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Um caranguejo-das-neves foi vendido por cerca de 42 mil euros (cinco milhões de yen) num leilão em Tottori, no Japão, no passado dia 7 de novembro.

De acordo com a divisão de promoção da pesca deste município japonês, citada pela CNN, foi o valor mais alto alguma vez pago por um caranguejo desta espécie, cuja alcunha é “cinco estrelas” pelo seu formato e pela sua qualidade. Aliás, esta venda bate o recorde do Guinness da venda de um caranguejo-das-neves, que tinha sido registado num leilão, no ano passado também em Tottori: cerca de 17 mil euros (dois milhões de yen).

Tetsuji Hamashita, presidente do distribuidor de pesca Hanashita Shoten, foi quem arrecadou o caranguejo-das-neves, que pesava 1,2 quilos e media 14,6 centímetros. Será depois vendido a um restaurante de luxo do bairro de Ginza, em Tóquio.

A caça ao caranguejo-das-neves, uma das mais procuradas iguarias no Japão, tinha começado na véspera. As pessoas que participam no leilão acreditam que dá sorte comprar a primeira e melhor captura da temporada. Ainda assim, Hamashita esperava que a oferta máxima rondasse os três milhões de yen (25 mil euros).

“Sei que é extremo, mas é a tradição. Tenho a certeza que o sabor do caranguejo irá corresponder ao preço”, afirmou Hamashita.

Fonte: Observador

A acrilamida é um contaminante, conforme definido no Regulamento (CEE) n.o 315/93 e, como tal, representa um risco químico na cadeia alimentar. A acrilamida é um composto orgânico de baixo peso molecular, altamente hidrossolúvel, que se forma a partir dos constituintes asparagina e açúcares, que ocorrem naturalmente em determinados géneros alimentícios, quando estes são preparados a temperaturas normalmente superiores a 120 °C e com humidade baixa.

Forma-se principalmente em géneros alimentícios cozidos no forno ou fritos, ricos em hidratos de carbono, nos quais as matérias-primas contêm os seus precursores, como é o caso dos cereais, das batatas e dos grãos de café.

Em 2015, o Painel Científico dos Contaminantes da Cadeia Alimentar (CONTAM) da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) adotou um parecer sobre a acrilamida nos géneros alimentícios. Com base em estudos realizados em animais, a EFSA confirma avaliações anteriores de que a acrilamida nos géneros alimentícios aumenta potencialmente o risco de desenvolvimento de cancro nos consumidores de todas as faixas etárias.

Dadas estas conclusões relativamente aos efeitos cancerígenos da acrilamida e na ausência de quaisquer medidas consistentes e obrigatórias a serem aplicadas pelas empresas do setor alimentar é necessário garantir a segurança alimentar estabelecendo medidas de mitigação adequadas.

Reconhece-se que não existem dados suficientes sobre a presença de acrilamida em determinados alimentos, no entanto para assegurar um elevado nível de proteção da saúde humana, é conveniente que seja monitorizada a presença de acrilamida nos géneros alimentícios.

Foi divulgada hoje, a Recomendação (UE) 2019/1888 que estabelece uma lista não exaustiva de géneros alimentícios/categorias de géneros alimentícios, a fim de orientar as autoridades competentes e os operadores das empresas do setor alimentar quanto aos géneros alimentícios a monitorizar.

Com a adoção do Regulamento (UE) 2017/2158 e da recomendação acima mencionada, as Recomendações 2010/307/UE e 2013/647/UE são revogadas.

A Recomendação (UE) 2019/1888 pode ser consultada aqui.

Fonte: Qualfood

Os cientistas para o clima da ONU apresentaram, na semana passada, mais evidências sobre a forma como as alterações climáticas estão a afetar a produção de alimentos e os oceanos.

Dois estudos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) clarificaram a ligação entre as alterações climáticas e a agricultura, assim como o impacto que estas mudanças têm sobre os oceanos e as calotas polares. Os documentos foram apresentados aos eurodeputados das comissões de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar e de Pescas.

Produção alimentar e alterações climáticas: uma via de dois sentidos
O professor Jim Skea afirmou que as alterações climáticas estão a exacerbar a degradação do ambiente, como por exemplo a erosão dos solos ou a acidificação dos oceanos, o que, por sua vez, afeta as infraestruturas e tem um impacto na vida dos cidadãos. O melhor aproveitamento dos solos pode ajudar a combater as alterações climáticas, mas tem de ser complementado com outras ações.

Já o professor Jean-François Soussana sublinhou que o sistema de produção alimentar é responsável por entre um quinto a um terço de todas as emissões dos gases com efeito de estufa. Simultaneamente, as alterações climáticas afetam a segurança alimentar, provocando a escassez de colheitas de produtos como o trigo ou o milho. Alertou ainda que, no futuro, a estabilidade das nossas fontes de comida vai diminuir, ao mesmo tempo que a magnitude e a frequência dos eventos meteorológicos extremos vão aumentar.

Degelo e subida do nível do mar
De acordo com a comunidade científica, a subida do nível do mar está a acelerar, principalmente devido ao rápido degelo das calotas polares da Gronelândia e da Antártida.

O professor Hans-Otto Pörtner avisou ainda que, num cenário em que nada se modifica, o mar deve subir cerca de 5 metros até 2300. Para além disto, com o aquecimento dos oceanos, a vida marinha terá menos acesso ao oxigénio e aos nutrientes de que precisa, colocando em risco a segurança alimentar das comunidades especialmente dependentes da pesca.

Fonte: DistribuiçãoHoje

Não é novidade que certas bactérias utilizam luz como fonte de energia. Estas convertem energia solar em energia química para se alimentarem. Nesse sentido, uma nova investigação mostra como certas bactérias obtêm eletricidade a partir de cargas elétricas.

Comer energia pode ser importante nalguns cenários, alguns até radiativos.

Bactérias que poderão evoluiu para novas formas de vida multicelular

As bactérias não têm boca, por isso precisam de outra forma de trazer combustível aos seus corpos. A nova investigação revela como uma dessas bactérias puxa os eletrões diretamente de uma fonte de elétrodos.

Segundo um dos autores da investigação, Arpita Bose, a base molecular deste processo tem sido difícil de desvendar. Essa dificuldade advém da natureza complexa das proteínas envolvidas neste processo.

No entanto, agora, pela primeira vez, os cientistas perceberam como os micróbios fototróficos podem aceitar eletrões de substâncias sólidas e solúveis.

"Fiquei animado quando descobrimos que estas bactérias fototróficas usam uma nova etapa de processamento para regular a produção de proteína de transferência de eletrões-chave envolvidos neste processo. Referiu um coautor da investigação, Dinesh Gupta.

Bactérias poderão fabricar biocombustíveis

Os investigadores referem que esta investigação ajudará a projetar uma nova plataforma bacteriana. Assim, estas bactérias poderão ser alimentadas de eletricidade e dióxido de carbono para produzir compostos de valor agregado, como os biocombustíveis.

Obter a eletricidade através da camada externa das bactérias é o principal desafio. Essa barreira não é condutora e é impermeável a minerais e/ou elétrodos de ferro insolúveis.

Os investigadores mostraram que a tensão que ocorre naturalmente na bactéria Rhodopseudomonas palustris TIE-1 constrói um canal para aceitar eletrões através da sua membrana externa.

Comer eletricidade pode ajudar a limpar desastres ambientais

A bactéria depende de uma molécula auxiliar que contém ferro chamada de citocromo deca-heme c. Ao processar esta proteína, a TIE-1 pode formar uma ponte essencial para a sua fonte eletrónica.

A captação de eletrões extracelulares, ou EEU, pode ajudar os micróbios a sobreviver em condições de escassez de nutrientes.

Agora que a equipa documentou estes mecanismos por trás do EEU, espera-se que se possam usar como um marcador biológico para identificar outras bactérias que comem eletricidade na natureza.

Portanto, estes resultados ajudarão os investigadores a compreender a importância desta funcionalidade na evolução metabólica e na ecologia microbiana.

Para que poderão servir estas bactérias?

Há vários cenários que poderão ser o alvo destas bactérias. Um exemplo dado pela investigadora Bose é a limpeza de cenários radioativos. Assim, as bactérias poderiam alimentar-se de energia, transformar esta sua alimentação em algo diferente, limpo!

Fonte: Pplware

Mais de 100 cavalos foram apreendidos na quarta-feira durante uma fiscalização a duas explorações pecuárias, nos concelhos de Aljustrel e Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, adiantou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em comunicado, a GNR refere que o Comando Territorial de Beja, através do Núcleo de Proteção Ambiental de Aljustrel, apreendeu 104 cavalos.

A fiscalização da GNR foi efetuada na sequência de uma denúncia para a linha SOS Ambiente e Território.

A GNR fiscalizou 115 cavalos, dos quais 104 foram levados por falta de identificação e de condições de salubridade.

“No seguimento da fiscalização foi ainda detetada uma infração por falta de registo de exploração pecuária e levantados os autos de contraordenação por falta de identificação de equídeos e de bem-estar animal, punidos com coimas cujo valor máximo pode atingir os 3.750 euros”, adianta a GNR na nota.

A ação de fiscalização foi realizada em conjunto com elementos da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária do Alentejo, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo e dos Médicos Veterinários Municipais de Aljustrel e Ferreira do Alentejo.

Fonte: Sapo24

 

Dia 8 de novembro foi o dia escolhido pela Comissão Europeia para assinalar o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis, mais uma iniciativa integrada numa campanha de combate à obesidade nos Estados-Membros da União Europeia. A designação escolhida para este dia é, na nossa opinião, muito feliz, porque a nossa alimentação é diretamente influenciada pela forma como cozinhamos os alimentos. Não se pode falar de alimentação saudável, sem uma arte de cozinhar assente em princípios também eles saudáveis.

Num país como Portugal, onde o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é ainda a primeira causa de mortalidade, relembramos uma vez mais os seus fatores de risco: a hipertensão arterial, a fibrilhação auricular, a diabetes, a obesidade, a dislipidemia, o sedentarismo, o tabagismo, entre outros. A grande maioria destes fatores de risco é modificável pelos hábitos e estilos de vida dos portugueses, sendo elevado o impacto positivo da alimentação e da atividade física na saúde.

A Dieta Mediterrânica que integra a lista do património imaterial da UNESCO salvaguarda um conjunto de princípios orientadores em matéria de alimentação, que mais do que promotor de saúde, é património cultural e identitário do nosso país. Em jeito de TOP + e TOP -, deixamos um conjunto de orientações simples para uma alimentação e cozinha mais saudáveis, para um Portugal com mais saúde e menos AVC.

TOP +

- Mais água

- Mais fruta

- Mais hortícolas (mais sopa)

- Mais cereais integrais (arroz, massa, pão, entre outros)

- Mais produtos vegetais da época (respeitar a sazonalidade)

- Mais produtos frescos de produção local

- Mais produtos lácteos com menos gordura

- Mais peixe

- Mais carnes brancas

- Mais azeite

- Mais cozidos e grelhados

- Mais ervas aromáticas e especiarias para tempero e confeção

- Mais refeições por dia, mas pequenas

- Mais pequenos-almoços ricos e completos

- Mais atividade física em “mais” ar livre

TOP -

- Menos sal e produtos salgados

- Menos açúcar e alimentos açucarados

- Menos bebidas alcoólicas

- Menos alimentos processados e pré-confecionados

- Menos fritos, assados e refogados com muita gordura

- Menos carne e gordura animal

- Menos quantidade de alimentos no prato (escolha um prato mais pequeno)

- Menos desperdício alimentar

- Menos atividades sedentárias

Recomendações por Sandra Alves - Médica e Nutricionista e Membro da Sociedade Portuguesa do AVC.

Fonte: diariOnline

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou uma operação de fiscalização a nível nacional, dirigida aos estabelecimentos de retalho que comercializam e fabricam gelados. 

As ações visaram "verificar se os estabelecimentos cumprem as regras associadas à produção artesanal, bem como outros que apresentam menções como gelado tradicionalgelado bioDOP e IGP, as quais têm de cumprir os pressupostos legais para o seu uso", esclarece a ASAE em comunicado.

Em resultado desta ação foram fiscalizados 62 operadores económicos, de norte a sul do continente, tendo sido instaurados 19 processos contra-ordenacionais e suspensa parcialmente a atividade de dois operadores económicos.

Entre as principais infrações detetadas referem-se "o incumprimento das regras no quadro da segurança alimentar dos géneros alimentícios, a falta de mera comunicação prévia, a violação dos deveres gerais da entidade exploradora do estabelecimento de restauração e bebidas, a prática de atos de concorrência desleal, a falta ou insuficiências na rotulagem, a utilização abusiva ou fraudulenta das indicações geográficas ou do modelo de logótipo entre outras".

"Foram ainda apreendidos cerca de 100 litros de gelados, sorvetes e misturas para a sua preparação, por incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene" e "por falta, inexatidão ou deficiência na rotulagem".

O valor estimado da apreensão ronda os 1.500 euros.

"A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública para os consumidores", frisa em comunicado.

Fonte: SapoLifestyle

No passado, o controlo de pragas, consistia essencialmente na pulverização de pesticidas, aplicação de raticidas (controlo de ratos), pelo que muitas substâncias ativas empregues nos pesticidas, contribuíam para potenciar o risco em termos de saúde pública, saúde ambiental e espécies não alvo, entre os quais alguns animais das áreas envolventes.

Hoje em dia, mas também com a evolução tecnológica, o sector do controlo de pragas, tem por base a minimização do impacto ambiental da sua atividade, aliado à contribuição fundamental em prol da saúde pública. O controlo de pragas deverá ser realizado por especialistas, com formação adequada, enquadrados em organizações licenciadas e certificadas em prestação de serviços de controlo de pragas urbanas e agrícolas, que consideram preferencialmente a prevenção através de meios físicos e que apenas integram os tratamentos químicos como última etapa do processo.

O que abordamos anteriormente faz sentido? Certamente fará, uma vez que se impedirmos as pragas de acederem a uma instalação, certamente reduziremos a quantidade de biocidas a aplicar, privilegiando os sistemas de monitorização, o que será uma grande vantagem nas áreas de fabrico de alimentos por razões óbvias.

A presença de pragas em áreas alimentares, não deverá ser uma realidade, uma vez que a contaminação cruzada poderá surgir diversas vezes, potenciando o risco na segurança alimentar e consequentemente na saúde pública.

Algumas espécies, tais como os ratos transmitem febre, salmonella, tifo murino, leptospirose e outras patologias causadoras de doenças.

No que diz respeito às baratas e moscas, podem induzir o surgimento de bolores, leveduras, e.colistreptococcussalmonellaclostridium e uma série de outras bactérias nos alimentos.

Quais são os perigos da contaminação por pragas nos alimentos?

-Transmissão de agentes patogénicos

A transmissão de agentes patogénicos pode ocorrer de três maneiras: contaminação bacteriana, contaminação viral ou contaminação por parasitas. Pode acontecer quando a saliva, fezes, sangue ou matéria fecal de uma praga é transferida para a comida.

-Rápida multiplicação de bactérias

As bactérias podem multiplicar-se muito rapidamente, especialmente num ambiente quente e húmido, como recipientes cheios de comida.

-Contaminação cruzada

Pragas que contaminam alimentos podem ser a causa de contaminação cruzada - também conhecida como passagem de bactérias de uma fonte contaminada para uma não contaminada.

-Exposição a parasitas

As pragas podem transportar germes e bactérias que podem ser facilmente transferidos para alimentos, superfícies de alimentos e outros equipamentos de processamento de alimentos.

Atualmente, todas as empresas do sector alimentar que se dediquem a qualquer fase da produção, transformação, armazenagem e/ou distribuição de géneros alimentícios precisam implementar e desenvolver o sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP).

O HACCP tem por base uma metodologia preventiva, com o objetivo de evitar potenciais riscos que podem causar danos aos consumidores, através da eliminação ou redução de perigos.

De forma a prevenir, eliminar ou apenas reduzir os potenciais perigos durante o processo produtivo e consequente distribuição, devem ser tidos em conta alguns pré-requisitos, nos quais se integra o Plano Integrado de Controlo de Pragas, permitindo deste modo a aplicação efetiva do sistema HACCP.

Fonte: dnoticias

A Direcção-Geral da Saúde lança nesta quarta-feira uma campanha para incentivar os portugueses a aumentarem o consumo de fruta, hortícolas, leguminosas e água, enriquecendo a dieta de forma progressiva.

 “O objectivo principal é incentivar os portugueses a acrescentar alguns alimentos à sua alimentação, aqueles que sabemos que são os que mais fazem falta”, disse à agência Lusa a directora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), referindo-se à fruta, leguminosas, hortícolas e água.

 Maria João Gregório disse ainda que estes alimentos, segundo o último Inquérito Alimentar Nacional, são consumidos em quantidades inferiores àquelas que são as recomendações para a ingestão diária.

“Mais de metade da população portuguesa não cumpre a recomendação diária para a ingestão de fruta e de hortícolas, (...) nas leguminosas há uma percentagem muito baixa dos portugueses que cumpre com a recomendação e o consumo de água está a ser cada vez mais substituído pelo consumo de outras bebidas de têm açúcar”, afirmou.

 A responsável destacou a “divulgação ampla da campanha”, que estará presente a partir desta quarta-feira, e durante três semanas, nas principais estações de televisão, rádios, imprensa nacional e regional, múpis, cartazes em meios de transporte público e em meios online.

 

Mudar Passo a Passo

 “O objectivo é sensibilizar para a importância de fazer um reforço destes alimentos na nossa alimentação e ter estratégias que permitam motivar os portugueses a introduzir estas mudanças e dar também competência e capacitar para que consigam atingir aquilo que são os valores recomendados”, explicou.

 Maria João Gregório destacou ainda que “esta é uma campanha pela positiva” e que pretende “demonstrar aos portugueses que estas alterações na alimentação podem acontecer de forma gradual, passo a passo”.

 Questionada sobre quais os alimentos que estes quatro pretendem substituir na alimentação dos portugueses, Maria João Gregório apontou os “alimentos ricos em açúcar, sal e gordura”, lembrando que “a fruta pode ser um óptimo snack para as refeições intermédias” e que, muitas vezes, só é incluída na sobremesa das refeições principais.

 “Estes alimentos [frutas, leguminosas, hortícolas e água] têm baixo valor energético, têm uma elevada densidade nutricional e são ricos em nutrientes muito importantes, que muitas vezes não conseguimos encontrar noutros alimentos”, disse, destacando a fibra, cujo consumo deveria aumentar.

 A responsável pelo PNPAS lembra que há alimentos que os portugueses consomem “em quantidades superior às necessidades” e exemplificou: “Reduzir a quantidade de carne e de pescado e utilizar pontualmente as leguminosas como fonte também importante de proteína, quando combinada com outros cereais, como a massa ou o arroz, é uma possibilidade, mas sem deixar de fora nem a carne nem o pescado do nosso padrão alimentar”.

Reconhecendo que as mudanças nos hábitos alimentares são difíceis, Maria João Gregório sublinhou a importância das pequenas alterações, “passo a passo”, explicando que os alimentos a reforçar na alimentação não foram escolhidos por acaso.

 A campanha terá cobertura nacional, durará três semanas e será divulgada nas televisões, rádios, imprensa, nacional e regional, em mupis e em cartazes nos transportes públicos, além dos meios online.

 “Comer melhor, uma receita para a vida” é o slogan da campanha, que na primeira semana se focará em motivar o consumo de água, na segunda semana o de leguminosas e na terceira e última semana no consumo de fruta e hortícolas.

 Segundo o relatório de 2019 do PNPAS, os hábitos alimentares inadequados são um dos principais determinantes da perda de anos de vida saudável pelos portugueses e o baixo consumo de cereais integrais, fruta e frutos oleaginosos são os principais factores que contribuem para a perda de anos de vida saudável.

Fonte: Público

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou recentemente uma acção de fiscalização a um armazém de depósito de mercadorias em Mértola, no Baixo Alentejo, tendo suspendido a actividade e apreendido cerca de uma tonelada de produtos.


Segundo a informação obtida, a ASAE procedeu à Suspensão da actividade de um entreposto, em Mértola, por falta de licenciamento e Número de Controlo Veterinário e apreensão de 980 kg de produtos de origem animal, no valor de €15.240.

Fonte: O Digital