Este ano, Brassica oleracea ou couve kale foi a terceira classificada pelo Environmental Working Group (EWG) na lista de frutas e vegetais com maiores quantidades de resíduos de pesticidas. Em primeiro lugar está o morango, seguido do espinafre e depois a couve kale.
Este resultado é consequência da amostragem anual efetuada pelo Departamento de Agricultura dos Estados-Unidos (USDA) e da Food and Drug Administration(FDA) ao nível dos resíduos de pesticidas em frutas, vegetais e legumes.
A couve kale de produção convencional, nomeadamente as suas amostras revelaram que mais de 92% destas exibiam pelo menos dois tipos de resíduos de pesticidas. Outras incluíam tantos quanto dezoito tipos diferentes de pesticida.
Todos os anos as frutas e vegetais testados variam assim como os pesticidas em análise, sendo que a última vez que a couve kale tinha sido testada foi em 2009 onde protagonizou o oitavo lugar da lista.
Nesta análise, a couve kale continha resíduos de imidacloprida, um substituto de nicotina que é tóxico para insetos. Contudo, em 2019 este pesticida não foi contemplado.
Uma das razões que justifica o maior nível de contaminação têm que ver com o crescimento rasteiro da planta, muito próximo do chão e facilitando a exposição a insetos. Além disso, as delicadas folhas da couve kale tornam-na uma excelente candidata à pulverização de modo a evitar infestações.
Apesar destes resultados e das preocupações em torno dos pesticidas, as pessoas não devem ser dissuadidas de consumir fruta fresca e vegetais. Uma boa opção passa por selecionar frutas e vegetais menos contaminados como o abacate, milho doce, ananás, ervilhas, cebolas, papaias, beringelas, espargos, kiwis, repolhos, couve-flor, brócolos, cogumelos, entre outros.
Fonte: Time
A sidra é uma bebida obtida a partir da fermentação do sumo de maçã, com um conteúdo alcoólico entre 4,5% e 7%.
Esta pode ser obtida por utilização de frutos frescos, espremidos no momento, mas também através de concentrado de sumo de maçã ou da combinação de ambos.
No caso do uso exclusivo de concentrado, ocorre uma carência de aminoácidos e minerais essenciais ao metabolismo das leveduras pelo que a fermentação é pouco eficiente, dando origem a sidras de baixa qualidade.
Contudo, a utilização de concentrado de sumo de fruta em microcervejaria torna-se ideal, facilitando a sua produção em países onde a maçã é escassa. Além disso, o concentrado é mais resistente à degradação microbiológica e química, como resultado da redução da atividade de água.
Em celebração desta bebida e com o objetivo de distinguir as melhores sidras a nível mundial, criou-se o prémio The World Cider Awards, o qual Portugal já ganhou em 2018.
Um recente estudo de mercado quantifica, na vaga global de 2018, em um milhão e 593 mil o número de indíviduos que referem ter consumido sidra nos últimos 12 meses. Este valor representa 19,3% dos residentes em Portugal Continental, com mais de 18 anos.
O consumo desta bebida tem crescido sistematicamente e parece ser segmentado por idade: mais de metade do seus consumidores tem menos de 35 anos, representando uma percentagem de 80,9%. A taxa baixa para um mínimo de 6,3% junto dos indivíduos com mais de 64 anos.
Fonte: Grande Consumo
A proposta de iniciativa de cidadania intitulada "Salvemos as abelhas! Proteção da biodiversidade e melhoria dos habitats dos insetos na Europa" sustenta-se na fundamentalidade da presença de insetos nos ecossistemas para garantir a segurança alimentar.
Nesse sentido, a Comissão deverá adotar legislação para manter e melhorar os habitats dos insetos, indicadores de preservação do ambiente. As principais linhas de atuação são a redução drástica da utilização de pesticidas, a proibição daqueles que se provem nocivos e a reestruturação dos critérios de elegibilidade
Além do referido, pretende-se ainda promover uma maior diversidade estrutural das paisagens agrícolas que permita eficazmente reduzir os fertilizantes. Toda a iniciativa parte do pressuposto da intensificação de investigação na área, bem como na melhoria do acompanhamento e educação para a temática.
Consulte a Decisão (UE) 2019/847 da Comissão, hoje publicada e que entra em vigor a 27 de maio de 2019, para um melhor entendimento sobre os objetivos da iniciativa.
Fonte: EuroLex
A utilização de aditivos alimentares remonta milhares de anos, sendo que os primeiros processos de conservação alimentar resumem-se a salmoura, vinagre e fumagem.
Posteriormente, presenciou-se um aumento considerável do número de substâncias naturais e artificiais, com as mais variadas funções adicionadas aos alimentos pela indústria alimentar moderna.
Apesar do seu uso estar perfeitamente disseminado, mediante autorização da União Europeia, pouco se sabe a nível científico sobre as reações adversas e, particularmente, hipersensibilidade imunológica. Ainda assim, sabe-se que a prevalência de reação a aditivos alimentares é reduzida e, por isso, muitas vezes não diagnosticada.
Os aditivos podem ser classificados de acordo com a sua função, cor ou com base na sua origem natural ou sintética. No último caso, sabe-se que a maioria dos corantes utilizados são sintéticos.
No caso de corantes alimentares como o carmim (E120), colorau (E160b) e açafrão (E164) existem declarados raros casos de anafilaxia. Os corantes podem também causar asma, alterações na mucosa gástrica, manifestações na pele(urticária, dermatite), entre outros.
Os efeitos não se limitam a reações imunológicas e, em muitos casos, exigem requisitos adicionais de rotulagem.
É o caso dos corantes azóicos como a Tartarazina (E 102), Amarelo-Sol FCF (E110), Azorrubina (E122), Ponceau 4R (E124) e Vermelho-Altura AC (E129) em que se exige a indicação adicional Nome ou número E do(s) corante(s): pode causar efeitos negativos na atividade e na atenção das crianças, estabelecido no Anexo V do Regulamento (CE) n.º 1333/2008.
Existem muitos estudos no caso particular das crianças e corantes, contudo é importante relembrar que a reação alérgica é rara e de manifestação clínica pouco grave na população em geral, estando a probabilidade apenas aumentada em indivíduos atópicos ou em situações de exposição excessiva.
Um dos principais problemas de diagnóstico da reação a corantes alimentares é a identificação dos agentes causadores, que apenas se pode perceber por um histórico comparativo de reação ao consumo de alimentos com ou sem aditivos.
O tratamento passa por evitar o corante causador visto não existirem procedimentos documentados de dessensibilização eficaz.
Fonte: Annals of Allergy, Asthma & Immunology
A respeito do consumo de alimentos ultraprocessados, Hall et al.(2019) efetuou uma investigação que envolveu 20 voluntários saudáveis, cuja totalidade das suas refeições foi preparada no Centro Clínico do Instituto Nacional de Saúde (NIH).
Estes foram expostos a uma dieta ultraprocessada durante 14 dias, trocando posteriormente para uma dieta não processada pela mesma quantia de tempo, não necessariamente por esta ordem.
Os resultados indicam que a dieta à base de alimentos ultraprocessados causou o aumento da ingestão calórica (mais ~500 kcal/dia) e do peso apesar de, em termos de calorias, açúcar, gordura, sódio, fibra e macronutrientes serem equivalentes aos alimentos não processados selecionados. Relativamente à tolerância à glucose, não foram encontradas diferenças significativas entre as dietas ultraprocessadas ou não processadas.
Fonte: Cell Metabolism
As marmitas readquiriram interesse com o surgimento de empresas de preparação e entrega de refeições, sobretudo saudáveis, que na ausência de tempo ou vontade para cozinhar representam uma opção viável.
Apesar deste tipo de serviço, a confeção da própria comida confere vantagens económicas e de saúde se bem planeada.
O primeiro passo envolve estabelecer o cardápio da semana, definindo a sequência de marmitas e o número de refeições necessárias. É importante também estabelecer um dia, como o domingo, para cozinhar o menu e efetuar a congelação, preferencialmente, separando os diferentes componentes da refeição.
Além disso, existem modos de confeção e ingredientes pouco indicados para a marmita. Por exemplo, alimentos fritos perdem a consistência quando reaquecidos. Deve-se ainda evitar a colocação de ovo e queijos para que não ocorram alterações de textura ou sabor. Caso opte por massas, cozinhe até ao ponto al dente pois o reaquecimento assegurará o resto da cozedura, principalmente se houver molho.
No que se refere ao recipiente, a melhor opção passa pelo armazenamento em vidro, sendo de fácil higienização, sem odor ou sabor de refeições anteriores. As saladas sem tempero podem ficar em marmitas de aço inox, pois não serão aquecidas.
Relativamente ao reaquecimento, este é feito usualmente num microondas. Este cozinha os alimentos utilizando ondas de energia similares às ondas de rádio, mas mais curtas, primariamente afetando a água e outras moléculas eletricamente assimétricas. Assim, as moléculas vibram e rapidamente geram energia térmica.
Mas será que as propriedades nutricionais da refeição se conservam nesse momento? Alguns nutrientes decompõe-se quando expostos ao calor, seja num microondas seja num forno. A vitamina C é um bom exemplo, mas considerando que o microondas aquece mais rapidamente que o forno, apesar de uma flutuação dos seus níveis, há uma maior preservação desta e outras vitaminas.
Por último, o reaquecimento no microondas não afeta o conteúdo mineral da refeição o que torna a cozedura por este tipo de ondas, um excelente aliado na manutenção da nutrição da sua marmita, em condições seguras de consumo.
Fonte: Exame
O bife tártaro, também chamado de steak tartare, é um prato de carne de vaca crua e finamente picada, misturada com vários condimentos e servida com uma gema de ovo crua.
O risco de infeção por Toxoplasma gondii pode ser minimizado através do congelamento do bife tártaro por um mínimo de 48 horas a uma temperatura de -12ºC.
A diminuição da incidência de toxoplasmose permite uma melhor gestão em termos de custos de saúde e de perdas de produtividade, de acordo com investigadores holandeses do Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente(RIVM).
O estudo publicado na revista PLOS ONE refere inclusivamente que os gastos da intervenção tais como o aumento do consumo de energia para refrigerar a carne são inferiores aos gastos necessários ao tratamento crónico da toxoplasmose.
Todos os anos, são confirmados aproximadamente 750 casos de toxoplasmose, sendo que 50% destes atribuem-se ao consumo de produtos cárneos.
O parasita Toxoplasma gondii pode causar toxoplasmose após consumo de carne crua, gerando consequências particularmente severas para indivíduos com cancro, doença de Crohn e mulheres grávidas.
No último caso, a toxoplasmose pode causar aborto, nascimento prematuro e/ou desordens congénitas cerebrais e de visão na criança.
Fonte: Food Safety News
A Associação Portuguesa de Cunicultura (ASPOC) continua a promover o consumo de carne de coelho e, nos dias 20 e 27 de Maio, o Chefe Hélio Loureiro e Helena Real, da Associação Portuguesa de Nutrição, irão orientar ações de formação a alunos de hotelaria e restauração.
Durante a formação os alunos vão ter a oportunidade de conhecer em detalhe os modelos atuais de produção europeus, as caraterísticas nutricionais deste produto, as novas formas de cortes e apresentações e, finalmente, a confeção de receitas adaptadas a diferentes tipos de cortes.
Serão também sensibilizados para dez razões pelas quais a carne de coelho deve ser integrada numa dieta alimentar atual e saudável:
• É uma carne magra com muito pouca quantidade de gordura;
• Não contém ácido úrico, podendo ser uma alternativa saudável para quem deve controlar esse elemento na sua alimentação;
• Contém uma importante quantidade de minerais como potássio e fósforo;
• Contém várias vitaminas do complexo B;
• É fonte de proteínas de alto valor biológico, necessárias em todas as fases da vida;
• Apresenta fácil digestibilidade, devido à pouca quantidade de fibras de colagénio e de gordura;
• Tem um baixo teor de sódio;
• Apresenta um aporte energético muito equilibrado, de aproximadamente 117 quilocalorias por cada 100 gramas;
• É versátil, podendo ser utilizada em inúmeras receitas, designadamente nas da tradição mediterrânica;
• Contribui para um consumo mais sustentável, dado que os resíduos do seu processo produtivo são recicláveis.
O principal desafio lançado nesta campanha, simultaneamente a decorrer em Portugal e Espanha, é a promoção do consumo de carne de coelho de origem europeia, recorrendo à ativação de memórias dos consumidores e à passagem de testemunhos intergeracionais, destacando o valor nutricional e a flexibilidade de adaptação desta carne branca aos tempos modernos.
Consulte: www.carnedecoelhohoje.eu
Fonte: CAP
Um estudo publicado na revista Nature Sustainability defende que é necessário redistribuir culturas a nível regional, adotar diferentes práticas agrícolas e aumentar o comércio internacional para responder de forma sustentável à procura crescente de alimentos.
Plantar culturas menos intensivas em áreas mais secas, desenvolver a agricultura urbana e vertical e reduzir o consumo de carne na dieta humana são alguns dos caminhos apontados, tendo em conta as necessidades globais de água e alimentos até 2050.
De acordo com os especialistas, os recursos de água doce estão sob crescente pressão, já que cerca de 70% da água doce a nível global é utilizada para culturas agrícolas irrigadas, que asseguram 40% dos alimentos no mundo.
Os resultados da investigação indicam que para uma produção sustentável é necessário expandir a área de terra usada para agricultura em 100 milhões de hectares, aproximadamente 100 milhões de estádios de futebol, tendo em conta as necessidades de alimento.
Além disso, será necessário um fluxo adicional de comércio entre 10% a 20% a partir das regiões abundantes em água para as zonas mais secas, sendo que os principais fluxos vão da América Latina para o Médio Oriente e China.
Esta é uma das primeiras avaliações integradoras, que quantifica de forma rigorosa o efeito da proteção dos ecossistemas aquáticos nas captações de água, na produção global de alimentos e nos fluxos comerciais.
Para o estudo, foram usados cenários de mudanças climáticas e alterações socioeconómicas desenvolvidos pela comunidade científica para o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.
Fonte: Sapo Lifestyle
Todos os materiais de que dispomos para conservar alimentos no frigorífico possuem prós e contras. Sempre que comprar caixas, película aderente, folha de alumínio ou outros recipientes para embalar alimentos, verifique se são adequados: devem conter a indicação “para contacto com alimentos”, ou um pequeno símbolo com um copo e um garfo.
Se costuma escolher alimentos já embalados em recipientes de plástico, considere comprá-los a granel. Dessa forma, evita o uso de plásticos desnecessários – muitos dos quais não são recicláveis – e garante que compra apenas as quantidades de que necessita, diminuindo o desperdício alimentar.
Não existe um material que seja, de forma total, o mais adequado para todos os alimentos. O alumínio, por exemplo, é desadequado para cobrir tachos e frigideiras e não pode ir ao micro-ondas.
Para além disso, o seu contacto com alimentos ácidos e salgados, como o tomate, as azeitonas, a maionese, o vinagrete e o molho de tomate, pode provocar a migração de partículas do alumínio para os alimentos. Nestes casos, é preferível utilizar película aderente.
Escolha película aderente de polietileno (PE) e não de PVC. A película aderente de PVC está associada a um maior risco de migração de partículas do plástico para os alimentos e possui resíduos nocivos para o ambiente.
Para os restantes alimentos, guarde a cábula:
• A película aderente é a mais adequada para guardar peixe e carne frescos;
• Para conservar queijo, escolha também película aderente ou uma caixa de plástico;
• Os produtos de charcutaria devem ser guardados em caixas de plástico;
• Uma caixa de plástico que permita a passagem do ar e da humidade é o melhor recipiente para guardar fruta e legumes.
Se pretende conservar ou congelar alimentos, garanta que o seu congelador está à altura do desafio. Segundo a DECO PROTESTE, só os congeladores com 4 estrelas têm capacidade para congelar alimentos. Se tiverem 3 estrelas ou menos, destinam-se apenas a conservar alimentos comprados já congelados.
Fonte: Sapo Lifestyle e Deco Proteste
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