Esta unidade é, desde os finais de 2017, parceira da Câmara Municipal de Resende e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, num projeto de investigação para a melhoria da qualidade do produto, que foi submetida a uma candidatura para a obtenção de apoio financeiro e que vai resultar num manual de boas práticas.
Desde então, explicou Francisco Guedes, “a linha do uso de produtos químicos tem vindo a descer e a curva do uso de minerais está a crescer”, o que acaba por se refletir na cereja que “está cada vez resistente, até à picada dos insetos”, a par de uma rede protetora que a empresa está a usar nos terrenos.
“É uma malha muito fina que permite, em alguns casos, termos vários exemplos, um que nem sequer permite que entrem os insetos e outra componente que só se tapa por cima para proteger das intempéries e da chuva”, explicitou.
Um processo “bastante oneroso” e, por isso, tem vindo a ser feito de forma gradual e, neste momento, deve “estar tapado” um terço dos hectares que a empresa tem no concelho de Resende e de Valpaços, onde tem mais produções agrícolas.
“A nossa produção, a arte de produzir, é praticamente uma fábrica a céu aberto e temos de ter em conta as intempéries, o excesso de chuvas, mais granizo, gelos, etc. Essas coberturas que instalámos servem para salvaguardar as árvores e a produção”, sublinhou o responsável.
A empresa vende a cereja, essencialmente, no comércio nacional, e o “grande volume de negócios é nas grandes superfícies” do país.
A vertente comercial é, aliás, a lacuna dos produtores no concelho e, segundo o presidente da Câmara de Resende, já foi feita uma candidatura, “mas já não havia dinheiro” e agora a esperança está no próximo quadro comunitário de apoio, para “ajudar os produtores a comercializar” o seu produto.
Para já, e não havendo o tradicional festival da cereja, Garcez Trindade desafia as pessoas a deslocarem-se à sede do concelho ao fim de semana onde há produtores a vender o fruto, no espaço onde acontece a feira.
“Tivemos de garantir que as pessoas que fazem a apanha não estavam infetadas. A Câmara desenvolveu um plano, juntamente com as autoridades locais, de modo a testar semanalmente, praticamente, as pessoas”, contou.
Os produtores que estarão a vender a cereja são testados na sexta-feira e, “até à data, não houve nenhum caso” positivo ao vírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, e, por isso, está “garantida a qualidade e a sanidade do produto”, concluiu Garcez Trindade.
Fonte: Agroportal
A falta de reagentes impediu que o Laboratório de Segurança Alimentar, gerido pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizasse as análises aos produtos alimentares recolhidos no centro social que serviu as refeições às escolas de Beja, nas quais, na semana passada, uma intoxicação alimentar colocou 70 crianças no hospital. A denúncia é feita pela Associação Sindical dos Funcionários (ASF) da ASAE, que revela ainda que, pelo mesmo motivo, há processos-crime parados há mais de meio ano.
Tal como o JN avançou, 70 crianças tiveram necessidade de receber assistência hospitalar, depois de terem consumido as refeições servidas em cinco escolas do concelho de Beja. Devido à intoxicação alimentar, três dos alunos ficaram internados e, no dia seguinte, inspetores da ASAE apreenderam 240 ovos com o prazo de validade expirado e 40 quilos de produtos alimentares impróprio para consumo durante uma ação inspetiva ao centro social que forneceu as refeições às escolas.
Na mesma ocasião foi instaurado um processo-crime e recolhidas oito amostras dos pratos confecionados para serem analisadas no Laboratório de Segurança Alimentar. Contudo, revela a ASF-ASAE, "não foi possível realizar as análises laboratoriais aos géneros alimentícios por falta de reagentes e outros consumíveis, tendo sido necessário recorrer a outra entidade" privada. "Ficou bem patente a fragilidade da ASAE, a quem compete assegurar a segurança alimentar", critica a ASF-ASAE.
Capacidade operacional comprometida
Segundo os sindicalistas, a falta de recursos do Laboratório de Segurança Alimentar é um problema antigo, alvo de vários alertas e que faz com que haja "processos-crime relacionados com a segurança alimentar, delegados na ASAE por determinação do Ministério Público, parados há mais de meio ano". "O Laboratório de Segurança Alimentar não tem capacidade para a realização de exames/perícias necessárias para o apuramento dos factos. Estas situações têm vindo a ser comunicadas desde 2020, quer à direção da ASAE quer à Secretaria de Estado, que até ao momento não tiveram capacidade para resolver o problema", acusa a ASF-ASAE.
A mesma associação realça que o Laboratório de Segurança Alimentar "teve um investimento aproximado de um milhão de euros, proveniente de fundos comunitários - FEDER, para a sua modernização", mas encontra-se "a definhar em cada dia que passa, não usufruindo das suas capacidades, nem tão pouco para tirar dividendos através das receitas que poderiam advir do mesmo".
"A direção da ASAE, em total alinhamento com a Secretaria de Estado, tem orquestrado uma campanha de marketing sobre o bom funcionamento da ASAE que em nada corresponde à realidade. A ASAE está completamente refém do sucessivo desinvestimento que tem sido alvo, com uma capacidade operacional cada vez mais comprometida e limitada, encontrando-se em risco o serviço público para a qual foi criada e que os cidadãos esperam e exigem da mesma", finaliza a ASF-ASAE.
Fonte: Jornal de Notícias
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai realizar, nos próximos dias 1 e 2 de junho, na Aula Magna, a conferência internacional intitulada “One Health: new insights and challenges of zoonotic diseases”, que conta com a participação de vários oradores internacionais dedicados em particular aos temas da saúde animal, zoonoses e saúde humana. De grande importância para a área de Medicina Veterinária e Saúde Pública, esta conferência contará ainda com as presenças do Reitor da UTAD, da Ministra da Agricultura, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde e de outras entidades com responsabilidade na Saúde Humana e na Saúde Animal, bem como entidades regionais e órgãos profissionais e científicos.
Em debate, nos dois dias de trabalhos, estarão os fatores que mudaram as interações entre pessoas, animais e meio ambiente, e que afetarão especificamente a investigação e controlo das doenças zoonóticas no futuro. Serão, para isso, abordados cinco tópicos principais: a) Mudanças climáticas: infeções emergentes e ameaças à biodiversidade; b) Sustentabilidade na Produção Animal – um desafio na perspetiva de Uma Só Saúde; c) Impacto das doenças zoonóticas epidémicas/pandémicas: questões-chave e lições a aprender; d) Doenças emergentes da vida selvagem: ameaças à saúde animal, humana e ambiental; e) Sistemas integrados de vigilância de doenças zoonóticas (em Medicina Humana e Medicina Veterinária).
Segundo os organizadores, o maior desafio no futuro é responder ao aparecimento de zoonoses no século XXI, o que exige um maior reconhecimento da ligação entre a Medicina Humana e a Medicina Veterinária, bem como da eficácia de recursos limitados e finitos, tanto humanos como financeiros, mas, acima de tudo, a consciência de que a saúde humana e a saúde animal fazem parte de uma comunidade global e são indissociáveis.
A conferência funcionará em modo híbrido, admitindo, em modo presencial, na Aula Magna, um máximo de 120 participantes.
Fonte: Agroportal
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional do Centro - Unidade Operacional V, Núcleo de Investigação e Fiscalização de Tondela, procedeu, à execução de dois mandados de busca domiciliários numa unidade clandestina de produção, armazenamento e venda de suplementos alimentares, por suspeita dos crimes de corrupção de substâncias alimentares e de géneros alimentícios anormais falsificados, no município de Santa Comba Dão, do distrito de Viseu.
A investigação teve origem na suspeita de poderem estar a ser produzidos ilegalmente suplementos alimentares com Canábis e de estar a ser realizada extração ilegal de Canabidiol a partir da planta em estado bruto, para produção de suplementos alimentares e de óleos naturais que teriam como destino o mercado do Reino Unido.
Como balanço da ação assinala-se a suspensão da laboração de toda a atividade, por falta de licenciamento e por incumprimento de requisitos de higiene, tendo sido apreendidos 3.930.000 cápsulas vazias, 428.000 cápsulas cheias (sem rotulagem), 6.615 kg de produtos químicos indiferenciados, 42.000 unidades de drageias de geleia, 4 baldes de comprimidos (com cerca de 60 kg de comprimidos), 30 frascos (de 10ml cada) de Sunsemilia, 1 saco com 7kg de cápsulas (contendo alegadamente canabidiol), 4 máquinas misturadoras e capsuladoras, 1 balança digital de precisão, 1 impressora, 1 máquina térmica de colar sacos, 1 impressora de etiquetas, 2 placas térmicas de indução, 1 kit de testes PH, 1 termómetro e 1 higrómetro, além de várias embalagens em saco e frasco, documentos e diversos produtos não identificados. O valor do material apreendido ascende a € 85.000,00.
Os mandados foram executados após determinação da autoridade judiciária e a ação teve o apoio do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento da Guarda Nacional Republicana de Santa Comba Dão.
Fonte: ASAE
O primeiro viveiro de amêijoa em mar aberto do país, instalado no Algarve, estima produzir 300 toneladas por ano, quando os 100 hectares estiverem totalmente funcionais com os primeiros bivalves a saírem já este ano.
O projeto promovido pela Oceano Fresco começou a ser instalado em junho de 2020 e representa um investimento de 3,1 milhões de euros, assegurado por fundos comunitários do Programa MAR 2020, por capitais próprios e ainda com recurso a uma plataforma de financiamento colaborativo através de empréstimo (‘crowdlending’).
Quem de Lagos olhar para o mar, não vislumbra que a três milhas (5,5 quilómetros) estão instalados o equivalente a cerca de 100 campos de futebol (100 hectares) de cabos, boias e lanternas prontos para produzir pela primeira vez em Portugal amêijoa em mar aberto, naquele que os promotores apelidam de maior viveiro de amêijoa da Europa.
Com 1.500 metros de comprimento por 750 de largura e muitos quilómetros de cabos, o viveiro já recebeu os primeiros inquilinos e deverá ter as primeiras amêijoas “a sair lá para dezembro”, revela o gestor do viveiro, Rodrigo Clímaco, guia desta primeira visita da comunicação social ao local.
Junto a uma das linhas (cabo que suporta as lanternas) está um barco com 12 metros de calado aberto, com três funcionários a operar a grua, que lhes permite elevarem as estruturas de cultivo e examinar o estado das amêijoas e do seu crescimento.
À chegada da Lusa é erguida uma lanterna para inspeção e antes que a rede seja aberta, é facilmente visível uma variedade de pequenos animais que a povoam e que tiram partido de uma superfície de fixação que antes não existia ali.
“Estamos a produzir amêijoas mas também a dar a possibilidade de outras espécies se fixarem e fazerem aqui a sua vida, algo que não nos incomoda e até é agradável, ver a vida que se desenvolve aqui à volta”, assume Rodrigo.
Anfípodes, poliquetas, cracas, mexilhões e ouriços-do-mar são alguns dos organismos que passaram a fazer desta estrutura a sua casa, às quais se juntam as que deles se alimentam.
“Cria-se aqui um ecossistema, um recife, onde antes não existia nada. Aliamos a produção com a vida natural”, destaca.
A navegação e a pesca estão interditadas na área, mas Rodrigo defende que toda a estrutura funciona como “uma maternidade” permitindo que “o peixe cresça e saia”, contribuindo para o aumento de pescado.
As lanternas são colunas com cerca de três metros de altura e meio metro de largura, forradas com rede e com vários andares quadrangulares onde são colocadas as amêijoas a crescer. A largura da rede dita o “tamanho e a quantidade de bivalves” a colocar, que vão passando da mais estreita com “90 micrómetros” até à de “um centímetro”.
Nesta altura há “150” destas estruturas dentro de água e “mais 100” se vão juntar “até dezembro”, numa previsão de “4.000 dentro de um ano”. Quando a estrutura estiver em total produção “serão cerca de 10.000”, refere aquele responsável.
Do interior da lanterna que aguarda a inspeção no barco, o biólogo marinho retira uma mão-cheia de pequenas amêijoas com dois centímetros, revelando que o crescimento tem estado a “correr bem” e que a sobrevivência no mar “está acima do esperado de 70%, chegando aos 90%”.
Para alcançarem estes valores contam com a “vasta experiência” dos “quatro funcionários” efetivos, com a previsão de “12 daqui a um ano”, mas a localização do viveiro também faz a diferença.
O Barlavento algarvio (zona oeste) é “muito rico em plâncton” – pequenos animais e algas dos quais os peixes e os bivalves se alimentam –, o que ditou a escolha do local, à qual acresce a temperatura e salinidade da água, “ideais para o seu crescimento”, adianta.
O responsável aponta ainda que a baía de Lagos tem também a “vantagem” de ser uma área onde o mar “é mais ameno que a costa oeste [Vicentina] – também muito rica em alimento”, permitindo “ir mais vezes ao mar” e com melhores condições para trabalhar.
Este é um processo que começa quase a 300 quilómetros de distância, na maternidade da empresa no Centro Biomarinho da Nazaré, onde o processo de reprodução da amêijoa macha ou judia (‘Venerupis pullastra’) acontece.
Depois de induzida a postura e criadas as “sementes” – amêijoa com três a quatro milímetros – são transportadas para o Algarve e colocadas no viveiro.
A espécie para cultivo também foi criteriosamente escolhida, tendo em conta o domínio do seu ciclo e o facto do conteúdo de carne ser “mais estável mesmo depois da desova”, mantendo a “sua estrutura e mais carne” ao longo do ano, sublinha.
A visita ao viveiro é acompanhada pelo cofundador da plataforma de financiamento colaborativo GoParity que tem colaborado com a empresa nos diversos passos do seu desenvolvimento.
Manuel Nina anuncia que a plataforma “irá lançar na próxima semana” mais campanhas de financiamento colaborativo para a Oceano Fresco, com o objetivo de angariar “um total 350 mil euros”, que visam “apoiar a investigação científica que a empresa está a desenvolver na maternidade na Nazaré”.
O ‘crowdlending’ é uma opção de financiamento onde empresas e pessoas podem “investir e emprestar dinheiro, com juros definidos a uma empresa ou instituição para desenvolvimento de uma atividade”, esclarece.
O primeiro aconteceu em junho de 2020 e tem contribuído “em cada passo da sua instalação, tanto dos viveiros com da evolução da maternidade”, num total de “730 mil euros” angariados em “7 campanhas”.
Fonte: Greensavers
Já passou um ano desde que a Organização Mundial da Saúde declarou a situação de pandemia devido à propagação em grande escala da Covid-19. Desde então que os hábitos dos consumidores sofreram alterações, especialmente no que toca ao consumo de animais selvagens, dado que uma das ideias iniciais é que a doença tenha origem num mercado em Wuhan, na China.
O novo relatório da WWF “Covid-19 One year later”, revela as perceções e mudanças por parte das populações de Mianmar, Tailândia e Vietname, China e Estados Unidos. De acordo com os resultados, 30% dos inquiridos reduziram ou pararam o consumo de animais selvagens.
Em paralelo, mais de 80% acredita que o fecho dos mercados de animais selvagens é necessário para prevenir a propagação de doenças pandémicas no futuro, e admitem apoiar o Governo e os Ministérios da Saúde no fecho dos mesmos.
Por outro lado, mais de 90% – e apenas 68% dos inquiridos dos Estados Unidos – apoiam fortemente os esforços para preservar as florestas e para travar a desflorestação no seu próprio país ou em outros, como meio de prevenir futuras pandemias.
Carter Roberts, CEO da WWF dos Estados Unidos, afirma: “O mundo teve um curso intensivo sobre pandemias no ano passado. Prevenir o futuro exige que reparemos o nosso relacionamento estragado com a natureza, e isso começa com o fim do comércio e do consumo de vida selvagem de alto risco e o fim da desflorestação. Esta nova investigação mostra que o público apoia essas mudanças. Na WWF, o nosso próximo passo será trabalhar com governos, empresas e consumidores para converter essas atitudes em ações e garantir que sejam cumpridas”.
Fonte: Greensavers
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