É já a partir do próximo mês de março que chegam novas etiquetas energéticas às lojas físicas e online. Os frigoríficos, congeladores, aparelhos de armazenagem de vinho, máquinas de lavar louça, máquinas de lavar roupa, máquinas combinadas de lavar e secar roupa, televisores e ecrãs digitais obtém já esta mudança no dia 1, ao contrário das lâmpadas, nas quais a mudança irá ocorrer apenas a 1 de setembro.
Mas afinal o que vai mudar nesta ferramenta tão útil? É simples; A nova etiqueta energética terá um novo grafismo e vai passar a ter uma escala de A a G, retirando-se classes A+, A++ e A+++. Vai ainda incluir um código QR que permite aos consumidores aceder a uma Base de Dados de Produtos Europeia e pictogramas, com informações adicionais sobre o desempenho e as características específicas dos produtos.
A BELT (Boost Energy Label Take Up) e o LABEL2020, financiados pela União Europeia ao abrigo do programa Horizonte 2020, foram os dois projetos apoiantes desta nova etiqueta, que tem como objetivo encorajar o público a comprar produtos mais eficientes e impulsionar os fabricantes a produzi-los. Em Portugal, a DECO PROTESTE, em colaboração com a Worten, é responsável pela implementação do Projeto BELT enquanto a ADENE, em estreita coordenação com a Direção-Geral de Energia e Geologia, é a entidade responsável pela implementação do projeto LABEL2020.
Fonte: Greensavers
Os cerca de 37 mil olivicultores transmontanos produziram, durante a última campanha, cerca de 15 mil toneladas de azeite.
O número é avançado pelo presidente da APPITAD – Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro. Francisco Pavão adianta que a campanha superou as expetativas. “O balanço é bastante positivo, quer em termos de quantidade de azeitona e de azeite, mas sobretudo em termos de qualidade que se manteve em excelente qualidade”.
E Francisco Pavão sublinha que a manutenção desta quantidade e qualidade do azeite transmontano é assegurada em condições bem menos vantajosas do que, por exemplo, no Alentejo, onde existe água em abundância.
O presidente da APPITAD volta a insistir que é urgente que o Governo invista num plano de regadio para a região transmontana. “Esta questão do regadio é fundamental, não a nível concelhio, mas ao nível intermunicipal que sejam criadas estruturas. Nós todos os dias, vemos passar água nos rios da região. Chove imenso, mas pouca desta água é armazenada. É fundamental que nós se queremos subsistir em Trás-os-Montes sejam criadas pequenas bacias de água que permitam aos agricultores regar. Mas sobretudo é necessário, que se eduquem os agricultores para a prática da rega, através do uso eficiente da água”, explica Francisco Pavão.
O dirigente desta associação adianta que para chegar a este patamar de excelência da qualidade do azeite de Trás-os-Montes, há vários fatores a contribuir. “Primeiro, a região manteve uma aposta clara nas suas variedades tradicionais. 99% do olival que foi plantado manteve a tipologia do olival tradicional da região, como a cobrançosa, a madural, a verdial, a cordovil, pelo que os azeites mantêm um perfil constante de qualidade. Depois, os nossos produtores continuam a tratar o olival com bastante carinho e antecipou-se bastante a colheita, o que se traduz numa grande qualidade”, refere Francisco Pavão que destaca ainda “as condições naturais, as variedades e o terroir permite obter um azeite distintos e bastante diferenciados”
O presidente da APPITAD diz ainda ser urgente que o Governo avance com um plano estratégico para a defesa e valorização do olival tradicional português. “Urge encontrar um plano de salvaguarda deste tipo de olival e que não olhe só para a produtividade, mas também como um olival que contribuiu para a biodiversidade, para a definição do mosaico da paisagem e fixação de populações, caso contrário, muitos olivicultores podem vir a abandonar essa prática”, alerta.
E para reforçar essa reivindicação, Francisco Pavão deixa um indicador importante. O dirigente lembra que os azeites obtidos a partir de olivais tradicionais têm ganho cerca 80 por cento dos prémios nacionais e internacionais do setor nos últimos anos.
Fonte: Agroportal
Continuando a incrementar o conjunto de informações disponibilizadas relativamente aos requisitos fitossanitários aplicáveis ao movimento de vegetais, produtos vegetais e outros objetos entre a UE e a Grã-Bretanha, a DGAV inicia hoje, com uma publicação dedicada em particular à Batata (de consumo e de semente), a divulgação de uma série de documentos sectoriais onde se detalham, para diversos grupos de produtos, as regras fitossanitárias, incluindo diversas proibições de importação na UE, resultantes do Brexit.
Ao longo da semana em curso serão publicados mais documentos deste conjunto abrangendo, entre outros, grupos de vegetais como “Plantas para plantação”, “Frutos”, etc., tendo em linha de conta os principais movimentos entre o nosso país e a Grã-Bretanha.
Fonte: DGAV
A recusa da União Europeia em permitir o cultivo de variedades geneticamente modificadas levou à libertação de 33 milhões de toneladas de dióxido de carbono. É a conclusão de um estudo realizado por cientistas dos EUA e da Alemanha.
Com exceção de Portugal e Espanha, que produzem apenas uma variedade geneticamente modificada de milho, a União Europeia proíbe os seus Estados Membros de utilizar sementes melhoradas por engenharia genética. Mas essa política tem custos ambientais muito altos, segundo um estudo pré-publicado no bioRxiv, realizado por investigadores do instituto de Investigação Breakthrough, no Estado norte-americano da California, e da Universidade de Göttingen, na Alemanha.
Ainda sem revisão formal dos pares, o estudo mostra que recusa da UE em permitir o cultivo de variedades geneticamente modificadas (GM) levou a uma emissão anual extra de 33 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a 7,5% das emissões de gases de efeito estufa de todo o setor agrícola europeu ou ao que 10 a 20 centrais a carvão poderiam emitir num ano.
E como afirmam os próprios autores, se tivessem levado em consideração a influência que a UE tem em África e na Ásia relativamente aos OGM, a utilização da biotecnologia na agricultura “permitiria a redução de muito mais do que 33 milhões de toneladas na emissão de CO2.”
Emma Kovak, Dan Blaustein-Rejto e Matin Qaim acrescentam que o uso das novas tecnologias de edição de genomas no desenvolvimento de novas variedades agrícolas poderia adicionar grandes benefícios à mitigação dos gases com efeito de estufa.
Para mais informações, leia a pré-publicação do estudo no bioRxiv e a notícia relacionada do jornalista, escritor e ativista ambiental britânico Mark Lynus, no site da Cornell Alliance for Science.
Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia
A câmara municipal da ilha cabo-verdiana da Boa Vista proibiu a partir de hoje o abate sem autorização de suínos, depois de confirmados laboratorialmente sete casos de Peste Suína Africana (PSA), anunciou a autarquia.
Em comunicado, a Câmara da Boa Vista refere que das 31 amostras suspeitas enviadas para análise no laboratório veterinário da Direção de Serviço da Pecuária cabo-verdiano, sete foram confirmadas com anticorpos de PSA.
Os casos foram registados em explorações suinícolas localizadas na Zona Industrial de Sal-Rei, tendo as autoridades locais avançado com a implementação de medidas sanitárias, envolvendo a Câmara da Boa Vista, o Ministério da Agricultura e Ambiente, a Delegacia de Saúde e Polícia Nacional, “em prol da defesa da Saúde Pública”.
Acrescenta que ficam “totalmente proibidas” atividades como o abate de suínos “sem a devida autorização”, a circulação de suínos entre localidades daquela ilha e para outras ilhas, incluindo produtos derivados.
No comunicado é feito ainda apelo à colaboração da população para não adquirir ou consumir carne de porco sem o certificado de salubridade emitido pela autoridade veterinária local “e, em circunstância alguma, consumir carne de porco de origem duvidosa”.
Fonte: Agroportal
O projeto-piloto “Quando do Velho se Faz Novo, Todos Ganham. Ganha o Planeta!”, de recolha de embalagens de bebidas de plástico em máquinas automáticas, conseguiu desde março de 2020 um total de 12 milhões de embalagens depositadas pelos consumidores. Em média, foram depositadas 39 mil embalagens por dia, o que permitiu a reciclagem de perto de 350 toneladas de plástico PET, convertidas em novas garrafas.
Nesta primeira fase, por cada embalagem depositada os consumidores recebiam um talão de desconto em compras ou com um valor a reverter como donativo para instituições de apoio social. Foram emitidos talões no no valor de 510 mil euros, sendo que 10 mil foram revertidos para apoios sociais.
O projeto entra agora numa segunda fase, a decorrer até 15 de setembro de 2021, na qual os talões serão direcionados exclusivamente a 23 instituições de apoio social, selecionadas online pelos próprios consumidores.
Além de ser um vegetal muito nutritivo, o brócolo tem também vários benefícios no sistema imunitário e na produção de bioplásticos, sugere uma tese de doutoramento da Universidade de Aveiro.
Uma aluna do Programa Doutoral em Ciência e Tecnologia Alimentar e Nutrição, apresentou no seu trabalho uma proposta para a valorização económica dos subprodutos do brócolo.
“As suas partes com menos valor comercial, que correspondem a cerca de 70% do brócolo e que não se veem nas prateleiras dos supermercados, têm constituintes que funcionam como ativadores do sistema imunitário”, explica a UA em comunicado. Comprovou-se assim que os polissacarídeos pécticos extraídos dos brócolos têm um efeito positivo na função imunológica e na saúde.
O bioplástico é produzido através de uma biomassa de amido de milho ou batata, por exemplo, e é biodegradável, sendo por isso uma importante alternativa ao plástico tradicional.
Fonte: Greensavers
Apesar do ano de 2020 ter ficado marcado pela pandemia da Covid-19, os portugueses não deixaram de reciclar. Segundo a Sociedade Ponto Verde (SPV), a recolha seletiva de embalagens aumentou 13% face a 2019, o que levou à recolha de 409 mil toneladas de embalagens.
Registou-se um aumento de 39,7% nas embalagens de papel e cartão, de 7,6% nas embalagens de plástico e de 1,3% nas embalagens de vidro. Foi assim possível evitar a emissão de 158 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).
“Num ano caracterizado pelos fortes impactos da pandemia, os portugueses continuaram comprometidos com a causa da reciclagem e podemos por isso afirmar que a recolha seletiva não abrandou com o confinamento. Existem novos desafios a superar após mais um confinamento e um futuro incerto, porém, o compromisso com a reciclagem e com a cidadania ambiental deverá fazer sempre parte do dia-a-dia de cada um”, afirma Ana Isabel Trigo Morais, CEO da SPV.
O investigador Fernando Rei da Universidade de Évora (UÉ) começou por estudar como poderia limitar a mosca-da-azeitona recorrendo a alternativas de captura em massa, além das armadilhas de tipo Olipe, que consistem em uma “garrafa de plástico com capacidade de 1,5 litros contendo no interior uma solução que emana compostos voláteis atrativos para os insetos adultos da praga”. Dado que esta praga pode “reduzir em mais de 90% a produção de azeitona para azeite”, procurar por outras metodologias é essencial. Além disso, a “utilização de inseticidas químicos tem sido uma constante com um impacto significativo no meio ambiente”, explica o especialista.
É no âmbito do projeto ‘A Proteção Integrada do olival alentejano. Contributos para a sua inovação e melhoria contra os seus inimigos-chave’, que surgem os três dispositivos, que têm como objetivo “capturar um elevado número de indivíduos da praga e reduzir significativamente a sua população e consequentemente o seu impacto nos olivais”. Estes permitem diminuir o número de armadilhas necessárias por hectare “passando de 57 armadilhas do tipo Olipe para a utilização de apenas 11 a 12 destas estações de captura”.
Foram assim criados “dois modelos de estações de captura massiva, com reduzida manutenção de funcionamento, de forma cilíndrica e de grandes dimensões (70 x 30 cm), dispostas verticalmente, possuindo as extremidades abertas maximizando a circulação do ar no seu interior, tanto de forma passiva, promovida por convecção térmica, como ativa, por ação de uma ventoinha no seu interior”. As estações são ainda distintas internamente, “uma possui um eletrocutor enquanto outra utiliza placas amarelas com adesivo verificando-se ainda diferenças quanto aos dispositivos eletrónicos e elétricos necessários para o seu funcionamento”.
Com um desenho inovador, os sistemas aguardam agora atribuição de patente europeia.
Fonte: Greensavers
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