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É rica em nutrientes amigos da nossa saúde e marca presença em épocas que juntam a família à mesa, como o Natal. Já para não falar das inúmeras formas de confeção. 

Presente à mesa um pouco por todo o mundo — e Portugal não é exceção —, a carne de borrego é, nem mais nem menos, do que a carne de ovinos jovens, com menos de 1 ano. Há vários tipos de cortes — desde a mão à perna, costeleta ou cachaço, para servir todos os tipos de cozinhados — e é uma carne vermelha que deve o seu sabor intenso à gordura que contém. Conheça todos os benefícios que a carne de borrego tem para lhe oferecer, as várias utilizações que pode ter na sua cozinha e até os cuidados indispensáveis desde o ato da compra ao armazenamento.

Porque é que a carne de borrego faz bem à saúde

Rica em proteína de elevada qualidade — o que significa que contém todos os nove aminoácidos essenciais que precisamos de obter através da dieta, porque o nosso corpo não os produz —, a carne de borrego contribui para o crescimento e reparação dos músculos, ossos e pele. Já para não falar de que é uma excelente fonte de energia. Duas vitaminas que pode encontrar neste tipo de carne são a B12, que ajuda a manter uma boa saúde cardiovascular, e a B3 (niacina), que quando não é ingerida nas doses necessárias aumenta o risco de doença cardíaca. O ferro que contém é importante para o transporte de oxigénio pelo nosso organismo, para a produção de energia e para o sistema imunitário (também conhecido pelo escudo que nos protege de agressões exteriores, como bactérias). Também possui fósforo (mineral), muito benéfico para os ossos e dentes, assim como para as nossas defesas. Por fim, a carne de borrego tem um bom teor de zinco, um mineral que contribui para o bom funcionamento do sistema imunitário e reprodutivo.

Como pode utilizá-la na cozinha

Sabia que, por ser uma carne tenra, a carne de borrego é uma das primeiras carnes que os bebés comem? Mas a sua utilização não se limita a esta faixa etária; são inúmeras as receitas que este ingrediente pode protagonizar. As mais tradicionais são muito populares na Páscoa ou no Natal, em que o borrego assado no forno reclama o centro da mesa, embora o ensopado também dispute o seu lugar. Outras menos conhecidas, como o carré, têm um enorme impacto visual e tiram o melhor das partes mais nobres desta carne, como o lombo. Todavia, estas preparações podem ser complexas e exigem alguma técnica culinária, podendo afastar os menos aventureiros na cozinha. Mas a carne borrego não tem necessariamente de ser complexa a cozinhar nem demorar muito tempo. Há receitas fáceis e rápidas de serem elaboradas, com partes do borrego que o mercado já disponibiliza em embalagens, como costeletas ou bifes da alcatra. Cortados em pequenas porções e limpos, estão prontos a usar, bastando salteá-los em azeite e alho numa frigideira, ou na grelha, simplesmente com algumas pedras de sal.

Para garantir uma compra de qualidade

Acima de tudo, é importante que se certifique de que a carne de borrego que está a comprar é de boa qualidade. Por isso, da próxima vez que comprar este alimento, opte pelo que contenha o selo Quality Standard British Lamb nas cuvetes. Porquê? Porque esta carne passou por todo um processo certificado e rigoroso de controle de qualidade e manipulação, desde a seleção da matéria prima, passando pelo abate, processamento, embalamento, transporte e até à sua comercialização. Além disso, há outros sinais que poderão ser úteis para garantir que faz uma boa escolha no supermercado, assim como estratégias para conservar a carne de borrego da forma mais adequada:

  • Prefira a carne que seja firme, de textura fina e cor de rosa. O seu odor deve ser neutro e pouco pronunciado;
  • Opte pelos pedaços cuja gordura seja branca e nunca amarela;
  • Não compre carne de borrego que tenha matérias estranhas, sujidade ou sangue;
  • Armazene-a sempre a uma temperatura baixa, no frigorífico — não mais do que um a dois dias, num prato, na zona mais fresca — ou no congelador, pois esta é uma carne que perece com facilidade;
  • Antes de a cozinhar, descongele-a completamente sempre no frigorífico.

Fonte: Observador

 

Produção de carne com origem em CO2

  • Tuesday, 19 November 2019 11:27

Produtos substitutos da carne normalmente têm por base proteína derivada de soja.

Uma startup introduz agora uma nova alternativa: carne "feita de ar".

A empresa, utiliza uma técnica, descoberta pela NASA nos anos 60, para converter dióxido de carbono em proteínas, da mesma forma utilizada pelas plantas. A CEO, Lisa Dyson, é da opinião que este processo será menos prejudicial para os recursos naturais do que outros substitutos à base de plantas. Esta prática, requer 1000 vezes menos terra e água do que a produção de soja.

Os investigadores, utilizam microorganismos hidrogenotróficos que convertem CO2 em proteína numa forma de pó sensabor. A substância pode ser utilizada para todos os tipos de comidas, como massas e batidos.

Por enquanto, a startup está focada no uso desse pó para desenvolver uma alternativa à carne. A empresa espera anunciar um produto aos seus consumidores no próximo ano.

Para já, existe alguma competição. Uma empresa finlandesa, está a investigar algo similar onde microrganismos processam hidrogénio e CO2 e produzem uma mistura de proteína, hidratos de carbono e gordura.

De qualquer das formas o maior desafio ainda está por chegar e centra-se na aprovação do sabor pelo consumidor final.

 

Autoridade de Segurança Alimentar e Económica informa que a ação foi dirigida a industriais de produtos de pesca.

Seis toneladas e meia de pescado congelado foram aprendidas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) na zona centro do país, num valor superior a 50.000 euros, foi anunciado este sábado. Em comunicado, a ASAE informa que a ação foi dirigida a industriais de produtos de pesca e decorreu nas últimas semanas.

Foram apreendidos 5.956 quilogramas de alimentos congelados (bacalhau, dourada, pescada, perca, tintureira, maruca, mariscada, caldeirada, salmão, entre outros), acondicionados em plástico sem marca de identificação, bem como 576 quilos de miolo mexilhão e 51 quilogramas de enguias evisceradas, num valor total aproximado de 52.000 euros, revelou a ASAE.

"Foram instaurados dois processos de contraordenação, tendo ainda sido determinada a suspensão da atividade de preparação de produtos da pesca e da aquicultura e a de congelação de produtos da pesca e da aquicultura nas indústrias, uma vez que esta atividade carece de autorização obrigatória da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, não se encontrando aprovada", lê-se no documento.

Fonte: TSF

A direção do Colégio, disse este sábado que não se confirmaram as suspeitas de intoxicação alimentar, assim como não foi detetada nenhuma causa para os sintomas que levaram na sexta-feira um grupo de alunos ao hospital.

"Após os alunos terem sido examinados no Hospital São João, no Porto, e pelo relatório médico apresentado, não houve intoxicação alimentar e não se detetou nenhuma causa para estes sintomas", afirma a direção do colégio, em comunicado enviado à Lusa.

 De acordo com a mesma nota, "todos os alunos tiveram alta e encontram-se bem".

Nove alunos deram entrada na sexta-feira no Hospital de São João com suspeitas de intoxicação alimentar.

Os alunos do 4.º ano ter-se-ão sentido mal ao início da tarde, na aula de Educação Física, tendo sido requisitada a presença do INEM para uma primeira avaliação.

De acordo com a direção do colégio, "alguns alunos tinham almoçado em casa e, dos que almoçaram no colégio, uns tinham comido o prato de carne e outros o prato de peixe, pelo que, à partida, não seria uma intoxicação alimentar".

Fonte: JN

“O EntoValor demonstra que a introdução de insetos permite manter um setor agroalimentar a funcionar através de uma reconversão economicamente favorável e com melhorias em termos de sustentabilidade ambiental bastante significativas. Outra das conclusões aferidas é que é possível comer de forma saudável e tradicional, respeitando o meio ambiente”, avançaram, em comunicado, os responsáveis deste projeto, que teve a duração de três anos e um investimento de 750 mil euros.

O projeto liderado pela EntoGreen, Consulai, Rações Zêzere e AgromaisPlus teve como objetivo promover a economia circular, incidindo na utilização de subprodutos da agricultura e agroindústria para a produção de larvas, que depois de biodegradados serão usados como fertilizantes orgânicos.

Através do EntoValor foi possível produzir carne e ovos “com um menor impacto ambiental”, devido à aplicação de processos de valorização de subprodutos que permitem maximizar a utilização dos recursos e gerar novas oportunidades de negócio para o setor agroalimentar, em particular para as zonas rurais.

Assim, substitui-se o bagaço e óleo de soja por insetos na alimentação de galinhas poedeiras, não se tendo verificado alterações produtivas ou ao nível do sabor dos ovos.

Por outro lado, foi possível substituir parcialmente o bagaço e óleo de soja por insetos na alimentação dos frangos, sem que esta alteração afete a produtividade ou a qualidade da carne.

“Importa referir que 95 por cento do bagaço de soja é importado, desta forma Portugal conseguirá reduzir a sua dependência do mercado internacional”, destacou o EntoValor.

Citado no mesmo documento, o fundador da EntoGreen, Daniel Murta, defendeu que as regras para uma alimentação sustentável “passam por consumir com moderação, de fonte local e de produtores que assegurem o natural ciclo dos nutrientes, maximizando a eficiência de utilização dos recursos naturais e respeito pela natureza”.

Daniel Murta assegurou ainda que o projeto permite verificar “que é possível tornar a nossa agricultura sustentável sem com isso acabar com os setores de atividade considerados tradicionais, mantendo a qualidade dos nossos produtos e o respeito pelo meio ambiente”.

De acordo com as informações disponibilizadas pelo projeto, que teve como parceiro o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), mais de um milhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente em Portugal e a utilização de insetos “na conversão de desperdícios nutricionais permite” criar nutrientes alternativos para os animais e plantas, gerando “produtos finais de elevado valor nutricional e económico”.

A isto acresce que a utilização destes fertilizantes nas culturas permite “reduzir a utilização de fertilizantes químicos e minerais”, contribuindo para melhorar o solo, favorecendo a sua estrutura, fixação de água e a atividade de microrganismos benéficos.

Fonte: PTJornal

A citrinina é uma micotoxina que pode ser encontrada em géneros alimentícios. É um metabolito secundário produzido por fungos pertencentes aos géneros Aspergillus e Penicillium. Frequentemente é acompanhada de outras micotoxinas como a ocratoxina A e a aflatoxina B1 produzidas por um dos géneros.

As informações existentes sobre a ocorrência de citrinina nos alimentos sugerem que as maiores concentrações podem ser encontradas em cereais e produtos à base de cereais. Devido ao alto consumo destes alimentos, o painel de peritos de Contaminantes da Cadeia Alimentar da EFSA considerou que estes seriam os principais expositores alimentares da micotoxina. A 2 de Março de 2012, o Painel emitiu um parecer sobre os riscos para a saúde pública e animal concluindo que, com base nos dados disponíveis, não se pode excluir uma preocupação relativamente à genotoxicidade e à carcinogenicidade da citrinina. Os dados disponíveis revelaram teores elevados de citrinina presente em determinadas preparações de arroz vermelho fermentado.

Assim, o Regulamento (CE) nº 1881/2006 estabeleceu um teor máximo de citrinina nas preparações de arroz vermelho fermentado.

Atendendo à falta de conhecimentos acerca da presença de citrinina nestas preparações e noutros géneros alimentícios e às incertezas que subsistem no que se refere à sua carcinogenicidade e genotoxicidade, considerou-se adequado rever o teor máximo.

Desta forma, é necessário, para a proteção da saúde pública, que os teores de citrinina nos alimentos sejam tão baixos quanto razoavelmente possível.

Dadas as incertezas que subsistem no que diz respeito à toxicidade da citrinina e à viabilidade de atingir teores baixos de citrinina através da aplicação de boas práticas de fabrico, é adequado baixar o teor máximo de citrinina nos suplementos alimentares à base de arroz fermentado com levedura vermelha Monascus purpureus para assegurar um maior nível de proteção da saúde humana.

O Regulamento (UE) 2019/1901 divulgado hoje altera os teores máximos de citrinina em suplementos alimentares à base de arroz fermentado com levedura vermelha Monascus purpureus para 100 µg/kg, alterando o Regulamento (CE) nº 1881/2006 em conformidade.

O Regulamento (UE) 2019/1901 pode ser consultado aqui.

Fonte: Qualfood

A assinalar o Dia Mundial da Diabetes, o estudo da Apifarma pretende sensibilizar a opinião pública para a importância das análises clínicas e do diagnóstico precoce desta doença.

Cerca de 80% dos casos de diabetes são diagnosticados sem qualquer suspeita prévia, segundo as conclusões preliminares de um estudo esta quinta-feira reveladas pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

A assinalar o Dia Mundial da Diabetes, a Apifarma recorda que as análises clínicas integram uma longa cadeia de cuidados que vai desde a identificação precoce da predisposição genética até à monitorização dos tratamentos prescritos aos diabéticos.

Os resultados preliminares indicam que os meios de diagnóstico aportam um triplo benefício: primeiro clínico, ao dotarem os médicos de informação de suporte à decisão — cerca de 66% das decisões clínicas são influenciadas pelos resultados das análises; segundo económico, ao permitirem poupanças resultantes de melhores decisões por parte dos prestadores de cuidados de saúde; e por último qualidade de vida dos doentes, ao permitirem comparar os resultados de diferentes terapêuticas.

O estudo, que integra um painel de especialistas de Medicina Geral e Familiar com larga experiência no acompanhamento de doentes diabéticos, indica que em cerca de 80% dos casos o diagnóstico laboratorial positivo da Diabetes foi feito sem existir qualquer suspeita clínica prévia.

As primeiras conclusões indicam que o contributo do Diagnóstico in vitro para a prevenção das complicações crónicas da Diabetes varia entre os 35% (no caso do pé diabético e no acidente vascular cerebral isquémico) e os 80% (no caso da doença renal diabética). No caso da doença cardiovascular isquémica, o valor situa-se nos 45%.

Este contributo, designado Fator Atribuível (FA), foi avaliado tendo em conta medidas preventivas das complicações da diabetes, como os rastreios para a retinopatia e a neuropatia diabética, o exame dos pés e o controlo de outros fatores de risco cardiovascular como a hipertensão arterial e o tabagismo, por exemplo.

O estudo indica ainda que cerca de 65% dos doentes com diabetes tipo 2 realizam Automonitorização da Glicemia Capilar (AMG), cerca de 20% dos quais atuam de acordo com os resultados da AMG.

Na avaliação do controlo metabólico (glicémico), no contexto dos cuidados de saúde primários, o doseamento da hemoglobina glicada A1c é realizado em média duas vezes por ano e influencia a modificação/intensificação terapêutica e a consequente melhoria do controlo glicémico em 75% das situações com controlo glicémico.

O estudo, cujos resultados serão apresentados integralmente no primeiro trimestre de 2020, dedica ainda um capítulo aos benefícios económicos do controlo da diabetes que permitirá calcular os custos evitados apenas com a diminuição dos internamentos e tratamentos em ambulatório, resultantes do controle da glicemia na diabetes tipo 1 e tipo 2, independentemente da medicação utilizada.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença.

Estima-se que a diabetes afete 13,3% da população com idades entre os 20 e os 79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. Diariamente são diagnosticados com diabetes em Portugal cerca de 200 novos doentes. Os dados sugerem que a doença afete mais de um milhão de portugueses, enquanto a “pré-diabetes” afetará cerca de dois milhões (Estudo Prevadiab 2009).

O Programa Nacional para a Diabetes estabelece como metas evitar que 30.000 pessoas com maior risco de ter diabetes venham a ter a doença; que 30 mil pessoas que têm a diabetes saibam que têm a doença; diminuir em 5% o número de pessoas com diabetes que morrem antes dos 70 anos.

Instituído pela International Diabetes Federation (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta à crescente prevalência da diabetes no mundo, o Dia Mundial da Diabetes foi adotado pelas Nações Unidas no âmbito de um movimento a que foi dado o nome Unidos pela Diabetes, em 2006.

Fonte: Observador

A Pera Rocha do Oeste vai estar representada na maior feira para exportadores internacionais da China, a partir de terça-feira em Xangai, para conquistar consumidores chineses, divulgou esta segunda-feira a associação do setor. 

“Vamos promover a pera neste mercado e começar a fazer os primeiros contactos comerciais para adiantar trabalho para quando for autorizada” a sua abertura, afirmou Domingos dos Santos, presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP), à agência Lusa. Com a presença na China, a ANP pretende aumentar a visibilidade internacional da Pera Rocha do Oeste e contribuir para o aumento das exportações, através do reforço da promoção externa.

"Temos de ter outros mercados alternativos para ultrapassar a crime económica do Brasil, o Brexit na Inglaterra e o embargo da Rússia aos produtos europeus e a China é um mercado muito populoso, com poder de compra e que consome produtos importados”, justificou o dirigente.

A China importa 3,8 milhões de toneladas de fruta (em 2016), com crescimentos médios anuais de 16% e uma classe média que procura produtos genuínos e de alta qualidade.

Pela primeira vez, a ANP vai estar representada no FHC – Food & Hotel China, o maior certame chinês para exportadores internacionais, que se realiza entre terça e quinta-feira. Na edição deste ano são esperados 120 mil visitantes profissionais nos 180 mil metros quadrados de dimensão do evento, onde estão representadas 3.500 empresas de 43 países.

Os governos de Portugal e da China têm vindo a negociar a abertura do mercado chinês à fruta portuguesa. Esta semana, a União Europeia e a China fecharam também um acordo histórico que tem como objetivo proteger uma centena de Indicações Geográficas europeias, sendo uma delas a Pera Rocha do Oeste. Na campanha deste ano, foram colhidas 200 mil toneladas de pera rocha e 60% dessa produção é vendida nos mercados internacionais, com Marrocos a liderar, seguindo-se o Brasil e a Inglaterra.

A ANP está a desenvolver um projeto de promoção externa, um investimento de cerca de 430 mil euros que é financiado em 85% por fundos comunitários do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito de uma candidatura aprovada pelo Compete 2020- Programa Operacional Competitividade e Internacionalização. A ANP, com sede no Cadaval, possui cinco mil produtores associados, com uma área de produção de 11 mil hectares, equivalente a 85% de toda a área de cultivo da Pera Rocha do Oeste.

A pera rocha é produzida (99%) nos concelhos entre Mafra e Leiria, sendo os de maior produção os do Cadaval e Bombarral, entre os distritos de Lisboa e Leiria. Esta fruta possui Denominação de Origem Protegida, um reconhecimento da qualidade do fruto português por parte da União Europeia.

Fonte: Observador

Os novos escalões de impostos para bebidas açucaradas podem ter feito com que os portugueses consumam menos refrigerantes, sugerem os dados enviados ao Jornal de Notícias pelo Ministério da Saúde. A receita fiscal obtida pelo Estado com este imposto baixou desde que as novas regras foram implementadas. Além disso, mais de três quartos das vendas são de bebidas com menos açúcar.

Segundo a análise do Jornal de Notícias, em 2017 o Estado arrecadou 69,95 milhões de euros com o imposto sobre bebidas açucaradas. Em 2018, um pouco mais — 71,7 milhões de euros. Nesse período só havia dois escalões para o imposto: a indústria tinha de pagar 8,22 euros por hectolitro no caso das bebidas com teor de açúcar inferior a 80 gramas por litro; e 16,69 euros por hectolitro se as bebidas tivessem pelo menos 80 gramas de açúcar por litro.

Agora, as regras mudaram e há quatro escalões de impostos. De acordo com os dados do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da Direção-Geral de Saúde (DGS), paga-se 1 euro por hectolitro no caso das bebidas com menos de 25 gramas de açúcar por litro; 6 euros em bebidas com entre 35 e 49 gramas por litro; 8 euros nos sumos com 50 a 79 gramas por litro; e 20 euros por hectolitro pelas bebidas com 80 gramas de açúcar ou mais por litro.

Segundo o Jornal de Notícias, estas novas modalidades de impostos podem significar uma redução de 15 milhões de euros na receita fiscal do Estado em relação ao ano passado. A verificar-se o mesmo ritmo de comercialização registado nos primeiros oito meses do ano, os impostos sobre estas bebidas vão render apenas 55 milhões de euros. Mas, de acordo com Maria João Gregório, diretora do PNPAS, “a diminuição da receita já era expectável”, comentou ela ao JN.

A nutricionista defendeu que esta “foi uma opção política” que “mostra que este imposto não tem o objetivo de aumentar a receita do Estado, mas de melhorar a saúde dos portugueses”, afirmou Maria João Gregório ao Jornal de Notícias. Os dados mostram que os portugueses preferem cada vez mais as bebidas menos açucaradas. Se esse tipo de sumos representavam 62% das vendas em 2017, este ano a percentagem já subiu para os 78%. Ou seja, a população comprou mais bebidas ditas “zero” ou “light” em vez das receitas originais dos refrigerantes, mesmo com o aumento dos preços.

Fonte: Observador

Duas pessoas estão a ser tratadas por peste pneumónica na China, noticiou esta quarta-feira a CNN citando as autoridades do país. É a segunda vez que a doença é detetada em território chinês este ano, depois de um casal ter morrido de peste bubónica após ter consumido o rim cru de uma marmota. Em 2014, uma população chinesa foi posta em quarentena depois de uma pessoa ter morrido de peste. Os dois casos mais recentes estão a ser acompanhados em Chaoyang, um distrito de Pequim.

A peste, causadora de uma das pandemias mais devastadoras da História — a Peste Negra —, é provocada por uma bactéria chamada Yersina pestis. Quando essa bactéria entra no organismo humano, normalmente através da picada de uma pulga, instala-se num gânglio linfático. Começa aí a peste bubónica, que é a fase mais leve da doença, em que os gânglios incham e formam bubões porque a bactéria começa a reproduzir-se.

Quando deixa de ter espaço, a bactéria passa da corrente linfática para a corrente sanguínea e começa a circular pelo organismo inteiro. É a peste septicémica, a segunda fase da doença. A terceira fase, que também é a mais grave, ocorre quando a bactéria se instala nos pulmões. É a fase mais perigosa porque os antibióticos podem não ser suficientes para a combater. Além disso, torna-se mais facilmente transmissível através do espirro e da tosse.

É nesta última fase que estão os dois doentes relatados esta terça-feira na China. Nesta condição, 30% a 40% dos doentes sucumbem à doença, mesmo com tratamento. É, ainda assim, um avanço tremendo em relação ao que aconteceu nos tempos da Peste Negra. Nessa altura, quem desenvolvesse uma peste pneumónica estava praticamente condenado à morte, já que a única forma de combater esta fase é através dos antibióticos — que não existiam naqueles tempos. De qualquer modo, hoje em dia há uma agravante: é que a bactéria da peste está a tornar-se resistente aos antibióticos.

O caso chinês não é único. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há perto de 3.250 casos de peste reportados em todo o mundo, 584 dos quais resultaram em morte. A República Democrática do Congo, Madagáscar e Peru são os países em situação mais preocupante. Os Estados Unidos também têm reportados alguns casos, inclusivamente duas mortes em 2015. A doença parecia, ainda assim, controlada. Até que a OMS lançou o alerta: afinal, só nos últimos 20 anos, 50 mil pessoas ficaram contaminadas com esta bactéria. E a peste é, afinal, uma doença reemergente.

Em Portugal, o último surto registado em Portugal foi em 1899 no Porto, quando a bactéria chegou através de uma comunidade de ratos e pulgas vindos de Macau. Luís da Câmara Pestana, um dos pioneiros da bacteriologia, era médico do Hospital de São José quando foi chamado a integrar comissão de serviço público para estudar o surto de peste no Porto. Enquanto fazia trabalho de laboratório, Câmara Pestana conseguiu isolar a bactéria mas acabou infetado por ela, tendo regressado já doente para Lisboa. Foi isolado no Hospital de Arroios, onde veio a morrer. Entretanto, Ricardo Jorge conseguiu controlar a doença. E o surto desvaneceu.

Fonte: Observador