Um estudo, liderado por investigadores do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e publicado hoje na revista Science, revela que a Europa está a atravessar uma preocupante crise de dispersão de sementes.
Os resultados desta investigação mostram que um terço das 398 espécies de animais que dispersam sementes ou está já ameaçado de extinção ou as suas populações estão em declínio e poderão vir a enfrentar risco de extinção num futuro próximo. Por outro lado, pelo menos 190 espécies de plantas selvagens na Europa têm a maioria dos seus dispersores conhecidos ameaçados ou em declínio.
«Este estudo demonstra claramente que existe uma crise de dispersão de sementes em todos os biomas europeus. Por outro lado, evidencia ainda que apenas conhecemos os dispersores de 26% das espécies de plantas que produzem frutos carnudos da Europa, pelo que é urgente conhecer melhor quais os animais que podem ajudar as plantas selvagens a escapar das rápidas alterações climáticas e da desertificação, principalmente no Sul da Europa», alerta Sara Mendes, investigadora do CFE e primeira autora do estudo.
Por sua vez, Rúben Heleno, professor do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e coautor deste estudo, considera que «é necessário investir mais na investigação e na conservação do serviço de dispersão de sementes na Europa e no mundo, já que este serviço é fundamental para garantir um funcionamento sustentável e a resiliência das florestas.
As plantas não se movem e por isso dependem dos serviços dos animais que se alimentam dos seus frutos para levar as suas sementes para novos locais onde possam crescer. Proteger os animais selvagens que prestam este serviço, beneficiará não só os próprios animais, como também as plantas e todo o ecossistema, do qual depende em última análise a economia e a nossa própria qualidade de vida», nota o também investigador do CFE.
«Este serviço é essencial para recuperar áreas perturbadas, por exemplo por incêndios florestais, cheias ou atividades humanas, especialmente em paisagens muito fragmentadas por vias de comunicação, cidades e vilas, como as que dominam a Europa. Além disso, no atual cenário de alterações climáticas, os animais que se alimentam de frutos são essenciais para ajudar as plantas a acompanhar as alterações do clima, mudando-se para locais com condições mais favoráveis», concluem os especialistas.
A investigação reuniu informação de cerca de dois mil artigos, publicados entre 1660 e 2023, em 27 línguas e de 38 países, para identificar quais os animais que prestam este serviço de dispersão de sementes na Europa e qual o seu estado de conservação. A compilação desta informação demorou mais de três anos e resultou na maior rede de dispersão de sementes do mundo, e a primeira a reunir informação de um continente inteiro.
Fonte: Gazeta Rural
E se a sempre mencionada laranja, vencedora no campeonato da Vitamina C, não alcançar o primeiro lugar do pódio nesta competição? A resposta a esta e a outras nove questões, é-nos dada por um grupo de docentes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), do Instituto Politécnico de Lisboa.
1. Qual dos alimentos, quivi, tomate, laranja, maçã, é mais rico em Vitamina C (por 100 g)?
É o quivi. Tendo por base os alimentos em análise, por ordem decrescente em Vitamina C (mg), o primeiro lugar é ocupado, sem dúvida, pelo quivi que fornece 72 mg, seguido da laranja (57 mg), tomate (20 mg) e, por último, mas não menos importante, a maçã (7 mg). No entanto, deve ter atenção que os valores apresentados são por 100 g de alimento. Quando selecionar uma unidade de fruta, deve analisar o seu peso/unidade e associar à ingestão de Vitamina C.
2. Qual dos alimentos, entre corn flakes e flocos de aveia, tem mais fibra?
Ambos pertencem ao grupo dos cereais, uma das mais importantes porções representadas na Roda dos Alimentos e que deve ser ingerida de forma diária. Em relação à quantidade de fibra, os flocos contêm maior quantidade. Por 100 g de alimento, contém 6,7 g de fibra, sendo maioritariamente fibra solúvel. Os de tipo corn flakes fornecem apenas 3,9 g.
3. Em média, por 100 g, o peixe e a carne têm a mesma quantidade de proteína?
Sim. São ambos alimentos a incluir diariamente na alimentação, nas porções adequadas, tendo sempre presente e respeitando as preferências alimentares, alergias ou intolerâncias alimentares, gostos e ideologias, patologias associadas, entre outras. Em média, por 100 g de alimento, o peixe e a carne fornecem cerca de 20 g de proteína.
4. Para além do pão, vinho e azeite, que outros alimentos fazem parte da Dieta Mediterrânea?
Para além da conhecida trilogia da Dieta Mediterrânea da qual faz parte o pão, vinho e azeite, temos ainda de considerar os produtos lácteos, hortícolas e o pescado. Uma dieta que representa um estilo de vida, práticas e tradições que vão das colheitas à pesca, a práticas de conservação, transformação, preparação e consumo dos alimentos.
5. Entre pescado, hortícolas, vinho, lacticínios e azeite e considerando a mesma quantidade, qual dos alimentos é mais rico em energia (calorias)?
Tendo em consideração que 1 g de álcool equivale a 7 kcal, enquanto que a mesma quantidade de açúcar fornece 4 kcal e 1 g de gordura fornece 9 kcal, a resposta certa é manteiga. No entanto, deve ter-se em consideração que o consumo de bebidas alcoólicas deve ser limitado e de forma responsável.
6. Qual dos seguintes alimentos é mais rico em sal: pão, queijo, batata frita ou sopa (no restaurante)?
É a sopa confecionada em restaurante. Surpresos? A questão está na porção. Embora a maioria destes alimentos tenha em média, entre 1 e 2 g de sal por 100 g, a porção de sopa é aquela que tem maior peso (aproximadamente 200 ml), o que faz com que, por porção, seja aquele que resulta numa maior quantidade de sal consumido. Existem estudos que evidenciam o excesso de sal em sopas e pratos, com enfoque sobre a restauração, recomendando a sua redução.
7. Qual das seguintes gorduras tem maior quantidade de lípidos: azeite ou óleo de coco?
A quantidade de lípidos é aproximadamente idêntica. Os benefícios de utilização do azeite são amplamente conhecidos, fonte de gordura monoinsaturada, vitamina E, carotenoides e compostos fenólicos que desempenham papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares.
8. Qual das gorduras aqui apontadas deve ser preferida nas confeções: azeite, óleos vegetais, margarina, manteiga ou óleo de coco?
Se optou pelo azeite, está coreto. Quando se trata de confeções simples como assados ou estufados, deve preferir a utilização de azeite, o mesmo deve ser utilizado em cru no tempero de saladas, hortícolas ou confeções de cozidos ou vapor.
9. O tomate é um alimento rico em licopeno. Este composto é mais facilmente absorvido se o tomate for consumido cru ou cozinhado?
Cozinhado. O licopeno é considerado um dos carotenoides do tomate, cuja biodisponibilidade aumenta após a confeção, como estufados ou molhos, tendo sempre em consideração o binómio tempo/temperatura, ou seja, ter cuidado com o tempo de exposição a elevadas temperaturas.
10. Os alimentos integrais, quando comparados com os refinados possuem uma redução significativa de energia (calorias)?
Não. Considera-se que os alimentos integrais são provenientes de farinhas em que houve menor processamento dos grãos de cereais, mantendo parte da sua estrutura, o que confere aos alimentos uma cor mais escura. Ao contrário nos alimentos refinados, houve um maior processamento, com maior perda das camadas exteriores dos cereais, conferindo aos alimentos uma cor mais clara, quando comparada com alimentos integrais. Os alimentos integrais têm maior valor nutricional especialmente em micronutrientes, não devendo ser confundido com valor energético.
Fonte: Sapo
A ConsumerChoice divulga um estudo sobre as tendências de consumo alimentar que explora temáticas como os tipos de alimentação praticados, a opinião dos consumidores sobre formas alternativas de alimentação e a relação emocional com a comida, entre outros temas.
No geral, o preço dos alimentos (26%) é o fator que mais influencia as escolhas alimentares dos entrevistados, seguindo-se o impacto na saúde (23%) e o sabor e prazer (18%). Por outro lado, a sustentabilidade ambiental (4%) e influências externas, como amigos e redes sociais (3%), têm um peso reduzido nas decisões dos consumidores.
Alternativas alimentares
Grande parte dos participantes demonstra ter algum interesse em experimentar alternativas alimentares, sendo que 24% já experimentou ou esteve prestes a fazê-lo. Em contrapartida, 27% dos entrevistados mostraram-se bastante interessados, apesar de não terem experimentado ainda este tipo de comida. Questões como o preço elevado (24%) e a desconfiança em relação ao sabor (19%) são consideradas pelos inquiridos como as principais barreiras para a adoção de alternativas alimentares, desde alimentos à base de plantas ou proteínas cultivadas.
No que diz respeito ao tipo de dieta alimentar praticada, a alimentação tradicional é a mais comum e 45% afirma seguir este tipo de dieta. A segunda mais popular é a dieta mediterrânica (26%), enquanto as dietas vegetarianas, veganas e flexitarianas têm uma presença menor. De acordo com o estudo, 29% dos entrevistados optam sempre por produtos locais e 36% valoriza também a origem nacional dos alimentos, embora nem sempre consigam encontrá-los.
A sustentabilidade alimentar é considerada importante pela maioria, com 26% a tentar seguir uma alimentação sustentável sempre que é viável e 51% a fazê-lo na medida do possível. Quanto às emoções predominantes em relação ao consumo de alternativas alimentares sustentáveis, sentimentos como a curiosidade (36%), a esperança (19%) e o entusiasmo (18%) são as emoções mais mencionadas pelos participantes, embora alguns revelem preocupação (10%) e ceticismo (9%).
Futuro da alimentação
O futuro da alimentação em Portugal é outro dos temas abordados no estudo, em que quase metade dos inquiridos (42%) acredita que as tradições alimentares irão prevalecer com algumas adaptações. Em oposição, 19% expressa preocupação com o rumo da indústria alimentar e 17% prevê um aumento significativo no consumo de alimentos à base de plantas. Relativamente aos hábitos alimentares como forma de combater as alterações climáticas, 41% dos participantes estariam dispostos a mudar alguns dos seus hábitos alimentares, mas não de forma radical, e 17% afirma já ter mesmo alterado vários hábitos com este objetivo em mente.
Quando questionados sobre a relação emocional que têm com a comida, 35% descreve o ato de comer como uma experiência de prazer e conforto. 29% dos inquiridos associam ainda a alimentação à saúde e bem-estar. Apenas 8% sente culpa por não fazer escolhas alimentares mais saudáveis ou sustentáveis no seu dia-a-dia.
Por fim, o estudo revela também que as campanhas educacionais nas escolas (29%) são vistas como a medida com o maior impacto na educação sobre dietas saudáveis e sustentáveis. Os portugueses consideram ainda que a gradual disponibilização de informação nos rótulos dos produtos alimentares (16%) e as ações de sensibilização em supermercados (13%) também são eficazes neste propósito.
Fonte: Grande Consumo
A Shigella é um tipo de bactéria que causa uma doença infeciosa chamada Shigelose, que é mais conhecida por causar diarreia e outros sintomas gastrointestinais. Como pai ou mãe, é importante estar informado sobre a Shigella para proteger a sua família, especialmente as crianças pequenas, que são mais suscetíveis. Eis o que precisa de saber:
A Shigella é altamente contagiosa e propaga-se através da via fecal-oral. Isto pode acontecer quando alguém ingere mesmo uma pequena quantidade de matéria fecal contaminada através do contacto entre pessoas, alimentos e água contaminados, ou tocando em superfícies contaminadas.
Os sintomas comuns da Shigelose incluem diarreia (que pode ser sanguinolenta), cólicas estomacais, febre e, por vezes, vómitos. Os sintomas geralmente começam 1 a 2 dias após a exposição e podem durar cerca de 5 a 7 dias. Os casos graves podem exigir cuidados médicos.
As crianças pequenas, especialmente as que frequentam creches, são as que correm maior risco devido ao contacto próximo umas com as outras e às instalações partilhadas. No entanto, qualquer pessoa pode ser afetada, especialmente as que vivem em ambientes com muita gente.
Incentive a lavagem frequente e completa das mãos com água e sabão, especialmente depois de usar a casa de banho, mudar fraldas e antes de manusear alimentos. Assegure-se de que os alimentos são corretamente cozinhados e armazenados e evite fontes de água sujas. Lavar bem os frutos e os legumes antes de os consumir. Deitar fora as fraldas de forma adequada e higienizar os fraldários após a sua utilização. Manter as crianças com diarreia fora da creche ou da escola até serem autorizadas por um profissional de saúde, para evitar a propagação da infeção a outras pessoas.
A maioria dos casos de Shigelose resolve-se sem tratamento específico, para além da ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Em alguns casos, particularmente os graves ou persistentes, um profissional de saúde pode prescrever antibióticos. No entanto, a resistência aos antibióticos é uma preocupação crescente no caso da Shigella.
Se uma criança apresentar sinais de desidratação, diarreia persistente durante mais do que alguns dias, febre alta ou sangue nas fezes, é crucial contactar um profissional de saúde.
Muitos departamentos de saúde exigem a notificação de casos de Shigella, especialmente em ambientes de cuidados infantis ou escolares, para monitorizar e gerir eficazmente os surtos.
Ao estarem informados e aderirem a estas medidas de precaução, os pais podem ajudar a proteger os seus filhos da Shigella e garantir que são tomadas medidas rápidas se surgirem sintomas.
Fonte: Marler Clark
A carne cultivada em laboratório é uma alternativa alimentar que está a ser estudada por meia centena de ‘startups’ na Europa e Portugal pode ser um “ator fundamental”, mas são necessários incentivos, defendeu o Good Food Institute.
Frango, porco, vaca e marisco já podem ser produzidos em laboratório, nomeadamente em fermentadores, como os que são utilizados para fazer cerveja.
“O processo pode ser comparado com o cultivo de plantas a partir de estacas numa estufa, criando-se as condições ideais para tal (calor, nutrientes e água)”, explicou o ‘public affairs manager’ do Good Food Institute, Carlos Campillos Martinez.
Em vez de ser proveniente de animais de criação, esta carne é cultivada, num ambiente controlado, a partir de uma amostra do animal.
Fornecendo nutrientes como água, proteína, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e minerais replica-se o processo que ocorre dentro de um animal.
O resultado é carne moída, que pode ser transformada em produtos, que o Good Food Institute diz serem “indistinguíveis” da carne produzida de forma convencional.
Singapura e os Estados Unidos são os primeiros países a terem aprovada a comercialização de carne cultivada, mas, na Europa, mais de 50 ‘startups’ (empresas com rápido potencial de crescimento económico) já desenvolvem este alimento.
Em julho, a francesa Gourmey foi a primeira empresa na União Europeia a apresentar um pedido de autorização para vender carne cultivada. Pode demorar até dois anos para que estes produtos cheguem ao mercado.
“Com as suas empresas inovadoras e o seu ambiente de investigação de nível mundial, a Europa tem um enorme potencial para liderar a indústria da carne cultivada, contudo, para desbloquear este potencial vão ser necessárias políticas de apoio e investimento em I&D [Investigação e Desenvolvimento]”, apontou Campillos Martinez.
Para o Good Food Institute, ‘think tank’ (laboratório de ideias) sem fins lucrativos que tem por objetivo tornar o sistema alimentar melhor para o planeta, Portugal tem potencial para ser “um ator fundamental” neste setor, uma vez que conta com um projetos de investigação e ‘startups’ na área.
Destaca-se, por exemplo, o Instituto Técnico de Lisboa e o Instituto de Bioengenharia e Biociências, onde o projeto Algae2Fish apresenta novas abordagens de marisco cultivado.
Entre as ‘startups’ portuguesas, a Cell4Food, sediada nos Açores, quer ser a primeira empresa do mundo a desenvolver polvo cultivado.
“A inovação portuguesa é também apoiada por uma rede robusta de aceleradores, incubadoras e fundos de capital de risco orientados para a inovação. No entanto, o investimento público em investigação e desenvolvimento e as políticas de apoio vão ser essenciais para desbloquear todo o potencial deste setor”, acrescentou.
De acordo com o Good Food Institute, a carne cultivada pode ajudar a diversificar as fontes de proteína, a reforçar a segurança alimentar e promover o crescimento económico verde, ao mesmo tempo que cria postos de trabalho.
Apesar dos avanços nesta área, a carne cultivada ainda não iguala a convencional em termos de sabor, preço e conveniência, o que Carlos Campillos Martinez justificou com a falta de infraestruturas e de produção de larga escala.
O ‘public affairs manager’ do Good Food Institute sublinhou ainda que o frango cultivado da Eat Just, o primeiro produto do género a receber aprovação regulamentar, teve uma validação de segurança e qualidade que demonstrou que este produto tem um teor microbiológico inferior ao do frango convencional.
“A carne cultivada está bem posicionada para complementar os produtos tradicionais produzidos através de uma agricultura sustentável. Enquanto opção adicional, poderia reduzir a necessidade de importação de carne, promovendo a autossuficiência de países como Portugal, que continua a ser um importador líquido, apesar da sua capacidade de produzir produtos alimentares de alta qualidade”, afirmou.
Carlos Campillos Martinez lembrou também que a maior parte da carne consumida na Europa provém da agricultura industrial, o que acarreta desafios ambientais e sanitários.
Fonte: AgroPortal
Face à crescente popularidade e apreciação generalizada de gelados, a ASAE realizou diversas ações de fiscalização dirigidas a fabricantes de gelados e geladarias, com ou sem fabrico próprio, quer de forma industrial quer de forma artesanal.
Como balanço destacam-se 95 operadores económicos fiscalizados e 20 processos de contraordenação instaurados, registando-se como principais infrações o uso indevido de símbolos ou expressões, a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP, a falta de mera comunicação prévia, o incumprimento de normas de acesso a atividades comerciais, entre outras.
Foi ainda determinada a suspensão de atividade de um estabelecimento de fabrico de gelados, por violação dos deveres gerais da entidade exploradora.
A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e de forma a garantir a Segurança Alimentar dos produtos disponibilizados aos consumidores.
Fonte: ASAE
Os consumidores atuais procuram cada vez mais produtos naturais com uma rotulagem limpa, sem aditivos e prontos a consumir. Por outro lado, os fabricantes precisam de prolongar o prazo de validade dos seus produtos frescos, garantindo a máxima segurança alimentar, com tecnologias que os ajudem a expandir o seu negócio para novos mercados, sem perder a qualidade do produto.
Assim, o Processamento de Alta Pressão (HPP), também conhecido como pasteurização a frio, é a técnica de ponta que responde a ambas as exigências do mercado. Esta tecnologia não térmica de conservação de alimentos apresenta-se como a melhor solução para as marcas de produtos hortícolas, bebidas e produtos de abacate, devido às múltiplas vantagens que oferece.
A Hiperbaric, líder mundial em tecnologia de alta pressão, organiza na quinta-feira, dia 26 de setembro, o webinar gratuito “Produtos vegetais com rótulo limpo e maior prazo de validade graças à tecnologia HPP”, em língua portuguesa, onde explicará como o Processamento de Alta Pressão se tornou o melhor aliado para as marcas que querem oferecer produtos de qualidade, seguros e frescos, com maior prazo de validade.
O HPP é a melhor solução para as marcas de vegetais. Entre as suas numerosas vantagens, esta tecnologia não térmica aumenta de 2 a 10 vezes o prazo de validade dos alimentos vegetais e permite oferecer um produto rotulado de forma limpa, mantendo intactas as suas propriedades nutricionais e organolépticas.
Juntamente com os especialistas em tecnologia alimentar da Hiperbaric, as empresas Jaguacy do Brasil, fabricante de produtos à base de abacate, e Sopas Graciete, sediada em Portugal, também participarão e explicarão as suas próprias histórias de sucesso e a forma como a tecnologia HPP as ajudou a crescer e a diferenciar as suas marcas no mercado.
Sopas Graciete, a primeira empresa de sopas refrigeradas RTE em Portugal
A Sopas Graciete foi a primeira empresa a oferecer sopas refrigeradas prontas a consumir em Portugal. Devido ao seu crescimento, chegaram a um ponto em que precisavam de expandir o seu negócio geograficamente e, ao mesmo tempo, continuar a garantir a frescura e autenticidade das suas receitas sem utilizar aditivos ou conservantes. A tecnologia de alta pressão a frio (HPP) surgiu como a única solução para prolongar o prazo de validade e manter o sabor e a qualidade caseiros das suas sopas.
A adoção da HPP em 2020 marcou um ponto de viragem importante para as Sopas Graciete. Ao estabelecer uma parceria com a Hiperbaric, o principal fabricante mundial de equipamentos HPP, conseguiu manter o sabor natural, a qualidade e o valor nutricional das suas sopas, oferecendo um prazo de validade de até 35 dias. Este avanço permitiu-lhes aumentar a sua presença em vários supermercados e cadeias de restaurantes em Portugal e expandir-se para além das suas fronteiras, em Espanha. Um dos destaques da expansão das Sopas Graciete é a parceria com a McDonald's Portugal. Desde 2014, fornecem à McDonald's duas das suas receitas, cumprindo os padrões de qualidade do gigante da restauração e permitindo que os seus clientes desfrutem da sua frescura e sabor tradicional.
A versatilidade da tecnologia HPP como chave para o desenvolvimento de novos produtos
Graças à sua versatilidade, a HPP permite processar sopas tanto em grandes formatos habitualmente utilizados no sector da restauração como em embalagens individuais mais adequadas à comercialização refrigerada. A versatilidade da tecnologia não se fica por aqui, tendo também impulsionado o desenvolvimento de novos produtos pela Sopas Graciete, como a sua nova gama de sumos HPP. A empresa continuará a tirar partido de todas as possibilidades oferecidas pela alta pressão. Vasco Vieira, fundador da Sopas Graciete, declarou: “para o futuro, estamos empenhados em promover uma cultura de inovação contínua e em explorar todas as oportunidades potenciais que a tecnologia HPP pode oferecer.
Por seu lado, a Jaguacy é especializada em produtos de abacate do Brasil para todo o mundo e é um dos principais produtores e exportadores do país. Para além das suas plantações, oferece produtos tratados com a tecnologia HPP, como polpa de abacate congelada e guacamole, “tornando-se o melhor aliado para a exportação e para a criação de oportunidades comerciais em novos mercados”, explica Julia Falanghe, diretora da Jaguacy.
Como funciona a tecnologia HPP
A HPP é um método não térmico (5°C - 20°C) de conservação de alimentos e bebidas, baseado na utilização de alta pressão isostática transmitida de forma uniforme e instantânea pela água durante alguns minutos. Obtém um efeito equivalente ao da pasteurização, só que sem a utilização de calor, e tem muitas vantagens, como a frescura, as bebidas de qualidade superior e o prolongamento do prazo de validade. Dependendo da aplicação e da receita de HPP, é possível prolongar o prazo de validade das bebidas de seis semanas a três meses e, nalguns casos, até mais.
“Esta tecnologia tornou-se particularmente popular no setor das bebidas e no segmento dos sumos premium, uma vez que permite que os produtos mantenham os seus atributos de recém-espremidos”, explica a Dra. Carole Tonello, especialista em microbiologia e segurança alimentar e vice-presidente da Hiperbaric. “Naturalmente, outras bebidas, sopas de legumes, bebidas probióticas e fermentadas ou leite não lácteo também beneficiam das suas vantagens. Há muito poucos produtos que não possam ser processados por HPP”.
Muitas empresas estão a utilizar a HPP para desenvolver produtos seguros e minimamente processados que são visivelmente mais frescos do que se tivessem sido processados com outras tecnologias. Algumas fazem-no porque podem dar uma nova vida a alimentos com um aspeto imperfeito, em vez de terem de rejeitar o produto. No entanto, a maioria destas empresas opta por esta tecnologia porque pode chegar a mercados mais alargados, sem ter de modificar as suas receitas ou utilizar conservantes e tecnologias que possam comprometer a qualidade dos seus produtos.
Alta Pressão, um grande aliado da indústria
A indústria alimentar enfrenta três grandes desafios: o desperdício alimentar, a insegurança alimentar e a utilização maciça de plásticos não recicláveis nas embalagens. O processamento a alta pressão (HPP) da HIPERBARIC, especialista mundial em equipamentos industriais que integram esta tecnologia, surge como um dos principais porta-estandartes desta luta.
Neste contexto, o processamento de alta pressão posicionou-se como o principal aliado da indústria alimentar. A tecnologia de processamento a alta pressão da Hiperbaric é capaz de prolongar o prazo de validade dos alimentos, destruir bactérias causadoras de doenças como a listeria e a salmonela e permitir a utilização de embalagens de plástico recicláveis. Especificamente, este método consiste em submeter os alimentos, depois de embalados, a uma pressão de 6000 bar durante um máximo de três minutos, inativando assim os microrganismos responsáveis pela deterioração dos alimentos e preservando as caraterísticas nutricionais do produto fresco.
Carole Tonello, especialista em microbiologia e segurança alimentar e vice-presidente da Hiperbaric, confirma o importante papel da alta pressão contra os vírus alimentares e recorda que esta tecnologia também permite “o desembarque seguro de certos produtos noutros países, preservando as suas qualidades intactas”.
Tonello afirma que a alta pressão “inativa os agentes patogénicos e os microrganismos responsáveis pela deterioração, cumprindo os requisitos das autoridades alimentares”. O especialista em microbiologia afirma que a tecnologia vai ao encontro das aspirações dos consumidores e da indústria alimentar, oferecendo “produtos mais saudáveis, inovadores, com baixa pegada de carbono e sustentáveis”.
Os numerosos exemplos de produtos comercializados em todo o mundo com HPP são um testemunho da sustentabilidade desta tecnologia. A HPP “elimina a necessidade de conservantes e contribui para o aumento do consumo de alimentos saudáveis”. A tecnologia permite que alimentos como o guacamole, “após 60 dias, mantenham o mesmo sabor do primeiro dia, e o prazo de validade do produto é prolongado até nove semanas desde a data de produção até à data de validade”, diz Tonello.
Fonte: iALIMENTAR
A DECO PROteste analisou 150 produtos alimentares para averiguar a existência de corantes e de intensificadores de sabor. A maioria contém aditivos.
O que têm em comum caldos, batatas fritas, noodles, delícias do mar, sopas desidratadas, rissóis e croquetes? Intensificadores de sabor, aditivos associados à "síndrome do restaurante chinês", devido ao uso do glutamato monossódico.
Os intensificadores de sabor visam realçar o sabor e o aroma dos alimentos, mas podem mascarar a falta ou a pobreza dos ingredientes utilizados. A DECO PROteste levou a cabo uma pesquisa em 150 alimentos de marca própria ou exclusiva dos supermercados, de 20 categorias, e só não encontrou estes aditivos em alimentos de duas marcas. Além destes aditivos, o estudo da DECO PROteste pesquisou corantes sintéticos e naturais. E porquê corantes e intensificadores de sabor? Devido aos seus possíveis efeitos adversos, bem como ao seu condão para enganar o consumidor.
Aditivos? Não, obrigado
Avisos sobre o risco de efeitos negativos na atenção e na atividade das crianças estão impressos em alguns rótulos, quando incluem os corantes E102, E104, E110, E122, E124 ou E129. Outras advertências estão relacionadas com o possível efeito laxante ou com a presença de sulfitos quando a concentração deste conservante é superior a 10 miligramas por litro ou por quilo. Serão os avisos suficientes quando há dúvidas quanto à segurança de algumas destas substâncias? Para agravar, os testes da DECO PROteste revelam que nem sempre a lei é respeitada.
Perante potenciais riscos, será que os aditivos são necessários? Sim, mas só em determinadas circunstâncias. Para preservar os alimentos e garantir a segurança alimentar, por exemplo. O que não se aplica aos intensificadores de sabor nem aos corantes.
Esteja atento: nem sempre o alimento mais vistoso e apetitoso é o mais saudável. Na dúvida, é melhor escolher alimentos naturais. Quanto mais colorido, transformado ou elaborado for um produto, maiores as probabilidades de conter vários aditivos. Leia o rótulo e opte por produtos com menos substâncias. E não se deixe enganar pela publicidade.
Fonte: DECO PROteste
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) confirmou que as plantas NGT (Novas Técnicas Genómicas) de categoria 1 não apresentam riscos adicionais em comparação com as que são produzidas através de melhoramento convencional, pelo que conclui que os regulamentos discriminatórios para as plantas derivadas de NTG são injustificados e contrários às provas científicas.
Consulte aqui a opinião científica da EFSA.
Fonte: DGAV
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