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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defendeu esta quarta-feira a revogação da proibição da venda no ‘take away’ de qualquer tipo de bebidas, alertando que o que se pretende impedir é o consumo junto aos estabelecimentos.

No seu boletim diário, a associação referiu que “as últimas medidas restritivas impostas ao funcionamento da restauração e similares vieram determinar a proibição, no ‘take away’, da venda de qualquer tipo de bebidas”.

A AHRESP considera que “a venda de bebidas propriamente dita não representa qualquer risco acrescido”, defendendo que “seja revogada esta medida, uma vez que o que se quer prevenir é o consumo de produtos à porta do estabelecimento ou nas suas imediações, e não a venda, que apenas vai prejudicar a já difícil situação dos estabelecimentos”.

Esta questão “assume maior relevância nos estabelecimentos que funcionam com menus, com bebida muitas vezes incluída no preço”, diz a AHRESP, adiantando que “está a questionar a tutela sobre esta e outras questões que estão a levantar muitas dúvidas“.

As vendas ao postigo nas lojas do ramo não alimentar e de bebidas, incluindo café, nos estabelecimentos do ramo alimentar foram proibidas, mesmo nos que estão autorizados a vender em ‘take-away’, anunciou o primeiro-ministro, na segunda-feira.

Estas novas restrições foram conhecidas no final de um Conselho de Ministros extraordinário em que o Governo aprovou novas medidas relacionadas com o confinamento geral que entrou em vigor às 00h00 da passada sexta-feira.

O primeiro-ministro referiu que três dias “é um período curto para avaliar as medidas adotadas”, mas sublinhou que os dados disponíveis apontam para a necessidade de “clarificar normas que tem sido objeto de abuso”, ou alargar “o quadro de restrições”, aprovadas na semana passada.

Neste contexto, passa a ser proibida a venda ou entrega ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não alimentar, como lojas de vestuário, bem como a venda ou entrega ao postigo de “qualquer tipo de bebidas, incluindo cafés”, sendo esta proibição extensível aos estabelecimentos autorizados a praticar ‘take-away’.

O Governo decidiu também proibir a permanência e consumo de bens alimentares à porta ou nas imediações dos estabelecimentos do ramo alimentar e encerrar todos os espaços de restauração em centros comerciais mesmo no regime de ‘take-away’.

Fonte: Observador

A poluição do ar é um perigo silencioso à qual estamos expostos no nosso dia a dia, especialmente nas grandes cidades. Em 2016, morreram na Europa cerca de 470 mil pessoas devido à má qualidade do ar, aponta um novo estudo.

artigo do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), afirma que cumprir os limites de emissões de partículas inaláveis (PM 2.5) e dióxido de azoto (NO2) impostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pode ajudar a prevenir 52 mil mortes por ano; Um total de 51.213 mortes prematuras por PM 2.5 e 900 mortes prematuras por NO2.

Como indicam, a OMS recomenda que os limites sejam de 10μg/m3 de PM 2.5 e 40ug/m3 de NO2. Com base nestes níveis, a equipa analisou a temática no ano de 2015 em 1000 cidades europeias.

As cidades com maior mortalidade derivada da poluição de PM 2.5 eram do Norte de Itália, no Vale do Pó, do Sul da Polónia e da República Checa. Relativamente à mortalidade por NO2, distinguem seis cidades com um grande nível de emissões, nomeadamente Madrid, Antuérpia, Turim, Paris, Milão e Barcelona.

As cidades que se destacaram pela positiva, com menos mortalidade devido a este risco, foram Tromsø (Noruega), Umeå (Suécia), Oulu (Finlândia) e Reykjavik (Islândia).

Os especialistas chegaram também à conclusão de que 84% da população mundial foi exposta a concentrações de acima dos valores limite de PM 2.5, e 9% a concentrações de NO2.

Fonte: Greensavers

O Governo está a negociar a abertura de mais 70 mercados para a exportação de 340 produtos, anunciou ontem, no parlamento, a ministra da Agricultura, adiantando que foi criado um grupo de trabalho para avaliar oportunidades de negócio.

“Temos em negociação 70 novos mercados para 340 produtos a exportar em diversas áreas”, adiantou Maria do Céu Antunes, em resposta aos deputados, numa audição parlamentar na Comissão de Agricultura e Mar.

A titular da pasta da Agricultura referiu ainda que foi criado, com a secretaria de Estado da Internacionalização e com o setor, um grupo de trabalho para acompanhar as oportunidades de negócio.

Conforme explicou, o objetivo passa por “não perder recursos a investir em mercados que não sejam consentâneos com o que temos possibilidade de produzir”.

Até ao momento, foram abertos 64 mercados para a exportação de 264 produtos, 11 dos quais abertos durante a pandemia de covid-19.

“Não ficamos reféns do que já atingimos, mas, na realidade, temos condições para fazer um trabalho ainda melhor”, afirmou a ministra.

Fonte: Agroportal

A DGAV emite o Esclarecimento técnico n.º 01/DGAV/2021 relativo à utilização dos nitratos em produtos à base de carne.

A utilização de nitratos enquanto aditivos alimentares em produtos à base de carne tem provisões específicas de acordo com o Regulamento 1333/2008, atualmente em vigor.

Este esclarecimento altera e revoga o Esclarecimento Técnico n.º 8 / DGAV / 2020.

Fonte: DGAV

Portugal assumiu a 1 de Janeiro a sua quarta Presidência rotativa do Conselho da União Europeia, permitindo que, durante o presente semestre, possa influenciar de forma mais direta a agenda de trabalhos. 

Esta Presidência assume como lema  ‘Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital’ e terá como prioridades:

  • Promover uma recuperação alavancada pelas transições climática e digital;
  • Concretizar o Pilar Europeu dos Direitos Sociais da União Europeia como elemento diferenciador e essencial para assegurar uma transição climática e digital justa e inclusiva;
  • Reforçar a autonomia de uma Europa que se deve manter aberta ao mundo, assumir liderança na ação climática e promover uma transformação digital ao serviço das pessoas.

Para a concretização destas prioridades, os organismos do Estado terão uma participação direta através da presença nas reuniões dos Grupos de Trabalho do Conselho, Conselhos de Ministros e outros eventos informais.

No caso da ASAE, enquanto membro do Conselho Consultivo e Ponto Focal da EFSA,  caberá acolher e organizar reuniões desses órgãos, para além da celebração do dia Mundial da Segurança Alimentar (7 de junho), entre outros eventos ainda em preparação. A agenda e a publicitação dos eventos que acolheremos será divulgada pelos canais habituais.

Fonte: ASAE

O artigo “The national food and nutrition strategy for the Portuguese COVID-19 response”, onde se descreve de forma breve a estratégia alimentar e nutricional portuguesa desenvolvida pelo Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável da Direcção-Geral da Saúde (DGS), foi publicado esta quinta-feira no European Journal of Clinical Nutrition. 

Desde o início da pandemia da COVID-19 que o PNPAS tem vindo a produzir um conjunto de orientações pertinentes e pragmáticas, juntamente com materiais informativos disponibilizados ao longo da resposta concertada de Portugal à pandemia. 

A alimentação é cada vez mais reconhecida como um aspeto central no contexto da COVID-19, sendo que a obesidade é hoje um dos principais fatores de risco para a gravidade na infeção por SARS-CoV-2. E a par da obesidade, a COVID-19 também afeta com maior gravidade pessoas com outras doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão arterial. Em todas estas patologias, a alimentação saudável será determinante para um melhor controlo metabólico destes doentes. Por outro lado, sabemos também que a otimização do estado nutricional nos doentes com COVID-19 pode ser de extrema importância para a sua recuperação e para a diminuição do risco de complicações associadas. Assim, os cuidados de nutrição, devem ser uma prioridade, tantos nos cuidados de saúde primários como nos cuidados hospitalares, em particular nas unidades que tratam de doentes com COVID-19, desde os doentes internados em enfermaria às unidades de cuidados intensivos. 

O confinamento que hoje se inicia em Portugal volta a colocar grandes desafios para a adoção de uma alimentação saudável na população portuguesa, em particular das famílias mais vulneráveis do ponto de vista socioeconómico. 

São estes desafios e as suas respetivas respostas que se encontram descritas no artigo que foi publicado. 

Pode consultar o artigo: The national food and nutrition strategy for the Portuguese COVID-19 response 

Fonte: DGS

Um grupo de especialistas organizado pela Comissão Europeia realizou um estudo que reclama a adoção de medidas sobre a insegurança alimentar, relacionada com a complexidade e urgência dos problemas na produção e no abastecimento de alimentos, questão que assumiu uma particular relevância como consequência da crise causada pela Covid-19.

Intitulado de “Resiliência e Transformação”, o estudo sobre a política de investigação alimentar e agrícola, no qual participaram 14 especialistas em alimentação, agricultura e políticas de investigação e desenvolvimento de distintas organizações, pede que sejam a investigação e a inovação a catalisarem as mudanças nos sistemas alimentares a nível mundial.

Tempestade perfeita

De acordo com o estudo, durante 2020, formou-se uma tempestade perfeita de problemas ao nível do sistema. Após as interrupções iniciais e localizadas no abastecimento de alimentos, os preços começaram a subir ligeiramente, na Europa, designadamente, cerca de 2% a 5% nos produtos essenciais. Contudo, noutras regiões, essa subida foi mais significativa, casos da Argentina (15%) ou de Myanmar (quase 20%).

Por outro lado, com o encerramento das escolas e a opção pelo ensino à distância, milhões de famílias de menores rendimentos viram-se privadas das refeições escolares para as crianças. Além disso, em alguns sectores da indústria alimentar, os trabalhadores encontraram-se involuntariamente na primeira linha de exposição à Covid-19. Ao que se soma os milhares de restaurantes que encerraram, ao mesmo tempo que disparou a venda de alimentos pela Internet, o que levou a uma importante reorganização do abastecimento alimentar. Consequentemente, por tudo isto, as consequências económicas e sociais foram amplas.

Definir caminhos futuros

A União Europeia já tomou medidas ambiciosas, no sentido de que sejam a investigação e o desenvolvimento a definir os caminhos comuns para o futuro. É o caso da legislação para atingir a neutralidade carbónica em 2050 e uma série de novas políticas, programas e normas que impulsionarão os planos do Pacto Verde, as estratégias da biodiversidade e Do Campo ao Prado e quanto à economia circular. Mas, alerta o estudo, o resultado final dependerá em grande medida da investigação e inovação europeias e do modo como se irá responder ao novo programa Horizonte Europa, no valor de 95.500 milhões de euros, para fazer face aos desafios e atingir os objetivos definidos.

Como tal, o estudo propõe, entre outras medidas, a redução, em 2050, da utilização de fósforo agrícola em 81% e dos pesticidas em 75%. As propostas serão a base de muitas das inovações desenvolvidas pelas próximas investigações europeias, especialmente as relacionadas com o alcançar de um sistema mais seguro e justo, mediante a utilização dos recursos naturais e sistemas alimentares mais sustentáveis.

O estudo manifesta a necessidade de um programa de investigação extenso para melhorar a dieta e a nutrição em toda a União Europeia. Destaca, por exemplo, o atual consumo de duas vezes e meia mais carne do que o recomendado, o que tem consequências na saúde das pessoas e na do próprio planeta.

Abastecimento circular

O abastecimento circular de alimentos e recursos também deverá converter-se numa realidade. O estudo sublinha especialmente a importância da investigação e desenvolvimento mediante os avanços na chamada agroecologia, motivando os produtores agrícolas a trabalhar para melhorar a biota dos solos de forma natural, prestando mais atenção à rotação e cobertura das culturas. Os governos também deverão aturar nesse sentido, através de políticas mais coerentes, apoiando as investigações e redes promissoras ou facultando mais informação para que os consumidores e produtores rastreiem as rotas de abastecimento.

Um dos problemas destacados pela pandemia é a necessidade de diversificação nos alimentos que se comem, cultivam e pescam e no modo como está estruturada a sociedade. A investigação e desenvolvimento e a inovação podem ajudar a desenvolver novas tecnologias de informação e genómica, serviços ecossistémicos e políticas ambientais.

8% da população desnutrida

Acompanhado por 17 documentos de apoio, o estudo também aborda como, até mesmo antes da pandemia, os problemas com a má alimentação, a desigualdade social e os métodos agrícolas menos sustentáveis já eram motivo de preocupação. Como tal, relembra que 8% da população mundial está desnutrida, enquanto que um número cada vez maior de pessoas tem excesso de peso ou é obeso.

Além disso, o estudo expõe que a alimentação e a agricultura são responsáveis por até 30% das emissões de gases com efeito de estufa, apesar dos planos da União Europeia de redução da pegada de carbono. Cerca de um terço dos alimentos produzidos para consumo humano perde-se ou é desperdiçado, com um custo de quase um bilião de euros.

Tudo isto acontece numa altura em que a diversidade está em perigo, com um milhão de espécies vegetais e animais a enfrentarem a sua extensão, não obstante os nossos hábitos alimentares estarem de tal forma concentrados, que 60% das calorias tem origem em apenas três cereais: arroz, trigo e milho.

Fonte: Grande Consumo

O presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, expressou a expectativa de alcançar a certificação da cereja deste concelho do distrito de Bragança até à próxima feira anual, habitualmente realizada no mês de junho.

A ambição para o produto mais emblemático deste concelho tem vários anos e o processo “é moroso”, mas o autarca local acredita que este ano será possível concretizar a atribuição de Indicação Geográfica Protegida (IGP) à cereja de Alfândega da Fé.

O selo de qualidade “valorizará ainda mais a cereja” símbolo do município de Alfândega da Fé, que não é o maior produtor nacional do fruto, mas fez dele uma atração gastronómica e turística e motivo de uma feira/festa anual há 37 anos.

Esta cultura serviu também de exemplo à aposta da autarquia em fixar jovens no concelho através da agricultura, vincando hoje numa iniciativa via internet, uma webinar sobre o setor que abriu um ciclo de sessões de reflexão e contributos para a agenda 2030 de Alfândega da Fé.

Há quatro anos, o município avançou com o arrendamento de terras a jovens agricultores para plantarem pomares de cereja e foram feitos quatro investimentos que alargaram a área de produção em mais 25 hectares.

O presidente da Câmara garantiu hoje que este projeto levou outros agricultores a investirem na cultura e quer alargar o incentivo a outros culturas e projetos.

A aposta que está a ser feita no regadio no concelho ou em parcerias com municípios vizinhos, nomeadamente no Vale da Vilariça, tem o propósito de criar condições para o desenvolvimento de projetos e atrair os jovens.

Segundo o autarca há outras culturas em desenvolvimento, desde o azeite aos frutos secos, nomeadamente a castanha com o número de soutos a aumentar no concelho.

A autarquia tem apoiado o setor também no combate a doenças e pragas e com campos de investigação para “ajudar os agricultores a investir e produzir melhor”.

O secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, participou também nesta webinar, indicando que “duas linhas de ação do Governo estão centradas na valorização da pequena agricultura e na agricultura familiar”.

O governante lembrou que foram aumentados os pagamentos a estas áreas, não foram aplicados rateios às zonas desfavorecidas e as ajudas agroambientais foram alargadas a jovens agricultores que estavam impedidos de se candidatar.

O Governo promete ainda apoios à criação de agrupamentos de agricultores e majorações em linhas de créditos e seguros agrícolas para a agricultura familiar.

Fonte: Agroportal

O dia 20 de janeiro de 2021, data em que se comemora o Dia Mundial do Queijo, fica marcado pela atribuição dos prémios Vale Pastor no valor total de 355 mil euros a 129 empreendedores produtores de leite das Regiões DOP Serra da Estrela, Beira Baixa e Rabaçal. Estes prémios surgem no âmbito do Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro, financiado pelo Programa Operacional Regional CENTRO 2020.

O Vale Pastor é um incentivo no valor de 5.000 euros atribuído a 14 alunos que concluíram com sucesso a “Escola de Pastores” e que se encontram instalados ou que se pretendem instalar na atividade da agropastorícia. Por sua vez, o Vale Pastor+ é um incentivo no valor de 2.500 euros atribuído a 115 produtores de leite fornecedores de queijarias que fabricam queijo com DOP e que apresentaram a concurso o leite de melhor qualidade.

A atribuição destes prémios, visa fomentar, capacitar e desenvolver a atividade agropastorícia, como parte integrante do processo de melhoria da qualidade na produção de leite destinado ao fabrico de queijo com denominação de origem protegida (DOP).

Os Vales foram atribuídos pela Inovcluster e pelas Comunidades Intermunicipais da Beira Baixa, das Beiras e Serra da Estrela, da Região de Coimbra e de Viseu Dão Lafões, parceiras do projeto. “Esta ação vem dar um impulso positivo à Fileira do Queijo. Reflete-se numa ajuda para incrementar e valorizar a produção de leite de qualidade na Região Centro, contribuindo para a continuidade de um produto endógeno de Excelência, o queijo com DOP” refere Cláudia Domingues, Presidente da Inovcluster.

“Tratando-se de um projeto que concretiza uma estratégia concertada à escala regional para fortalecer e valorizar a cadeia de valor dos queijos DOP, insere-se num plano mais vasto de valorização de recursos endógenos e de dinamização dos territórios de interior e de baixa densidade da Região Centro,” refere Isabel Damasceno, Presidente da CCDRC.

Segundo a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, “Esta iniciativa é um bom exemplo de coesão territorial e traduz uma aposta clara na valorização das atividades tradicionais deste território, através da inovação, do conhecimento e do trabalho em rede, que traz frutos para os que se dedicam a este saber fazer e para os consumidores deste produto de origem protegida”.

O Projeto é cofinanciado pelo CENTRO 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Fonte: Agroportal

O Brasil, maior produtor e fornecedor mundial de café, exportou 44,5 milhões de sacos (de 60 quilogramas) desse grão em 2020, volume 9,4% superior ao de 2019 e um número recorde para o país, apesar da pandemia.

O dados foram divulgados na segunda-feira pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e, no total, o país sul-americano recebeu pela venda de café verde, solúvel, torrado e moído, 5.365 milhões de dólares (4,44 mil milhões de euros) no ano passado, 10,3% a mais do que em 2019.

Segundo o balanço divulgado pelo Cecafé, o montante recebido pelo Brasil equivale a cerca de 29 mil milhões de reais, o que representou um aumento de 44,1% na conversão para reais e com o qual atingiu uma participação de 5,6% nas exportações agroindustriais e 2,7% nas exportações totais do país.

Do volume total de grãos embarcado em 2020, 40,4 milhões de sacos foram de café verde, o que representa um aumento de 10,2% em comparação com 2019.

Entre os tipos de café verde, o arábica continua a liderar as vendas externas com 35,5 milhões de sacas, num aumento de 8,4% face a 2019, e uma marca histórica para esse tipo de grão.

Seguiram-se as variedades de café do tipo robusta e café solúvel, respetivamente, e ambas bateram recordes em 2020. A robusta com 4,9 milhões de sacos exportadas (24,3%) e solúvel com 4,1 milhões de sacos vendidas (2,4 %).

“Devido à pandemia de covid-19 estamos a atravessar um período desafiador, mas, ao mesmo tempo, tivemos uma das maiores colheitas e concluímos com uma exportação de 44,5 milhões de sacas, batendo um recorde histórico”, disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em conferência de imprensa.

Segundo o executivo, o setor cafeeiro administra todas as medidas de higiene e segurança para que o grão chegue a mais de 130 países nas condições exigidas pela pandemia e sob as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Os resultados do mês de dezembro e de 2020 mostram, mais uma vez, que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela pandemia, a cadeia agroindustrial do café manteve um excelente resultado”, acrescentou.

No último mês de 2020, o Brasil também bateu a sua marca ao exportar 4,3 milhões de sacos de café, 38,6% a mais do que no mesmo período em 2019 e o maior volume registado na história para um mês de dezembro.

As vendas do grãos em dezembro representaram uma receita para o Brasil de 541 milhões de dólares (448 milhões de euros), num aumento de 37,1%. Também as exportações em novembro foram as maiores para o mês na história.

Os Estados Unidos continuam a ser o principal destino do grãos brasileiros, com 8,1 milhões de sacos exportadas, representando 18,3% das exportações.

Em seguida surge a Alemanha, com 7,6 milhões (17,1%), a Bélgica, com 3,7 milhões (8,4%), Itália, com três milhões de sacos (6,8%) e o Japão, com 2,4 milhões de sacos (5,4%).

O Brasil tem mais de 2,2 milhões de hectares cultivados com café e, dos mais de 264 mil produtores, 72% são pequenos agricultores.

Fonte: Agroportal