Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

Na sequência da publicação do Aviso do IVV informa-se que a submissão de candidaturas da campanha 2022-2023 foi prorrogada até às 17:00 h do dia 24 de janeiro de 2022.

Os investimentos passam a ser elegíveis a partir de 26 março de 2022, em cumprimento do exposto no ponto 1 do Art.º 8.º da  Portaria nº 274-A/2020  de 2 de dezembro, alterado pela Portaria n.º 15-A/2021 de 14 de janeiro, e pela  Portaria nº 265-A/2021  de 24 de novembro.

Neste novo enquadramento e sob pena de incumprimento das regras definidas, todos os candidatos devem ter em atenção a data de 26 de março de 2022 como data a partir da qual podem dar início aos investimentos.

Para atualização da data prevista para início do investimento, podem ser efetuadas substituições das candidaturas já submetidas na plataforma O Meu Processo > Candidaturas > Regime de Apoio à Reestruturação e Reconversão das Vinhas (VITIS) > Campanha 2021-2022 > Entregar/Alterar/Consultar, na Área Reservada do Portal, até dia 24 de janeiro de 2022.

Fonte: Agroportal

O surto de gripe aviária detetado numa exploração de perus em Óbidos não afetou os trabalhadores da empresa nem aves de aviários próximos, informou hoje o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC).

Num ponto de situação, a Proteção Civil de Óbidos esclareceu que, “na sequência das análises realizadas aos colaboradores da empresa exploradora dos aviários” localizados na Avarela, no concelho de Óbidos, distrito de Leiria, “todos os resultados foram negativos, não existindo a transmissão do vírus das aves para os colaboradores em contacto direto com as mesmas”.

O SMPC dá nota de que foram também realizadas análises às 13 explorações aviárias localizadas na zona de proteção, tendo sido recolhidas “mais de 300 amostras”, todas com resultado negativo.

O foco de infeção pelo vírus da gripe aviária, do subtipo H5N1, foi detetado na sexta-feira numa exploração comercial, tendo na altura sido estabelecidas zonas de restrição sanitária, incluindo uma zona de proteção e uma zona de vigilância, abrangendo, respetivamente, raios de três e 10 quilómetros em volta do local afetado.

Em comunicado, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou, no dia 25, tratar-se de “um novo foco de gripe aviária de alta patogenicidade” e que já tinha sido ativado o plano de contingência, estando na altura a ser implementadas medidas de controlo, entre as quais a inspeção do local e a “eliminação dos animais afetados”.

No ponto de situação agora divulgado, a Proteção Civil municipal acrescentou que “todas as aves positivas já foram abatidas” e que foram realizadas hoje “a limpeza e a desinfeção dos espaços onde se encontravam”.

De acordo com o SMPC, “continuam a ser avaliadas as explorações localizadas nas zonas de vigilância”, estando prevista, durante as próximas semanas, a deslocação de várias equipas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ao concelho “para monitorização das espécies cinegéticas, com o propósito de identificarem aves mortas ou a deambular”.

A Proteção Civil apela ainda a quem encontrar aves mortas ou a deambular para que informe de imediato o serviço através do email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou via telemóvel (939430728).

Este é o segundo foco a ser detetado recentemente no país, depois de no início de dezembro ter sido detetado um foco de gripe das aves numa exploração em Palmela, no concelho de Setúbal.

Fonte: Agroportal

Portugal ocupa pelo segundo ano consecutivo a segunda posição entre os 10 melhores países para os amantes de vinho visitarem nas férias, revela um estudo da Bounce.

O trabalho, que analisa fatores como o consumo e produção de vinho, a área dos vinhedos face à dimensão do país, as visitas de enoturismo e o custo médio da garrafa de vinho, visa dar a conhecer as melhores localizações (países) para quem gosta de vinho visitar nas suas férias.

A Itália ocupa o primeiro lugar, sendo o maior produtor com 82 milhões de hectolitros por 100.000 pessoas e com cerca de 400 variedades de vinhas nativas no país, seguindo-se Portugal com o maior número de visitas de enoturismo, além de ser o maior consumidor, com 47 milhões de hectolitros por 100.000 habitantes, e em terceiro lugar posiciona-se Espanha com a maior área de vinhedos (968,4 mil hectares).
Itália, Portugal, Espanha, França, Nova Zelândia, Grécia, Chile, Argentina, Austrália e a Hungria são os 10 melhores países destacados no estudo por ordem decrescente.

Fonte: Agroportal

ASAE procede à detenção de falsa inspetora

  • Wednesday, 29 December 2021 12:23

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) desencadeou, nas últimas semanas, uma investigação através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional XI/Évora, após uma denúncia telefónica sobre a presença de uma pessoa do sexo feminino a fazer-se passar por inspetora num estabelecimento de restauração e bebidas, no sentido de se apurar a veracidade dos factos.

Como resultado da investigação, foi identificada uma cidadã, que se fazia passar por Inspetora da ASAE, procedendo a visitas a estabelecimentos de restauração e bebidas do distrito de Évora, com o objetivo de atemorizar os respetivos proprietários e funcionários, com alegadas visitas da ASAE para daí recolher proveitos em termos da sua área de negócio.

Na sequência foi instaurado um processo-crime pela prática do crime de Usurpação de Funções e a Constituição como arguido e sujeição a Termo de Identidade e Residência da suspeita.

A ASAE alerta e apela a que, sempre que aconteçam situações similares, que os lesados de imediato contatem este Órgão de Polícia Criminal ou as Autoridades locais a fim de poderem ser tomadas as necessárias diligências.

Fonte: ASAE

A Ordem dos Nutricionistas pediu à DGS que tenha "mão forte junto da indústria alimentar" e pressione "a reformulação dos seus produtos".

Mais de metade dos produtos alimentares para crianças não cumpre todos os critérios nutricionais recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente por adição de açúcar ou adoçantes, indica um estudo do Instituto Ricardo Jorge (INSA).

Foram avaliados 138 alimentos complementares para crianças dos seis aos 36 meses, rotulados como adequados para essas idades, concluindo-se que parte deles tinha adicionado açúcar ou sal.

A propósito do estudo, a Ordem dos Nutricionistas pediu à Direção-Geral da Saúde (DGS) que tenha "mão forte junto da indústria alimentar" e pressione "a reformulação dos seus produtos".

De acordo com o estudo do INSA, 69% dos produtos alimentares avaliados não cumpria todos os critérios.

"Saber que 31% dos produtos destinados a crianças contêm pelo menos uma fonte de açúcar e que 25% têm sal adicionado é preocupante, uma vez que o sal e o açúcar não devem ser consumidos durante o primeiro ano de vida", alerta a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, citada num comunicado da ordem.

Alexandra Bento acrescentou que é nos primeiros anos de vida que as crianças adquirem hábitos e que serem expostas precocemente ao sal e ao açúcar condiciona-lhes o gosto.

Porque há "uma clara necessidade" de reformulação dos produtos alimentares compete à DGS "atenção redobrada à composição nutricional de produtos alimentares destinados, principalmente, a idades precoces", considera a Ordem no comunicado.

Analisados 268 alimentos

O INSA afirma no relatório que há grande variedade de oferta de alimentos destinados a lactentes e crianças jovens e acrescenta que, pela vulnerabilidade dessa faixa etária, tem havido uma crescente preocupação com a adequação da oferta a uma alimentação saudável e nutritiva.

Quase todos os produtos analisados apresentavam, pelo menos, um tipo de alegação nutricional ou de saúde na embalagem, diz o estudo do INSA, segundo o qual os resultados revelam a importância de uma monitorização e avaliação nutricional contínuas, e reforçam a necessidade de serem aplicadas medidas efetivas que limitem a promoção de alimentos menos saudáveis destinados à faixa etária dos seis aos 36 meses.

Dos 138 alimentos analisados, 34 (25%) foram papas infantis, 94 (68%) foram refeições "de colher" (sobremesas lácteas, purés de fruta e purés de carne/peixe) e 10 (7%) são bolachas/snacks.

O INSA também já tinha feito um estudo sobre alimentos com o sistema de rotulagem nutricional Nutri-Score (com letras de A a E e cores do verde ao vermelho, sendo que supostamente as letras a verde representam produtos mais saudáveis).

Foram analisados 268 alimentos e o INSA concluiu que 91% não cumpre os valores de referência definidos na Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) para os açucares e sal, quando avaliados conjuntamente.

Considerando apenas os produtos com Nutri-Score com as letras A ou B (tidos como mais saudáveis), 87% excederam os valores de referência da EIPAS, pelo que o sistema de rotulagem "pode ser considerado pouco eficiente e potencialmente enganador em algumas categorias de alimentos", diz o INSA.

Fonte: Rádio Renascença

O ar que respiramos não é igual em todas as partes do mundo: tanto pode ser de boa qualidade, como de má. Mas temos de respirar para sobreviver. A poluição atmosférica é uma ameaça quase invisível com a qual se luta diariamente, e que coloca em risco a nossa própria saúde e a do ambiente.

relatório anual da Airly revela quais são as cidades europeias com pior qualidade do ar, devido à elevada concentração de PM10 – partículas de diâmetro inferior a 10 micrometros – e Dióxido de azoto (NO2) no ar, no período de 2019 a 2021. A análise obteve dados através dos sensores da Airly, espalhados pelos países, bem como de várias estações de monitorização de ar.

A Escópia (Macedónia do Norte), Belgrado (Sérvia), Bucareste (Roménia), Atenas (Grécia) e Budapeste (Hungria), são as cidades mais poluídas por partículas inaláveis PM10. Relativamente à poluição por NO2, provocada principalmente pelo tráfego rodoviário, destacam-se as cidades de Bucareste, Roma (Itália), Atenas, Paris (França) e Budapeste.

Foi ainda identificado o efeito da pandemia da COVID-19, que levou a uma diminuição das concentrações de NO2 nas cidades. Neste caso, Bucareste foi substituída por Atenas, que é agora categorizada como a cidade mais poluída. Já a cidade de Madrid foi considerada, entre as cidades com maior poluição do ar, a que mais melhorou, com uma redução de 32% das concentrações de NO2.

Quanto às cidades com melhor qualidade do ar, em termos de NO2, a capital da Estónia, Talin, é a que apresenta melhores valores, seguindo-se as cidades de Vilnius (Lituânia), Copenhaga (Dinamarca) e Viena (Áustria). Em relação às zonas costeiras, a Região Autónoma dos Açores está entre as com melhor qualidade do ar.

Embora existam diferenças entre as fontes de poluição do ar em cada país – que no fundo, passa pela queima de combustíveis fósseis – é certo que a exposição humana à mesma traz consequências para o sistema respiratório, o sistema cardiovascular e a função cognitiva, e leva ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças.

Fonte: Greensavers

Prorrogação de validade das autorizações de plantação por utilizar que caducaram em 2020 e que caducam em 2021, ao abrigo do Regulamento (UE) 2021/2117 do Parlamento Europeu e do Conselho de 2 de dezembro.

Neste período de pandemia e devido aos efeitos prolongados da COVID19, os viticultores titulares de autorizações de replantação que expiraram em 2020 e que expiram em 2021, continuam a verse, em grande medida, impedidos de fazer uma utilização dessas autorizações no último ano da sua validade.

Para evitar a perda dessa área de vinha consubstanciada nas autorizações ainda por utilizar e reduzir o risco de deterioração das condições em que a plantação teria de ser efetuada, o Regulamento (UE) 2021/2117 do Parlamento Europeu e do Conselho de 2 de dezembro, dá resposta a esta dificuldade permitindo prorrogar a validade dessas autorizações até 31 de dezembro de 2022.

→ Nota Informativa ←

Fonte: Agroportal

A República Popular da China alterou as regras de registo a cumprir pelos operadores que pretendem exportar produtos alimentares para aquele país, tendo emitido novos Decretos GACC nºs 248 e 249 que entram em aplicação no dia 1 de janeiro de 2022.

Os operadores nacionais interessados em exportar para a China têm de estar registados na plataforma chinesa “Singlewindow-Cifer”.

Consulte a lista de produtos/códigos HS e caso comercialize produtos:

  • que não requerem validação pela DGAV (de baixo risco – categoria 2), registe-se individualmente na plataforma “Singlewindow – Cifer” até dia 31/12/2021.

  • que requerem validação pela DGAV, verifique se já está registado na plataforma https://ciferquery.singlewindow.cn/  e, em caso negativo, contacte a DGAV através de This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.


Veja ainda o seguinte material de apoio aos operadores:

(Atualização DGAV - 27/12/2021)

Fonte: DGAV

No laboratório da Universidade de Lund, na Suécia, Eva Tornberg desenvolveu uma tecnologia de emulsão para misturar batatas e óleo de canola. A sua inovação pode alimentar uma nova tendência em 2022, o leite de batata.

Apesar de ter ainda uma distribuição muito limitada, a marca sueca DUG já está a ganhar destaque nas redes sociais e a agitar a internet com o novo substituto do leite. Apresentado em três sabores: original, sem açúcar e barista, recomendado para bebidas quentes, o leite de batata pode mesmo ser uma grande tendência no próximo ano.

Então, mas o que o leite de batata tem a oferecer que outros laticínios e produtos lácteos alternativos não têm? Sustentabilidade. Se as pessoas mudassem do leite de vaca para o leite de batata, elas poderiam reduzir o seu impacto climático em 75%, de acordo com o site da marca.

Mas mesmo se já for um devoto de leites à base de plantas, o leite de batata tem a vantagem sustentável sobre as nozes e outras fontes de leite que não seja de vaca. Ao contrário das amêndoas que consomem muita água, as batatas requerem menos água. De acordo com algumas estatísticas, as batatas precisam de 56 vezes menos água do que as amêndoas que crescem na mesma área plantada. E o cultivo de batata é quase duas vezes mais eficiente do que o cultivo de aveia, talvez a alternativa ao leite preferida em 2021.

As três opções deste leite têm ingredientes semelhantes: principalmente água, batata, maltodextrina, proteína de ervilha, fibra de chicória, óleo de canola, um regulador de acidez, lecitina de girassol como um emulsificante, carbonato de cálcio adicionado de vitaminas e sabor e adoçantes, dependendo de qual versão escolher. Alguns destes ingredientes mais misteriosos ajudam a misturar a bebida e tornar a textura palatável.

Embora as batatas tenham uma má reputação – principalmente as fritas – estes vegetais têm muitas fibras e potássio, além de alguma vitamina C, vitamina B6, magnésio, fósforo, folato e niacina.

O óleo de canola é um benefício especial para os veganos, que “podem ter dificuldade em obter a gordura vital ómega-3, que é encontrada principalmente em peixes gordurosos”, afirmou a cientista em comunicado. “Para eles e outros, o produto pode servir como alternativa ao óleo de linhaça e de canola ou a suplementos de saúde.”

Fonte: Greensavers

De acordo com um estudo publicado na “Nature Ecology & Evolution”, os mares e oceanos do planeta podem hospedar cerca de 13 milhões de km2 de aquacultura e assim reduzir, pelo menos, parte da insegurança alimentar no planeta.

À medida que a população mundial cresce – segundo dados da ONU irá chegar aos 9,8 mil milhões em 2050, e aos 11,2 mil milhões em 2100 -, os nossos sistemas alimentares ficam sob intensa pressão para garantir a produção de alimentos, especialmente proteína animal. Mas, segundo uma equipa de investigadores norte-americanos e chineses, liderados por Rebecca Gentryde da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, os benefícios para a saúde humana de dietas ricas em peixes e a sustentabilidade da aquacultura marinha em comparação com a produção de carne terrestre tornam premente considerar o potencial desta solução.

Para estes cientistas, os oceanos podem representar uma imensa oportunidade para a produção de alimentos de forma sustentável, ainda que o ambiente do oceano aberto seja amplamente inexplorado como um recurso agrícola.

Na sua pesquisa, os investigadores excluíram áreas oceânicas inadequadas para a aquacultura, por determinadas restrições ambientais ou de uso humano. É o caso de áreas com condições de crescimento inadequadas devido a baixo oxigénio (apenas peixes) e baixa disponibilidade de alimentos fitociclotéricos (apenas bivalves). Também eliminaram águas muito profundas, ou já alocadas para outras atividades como a extração de petróleo, navegação intensa ou áreas de proteção da vida marinha.

A partir da observação de 120 espécies de peixes e 60 de crustáceos, definiram taxas de crescimento, temperaturas ideais, a concentração de oxigénio que é necessário ou densidade de fitoplâncton para deduzir a concentração máxima de animais marinhos que podem abrigar as águas costeiras. No final, concluíram que “quase todos os países costeiros têm um grande potencial para a aquacultura marinha”.

A equipa de investigadores defende assim que cerca de 11.400.000 km2 de oceano podem ser dedicados à criação de peixes e 1.500.000 km2 podem ser desenvolvidos para bivalves, demonstrando a existência de um potencial expansivo em todo o mundo, incluindo países tropicais e temperados. A produção total seria considerável: se todas as áreas designadas como adequadas neste estudo fossem desenvolvidas (assumindo a inexistência de restrições económicas, ambientais ou sociais), Rebecca Gentryde e os seus colegas estimam que cerca de 15 mil milhões de toneladas de peixe poderão ser cultivadas todos os anos – mais de 100 vezes do que o consumo atual.

Ainda assim, mesmo destacando todo o potencial da aquacultura (que já fornece cerca de 50% do peixe consumido no mundo), os cientistas alertam para a necessidade de “considerar cuidadosamente o impacto da produção de alimentos aquáticos nos ecossistemas e recursos aquáticos e terrestres”.

Fonte: Greensavers