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A Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Norte vai passar a divulgar aos agricultores o relatório mensal que junta informação sobre o estado das culturas e a previsão de colheitas neste território, foi hoje anunciado.

O relatório sobre o Estado das Culturas e Previsão das Colheitas (ECPC) é um projeto mensal da DRAP Norte, supervisionado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que está disponível no portal https://drapnsiapd.utad.pt/sia e passa, a partir de hoje, a ser divulgado junto dos agricultores.

“Atendendo à natureza da recolha de dados, o sentido de oportunidade é um fator crítico de sucesso no que diz respeito à divulgação da informação”, refere o documento.

Efetivamente, acrescenta, “a necessidade de serem tomadas decisões de cariz político e económico de curto prazo, sobretudo pelas especificidades do setor agrícola, não se coaduna com o tempo de espera por dados obtidos por inquérito ou de dados administrativos obtidos em organismos de intervenção e coordenação económica em áreas definidas”.

“Esta necessidade tem sido particularmente sentida nos últimos anos e com tendência a intensificar-se, em resultado dos efeitos resultantes das alterações climáticas. Os períodos de seca prolongada e de acontecimentos meteorológicos extremos, cada vez mais frequentes, exigem uma constante monitorização do ECPC”, salienta ainda.

No relatório hoje divulgado refere-se que a “precipitação ocorrida em abril proporcionou a recuperação das culturas arvenses e dos prados e pastagens”, contudo, “o volume global de precipitação continua a situar-se abaixo do valor normal para a época do ano, o que tem mantido um volume de armazenamento das águas nas albufeiras e aquíferos anormalmente baixo”.

No território Entre Douro e Minho, houve uma boa emergência dos cereais praganosos e as searas estão limpas de infestantes, sendo que as condições climatéricas têm favorecido o desenvolvimento vegetativo.

Segundo o documento, em algumas searas de Trás-os-Montes, ainda se observa um certo atraso, que poderá comprometer a sua produtividade.

“As culturas permanentes encontram-se em fases diferenciadas, evidenciando na generalidade um bom aspeto, sendo, contudo, prematuro declarar qualquer previsão de colheita. O aumento vertiginoso dos custos de produção, particularmente dos fertilizantes, combustíveis e alimentos compostos comerciais, constitui uma séria ameaça à sustentabilidade das explorações agrícolas”, é ainda apontado.

Mensalmente, a DRAP Norte produz este relatório que remete para o INE, o qual, por sua vez, procede à agregação e tratamento da informação de todas as DRAP, bem como de informação administrativa que se encontre disponível à data, e integra-a no Boletim Mensal de Agricultura e Pescas (INE), cujo âmbito geográfico é o Continente.

Fonte: Agroportal

A DGAV procede à divulgação do Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Agrícolas e hortícolas – edição 2022 que contém a lista das variedades de várias espécies agrícolas e hortícolas que tendo sido submetidas a ensaios oficiais de Distinção, Homogeneidade e Estabilidade (DHE), realizados pela DGAV e, para as espécies agrícolas, adicionalmente realizados ensaios de valor agronómico e de utilização, foram aprovadas para inscrição. 

Fonte: DGAV

“Aspetos agronómicos e uso do Figo da índia como forragem na dieta de ruminantes: Experiência Brasileira” é o tema da próxima sessão online do Ciclo de Conferências “Coprodutos Agroindustriais & Alimentação Animal – Para uma produção animal circular”, organizado pelo Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL).

A sessão, que se realiza no dia 17 de maio pelas 14h30, conta com o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Francisco Carvalho. Em comunicado, o CEBAL explica que, nesta sessão, a palma do figo da índia estará em destaque e serão apresentados os aspetos agronómicos do seu cultivo, como as espécies cultivadas, a produção de matéria por hectare e o custo, trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Brasil e acompanhado pela equipa de investigação coordenada por Francisco Carvalho, Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Brasil.

A palma forrageira é já muito utilizada para a alimentação de ruminantes no Brasil, pelo que serão também apresentados resultados, vantagens e limitações do uso de palma forrageira na dieta de ruminantes, como vacas e cabras leiteiras e ovinos de carne, e o efeito na qualidade dos seus produtos.

A sessão online poderá ser acompanhada em direto na plataforma zoom em https://us02web.zoom.us/j/85676185117?pwd=VTUwR0RjSFg1K0tRR0haZGpDdlEydz09

Esta iniciativa está inserida nas atividades do Dia Internacional do Fascínio das Plantas, que se assinala no dia 18 de maio.

Fonte: Agroportal

A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) decidiram adiar a avaliação de risco sobre o glifosato para 2023, apesar da expiração da atual autorização de comercialização do herbicida no final do ano. A decisão surge devido ao inesperado número de contributos dos stakeholders, avança o portal Euractiv.

Face ao processo só se finalizar depois de julho do próximo ano, espera-se que a Comissão Europeia proponha uma extensão temporária da autorização até à decisão final. A decisão seria tomada na condição de que ambas as agências não encontrarem, entretanto, provas de risco urgente e grave da utilização do herbicida.

O adiamento da decisão surge num momento em que a discussão pública sobre os glifosatos dividia-se quer politicamente como cientificamente. Embora as agências da UE tenham concluído anteriormente, por exemplo, que não existiam “provas” que ligassem a utilização do glifosato ao aumento do risco de cancro nos seres humanos, os ativistas criticaram o processo de avaliação das agências por se basear demasiado em estudos encomendados pela indústria e ignorar os riscos para a saúde e o ambiente a longo prazo.

Entretanto, as partes interessadas também ficaram divididas na forma como receberam o atraso na avaliação e na prorrogação temporária da aprovação que daí poderia resultar.

De um lado, o Glyphosate Renewal Group considera que a nova data é uma “expressão de um procedimento muito transparente que proporciona a todas as partes interessadas a participação no processo”.

Já do outro lado, o policy officer da Pesticide Action Network Europe, Martin Dermine pede à EFSA que “apresente uma declaração sobre as conclusões não industriais antes do final do ano, de modo que a Comissão Europeia e os Estados-Membros abandonem a ideia de prolongar a autorização”.

Fonte: Agroportal

 

Em resposta ao pedido da Presidência francesa relativo ao presente parecer exploratório, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) identifica as seguintes medidas fundamentais da UE para salvaguardar a competitividade dos produtores europeus, com vista a garantir tanto a segurança e a sustentabilidade alimentares europeias como preços acessíveis para os consumidores:

i. promover uma autonomia estratégica aberta para a segurança e a sustentabilidade alimentares,

ii. desenvolver tecnologias e sementes inovadoras, de forma a estar sempre em posição de disponibilizar soluções aos agricultores afetados pelas restrições das ferramentas existentes,

iii. assegurar a cobertura da banda larga e a digitalização, aspetos incontornáveis para uma agricultura de precisão e a robótica, e apoiar os investimentos nestas técnicas sustentáveis,

iv. promover e facilitar o acesso dos produtores agrícolas, em especial dos jovens agricultores, à formação nestas novas tecnologias,

v. assegurar a reciprocidade das normas e condições de concorrência equitativas incorporando a Estratégia do Prado ao Prato e a Estratégia de Biodiversidade do Pacto Ecológico e as normas respetivas como normas globais de sustentabilidade em todos os acordos comerciais futuros e atuais da União Europeia (UE), bem como nos acordos da OMC,

vi. promover o valor dos alimentos, incentivando a educação alimentar junto dos consumidores, o que contribui para aproximar o setor agrícola da sociedade,

vii. assegurar preços justos e a distribuição adequada dos rendimentos em toda a cadeia, melhorar a disponibilidade dos consumidores para pagarem o preço adequado dos produtos alimentares, consumindo menos alimentos, mas de melhor qualidade, e proibir práticas comerciais desleais através de regulamentação ambiciosa,

viii. alinhar as práticas e as operações das empresas do setor alimentar pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),

ix. garantir o envolvimento e a participação estruturados da sociedade civil e de todas as partes interessadas em toda a cadeia de abastecimento alimentar, nomeadamente através de um conselho europeu de política alimentar, promovendo a cooperação e não a concorrência.

Além disso, o CESE identifica as seguintes medidas fundamentais para ajudar a reduzir a dependência dos insumos, incluindo os de síntese, e tornar a UE mais autónoma em matéria de proteínas:

i. a UE deve apoiar práticas de baixo consumo de insumos, especialmente em termos de combustíveis fósseis e pesticidas, e fomentar a capacidade de produção de insumos agrícolas na Europa,

ii. tornar a UE mais autónoma em matéria de proteínas é desejável a todos os níveis. As importações de grão de soja de países terceiros podem estar associadas à desflorestação, à degradação florestal e à destruição de ecossistemas naturais em alguns países produtores. O aumento do cultivo na União de leguminosas oleaginosas e secas com elevado conteúdo proteico limitaria as importações e teria, por conseguinte, um impacto positivo no clima e no ambiente,

iii. organizar e apoiar o setor das proteínas, a fim de promover a produção e persuadir os agricultores, especialmente através de uma política agrícola comum (PAC) ambiciosa,

iv. reforçar a produção de oleaginosas e de bagaço de oleaginosas. Com o objetivo principal da produção alimentar, a valorização das oleaginosas tem por base a valorização tanto do óleo como do bagaço, sendo estes fatores indissociáveis. Tal permite reforçar a produção sustentável de alimentos e de energia,

v. reforçar as medidas da UE destinadas a proteger e recuperar as florestas a nível mundial, nomeadamente através da melhoria do sistema de certificação atual (PEFC, FSC) para aprovar produtos que não contribuem para a desflorestação,

vi. desenvolver cadeias de abastecimento curtas, justas e transparentes e garantir uma abordagem progressiva na transição para uma agricultura sustentável de modo a preservar os equilíbrios existentes,

vii. assegurar o exercício do direito à alimentação para todas as pessoas, em especial as que se encontram em situação de insegurança económica e social, e facilitar a experimentação no domínio da inovação social. É imperativo que a ajuda alimentar continue a ser praticada nos Estados-Membros,

viii. garantir que os alimentos podem ser produzidos em toda a UE."

Veja aqui o parecer completo.

Fonte: Qualfood e Eur-lex

Mais de 100 diferentes produtos de frango podem ter sido contaminados com salmonela devido a um surto registado numa fábrica no Reino Unido, adianta o Daily Mail.

Esta quinta-feira, a Food Standards Agency (UKFSA) divulgou uma lista extensa dos produtos que podem ter sido contaminados com salmonela e que vão ser retirados do mercado, após o surto detetado na fábrica de produtos alimentares da Cranswick, localizado em Hull.

Os produtos vão ser retirados de supermercados, lojas de conveniência e cafés. Empresas como a Starbucks, a Costa, Aldi, Sainsbury’s e até a Amazon, que começou a expandir a sua marca de lojas de conveniência, a Amazon Fresh, foram afetadas por esta situação.

A suspeita de contaminação com salmonela afeta produtos como sanduíches, wraps e saladas.

A Food Standards Agency avisou as pessoas que tiverem em casa produtos destes para não os consumirem.

A salmonela foi detetada na fábrica da Cranswick durante uma “inspeção de rotina”. A fábrica encontra-se encerrada.

Mais informações sobre os produtos retirados podem ser consultados aqui.

Fonte: Sapo e Qualfood

Dia Internacional da Sanidade Vegetal

  • Thursday, 12 May 2022 10:40

Celebra-se hoje, dia 12 de maio, o 1º Dia Internacional da Sanidade Vegetal.

Para assinalar esta data, a DGAV em conjunto com a DRAPLVT,  a Câmara Municipal de Óbidos e com o apoio da Rede Rural Nacional, apresenta uma Sessão pública em Óbidos. Esta iniciativa, que conta com a presença da Ministra da Agricultura e da Alimentação, reúne diversas entidades intervenientes em matéria de proteção e sanidade vegetal, conforme programa em anexo.

Este dia é um importante legado do Ano Internacional da Fitossanidade 2020.

As Nações Unidas proclamaram o 12 de maio como o Dia Internacional da Sanidade Vegetal. A resolução aprovada defende que “plantas saudáveis constituem o fundamento de toda a vida na Terra, dos ecossistemas, da segurança alimentar e da nutrição” e que “a sanidade vegetal é essencial para o desenvolvimento sustentável da agricultura, que é necessário para alimentar uma população global crescente”.

Tanto a nossa saúde como a saúde do nosso planeta dependem das plantas. As plantas representam 80% dos alimentos que comemos e fornecem 98% do oxigênio que respiramos. Contudo, cerca de  40% das culturas alimentares são perdidas todos os anos devido a pragas e doenças das plantas, afetando  tanto a segurança alimentar quanto a agricultura, causando inúmeros prejuízos às comunidades rurais que dependem desta fonte de rendimento.

Para promover a consciência da importância da saúde das plantas junto dos mais jovens a DGAV, em articulação com a FAO, divulga o Livro Infantil – Plantas Saudáveis, Planeta Saudável.

Fonte: DGAV

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através de Brigada de Indústrias da Unidade Regional do Norte – Unidade Operacional de Mirandela, uma operação de fiscalização direcionada a entrepostos frigoríficos, localizados nos concelhos de Vila Verde, Vila Nova de Famalicão e Braga.

Fonte: ASAE

ASAE desmantela matadouro ilegal

  • Thursday, 12 May 2022 10:19

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de uma investigação no âmbito do combate aos ilícitos criminais contra a saúde pública, realizou através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional XI/Évora uma operação de fiscalização que resultou no desmantelamento de um local onde se procedia de forma ilícita, camuflada e sem condições técnico-funcionais ao abate e à comercialização de animais, no distrito de Évora.

Fonte: ASAE

O livro «As ilustres raças», lançado pela Ruralbit no passado dia 24 de abril, na Ovibeja, revela um fino critério de seleção, enriquecido pelo talento do ilustrador Carlos Medeiros e por um conjunto de textos extraídos da literatura e da etnografia portuguesa, que resultam numa publicação que dignifica o tratamento deste património genético animal com tão vastas referências na cultura portuguesa.

A importância da temática sobre as raças autóctones portuguesas tem suscitado a publicação de diversas análises diferenciadoras, seja através do impacto que tem tido na agropecuária nacional, mas também, na valorização dos territórios que estas raças ocupam.

Consulte a Pré-visualização do Livro «As ilustres Raças»

Efetue a encomenda através da hiperligação da Ruralbit

Fonte: DGAV