Uma agência francesa de segurança alimentar alertou para os possíveis riscos de saúde associados ao consumo de marisco contaminado com neurotoxinas, designadamente pinatoxinas (PnTXs).
A ANSES, Agência Francesa de Alimentação, Ambiente, Saúde Ocupacional e Segurança, observou as PnTXs, uma família de biotoxinas marinhas detetadas em mexilhões de lagoas do Mediterrâneo.
Após esta análise, a agência sugere que as PnTXs sejam acrescentadas nos parâmetros de monotorização em zonas de produção de marisco. Devem também ser estudados os níveis de exposição destes contaminantes em níveis seguros para o consumidor.
Estudos experimentais em ratos mostram que a ingestão de altas doses de pinotoxina podem causar efeitos agudos tóxicos, tornando-se fatais. Até à data, não existem casos reportados de humanos com envenenamento por pinotoxina em França e no mundo.
Existem vários tipos de pinatoxina, nomeadamente Pinatoxina A, Pinatoxina B ou C, Pinatoxina D, Pinatoxina E, Pinatoxina F, Pinatoxina G e Pinatoxina H. Em França, a mais comummente detetada é a Pinatoxina G.
Por este motivo, as autoridades definiram um valor máximo de 0,13 µg PnTX G por quilograma de peso corporal, sendo que uma porção padrão de marisco ronda os 400 gramas.
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Fonte: Food Safety News
Os cientistas têm vindo a recorrer ao som para tornar o sabor dos alimentos melhor. Isto poderá ajudar os inovadores do setor a criar alimentos saudáveis de sabor excelente graças à música. O som de facto influencia o sabor e as mais recentes evidências apontam para implicações positivas na indústria alimentar.
Charles Spence é professor de psicologia experimental na Universidade de Oxford e a sua investigação foca-se precisamente nesta associação alimento e som. Sem dúvida, Charles afirma que 'O som afeta o sabor de variadas formas. Quando existe demasiado ruído, certos sabores não se distinguem'.
A nossa percepção muda e torna-nos susceptíveis a esquemas de marketing, tais como o aumento da probabilidade de compra de vinho francês quando música francesa toca de fundo ou o aumento do desejo por paella quando de fundo soa flamenco espanhol.
Além dos efeitos relatados, somos sujeitos a uma transferência hedonística em que o ambiente ou experiência positiva em torno do produto em venda, cria um valor acrescentado, estimulando a compra.
Considerando as informações mencionadas, surge uma nova área de interesse para os cientistas designada tempero sonoro. No fundo, a música é desenhada para servir um propósito, potenciar determinado sabor, textura, aroma ou sensação de um alimento.
Os menus musicais incluem sons agudos associados ao sabor doce e sons mais graves associados a um sabor azedo, por exemplo. Para experimentar, por favor, clique aqui.
Até agora, este tipo de experiência encontrava-se limitada a restaurantes de alto gabarito. Recentemente, a equipa de Spence trabalhou com a British Airways para desenvolver o Menu Sound Bite, o que revela a utilização desta ferramenta essencial para qualquer tipo de alimento num futuro próximo.
Algumas marcas já começaram inclusive a distribuir áudio através de apps sensoriais. No início deste ano, a equipa de Spence também desenhou experiências de som-alimento para marcas de cerveja e de chocolate.
Fonte: Food Navigator
Esta semana, a polícia irlandesa (The Gardai) investigou sete locais entre eles quintas, casas e edifícios comerciais como parte da investigação de fraude alimentar relacionada com a utilização de carne de cavalo.
A situação investigada envolveu práticas fraudulentas, nomeadamente no que toca à adulteração de passaportes de identificação e à introdução de microchips de localizações fictícias de cavalos destinados a abate.
O sistema de controlo veterinário irlandês obedece aos requisitos de segurança alimentar europeus pelo que na presença de um equídeo em matadouro, o animal deve ser analisado pelo veterinário oficial e respetiva equipa técnica.
Se a informação da base de dados diferir da informação contida no passaporte ou microchip do animal, este deve ser excluído e consequentemente não abatido. As investigações encontram-se ainda em decurso.
Entretanto, as autoridades em França detetaram um outro esquema de fraude alimentar, onde a qualidade de carne picada congelada destinada a associações de ajuda a desfavorecidos apresentava não conformidades tais como o excesso de gordura e defeitos de composição comparativamente aos requisitos legais.
Em ambos os casos, a fraude é grave e pode ocorrer por duas rações. Por um lado, o próprio animal pode estar doente ou contaminado e sendo necessário assegurar a viabilidade económica do produto, ocorre a falsificação de documentos para possibilitar a entrada deste na cadeia alimentar.
Por outro, no caso do outro esquema de fraude alimentar, a lista de ingredientes pode não estar declarada no rótulo, ou seja, a carne é picada e misturada com outras carnes mais baratas para que o consumidor não consiga detetar diferenças de sabor e/ou textura.
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Fonte: Food Safety News
O risco de intoxicação por histamina, também conhecida por intoxicação escombroide, pode aumentar na Europa se, no futuro, as tendências comerciais continuarem neste sentido, de acordo com investigadores.
Os cientistas fazem esta observação no jornal Eurosurveillance a propósito de uma investigação de um surto em atum em França no ano de 2017.
A contaminação por histamina geralmente ocorre devido a inadequada refrigeração do peixe, e pode dar-se em qualquer etapa da cadeia alimentar. Uma vez formada, não pode ser destruída por confeção, fumagem ou congelação.
O risco de intoxicação por histamina pode aumentar nos anos vindouros de acordo com a previsão dos cientistas pois a importação de atum fresco europeu aumentou em média 5%/ano entre 2011 e 2015.
De acordo com a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doença (ECDC), foram reportados 599 surtos na União Europeia desde 2010 até 2017. A intoxicação por histamina atingiu o seu máximo de incidência em 2017, com 117 surtos que envolveram 572 pacientes, maioritariamente em França e Espanha.
Itália efetuou os últimos dez alertas de intoxicação escombroide em peixe oriundo de Espanha, Sri Lanka e Índia através do portal RASFF, tendo sido emitido o mais recente alerta este mês.
A intoxicação por histamina é uma reação semelhante à alérgica e é causada por ingerir peixe ou alimentos fermentados com elevada concentração de histamina. Peixes escombroides tais como atum e cavala, assim como outros não-escombroides como sardinha e arenque estão comummente implicados.
Fonte: Food Safety News
A DGAV divulga mais uma ficha técnica, desta vez, a “Ficha técnica para a produção, controlo e certificação de material de propagação de Mirtilo, Vaccinium L.”, onde constam os procedimentos para implementação da certificação.
Fonte: DGAV
Três pessoas morreram em Inglaterra devido a listeriose causada pela ingestão de sandes pré-embaladas contaminadas e vendidas em hospital.
Foram detetados seis casos de infeção por Listeria em pacientes hospitalares, não existindo outros casos assinalados na Escócia ou em Gales. As sandes e saladas foram removidas e a organização responsável The Good Food Chain interrompeu voluntariamente a sua produção no decurso das investigações.
As 3 mortes ocorreram em Manchester University NHS Foundation Trust e em Aintree University Hospital NHS Foundation Trust em Liverpool.
As autoridades de saúde pública e de segurança alimentar, assim como as autoridades locais investigaram a causa raiz das infeções por Listeria nas referidas sandes.
A estirpe associada ao surto foi detetada através de um resultado positivo a carne distribuída pelo fornecedor North Country Cooked Meats, que igualmente interrompeu a sua produção.
Fonte: Food Safety News
O Brasil reabriu o seu mercado de carne bovina aos Estados-Unidos em Agosto de 2016. Esta decisão teve por base a mais recente classificação atribuída aos Estados-Unidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), considerando-o um país de risco insignificante para a Encefalopatia Bovina Espongiforme (BSE).
Contudo, uma vaca foi encontrada no estado de Mato Grosso com sinais de doença, nomeadamente a doença das vacas loucas ou, como referido, BSE. Perante este cenário, o Brasil possuí agora um problema interno de segurança alimentar e animal.
O Ministério da Agricultura Brasileiro confirmou a descoberta deste caso atípico numa vaca de 17 anos na sexta, dia 31 de Maio. Após análise cuidada, a carcaça da vaca foi incinerada e o Ministro da Agricultura assegurou que nenhuma parte do animal havia afetado a segurança da cadeia alimentar.
A distribuição de carne foi temporariamente suspendida em conformidade com os protocolos de quarentena e sanitários entre o Brasil e a China, assinados em 2015. A China é o principal parceiro comercial do país sul-americano.
Fonte: Food Safety News
A spiritsEUROPE, associação comercial que representa os produtores de bebidas espirituosas na Europa, assinou um Memorando de Entendimento, no qual o setor se compromete a fornecer informação sobre o valor energético nos rótulos, bem como a lista de ingredientes e a composição nutricional dos produtos online.
A cerimónia de assinatura realizou-se na presença do Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia, Vytenis Andriukaitis, durante a assembleia-geral da associação em Paris. Este memorando é um acordo voluntário facilitado pela Comissão Europeia, que vai muito além dos compromissos iniciais assumidos pelo setor em março de 2018.
Pela primeira vez, o Memorando de Entendimento prevê um plano de lançamento dinâmico e ambicioso no fornecimento dos valores energéticos no rótulo, segundo o qual se espera que uma em cada quatro garrafas colocadas no mercado da UE possa incluir informação energética no rótulo até final de 2020 – uma quota que deverá aumentar para 50% em 2021 e 66% até ao final de 2022.
Para a lista de ingredientes online, o setor vai além das obrigações legislativas existentes comprometendo-se a indicar as matérias-primas para todas as categorias de espirituosas de um só ingrediente e vodka.
Fonte: Grande Consumo
Os pescadores podem, a partir desta segunda-feira, voltar a capturar sardinhas, após a interdição decidida em setembro passado, com limites que vão permitir a garantia da sustentabilidade do ‘stock’, conforme assegurou o secretário de Estado das Pescas.
“Face aos dados do recurso que temos, vamos começar a pesca com 10.799 toneladas entre Portugal e Espanha, o que corresponde a 7.181 toneladas (66,5%) para a frota portuguesa, das quais 5.000 até ao final de julho” e as restantes 2.181 toneladas a partir de agosto, indicou na sexta-feira José Apolinário, em declarações à Lusa.
Este limite foi acordado entre Portugal, Espanha e a Comissão Europeia, estando acima das 10.300 toneladas inicialmente propostas por Bruxelas.
“As estimativas que existem [apontam] para uma ligeira recuperação da biomassa, mas é necessário continuar os esforços. Reconhecemos que esta ligeira recuperação se deve muito aos esforços que o setor tem vindo a desenvolver […], mas essa recuperação tem que ser visualizada e consolidada com base nos dados científicos”, sublinhou, na altura, José Apolinário.
O Governo está assim a aguardar os resultados dos cruzeiros científicos realizados na primavera, ressalvando que apesar da “ligeira recuperação” prevista, “as estimativas em termos de biomassa, estão ainda distantes dos pontos de referência ideais”.
Questionado se a quota definida para Portugal e Espanha poderá vir a aproximar-se dos valores sugeridos pelo setor – entre as 15.000 e as 16.000 toneladas – , o secretário de Estado das Pescas reiterou que só os dados científicos podem ditar uma alteração, notando que o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês) publicou recentemente um parecer onde aponta que o cenário de pesca para os dois países não deveria ser superior a 7.000 toneladas.
“Com os dados que dispomos neste momento, pensamos que as 10.799 toneladas fazem um equilíbrio entre o estado do recurso e o esforço de pesca”, concluiu.
Em 15 de maio, através de um despacho publicado em Diário da República, o Governo já tinha indicado que de 03 de junho e até ao final do mês a quota (5.000 toneladas) será repartida entre “o grupo de embarcações cujos armadores ou proprietários são membros de organizações de produtores (OP) reconhecidas para a sardinha e o grupo de armadores ou proprietários que não são membros de OP reconhecidas para a sardinha, correspondendo a cada um dos grupos, respetivamente, 4.925 toneladas e 75 toneladas”.
Fonte: Observador
"A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, a nível nacional, uma operação de fiscalização, dirigida a Supermercados e Hipermercados, atendendo à grande afluência dos consumidores a este tipo de operadores económicos, tendo como objetivo verificar o cumprimento das regras legais aplicáveis ao setor bem como garantir a Segurança Alimentar dos géneros alimentícios", explica a ASAE em comunicado.
Como resultado das ações de fiscalização que decorreram em maio, foram fiscalizados mais de 300 operadores económicos, hipermercados e supermercados, tendo sido instaurados dois processos crime (por especulação de preços e usurpação) e ainda 34 processos de contraordenação.
Entre as principais contraordenações, destacam-se o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene, a falta de controlo metrológico em instrumentos de pesagem, a falta de preços em bens, o desrespeito das regras relativas a afixação de preços, a falta de indicações específicas de rotulagem no âmbito de géneros alimentícios, entre outras.
Foram ainda apreendidas 1,2 toneladas de frutos secos por falta de requisitos e cerca de 200 kg de géneros alimentícios diversos incluindo produtos cárneos, frutos frescos, entre outros, bem como 23 instrumentos de pesagem num valor total aproximado de 19 mil euros.
Fonte: Sapo Lifestyle
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