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O uso de químicos tóxicos na agricultura europeia continua a aumentar em vez de diminuir, alerta um estudo divulgado esta terça-feira pela PAN Europa (Pesticide Action Network – uma rede de organizações não governamentais e instituições que trabalha para minimizar os efeitos negativos dos pesticidas perigosos.

O objetivo da Estratégia Europeia “Do Prado ao Prato” e do Pacto Ecológico Europeu é conseguir reduzir em 50% o uso de pesticidas na agricultura até 2030, mas tal ambição está longe de ser aprovada e aplicada. E, ao contrário do recomendado, várias substâncias químicas usadas em pesticidas, herbicidas, inseticidas e fungicidas — que já deveriam ter sido substituídas — continuam a ser usadas na fruta e vegetais que chegam aos supermercados e às nossas casas.

Este relatório e as suas conclusões contradizem as declarações oficiais de que o uso de pesticidas tóxicos está a diminuir e que os níveis encontrados se encontram dentro dos limites aceitáveis”, lê-se na introdução ao estudo, que também aponta o dedo aos Estados-membros e à Comissão Europeia por “fracassarem na aplicação do regulamento e na proteção dos consumidores”.

Apesar de a União Europeia afirmar que houve uma redução de 12% no uso das 55 substâncias químicas listadas para substituição, um relatório da Comissão Europeia de 2019 dá conta que o prometido “phasing out” (desde 2011) não aconteceu. De acordo com o estudo da PAN Europa, em vez de diminuir, a taxa de uso aumentou 8,8% em nove anos.

MAÇÃS, PÊSSEGOS, PERAS E CEREJAS NA LISTA

Com base na análise de mais de 97 mil amostras de fruta fresca cultivada na Europa, e em dados oficiais dos 27 Estados-membros, o estudo – "Forbidden Fruit” – revela que, em 2019, perto de um terço da fruta continuava a revelar resíduos de pelo menos um dos 32 piores químicos ainda autorizados na União Europeia, que estudos científicos apontam como sendo desreguladores endócrinos, substâncias persistentes, bioacumuláveis e tóxicas estando associados a problemas de fertilidade ou cancerígenos.

Entre estes constam o fungicida “Ziram” (associado a disrupções endócrinas); o insecticida “Pirimicarb” (suspeito de efeitos carcinogénicos), o fungicida “Metconazole” (potenciais efeitos no sistema reprodutor humano). E a PAN Europa quer vê-los banidos rapidamente e para isso está agora a iniciar uma nova campanha nesse sentido.

Entre a fruta analisada, constataram que metade das amostras de cerejas continham mais 152% das substâncias comparadas com as amostras de 2011; um terço das maçãs revelavam mais 117%; e metade das peras e dos pêssegos, respetivamente, mais 103% e 52%.

Já no campo dos vegetais, o aipo, a salsa e as couves revelaram menor contaminação, mas, mesmo assim, houve um aumento de 19% em comparação a 2011.

Entre os países com mais amostras de fruta e legumes contaminados ao fim destes nove anos de análises, destacavam-se a Bélgica (34%), a Irlanda (26%), a França (22%), a Itália (21%) e a Alemanha (20%).

O CASO PORTUGUÊS

Apesar de estar fora deste “top 5”, Portugal também usa estas substâncias nocivas. Os investigadores da PAN Europa verificaram que 85% das amostras de peras e 58% das de maçãs produzidas em Portugal continham resíduos dos químicos da lista.

“Estas substâncias deviam estar a ser substituídas, mas isso não está a acontecer em Portugal nem noutros países”, frisa Pedro Horta, da associação Zero. O ambientalista lembra que “o regulamento europeu impõe um procedimento de aprovação dos produtos que contêm estas substâncias que leve à ponderação de alternativas de substituição, sejam de luta química através de substâncias menos preocupantes ou de práticas de prevenção e/ou controlo dos problemas sanitários que o pesticida pretende resolver”. Porém, diz, “segundo a DGAV nenhuma substituição por alternativas foi feita”.

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirma-o em carta enviada à Zero no início de maio – e à qual o Expresso teve acesso – referindo que “até à data não foi possível proceder à substituição de produtos fitofarmacêuticos contendo CpS [substâncias ativas candidatas para substituição]”. Entre as razões apresentadas pela DGAV estão: “a falta de alternativas visando uma adequada gestão de resistência dos inimigos”; ou o facto de “o produto ser importante tendo em conta os usos menores para os quais se encontra autorizado”.

Em Portugal estão autorizadas 45 das 55 substâncias que deviam estar em “phasing out” na UE.

Armando Torres Paulo, presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha garante que “os produtores nacionais cumprem os regulamentos europeus e não há qualquer problema com o uso dos pesticidas”. E diz que “houve uma redução significativa nos últimos 10 anos”, mas que "a indústria ainda não encontrou alternativas” aos pesticidas usados e os produtores também não.

Pedro Horta aconselha os consumidores a “comprarem fruta local e da época ou produzida em modo biológico”. O mesmo aconselha a diretora de campanha Salomé Roynel: “Comprem produtos biológicos, sobretudo se estiverem grávidas ou a alimentar crianças, para reduzir o risco”. E lembra que “o risco de comer fruta contaminada com pesticidas aumentou dramaticamente”.

A PAN Europa calcula que a batalha com as grandes multinacionais (como Syngenta e a Bayer) se vai agudizar nos próximos tempos e por isso estão a preparar uma campanha de sensibilização junto da opinião pública, para pressionar os decisores em Bruxelas a agir.

Fonte: Expresso

A peste suína africana e a gripe aviária são doenças animais virais que têm vindo a afetar gravemente o planeta ao longo de 2021 e início de 2022. Embora se saiba que estas duas doenças infeciosas transfronteiriças se propagam facilmente, os acontecimentos observados nos últimos meses realçaram ainda mais o papel significativo das interações entre animais selvagens e animais domésticos, bem como alguns comportamentos humanos imprudentes na sua disseminação. Estes foram cuidadosamente examinados no relatório global da situação da saúde animal apresentado na 89ª Sessão Geral, onde também recordaram a importância de medidas eficazes de biossegurança para mitigar os impactos das doenças.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) analisou a atual situação global, com a informação partilhada pelos países no ano passado através do Sistema Mundial de Informação sobre Saúde Animal (WAHIS). Os dados agregados mostram que a peste suína africana (PSA) e a gripe aviária , também conhecida como gripe das aves, se espalharam mais amplamente do que em anos anteriores, afetando um maior número de animais e atingindo novas regiões em todo o mundo. Isto levou a consequências devastadoras para a saúde animal e socioeconómicas. A produção pecuária, a subsistência, a segurança alimentar e mesmo os preços dos alimentos têm sido fortemente afetados.

Proteger o gado e a vida selvagem de doenças infeciosas

Os animais domésticos e selvagens podem interagir mutuamente, quer direta quer indiretamente, através da alimentação, resíduos ou fezes, por exemplo. Esta interação das populações permite que as doenças atravessem as barreiras das espécies e "saltem" umas para as outras. Para evitar a sua disseminação, os Serviços Veterinários têm vindo a promover a importância de medidas rigorosas de biossegurança. Estas são de fato essenciais para limitar as interações entre a vida selvagem e o gado.

Olhando para a gripe aviária, a situação deste ano é sem precedentes. "Nos últimos meses, a epidemia de gripe aviária tem continuado a ameaçar a saúde animal com um elevado número de casos notificados e milhões de aves de capoeira afetadas em todo o mundo", destaca a Dra. Paula Caceres, Chefe do Departamento de Informação e Análise da Saúde Animal Mundial. Desde Outubro de 2021, início da época da gripe aviária, 47 países comunicaram cerca de 3.000 surtos de gripe aviária. Medidas para mitigar a propagação levaram ao abate de mais de 80 milhões de aves domésticas.

As aves selvagens migratórias, especialmente aves aquáticas, são hospedeiras e reservatórios naturais do vírus da gripe aviária, e podem facilmente passá-las para outras aves selvagens ou domésticas através de contacto direto ou indireto, assim como através da sua alimentação. Este ano, foram observadas importantes mortalidades em aves selvagens, ameaçando a biodiversidade em todo o mundo. Por exemplo, em Israel, mais de 8000 grous-comuns morreram devido à gripe aviária e centenas de aves selvagens foram encontradas mortas no Reino Unido.

Uma vez que não se pode fazer muito para conter a doença em animais selvagens, a implementação de medidas de biossegurança nas explorações é crucial para evitar a introdução de agentes patogénicos em bandos de aves de capoeira. Estas medidas não protegem apenas as aves de capoeira, mas também a fauna selvagem e a sua conservação. As precauções relevantes incluem nomeadamente manter as aves domésticas afastadas do contacto com aves selvagens, assegurar uma boa higiene nos aviários e no equipamento, e ser cauteloso ao introduzir novos animais no bando. 

A peste suína africana também teve muito impacto no sector suinícola este ano, afetando novas regiões. Embora tenha sido historicamente encontrada pela primeira vez em África e depois se tenha propagado à Ásia e à Europa, esta doença suína atingiu as Américas no Verão passado, pela primeira vez em quase 40 anos. Alguns meses mais tarde, em Dezembro, a Macedónia do Norte comunicou a primeira ocorrência da doença em suínos de quintal que muito provavelmente teve origem no contacto entre porcos domésticos e javalis infetados. A transmissão da peste suína africana na interface gado-vida selvagem parece depender da população de javalis e da sua interação com os sistemas de produção de suínos de baixa biossegurança. No entanto, como por enquanto não há vacina disponível, a biossegurança continua a ser a primeira linha de defesa contra a doença. 

Encorajar comportamentos humanos responsáveis 

As atividades humanas também podem ser responsáveis pela disseminação de doenças. Viajantes, caçadores e mesmo agricultores podem transportar agentes patogénicos e introduzi-los em populações de animais domésticos e selvagens. Quando viajam, as pessoas por vezes visitam sem saberem, explorações agrícolas afetadas, ou compram mercadorias animais que levarão de volta para o seu país de origem. Quando se caça em áreas afetadas, é possível encontrar espécies selvagens portadoras de doenças infeciosas. Estas atividades podem levar as pessoas a adquirir os agentes patogénicos nas suas botas, vestuário ou veículos, e a espalhar doenças com os seus movimentos, de quinta em quinta, ou para novos países. A implementação de precauções relevantes e a adoção de boas práticas de higiene é crucial, quando se está em contacto com animais. Limpar o vestuário depois de visitar uma quinta e evitar trazer de volta produtos animais das viagens são todas medidas fundamentais a ter em mente.

As recentes tendências globais das doenças, destacadas no último relatório sobre a situação global da saúde animal, mostram verdadeiramente o papel das atividades humanas na propagação da peste suína africana e da gripe aviária, entre outras doenças. Para sensibilizar para as formas de abordar situações de risco, a Organização Mundial de Saúde Animal fornece uma vasta gama de materiais de comunicação, tanto sobre a peste suína africana como sobre a gripe aviária.  

Embora outros fatores como as alterações climáticas e o comércio internacional possam ser considerados, a propagação de doenças animais pode ser contida através da implementação de medidas rigorosas de biossegurança, ao longo de toda a cadeia de abastecimento de gado. No entanto, a biossegurança deve ser sempre associada a outras medidas: sensibilização entre as principais partes interessadas, maiores esforços de vigilância, e notificação atempada dos casos às autoridades veterinárias. A partilha transparente de dados de saúde animal é a chave para a prevenção e controlo eficazes de doenças infeciosas dos animais. A este respeito, os esforços feitos pelos membros da OIE para manter o seu nível de vigilância e notificação de doenças durante o ano passado, apesar dos desafios ligados à pandemia de Covid-19, também precisam de ser reconhecidos. 

Fonte: OIE - Organização Mundial de Saúde Animal 

A luta contra o plástico está cada vez mais perto de ser vencida e para tal contribuem agora cientistas portugueses que desenvolveram um novo material com potencial para substituir aquele que tantas dores de cabeça tem dado nas últimas décadas.

O feito é de uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Coimbra (UC) e consiste numa nanocelulose combinada com um mineral fibroso, biodegradável e biocompatível, com várias aplicações, como, por exemplo, embalagens alimentares e impressões electrónicas, abrindo portas à fabricação de plásticos mais sustentáveis.

Esta solução ecológica, que na prática se traduz numa nova classe de filmes compósitos, explicam em comunicado José Gamelas e Luís Alves, coordenador do projecto e investigador principal do estudo, respectivamente, foi produzida a partir de «nanocelulose, obtida através de processos mecânicos, químicos e enzimáticos, combinada com um mineral fibroso – um recurso geológico que permite a redução de custos e a melhoria de propriedades mecânicas e de barreira muito importantes».

O desenvolvimento do material, levado a cabo ao longo de três anos, contou ainda com a parceria do o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e da Universidade da Beira Interior (UBI) e com a colaboração da empresa espanhola TOLSA, no âmbito do projecto “FilCNF: Nova geração de filmes compósitos de nanofibrilas de celulose e partículas minerais como materiais de elevada resistência mecânica e propriedades de barreira a gases”.

Fonte: SAPO

Previsões Agrícolas

As previsões agrícolas, em 30 de abril, apontam para diminuições generalizadas na produtividade dos cereais de inverno (-15% no trigo duro, triticale e aveia, -10% no trigo mole e cevada e -5% no centeio), apesar de alguma recuperação face ao mês anterior, consequência da precipitação de março e abril. A instalação das culturas de primavera/verão está a decorrer sem dificuldades assinaláveis, observando-se uma diminuição de 5% na área semeada de arroz, ainda em resultado de obras de manutenção nos canais de rega de Alcácer e Grândola. No tomate para a indústria, a área contratada entre os primeiros transformadores aprovados (indústria transformadora de tomate) e os produtores aumentou 3% face à campanha anterior, estimando-se que 40% já esteja instalada. Quanto à batata, constrangimentos meteorológicos, económicos (aumento dos preços dos meios de produção) e técnico/agronómicos (proibição do uso de antiabrolhantes de síntese) determinaram a diminuição da área plantada (cerca de -2 mil hectares, face a 2021).

Nos pomares, a apanha da cereja encontra-se cerca de quinze dias atrasada face ao habitual. Estima-se uma produtividade de 3,9 toneladas por hectare, 10% inferior à alcançada na campanha anterior, mas significativamente superior (+28%) à média dos últimos cinco anos.

Gado, aves e coelhos abatidos

O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em março de 2022 foi 44 392 toneladas, o que correspondeu a um decréscimo de 1,7% (+0,9% em fevereiro), devido ao menor volume de abate registado nos ovinos (-60,3%), caprinos (-63,3%), suínos (-0,2%) e equídeos (-95,8%). De notar que o decréscimo significativo que se verificou nas espécies ovina e caprina resultou do calendário da Páscoa: em 2021 foi celebrada no início de abril, com o pico dos abates a ter tido lugar no mês de março, enquanto em 2022 foi celebrada na segunda quinzena de abril. O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 30 105 toneladas, o que representou um decréscimo de 3,1% (+4,6% em fevereiro), devido ao menor volume de abate em todas as espécies: galináceos (-1,0%), perus (-10,3%), patos (-19,0%), codornizes (-21,1%) e coelhos (-12,3%).

Produção de aves e ovos

O volume de frango aumentou 5,1%, com uma produção de 23 154 toneladas (-9,1% em fevereiro), tendo o acréscimo em número de cabeças sido de 10,1% (-5,9% em fevereiro). A produção de ovos de galinha para consumo apresentou um volume superior em 7,2% (+4,2% em fevereiro), situando-se nas 10 439 toneladas.

Produção de leite e produtos lácteos

A recolha de leite de vaca foi 168,5 mil toneladas, o que representou um decréscimo de 0,6% (-1,4% em fevereiro). O volume total de produtos lácteos teve uma redução de 5,0% (-8,7% em fevereiro), devido ao decréscimo do leite para consumo (-5,5%), leites acidificados (-3,7%), manteiga (-12,1%) e leite em pó (-8,5%).

Pescado capturado

O volume de capturas de pescado em Portugal diminuiu 31,3% (+22,7% em fevereiro), justificado pela menor captura de peixes marinhos (nomeadamente carapau, atuns e peixe-espada), bem como de moluscos e crustáceos.

Às 5 046 toneladas de pescado correspondeu uma receita de 23 960 mil euros, valor que representou um decréscimo de 13,8% (+52,7% em fevereiro). O preço médio do pescado descarregado foi 4,61 Euros/kg, ou seja, um aumento de 25,8% (+23,8% em fevereiro).

Preços e índices de preços agrícolas

Em abril de 2022 , as variações mais significativas, em módulo, no índice de preços de produtos agrícolas no produtor foram observadas nos ovos (+49,4%), aves de capoeira (+24,4%), ovinos e caprinos (+22,2%), bovinos (+16,6%) e azeite a granel (+15,2%).

Em comparação com o mês anterior, as variações de maior amplitude verificaram-se na batata (+22,9%), suínos (+21,7%), aves de capoeira (+18,9%) e hortícolas frescos (+8,2%).

Em março de 2022, o índice de preços de bens e serviços de consumo corrente (INPUT I) registou uma variação positiva de 35,4% e o índice de preços de bens e serviços de investimento (INPUT II) aumentou 7,9%. Relativamente ao mês anterior, assistiu-se a um aumento de 3,1% e de 3,0% no índice de preços de bens e serviços de consumo corrente e no índice de preços de bens e serviços de investimento, respetivamente.

→ Consulte aqui o documento ←

Fonte: Agroportal

20 de maio – Dia Mundial da Abelha

  • Friday, 20 May 2022 10:09

No dia 20 de maio comemora-se o Dia Mundial da Abelha, uma iniciativa da ONU que teve início em 2018 e que tem por objetivo sensibilizar a população sobre o papel essencial das abelhas e dos outros polinizadores para a saúde humana e do planeta, assim como sobre os muitos desafios e ameaças que estas espécies enfrentam.

Em 2022, a FAO promove a sensibilização sobre a diversidade das abelhas e dos sistemas apícolas sob o mote “Compromisso com as abelhas” (“Bee engaged”).

A manutenção dos sistemas agrícolas e o abastecimento global de alimentos, e em consequência, a eliminação da fome nos países em desenvolvimento, depende em grande parte do papel dos polinizadores, grupo do qual as abelhas fazem parte.

Cerca de 90% das espécies de plantas e flores silvestres dependem total ou parcialmente da polinização.

Os polinizadores também desempenham um papel crucial na manutenção e melhoria da biodiversidade, beneficiando assim a resiliência das plantas às mudanças climáticas e outras ameaças ambientais.

Associe-se a esta iniciativa global!

Proteger as abelhas é proteger a vida! 

Fonte: DGAV

A DGAV emitiu o Edital n.º 19 da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) .

A partir do final do mês de abril de 2022 verificou-se uma melhoria gradual da situação epidemiológica da GAAP, nomeadamente uma diminuição acentuada do número de focos de doença notificados no território da União Europeia. Em virtude desta evolução favorável, a medida de confinamento obrigatório imposta às aves domésticas, detidas em instalações localizadas nas zonas de alto risco para a introdução de vírus da gripe aviária e prevista no n.º 1 do Edital n.º 18 da GAAP foi levantada.

No entanto, apesar da melhoria da situação epidemiológica da doença, habitual nesta época do ano, é improvável que a circulação de vírus da GAAP tenha cessado por completo, podendo manter-se, ainda que em menor grau, na população das aves selvagens estivais e residentes pelo que a DGAV apela a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, que permitam evitar contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens.

Salienta-se ainda importância da notificação imediata de qualquer suspeita de doença, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença no terreno pela DGAV.

Fonte: DGAV

TRACES – Circulação Intracomunitária de Animais Vivos, Produtos de Origem Animal e Subprodutos – Documentos com Assinatura Eletrónica

A certificação sanitária no sistema TRACES para os movimentos intra-União de animais vivos, certos produtos de origem animal e subprodutos animais, foi atualizada e visa desmaterializar todo o processo de certificação.

Importa assim divulgar e esclarecer que as assinaturas eletrónicas aplicadas nos certificados PDF emitidos neste sistema devem ser aceites uma vez que fornecem as mesmas garantias que os certificados originais em papel, com assinatura manuscrita e carimbo sendo consideradas, dentro da União, como equivalentes digitais das assinaturas em papel de pessoas jurídicas.

Os referidos certificados em PDF, assinados eletronicamente, podem ser descarregados do sistema TRACES pelos operadores e transportadores envolvidos nos movimentos e enviados por e-mail para o motorista respetivo, sendo este último responsável por apresentá-los a pedido de qualquer autoridade de controlo, utilizando qualquer dispositivo móvel, sem que seja necessária ligação ao sistema TRACES.

Para mais informação consulte também o Portal da Comissão Europeia em: https://ec.europa.eu/food/animals/traces_en

Fonte: DGAV

A Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Norte vai passar a divulgar aos agricultores o relatório mensal que junta informação sobre o estado das culturas e a previsão de colheitas neste território, foi hoje anunciado.

O relatório sobre o Estado das Culturas e Previsão das Colheitas (ECPC) é um projeto mensal da DRAP Norte, supervisionado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que está disponível no portal https://drapnsiapd.utad.pt/sia e passa, a partir de hoje, a ser divulgado junto dos agricultores.

“Atendendo à natureza da recolha de dados, o sentido de oportunidade é um fator crítico de sucesso no que diz respeito à divulgação da informação”, refere o documento.

Efetivamente, acrescenta, “a necessidade de serem tomadas decisões de cariz político e económico de curto prazo, sobretudo pelas especificidades do setor agrícola, não se coaduna com o tempo de espera por dados obtidos por inquérito ou de dados administrativos obtidos em organismos de intervenção e coordenação económica em áreas definidas”.

“Esta necessidade tem sido particularmente sentida nos últimos anos e com tendência a intensificar-se, em resultado dos efeitos resultantes das alterações climáticas. Os períodos de seca prolongada e de acontecimentos meteorológicos extremos, cada vez mais frequentes, exigem uma constante monitorização do ECPC”, salienta ainda.

No relatório hoje divulgado refere-se que a “precipitação ocorrida em abril proporcionou a recuperação das culturas arvenses e dos prados e pastagens”, contudo, “o volume global de precipitação continua a situar-se abaixo do valor normal para a época do ano, o que tem mantido um volume de armazenamento das águas nas albufeiras e aquíferos anormalmente baixo”.

No território Entre Douro e Minho, houve uma boa emergência dos cereais praganosos e as searas estão limpas de infestantes, sendo que as condições climatéricas têm favorecido o desenvolvimento vegetativo.

Segundo o documento, em algumas searas de Trás-os-Montes, ainda se observa um certo atraso, que poderá comprometer a sua produtividade.

“As culturas permanentes encontram-se em fases diferenciadas, evidenciando na generalidade um bom aspeto, sendo, contudo, prematuro declarar qualquer previsão de colheita. O aumento vertiginoso dos custos de produção, particularmente dos fertilizantes, combustíveis e alimentos compostos comerciais, constitui uma séria ameaça à sustentabilidade das explorações agrícolas”, é ainda apontado.

Mensalmente, a DRAP Norte produz este relatório que remete para o INE, o qual, por sua vez, procede à agregação e tratamento da informação de todas as DRAP, bem como de informação administrativa que se encontre disponível à data, e integra-a no Boletim Mensal de Agricultura e Pescas (INE), cujo âmbito geográfico é o Continente.

Fonte: Agroportal

A DGAV procede à divulgação do Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Agrícolas e hortícolas – edição 2022 que contém a lista das variedades de várias espécies agrícolas e hortícolas que tendo sido submetidas a ensaios oficiais de Distinção, Homogeneidade e Estabilidade (DHE), realizados pela DGAV e, para as espécies agrícolas, adicionalmente realizados ensaios de valor agronómico e de utilização, foram aprovadas para inscrição. 

Fonte: DGAV

“Aspetos agronómicos e uso do Figo da índia como forragem na dieta de ruminantes: Experiência Brasileira” é o tema da próxima sessão online do Ciclo de Conferências “Coprodutos Agroindustriais & Alimentação Animal – Para uma produção animal circular”, organizado pelo Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL).

A sessão, que se realiza no dia 17 de maio pelas 14h30, conta com o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Francisco Carvalho. Em comunicado, o CEBAL explica que, nesta sessão, a palma do figo da índia estará em destaque e serão apresentados os aspetos agronómicos do seu cultivo, como as espécies cultivadas, a produção de matéria por hectare e o custo, trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Brasil e acompanhado pela equipa de investigação coordenada por Francisco Carvalho, Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Brasil.

A palma forrageira é já muito utilizada para a alimentação de ruminantes no Brasil, pelo que serão também apresentados resultados, vantagens e limitações do uso de palma forrageira na dieta de ruminantes, como vacas e cabras leiteiras e ovinos de carne, e o efeito na qualidade dos seus produtos.

A sessão online poderá ser acompanhada em direto na plataforma zoom em https://us02web.zoom.us/j/85676185117?pwd=VTUwR0RjSFg1K0tRR0haZGpDdlEydz09

Esta iniciativa está inserida nas atividades do Dia Internacional do Fascínio das Plantas, que se assinala no dia 18 de maio.

Fonte: Agroportal