As bagas congeladas são utilizadas como ingrediente de smoothies, bolos, gelados, geleias e xaropes, entre outros alimentos, e podem ser ingeridas sem terem sofrido uma etapa de processamento para reduzir ou eliminar patogéneos.
Deste modo, morangos, framboesas e amoras podem apresentar contaminações biológicas se manuseadas por um trabalhador infetado, que não tenha aplicado as regras de higiene das mãos apropriadas, ou até se estes frutos forem expostos a água agrícola contaminada ou uma superfície não higienizada.
Apesar da congelação preservar as bagas, não é suficiente para eliminar patógeneos, que sobrevivem a baixas temperaturas. Nas mais recentes décadas, as bagas congeladas estiveram associadas a múltiplos surtos de hepatite A e norovírus.
Por este motivo, a FDA encontra-se de momento e durante os próximos 18 meses a recolher amostras de bagas congeladas de unidades de produção, centros de distribuição, armazéns e localizações de retalho.
Os resultados desta intervenção serão revelados na página oficial FY 19-20 Frozen Berries Assignment, sendo que sempre que uma amostra for positiva ações de proteção da saúde pública deverão ser tomadas.
Fonte: Food and Drug Administration (FDA)
O relatório elaborado pela EFSA sumariza os dados de monotorização em 2017 relativamente à presença de resíduos de medicamentos veterinários e outras substâncias em animais vivos e produtos derivados na União Europeia (EU).
Este foi divulgado ontem e analisa a presença de substâncias não autorizadas, de resíduos de substâncias farmacologicamente ativas ou contaminantes químicos que representem um fator de risco para a saúde pública.
No quadro regulamentar europeu, o Regulamento (EU) n.º 37/2010 define limites máximos de resíduos em animais produtores de alimento e produtos de origem animal, enquanto que os níveis máximos de pesticidas em alimentos e rações de origem vegetal e animal encontram-se estabelecidos no Regulamento (CE) n.º 396/2005.
Outros documentos legislativos, como o Regulamento (CE) n.º 1881/2006 expõe os limites máximos de contaminantes em produtos animais, assim como a Diretiva 96/23/CE prevê medidas de monotorização de resíduos, maioritariamente substâncias farmacologicamente ativas. Por último, a Decisão da Comissão 97/747/CE estabelece as frequências de amostragem para os produtos de origem animal.
Com base nesta informação, critérios e requisitos, 28 Estados-Membros contribuíram para um total de 708,880 amostras analisadas.
Em geral, no ano de 2017, a frequência total de amostras não conformes (0.35%) foi comparável aos anteriores dez anos (0.25%-0.37%).
Clique aqui para consultar os resultados desta análise em detalhe.
Fonte: EFSA
No passado dia 10 de maio, foi divulgado no site da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a ficha técnica para a produção, controlo e certificação de material de propagação de Groselheira, Ribes L.
Clique aqui para aceder à ficha mencionada, onde constam os procedimentos para implementação da certificação.
Fonte: DGAV
Trocar hidratos de carbono refinados por abacate fresco pode suprimir significativamente a fome e aumentar a satisfação com a refeição, de acordo com um estudo recente do Centro de Investigação em Nutrição do Instituto de Tecnologia de Illinois.
Um dos objetivos do referido estudo foi demonstrar que é possível efetuar estas trocas e aumentar a resposta à saciedade, mantendo aproximadamente o mesmo número de calorias.
Apesar do nível mais elevado de calorias associado às gorduras, estas têm vindo a ser consideradas como menos saciantes do que os hidratos de carbono ou proteínas.
Nem sempre é esse caso, sobretudo aquando de substituições na composição de uma mesma refeição, como os hidratos de carbono refinados por gorduras vegetais.
As gorduras são demonizadas, os hidratos de carbono também. Esta é a razão para a atual aposta na proteína, contudo o excesso desta também é nocivo. Recomenda-se, portanto, diversidade alimentar e moderação de porções.
O abacate surge como uma alternativa nutricional saciante cuja composição incluí gorduras saudáveis e fibra, sendo esta interação objeto de interesse.
Uma das descobertas do estudo do Centro de Investigação em Nutrição, relaciona-se com os níveis de PYY, uma hormona intestinal associada à supressão do apetite, que aumentam na ingestão deste fruto rico em gordura.
Não existe uma solução que se adeque a todos no que toca à composição ótima de uma refeição para a gestão do apetite. Ainda assim, compreender a relação entre a química do alimento e os seus efeitos fisiológicos em diferentes populações promove uma aproximação às recomendações dietárias personalizadas.
Fonte: Food Navigator
Tudo o que precisa de saber sobre o sector alimentar e bebidas para exportar com sucesso para o Reino Unido vai ser abordado no dia 14 de Maio, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), em Lisboa.
Num workshop pragmático de 2 horas, intitulado “Ready, Set, Export: Reino Unido – Sector Alimentar e bebidas”, Colin James, um consultor de comércio internacional envolvido em mais de 100 projectos internacionais, vai apresentar as oportunidades de negócio, os canais de comercialização e venda, as novas tendências destes sectores e como encontrar o parceiro certo.
Desafios
Explica a Câmara de Comércio que a economia do Reino Unido é altamente desenvolvida e orientada para o mercado. É a quinta maior economia do Mundo e, embora o crescimento económico tenha desacelerado no final de 2018, a taxa de crescimento anual do PIB acelerou para 2%, a maior desde Novembro de 2017.
“O Reino Unido tem um mercado forte e aberto, mas a concorrência é feroz. Os novos players devem superar uma série de desafios para obter quota de mercado das marcas e produtos já estabelecidos”, acrescenta a organização do evento.
Segundo a CCIP, este seminário vai permitir obter uma visão sobre as oportunidades no sector alimentar e bebidas no Reino Unido.
Inscrições aqui.
Fonte: Agricultura e Mar
A interpretação de estudos em ratos e humanos sugere que o uso do conservante alimentar propionato (ácido propiónico) possa prejudicar a ação da insulina, de acordo com investigadores americanos e israelitas.
O ácido gordo de cadeia curta propionato, que possuí um potente efeito anti-bolor, é geralmente reconhecido como seguro e produzido endogenamente pela microbita intestinal.
Considerando a mais recente publicação no Science Translational Medicine, descobriu-se que o agente propionato poderá estimular a glicogenólise e hiperglicemia em ratos ao aumentar as concentrações de glucagon no plasma e da proteína FABP4.
Ratos deficientes na referida proteína, assim como ratos sem o recetor de glucagon no fígado ficaram protegidos destes efeitos.
Aliás, e comparando aos ratos controlo, durante um período de vinte semanas, os ratos beberam água com altas concentrações de propionato, mimetizando as concentrações encontradas em alimentos processados e com isso ganharam mais peso e uma maior resistência à insulina.
Relativamente aos humanos, os resultados foram equiparáveis no que se refere ao aumento dos níveis de glucagon e FABP4, consequentemente aumentando a resistência à insulina.
Estes e outros dados indicam que o propionato poderá ativar um aumento dos sinais contra-regulatórios da insulina, mediados pela catecolamina, levando à resistência à insulina e hiperinsulinemia, que, a longo prazo, promovem a adiposidade e anormalidades metabólicas.
Existe um grande potencial de oportunidades de prevenção de doenças ao compreender os componentes moleculares de alimentos. O ácido propiónico é um ingrediente que poderá ter implicações importantes para a saúde, mas, claro, mais investigações mecanísticas e clínicas são requeridas para substanciar o valor destas investigações.
Fonte: Food Quality and Safety
A Food and Drug Administration (FDA) publicou um relatório sintetizador da sua ação de inspeção e de amostragem em unidades de produção de gelados relativamente à presença de Listeria monocytogenes e Salmonella em 2016 e 2017.
Os resultados realçam a necessidade de implementação de estratégias mais eficazes por parte dos produtores de gelado.
O projeto iniciou em Agosto de 2016, em consequência da retirada de dezasseis produtos de gelado devido a presença de patogéneos e de um surto de listeriose associado à indústria dos gelados em 2015.
A FDA efetuou inspeções e amostragens a 89 unidades de produção de gelados em 32 estados americanos. Ao selecionar as unidades, a FDA pretendeu assegurar representação significativa em várias zonas, assim como focar-se em estabelecimentos de grande escala onde se espera que o produto chegue a um maior número de consumidores.
De cada localização, obteve-se duas amostras, sendo estas posteriormente divididas em 50 sub-amostras e 100 sub-amostras para a deteção de Listeria e Salmonella, respetivamente. O projeto excluiu a análise do produto final.
As principais descobertas foram:
• A deteção de Listeria em 19 das 89 unidades visitadas (21.3%), sendo frequentemente associada a superfícies que não estão diretamente em contato com os alimentos;
• A deteção de Salmonella em 1 das 89 unidades visitadas (1.1%);
• Apenas em 49.4% das inspeções, não foram encontradas condições ou práticas objetáveis;
Saiba mais aqui.
Fonte: Food Quality and Safety
Divulgamos o Ofício Circular n.º 15/2019, obtido através da página da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Este refere-se à concessão de Autorizações Excecionais de Emergência (AEE) ao abrigo do Artigo n.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de Outubro de 2009, relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado para utilização de produtos fitofarmacêuticos na cultura do arroz.
Fonte: DGAV
As maiores cadeias da indústria alimentar movimentam milhões em todo o mundo. Num mercado extremamente competitivo, algumas das grandes empresas procuram estar sempre um passo à frente dos adversários. No entanto, na tentativa de ultrapassarem os adversários acabaram por protagonizar episódios polémicos, nomeadamente de fraude alimentar.
Carne podre congelada
Segundo a NBC, em 2015 a polícia chinesa montou uma operação para capturar traficantes de carnes. Foram descobertos diversos quilos de carne, sendo que algumas datavam de 1970.
Carne misteriosa
A cadeia KFC sofreu um grande revés na China quando descobriu-se que a carne usada pelos restaurantes era fornecida pela Shanghai Husi Food Co. Esta empresa usava carne que tinha caído ao chão e também misturava carne fresca com outras que já estavam fora de prazo.
Carne de cavalo
De acordo com o USA Today, foram descobertos vários vestígios de carne de cavalo nos bifes usados pelo Burger King. Quando a informação foi revelada, a cadeia de restaurantes rompeu imediatamente com a fornecedora dos bifes.
Carne brilhante
De acordo com o Daily Mail, na China um homem descobriu que a carne de porco que tinha em casa brilhava no escuro. Investigadores afirmaram que tal poderia ter acontecido porque o porco podia ter sido alimentado com uma grande quantidade de fósforo.
Carne de frango adulterada
De acordo com a Fox News, um estudo feito por uma organização do Canadá concluiu que a carne de frango usada pela cadeia Subway continha apenas 50 por cento do ADN de galinha. Os investigadores descobriram que a Subway usava soja para fazer os restantes 50 por cento.
Carne bizarra
Segundo a ABC News, a carne usada pelo Taco Bell só tinha 88 por cento de carne.
Carne de frango com água
Segundo o The Guardian, em algumas grandes superfícies como o Aldi e a Asda, são vendidos peitos de frango que são bombeados com água e aditivos.
Carne de rato
Segundo o The New York Times, um gangue de traficantes na China vendia carne de cabrito que na verdade era carne de rato. A carne era mergulhada em gelatina, pigmentos vermelhos e nitratos antes de ser vendida ao público.
Aroma de carne
Segundo a CBS News, duas pessoas vegetarianas de Seattle decidiram processar o McDonald’s por estes usarem aroma de carne nas batatas fritas.
Venda de ovos falsos
Segundo a edição online da Time, em 2012 existiam pessoas na China que vendiam ovos a preços mais baratos do que nos supermercados. Estes ovos eram falsos e eram feitos com recurso a um molde, resina, amido e pigmentos.
Doença das vacas loucas
No final da década de 1980 foi descoberta esta doença. A partir daí foram feitas inúmeras restrições e foram descobertos vários casos. Durante alguns anos foi proibido importar carne de bovino vinda do Reino Unido e descobriu-se que a doença poderia ser transmitida para os humanos sob a forma da doença Creutzfeldt Jakob.
Flocos de aveia radioativos
Segundo o The New York Times, estudantes descobriram que andavam a ser alimentados com flocos de aveia radioativos da Quaker Oats, numa experiência involuntária, durante as décadas de 1940 e 1950. As vítimas receberam milhões de dólares como indemnização.
Trigo contaminado
Em 1971 o Médio Oriente passava por um período de seca. Devido a isso o Iraque importou trigo vindo do México. No entanto, este trigo continha um fungicida feito à base de mercúrio. O produto chegou tarde e os agricultores deram-no aos animais e às crianças. Quase 500 pessoas morreram e milhares sofreram danos cerebrais.
Noodles com chumbo
Segundo a Fortune, o negócio dos noodles da Maggi estava a correr bem na Índia, até que foi descoberto que estes continham sete vezes mais chumbo do que o permitido.
Paprica com chumbo
De acordo com o LA Times, descobriu-se que na Hungria quase 50 pessoas tinham sido internadas em hospitais devido à ingestão de paprica que continha chumbo. Aparentemente o chumbo era usado para tornar a paprica mais apelativa.
Pimenta de lama
Segundo o Global Times, na China um homem vendia pimenta falsa. Esta era feita de lama e a branca era feita de flúor.
Cominho substituído por nozes
Segundo o Huffington Post, uma agência alimentar descobriu que no Reino Unido estavam a ser vendidos cominhos com vestígios de nozes nas prateleiras dos supermercados.
Sumo trocado por água
Segundo o The New York Times, em 1987 descobriu-se que a marca Beech-Nut vendia sumo para bebés feito à base de maçã, mas no entanto este não passava de água com açúcar. Foram multados em 2 milhões de dólares.
Água canalizada engarrafada
Segundo um artigo de 2012 da edição online do Daily Mail, em algumas grandes superfícies como a Tesco e a Asda, eram vendidas garrafas de água que continham água canalizada.
Fraude com azeite
Segundo a Mother Jones, na zona do Mediterrâneo, traficantes diluíam azeite de oliva com óleo de girassol e vendiam-no como se fosse azeite extra-virgem.
Melancias explosivas
De acordo com o The Guardian, na China um agricultor usou um químico para acelerar o crescimento da sua plantação de melancias. Estas explodiram como se fossem bombas. Mais tarde foi referido que o químico usado pelo agricultor não poderia ser usado em melancias.
Fonte: Notícias ao minuto
O Centro de Controlo e Prevenção de Doença (CDC) alerta que durante a lavagem, os líquidos originários do frango cru podem espalhar-se na cozinha e contaminar outros alimentos, utensílios e bancadas.
Além disto, a CDC reforça que o método mais eficaz para eliminar os germes é a confeção homogénea da carne. Analogamente, não se deve lavar carne de aves ou outro tipo de carnes, ovos, antes de cozinhar.
Saiba mais sobre este tópico na seção de recomendações da CDC, aqui
Fonte: Quality Assurance & Food Safety
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