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A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) está fortemente preocupada com o crescimento dos preços das matérias-primas, a falta de chips e a crise dos contentores marítimos, que está a provocar um “cocktail explosivo que pode vir a ter impacto” com impacto nas compras dos portugueses, avisa Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, em declarações ao ECO.

Lobo Xavier adianta que estes fatores conjugados “estão a provocar muitos constrangimentos para a importação de produtos de fora da Europa e que têm um peso significativo no retalho especializado”, num período a dois meses do natal.

O responsável, sublinhando este panorama de incerteza, deixa garantias que “os retalhistas estão todos a lutar para que não se venham a sentir” atrasos na chegada das mercadorias, assim como falhas na produção. “Há um risco latente de poder haver eventualmente falhas em algumas categorias de produtos”, avisa o responsável.

As falhas poderão vir a sentir-se em várias áreas do retalho especializado, como nos equipamentos eletrónicos e nos brinquedos. “São produtos que tendencialmente vêm de fora da Europa e que podem estar em risco. Não queremos, de maneira nenhuma, alarmar os consumidores, mas nalgumas categorias de produto, se houver uma grande procura, poderemos ter dificuldade em repor os stocks”, alerta Lobo Xavier.

Neste âmbito, a APED pretende “sensibilizar, em primeiro lugar, os consumidores porque se, eventualmente, verificarem algumas falhas nos espaços, estas não devem ser imputadas aos retalhistas, mas antes ao facto de o canal de distribuição não estar a funcionar”, realça o diretor-geral.

Fonte: Hipersuper

Um grupo de investigadores descobriu um gene que poderá aumentar o tempo de vida do tomate, sem sacrificar o seu sabor. A investigação envolveu o Boyce Thompson Institute (BTI), a Universidade de Cornell, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) e a Universidade de Zhejiang.

A investigação, liderada pelo investigador do BTI, Jim Giovannoni, investigou o genoma do tomate (Solanum lycopersicum) para procurar genes envolvidos no amolecimento da fruta, mas não na maturação de frutas. O BTI explica, em comunicado, que o resultado foi a identificação do S. lycopersicum lateral organ boundaries (SlLOB1), que regulavam uma ampla gama de genes relacionados com a parede celular e processos de amolecimento de fruta.

“Até agora, quase todos os fatores de transcrição que o meu laboratório identificou no tomate estão envolvidos no controlo global do amadurecimento”, disse Jim Giovannoni. “O SlLOB1 é interessante porque regula principalmente os genes envolvidos no amolecimento da parede celular e outras mudanças texturais do fruto”, considerou.

Presença de SILOB1 no lóculo e pericarpo

“As primeiras indicações de amadurecimento ocorrem no lóculo, mesmo antes de o fruto começar a mudar de cor ou produzir etileno que o ajuda a amadurecer”, explicou ainda. Por esta razão, a equipa procurou uma base de dados de expressão de genes de tomate para fatores de transcrição que eram altamente expressos no lóculo. Também procuraram genes com expressão elevada no pericarpo – a parede exterior do fruto – na premissa de que era suscetível de expressar fatores de transcrição específicos de amolecimento. Em ambos os tecidos, altos níveis de SLOB1 coincidiram com o amadurecimento.

Nas plantas vivas de tomate, a equipa descobriu que a expressão inibidora do SlLOB1 resultou num abrandamento do amadurecimento e em frutos mais firmes, enquanto a sobreexpressão do gene acelerou o processo de amadurecimento.

Efeitos da inibição do SILOB1

A investigação descobriu ainda que a inibição da expressão SlLOB1 não teve qualquer efeito no processo de maturação: os tomates amadureceram nos seus tempos normais. Os níveis de fruta dos açúcares e ácidos não foram inalterados, sugerindo que “do ponto de vista do sabor, os frutos provavelmente se mantiveram inalterados”, disse o líder da investigação, embora reconheça que o estudo não incluiu testes de sabor. “O que mudou foi a textura dos frutos; permaneceram mais firmes mais tempo e amoleceu mais tarde”, explicou.

“Se encontrarmos variantes genéticas SlLOB1 que retardam o amadurecimento, os agricultores podem introduzi-las em variedades comerciais para produzir tomate de alta qualidade e com bom sabor que não se tornam muito macios antes que o consumidor os leve para casa”, concluiu.

O abrandamento retardado induzido pela inibição da expressão SlLOB1 foi associado a uma outra mudança: os frutos eram de cor vermelha mais escura, devido aos níveis mais elevados dos pigmentos betacaroteno e licopeno no lóculo, e licopeno no pericarpo.

“Estes tomates também têm uma qualidade nutricional aumentada porque estes pigmentos são antioxidantes e o seu corpo converte beta-caroteno em vitamina A”, disse Jim Giovannoni.

Os investigadores estão agora a trabalhar para introduzir o SlLOB1 e outros genes em variedades de tomate heirloom e para entender melhor o amadurecimento do tomate.

Fonte: Agroportal

A exportação de Vinho Madeira para a China registou um crescimento de 8% em 2020, face ao ano anterior, indicou hoje o Governo Regional, referindo que foram comercializados 59 mil litros, no valor de 750 mil euros, mais 54%.

“Este significativo aumento em valor foi determinado pela apetência do mercado [chinês] pelas gamas mais elevadas do vinho Madeira”, refere a Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural, em comunicado, sublinhando que as restrições inerentes à pandemia de covid-19 não afetaram as exportações para aquele país.

Os dados foram divulgados na sequência de uma prova de vinhos que decorreu na cidade chinesa de Wuhan, na segunda-feira, numa parceria entre o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) e a Viniportugal, entidade responsável pela organização de provas internacionais de vinhos portugueses.

“A participação do Vinho Madeira neste certame fez-se através das empresas Justino’s Madeira Wines, Henriques & Henriques e Pereira D’Oliveira, as quais se fizeram representar pelos seus importadores daquele país”, indica a secretaria regional.

No comunicado é referido que a China é um “mercado com grande potencial de crescimento para o Vinho Madeira”, pelo que a ação promocional foi de “grande interesse estratégico” para este produto regional.

“Sendo a mesma destinada a profissionais e agentes do setor vínico, contribuiu, deste modo, para uma maior promoção e consequente potencialização de um crescimento sustentado do setor dos vinhos portugueses, no qual se inclui o vinho Madeira, no mercado asiático”, sublinha a secretaria tutelada pelo social-democrata Humberto Vasconcelos, no governo de coligação PSD/CDS-PP.

A ação de promoção do IVBAM na China enquadra-se no Plano Promocional do Vinho Madeira, cofinanciado a 85% através do Programa Operacional Regional da Madeira 2014-2020, sendo o restante suportado pelo Orçamento Regional.

Fonte: Agroportal

Foi publicado o Regulamento de Execução (UE) 2021/1809 da Comissão, de 13 de outubro de 2021, que altera o Regulamento de Execução (UE) 2020/1191 que estabelece medidas para impedir a introdução e a propagação na União do vírus do fruto rugoso castanho do tomateiro (ToBRFV).

As novas normas agora publicadas incluem as medidas que devem ser aplicadas quando confirmada a presença do vírus, e o incremento do nível de amostragem no controlo à importação de semente de tomate e de pimento, passando a serem submetidos a amostragem a totalidade dos lotes de semente que tenham sido produzidos na China e no mínimo 50% dos lotes importados e produzidos em Israel.

O regulamento entra em vigor no próximo dia 3 de novembro.

Fonte: DGAV

Florestas e árvores desempenham um papel importante na resposta à crescente procura mundial de água. Partindo desta evidência, a FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – editou um guia sobre a relação entre floresta e água que vem ajudar decisores e gestores a monitorizar a água em zonas florestais e, a partir daí, a aplicar práticas que favorecem a preservação da quantidade, qualidade e disponibilidade deste recurso natural.

Apresentado pela FAO como a “primeira publicação global abrangente com orientações sobre a contribuição das florestas para uma abordagem holística da gestão dos recursos hídricos”, este guia reforça a importância da relação entre floresta e água num contexto de elevada procura. Por um lado, o crescimento da população mundial leva ao aumento da procura por água. Por outro lado, aumentam os eventos climáticos extremos, com maior risco de ocorrência de secas e falta de água em algumas regiões do planeta.

O documento, intitulado “A Guide to Forest-Water Management”, sublinha que a gestão das florestas em benefício dos recursos hídricos é central para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e apela à melhoria da gestão florestal, com enfoque na prestação dos serviços do ecossistema relacionados com a água.

O relatório é o resultado da colaboração de várias entidades que se juntaram à FAO, incluindo a União Internacional de Organizações de Investigação Florestal (IUFRO), o Centro de Pesquisa Conjunta (JRC) da Comissão Europeia e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para os interessados em compreender melhor a relação entre floresta e água, a FAO e o Stockholm International Water Institute produziram também um curso de e-learning.

O manual da FAO faz uma revisão do conhecimento e dos indicadores que comprovam a importância da relação entre floresta e água, assim como das práticas de gestão que podem contribuir para a sustentabilidade dos recursos hídricos em diferentes contextos florestais. Neste percurso para adotar práticas que melhorem a gestão do binómio floresta e água, o guia destaca que tanto as florestas naturais como as florestas plantadas sob gestão sustentável podem trazer um importante contributo para os recursos hídricos, proporcionando, ao mesmo tempo, outras vantagens como a proteção do solo ou a biodiversidade.

Também em foco está a relevância de valorizar a água proveniente das bacias hidrográficas florestadas e o manual destaca os quatro ecossistemas florestais centrais para a quantidade, qualidade e disponibilidade da água: os mangais ou florestas de mangue, as florestas de zonas de turfeira, as florestas tropicais húmidas de montanha e as chamadas florestas de terra firme, ou seja, de zonas não inundadas.

10 factos sobre a relação entre florestas e água destacados pela FAO

1. Estima-se que existam quatro mil milhões de pessoas no mundo com acesso insuficiente a água potável. A maioria vive em áreas com pouca floresta;

2. A procura por água vai aumentar no futuro e prevê-se que, sem alterações no rumo atual, em 2030 haverá um défice global de 40% de água;

3. As bacias hidrográficas florestadas contribuem com 75% da água doce acessível no mundo e fornecem água a mais de metade da população mundial;

4. As florestas têm um importante papel na regulação dos fluxos de humidade atmosférica e dos padrões de chuva, através da evapotranspiração, sendo responsáveis por pelo menos 40% da chuva que cai sobre o solo;

5. Estima-se que a cobertura florestal das principais bacias hidrográficas tenha diminuído de uma média histórica de 67,8% para apenas 30,7%;

6. Das 230 grandes bacias hidrográficas globais que perderam mais de 50% da sua cobertura florestal original, 88% apresentam um risco mais elevado (médio-alto) de erosão, 68% apresentam risco mais elevado de incêndio e 48% têm risco mais elevado de stress hídrico;

7. A perda de floresta a nível global (embora se tenha atenuado nos últimos anos) levou a que o valor estimado dos vários serviços de ecossistema relacionadas com a água (regulação e fornecimento de água, controlo de erosão, habitat, entre outros) tenha diminuído de 50853 mil milhões de dólares em 1997 para 40971 mil milhões de dólares em 2011;

8. A água fornecida a mais de 85% das maiores cidades do mundo depende das florestas;

9. Em média, nas bacias hidrográficas que fornecem água às 100 maiores cidades do mundo a cobertura do solo é maioritariamente composta por floresta (42%), terras agrícolas (33%) e por áreas de matos e pastagens (21%);

10. Estima-se que as medidas de conservação e recuperação do solo – que incluem a proteção da floresta, reflorestação e estabelecimento de sistemas agroflorestais, e/ou a redução das cargas combustíveis – poderão ajudar a reduzir em pelo menos 10% os sedimentos e nutrientes presentes nas bacias hidrográficas, com um potencial para melhorar a qualidade da água utilizada por mais de 1,7 mil milhões de habitantes de grandes cidades.

Desafios na relação entre floresta e água

O novo guia começa por identificar lacunas na informação disponível sobre a relação entre floresta e água, propondo soluções para ajudar a ultrapassá-las. Uma das principais questões prende-se com a dificuldade em conhecer e quantificar as situações em que a gestão da floresta está a beneficiar a água. Isto sucede, em grande medida, devido à falta de métodos de monitorização aplicados e aceites globalmente. Mesmo nos 12% de floresta reportada como sendo gerida com o objetivo de beneficiar a água e o solo (um dado patente no relatório Forest Resources Assessment – FRA 2020) poucos são os detalhes que se conhecem, refere o documento.

A padronização de definições, indicadores e procedimentos para monitorizar as interações entre florestas e recursos hídricos é essencial para compreender e comparar o que está a ser feito no terreno. Esta harmonização facilita também a definição das melhores medidas e práticas a aplicar na relação entre floresta e água.

Além de abordar metodologias, ferramentas e modelos específicos para monitorizar a relação entre floresta e água por deteção remota, como o SEPAL – System for earth observation, data access, processing & analysis for land monitoring, por exemplo, o relatório indica também que a monitorização no terreno continua a ser necessária em duas grandes áreas: para fornecer dados que a deteção remota não consegue ainda recolher e para validar dados recolhidos por via remota ou por estudos documentais.

Referidas são ainda as ferramentas de apoio à tomada de decisão. Ao incluírem e analisarem diferentes indicadores contemplados na relação entre florestas e água, estas soluções podem ajudar os gestores a definir estratégias mais adequadas e sustentáveis. A ferramenta online FL-WES – Forest and Landscape Water Ecosystem Services e o Guia Field Guide for Rapid Assessment of Forest Protective Function for Soil and Water, ambas desenvolvidas pelo FAO, são dois exemplos ilustrativos.

Valorizar os serviços das bacias hidrográficas

A valorização dos serviços do ecossistema é, como referido, outros dos temas focados. Este é, segundo o documento, um ponto de partida para melhorar a gestão das florestas e todos os benefícios que delas advêm, incluindo os relacionados com a água. A atribuição de um valor a estes serviços não é, contudo, tarefa fácil, pelo que importa conhecer estudos, soluções de software e bases de dados que ajudem a determiná-lo: EVRI – Environmental Valuation Reference Inventory, InVEST – Integrated Valuation of Ecosystem Services and Tradeoffs e Method Navigator são alguns exemplos referidos.

“Os esquemas de pagamento pelos serviços das bacias hidrográficas (na sigla inglesa PWS – Payment Watershed Schemes) são um mecanismo promissor para a obtenção de benefícios e cooperação entre os sectores florestal e hídrico, especialmente na ausência de estruturas legislativas ou governativas” adianta o relatório, salientando que estes esquemas devem, no entanto, ser vistos como parte de um processo mais abrangente de “governança participativa a nível local”.

Os esquemas de pagamento mais comuns identificados no domínio da relação entre floresta e água passam pelo pagamento de taxas pela água utilizada ou pela definição de parcerias locais que gerem mútuos benefícios. Seja qual for o modelo a adotar, cada PWS deve combinar diretrizes institucionais e regulações locais, práticas de gestão florestal e mecanismos financeiros que permitam transferir fundos dos beneficiários para os fornecedores dos serviços dos ecossistemas. Redes e colaborações público-privadas – com participação de empresas, autoridades locais, organizações técnicas e sociedade civil – são defendidas pela FAO como caminhos a seguir para o sucesso destas abordagens.

Pode consultar o guia aqui.

Fonte: Agroportal

O Instituto Português de Acreditação renovou a certificação do Laboratório de Produtos Vitivinícolas e Bebidas Espirituosas da Madeira, entidade responsável pelo controlo da qualidade físico-química na região demarcada do arquipélago, indicou esta quarta-feira a Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

“O estatuto de laboratório acreditado […] permite credibilizar, ainda mais, os resultados emitidos por este laboratório, cuja função primordial é fornecer um serviço com qualidade para os seus principais utilizadores, ou seja, os agentes económicos do setor dos vinhos e das bebidas espirituosas da região”, refere a secretaria em comunicado.

O Laboratório de Produtos Vitivinícolas e Bebidas Espirituosas está integrado no Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), organismo sob a tutela da Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

A União Europeia designou este laboratório “responsável oficial” pelo controlo da qualidade físico-química dos produtos oriundos da Região Demarcada da Madeira, ao nível dos setores vitivinícola e das bebidas espirituosas, nomeadamente as Denominações de Origem e Indicações Geográficas ‘Madeira’, ‘Madeirense’, ‘Terras Madeirenses’, ‘Rum da Madeira’ e ‘Poncha da Madeira’.

Tal situação obriga a que o laboratório demonstre regularmente a sua competência técnica a autoridade independente e idónea, que se traduz num processo de acreditação com base num referencial”, é referido no comunicado.

A Secretaria da Agricultura indica que, desde 2000, o Laboratório de Produtos Vitivinícolas e Bebidas Espirituosas do IVBAM é acreditado pelo Instituto Português de Acreditação, com base nas auditorias externas anuais.

Fonte: Observador

O BBTWINS é o mais recente projeto de Ação de Pesquisa e Inovação de Bioindústrias, que vai utilizar a tecnologia de ponta para tornar as cadeias de valor das indústrias da carne e fruta mais eficientes. Com um investimento de 4,7 milhões de euros, o projeto contribuirá para a estratégia da quinta para o garfo (farm-to-fork) da União Europeia, uma componente-chave do Green Deal.

O consórcio integra 13 entidades de 7 países diferentes, destacando-se a presença do CVR – Centro para a Valorização de Resíduos, Centro de Interface Tecnológico situado no Campus de Azurém da Universidade do Minho, o único representante português. Com coordenação do CTIC-CITA, o BBTWINS será executado durante quatro anos (2021-2025).

A tecnologia digital twins vai cobrir casos práticos em Espanha e na Grécia, para produção de carne de porco e pêssego. Estes casos seguirão uma abordagem holística, incluindo uma avaliação ambiental, social e económica, integrando todas as etapas de processamento do farm-to-fork numa única plataforma. Os digital twins desenvolvidos irão integrar tecnologias como inteligência artificial (IA), Internet of Things (IoT) e análise de software, juntamente com blockchain e soluções logísticas estratégicas – criando uma representação clara de como otimizar todas as cadeias de valor.

“A introdução da abordagem de biorrefinaria de resíduos zero em setores tradicionais, como a produção de carne de porco e pêssego, será um grande passo em direção à sua sustentabilidade económica, social e ambiental”, afirma André Ribeiro, Investigador Sénior, CVR.

Sendo o setor agroalimentar um dos principais contribuintes para a economia europeia, torna-se relevante otimizá-lo e aumentar a sua eficiência. Assim, o BBTWINS vem potenciar a luta contra as alterações climáticas, reduzir o desperdício agroalimentar e reforçar a bioeconomia da União Europeia.

Fonte: Greensavers

Espanha superou a Alemanha na produção de suínos (tanto em número de abates como de quantidade de carne produzida), tornando-se assim o principal país produtor na Europa. Estes dados constam do barómetro suíno para o mês de setembro, elaborado pela Organización Interprofesional Agroalimentaria del Porcino de Capa Blanca  (Interporc), e onde é feito um saldo da situação atual do setor a nível global, relata o Portal Veterinaria.

O barómetro refere ainda que os produtores europeus procuram novos destinos para exportação, devido à retirada da China, o que fez com que a concorrência se intensificasse no sudeste asiático, área pela qual os países europeus e americanos competem.

As principais preocupações do setor estão centradas nos custos de produção, principalmente devido ao aumento dos preços dos cereais e da energia. O aparecimento da peste suína africana (PSA) na República Dominicana e no Haiti, assim como a variante delta da covid-19 são outras das preocupações.

A Alemanha, a Dinamarca e a Espanha são os principais concorrentes da Espanha no mercado da carne de porco na Europa. A Europa foi afetada por uma oferta elevada e um abrandamento das exportações para a China, o que fez com que grande parte da produção tivesse de ser comercializada fresca na Europa ou fosse aumentado o stock de carne congelada.

Já na América, os preços mantiveram-se estáveis nos Estados Unidos da América (devido ao consumo interno e às exportações para o México) e no Brasil (continuou a exportar em grande quantidade para a China).

Na China, o preço das carnes grossistas continua a diminuir devido ao seu elevado stock de carne congelada importada, ao aumento da produção nacional, e a uma diminuição do consumo.

Fonte: Agroportal

A contribuição sobre embalagens descartáveis de plástico ou alumínio em refeições prontas vai fixar-se em 0,30 euros no próximo ano, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2022.

“Mantém-se em vigor em 2022 a contribuição sobre as embalagens de plástico ou alumínio de utilização única em refeições prontas”, lê-se no documento que foi entregue, esta segunda-feira, no parlamento.

Segundo a proposta, o Governo fica ainda autorizado a alterar o diploma que altera as normas fiscais ambientais nos setores da energia e emissões, transportes, água, resíduos, ordenamento do território, florestas e biodiversidade.

Esta autorização tem em vista consagrar a contribuição em 0,30 euros por embalagem de utilização única de plástico, alumínio ou multimaterial com plástico ou alumínio em regime de ‘take away’ ou entrega ao domicílio.

A contribuição pode ser revista face à evolução da introdução destas embalagens no consumo e do seu conteúdo em material reciclado.

O executivo deverá também assegurar que os fornecedores não podem criar obstáculos à utilização de recipientes próprios do consumidor.

Metade das receitas desta taxa são destinadas ao Estado, estando a restante percentagem dividida entre o Fundo Ambiental (40%), APA – Associação Portuguesa do Ambiente (5%), AT – Autoridade Tributária (3%), Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (1%) e ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (1%).

A taxa não será aplicada a embalagens utilizadas em contexto social ou humanitário.

O Governo entregou na segunda-feira à noite, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE22), que prevê que a economia portuguesa cresça 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.

No documento, o executivo estima que o défice das contas públicas nacionais deverá ficar nos 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e descer para os 3,2% em 2022, prevendo também que a taxa de desemprego portuguesa descerá para os 6,5% no próximo ano, “atingindo o valor mais baixo desde 2003″.

A dívida pública deverá atingir os 122,8% do PIB em 2022, face à estimativa de 126,9% para este ano.

O primeiro processo de debate parlamentar do OE2022 decorre entre 22 e 27 de outubro, dia em que será feita a votação, na generalidade. A votação final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

O ministro das Finanças, João Leão, apresenta a proposta orçamental hoje, às 09:00, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Fonte: Greensavers

Os botânicos na Universidade da Basileia desenvolveram um modelo para determinar a origem dos alimentos com um custo menor ao método atual. A universidade explica, em comunicado, que, atualmente, para validar a autenticidade é necessário determinar o valor δ18O (delta-O-18) da amostra do produto, que carateriza a relação do isótopo de oxigénio, e compará-lo com dados de outras regiões.

O novo modelo, desenvolvido em colaboração com o Agroisolab Gmb, empresa especializada em análise de isótopos, destina-se a ser utilizado na simulação da relação isótopo de oxigénio em plantas de cada região, eliminando assim a necessidade de uma recolha morosa de dados de referência. Este modelo baseia-se em dados de temperatura, precipitação, humidade e informação sobre a época de crescimento de uma planta, dados disponíveis a partir de bases de dados acessíveis ao público.

O botânico Florian Cueni testou e validou o modelo num conjunto de dados de referência δ18O para morangos recolhidos em toda a Europa ao longo de 11 anos. O estudo de caso mostrou que o modelo pode simular a origem dos morangos com um elevado grau de precisão.

“Com pequenos ajustes nos parâmetros, o nosso modelo pode ser usado para determinar todos os produtos vegetais”, disse o investigador que liderou o projeto, Ansgar Kahmen. Tal permitiria simplificar e acelerar a análise convencional dos isótopos, simulando com precisão as regiões de origem dos géneros alimentícios agrícolas.

Pode consultar o estudo completo, publicado no Scientific Reports, aqui.

Fonte: Vida Rural