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Os produtores de leite saudaram hoje o aumento do preço pago à produção anunciado pela Lactogal e Unileite, desafiando as restantes indústrias e a distribuição a “acompanhar”, de forma a subir em seis cêntimos o preço médio em Portugal.

Em comunicado, a Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) considera “positivo” o anúncio da Lactogal de aumento de 1,5 cêntimos por litro de leite à produção, a partir de 01 de outubro, e a decisão da Unileite de aumentar em um cêntimo o preço pago aos seus produtores em São Miguel, nos Açores, a partir da mesma data.

“São decisões no bom sentido, apesar de chegarem muito atrasadas e serem insuficientes face ao aumento brutal do custo das rações que os produtores suportam desde o início de 2021 e face ao aumento do custo da eletricidade que começam agora a suportar”, sustenta.

Neste contexto, a Aprolep desafia agora “os restantes compradores de leite a aumentarem o preço ao produtor num valor superior aos anunciados, para que o aumento chegue a todos os produtores”.

O objetivo, salienta, é que seja “possível, de forma progressiva, mas rápida, aumentar em seis cêntimos o preço médio ao produtor em Portugal”, valor que diz corresponder atualmente ao diferencial do país face aos custos de produção e à média comunitária.

“Temos em Portugal empresas de laticínios especializadas em produtos de valor acrescentado e grupos que controlam todo o processo, desde o produtor até ao consumidor, e que por isso terão certamente condições para responder de forma rápida e positiva à exigência de um preço justo para a produção de leite que temos vindo a apresentar”, argumenta a associação.

Adicionalmente, a Aprolep diz continuar “à espera de uma resposta pública e efetiva das cadeias de distribuição”, cuja “colaboração” considera ser essencial para atualizar o preço ao produtor para os valores apontados.

Fonte: Greensavers 

Quatro dezenas de agentes da fileira do vinho de todo mundo criaram a iniciativa ‘Sustainable Wine Roundtable’ (SWR) para “reforçar a liderança” do setor ao nível da sustentabilidade, foi anunciado.

Num comunicado conjunto, a SWR e a fundação The Porto Protocol adiantaram que vai ser desenvolvida “uma norma de referência global que clarifique o consenso da comunidade vitícola sobre o significado exato do conceito de sustentabilidade e a forma como esta é implementada”, explicando como é que as vinhas e adegas podem ser colocadas “no caminho da sustentabilidade”.

Por sua vez, os retalhistas e consumidores vão receber informações para classificar os rótulos e ‘claims’ ecológicos.

Esta coligação sem fins lucrativos inclui todos os agentes do setor, desde produtores a consumidores.

O SWR vai promover grupos de trabalho para desenvolver as melhores práticas e ferramentas em “questões relevantes da sustentabilidade, sensibilizar, juntar atores da indústria e posicionar a comunidade vitivinícola a nível mundial como uma força em prol de um mundo melhor”.

Os membros fundadores da SWR são a Ahold Delhaize, Alko, Alliance Wine, Amorim, Amorim Cork, BLB Vignobles, British Glass, BSI, Catena Institute of Wine, Château Léoube, CIVB, Cloudy Bay, Concha y Toro, Diversity in Food and Beverage, Domaine Bousquet, Dr. Loosen, Enotria&Coe, Equalitas, Famille Perrin, Fish Friendly Farming, Food Alliance, Grupo Avinea, Hochschule Geisenheim University, International Wineries for Climate Action, JancisRobinson.com, Journey’s End Vineyards, Lidl GB, Napa Green, New York Wine & Grape Foundation, North South Wines, Preferred by Nature, Ramón Bilbao e o Schenk Group.

A Ste. Michelle Wine Estates, Sustainable Agriculture Network, Sustainable Winegrowing Australia, Sustainable Winegrowing British Columbia, Systembolaget, The Co-op UK, The Fairtrade Foundation, The Porto Protocol, The Wine Society, Treasury Wine Estates, Vingruppen, Vintage Wine Estates, Waitrose & Partners, Whole Foods Market, Wines of South África e a WWF South África integram também este grupo.

“Existem muitos programas e projetos inovadores que visam tornar os vinhos e as adegas mais amigas do ambiente e socialmente justas. O nosso objetivo é reuni-los, gerando a clareza, coesão e colaboração necessárias para que o setor vitivinícola se estabeleça como um líder no panorama mundial da sustentabilidade”, afirmou, citado no mesmo documento, o presidente inicial desta mesa-redonda, Richard Bampfield MW.

A SWR está aberta para adesão geral em 2022.

Fonte: Agroportal

Cientistas dizem que o buraco na camada de ozono "cresceu consideravelmente" esta semana. Ultrapassa em 75% os registos habituais nesta altura do ano desde 1979.

A dimensão do buraco na camada de ozono no hemisfério sul ultrapassou o tamanho da Antártida, continente com cerca de 14 milhões de quilómetros quadrados, anunciou esta quinta-feira o serviço europeu Copernicus, de monitorização da atmosfera.

“O buraco da camada de ozono cresceu consideravelmente na última semana e agora é maior do que 75% dos buracos de ozono nesta época do ano, desde 1979”, anunciaram os cientistas do programa Copernicus, o programa de observação da Terra da União Europeia, que têm estado a acompanhar de perto o desenvolvimento do buraco da camada de ozono sobre o Polo Sul.

No dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, que esta quarta-feira se assinala, a equipa divulgou novos dados sobre a camada atmosférica que protege a Terra de radiação ultravioleta nociva.

“Este ano, o buraco da camada de ozono desenvolveu-se da forma esperada no início da estação. Parece muito semelhante aos anos anteriores, que não foram excecionais em setembro, mas depois tornou-se um dos maiores nos nossos registos para o final da época”, revelou o diretor do Copernicus, Vincent-Henri Peuch.

De acordo com as estimativas dos cientistas, o buraco evoluirá este ano de forma diferente da habitual.

“O vórtice é bastante estável e as temperaturas estratosféricas são ainda mais baixas do que no ano passado. Estamos diante de um buraco de ozono bastante grande e potencialmente profundo”, acrescentou o investigador.

O sistema de observação assenta em modelação por computador, combinada com imagens de satélite, de forma semelhante às previsões do tempo, para obter uma imagem tridimensional abrangente do buraco do ozono.

Fonte: Observador

A Comissão Europeia organiza o terceiro evento sobre o Uso Sustentável de Produtos fitofarmacêuticos no próximo dia 5 de outubro.

Para saber mais consulte:

Agenda

Sustainable use of pesticides – third remote stakeholder event | European Commission (europa.eu)

Fonte: DGAV

Londres justifica adiamento da implementação de controlos fronteiriços até Janeiro e Julho de 2022 com o impacto da pandemia de covid-19 nas empresas britânicas.

O Governo do Reino Unido anunciou esta terça-feira que vai adiar a implementação dos controlos a alguns bens importados da União Europeia e justificou a decisão com a pressão exercida pela pandemia de covid-19 na cadeia global de abastecimento e nas empresas e negócios britânicos. É a segunda vez que Downing Street adia estes controlos fronteiriços.

O Reino Unido abandonou o mercado único europeu no final do ano passado, mas, ao contrário dos 27 Estados-membros, que introduziram imediatamente controlos fronteiriços, optou por uma implementação progressiva de controlos às importações de bens agro-alimentares, de forma a dar tempo às suas empresas para se adaptarem à nova realidade pós-“Brexit”.

Depois de já ter adiado por uma vez esses controlos – deveriam ter começado no dia 1 de Abril – o Governo de Boris Johnson estabeleceu os dias 1 de Janeiro e 1 de Julho de 2022 – dependendo do tipo de certificado ou de documentação exigida para determinados produtos – como novas datas.

"Queremos que as empresas se foquem na sua recuperação da pandemia, em vez de estarem a lidar com novos requisitos na fronteira. É por isso que estabelecemos um novo e pragmático calendário para a introdução total de controlos fronteiriços”, informou o ministro do “Brexit”, David Frost. 

“As empresas terão agora mais tempo para se preparem para estes controlos, que serão faseados ao longo do ano de 2022”, acrescentou, citado pela Reuters.

Fontes dos sectores da logística e das autoridades alfandegárias disseram à agência noticiosa que, no entanto, as infra-estruturas britânicas ainda não estão prontas para impor os controlos em causa.

Paralelamente, Londres e Bruxelas continuam em negociações por causa das suas divergências na implementação do Protocolo da Irlanda, anexo ao acordo do “Brexit”, nas trocas comerciais que envolvem o território norte-irlandês – que faz parte do Reino Unido e que tem uma fronteira terrestre com a República da Irlanda (Estado-membro da UE).

Fonte: Publico

Importadores e jornalistas estrangeiros vão descobrir o Douro, em setembro, no âmbito de dois projetos ligados aos vinhos e turismo que visam potenciar negócios e contribuir para o aumento das exportações, anunciou a Associação Empresarial Nervir.

O “Soul Wines – Vinhos com Alma” e o “Soul Wines – Eno&Taste Tour” estão a ser desenvolvidos pela Associação Empresarial de Vila Real, a Nervir, e têm como objetivo “potenciar e criar sinergias” entre dois dos principais produtos da região: o turismo e o vinho.

No âmbito do projeto de internacionalização “Soul Wines – Vinhos com Alma”, vai decorrer a “Douro Wine Business Trip”, entre 20 e 24 de setembro, uma missão inversa que leva ao Douro jornalistas e importadores de vinhos que vão visitar as quintas de produtores do Douro e Porto, aderentes ao projeto.

Participam na iniciativa importadores e jornalistas de vinhos provenientes do Reino Unido, Rússia, Alemanha, Países Baixos, Polónia, Eslováquia e Bulgária.

“Pretende-se dar a conhecer as quintas dos produtores, com visitas às vinhas e aos armazéns, acompanhar o processo produtivo e, através da organização de provas de vinhos na quinta, potenciar os negócios com os importadores presentes, o que foi sempre conseguido em anteriores edições”, salientou a Nervir, em comunicado.

Do roteiro fazem parte a Quinta dos Avidagos, Quinta dos Lagares, Quinta do Mourão, Odisseia Wines, Aneto Wines, Adega Cooperativa de Favaios, Domingos Alves de Sousa, Coimbra de Mattos, Quinta das Lamelas, Quinta da Barca e Quinta do Silval.

O “Soul Wines”, de acordo com a associação, “visa a capacitação para a internacionalização” das pequenas e médias empresas produtoras e exportadoras de vinhos da região do Douro, através de ações de promoção da oferta nacional, contribuindo, assim, para “o aumento da exportação e competitividade das empresas do setor”.

Em 2020, a Região Demarcada do Douro representou 36% da produção nacional de vinho com denominação de origem e 20% da produção total.

Segundo dados divulgados pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), com sede no Peso da Régua, os vinhos do Douro e do Porto “representam 69% das exportações, correspondentes a 113 milhões de litros, dos quais 57% são de vinho do Porto”.

No ano passado, apesar da pandemia, o vinho do Porto foi comercializado em 105 mercados, cujos principais importadores são França, Reino Unido, Países Baixos, EUA, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Canadá e Suíça.

De acordo com informação disponível na página ‘online’ do IVDP, já em 2021, entre janeiro e junho, as vendas de vinho do Porto recuperaram e aumentaram 19% em quantidade e quase 25% em volume de negócio (152 milhões de euros), comparativamente com igual período do ano passado.

Os vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) Douro registaram, no mesmo período, um aumento no volume de negócios para os cerca de 84 milhões de euros (mais 26,5%) e 17,5% em quantidade.

A Nervir disse que vai também decorrer, entre 22 a 25 de setembro, uma visita de jornalistas e ‘opinion makers’ do setor do turismo, provenientes de Espanha, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Suíça e Estados Unidos da América (EUA).

Esta iniciativa insere-se no “Soul Wines – Eno&Taste Tour”, projeto que visa “promover nos mercados externos a região do Douro enquanto destino turístico, dando a conhecer quintas, hotéis, restaurantes e locais de interesse”.

Fonte: Agroportal

Ao longo dos anos os portugueses têm assistido ao desperdício que perpetua nos supermercados devido à quantidade de produtos que vêm embalados desnecessariamente. A Deco Proteste decidiu fazer um teste e o resultado não foi positivo: se todas as famílias portuguesas comprarem um cabaz com produtos das principais categorias necessárias, nomeadamente frutas, legumes e conservas, isso equivale a um desperdício de 1050 toneladas de embalagens –  o equivalente ao peso de 175 elefantes.

A Deco Proteste apela ao fim do sobre-embalamento desnecessário de vários produtos de modo a poupar matérias-primas e recursos naturais e promover a redução do  desperdício pelos consumidores. Neste sentido, a organização convida os portugueses a juntarem-se à iniciativa #ExijoForaDaCaixa com o objetivo de recolher exemplos que permitam trabalhar junto das marcas para construir soluções mais sustentáveis e alterar as suas práticas atuais. De acordo com o estudo realizado, 86% destas embalagens são papel/ cartão.

Além dos benefícios ambientais, a redução das embalagens poderá permitir a diminuição de custos do produto, desde a origem até à venda, através da otimização do transporte e do armazenamento de stock – ganhos que se poderão refletir numa descida de preço para o consumidor final, explica a organização.

Elsa Agante, Team Leader de Energia e Sustentabilidade da Deco Proteste, afirma que “existem muitos produtos em que as segundas embalagens são completamente desnecessárias porque na verdade não são essenciais ao nível da preservação ou proteção dos produtos e exigem o consumo de mais recursos naturais e de energia na produção, transporte e distribuição, acabando por serem descartados, muitas vezes, mal chegamos a casa”. A solução, acrescenta, passa por “reduzir os impactos ambientais associados aos produtos que compramos, se trabalharmos junto das marcas para que estas abandonem esta prática e com o governo para que o regule. Será também importante relembrar as marcas que as embalagens excessivamente grandes, que apenas servem para questões de marketing, devem ser abandonadas porque aumentam o impacto ambiental dos produtos”.

A iniciativa apresenta dez soluções para mudar o mercado atual:

  1. Trabalhar com as marcas para que otimizem a forma como incluem informação obrigatória no seu produto. Por exemplo, colocar essa informação na embalagem primária ou em rótulos desdobráveis colados a ela;
  2. Sempre que possível, eliminar o embalamento de frutas frescas e vegetais frescos;
  3. Otimizar os produtos em embalagens agrupadas ou multipack (como iogurtes ou bebidas), criando ligações mínimas entre cada embalagem individual;
  4. Eliminar a utilização de embalagens secundárias em produtos em que não há qualquer valor acrescentado;
  5. Acabar progressivamente as embalagens que recorram ao uso de diferentes tipos de materiais (por exemplo, embalagens que misturam plástico e papel, como as pen drives e fones). Os produtores deverão optar por embalagens feitas de apenas um material, para facilitar a sua reciclagem;
  6. Uniformizar o tipo de embalagens colocadas no mercado, cumprindo as normas de ecodesign definidas para cada tipo de produto, de modo a assegurar que não são usados materiais com impacto negativo na triagem e reciclagem;
  7. Adaptar a capacidade de embalagem à quantidade / volume de produto embalado, exceto nas situações em que de forma comprovada seja necessária uma embalagem extra para efeitos de conservação;
  8. Possibilitar a venda a granel de produtos sem necessidades especiais de conservação (por exemplo produtos de limpeza e alimentos como café em grão e leguminosas secas);
  9. Promover a reutilização de embalagens secundárias e terciárias ao nível de transporte e armazenamento, sempre que for possível;
  10. Definir limites mínimos para incorporar material reciclado na produção de embalagens, exceto quando a conservação do produto não o permita.

Pode apoiar a ação e partilhar exemplos de sobre-embalamento no site.

Fonte: Greensavers

Foi publicada em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros n.º 132/2021 que aprova a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, e que será o referencial de atuação integrada para um sistema alimentar sustentável e saudável.

A RCM encontra-se estruturada em torno dos seguintes eixos prioritários:

– Melhoria do estado nutricional da população portuguesa;

– Segurança dos abastecimentos alimentares, incluindo dos grupos mais vulneráveis;

– Melhor funcionamento da cadeia de valor agroalimentar, incluindo a redução do desperdício alimentar;

– Qualidade da informação ao consumidor;

– Empreendedorismo e inovação em matéria de segurança alimentar e nutricional (antecipando os riscos emergentes e continuando a garantir que os géneros alimentícios comercializados em Portugal são sãos e seguros).

Fonte: Agroportal/ DRe /Qualfood

A indústria alimentar a nível mundial é responsável por um terço de todos os gases emitidos pela atividade humana com efeito no aquecimento global, com a produção de carne e de animais para abate a destacar-se por gerar 60% destas emissões nocivas para o clima do planeta - segundo revela um novo estudo, publicado na revista científica "Nature Food".

"As emissões estão num limite superior ao que esperávamos, até para nós foi uma surpresa", considera Atul Jain, cientista climático da Universidade de Illinois nos EUA e coautor do artigo da "Nature Food".
 
Os investigadores apuraram que a produção de carne gera o dobro dos gases com efeito de estufa relativamente à produção de alimentos com origem vegetal, e que só um quilo de carne de vaca é responsável por 70 quilos destas emissões, enquanto um quilo de trigo emite apenas 2,5 quilos.
 
"Este estudo mostra todo o ciclo do sistema de produção de alimentos e os legisladores podem querer usar estes resultados para pensar sobre a melhor forma de controlar as emissões de gases com efeito de estufa", frisa ainda o cientista da Universidade de Illinois.
 
CARNE BOVINA É A MAIS PROBLEMÁTICA PARA O CLIMA
 
O novo estudo concluiu que todo o sistema de produção de alimentos, incluindo o uso de máquinas agrícolas, a pulverização de fertilizantes ou o transporte de produtos, causa 17,3 mil milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano. Este volume representa mais do dobro de todas as emissões geradas nos Estados Unidos, e 35% das emissões globais.
 
A parte mais problemática é mesmo a da produção de carne, com a criação e abate de animais, especialmente bovinos, com um impacto elevado no ambiente e no clima face, por exemplo, ao processamento de fruta.
 
De acordo com o estudo, a produção de vacas, porcos e outros animais para alimentação, além das respetivas rações, é responsável por 57% de todas as emissões causadas pela produção de alimentos, em que 29% provêm do cultivo de produtos à base de plantas, sendo o restante originado por outros usos da terra, como algodão ou borracha.
 
Só a carne bovina é responsável por um quarto das emissões produzidas pela produção e cultivo de alimentos. Os cientistas lembram ainda que os animais que pastam precisam de muita terra, que muitas vezes tem de ser desmatada para este fim. calculando-se que no mundo a maior parte das terras cultiváveis ​​sejam usadas para alimentação do gado, que também produz grandes quantidades de metano, gás com efeito de estufa.
 
Para os autores do estudo, as sociedades devem ter consciência destas discrepâncias na indústria alimentar, que geram impactos diretamente no clima do planeta. "Eu sou um vegetariano estrito, e parte da motivação para este estudo foi descobrir a minha própria pegada de carbono. O objetivo não é o de forçar as pessoas a mudarem as suas dietas, o que é uma escolha pessoal, mas se as pessoas estão preocupadas com as alterações, devem considerar seriamente uma mudança nos seus hábitos alimentares", sublinhou Atul Jain ao "The Guardian".
 
Os investigadores construíram um banco de dados, que permite um perfil consistente das emissões geradas por 171 colheitas diferentes e 16 tipos de produções animais, com dados de mais de 200 países. A conclusão é que a América do Sul é a região do globo com a maior parcela das emissões de alimentos de origem animal, seguindo-se o sul e sudeste da Ásia, e depois a China.
 
Os cálculos do estudo sobre o impacto da carne no clima superam em muito as estimativas anteriores, designadamente as da Organização para Alimentos e Agricultura da ONU, que tinha avançado que cerca de 14% de todas as emissões de gases com efeito de estufa provinham da produção de carne e leite.
Fonte: Expresso

O secretário-geral da Cervejeiros de Portugal defende o desagravamento fiscal do Imposto Especial sobre o Consumo (IEC) no próximo Orçamento do Estado, já que se trata de um dos “setores que são chave” para a economia portuguesa.

Questionado pela Lusa sobre as expectativas que tem para este ano, Francisco Gírio afirmou esperar um “desagravamento fiscal”.

“As expectativas que temos é o Governo e os ‘stakeholders’ olharem para o setor cervejeiro, verificarem a importância deste setor no impacto para o crescimento económico e se queremos colocar a economia a crescer acima de 5% ao ano obviamente que temos de nos centrar nos setores que são chave para a economia”, prosseguiu o secretário-geral da Cervejeiros de Portugal.

“E o setor cervejeiro é um deles”, pelo que “obviamente um desagravamento fiscal seria a solução adequada”, defendeu. “Fazia sentido um desagravamento fiscal a nível de imposto especial de consumo (IEC) da cerveja porque isso iria contribuir para aumentos de receita” fiscal do Estado, acrescentou.

“É isso que defendemos para o próximo Orçamento do Estado”, rematou Francisco Gírio.

De acordo com o estudo da Nova SBE “Impactos macroeconómicos do setor cervejeiro” em Portugal, realizado a pedido e em colaboração com a associação Cervejeiros de Portugal, o setor tem um enquadramento fiscal penalizador.

“A nível fiscal, o setor cervejeiro é dos mais penalizados”, refere o estudo, adiantando que “sendo um setor que contribui de forma positiva para a economia nacional, por outro lado, está sujeito ao pagamento do IEC, ao contrário do setor vinícola, e com uma taxa de IVA de 23%, ao contrário dos 13% do setor vinícola”.

Com base nas estimativas de elasticidade preço da procura da cerveja, “conclui-se que a perda de bem-estar para a sociedade devido ao IEC pode chegar até aos 880 mil euros por ano”.

Além disso, o valor adicional de IVA de 10 pontos percentuais, quando comparado ao setor do vinho, “gera uma perda para a sociedade portuguesa até aos 5,964 milhões de euros”.

Perante isto, o estudo conclui que “não existe um racional de eficiência fiscal para que a cerveja tenha um tratamento fiscal agravado relativamente ao setor vinícola”.

Fonte: Observador