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O boletim de eletricidade do Observatório da Energia da ADENE –  Agência para a Energia, revela que no mês de agosto 58,2% da produção de eletricidade foi de origem renovável. A maioria foi proveniente de energia eólica (23.1%), seguindo-se a energia hídrica (18.8%), a de biomassa (9.2%) e a fotovoltaica (7.1%).

Foram gerados, mais concretamente, 700 Gigawatt-hora (GWh) de energia eólica, 570 GWh de energia hídrica, 214 GWh de fotovoltaica e 1547 GWh de energia térmica.

Neste mês, a energia fotovoltaica atingiu ainda um valor recorde de 7,1% da produção total de energia elétrica, uma quantia quase 5 vezes superior à atingida no mês de janeiro, em que correspondeu a apenas 1.5% da produção de energia elétrica. Relativamente à biomassa, registou também um volume de produção superior aos restantes meses do ano. Por outro lado, a produção de energia hídrica e eólica registaram um decréscimo no valor de produção total de energia elétrica, de cerca de 3% e 2%, respetivamente.

Embora a produção de eletricidade renovável tenha predominado em agosto, 41.8% correspondeu ainda às origens fósseis, com o gás natural a dominar a produção em 30%.

Fonte: Greensavers

80% do azeite português é produzido no Alentejo

  • Wednesday, 08 September 2021 09:46

A produção de azeite no Alentejo quase duplicou nos últimos 10 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A região representa, agora, cerca de 80 por cento de todo o azeite produzindo em Portugal, devido sobretudo aos novos olivais intensivos e superintensivos plantados no perímetro de rega do Alqueva.

Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, confirma “o peso crescente” do Alentejo na produção nacional de azeite “à medida que os novos olivais vão entrando em produção”. Dá conta que se continua a plantar “ainda algum olival”, que demora cerca de três a quatro anos a entrar em produção, o que significa que os números têm tendência a “otimizar-se”. A produção global de azeite da região Alentejo “representa entre 75 e 80 por cento da produção nacional todos os anos”, sendo que a “esmagadora maior parte” é proveniente dos novos olivais plantados no perímetro do Alqueva.

Este crescimento foi, aliás, decisivo para inverter a equação em termos de importação-exportação nacional: “Passámos a ser autossuficientes para o consumo interno, porque antes tínhamos que importar para as nossas necessidades”, diz Mariana Matos, esclarecendo que o País ainda importa azeite, mas muito menos.

De acordo com Gonçalo Almeida Simões, diretor executivo da Associação de Olivicultores do Sul (Olivum), que representa os novos investidores, 2013/2014 (o ano é contado desta forma, porque a apanha da azeitona acontece entre outubro e janeiro) foi o ano da grande viragem, em que “a exportação” nacional “ultrapassou a importação”, mas o panorama já vinha a evoluir nesse sentido desde 2005. Diz que “se olharmos para os números e tivermos em consideração quando é que o Alqueva começou a regar, quando se instalam os primeiros olivais no Alqueva e quando esses olivais começaram a produzir”, há uma clara coincidência entre uma coisa e as outras. Nesse ano foram produzidas 90 mil toneladas de azeite a nível nacional, 72 mil no Alentejo.

A importância da cultura do olival no Alentejo é “fortíssima”, sublinha a secretária-geral da Casa do Azeite, explicando que era um “setor que estava muito ‘adormecido’” mas com um potencial enorme, “como hoje se comprova, sendo que é uma cultura adaptada à região, mediterrânica”. Argumenta: “Das opções que existem para o regadio, o olival é das mais respeitosas e das mais sustentáveis tanto em termos de consumo de água como de fitossanitários, porque é uma cultura que já existia na região”. Sublinha ainda a sua relevância na economia local: “Criação de emprego e valor acrescentado na zona, que vem em grande parte do regadio e da valorização de uma cultura através do investimento que foi feito”, primeiro com o perímetro do Alqueva, e depois com o investimento privado.

A IMPORTÂNCIA DO ALQUEVA

Gonçalo Morais tem 34 hectares de olival de sequeiro, uma propriedade de família, de onde “normalmente” tira “à volta de 1000 quilos de azeitona por hectare”. Em 2020/2021 não tirou “absolutamente nada, pois foi um ano muito complicado”, comenta. Está otimista relativamente à próxima colheita que começa em outubro. “O meu olival e os olivais em geral, que eu conheço, estão muito bem compostos, pelo que, se tudo correr bem até ao fim, e ainda faltam praticamente dois meses para a safra, será um bom ano de azeitona e de azeite”.

As previsões do produtor coincidem com as da secretária-geral da Casa do Azeite e com as do diretor executivo da Olivum, com a respetiva salvaguarda que ainda faltam algum tempo até à safra. Em 2019/2020 a produção nacional foi de 100 mil toneladas de azeite, 80 mil do Alentejo. Com base na alternância cultural do olival – num ano produz mais, no ano seguinte menos e assim ciclicamente –, a produção de 2020/2021 “poderá andar pelas 150 mil toneladas, das quais 120 mil sairão do Alentejo”, prevê Mariana Matos, concluindo: “Portanto, o Alentejo já não é o celeiro de Portugal, mas o lagar de Portugal.”

Apesar de igualmente otimista, Gonçalo Almeida Simões fica-se por uma previsão mais conservadora: “120 mil toneladas, das quais 96 mil será o contributo” do Alentejo. A participação do distrito de Beja em termos de produção de azeite não é possível apurar: “os dados não chegam tão longe”, sublinha o diretor executivo esclarecendo que também não iam ajudar, uma vez que a transformação em lagar, nem sempre ocorre no distrito onde se encontra o olival.

Recorde-se que nos 120 mil hectares de terra irrigada pelo Alqueva, 60 por cento corresponde a olival. “Esse é o peso da cultura” que tornou possível, há sete anos, “dar o salto para a autossuficiência em azeite”, refere Gonçalo Almeida Simões, defendendo que o investimento do Alqueva “é muito importante porque atraiu investimento de várias empresas agrícolas – e à volta destas empresas de contabilidade, de maquinaria, manutenção e assistência” – que, no seu perímetro, cresceram “68 por cento” entre 2011 e 2019. “Veremos quais as culturas que se vão instalar nos 50 mil hectares que se preveem até 2023”. 

COOPERATIVA DE MOURA ACOMPANHA EVOLUÇÃO

A Cooperativa de Moura e Barrancos, a maior da região, extraiu na campanha de 2020/2021 cerca de 4000 toneladas de azeite, segundo o diretor de operações e de ‘marketing’. Henrique Herculano diz que não têm como avaliar “diretamente o sistema de condução dos olivais dos quais é proveniente a azeitona” que recebem. Explica, no entanto, que mais de 70 por cento dos 20 mil hectares da área de abrangência da Cooperativa “é conduzido em sistema tradicional de sequeiro, e cerca de metade do azeite” aí produzido “é passível de ser qualificado como Azeite de Moura DOP, ou seja proveniente de variedades tradicionais produzidas na região demarcada”: Cordovil de Serpa, Galega e Verdeal Alentejana. Conclui, referindo que o crescimento de produção da Cooperativa de Moura e Barrancos tem “acompanhado a evolução registada a nível nacional”, prevendo-se “uma possível campanha recorde” para 2021/2022.

Fonte: Diário do Alentejo

Agricultores e pequenos e médios fornecedores da cadeia agrícola e alimentar podem a partir de 1 novembro apresentar queixa confidencialmente contra práticas desleais impostas unilateralmente pelos compradores, segundo diploma sobre práticas comerciais desleais.

O Conselho de Ministros aprovou em julho o diploma, menos de duas semanas antes de a Comissão Europeia ter aberto procedimento de infração contra Portugal, e 11 outros Estados-membros, por não ter transposto a diretiva que proíbe práticas comerciais desleais entre empresas na cadeia de abastecimento agrícola e alimentar, o que veio a ser efetivado com a publicação do diploma.

Entre as práticas desleais proibidas por esta lei europeia estão pagamentos em atraso e cancelamento de encomendas de última hora de produtos alimentares perecíveis, alterações unilaterais ou retroativas dos contratos, imposição ao fornecedor para pagar produtos desperdiçados e recusa de contratos escritos.

Previsto no diploma está a possibilidade de os agricultores e pequenos e médios fornecedores, bem como as organizações que os representam, apresentarem queixa contra tais práticas dos compradores, devendo ser criada uma autoridade nacional para tratamento das queixas e assegurada a confidencialidade dos queixosos.

Estas medidas, defendeu na altura Bruxelas, pretendem assegurar uma cadeia de abastecimento “mais equilibrada, justa e eficiente no setor agroalimentar”.

O Governo, no decreto-lei nº 76/2021 que transpõe a diretiva, destaca haver na legislação nacional, de um modo geral, um grau de proteção mais elevado do que o previsto na diretiva 2019/633, que se mantém, e que o objetivo do decreto-lei é o de proceder “aos ajustamentos necessários para garantir a harmonização das medidas de proteção mínima que irão vigorar em toda a União Europeia”.

O diploma proíbe três novas práticas negociais abusivas, que se juntam às cinco já previstas desde 2013 no regime das práticas individuais restritivas do comércio.

Passam a ser proibidas as práticas negociais entre empresas que se traduzam na penalização do fornecedor pela dificuldade de fornecimento de encomendas desproporcionadas face às quantidades normais do consumo do adquirente ou aos volumes habituais de entregas do vendedor, quando o fornecimento que, em condições normais, seria concluído o não puder ser, por motivos imprevistos e de força maior, recaindo sobre o fornecedor o ónus de provar esse impedimento.

Também são proibidas práticas que se traduzam na aquisição, utilização ou divulgação ilegais de segredos comerciais do fornecedor, pelo Código da Propriedade Industrial, e na ameaça ou concretização de atos de retaliação comercial contra o fornecedor que exerce os seus direitos contratuais ou legais, nomeadamente ao apresentar uma queixa às autoridades competentes ou ao cooperar com as autoridades competentes no decurso de uma investigação.

O diploma altera legislação nacional, além de transpor a diretiva, definindo os prazos de pagamento máximos para efeitos de pagamento de bens alimentares e proibindo, de acordo com o volume anual de negócios, práticas negociais do comprador de produtos agrícolas ou alimentares perecíveis que se traduzam no pagamento do preço após 30 dias.

A fiscalização da aplicação do decreto-lei, a instrução dos processos contraordenacionais e a respetiva decisão de aplicação da coima compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que tem ainda de apresentar um relatório bianual sobre os controlos especificamente exercidos para verificação do cumprimento dos prazos de pagamento previstos no âmbito do decreto-lei.

Pode consultar o diploma na sua página Qualfood.

Fonte: ECO/ Qualfood

A Cooperativa dos Lavradores do Centro e Norte (CLCN), instalada em Mogadouro, no distrito de Bragança, iniciou junto das entidades competentes o processo de registo de Indicação Geográfica Protegida (IGP) da amêndoa transmontana, anunciou hoje a organização.

“Iniciámos o processo de registo e certificação IGP da amêndoa produzida em todos os 12 concelhos do distrito de Bragança e em cinco concelhos do distrito de Vila Real. O primeiro passo foi dado com a entrega do processo à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DAPN)”, disse à Lusa Armando Pacheco, um dos responsáveis pela CLCN.

O responsável explicou que a iniciativa de certificação da amêndoa transmontana com a chancela IGP pretende ser uma mais-valia para a comercialização deste fruto de casca rija produzido neste território.

“Achámos que devíamos certificar a amêndoa produzida nesta região do país, para depois os produtores retirarem mais-valias deste produto agrícola por ser IGP. Consideramos que após a obtenção desta cancela a comercialização será superior. É importante realçar a importância de território de Trás-os-Montes neste tipo de produção”, destacou o técnico.

De acordo com Armando Pacheco, já há uma Denominação de Origem Protegida (DOP) da amêndoa do Douro. Contudo, o dirigente referiu que a certificação IGP a que se propõe a CLCN pretende ser mais abrangente.

“Queremos ter a marca Trás-os-Montes, e a amêndoa tem de ser produzida nesta região, onde se verifica um aumento das variedades deste fruto de casca rija, porque já existem outras, sem ser a antiga tradicional, mas de pouco rendimento comercial”, disse Armando Pacheco.

Para já, a CLCN está a liderar o processo de certificação da amêndoa produzida em Trás-os-Montes, mas espera-se que outras organizações de produtores se juntem e possam vir a comercializar com este selo IGP a amêndoa, cuja produção que tem vindo a crescer neste território.

“Tudo indica que a produção de amêndoa vai continuar a crescer neste território. Nos últimos anos, a plantação subiu mais de 60% na nossa região, mas terá que aumentar ainda muito mais para ser rentável”, observou o dirigente agrícola.

O processo de certificação como IGP, depois de analisado pelos serviços de Agricultura a nível nacional, seguirá para Bruxelas, “sendo esperado que se prolongue por vários meses, sendo necessária alguma calma”.

A CLCN tem atualmente meio milhar de produtores de amêndoa e outros frutos de casca rija e castanha.

“Ao sermos reconhecidos como uma organização de produtores, os nossos associados beneficiam de mais valias em termos de candidaturas a apoios de fundos comunitários, havendo mesmo algumas majorações, como são as medidas agroambientais”, exemplificou o representante desta cooperativa agrícola.

Segundo Armando Pacheco, a CLCP comercializa atualmente um milhão de quilos de amêndoa e outros frutos de casca rija produzidos em Trás–os-Montes, traduzindo-se num volume de negócio rondar um milhão de euros.

Fonte: Agroportal

AgroGlobal, a maior feira agrícola ibérica dedicada aos profissionais, realiza-se nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, em Valada do Ribatejo. Mas, apesar de a meta dos 85% dos portugueses com a vacinação completa contra a Covid-19 dever ser atingida no final deste mês, as regras da Direcção-Geral de Saúde (DGS) têm de continuar a ser cumpridas.

Assim explica a organização da Feira, na sequência de reunião tida com a Autoridade de Saúde Local, que será “obrigatória apresentação à entrada de certificado digital ou teste. O certificado, ou teste válido para o período da feira, permite a aplicação de uma pulseira válida para os 3 dias. Um teste PCR é valido por 72 horas e um teste antigénio é válido por 48 horas.

No entanto, se chegar à Feira sem nenhum destes documentos, não precisa de ficar à porta. O recinto da AgroGlobal conta com um stand de uma farmácia que disponibiliza os autotestes rápidos.

Por outro lado, pode optar por levar o seu próprio autoteste e realizá-lo antes da entrada no recinto junto de um membro da segurança da Feira.

Consumo de bebidas e comidas

A organização da AgroGlobal recomenda que, para o consumo de bebidas ou comidas, os stands de expositores disponibilizem algumas mesas para evitar aglomerações e situações de risco aquando da degustação. E acrescenta que “é conveniente nos stands a existência de dispensadores de gel desinfetante”.

O uso de máscara é obrigatório sempre que haja aglomeração de pessoas.

Os restaurantes (esplanadas) poderão ter um máximo 10 pessoas por mesa e a distância mínima entre pessoas de mesas diferentes não pode ser inferior a 1,5 m.

Consulte o programa dos auditórios da AgroGlobal aqui.

Fonte: Agricultura e Mar

 

“Enoturismo – Um Motor de Desenvolvimento Rural” é o tema da 5.ª Conferência Mundial de Enoturismo, da Organização Mundial de Turismo (OMT), que vai decorrer em Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz, na quinta e na sexta-feira.

O evento é promovido pela OMT, com o apoio do Turismo de Portugal e da Câmara de Reguengos de Monsaraz (Évora), e vai contar com “alguns dos mais conhecidos e reputados especialistas, nacionais e internacionais, em vinhos e enoturismo”, revelou hoje a organização.

Durante dois dias, vai ser abordada “a contribuição do enoturismo para a integração social e económica regional”, assim como o seu “potencial para gerar oportunidades de desenvolvimento em destinos rurais remotos”.

A época atual é recheada de “desafios sem precedentes que nos obrigam a todos a adaptar e repensar a contribuição chave do turismo para o desenvolvimento rural”, realçou a OMT, em comunicado.

Por isso, “é essencial debater e encontrar soluções concretas para fazer do turismo um instrumento fundamental para destinos e comunidades rurais mais sustentáveis, inclusivos e resilientes”, acrescentou.

A conferência, que decorre em formato híbrido, ou seja, com oradores presentes em Monsaraz e outros a participarem por via digital, inclui ‘workshops’ sobre diferentes tópicos.

De acordo com o programa enviado à agência Lusa, a cerimónia de abertura da conferência, às 10:00 de quinta-feira, vai ter as participações do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Susa Vieira, e do presidente da OMT, Zurab Pololikashvili.

O diretor-geral da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), Pau Roca, o presidente da Turismo do Alentejo, Vítor Silva, e o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, também intervêm na mesma sessão.

Também em comunicado, a câmara municipal revelou hoje que esta iniciativa dedicada ao enoturismo já tem inscritos “200 participantes presenciais e 600 ‘online’, de cerca de 70 países”.

A apresentação do livro “The Wine Routes of the World” e a assinatura de dois memorandos, um entre a OMT e a Great Wine Capitals e o outro para a criação do Conselho Estratégico Nacional – Programa de Ação Português para o Enoturismo, são dois dos destaques do primeiro dia.

“Enoturismo e desenvolvimento rural: porquê e como?”, “O futuro é hoje”, “Uma Viagem pelo Enoturismo em Portugal”, “Destino Enoturismo” e “Dados, dados, dados … como entender melhor o enoturismo” são alguns dos debates e palestras agendados para os dois dias.

A cerimónia de encerramento do evento, às 11:45 de sexta-feira, vai contar com a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e novamente com os presidente da OMT e da Turismo do Alentejo e com o autarca de Reguengos de Monsaraz.

A seguir, decorre ainda a apresentação da 6.ª Conferência Mundial de Enoturismo, que vai decorrer no próximo ano em Itália, por Massimo Garavaglia, ministro do Turismo desse país, e Alberto Cirio, presidente da região italiana de Piemonte.

Provas de vinhos, jantar na Herdade do Esporão e espetáculos musicais também constam do programa da conferência.

Fonte: Greensavers

A Agência Internacional para Pesquisas sobre Cancro, Iarc na sigla em inglês, divulgou novas evidências que comprovam que colocar etiquetas claras e simples na frente das embalagens de produtos alimentares pode contribuir para reduzir riscos de doenças crónicas. 

Os cientistas da agência garantem que o sistema chamado “Nutri-Score”, que indica a qualidade nutricional dos produtos, é muito eficiente para orientar os consumidores a fazer escolhas mais saudáveis.  

A Iarc explica que o método utiliza cores diferentes para classificar os produtos em cinco categorias, que vão de A, com a cor verde-escuro, para produtos com a qualidade nutricional mais alta, até a categoria E, de cor laranja-escuro, para os alimentos mais pobres em nutrientes.  

Segundo a Iarc, este método é superior às etiquetas comuns que trazem o valor nutricional dos alimentos. Por isso, a agência pede que todos os países da União Europeia adotem este sistema de etiquetas frontais.  

Redução dos índices de mortalidade  

A agência explica que o método já é utilizado em países como Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Luxemburgo e Países-Baixos. 

Mathilde Touvier, a principal investigadora do projeto, declarou que o Nutri-Score pode ajudar a “reduzir a mortalidade e os riscos de cancro que estão associados ao consumo de alguns alimentos”.  

Segundo a Iarc, além de ajudar os consumidores a fazer escolhas mais conscientes, este sistema também incentiva os fabricantes de alimentos a melhorar o valor nutricional dos produtos. 

A agência também destaca que os governos poderiam implementar estratégias eficientes para prevenir o cancro e outras doenças relacionadas à nutrição.  

Fonte: Nações Unidas

A poluição do ar que respiramos dentro e fora de casa é responsável por quase sete milhões de mortes prematuras por ano no mundo e agrava a crise climática, alerta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente divulgado na quinta-feira

Um terço dos países do mundo não possui qualquer tipo de regulamentação que imponha limites à poluição do ar ambiente, e pelo menos outro terço, independentemente de ter capacidade para o fazer, não põe em prática a regulamentação que vai ao encontro das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Estas são duas das constatações de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (conhecido pela sigla inglesa UNEP), divulgado na quinta-feira, antes do “Dia Internacional do Ar Puro para céus azuis”, que se celebra amanhã 7 de setembro.

“Ar saudável, planeta saudável” (#HealthyAirHealthyPlanet) é o lema deste ano. As micropartículas poluentes com origem no tráfego automóvel, por exemplo (como as PM10 e PM2,5), penetram nos pulmões e são responsáveis por um terço das mortes precoces associadas a doenças respiratórias crónicas, cancro do pulmão ou ataques cardíacos. Outros poluentes que aparentemente ficam pouco tempo na atmosfera ao nível do solo, além de afetarem a saúde humana estão a agravar o aquecimento global do planeta.

MAU AR MATA PRECOCEMENTE SETE MILHÕES

Dados de 2016 apontam a poluição do ar (exterior e interior) como um dos maiores riscos para a saúde humana, sendo responsável por 6,5 milhões de mortes anuais prematuras em todo o mundo. E este número “pode aumentar 50% até 2050”, alerta Inger Andersen, diretora executiva da UNEP, lembrando que “o ar que respiramos é um bem público fundamental, e os governos devem fazer mais para garantir que seja limpo e seguro”. No entanto, admite, “não há nenhum golpe certeiro para evitar sete milhões de mortes prematuras causadas pela poluição do ar por ano”. Sendo os mais afetados as mulheres, as crianças e os idosos que vivem em países em desenvolvimento.

Segundo a OMS, a má qualidade do ar que respiramos é o pior fator isolado de impacte na saúde humana, e não faltam estudos que estabelecem correlações entre a poluição do ar e casos mais graves de covid-19.

O relatório da UNEP — “Regulating Air Quality: The first global assessment of air pollution legislation” — analisa a legislação de 194 Estados, entre os quais os países da União Europeia e a sua eficácia, acabando por constatar que é necessário uma espécie de tratado global para garantir a qualidade do ar que respiramos globalmente, já que apesar das recomendações da OMS, não há qualquer norma legal que seja imposta em cada país.

Aliás, em 34% dos países não há qualquer legislação neste sentido. E mesmo nos que têm legislação sobre a qualidade do ar, perto de metade apenas se refere à poluição exterior, e com regulamentação fraca; e apenas 33% impõem obrigações mais rigorosas, indica o estudo, enquanto perto de um terço têm mecanismos transfronteiriços para controlar a poluição oriunda de países vizinhos.

Perante as fragilidades reveladas pela forma como a maioria dos países protege os seus cidadãos de um inimigo invisível e potencialmente mortal, a ONU lembra que o direito a um ambiente saudável, incluindo ar limpo, é de todos, e faz parte dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS).

EUROPA TAMBÉM SOFRE

Estudos anteriormente apresentados pela Agência Europeia do Ambiente apontam para que a exposição de longo prazo a poluentes nocivos para a saúde seja a causa de cerca de 400 mil mortes prematuras todos os anos na Europa. Pelo menos cerca de 40 milhões de pessoas em 115 grandes cidades da UE respiram ar contendo pelo menos um poluente acima dos valores-limite definidos pela OMS.

Só em Portugal, as estimativas da Agência Europeia do Ambiente apontavam para perto de 10 mil mortes prematuras associadas a poluição atmosférica, em 2018, provocada sobretudo por elevadas concentrações de dióxido de azoto (NO2), de ozono troposférico (O3) e de partículas finas (PM2.5).

POLUIÇÃO DO AR MATA MAIS QUE TABACO, ACIDENTES DE CARRO E SIDA

Um outro estudo da Universidade de Chicago (EUA), intitulado “Índice da Qualidade do Ar para a Vida”, também divulgado nessa semana, aponta o dedo às centrais a carvão (sobretudo na Índia e na China) como responsáveis pela redução da esperança de vida. Na Índia a poluição do ar reduz em seis anos a vida média de uma pessoa e na China em cerca de 2,5 anos.

Já em média, globalmente, a poluição do ar atual é responsável pela perda de 2,2 anos de vida, e se nada for alterado pode levar a um somatório de 17 mil milhões de anos de vida perdidos anualmente. Além de a poluição com origem nos combustíveis fósseis matar mais do que o somatório das que morrem devido ao tabaco, acidentes de carro ou doenças como a sida, ainda agrava mais a crise climática e os eventos extremos que se sucedem cada vez mais em loop, alertam os cientistas.

Fonte: Expresso

RASFF - Publicado o Relatório Anual 2020

  • Monday, 06 September 2021 14:10

O relatório de 2020 sobre a utilização do Sistema de Alerta Rápido para os Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais já se encontra disponível. Através deste relatório é possível verificar quais as notificações de riscos para alimentos de consumo humano ou animal que foram comunicadas pelos Estados-Membros à Comissão Europeia no ano passado.

O RASFF foi fundamental para a rastreabilidade e retirada dos produtos afetados do mercado.

Pode consultar aqui o relatório.

Fonte: Comissão Europeia

 

 

Foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia o Regulamento 2021/1374 que altera o anexo III do Regulamento (CE) n.o 853/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere a requisitos específicos de higiene aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal.

O anexo III do Regulamento (CE) n.o 853/2004 estabelece regras específicas para os operadores das empresas do setor alimentar no que se refere à higiene dos géneros alimentícios de origem animal.

Pode consultar o documento na sua página Qualfood.

Fonte: Eur-lex/ Qualfood