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13 entidades espanholas, francesas e portuguesas do setor vitivinícola uniram esforços para reduzir significativamente o uso de cobre na viticultura, bem como o seu impacto ambiental.

A ADVID participa, através do Departamento de Serviços Técnicos e do CoLAB VINES&WINES, no projeto COPPEREPLACE, liderado pela Plataforma Tecnológica del Vino (PTV) e aprovado para financiamento pelo Programa Interreg Sudoe. Trata-se de uma iniciativa inovadora que tem como foco a Europa e cujo objetivo é oferecer soluções integradas, sustentáveis e alinhadas com métodos de produção amigos do ambiente.

Para cumprir o seu propósito, entre novembro de 2020 e fevereiro de 2023, o COPPEREPLACE será desenvolvido por um consórcio internacional robusto formado pela Plataforma Tecnológica del Vino (PTV), a Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), o Institut François de la Vigne et du Vin (IFV), o Centro de Valorización Ambiental del Norte (CVAN), a Universitat Politècnica de Catalunya (UPC-UMA), a Vignerons Bio Nouvelle Aquitaine (SVBNA), a Fundación EURECAT, a Familia Torres, a Universidade do Porto (GreenUPorto), a Universidad de Vigo, a LBS (Gérard Bertrand) e a Jean Leon. Adicionalmente, a consultora Artica Ingeniería y Innovación (artica+i), que exerce funções enquanto gabinete técnico do projeto, apoiará o consórcio nas fases de conceção e definição da proposta, bem como na monitorização e justificação técnico-económica.

Mais ainda, o COPPEREPLACE criará uma rede de stakeholders, constituída por viticultores e outros representantes do panorama vitivinícola internacional, que pretende envolver todos os intervenientes interessados no projeto, para que possam contribuir com os seus conhecimentos e competências.

Este projeto, cujo título completo é “Desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, produtos e estratégias para reduzir a aplicação de cobre em vinhas e remediar solos contaminados na região SUDOE”, tem um orçamento superior a 1,6 milhões de euros e recebeu um financiamento acima de 1 milhão de euros por parte do Programa de Cooperação Interreg V-B Sudoeste Europeu (Interreg Sudoe).

Fonte: Agroportal

A Organização Mundial de Saúde lançou novas recomendações para a atividade física e comportamento sedentário. O documento, produzido no final de 2020, foi traduzido para português pelo Programa Nacional de Promoção da Atividade Física, da Direção-Geral da Saúde (PNPAF-DGS).

O princípio base deste documento é o de que toda a atividade física conta e de que quanto mais, melhor. 

As recomendações são individualizadas para crianças e adolescentes (5 a 17 anos), adultos (18 a 64 anos), idosos (65 anos ou mais), mulheres grávidas e no pós parto, adultos e idosos com doenças crónicas (18 anos ou mais), crianças e adolescentes (5 a 17 anos) com deficiência e adultos (18 ou mais) com deficiência, e sublinham, de forma fundamental a importância de cada movimento. Uma mensagem ainda mais central neste contexto pandémico e de confinamento social. 

Conheça os seis princípios básicos do documento:

  1. A atividade física é boa para o coração, o corpo e a mente;
  2. Qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma, e quanto mais melhor;
  3. Toda a atividade física conta;
  4. O fortalecimento muscular beneficia toda as pessoas;
  5. Demasiado comportamento sedentário pode ser prejudicial à saúde;
  6. Todas as pessoas podem beneficiar com o aumento da atividade física e redução do comportamento sedentário, incluindo mulheres grávidas e no pós-parto e pessoas com doenças crónicas e deficiências .

Para além destas recomendações internacionais, neste momento estão a ser desenvolvidas as recomendações de movimento de 24 horas, as primeiras recomendações adaptadas à população portuguesa integrando atividade física, comportamento sedentário e sono, projeto coordenado por Rute Santos, diretora-adjunta do PNPAF.

Descubra a tradução Portuguesa aqui.

Fonte: DGS

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas procedeu à colocação do selo AR SAUDÁVEL, no Centro Cultural de Belém, no dia 5 de fevereiro. Este momento simbólico insere-se nos trabalhos e atividades desenvolvidas pela DGS e pela Associação Portuguesa Empresas Sectores Térmico, Energético, Eletrónico e do Ambiente (APIRAC), relacionadas com a Presidência Portuguesa do Conselho Europeu. 

Este evento visou realçar a importância da correta ventilação dos espaços interiores. O recurso à ventilação natural e mecânica, bem como o tipo de materiais usados na construção, o tipo de produtos utilizados na limpeza e higienização destes espaços, a taxa de ocupação e a qualidade do ar exterior influenciam a componente do ar interior e a saúde dos seus ocupantes. O selo de Ar saudável uma garantia de um correto equilíbrio entres estas diferentes variáveis e de se respirar um ar saudável, aspetos que contribuem para uma boa saúde respiratória e para uma melhor qualidade de vida dos Portugueses. 

A DGS realçou o trabalho desenvolvido pela APIRAC, nos aspetos associados à qualidade do Ar interior e na avaliação dos equipamentos AVAC ( Aquecimento Ventilação e Ar condicionado ) no Centro Cultural de Belém, nas principais salas que são suporte às Reuniões da Presidência Portuguesa da UE.

Fonte: DGS

Dois mil milhões de lâmpadas usadas, o equivalente a 250 mil toneladas, já foram recicladas em toda a Europa.Este número resulta do esforço conjunto de 19 organizações de vários países que integram a associação europeia de recolha e reciclagem de lâmpadas e outros equipamentos elétricos de iluminação, a EucoLight, entre as quais está portuguesa  Electrão – Associação de Gestão de Resíduos.“Atingir a reciclagem de dois mil milhões de lâmpadas – o equivalente a 140 vezes o peso do London Eye – só foi possível graças à crescente sensibilização dos cidadãos europeus que estão cada vez mais cientes da importância de reciclar lâmpadas e outros equipamentos elétricos fora de uso”, indica fonte da Electrão em comunicado.
Segundo um estudo realizado pela EucoLight, em 2020, 88 por cento dos cidadãos identifica o local correto para a deposição dos equipamentos elétricos usados, incluindo lâmpadas.
 
A EucoLight assinalou este feito numa sessão online que contou com a participação de membros do Parlamento Europeu e de representantes das principais empresas e instituições dedicadas à produção e reciclagem de lâmpadas e equipamentos elétricos de iluminação.O Director-Geral do Electrão, Pedro Nazareth, foi um dos responsáveis das várias entidades gestoras europeias de lâmpadas usadas a deixar uma mensagem sobre as conquistas e os desafios na recolha e reciclagem.
Em cinco anos, entre 2015 e 2019, as empresas aderentes ao sistema do Electrão colocaram no mercado cerca de cinco mil toneladas de lâmpadas usadas.  Neste período o Electrão assegurou a recolha de cerca de duas mil toneladas dessas lâmpadas, que foram encaminhadas para tratamento e valorização. Neste fluxo a taxa de reciclagem atingiu, em média, os 87 por cento nestes cinco anos.“Estes números, que atingimos com a colaboração dos nossos parceiros, deixam-nos muito orgulhosos, mas a taxa de recolha e reciclagem tem que aumentar para fazer face às metas nacionais e europeias. Por essa razão vamos, por um lado, manter o investimento nas campanhas de comunicação e sensibilização. Por outro lado, pretendemos melhorar a rede de recolha, não apenas em quantidade, mas em qualidade de serviço para estarmos mais perto do cidadão e tornar a deposição mais conveniente”, garantiu Pedro Nazareth.O Electrão, entidade gestora de embalagens e pilhas usadas, é responsável também pela gestão de 70 por cento de todos os equipamentos eléctricos usados em Portugal, nos quais está incluída a categoria de lâmpadas.

Fonte: Greensavers

 

O efeito benéfico dos nutrientes na saúde reúne consenso. O mesmo não sucede com a aplicação de ferramentas biotecnológicas para aumentar o aporte nutricional dos alimentos. Isto, apesar dos cientistas afirmarem que a biotecnologia pode aumentar a qualidade, por exemplo das frutas, conforme se lê na revisão de um estudo.

Os nutrientes são responsáveis pela regulação de diversos processos metabólicos e bioquímicos e contribuem para a prevenção de doenças crónicas. Uma vez que as frutas são fontes naturais de variados nutrientes se, inclui-las na nossa dieta é meio caminho andado para uma alimentação equilibrada.

Os seus efeitos benéficos na saúde incentivam cientistas em todo o mundo a procurar novas formas de melhorar o aporte nutricional das frutas. Foi esse o mote para a revisão de um estudo, publicada na ScienceDirect, que resume justamente muitas das tentativas realizadas durante as últimas décadas para aumentar a qualidade nutricional de árvores de fruto através quer da aplicação de tecnologias de melhoramento tradicional e molecular, quer das novas técnicas de melhoramento (NBT), entre as quais a edição de genomas.

“O aumento dos níveis de micro/macronutrientes e a diminuição da quantidade de antinutrientes são considerados objetivos principais para a melhoria do valor nutricional das árvores frutíferas”, lê-se na revisão intitulada Melhoria da qualidade nutricional em espécies de árvores frutíferas através de abordagens tradicionais e biotecnológica.

Sobre as ferramentas biotecnológicas, os autores afirmam que “permitiram a identificação e validação de genes envolvidos na regulação de classes específicas de compostos nutricionais em árvores frutíferas, úteis na obtenção de produtos melhorados nutricionalmente”. Ou seja, as “NBT são tecnologias alternativas às técnicas clássicas de melhoramento para regular um ou mais nutrientes essenciais das árvores frutíferas, de maneira mais rápida e precisa”.

Nesta revisão, os autores destacam alguns aspetos como as várias limitações apresentadas pelo melhoramento convencional, a otimização do melhoramento convencional através da aplicação de técnicas moleculares, a capacidade das novas ferramentas biotecnológicas para melhorar a qualidade, a preocupação que a engenharia genética ainda suscita na opinião pública e o seu reflexo nas questões regulatórias.

Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia

As exportações agroalimentares nacionais subiram 2,5% em 2020, impulsionadas pelas de animais vivos e carnes, miudezas e comestíveis, que avançaram, respetivamente 20,9% e 15,7%, segundo dados do INE, divulgados pelo Governo.

“Apesar dos efeitos provocados pela pandemia covid-19, as exportações do setor agroalimentar tiveram um comportamento positivo ao longo de 2020. Segundo dados do INE, o complexo agroalimentar fechou o ano a crescer 2,5% nas exportações”, indicou, em comunicado, o Ministério da Agricultura.

Por tipo de produto, as exportações de animais vivos aumentaram, no período em causa e face a 2019, 20,9% e as de carnes, miudezas e comestíveis 15,7%, afirmando-se como os grupos que mais subiram em termos de percentagem.

Já as plantas vivas e produtos de floricultura avançaram 8,8% e as frutas – cascas de citrinos e melões 6,3% e os vinhos e mostos 3,2%.

Só as exportações da agricultura, de janeiro a dezembro de 2020, progrediram 5,5%, em comparação com o ano anterior.

Citada no mesmo documento, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, defendeu que estes dados “evidenciam a resiliência e capacidade de trabalho dos agricultores portugueses e de todo o setor agroalimentar”, revelando a eficiência das medidas de crise adotadas para apoiar o setor.

A governante sublinhou ainda que a Política Agrícola Comum (PAC) contribui “para a resiliência e uma maior capacidade de resposta do setor agrícola às crises”.

Maria do Céu Antunes assegurou que o executivo vai continuar a acompanhar os produtores para continuar a disponibilizar medidas para que “a agricultura continue a alimentar quem sempre nos alimentou”.

Em 2020, o Governo lançou um pacote de medidas para o setor do vinho no valor de 18 milhões de euros, bem como uma medida específica para a Região Demarcada do Douro, com a criação de uma reserva qualitativa para o vinho do Porto, com cinco milhões de euros de dotação.

Para o setor das flores de corte e plantas ornamentais foi lançada uma linha de crédito no valor de 20 milhões de euros, enquanto no âmbito do programa operacional das frutas e hortícolas foi alargada a medida de retirada de mercado.

No âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) foi também lançado um pacote de 12,2 milhões de euros para os setores das aves e dos ovos, carne de suíno e leite e pequenos ruminantes.

Fonte: Agroportal

O Governo decidiu manter a taxa sanitária e de segurança alimentar nos sete euros para este ano, de acordo com a Portaria n.º 35/2021 publicada, esta sexta-feira, em Diário da República.

“O valor da «taxa sanitária e de segurança alimentar mais» para o ano de 2021, é de (euro) 7 por metro quadrado da área de venda do estabelecimento comercial“, pode ler-se no diploma.

A taxa em causa aplica-se a titulares de estabelecimentos de comércio alimentar de produtos de origem animal ou vegetal, estando isentos do pagamento os estabelecimentos com uma área de venda inferior a 2.000 metros quadrados ou pertencentes a microempresas.

O pagamento deve ser efetuado em duas prestações, após notificação eletrónica, de montante igual até ao final dos meses de maio e outubro, respetivamente. O diploma entra em vigor amanhã e produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2021.

Poderá consultar o documento na sua plataforma Qualfood, aqui.

Fonte: DRe/Qualfood

O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) prevê aplicar 2,5 milhões de euros na promoção em 2021, um reforço de mais 20% para a realização de ações a nível nacional e internacional, anunciou o organismo.

Marcado pela pandemia de covid-19, o ano de 2020 provocou uma quebra na ordem dos 50 milhões de euros nas duas denominações de origem protegidas – Porto e Douro. O volume de negócios atingiu os 517 milhões de euros, menos 9,5% do que no ano anterior (570 milhões de euros).

Gilberto Igrejas, presidente do IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real, afirmou hoje à agência Lusa que o orçamento destinado à promoção aumentou na ordem dos 20% para 2021, prevendo-se investir 2,5 milhões de euros em ações “muito voltadas para o mercado internacional, mas não descurando o mercado nacional”.

O plano de internacionalização a concretizar, se a situação pandémica assim o permitir, irá centrar-se em formações por exemplo, em escolas de hotelaria, concursos, provas, jantares vínicos, entronizações, ações com profissionais e consumidores, bem como missões inversas, trazendo jornalistas para descobrir a Região Demarcada do Douro.

As iniciativas passarão pela França, Suíça, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Estados Unidos da América (EUA), Canadá, Brasil, entre outros países.

Quanto ao Reino Unido, segundo Gilberto Igrejas, está a ser desenvolvida uma parecia com a Universidade de Oxford que “vem consolidar a aliança luso-britânica” que assinala 650 anos em 2023.

Em Portugal, pretende-se retomar as provas nos aeroportos do Porto e Lisboa, o evento vínico e gastronómico “Tast in Douro”, comemorar o Dia do Vinho do Porto (10 setembro) e apresentar a Rota dos Vinhos do Douro e Porto, integrada numa grande rota a Norte, numa iniciativa conjunta com a entidade de Turismo do Porto e Norte e também as três comissões vitivinícolas regionais.

Gilberto Igrejas disse que “falta democratizar” o consumo de vinho do Porto, podendo este ser “celebrado praticamente em todos os dias”.

Nesse sentido, lembrou a campanha lançada em dezembro “Onde levas o teu Porto?”, que faz um apelo ao “consumo regrado e moderado pelos mais jovens”.

A campanha pretende alargar os momentos de consumo atingindo os consumidores mais jovens, aumentar a procura, ao mostrar a extensa variedade de tipos e categorias de vinho, cortar amarras com a tradição do seu consumo exclusivo em momentos solenes e, assim, conseguir novos hábitos que democratizem o seu consumo.

Este vai também ser um ano de uma maior aposta no digital, com o lançamento de um novo sítio do instituto na Internet.

Em 2021, o IVDP quer ainda reforçar a proteção das denominações de origem em mais países e uma outra linha de ação definida é a sustentabilidade ambiental na mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo.

Com o início da pandemia em março de 2020, os mercados fecharam as portas e, no Douro, temeu-se uma redução significativa nas vendas dos vinhos da região.

O ano acabou com quebras de 10%, em termos de valor, para os vinhos do Porto e de 8,5% para os vinhos do Douro, num total de 9,5% para as duas denominações de origem.

Segundo Gilberto Igrejas, o vinho do Porto teve uma diminuição mais acentuada no mercado nacional, arrastado pelo encerramento do canal Horeca (hotéis, restaurantes, cafés) e pela redução do turismo.

O Porto exportou menos 3,7% em valor e o Douro 0,7%. Nas duas denominações de origem o mercado nacional significou menos 20%.

Com o confinamento em Portugal, os consumidores optaram pelas plataformas digitais para a aquisição de vinhos, principalmente os de mesa. No entanto, a reação positiva das vendas ‘online’ e o aumento do consumo em casa não compensaram o impacto negativo nas vendas no mercado nacional.

Fonte: Agroportal

No âmbito do Projeto RE-EAT Rocha Pear, que tem como objetivo a definição de estratégias de recuperação de amadurecimento no pós armazenamento da pera Rocha, está a decorrer um questionário online “Pera Rocha – O pulsar do Oeste Rural”, sobre a caracterização do consumo de Pera Rocha, dirigido ao público em geral.

Este é um projeto de co-promoção desenvolvido pelo Rocha Center – Centro de Pós-Colheita e Tecnologia, ACE, Escola Superior de Biotecnologia – Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP), Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e Frutus – Estação Fruteira do Montejunto, CRL.

O inquérito está disponível em: https://forms.gle/eJjVuKKUtYYfaGGNA

Fonte: Agroportal

As alterações climáticas vão mudar as condições agrícolas e aumentar as pragas na Europa, as zonas de produção serão alteradas e os rendimentos e preços serão mais variáveis, prevê um estudo hoje divulgado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA).

Segundo o documento, serão também afetados os padrões de cultivo, o comércio internacional e os mercados regionais, ainda que não se prevejam diminuições na produção pelo menos até 2050.

Alerta-se no estudo que se por um lado a União Europeia (UE) é autossuficiente em termos de cereais e legumes, há que ter em conta a vulnerabilidade em relação a produtos tropicais importados, ou alimentação para animais.

Por esse motivo, preconiza a AEA, é preciso diversificar o comércio, envolvendo mais países e alterando as formas de importação, para evitar riscos de rotura de abastecimento. As políticas públicas podem ajudar reduzindo a procura de produtos vulneráveis, nomeadamente produtos associados a elevadas pressões ambientais, e a UE deve despender mais apoio para a adaptação internacional às alterações climáticas.

O estudo, encomendado pela AEA, combina informação sobre os impactos das alterações climáticas globais na produção agrícola com informações sobre o perfil de importação da UE e a vulnerabilidade às alterações climáticas dos países de origem dos produtos.

A agricultura, diz a AEA, é dos setores mais sensíveis às alterações climáticas, porque depende dos tipos de solo, do clima e da biodiversidade e é afetada pela precipitação, humidade e temperatura. As mudanças no clima podem levar a mais e diferentes pragas e alterar os comportamentos dos polinizadores, o crescimento das culturas e mudar o uso da terra.

Citando estudos feitos nos últimos 10 anos a AEA alerta para uma diminuição da produção de milho e trigo e considera que as alterações climáticas afetaram negativamente a produtividade das principais culturas na Europa.

Refere que na próxima década se deve manter a capacidade de oferta global de alimentos à medida que aumenta a procura, o que pode mudar a longo prazo, com as alterações climáticas a afetarem a produtividade e a fazer “aumentar significativamente” os preços dos produtos.

A Europa, diz a AEA, não terá “preocupações imediatas de segurança alimentar” devido às alterações climáticas, mas é fortemente dependente de produtos como soja e milho, cacau, café ou bananas, óleo de palma, beterraba ou açúcar de cana, produtos importados de poucos países (Malásia, Indonésia, Brasil ou Estados Unidos) pelo que nesta área fica mais vulnerável.

Fonte: Greensavers