Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

Apesar de a União Europeia (UE) importar mais café do que produz, Portugal é um dos Estados-membros que se destaca pela positiva, uma vez que é o quinto maior produtor de café, descafeinado ou substitutos, como bebidas de cereais com café.

São quase 50 mil tonenalas por ano, mais precisamente 49.400 toneladas, portanto cerca de 2% da produção total da UE.

Atualmente, a produção de café vale cerca de 13 mil milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat, no âmbito da comemoração do Dia Internacional do Café. A Bélgica (49.300 toneladas) e a Finlândia (42.400 toneladas) surgem logo depois de Portugal neste ranking, ambas também com 2%.

O pódio é ocupado pela Itália, com o maior número de café torrado em 2023 (556.500 toneladas ou 25% da produção total da UE), seguindo-se a maior economia europeia – a Alemanha (507.700 ou 22%) – e, por fim, a França (139.300 ou 6%). Os Países Baixos (124 600, 6%) ocupam a quarta posição da tabela onde o que se mede são os grãos torrados do cafeeiro.

No ano passado, a UE produziu mais de 2,3 milhões de toneladas de café, descafeinado ou torrado (incluindo substitutos), o que representa um aumento de 15% desde 2013.

Certo é que a UE, sem surpresas, ainda compra mais do que produz. Em 2023, importaram 2,7 milhões de toneladas de café a países terceiros, no valor de 10,6 mil milhões de euros, sobretudo ao Brasil e ao Vietname.

Embora a quantidade esteja em linha com a dos últimos 10 anos (em 2013 também eram 2,7 milhões de toneladas), o valor cresceu dos anteriores 7,3 mil milhões para os 10,6 mil milhões de euros.

 

Fonte: Jornal Económico

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Lisboa, realizou uma operação de fiscalização, no âmbito do combate a ilícitos criminais contra a saúde pública, dirigida a um estabelecimento de produção e distribuição de queijos, que se encontrava com a sua autorização de exercício de atividade suspensa, e em desobediência, manteve-se em funcionamento, no distrito de Setúbal.

Como balanço da ação, foi instaurado 1 processo-crime por desobediência, tendo sido ainda mantida a determinação de suspensão da atividade, face à ausência de Número de Controlo Veterinário, tratando-se de um requisito obrigatório para operadores com produção, transformação, distribuição e colocação no mercado de produtos de origem animal.

Foram ainda apreendidos 6.670 queijos, 12 bolas de requeijão, 120 Litros de soro e 380 Litros de leite cru de ovelha, tudo num valor total estimado de € 14.821,00.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.

 

Fonte: ASAE

A produção circular promete grandes benefícios para a sustentabilidade em todas as dimensões - económica, ambiental e social. No entanto, implica também um desvio significativo em relação ao modelo linear de “tomar-fazer-usar-deitar fora” do sistema atual.

As economias circulares são fundamentais para alcançar a transformação necessária para que os nossos sistemas agro-alimentares garantam alimentos adequados para todos, produzidos dentro dos limites do planeta. Ao mesmo tempo, esta transformação exige a adaptação das políticas e dos princípios de segurança alimentar para garantir que os alimentos permaneçam seguros.

O programa prospetivo de segurança alimentar da FAO está a trabalhar ativamente nesta área e publicou um relatório, Food Safety in a Circular Economy, que fornece uma análise das provas actuais e emergentes sobre os riscos de segurança alimentar em sistemas circulares de produção alimentar. O relatório examina em profundidade quatro grandes dimensões de preocupação - escassez de água, perda e desperdício de alimentos, resíduos de embalagens de alimentos e eficiência na utilização dos solos.

A transformação para sistemas agro-alimentares circulares assenta na utilização ou reutilização de fontes alternativas de água, resíduos e subprodutos alimentares e embalagens de alimentos, entre outros, devido à sua considerável promessa de melhorar a sustentabilidade ambiental e proporcionar ganhos potenciais para a sustentabilidade socioeconómica.

No entanto, há cada vez mais provas de que vários contaminantes microbiológicos, químicos ou físicos podem ser introduzidos e potencialmente acumulados durante estes processos circulares. Estes riscos de segurança alimentar, se não forem mitigados, podem conduzir a alimentos inseguros e representar ameaças à comercialização.

Abordar as potenciais preocupações com a segurança alimentar numa economia circular - através de regulamentação, sensibilização dos consumidores e investigação orientada - será fundamental para transformar os sistemas agro-alimentares de modo a atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Investigadores, agricultores, fabricantes de produtos e alimentos, reguladores e consumidores, todos desempenham um papel no apoio à transformação para sistemas agro-alimentares seguros e circulares.

 

Fonte: FAO & Qualfood

Está realmente a receber o peixe pelo qual pagou? Quão autêntico é o mel que está na sua mesa de pequeno-almoço?

O aumento das práticas fraudulentas na cadeia agroalimentar é uma preocupação crescente tanto para os consumidores como para os produtores honestos.

Num novo relatório, o Joint Research Centre (JRC) da Comissão Europeia propõe reforçar a integridade do sistema alimentar da UE, integrando tecnologias de rastreabilidade de ponta, inovações digitais e sistemas de autenticidade nas normas de segurança existentes.

Esta iniciativa promete beneficiar os cidadãos europeus, garantindo que os alimentos que consomem são seguros, autênticos e de elevada qualidade.

Centralizar os dados relativos à fraude alimentar

Um volume substancial de dados sobre a cadeia alimentar já está acessível a nível europeu e internacional, permitindo uma mudança para uma abordagem digital e baseada no risco para salvaguardar o sistema alimentar. No entanto, estas fontes de dados estão dispersas por vários operadores de empresas do sector alimentar, autoridades competentes dos Estados-Membros e serviços da Comissão e, infelizmente, nem sempre são interoperáveis.

Para proteger o(s) sistema(s) alimentar(es) europeu(s), temos de aplicar uma abordagem mais holística e abordar as suspeitas e os problemas com ferramentas digitais avançadas.

A Direção-Geral da Saúde e da Segurança dos Alimentos da Comissão lançou uma nova abordagem inovadora que utiliza a inteligência artificial e a aprendizagem automática para analisar grandes quantidades de dados. Estes desenvolvimentos ajudarão a detetar irregularidades que possam indiciar fraude, a integrar informações relacionadas com a fraude agroalimentar, a gerar sinais de alerta precoce de potenciais fraudes e a ajudar na gestão de casos suspeitos.

Incluem modelos de aprendizagem automática que utilizam casos anteriores de fraude alimentar da Rede de Fraude Alimentar da UE para explorar a análise preditiva para detetar potenciais fraudes. Os resultados aumentarão o interesse dos Estados-Membros da UE em comunicar todos os casos de fraude agroalimentar detectados através da plataforma do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos para Consumo Humano e Animal (RASFF).

O relatório recomenda igualmente a criação de:

- um fundo de dados independente para facilitar a partilha de dados relativos à fraude alimentar entre a indústria alimentar e as autoridades, incentivando a participação da indústria

- uma parceria público-privada para promover a adoção de sistemas de rastreabilidade digital interoperáveis pelas empresas do sector alimentar, permitindo a partilha de dados com as autoridades, conforme necessário

- um roteiro tecnológico bem definido para a criação de um sistema de tecnologia da informação baseado em inteligência artificial (IA) para a integridade alimentar, combinando grandes conjuntos de dados e analisando-os com ferramentas de grandes volumes de dados.

Este projeto integrará as competências da Comissão Europeia com conjuntos de dados relevantes, peritos em TI e cientistas de dados.

Contexto político

A Estratégia do Prado ao Prato reconheceu a necessidade de intensificar os esforços para combater as práticas fraudulentas na cadeia agroalimentar, reforçando simultaneamente a rastreabilidade e os sistemas de alerta para melhorar a coordenação no combate à fraude alimentar.

As conclusões do Conselho sublinham que uma ação bem sucedida para combater a fraude alimentar deve basear-se num intercâmbio rápido e eficaz de informações pertinentes, numa comunicação adequada e numa estreita colaboração entre as autoridades dos Estados-Membros, bem como entre os Estados-Membros e a Comissão.

 

Fonte: EU News & Qualfood

Frutos secos, especiarias, caramelo ou açúcar amarelo são algumas das notas que se soltam de um cálice de Vinho do Porto e, conforme a sua intensidade, podem desvendar a idade deste produto único da Região Demarcada do Douro.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está empenhada no estudo da molécula ‘sotolon’, responsável pelo aroma típico dos vinhos do Porto envelhecidos e que funciona como indicador da sua idade. Neste momento, já é possível estabelecer parâmetros de qualidade aromática para as diferentes categorias de vinhos do Porto.

“A concentração de ‘sotolon’ aumenta com a idade dos vinhos do Porto que passam por um envelhecimento oxidativo. Um vinho jovem tem uma quantidade vestigial, que não é percetível ao cheirar. Enquanto que num Vinho do Porto Tawny com indicação de idade de 40 anos, a concentração de ‘sotolon’ é consideravelmente superior e a sua contribuição para o aroma global do vinho é crucial”, explica a investigadora Juliana Milheiro.

A molécula ‘sotolon’ forma-se nos Vinhos do Porto com envelhecimento oxidativo (Branco e Tawny), ou seja, quando são expostos ao oxigénio durante o seu envelhecimento. Durante esta fase, apresentam uma cor mais escura, que pode variar de dourado a âmbar, e o seu sabor também se altera, com notas de nozes, frutas secas, mel e especiarias, ao invés das características frutadas e frescas típicas dos vinhos mais jovens.

“Dependendo da sua concentração, esta molécula confere aos vinhos aromas descritos como caril, amêndoas, nozes, caramelo e açúcar amarelo”, sublinha a investigadora do Centro de Química da UTAD.

Para estudar as características aromáticas e a sua relação com a qualidade, Juliana Milheiro analisou 126 Vinhos do Porto Tawny e Branco, com indicação de idade de 10, 20 e 40 anos.

“Foi possível perceber as variações nos aromas dos Tawny e Brancos nas diferentes categorias, tendo sido identificados 36 aromas, sendo eles ácidos, ésteres, norisoprenóides, álcoois e uma furanona (o sotolon).”

A equipa de investigação da UTAD desenvolveu e validou um método para a quantificação específica de ‘sotolon’ em Vinhos do Porto e um outro método para a determinação precisa e exata dos outros compostos de aroma dos vinhos do Porto Branco e Tawny, ambos publicados na prestigiada revista internacional “Food Chemistry”.

“O perfil aromático dos Vinhos do Porto Branco foi estabelecido pela primeira vez neste trabalho e mostrou-se semelhante ao dos Vinhos do Porto Tawny, fornecendo uma base importante para o conhecimento dos compostos responsáveis pelas características aromáticas que definem a qualidade desses vinhos.

Este conhecimento é essencial para que o setor possa controlar e melhorar a qualidade, permitindo, assim, a definição de parâmetros de qualidade aromática para as diferentes categorias de Vinhos do Porto”, conclui a investigadora da UTAD.

 

Fonte: UTAD News

O presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) defendeu esta segunda-feira a reversão de medidas como a proibição da venda de certos alimentos nas escolas e do imposto especial sobre bebidas com alto teor de açúcar.

Na sessão de abertura do 9.º Congresso da Indústria Alimentar, Jorge Tomás Henriques considerou que a indústria tem sido "flagelada" por "preconceitos e má-fé" que levou à tomada de medidas legislativas nos últimos anos que a prejudica e sem benefícios na saúde pública.

"Ao arrepio de todo o bom senso, temos visto serem adoptadas medidas que incidem no facilitismo da proibição, através de iniciativas de pura ignorância sobre os melhores mecanismos para moldar as escolhas alimentares", disse Jorge Tomás Henriques, considerando dos "piores exemplos as restrições impostas em meios escolares" a alimentos considerados prejudiciais (como hambúrgueres, pizzas, refrigerantes ou batatas fritas).

Para o presidente da FIPA, essa lista de produtos proibidos "assenta apenas em preconceitos" e ignora os contextos históricos, social, cultural e económico, assim como a preferência dos consumidores e o seu poder de compra.

A indústria agro-alimentar, disse, é favorável a "medidas que promovam hábitos de consumos mais saudáveis" e literacia alimentar, mas considerou que estas medidas estão erradas e pediu a sua revogação ao actual Governo.

"Espera-se que este Governo tenha consciência dos vários erros do passado, de experimentalismo político e por vezes académico, revogando medidas que até à data não conseguiram reunir qualquer evidência de eficácia em saúde pública", disse, exemplificando com impostos especiais sobre o consumo e restrições ao marketing alimentar.

Jorge Tomás Henriques disse ainda que não se entende o imposto especial sobre o consumo de bebidas açucaradas "nem o aumento imparável dos impostos sobre a cerveja", uma tributação que considerou que tem apenas como objectivo o Estado arrecadar mais receita fiscal.

Defendeu ainda o presidente da FIPA uma baixa do IVA sobre os alimentos, pois, em Portugal, os "consumidores são fortemente tributados numa das suas necessidades mais básicas, a alimentação".

"Não se entende que até hoje ainda não tenham sido revertidas medidas do período da troika, corrigindo definitivamente o enorme aumento de impostos sobre os alimentos com transferência de muitos produtos para a taxa máxima", vincou.

Segunda a FIPA, a indústria agro-alimentar representa em Portugal um volume de negócios anual de cerca de 25.000 milhões de euros e é esperado que no final deste ano as exportações superem os 8000 milhões de euros. Há 12 mil empresas, que criam 112 mil postos de trabalho directos e 500 mil indirectos.

 

Fonte: Público

À medida que a procura dos consumidores por transparência e alimentos de alta qualidade continua a aumentar, a indústria alimentar está a passar por uma transformação significativa. Um dos principais impulsionadores desta mudança é a adoção da tecnologia RFID (identificação por radiofrequência) , que melhora vários aspectos da segurança alimentar, do seguimento da cadeia de abastecimento e da gestão de inventário.

Etiquetas RFID para segurança alimentar

Garantir a segurança alimentar é fundamental no mercado atual. As etiquetas RFID para segurança alimentar são ferramentas cruciais que ajudam as empresas alimentares a cumprir regulamentos rigorosos como o FSMA 204 nos Estados Unidos, que exige a manutenção de registos detalhados para alimentos de alto risco a partir de janeiro de 2026. Estes regulamentos têm como objetivo identificar e remover rapidamente os alimentos contaminados, reduzindo assim as doenças e mortes de origem alimentar. A Europa e outras regiões também estão a avançar com as suas normas de rastreabilidade e garantia de qualidade.

As etiquetas RFID permitem o controlo detalhado dos produtos alimentares desde a sua origem, passando pelo processamento e distribuição, até ao ponto de venda. Este controlo preciso ajuda a remover rapidamente artigos fora de prazo ou contaminados, aumentando assim a segurança alimentar e garantindo que os consumidores recebem produtos frescos e de alta qualidade.

As vantagens logísticas da tecnologia RFID são substanciais. Elimina a necessidade de digitalizações manuais, reduz os tempos de entrega e aumenta a eficiência operacional. Para os consumidores, o acesso a informações detalhadas sobre os produtos aumenta a confiança e reforça a sua relação com as marcas alimentares.

 

Fonte: Packaging Europe & Qualfood

Pela sua saúde, não ignore os alimentos probióticos, já que esta espécie de 'bactérias boas' pode influenciar o funcionamento do intestino e ainda contribuir para uma pele mais saudável e bonita.

A saúde da nossa pele "é influenciada, principalmente, por um órgão de funcionamento bem complexo: o intestino", começa por dizer a nutricionista Thaiz Brito, num artigo do jornal Metrópoles.

"Muito se falava sobre o eixo intestino-cérebro, ou seja, sobre como a comunicação do intestino com o cérebro interfere na saúde mental, principalmente a partir do que comemos. Agora, sabemos que esse eixo vai além do cérebro, estendendo-se a órgãos como o coração e até a tez", continua.

"Com a administração de probióticos adequados (...) pode haver melhorias até em casos de doenças da pele, como a psoríase", realça ainda.

Para aumentar os níveis de probióticos, aposte no consumo de frutas, verduras, legumes, pão integral, nozes e sementes. "Alimentos fermentados, como chucrute e kimchi, também ajudam a produzir probióticos saudáveis no intestino", aponta a nutricionista.

 

Fonte: Notícias ao Minuto 

Cientistas do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, trouxeram à tona um alerta preocupante: o consumo excessivo de açúcar pode estar associado a um maior risco de desenvolver Alzheimer.

Publicada na revista científica PLOS Biology, a pesquisa faz uma conexão intrigante entre a insulina e o cérebro.

Com a utilização de moscas da fruta como modelo experimental, os investigadores sugerem que a resistência à insulina no cérebro pode interferir na capacidade do organismo de eliminar resíduos neurais. Esse acúmulo de “lixo” cerebral está diretamente ligado ao surgimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Entenda a relação entre o alimento e o Alzheimer

O estudo revelou que uma dieta rica em açúcar reduz os níveis de PI3k nas células gliais, indicando sinais claros de resistência à insulina no cérebro. Em outras palavras, o consumo elevado de açúcar poderia estar a sobrecarregar a capacidade do cérebro de se limpar, favorecendo o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

Além do impacto no cérebro, o excesso de açúcar na dieta já é conhecido por desencadear uma série de outros problemas de saúde, como obesidade, doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e até certos tipos de cancro. Agora, a possível conexão com o Alzheimer reforça a urgência de moderar o consumo deste alimento doce.

Embora sejam necessários mais estudos para entender todos os mecanismos envolvidos, a mensagem é clara: diminuir o consumo de açúcar não é apenas uma questão de controlar o peso ou prevenir os diabetes, mas também uma estratégia para manter o cérebro saudável e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas.

Resistência à insulina: o elo crítico

A resistência à insulina, principal responsável neste cenário, ocorre quando as células do corpo se tornam menos sensíveis aos efeitos desta hormona crucial. A insulina, produzida pelo pâncreas, é responsável por regular os níveis de glicose no sangue, permitindo que as células absorvam a glicose e a utilizem como energia.

Quando há resistência à insulina, as células deixam de responder adequadamente, o que resulta numa menor absorção da glicose e em mais açúcar a circular na corrente sanguínea, o que provoca a hiperglicemia. Esse desequilíbrio não apenas impacta os órgãos vitais, mas também pode ter efeitos devastadores no cérebro.

A solução? Reduzir o consumo excessivo de açúcar e adotar hábitos alimentares mais saudáveis para preservar o corpo e a mente a longo prazo. O açúcar, embora doce, pode ter um amargo preço quando consumido sem moderação.

 

Fonte: MSN News 

Se um dos seus objetivos de saúde é manter os seus ossos fortes à medida que envelhece, provavelmente já sabe que é importante fazer exercícios com pesos. Mas o que come também é crucial. Quando era criança, talvez bebesse um copo de leite ao jantar todas as noites e lhe dissessem para comer brócolos, um vegetal rico em cálcio, que é um nutriente essencial para a saúde dos ossos. Mas muitas vezes estes hábitos são deixados para trás à medida que envelhecemos.

Começamos a perder densidade óssea a partir dos 30 anos, por isso, se tiver mais do que isso, é especialmente importante incorporar diariamente na sua dieta alimentos que apoiem a saúde dos ossos. Como é que isso pode ser feito exatamente? Aqui, os endocrinologistas dão as suas melhores dicas sobre alimentação para a saúde dos ossos e recomendam um alimento inesperado que é especialmente bom para os seus ossos.

Como o que come pode manter os seus ossos fortes

No que diz respeito à saúde dos ossos, a Dra. Amber Wheeler, médica endocrinologista, diz que há dois nutrientes fundamentais em que se deve concentrar: cálcio e vitamina D.

“O cálcio é um mineral necessário para o crescimento e manutenção de ossos fortes. A vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio de forma mais eficaz”, diz ela.

Embora a principal forma de obter vitamina D suficiente seja através da luz solar, o cálcio encontra-se numa variedade de alimentos. De acordo com o National Institute of Health, recomenda-se a ingestão de entre 1000 e 1200 miligramas de cálcio por dia.

“O cálcio encontra-se em alimentos como os produtos lácteos, como por exemplo o leite, o queijo e o iogurte, bem como em verduras de folha escura, como a couve, o pak-choy e os nabos”, afirma a Dra. Wheeler, referindo vários alimentos que são especialmente ricos em cálcio.

A Dra. Wheeler acrescenta que os frutos secos, como as amêndoas, as nozes e as avelãs, bem como os alimentos enriquecidos com cálcio, incluindo alguns cereais, sumos, bebidas de soja e tofu, são também boas fontes dietéticas de cálcio. “Para quem é intolerante à lactose, muitas alternativas, como o leite de soja, de amêndoa e de arroz, são frequentemente enriquecidas com cálcio”, afirma.

A Dra. Janet Rubin, médica, endocrinologista e professora na Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, afirma que um nutriente que muitas pessoas não se apercebem que é importante para a saúde dos ossos é a proteína. “A proteína é importante para preservar e construir músculo. A perda de músculo durante o envelhecimento está associada a fragilidade, quedas e fraturas”, afirma.

A ingestão de proteínas suficientes é especialmente importante para adultos com 65 anos ou mais, porque perdemos músculo à medida que envelhecemos. Aumentar a ingestão de proteínas pode ajudar a preservar os músculos.

Recomenda-se a ingestão de 0,8 gramas de proteínas por quilograma de peso corporal por dia. Isto significa que uma pessoa com 75 quilogramas, por exemplo, deve ingerir 60 gramas de proteínas por dia.

Um alimento inesperado que é bom para os seus ossos

A Dra. Wheeler diz que um alimento que é especialmente ótimo para a saúde dos ossos e que muitas pessoas não conhecem são as sementes de chia.

“As sementes de chia são uma boa fonte de proteínas, potássio e fibras. Uma medida de aproximadamente 28g de sementes de chia apresenta cerca de 14% da dose diária recomendada de cálcio e também é rica em magnésio e fósforo, que são nutrientes importantes para a saúde dos ossos”, afirma a especialista.

Quando comer sementes de chia, é importante demolhá-las primeiro. Caso contrário, pode sobrecarregar o seu sistema digestivo com demasiadas fibras de uma só vez. As formas de demolhar as sementes de chia enquanto as prepara para comer incluem incorporá-las na aveia da noite para o dia ou fazer pudim de sementes de chia.

Pode fazer pudim de sementes de chia com apenas uma mão-cheia de ingredientes: Iogurte grego, leite (ou leite alternativo), canela, xarope de ácer e, claro, sementes de chia.

Coloque a canela e as sementes de chia num pequeno recipiente e agite-o para que a canela cubra as sementes. De seguida, adicione o leite e o iogurte ao recipiente. Misture tudo e coloque no frigorífico durante pelo menos uma hora ou durante a noite. Quando estiver pronto, pode adicionar a sua fruta preferida e frutos secos.

Lembre-se, a dieta e o exercício são ambos importantes para manter a saúde dos ossos à medida que envelhecemos. Pode até saborear um pudim de sementes de chia como snack pós-treino depois de fazer o seu treino de resistência! O iogurte grego e as sementes de chia fornecem proteínas para ajudar o corpo a recuperar de um treino.

Envelhecer não significa tornar-se frágil ou fraco. Ao incorporar na sua dieta alimentos que apoiam a saúde dos músculos e dos ossos, pode manter-se forte, independentemente da sua idade.

 

Fonte: Parade News & Qualfood