A Organização Mundial de Saúde quer que os governos dos estados-membros façam da segurança alimentar uma prioridade de saúde pública, uma vez que desempenham um papel fulcral no desenvolvimento de políticas e quadros regulamentares e no estabelecimento e implementação de sistemas eficazes de segurança alimentar.
A Organização Mundial de Saúde é uma agência especializada das Nações Unidas responsável pela saúde pública internacional.
A organização afirma que os manipuladores de alimentos e os consumidores precisam de compreender como manusear os alimentos com segurança e praticar os cinco pontos-chave da OMS para uma alimentação mais segura em casa, ou em restaurantes e mercados locais. Os produtores de alimentos podem cultivar frutas e legumes com segurança utilizando os cinco pontos-chave da OMS para cultivar frutas e legumes mais seguros.
A OMS planeia reforçar os sistemas nacionais de controlo alimentar para facilitar a prevenção, deteção e resposta global a ameaças à saúde pública associadas a alimentos inseguros. Para o efeito, a OMS apoia os países membros:
A OMS trabalha em estreita colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e outras organizações internacionais para garantir a segurança alimentar ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção até ao consumo.
De acordo com a OMS, o abastecimento alimentar seguro apoia as economias nacionais, o comércio e o turismo, contribui para a segurança alimentar e nutricional, e promove o desenvolvimento sustentável.
As mudanças nos hábitos de consumo aumentaram o número de pessoas que compram e comem alimentos preparados em locais públicos. A globalização desencadeou uma crescente procura dos consumidores por uma maior variedade de alimentos, resultando numa cadeia alimentar global cada vez mais complexa e mais longa. Prevê-se também que as alterações climáticas tenham impacto na segurança alimentar.
A OMS diz que estes desafios colocam uma maior responsabilidade aos produtores e manipuladores de alimentos para garantirem a segurança alimentar. Os incidentes locais podem evoluir rapidamente para emergências internacionais devido à rapidez e variedade da distribuição de produtos.
Sediada em Genebra, Suíça, a OMS tem seis escritórios regionais e 150 escritórios de terreno em todo o mundo.
Fonte: Food Safety News e Qualfood
O cultivo do milho geneticamente modificado “não tem praticamente nenhum impacto na abundância ou função ecológica dos insetos não alvo”. Esta é uma das principais conclusões de uma extensa revisão da investigação sobre os impactos do milho GM.
Na mesma revisão, que foi publicada no jornal Environmental Evidence, os cientistas afirmam que esta variedade de milho é muito menos prejudicial para os organismos não alvo do que o cultivo de milho através de métodos convencionais, nos quais se usam inseticidas para combater pragas.
Esta revisão pretendeu dar resposta às preocupações levantadas pelos críticos do milho geneticamente modificado, incluindo afirmações de que as avaliações anteriores de potenciais impactos eram de âmbito limitado.
Mais informação aqui.
Fonte: CiB - Centro de informação de biotecnologia
Um estudo da Universidade de Coimbra (UC), que avaliou a influência da paisagem na dinâmica da Bactrocera oleae (mosca da azeitona), sugere uma nova estratégia sustentável para reduzir uma das pragas da oliveira com maior expressão na Península Ibérica, assim como os custos económicos associados à perda de rendimento da cultura.
Conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), neste estudo foi analisada a dinâmica populacional da Bactrocera oleae em diferentes usos do solo de uma paisagem típica de olival da região Centro de Portugal, na zona de Idanha-a-Nova.
O objetivo do estudo, explica Daniel Paredes, primeiro autor do artigo científico publicado no Journal of Pest Science, foi compreender qual «a influência da composição e estrutura da paisagem na dinâmica da praga, mais concretamente avaliar a possível utilização pela praga de zonas que não sejam olival e avaliar qual a influência desses diferentes usos do solo na abundância da praga no próprio olival. Resumidamente, perceber se a diversidade na paisagem em termos de uso do solo tem uma influência positiva, isto é, uma menor incidência da praga no olival, quando comparada com uma paisagem de olival contínuo».
Para tal, a equipa, coordenada por José Paulo Sousa, professor do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, selecionou 79 pontos de amostragem, distribuídos pelos usos do solo mais comuns detetados na área de amostragem (uma área de 10km x 10Km). «Além de áreas de olival, foram amostradas áreas dominadas por matos autóctones (vegetação arbustiva), áreas de montado, pastagens, vinha e plantações de eucalipto e pinheiro-bravo», detalha Daniel Paredes.
Os investigadores concluíram que as paisagens mais diversificadas que rodeiam os olivais reduzem a abundância da mosca da azeitona. «Verificámos que, na realidade, a B. oleae serve-se de todos os tipos de uso do solo e que a dinâmica populacional foi muito semelhante à observada nos olivais, muito embora a sua abundância, como esperado, tenha sido sempre superior nos olivais. No entanto, esta maior incidência da praga no olival é tanto maior quanto mais simplificada for a paisagem. Em paisagens compostas principalmente por olivais (paisagens simplificadas), a abundância da praga por unidade de área do olival é muito maior do que em paisagens com uma maior diversidade de usos do solo em redor dos mesmos. A praga, ao utilizar estes outros usos do solo, sem causar dano, vai diminuir a sua incidência no olival com a consequente redução de danos», explica o investigador.
Tendo em conta que a dinâmica populacional de pragas fora da cultura focal (o olival) tem sido pouco estudada, a abordagem adotada neste estudo, segundo os autores, «é uma abordagem extremamente importante para compreender a dinâmica da paisagem e das pragas no contexto da paisagem, permitindo perceber quais são os tipos de uso do solo não focais que mais contribuem para uma melhor gestão da praga na área do olival».
Os resultados do estudo, afirma Daniel Paredes, mostram a «diversificação da paisagem como uma estratégia que pode permitir aos agricultores reduzir a abundância de B. oleae e os danos a ela associados nas suas explorações. As implicações destes resultados são de extrema importância para os olivicultores, uma vez que a diversificação da paisagem pode reduzir a probabilidade de ocorrência de “outbreaks” (surtos) de pragas e evitar os custos económicos associados à perda de rendimento da cultura ou à aplicação (por vezes, excessiva) de inseticidas para controlar as pragas».
Além disso, observa o investigador do Centro de Ecologia Funcional da FCTUC, esta investigação chama ainda a atenção para a «necessidade de haver um melhor planeamento do território (pelas autoridades locais/regionais), aquando da autorização para instalação de novas culturas (neste caso de olival), de forma a manter uma paisagem diversificada em termos de uso do solo». Em suma, face aos resultados obtidos neste estudo, «incentivamos os agricultores, técnicos e políticos a promoverem a diversificação da paisagem nos olivais», conclui.
Este estudo foi cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Centro no âmbito do projeto ReNATURE, pelo Programa de Investigação e Inovação Horizonte 2020 da União Europeia, ao abrigo do projeto ECOSTACK, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) através do projeto OLIVESIM.
O artigo científico, intitulado “Landscape simplification increases Bactrocera oleae abundance in olive groves: adult population dynamics in different land uses”, pode ser consultado em: https://link.springer.com/article/10.1007/s10340-022-01489-1.
Fonte: Agroportal
Após a implementação das medidas de controlo e erradicação dos focos ocorridos em Portugal desde dezembro passado, Portugal recuperou o estatuto de país livre de gripe aviária de alta patogenicidade a 22 de abril de 2022, de acordo com o disposto no capítulo 10.4 do Código Sanitário dos Animais Terrestres da Organização Mundial para a Saúde Animal (WOAH).
A validação oficial do estatuto de “país livre” para gripe aviária de alta patogenicidade pela WOAH pode ser consultada no portal da referida organização.
Fonte: DGAV
A toma de um suplemento à base de vitamina D3, curcumina e quercetina demonstrou reduzir o tempo de hospitalização de doentes internados e acelerar a sua recuperação, num ensaio clínico realizado em hospitais na Bélgica.
Pode um suplemento alimentar já existente no mercado acelerar a recuperação de doentes hospitalizados com covid-19? Essa é a nota de esperança que chega da Bélgica, onde um ensaio clínico efetuado nas unidades do grupo hospitalar Chirec revelou resultados considerados "surpreendentes" no uso de um suplemento à base de vitamina D3, curcumina e quercetina. Os pacientes que receberam este tratamento não só não desenvolveram qualquer complicação do seu estado como manifestaram uma recuperação bastante mais rápida do que a dos outros doentes hospitalizados - 82% mais de altas hospitalares ao final de sete dias, em relação ao grupo de controlo.
O estudo ainda não foi publicado em qualquer revista científica - "está prevista a publicação em outubro", diz Yves Henrotin, fundador e CEO da biotecnológica Artialis, que promoveu o ensaio clínico - e, portanto, ainda não revisto por pares, mas "os dados foram tão animadores que resolvemos comunicá-los já", explica ao DN o também professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Liège.
O ensaio clínico envolveu pacientes hospitalizados com doença severa de covid-19, mas sem necessidade de serem intubados. Quase cinquenta doentes (49) internados nas unidades hospitalares do grupo Chirec em Bruxelas (Delta e Sainte-Anne/Saint-Rémi) e Braine-l"Alleud foram divididos em dois grupos: 25 deles receberam o suplemento alimentar Nasafytol durante 14 dias, além do tratamento hospitalar padrão reservado a todos os doentes com covid; os outros 24 receberam apenas um suplemento de vitamina D, além do tratamento padrão.
Os grupos eram similares na sua composição, em parâmetros de idade, género, etnia, peso, altura e índice de massa corporal. A única diferença, segundo os autores do estudo, era o número de vacinados (com pelo menos uma dose) em cada um dos grupos: nove naquele que recebeu apenas a vitamina D, contra somente dois no grupo que recebeu o suplemento alimentar.
"O estudo concentrou-se num suplemento dietético, não num medicamento", salienta Jean Gérain, chefe do Departamento de Medicina Interna do Hospital Delta, uma das unidades onde decorreu o ensaio clínico. "Escolhemos uma combinação de quercetina bioativa, um extrato bioativo de curcumina e vitamina D3, porque têm propriedades conhecidas por ajudar a manter o bom funcionamento do sistema imunológico e a eficácia das nossas defesas naturais", diz Yves Henrotin.
"São flavonoides conhecidos pelos seus efeitos anti-inflamatórios, mas também antivirais, antibacterianos e imunomoduladores", especifica Jean Gérain. "Ao combinar esses três elementos, queríamos desenvolver uma preparação natural que ajudasse os doentes com covid-19. Por um lado, reduzindo o risco de complicações graves e, por outro, reduzindo o número de transferências para cuidados intensivos, evitando a sobrelotação dessas unidades", acrescenta.
Quatro comprimidos do suplemento alimentar tomados pela manhã e outros quatro à noite mostraram reduzir significativamente o tempo de hospitalização. "O grupo que recebeu Nasafytol apresentou redução de 59% no número de internados no dia 7 e 73% no dia 14 , em comparação com o grupo que recebeu vitamina D", relata o médico belga.
As conclusões do estudo mostram ainda que "76% dos que receberam este suplemento alimentar tiveram alta hospitalar no sétimo dia, em comparação com apenas 42% do grupo "Vitamina D". E nenhuma complicação grave foi detetada no grupo tratado com o suplemento alimentar (ou seja, não houve óbitos nem doentes transferidos para UCI), enquanto no outro grupo um paciente morreu e quatro tiveram necessidade de cuidados intensivos.
A melhoria no estado dos doentes que receberam o suplemento começou a notar-se "a partir do quarto dia", descreve o chefe de Medicina Interna do hospital Delta em Bruxelas. "Um período de tempo coerente", indica, "pois demora um pouco para que o suplemento seja metabolizado pelo organismo e produza os efeitos desejados", explica, sublinhando, no entanto, ter ficado "surpreendido com resultados tão significativos" entre os doentes que receberam este suplemento, até porque, regista, "não apresentaram quaisquer efeitos colaterais".
Os resultados animadores não devem convidar, no entanto, a extrapolações perigosas, advertem. Como, por exemplo, desprezar o papel das vacinas contra a covid-19 (no grupo do ensaio clínico que recebeu Nasafytol apenas dois doentes tinham sido vacinados). "As vacinas têm o seu papel na prevenção da doença e de formas graves da doença. O nosso estudo refere-se apenas a uma forma de acelerar a recuperação de doentes hospitalizados e retirar carga sobre enfermarias e UCI", sublinha Yves Henrotin ao DN.
Também por isso não pode ser generalizada a ideia de que a toma deste suplemento beneficiará todos os doentes com covid, desde o momento em que acusem positivo. "Por muito que o senso comum sugira essa extrapolação, nada no nosso estudo sugere que tomar o suplemento possa prevenir uma possível deterioração do estado de saúde das pessoas que deram positivo num autoteste", refere Jean Gérain. "Este estudo não foi configurado para esse cenário. Por outro lado, mostra-nos que há potencial novos estudos".
Para já, esta pode ser uma boa notícia para doentes hospitalizados e corpos clínicos dos hospitais: "Estamos muito satisfeitos com o facto de podermos oferecer um complemento ao tratamento hospitalar padrão, que não apenas reduzirá a duração dos internamentos e salvará vidas, como também reduzirá significativamente a carga de trabalho das equipas hospitalares", resume Jean Gérain.
Fonte: Diário de Notícias
Área Metropolitana de Lisboa fez um compromisso com 29 entidades para seguirem um caminho de transição alimentar, num território que tem uma “forte dependência” de abastecimento externo. Até 2030, 15% dos alimentos devem ser produzidos de forma sustentável.
Numa altura em que é urgente reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e em que a invasão russa à Ucrânia tem mostrado a necessidade de colmatar a dependência externa de alimentos e matérias-primas, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) quer aproveitar melhor os 38% (dos seus 3000 quilómetros quadrados) de território destinado à agricultura para promover uma verdadeira “transição alimentar”.
Para já, há uma meta traçada: chegar a 2030 com 15% do aprovisionamento alimentar necessário à região produzido com recurso a modos sustentáveis como a produção biológica, a protecção integrada (que consiste em não fazer tratamentos por “calendário” com recuso a químicos) e agroecologia, a gestão da água para regadio, a redução de fitofármacos e conservação do solo e a criação de redes de distribuição com emissões reduzidas e de circuitos alimentares de proximidade.
É, pelo menos, esta a visão da Foodlink, a “rede para a transição alimentar” da Grande Lisboa e que foi oficialmente apresentada esta terça-feira. Por agora, várias entidades, públicas e privadas, comprometeram-se a assumir uma série de princípios para atingir este desígnio: adoptar práticas sustentáveis na gestão do solo, água, biodiversidade e energia, promover a economia circular, “atenta à adaptação climática, à criação de emprego, à promoção da saúde e do bem-estar”, e salvaguardar a dieta mediterrânica.
Como havia de lembrar a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Teresa Almeida, esta é uma altura em que estamos a “viver um verdadeiro teste de stress” no que ao abastecimento alimentar diz respeito.
Na AML, onde vivem cerca de 2,8 milhões de pessoas, há uma “forte dependência externa”, uma vez que cerca de 56% dos alimentos consumidos provêm de fora do país e 31% de outras zonas do território nacional, com elevados impactos em termos de pegada carbónica e ecológica.
“Nunca os circuitos curtos, a produção de proximidade e o combate ao desperdício fizeram tanto sentido. Agora ainda mais, com o desafio da escassez de recursos, do aumento dos preços dos fertilizantes e da gestão da água”, notou a responsável.
Na prática, o que estas entidades farão é planear e gerir este sistema alimentar, uma vez que “o território da AML ainda não integra o planeamento alimentar nas suas políticas de ordenamento e de desenvolvimento territorial”, refere a carta compromisso que assinaram.
Por isso, além da definição de um plano para a alimentação da população da Grande Lisboa, as entidades deverão focar-se no incentivo à produção de proximidade, para que não sejam necessárias grandes redes de distribuição entre produtores e consumidores, valorizar cultivos locais e raças autóctones, criar uma marca própria que certifique os produtos FoodLink à escala regional e promover a redução do desperdício alimentar nos diferentes elos da cadeia alimentar.
As escolas — e a literacia alimentar — terão também aqui especial atenção. “Pretende-se caminhar para um sistema alimentar sustentável, resiliente e economicamente dinâmico, em sintonia com o protagonismo que os sistemas alimentares têm vindo a ganhar na agenda política internacional, no actual contexto global de crise económica, climática, pandémica e, mais recentemente, geoestratégica”, refere a AML.
Presente na sessão, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, considerou o projecto “inspirador”, salientando que planear o sistema de alimentação da maior área metropolitana do país “vai obrigar a uma reorganização profunda dos ciclos de produção”.
E avançou algumas ideias. “Se parte da produção tenham como destino escolas, hospitais, instituições que sirvam refeições à população mais desfavorecida é uma opção da maior importância que se traduz numa prática de inclusão e justiça social”, notou Ana Abrunhosa, salientando ainda que, na lógica da contratação pública, se deixa muitas vezes de “privilegiar a produção local” em detrimento de propostas que apresentam um preço mais baixo, mas que acabam por ter outros custos para a sociedade.
Falta ainda perceber que papel concreto terá cada um dos que se associaram ao projecto. Por agora, a carta de compromisso foi assinada por 29 entidades, entre elas a própria AML, a CCDR-LVT, a Associação Industrial Portuguesa (AIP), a Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia (A2S), dez câmaras municipais da região (Almada, Amadora, Cascais, Loures, Mafra, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Sintra, Vila Franca de Xira), o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), a cooperativa Rizoma e a start-up Upfarming, entre outras.
O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa tem sido parceiro no desenvolvimento deste projecto.
Fonte: Público
Consigo dizer se um alimento é seguro para ingerir pelo seu aspeto e cheiro?
NÃO.
A maioria dos microrganismos que provocam doenças não alteram o aspeto e cheiro do alimento.
É seguro ingerir um alimento que caiu ao chão, mas que apanhei em 5 segundos?
NÃO.
Os microrganismos podem ser transferidos imediatamente para o alimento e em alguns casos causar doenças.
Devo lavar a carne de aves antes de a cozinhar?
NÃO.
A lavagem de carne de aves pode espalhar microrganismos nocivos para as nossas mãos, superfícies, utensílios e para outros alimentos.
É seguro descongelar à temperatura ambiente alimentos congelados?
NÃO.
Descongelar alimentos no frigorifico ou em água fria previne o crescimento de microrganismos.
Tenho que refrigerar sobras de alimentos?
SIM.
Os alimentos tornam-se inseguros se deixados à temperatura ambiente por mais de duas horas.
Os panos de cozinha podem espalhar bactérias perigosas?
SIM.
Os panos e esponjas da cozinha podem transportar e espalhar bactérias perigosas. Desinfete-os em solução desinfetante ou ferver em água.
Posso ficar doente com alimentos que comi há 3 dias?
SIM.
Alguns microrganismos perigosos demoram mais do que algumas horas para te deixarem doente.
As frutas e vegetais biológicos precisam de ser lavados?
SIM.
Todos os produtos, incluindo os biológicos, devem ser lavados com água limpa para remoção de contaminantes físicos e redução do risco de microrganismos nocivos ou produtos químicos.
Fonte: OMS e Qualfood
Em franca cooperação nacional a ASAE em conjunto com o ISPUP- Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, divulga, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Segurança Alimentar, o e-book e a brochura relativos ao FOCACCia-Exposição da População Portuguesa a aditivos e contaminantes alimentares: Avaliação de Risco e dicas de mitigação.
Este projecto consubstanciou-se numa verdadeira investigação multidisciplinar que interliga nutrição, toxicologia alimentar, psicologia e matemática, evidenciando a credibilidade para suporte ao desenho de políticas públicas que visem diminuir a exposição a agentes químicos adversos nos alimentos, permitindo implementar acções de gestão do risco devidamente sustentadas do ponto de vista científico.
Este projecto apresenta dados de exposição da população portuguesa, destacando-se ainda mensagens práticas para serem utilizadas no dia a dia pelos consumidores.
Convidamos por isso todos os interessados em consultar a brochura, bem como o E-book do projeto.
De referir que o projecto FOCACCia contou com apoio científico e institucional da ASAE, bem como do PNPAS e da DGS.
Fonte: ASAE
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, nas últimas semanas, uma operação de fiscalização, de norte a sul do País, direcionada à verificação da rastreabilidade dos produtos da pesca e da aquicultura no retalho, devendo os mesmos cumprir as normas de comercialização respeitantes à classificação de cada categoria, tamanho ou peso, bem como as regras de embalagem e rotulagem adequada com indicação da denominação comercial da espécie, método de produção e zona de captura.
Como balanço da ação, foram fiscalizados 153 operadores económicos, essencialmente supermercados e hipermercados, tendo sido instaurados 1 processo crime por géneros alimentícios avariados e 10 processos de contraordenação, salientando-se como principais infrações, a falta de controlo metrológico de pesos, o armazenamento e conservação em incumprimento das regras estabelecidas para o setor, a falta de requisitos e deficiência na rotulagem com ausência de indicações obrigatórias.
Foram ainda apreendidos cerca de 20 Kg de pescado, 90 unidades de pré-cozinhados à base de pescado e 7 instrumentos de pesagem, tudo num valor aproximado de 6.100,000 €.
A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.
Fonte: ASAE
No contexto da indústria alimentar, a legislação sobre os materiais de contacto com alimentos é muito restrita e tem evoluído à medida que surgem novos tipos de embalagens e novos estudos. Nesse sentido, um novo estudo internacional publicado no Food Science and Nutrition Journal investigou as substâncias químicas presentes nos materiais de embalagem.
A investigação conclui que há cerca de três mil produtos químicos presentes nos materiais de embalagem que podem, efetivamente, migrar para o conteúdo alimentar, tornando altamente provável a exposição humana aos mesmos. No entanto, o vidro e a cerâmica são os materiais de contacto com alimentos mais seguros e com menor número de químicos detetados, o que está de acordo com a sua baixa complexidade química.
Com efeito, o estudo revela que 2.881 Food Contact Chemicals (FCCs) foram detetados, num total de seis grupos de Food Contact Materials (FCMs). Mais de dois terços dos FCCs (1.975) foram identificados em FCMs de plástico, seguidos pelo papel e cartão (887), outros FCMs (760) e multi-materiais (614).
O menor número de FCCs foi detetado no metal (251) e no vidro e cerâmica (47). Isto porque o vidro tem origem apenas em matéria-primas provenientes da natureza (areia de sílica, carbonato de sódio e calcário), que se traduzem num material estável e inerte e em embalagens com uma única camada, que não precisa de barreiras ou plásticos para estar em contacto de forma segura com os alimentos e bebidas.
A maioria dos produtos químicos encontrados (65%) era ainda desconhecida, nunca tendo sido registados em qualquer regulamentação ou lista da indústria.
A idoneidade do vidro na produção de embalagens não é novidade, pelo que se trata já da primeira escolha em muitos sectores, como o alimentar, onde é a opção eleita por cerca de 3.500 empresas portuguesas do sector, mas também na cosmética e farmacêutica. Entre as principais vantagens deste material destaca-se o facto de ser quimicamente inerte, garantindo as propriedades originais dos produtos, além de ser um material higiénico e assético.
“O estudo revela que o vidro é o mais seguro dentro dos materiais de embalagem, tendo em conta que tem menor número de químicos em comparação com outros materiais, sendo, assim, o mais seguro para a nossa saúde”, refere Adeline Farrelly, secretária-geral da FEVE, a federação europeia dos produtores de embalagens de vidro. “Este estudo evidencia os riscos potenciais ligados à migração de substâncias químicas para a cadeia alimentar e, por consequência, para o ambiente. Existe uma lacuna considerável de conhecimento a ser preenchida sobre a legislação. Mas também as metodologias de avaliação do ciclo de vida das embalagens podem e devem ter em conta os produtos químicos, incluindo os químicos perigosos utilizados nos materiais de embalagem em contacto com os alimentos, que podem potencialmente passar para o ambiente“.
Os resultados deste estudo chegam num momento-chave tanto no que diz respeito à alimentação saudável, como aos modelos de negócio sustentáveis, que têm cada vez mais adeptos e defensores entre os consumidores. O vidro cumpre todas estas expectativas e necessidades, sendo simultaneamente sustentável e saudável.
A sua reciclagem é integral e infinita, sem perda de qualidade durante o processo, tornando o vidro um material permanente. Esta qualidade permite obter embalagens recicladas aptas para a indústria alimentar com as mesmas características e garantias que as embalagens fabricadas a partir da matéria-prima virgem, poupando energia, reduzindo as emissões e evitando a geração de novos resíduos.
Fonte: Grande Consumo
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