Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

mEATquality é um projeto de investigação do programa Horizon 2020 que analisa as atitudes, perceções e preferências dos consumidores relativamente à produção sustentável de carne para satisfazer as exigências dos cidadãos europeus. O projeto está a estudar o alojamento e a gestão de duas espécies de animais de criação intensiva: frangos e porcos.

“Esperam-se mudanças nos sistemas de alojamento dos animais nos próximos anos para cumprir as futuras atualizações da legislação da UE relativa ao bem-estar dos animais e para satisfazer a procura dos consumidores de carne de porco e de aves mais sustentável proveniente de sistemas de produção amigos do ambiente e do bem-estar”, explica Paolo Ferrari, parceiro do projeto. O projeto centra-se no impacto direto que certos fatores críticos relacionados com as práticas de criação extensiva, como a dieta, a genética e a densidade animal, podem ter na qualidade da carne.

A ambição geral do projeto mEATquality é fornecer aos consumidores carne de porco e de frango de melhor qualidade, incluindo explorações convencionais, explorações biológicas e sistemas de criação ao ar livre. O projeto pretende fazê-lo através da promoção de práticas de criação extensiva que considerem tanto a sustentabilidade como o bem-estar dos animais.

O projeto visa informar os consumidores sobre a relação entre os métodos de produção e a qualidade da carne de suíno e de frango através de tutoriais educativos, vídeos, da base de dados de carne da UE e da partilha das melhores práticas. “Os nossos sistemas alimentares estão em constante evolução, tal como a informação que os consumidores recebem sobre os produtos à base de carne. É muito importante garantir que obtêm a informação correta sobre a forma como a carne é produzida em relação à qualidade do produto: permite-lhes tomar decisões conscientes no supermercado”, afirma Hans Spoolder, coordenador do projeto.

 

Fonte: EU CAP NETWORK

O Algarve foi escolhido para “região-piloto” no desenvolvimento de um projeto europeu, demonstrativo das medidas a adotar no combate à seca e adaptação às alterações climáticas. A iniciativa foi dada a conhecer, esta quarta-feira, na Mexilhoeira Grande (Portimão), numa quinta de seis hectares, que deixará de produzir hortícolas e laranjas, pela falta de água. A iniciativa envolve um consórcio de 27 entidades, a nível académico (laboratórios colaborativos) e privados.

O plano de intervenção tem um horizonte de cinco anos, dos quais três destinam-se à execução do projeto e os outros dois, à avaliação dos estudos. No final, o objetivo é que o trabalho tenha continuidade e se possa multiplicar. “O nosso objetivo é que o projeto possa vir a ser replicado noutras regiões”, confirmou André Gonçalves, coordenador do projeto focado nas regiões do Algarve e Andaluzia.

Denominado CisWEFE-NEX, o projeto tem um valor global de 11,5 milhões de euros (ME), financiado em 9,5 ME por fundos comunitários através do Cluster 6 do Horizonte Europa inserido na iniciativa Circular Cities and Regions. O projeto já tem o financiamento comunitário aprovado, mas aguarda pelos licenciamentos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e, da Câmara de Portimão, referiram os responsáveis.

A situação de stress hídrico com que o Algarve está confrontado e a localização da propriedade, a cerca de 600 metros da ria de Alvor, foram algumas das razões invocadas para a “quinta-laboratório” aí ser instalada, projetando no terreno os desafios que se colocam à comunidade europeia: produzir água, energia e alimentos, num sistema de economia circular. O Algarve foi também a região-piloto selecionada para testar o sistema, dado estar inserida na Euroregião Alentejo-Algarve-Andaluzia e enfrentar desafios ambientais comuns, entre os quais o stress hídrico.

Por isso, está previsto instalar uma pequena central dessalinizadora e aproveitar tudo o que natureza oferece, com menores custos ambientais. “Aqui o objetivo é reaproveitar as águas salobras e do bagaço de azeitona, esta com uma percentagem grande de água, para a irrigação de um sistema de produção agrovoltaico”, explicou André Gonçalves, acrescentando que espera que “os resultados possam despertar o interesse de entidades públicas e privados”, para que o projeto possa ter repercussões positivas na comunidade.

O dono da propriedade, Manuel Águas, não revelou o preço do arrendamento das terras, mas sugeriu que o preço foi simbólico. “Se alugasse o terreno para pôr aqui, no Verão, três caravanas, ganhava mais dinheiro.” O que chegou a pensar, confidenciou, foi seguir o exemplo dos vizinhos: “Com esta vista espetacular para o mar, teria aqui uma urbanização – só que não posso porque é reserva agrícola.”

O pomar de citrinos, entretanto, foi deixado ao abandono. A água do furo deixou de ser suficiente para o regadio. Porém, a parcela dos abacateiros contínua verdejante, porque o rendimento é superior à laranja. O novo projeto, de carácter “laboratorial” prevê que a dessalinizadora, alimentada pela energia solar, venha a fornecer água potável e servir a irrigação da propriedade. Um dos objetivos, defendem os promotores, é desenvolver a “economia circular”, na qual se insere ainda uma exploração de aquacultura para produzir algas e camarão.

 

Fonte: Público 

Investigadores criaram um sistema para gerar células sexuais clonais em plantas de tomate e usaram-nas para desenhar os genomas das descendências. A fertilização de um óvulo clonal de um progenitor por um esperma clonal de outro progenitor produziu plantas que contêm a informação genética completa de ambos os ‘pais’.

O sistema foi desenvolvido num estudo conduzido pelo Max Planck Institute for Plant Breeding Research, na Alemanha.

No sistema que o cientista Charles J. Underwood e a sua equipa desenvolveram, a meiose foi substituída pela mitose (uma simples divisão celular) no tomate. No chamado sistema MiMe (Mitose em vez de Meiose), a divisão celular imita uma mitose, evitando assim a recombinação e segregação genética, produzindo células sexuais que são clones exatos da planta progenitora.

O conceito do sistema tinha já sido estabelecido anteriormente por Raphael Mercier, diretor do Max Planck Institute for Plant Breeding Research, com a planta Arabidopsis e arroz.

No entanto, de acordo com os investigadores, pela primeira vez, conseguiram utilizar células sexuais clonais para criar descendências através de um processo chamado “design de genoma poliploide”.

Devido à estreita relação genética entre tomates e batatas, a equipa de cientistas acredita que o sistema utilizado neste estudo pode ser facilmente adaptado em batatas e, potencialmente, em outras espécies de culturas.

Os investigadores referem ainda que, tendo em vista o aumento da população e as alterações climáticas, o desenvolvimento de variedades com elevado rendimento, sustentáveis e estáveis “é crucial para garantir o abastecimento mundial de alimentos a longo prazo”. Portanto, “é fundamental cultivar plantas que apresentem maior resistência a doenças e tolerância a fatores de stress, desta forma, abordagens inovadoras no que toca a tecnologias de reprodução de plantas são essenciais”.

 

Fonte: Vida Rural

BLACK OFERTA Qualfood - até 30/11

  • Thursday, 21 November 2024 12:22

Clique aqui e receba a sua BLACK OFERTA!

Você merece não perder tempo à procura da informação, com o Qualfood tudo vai ao seu encontro!

A Comissão Europeia publicou hoje o Regulamento (UE) 2024/2895 que altera o Regulamento (CE) n.º 2073/2005 no que diz respeito à Listeria Monocytogenes.

O Regulamento (CE) n.º 2073/2005 foi alterado a fim de garantir o mesmo nível de proteção da saúde pública desde a produção até à distribuição de alimentos prontos para consumo, exceto os destinados a lactentes e a fins medicinais específicos, suscetíveis de permitir o crescimento de Listeria monocytogenes.

Desta forma, o critério de segurança dos géneros alimentícios «Listeria monocytogenes não detetada em 25 g» deve aplicar-se a todas as situações em que esses alimentos sejam colocados no mercado durante o seu período de vida útil e em que o operador da empresa do setor alimentar que os produziu não tenha conseguido demonstrar que o nível de Listeria monocytogenes não excederá o limite de 100 ufc/g até ao termo do seu período de vida útil.

Estas alterações só entram em vigor a partir de 1 de julho de 2026.

Fonte: Eur-lex e Qualfood

O Eurostat lançou uma nova página Web sobre dados geoespaciais do recenseamento agrícola, no âmbito da coleção de estatísticas experimentais. Os utilizadores podem encontrar mapas com informações sobre o número de explorações agrícolas, a densidade do gado, o envelhecimento dos agricultores ou a diferença de género na agricultura, entre outros. Todos os dados são referentes ao ano de 2020.

Os dados divulgados no âmbito das novas estatísticas experimentais combinam informações geográficas com estatísticas agrícolas oficiais, permitindo aos utilizadores compreender melhor os dados agrícolas recolhidos através do recenseamento agrícola de 2020.

Os dados são experimentais, uma vez que se trata da primeira tentativa de divulgar dados geoespaciais do recenseamento agrícola à escala europeia. Esta abordagem inovadora produz grelhas para apresentar dados agrícolas, como a dimensão da exploração, o efetivo pecuário ou a mão de obra, a um nível espacial muito pormenorizado. A célula de grelha mais pequena tem uma dimensão de 1 quilómetro quadrado e a metodologia, que foi especificamente desenvolvida para tratar os dados do recenseamento agrícola, garante que não são divulgadas informações confidenciais de explorações agrícolas individuais.

Os utilizadores podem explorar os dados (aumentar e diminuir o zoom, selecionar diferentes camadas ou descarregar os ficheiros de dados) utilizando o mapa estatístico interativo concebido pelo sistema de informação geográfica da Comissão.

 

Fonte: Eurostat

O 4º Fórum Mundial da Alimentação (WFF, na sigla em inglês) dedicado à transformação dos sistemas agroalimentares globais, decorreu na semana passada.

A iniciativa da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas reuniu milhares de participantes de todo o mundo que se envolveram em discussões dinâmicas e ações de colaboração numa série de questões críticas, incluindo investimento, ciência e inovação, envolvimento dos jovens, agricultura familiar, sistemas alimentares indígenas e gestão da água.

Os participantes, incluindo jovens, agricultores, decisores políticos, cientistas, empresários e comunidades indígenas, mostraram-se empenhados em enfrentar os desafios urgentes da fome, das alterações climáticas e da desigualdade, entre outros.

O Fórum deste ano, subordinado ao tema “Boa comida para todos, para hoje e amanhã”, contou com mais de 200 eventos, 8.000 participantes presenciais e um alcance digital de 1,7 mil milhões de pessoas através de campanhas nas redes sociais.

Segundo a organização, o evento destacou o poder dos esforços de colaboração para impulsionar a transformação dos sistemas agroalimentares e garantir o acesso a alimentos seguros, nutritivos e sustentáveis para todos. “Ao olharmos para o futuro, esta semana reafirmou o papel vital dos jovens, das mulheres e das diversas partes interessadas na definição do futuro dos nossos sistemas agroalimentares”, afirmou o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, na cerimónia de encerramento.

“Mostrou-nos o poder exponencial da colaboração intergeracional entre políticas, ciência, inovação, educação, cultura e investimento”, acrescentou. Qu Dongyu enfatizou ainda a importância do WFF como plataforma de ação, dizendo que “o WFF é onde a transformação dos sistemas agroalimentares pode realmente tomar forma através de ações concretas, parcerias, alianças e financiamento crucial. Vamos continuar a apoiar os nossos jovens líderes, que já estão a mobilizar-se a nível local... O seu compromisso é um farol de esperança e progresso”.

 

Fonte: iALIMENTAR

A DGAV divulga o Despacho n.º 74/G/2024 – Atualização da Zona Demarcada para Xylella fastidiosa da Área Metropolitana do Porto para implementação de medidas de confinamento (contenção).

 

Fonte: DGAV

O projeto Semear, Tratar e Plantar, iniciado há um ano pelo ICNF, em parceria com cinco escolas de outras tantas áreas protegidas da região Norte, ficou hoje concluído, com a plantação de árvores autóctones em Mogadouro.

O objetivo desta ação foi sensibilizar a comunidade escolar para a conservação da natureza e da floresta autóctone face às alterações climáticas e a prevenção de incêndios florestais.

Jorge Dias, do Departamento de Conservação da Natureza do Norte do Instituto Conservação da Natureza e Florestas, disse que este projeto inovador teve o seu início há um ano e envolveu cerca de 300 alunos em que cada um cuidou da sua espécie arbórea deste a semente à planta.

“Este projeto obriga que os alunos observem o crescimento da planta ao longo do seu ciclo inicial de desenvolvimento”, indicou o responsável.

O projeto Semear, Tratar e Plantar criou uma rede que engloba as áreas protegidas do Norte e os agrupamentos de escolas destes territórios, onde os alunos semearam plantas autóctones e acompanharam o seu crescimento ao longo de um ano, já que as sementes foram colocadas “em cuvetes “ e ficaram nas escolas durante o período letivo de 2023/24.

Findo este período, as espécies arbóreas regressaram durante o período de férias escolares a um viveiro do ICNF, onde foram cuidadas até ao passado mês de outubro, para agora serem plantadas no Parque Urbano do Juncal, em Mogadouro, num total de mais de 300 árvores.

Seguem-se agora as escolas das áreas protegidas do Parque Natural do Litoral Norte (PNLN), Parque Natural de Montesinho (PNM), Parque Natural do Alvão (PNA), Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) e Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

Cada aluno recebeu o certificado de participação neste projeto e terá a missão de cuidar da sua árvore.

Este projeto “inovador” está inserido no Dia Nacional da Floresta Autóctones, que se assinala no sábado.

Este projeto vai prolongar-se no tempo e estende-se para já a mais três agrupamentos de escolas aderentes dos concelhos de Miranda do Douro, Bragança e Mondim de Basto.

 

Fonte: Agro Portal

O Comando Territorial dos Açores, através do Posto Territorial da Praia da Vitória, no dia 17 de novembro, apreendeu mais de 400 cracas (Megabalanus azoricus), no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

No decurso de uma ação de patrulhamento, no âmbito de uma operação de vigilância e controlo costeiro, os militares da Guarda identificaram dois homens a realizar a apanha de cracas, na zona costeira de Angra do Heroísmo. No decorrer da fiscalização, verificou-se que detinham 482 cracas, ultrapassando o limite diário permitido de 40 exemplares por praticante, o que levou à apreensão dos exemplares em excesso.

Da ação resultou a identificação dos dois homens, de 57 e 67 anos, e a elaboração de dois autos de contraordenação por exercer a apanha de cracas, excedendo os limites legalmente estabelecidos, infração punível com coima até aos 3 500 euros.

As cracas apreendidas foram entregues a uma instituição de solidariedade social local, após verificação higiossanitária por médico veterinário.

A GNR relembra que os recursos marítimos devem ser explorados de modo a garantir, a longo prazo, a sustentabilidade ambiental, económica e social da pescaria, dentro de uma abordagem de precaução, definida com base nos dados científicos disponíveis, procurando-se simultaneamente assegurar os rendimentos da pesca aos seus profissionais.

 

Fonte: GNR