O “Bebidas+Circulares”, que está a ser desenvolvido em Lisboa desde o final de novembro, já contribuiu para a recolha de mais de 1,2 milhões de embalagens de bebidas em plástico PET, latas de metal e garrafas de vidro, a que correspondem mais de 64 toneladas de materiais encaminhados para reciclagem. Por dia, foram recolhidas em média mais de 400 embalagens em cada máquina.
Este projeto tem como objetivo incentivar cada vez mais os cidadãos a adotarem comportamentos sustentáveis para que o material recolhido, por circuitos dedicados a realizar pela Câmara Municipal de Lisboa, seja reciclado, promovendo uma economia mais circular. A ideia é que futuramente seja implementado um Sistema de Depósito de embalagens de bebidas.
As regras de utilização e funcionamento das máquinas de recolha automática são muito simples: Os cidadãos depositam nas máquinas as embalagens aceites – garrafas de bebidas em plástico, do tipo PET, e latas de metal e, nas máquinas identificadas, garrafas de vidro, não reutilizáveis, de águas, sumos, refrigerantes ou bebidas alcoólicas – e recebem um talão no valor total correspondente às embalagens devolvidas, de dois cêntimos por cada garrafa entre 0,1 e 0,5 litros, e cinco cêntimos por cada garrafa acima de 0,5 e até 2 litros.
Pode encontrar as onze máquinas de devolução automática em lojas como o Continente, Pingo Doce, Lidl, Auchan, El Corte Inglés e ainda no Mercado Municipal de Benfica, em resultado da parceria com a Câmara Municipal de Lisboa. Os materiais recolhidos são encaminhados para as instalações da Valorsul com vista à sua reciclagem.
Para reforçar a divulgação do projeto “Bebidas+Circulares”, está a decorrer uma campanha de mupis em Lisboa e nas redes sociais, até dia 21 de setembro, bem como várias ações de sensibilização do consumidor nos locais onde estão instaladas as máquinas.
O projeto é gerido por um consórcio constituído pela Associação Águas Minerais e de Nascente de Portugal (APIAM), pela Associação Portuguesa das Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (PROBEB) e pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). Conta com um orçamento de perto de um milhão de euros, com um financiamento de 90% pelo Programa “Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono”, do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu em Portugal para o período 2014-2021, criado na sequência da assinatura de um acordo entre Portugal, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein – o EEA Grants.
Fonte: Greensavers
No próximo dia 18 de setembro celebra-se o Dia Internacional da Limpeza Costeira (World Cleanup Day), um dos maiores movimentos cívicos da atualidade que une 180 países por um planeta mais limpo e sustentável. Esta é também a missão do projeto europeu MAELSTROM – MArinE Litter SusTainable RemOval and Management, que nesta data promove várias limpezas de praias europeias, sendo que em Portugal se irá realizar na Praia do Castelo do Queijo, no Porto.
O evento é organizado pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto e o CIMA Research Foundation de Itália, ambos parceiros do projeto, e conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, do Sea Life Porto, da LIPOR – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, do Clube de Vela Atlântico, das Águas e Energia do Porto, da The Great Bubble Barrier e da UNIFARDAS.
Os ecossistemas marinhos estão sobre uma intensa pressão e nesse contexto, o lixo marinho representa uma importante ameaça à saúde ambiental e humana, sendo que todos anos, pelo menos 10 milhões de toneladas de lixo acabam nos nossos oceanos. Cerca de 80% de todos os detritos marinhos são plásticos, incluindo os microplásticos que podem entrar nas cadeias alimentares dos ecossistemas marinhos. É por isso urgente promover a consciencialização, a adoção de boas práticas, comportamentos e escolhas responsáveis, essenciais para uma sociedade e futuro sustentáveis.
A limpeza na Praia do Castelo do Queijo arrancará às 9 horas com a receção dos participantes, à qual se seguirá uma introdução ao paradigma do lixo marinho e do projeto MAELSTROM. De seguida, terá início a limpeza da praia e pelas 11:45 horas, dar-se-á início às intervenções das entidades convidadas, que irão apresentar uma tecnologia para a remoção do lixo marinho a ser implementada em Portugal, desenvolvida pela The Great Bubble Barrier.
Para encerrar o evento, será desenvolvida uma atividade didática para os mais pequenos sobre os efeitos do lixo marinho e dos microplásticos. Está ainda prevista a colocação de uma baleia de dimensões reais feita de polietileno reciclado, como elemento de sensibilização, realizada pelos investigadores da CIMA Research Foundation com o apoio do consórcio Ecopolietilene de Itália.
Para participar, deve inscrever-se obrigatoriamente no formulário. Consulte o programa completo no site.
Fonte: Greensavers
Na Alemanha, está em marcha uma campanha contra as culturas intensivas do Alentejo e do Algarve.
Friederike Heuer é o rosto da campanha contra as estufas de abacate e frutos vermelhos que, de acordo com o manifesto, consomem a pouca água existente, degradam os solos e exploram os “escravos modernos da Ásia, de África e da Europa de leste”. Apaixonada pelo Alentejo, onde organiza viagens de grupo para turistas alemães, a ativista ficou chocada com o que viu nas últimas férias.
Ilustrado por Joana Mink, o manifesto circula nas redes sociais alemãs e está a ser distribuído, em papel, pelo Centro do Livro de Língua Portuguesa de Frankfurt. O texto fala em 40 mil trabalhadores imigrantes no Alentejo, que vivem em condições desumanas, em espaços coletivos exíguos pelos quais pagam elevadas rendas.
Os promotores do protesto acusam os sucessivos governos portugueses de descurarem as políticas de distribuição pública da água e exortam os consumidores alemães a boicotarem os produtos com origem nas culturas superintensivas do Alentejo e do Algarve. Para breve, está agendada uma nova ação de rua com o apoio dos sindicatos da Região Alemã de Essen.
O movimento alemão de protesto contra as culturas superintensivas do Alentejo coincide com uma série de notícias da imprensa alemã, o último dos quais publicado em Agosto pela Der Spiegel sobre a produção de frutos vermelhos, um negócio que, pelas contas da prestigiada revista, ascende aos 247 milhões de euros por ano.
Fonte: Agroportal
Valongo e Winterswijk (Países Baixos) foram as vencedoras do prémio Folha Verde da Europa 2022, entregue esta quinta-feira em Lahti, na Finlândia, num concurso da Comissão Europeia destinado a cidades com menos de 100 mil habitantes.
Criado em 2014, o Prémio Folha Verde da Europa visa reconhecer as cidades que demonstrem um bom histórico ambiental e compromisso com a geração de crescimento verde, incentivar as cidades a desenvolver ativamente a consciencialização e o envolvimento ambiental dos cidadãos e identificar cidades capazes de atuar como um “embaixador verde”, assim como encorajar outras a progredir em direção a melhores resultados de sustentabilidade, lê-se no regulamento do prémio.
O prémio, de 200 mil euros, destina-se a melhorar a sustentabilidade da cidade, acrescenta o mesmo documento.
O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro disse à Lusa que a verba que chegará com o prémio servirá para “continuar a manter os projetos” em curso promovidos pela autarquia.
José Manuel Ribeiro frisou que a distinção confere a Valongo até final de 2022, o estatuto de “embaixador verde”, cabendo-lhe, por isso, “estimular outros concelhos e territórios a fazer o mesmo pelo planeta, quer em Portugal quer na Europa”.
Bistria (Roménia), Elsinore (Dinamarca), Gavà (Espanha) e Treviso (Itália) foram as outras cidades concorrentes.
Valongo torna-se, assim, a segunda cidade portuguesa a vencer o prémio, depois de Torres Vedras, em 2015.
Fonte: Observador
A confiança dos consumidores da zona euro subiu de forma significativa no segundo trimestre deste ano, na sequência de medidas de desconfinamento destacando-se, dos países que mais importam produtos de Portugal, as subidas de Itália (+8%) e Alemanha (+4%), revela um estudo recente da Euler Hermes, acionista da COSEC e líder mundial em seguro de créditos.
De acordo com esta análise – “Europe’s pent-up demand party is just getting started” -, o cenário também é positivo para os principais parceiros comerciais de Portugal: Espanha e França. A confiança dos consumidores, motor da recuperação económica, já igualou os níveis pré-Covid-19. Quando comparados com os máximos históricos registados, os níveis de confiança em França e nos Países Baixos situam-se bastante abaixo dos seus picos históricos (25% e 20%, respetivamente), sugerindo um forte potencial para evoluírem favoravelmente.
Os mais recentes dados divulgados pelo INE indicam que Portugal está em linha com este percurso positivo, registando uma recuperação do indicador de confiança dos consumidores nacionais em agosto de 2021, após um ténue decréscimo no mês precedente, com melhoria significativa da confiança nos sectores da construção e obras públicas e comércio e serviços.
Este cenário deve-se sobretudo ao contributo positivo das expectativas em relação à economia portuguesa; situação financeira do agregado familiar; e perspetivas face à realização futura de compras importantes. À semelhança de outros países europeus, os indicadores nacionais de confiança dos consumidores e sectoriais situam-se acima dos níveis observados no início da pandemia.
Procura ainda abaixo do potencial da oferta
A análise da Euler Hermes revela ainda que, nos sectores mais expostos às restrições decorrentes da pandemia – comércio grossista e retalhista, transportes, alojamento e serviços alimentares e lazer –, a produção registada nestes sectores está muito abaixo do seu potencial.
Espanha regista o maior desvio entre a produção real e potencial (7,8% do PIB), refletindo o peso destes sectores na sua economia, mas também o seu ritmo de crescimento antes da pandemia. Os desvios de produção são menores nos sectores mais expostos na Alemanha (2,6% do PIB), Bélgica (2,8%) e Holanda (2,8%), o que significa que a produção está, nestes sectores, mais próxima da sua capacidade produtiva.
Apesar de ainda se registar uma procura aquém da oferta potencial, fator também influenciado pela quebra verificada no turismo internacional ao longo dos últimos meses, o sector hoteleiro (1,8% das despesas de consumo final das famílias europeias) desfrutou de uma significativa retoma no segundo semestre do ano, com o levantamento gradual de algumas restrições. A oferta, procura e restrições sanitárias futuras determinarão a extensão dos desvios de produção que poderão ser transformadas em procura real nos sectores expostos às restrições.
Os indicadores de confiança demonstram um sinal positivo de possível evolução favorável da economia europeia, percurso este que poderá ser reforçado nos próximos meses com a evolução do processo de vacinação, levantamento gradual das restrições ao nível das viagens internacionais, promovendo assim o turismo estrangeiro, bem como medidas de desconfinamento locais.
Fonte: Grande Consumo
A ANIL, Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios, irá realizar nos dias 14 e 15 do mês de outubro, a 12ª edição do Concurso de Queijos de Portugal.
Esta é uma iniciativa que visa dinamizar o sector queijeiro e ainda desafiar os produtores a apresentarem, para além dos seus queijos habituais, as suas novidades e inovações.
De acordo com Maria Cândida Marramaque, “este é o momento anual muito esperado, e que por força da pandemia e circunstâncias se viu adiado para o presente ano”.
Com este evento pretende-se “promover e estimular o desenvolvimento da indústria queijeira, no sentido de proporcionar mais e melhores escolhas, bem como fomentar o conhecimento e o posicionamento do produto junto do consumidor“, potenciando a tão desejada “cultura de queijo”.
Concurso de Queijos de Portugal
O evento irá ter lugar em Tondela, no Hotel Severino José, um espaço que irá permitir à organização planear o evento de acordo com todas as normas exigidas pela DGS, fruto das circunstâncias atuais que vivemos.
A organização lançou o convite a 438 empresas produtoras de queijo para que mostrem, através das 23 categorias do concurso, o que de melhor fazem. Lembramos que a edição de 2019 contou com mais de 200 queijos a concurso.
A competição é realizada em regime de “prova cega”, por jurados com proveniências diversas, nomeadamente, representantes do sector queijeiro, dos organismos de controlo e certificação, de instituições de ensino, da restauração e da gastronomia, da distribuição, representantes de empresas do sector industrial e comunicação social.
As inscrições podem ser feitas junto da ANIL e estão abertas até dia 4 de outubro.
Fonte: Grande Consumo
A Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS) revela as contas da fileira da carne de porco portuguesa e conclui que foi registado um volume de negócios de cerca de 911 milhões de euros, num acumulado de produção e indústria. Este foi também o semestre com o melhor desempenho das exportações de sempre, de carne de porco e seus derivados.
Nos primeiros seis meses do ano, a fileira da carne de porco bateu recordes e regista um volume de negócios na ordem dos 911 milhões de euros. Este é já considerado como o melhor período de sempre em termos de desempenho das exportações nacionais suinícolas. Embora as cotações agrícolas do SIMA apenas tenham a indicação do valor das exportações desde 2015, é possível concluir, por extrapolação com os volumes exportados, que o primeiro semestre de 2021 foi a altura em que mais se exportou porco, carne e seus derivados.
Este dado é de grande realce tendo em conta as circunstâncias vividas desde o primeiro semestre de 2020. Em termos homólogos, Portugal aumentou o seu volume de negócios externos em 10,8%.
Este crescimento da suinicultura portuguesa permitiu que, na primeira metade do ano, se atingisse, pela primeira vez, um saldo da balança comercial portuguesa inferior a 100 milhões de euros negativos, continuando a tendência ininterrupta de melhoria do SBC iniciada em 2019, com as importações semestrais em linha com as registadas nos anos anteriores.
Exportação
Em termos relativos, Portugal foi o 12º país que mais exportou carne de porco para países terceiros no contexto da União Europeia no primeiro semestre, sendo assim o segundo melhor semestre de sempre, apenas superado pelo segundo semestre de 2020, no conjunto dos últimos seis anos.
Considerando os principais países terceiros com os quais Portugal se relaciona no comércio de carne de porco, durante o período em análise, pela primeira vez, a China subiu ao primeiro lugar da tabela, com um aumento de 169,7% do volume de negócios gerado pela carne com origem em Portugal e destino à China.
Com esta subida, Angola passou para segundo lugar, com uma quebra de 40% do valor das exportações comparativamente com o primeiro semestre do ano passado.
Já os restantes países do top 5, Cabo Verde, Japão e Suíça, mantiveram as posições do ano passado.
Apesar dos recordes de volumes exportados, o segundo trimestre fica marcado por período de instabilidade com uma travagem abrupta das exportações, provocada pela paragem das importações chinesas.
Fonte: Grande Consumo
O Douro Vinhateiro faz esta sexta-feira 265 anos e o IVDP assinala o momento entrega a e prémios de sustentabilidade, um concerto online de Miguel Araújo, a internacionalização das comemorações, provas, harmonizações e música até ao final do ano.
Este dia assinala a importância económica e social que o Vinho do Porto assume para o país. Seja no que respeita ao crescimento económico com a forte penetração do vinho em mercados externos e o peso que tem nas exportações. Seja no desenvolvimento do país e de uma região património da Humanidade, que enfrenta desafios sérios de desertificação, alterações climáticas e que que ainda não vê o preço do vinho representar o seu real valor.
Gilberto Igrejas, presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, sublinha que “a presença no mundo do Vinho do Porto espelha o apoio à internacionalização dos agentes económicos do sector, numa lógica de valorização transversal, com preocupação pela sustentabilidade económica, social, cultural e ambiental do território duriense, que faz parte estratégia de atuação do IVDP, para o desenvolvimento económico e crescimento sustentado”.
Região Demarcada do Douro
Em 2020 a Região Demarcada do Douro representou 36% da produção nacional de vinho com denominação de origem e 20% da produção total. Os vinhos do Douro e do Porto representam 69% das exportações, correspondentes a 113 milhões de litros, dos quais 57% são de vinho do Porto.
No ano passado, apesar da pandemia, o Vinho do Porto foi comercializado em 105 mercados, cujos principais importadores são França, Reino Unido, Países Baixos, EUA, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Canadá e Suíça.
O Port Wine Day assinala a criação da mais antiga região demarcada do mundo: o Douro Vinhateiro, a 10 de setembro de 1756, pela mão do Marquês de Pombal. Nasce da vontade de internacionalizar o Vinho do Porto e de promover a economia da região e do país, posicionando Portugal como um produtor de um vinho único no mundo.
Fonte: Grande Consumo
O relatório apresenta as atividades FFN da UE, destacando certos pedidos de cooperação e fornece estatísticas do AAC-FF - ferramenta de relatório da UE gerida pela Comissão, que permite aos membros da rede trocar informações sobre não conformidades suspeitas e potenciais violações intencionais do Legislação da UE sobre a cadeia agroalimentar.
Os números apresentados neste relatório mostram um crescimento constante no uso dos sistemas. Em cinco anos, o número de casos criados por ano mais do que duplicou, passando de 157 em 2016 para 349 em 2020. A maior interação entre os Estados-Membros na Rede de Fraudes Agroalimentares da UE mostrou que a luta contra a fraude alimentar na Europa é apertada. A partilha de informações sobre suspeitas de violações de fraude transfronteiras revelou-se essencial para uma melhor identificação, investigação e proteção dos consumidores da UE contra práticas ilegais.
O acesso a dados da UE sobre rastreabilidade e alertas fornece aos membros da rede informações, análise de dados e coordena atividades para acompanhar casos suspeitos de fraude transfronteiriça, bem como solicita investigações às autoridades competentes de países terceiros quando a fraude potencial está relacionada com importações. Como exemplo de um caso coordenado pela UE, o relatório descreve o comércio ilegal de moluscos bivalves vivos. Após um número crescente de notificações reportadas no iRASFF nos últimos três anos, a rede continuou a investigar este problema. O que começou como um surto alimentar em 2018 na Espanha, causado pelo consumo de amêijoas contaminadas que eram suspeitas de serem colhidas em áreas não autorizadas, provou ser um problema generalizado envolvendo operadores recorrentes usando padrões semelhantes em outros países da UE. A UE FFN também colabora com o Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) em ações conjuntas que visam a contrafação de géneros alimentícios. Em 2020, os membros da rede também estiveram envolvidos na OPSON - uma iniciativa conjunta da Europol / Interpol que visa o tráfico de alimentos e bebidas falsificados e de baixa qualidade e a operação LAGO, que se concentrou no tráfico de espécies protegidas de enguia europeia (Anguilla Anguilla).
Pode aceder ao relatório aqui.
Fonte: Comissão Europeia
Em 2020, registou-se uma nova melhoria da posição de liderança da UE entre os maiores exportadores de produtos agroalimentares do mundo. No que respeita às importações, segundo um relatório publicado, a UE tornou-se o terceiro maior importador a seguir aos Estados Unidos e à China.
2020 foi um ano excecionalmente difícil, mas ainda assim bem-sucedido, para o comércio agroalimentar da UE, que atingiu um valor total de 306 mil milhões de EUR: 184 mil milhões de EUR em exportações e 122 mil milhões de EUR em importações. Ambos os valores representam um ligeiro aumento, de 1,4 % e 0,5 % respetivamente, em relação a 2019.
O comércio internacional tem sido crucial para atenuar o impacto económico devastador da pandemia de COVID-19 e revelou-se um instrumento fundamental para reforçar a resiliência. A UE é o maior bloco comercial e a sua posição no comércio mundial assenta numa vasta rede de acordos de comércio livre (ACL).
Janusz Wojciechowski, comissário responsável pela Agricultura, afirmou: «A promoção de um comércio aberto e justo é uma prioridade política da Comissão Europeia que oferece grandes benefícios aos nossos agricultores. O êxito do comércio agrícola está claramente associado à política agrícola comum, que apoia a competitividade e a inovação, bem como à excelente reputação dos nossos produtos como produtos seguros, produzidos de forma sustentável, nutritivos e de elevada qualidade.»
A UE exporta uma ampla gama de produtos de todas as partes da cadeia de valor, o que demonstra a competitividade do seu setor agroalimentar numa série de classes de produtos, desde matérias-primas a produtos altamente transformados da indústria alimentar. As importações para a UE, por outro lado, são claramente dominadas pelos produtos agrícolas básicos e os alimentos para animais, que representam cerca de 75 % das importações.
Analisando as categorias de produtos, as exportações de carne de suíno e de trigo contribuíram fortemente para o aumento global das exportações agroalimentares da UE. O crescimento das importações agroalimentares da UE foi principalmente impulsionado pelo aumento dos valores das importações de oleaginosas, ácidos gordos e ceras, óleo de palma, frutos e soja.
As exportações agroalimentares da UE para a China, a Suíça e a região do Médio Oriente e do Norte de África foram as que mais aumentaram em 2020. Em contrapartida, o valor das exportações da UE para os Estados Unidos, a Turquia, Singapura e o Japão foi o que mais baixou. Em termos de importações, o Canadá cresceu significativamente enquanto fonte de importações da UE. Simultaneamente, as importações da UE a partir do Reino Unido, da Ucrânia e dos Estados Unidos foram as que mais decresceram em valor.
Em 2020, o Reino Unido foi o parceiro mais importante da UE no comércio agroalimentar, com uma quota de 23 % do total das exportações agroalimentares da UE e de 13 % do total das importações.
Fonte: Agroportal
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