Foi investigada e estabelecida a ligação entre a ingestão de frutas e vegetais e os níveis de stress de mais de 8.600 australianos com idades entre os 25 e os 91 anos, de acordo com uma nova investigação da Universidade Edith Cowan (ECU), na Austrália.
As descobertas revelaram que as pessoas que comeram pelo menos 470 gramas de frutas e vegetais diariamente tiveram níveis de stress 10% mais baixos do que aqueles que consumiram menos de 230 gramas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda comer pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia.
Simone Radavelli-Bagatini, investigadora principal do Instituto de Investigação em Nutrição da ECU, afirma que o estudo fortalece a ligação entre a dieta saudável e o bem-estar mental. “Descobrimos que as pessoas que ingerem mais frutas e vegetais ficam com menos stress do que aquelas que ingerem menos, o que sugere que a dieta desempenha um papel fundamental no bem-estar mental”
As condições de saúde mental são um problema crescente um pouco por todo o planeta. Globalmente, aproximadamente 1 em cada 10 pessoas vive com um transtorno de saúde mental.
De acordo com Simone, algum stress é considerado normal, mas a exposição a longo prazo pode afetar significativamente a saúde mental.
“O stress de longo prazo e não gerido pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, diabetes, depressão e ansiedade, então precisamos de encontrar maneiras de prevenir e possivelmente aliviar os problemas de saúde mental no futuro”, explica a investigadora.
“Estudos anteriores mostraram a ligação entre o consumo de frutas e vegetais e o estresse em adultos jovens, mas esta é a primeira vez que vemos resultados semelhantes em adultos de todas as idades”, afirma.
Embora a forma de como o consumo de frutas e vegetais influenciam o stress ainda não estejam claros, a investigadora afirma que os nutrientes essenciais podem ser um fator. “Vegetais e frutas contêm nutrientes importantes como vitaminas, minerais, flavonóides e carotenóides que podem reduzir a inflamação e o stress oxidativo e, portanto, melhorar o bem-estar mental”.
O próximo passo dos investigadores é identificar quais frutas e vegetais fornecem mais benefícios para a saúde mental.
Fonte: Greensavers
Foi publicado o Regulamento de Execução (UE) 2021/882, de 1 de junho de 2021, que autoriza a colocação no mercado de larvas de Tenebrio molitor desidratadas como novo alimento ao abrigo do Regulamento (UE) 2015/2283 do Parlamento Europeu e do Conselho e que altera o Regulamento de Execução (UE) 2017/2470 da Comissão.
A Comissão Europeia autorizou a utilização do novo alimento “Larvas de Tenebrio molitor (tenébrio) desidratadas” para uso em diversas categorias de alimentos, que se encontram elencadas no anexo do Regulamento de Execução (UE) 2021/882.
As especificações do novo alimento encontram-se no quadro 2 (Especificações).
Chama-se a atenção para as especificações relativas aos teores em contaminantes.
No caso do novo alimento em apreço, os limites máximos relativos aos contaminantes, Cádmio, Chumbo, Aflatoxinas totais, Aflatoxina B1, Desoxinivalenol e Ocratoxina A, constam na decisão de autorização.
O novo alimento “Larvas de Tenebrio molitor (tenébrio) desidratadas” fará parte de uma atualização à lista da União de novos alimentos autorizados, estabelecida no Regulamento de Execução (UE) 2017/2470, onde constará também as condições de utilização e os requisitos de rotulagem a que deve obedecer o novo alimento.
Pode consultar o diploma na sua plataforma Qualfood.
Fonte: DGAV
A todos os interessados, informamos que estão abertas inscrições para participação no webinar organizado pela EFSA sobre “atualização das orientações para a submissão de um dossiê de avaliação de enzimas alimentares“.
Objetivos:
Este evento está programado em duas sessões nas tardes de segunda e terça-feira, 21 e 22 de Junho de 2021, das 14:00 – 18:00 CET (13:00 – 17:00 PT).
Mais informações estão disponíveis na página da EFSA, incluindo agenda Dia 1 e Dia 2.
Fonte: DGAV
É preciso recuar até setembro de 2011 para encontrar um valor tão alto no índice global de preços dos alimentos quanto aquele que foi registado em maio. Segundo dados da FAO, a agência das Nações Unidas para a área da alimentação e agricultura, este índice disparou quase 40% em termos homólogos.
Este índice mede as alterações mensais de preços para um cabaz composto por cereais, sementes, produtos lácteos, carne e açúcar. Em maio, o índice subiu para os 127,1 pontos, contra os 120,9 pontos verificados em abril.
De acordo com a FAO, o apetite da China por grãos e soja está a criar pressão nos preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, além do aumento da procura, também a situação de seca severa registada no Brasil, um exportador de destaque de milho e soja, e a procura crescente por óleo vegetal para o biodiesel estão a impulsionar os preços dos alimentos.
A FAO indica que o índice do preço dos cereais subiu 6% em cadeia no mês de maio e cerca de 37% em termos homólogos.
A pandemia de covid-19 tem vindo a transtornar as cadeias de produção de alimentos, especialmente no sul da Ásia, na África Subsariana e na América Latina.
Entre os preços de vários alimentos incluídos no cabaz, a FAO aponta que a maior subida mensal de preços foi registada no óleo vegetal (7,8%), seguido pelo preço do açúcar, que aumentou 6,8% entre abril e maio.
No caso do açúcar, o disparo no preço é justificado pelos atrasos nas colheitas e ainda pelas preocupações de colheitas mais modestas no Brasil, um dos maiores exportadores deste tipo de alimento. Além da situação de seca, o Brasil enfrenta ainda uma grave situação pandémica, com um total de 468 mil mortos devido a complicações ligadas à covid-19.
Segundo o economista sénior da FAO, Abdolreza Abbassian, citado pelo Financial Times, os preços dos alimentos deverão continuar a aumentar, especialmente com a abertura de restaurantes em vários países do globo, numa altura em que muitos territórios começam a aliviar as restrições impostas para conter a pandemia de covid-19. "A queda da ida aos restaurantes não foi totalmente compensada com a alimentação em casa, mas à medida que as pessoas começarem a ir aos restaurantes outra vez, será visível um aumento no preço dos alimentos".
Fonte: Jornal de Negócios
A União Europeia (UE) e o Reino Unido chegaram a um acordo de princípio sobre a pesca este ano das unidades populacionais geridas conjuntamente, anunciou a Comissão Europeia, que liderou o processo em nome do bloco.
O acordo de princípio, que estabelece limites de captura para os recursos geridos conjuntamente para 2021 e, nas espécies de profundidade, até fim de 2022, foi concluído numa chamada telefónica esta tarde entre o comissário para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevicus, e o ministro britânico do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, George Eustice, segundo um comunicado do executivo europeu.
O acordo de princípio assegura os direitos de pesca tanto da UE como da frota britânica, tanto nas águas da UE como nas do Reino Unido, até ao final de 2021, e estabelece o total admissível de capturas (TAC) para 75 unidades populacionais partilhadas para 2021, bem como para algumas unidades populacionais de águas profundas para 2021 e 2022.
A assinatura do acordo, prevista para os próximos dias, permitirá igualmente a ambas as partes procederem a trocas de quotas.
“Chegámos a um acordo com o Reino Unido sobre oportunidades de pesca ao abrigo do Acordo de Comércio e Cooperação UE-Reino Unido. Este acordo proporciona previsibilidade e continuidade para as nossas frotas fixando TAC definitivos para o resto do ano”, disse o comissário.
O Reino Unido abandonou a UE em 01 de fevereiro de 2020.
Fonte: Greensavers
O cuidado com a alimentação e a preferência por uma dieta saudável são escolhas que se devem fazer ao longo da vida, mas se as adaptarmos desde o nascimento, os seus benefícios podem ser notáveis logo nos primeiros anos. É o que diz um novo estudo da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, no Brasil, e da Columbia University Irving Medical Center, nos Estados Unidos.
A investigação foi realizada no Brasil, em Porto Alegre, em nascimentos entre maio de 2008 e fevereiro de 2009. Foram acompanhadas várias famílias, sendo que umas seguiam as recomendações alimentares (grupos de intervenção) e outras não (grupos de controle). Os especialistas foram analisando os resultados aos 6 meses, 12 meses, 3 anos e 6 anos através de visitas domiciliares, e foram registando os alimentos, as quantidades e a forma como estes eram preparados.
De acordo com os investigadores, quando os profissionais de saúde começavam a promover práticas de alimentação saudáveis às mães ainda no último trimestre de gravidez, isso tinha um impacto positivo nos seus filhos nos primeiros anos de vida. Aos 3 anos de idade estes já consumiam menos hidratos de carbono e gorduras, e aos 6 anos de idade tinham baixos valores de gordura corporal. Além disso, aos 6 anos as crianças dos grupos de intervenção tinham menos 7% de prevalência de excesso de peso do que as dos grupos de controlo.
A profissional refere ainda que as mães do grupo de controlo davam aos bebés alimentos ultraprocessados, com grandes quantidades de açúcar e gorduras, a partir dos 6 meses de idade. “Esse comportamento pode ser explicado por influências culturais e pelo forte marketing de alimentos processados para bebés que continua globalmente”, alerta.
“O primeiro ano após o nascimento é uma janela crítica para o estabelecimento de hábitos que influenciarão os padrões de saúde ao longo da vida. A mensagem transmitida mundialmente é de que, para evitar a obesidade mais tarde, não se pode começar muito cedo a ajudar as mães a alimentar bem os seus filhos. E este estudo é a prova do princípio de que é possível mudar o comportamento de uma mãe”, esclarece Caroline N. Sangalli, autora principal do estudo.
Fonte: Greensavers
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, uma operação de fiscalização, de norte a sul do País, com o objetivo de verificar o cumprimento das regras estabelecidas para a atividade de panificação e pastelaria com fabrico próprio, especialmente ao nível do licenciamento, denominação e rotulagem, assim como de higiene e segurança alimentar, por forma a garantir a proteção dos consumidores, a leal concorrência entre agentes económicos e a própria legalidade do exercício desta atividade.
Foram fiscalizados 91 operadores económicos, tendo sido instaurados 25 processos contraordenacionais. Destes, sublinham-se, como principais infrações, a existência de processos os baseados nos princípios da Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP), que não cumpriam os requisitos previstos no artigo 5.º do Regulamento (CE) n.º 852/2004. Verificou-se, igualmente, o incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene (artigos 3.º e 4.º do Regulamento (CE) n.º 852/2004), a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP (artigo 5.º do Regulamento (CE) n.º 852/2004), falta de observância das regras de funcionamento dos estabelecimentos de restauração e similares e falta de envio do original da folha de reclamação à entidade competente, entre outros.
Foram ainda determinadas 5 suspensões de atividade parciais, uma suspensão total de atividade e a apreensão de instrumentos de pesagem com um valor aproximado de 300,00€.
A atividade de panificação e pastelaria consiste no fabrico de pão e produtos afins, podendo a tipologia ser estabelecida por unidades industriais ou unidades de produção integradas em complexos comerciais ou estabelecimentos de restauração e bebidas.
Tendo em conta a prática de consumo de pão, produtos de pastelaria e afins pela população portuguesa, considerando que o setor de panificação e pastelaria com fabrico próprio não parou a sua atividade durante as restrições derivadas do controlo da pandemia, importa, cada vez mais, garantir que os locais de fabrico de pão e de produtos de pastelaria estão devidamente licenciados e que cumprem as regras de denominação de produto e rotulagem, higiene e segurança alimentar, bem como avaliar a conformidade das matérias-primas e respetiva rastreabilidade bem como as condições de higiene e temperatura dos veículos de transporte.
A ASAE, enquanto órgão de polícia criminal e autoridade de fiscalização de mercado, executa, diariamente, operações para verificação do cumprimento da regulamentação vigente. No contexto atual, a incidência de fiscalização manter-se-á necessariamente intensificada nas matérias relacionadas com a situação inerente à pandemia de COVID-19, bem como todas as que se manifestam relevantes no âmbito da segurança alimentar e económica.
Fonte: ASAE
Identificámos que se encontram a circular pessoas e/ou organizações a atuar em nome desta Autoridade, que notificam as pessoas de um hipotético auto de contraordenação, indicando uma referência bancária para pagamento ou o IBAN, caso contrário fariam fazer deslocar uma Brigada da ASAE ao local.
Trata-se de uma tentativa fraudulenta de obter pagamentos ilícitos, por meio de disfarce de uma entidade conhecida, pelo que não se deve seguir essa instrução.
Informamos que, todas as notificações para pagamento de contraordenações da ASAE são efetuadas por correio registado para o respetivo operador económico, indicando a entidade, referência bancária e montante.
Fonte: ASAE
A Porbatata, Associação da Batata de Portugal, lançou hoje uma campanha nacional para promover a batata portuguesa. A partir de agora os consumidores vão poder facilmente identificar a origem do produto, neste caso que as batatas são nacionais e provenientes dos produtores associados da Porbatata, através do novo selo “Miss Tata”.
Esta é a primeira vez que a marca coletiva criada pela Porbatata vai estar visível nas embalagens à venda no retalho nacional, incluindo híper e supermercados aderentes da campanha nacional. Fresca, nova, acabada de colher e aliada de uma alimentação saudável, são características que definem a batata portuguesa.
A campanha conta com a parceria da APED – Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição e do Crédito Agrícola, com o apoio do Ministério da Agricultura.
Mas a marca “Miss Tata” não vai só andar por terras portuguesas, o selo vai também esta presente nas embalagens destinadas à exportação. O objetivo é dar a conhecer a marca coletiva da batata portuguesa e estimular as exportações, numa altura em que este produto está a chegar ao mercado, acabado de colher.
Em 2020, as exportações de batata somaram mais de 18 milhões de euros e a União Europeia foi o principal mercado de destino. Quanto ao maior comprador de batata portuguesa, é o país vizinho Espanha, que absorve 48% das exportações nacionais, em valor.
Fonte: Greensavers
Uma nova variedade de batata geneticamente modificada foi desenvolvida para emitir um sinal de alerta quando começa a ficar em stress.
A planta da batata Solanum tuberosum fica brilhante perante situações de seca, temperatura extrema e excesso de luz. Foi geneticamente modificada para desenvolver essa característica, permitindo aos agricultores a possibilidade de resolver o problema ainda nas fases iniciais dos stresses.
Os investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém introduziram um novo gene nos cloroplastos da planta, o qual expressa uma proteína fluorescente em resposta à presença de espécies reativas de oxigénio. Quanto mais stress a planta sofre, maior a quantidade de espécies reativas de oxigénio produz. No caso da nova batata geneticamente modificada, isso faz com que produza mais proteína fluorescente e por isso é que quanto mais stressada a planta estiver, mais brilhará.
Não sendo detetáveis a olho nú, os sinais de fluorescência emitidos por biossensores requerem a utilização de uma câmara fluorescente altamente sensível.
Os investigadores escolheram modificar a batata Solanum tuberosum, também conhecida como batata irlandesa, por ser uma cultura importante em muitas partes do mundo. O passo seguinte é desenvolver o conceito e aplicá-lo a outras culturas.
Refira-se que uma tecnologia semelhante já foi comercializada pela empresa norte-americana InnerPlant, que deverá lançar comercialmente um tomate que responde ao stress ficando fluorescente.
Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia
Subscreva a Base de dados Qualfood Negócios!