Investigadores de uma universidade do Japão aplicaram a tecnologia de edição de genes CRISPR/Cas9 para desenvolver cevada geneticamente modificada que pode dar origem a cervejas melhores.
Determinadas condições atmosféricas podem fazer com que a cevada desponte antes do previsto, fazendo baixar o seu valor de mercado e gerando menos valor para os agricultores. Assim, a cevada que tenha brotado antes de ser colhida é um pesadelo para esta classe e coloca-a nas ‘mãos’ da Natureza. A genética pode ajudar, ao executar-se um processo de manipulação que coloca os grãos num estado adormecido, impedindo que brotem. Esta solução, no entanto, pode interferir na produção de malte e originar uma germinação pouco uniforme.
Agora, a tecnologia de edição de genes CRIPSR pode dar uma ajuda importante. Uma equipa liderada por Hiroshi Hisano, na Universidade de Okayama, Japão, usou esta tecnologia para criar a cevada perfeita. “Reconhecemos a necessidade de manipular estrategicamente colheitas para sustentarem os efeitos das mudanças do clima. Uma vez que o nosso grupo de investigação colaborativa já tinha experiência em edição precisa do genoma da cevada, decidimos seguir a mesma abordagem. Além disso, estudos anteriores tinham apontado para os genes específicos de dormência dos grãos e das sementes”, explica o cientista.
Os investigadores manipularam geneticamente amostras da cevada Golden Promise e alteraram os mutantes qsd1 ou qsd2 em separado ou em conjunto, explica o EurekAlert. “Conseguimos produzir com sucesso cevada mutante capaz de resistir ao brotar antes da colheita, usando a CRISPR/Cas9. O nosso estudo não só clarifica os papéis do qsd1 e do qsd2 na germinação e dormência dos grãos, mas também determinou que o qsd2 tem um papel mais significante”, exulta o cientista.
A investigação deve abrir a outras iniciativas semelhantes que ajudem a resolver problemas causados por condições atmosféricas adversas ou de outra natureza e que afetam a capacidade de produção de alimentos.
Fonte: Exame Informática
Podia ser um ketchup produzido em Marte - não o é, mas quase. A Heinz cultivou tomates "marcianos", em solo com condições idênticas às encontradas no planeta vermelho, e a colheita permitiu produzir ketchup "extraterrestre".
A Heinz, marca conhecida pelos seus molhos e condimentos, conseguiu criar um ketchup feito exclusivamente a partir de tomates cultivados em condições muito semelhantes às do solo encontrado em Marte. A iniciativa foi levada a cabo em conjunto com o Aldrin Space Institute, e com uma equipa de 14 astrobiólogos num laboratório chamado “The Red House“.
A experiência, idealizada por especialistas em tomates para a produção de ketchup Heinz há dois anos, consistiu no cultivo dos tomates em estufas que recriam as condições do planeta vermelho, desde a temperatura à qualidade da água e do solo. Foram usadas mais de três toneladas de solo do Deserto de Mojave, na Califórnia, que tem muitas características semelhantes às do solo de Marte.
“Iniciámos a experiência analisando o solo de Marte, e a partir daí pudemos fazer uma lista restrita do nosso vasto catálogo de sementes da Heinz a quatro potenciais opções que podiam ser bem sucedidas. Duas delas conseguiram, pelo que fomos capazes de criar uma cultura em que os nossos tomates prosperaram”, disse Gary King, chefe de agricultura da Kraft Heinz à Florida Tech News.
Num comunicado à imprensa, a Heinz afirma que “a equipa produziu com sucesso uma colheita de tomates Heinz, a partir das sementes de tomate da marca, com as qualidades exactas que passam os rigorosos padrões de qualidade e sabor para se tornarem no seu icónico ketchup.”
A equipa contou com “especialistas na análise das condições difíceis do solo, na colheita das sementes perfeitas e na implementação de técnicas agrícolas líderes a nível mundial”, que “desempenharam um papel crucial” naquele que a Heinz classifica como “um dos maiores projectos do seu género relacionados com Marte alguma vez realizados”.
Um passo mais perto da agricultura em Marte?
Esta não foi a primeira tentativa de produzir agricultura viável em Marte. Embora todos os estudos feitos ainda não tenham ido além das simulações – como foi feito neste caso – já foram cultivadas com sucesso colheitas de quinoa, ervilhas, rúcula, cebolas, couve, trigo, agrião, entre outros.
No entanto, este projeto foi o primeiro que almejou recriar colheitas de longa duração em condições semelhantes às de Marte. “Até agora, a maioria dos esforços em torno da descoberta de formas de agricultura em condições idênticas às de Marte são estudos de crescimento de plantas a curto prazo. O que este projecto tem feito é olhar para a colheita de alimentos a longo prazo”, explica Andrew Palmer, líder da equipa do Aldrin Space Institute, acrescentando que a iniciativa “nos permitiu ver quais são as possibilidades de produção de alimentos a longo prazo para além da Terra”.
A experiência torna cada vez mais real a possibilidade de produção alimentar a longo prazo em Marte. Mas apesar do seu sucesso, ainda há um longo caminho a percorrer, cheio de obstáculos, até a agricultura em verdadeiro solo marciano ser possível.
As condições agrícolas em Marte não são perfeitas: a temperatura do planeta vermelho é cerca de 50ºC mais baixa do que a da Terra, e o ar é composto na sua maioria por dióxido de carbono. Marte também não tem uma magnetosfera – um campo magnético que protege o planeta da radiação solar. Além disso, o solo é árido e não contém os nutrientes necessários à produção de alimentos – seria necessário incorporar no solo componentes como bactérias e micróbios produtores de oxigénio, e remover outros, como compostos químicos presentes no solo marciano, de acordo com Paul Sokoloff, botânico no Museu da Natureza Canadiano e participante na Mars Desert Research Station, em Utah, nos EUA – o maior projeto simulador das condições de Marte existente.
No entanto, os cientistas que conduziram a experiência esperam que produzir colheitas agrícolas em Marte possa representar uma nova fonte de alimento para os astronautas que integram as missões espaciais – uma missão para Marte pode durar entre dois a três anos, deixando os astronautas dependentes apenas de alimentos liofilizados (processo através do qual os alimentos são congelados sob vácuo e desidratados, podendo durar até 30 anos). E, se queremos estabelecer presença no planeta vermelho, é fundamental encontrar uma maneira de produzir alimentos em condições difíceis.
“Este processo está praticamente na sua infância. E penso que quando vemos coisas como Perdido em Marte, isso tem influenciado a opinião de muitas pessoas sobre o que poderíamos fazer em Marte. Mas isso não é um documentário”, diz Palmer, referindo-se ao filme de 2015 em que o astronauta e botânico Mark Watney é deixado para trás em Marte pela missão espacial de que fazia parte e encontra uma maneira engenhosa de plantar batatas no planeta inóspito, sobrevivendo à base do alimento por mais de um ano.
“A realidade é que eu acredito firmemente que podemos fazer isto. Penso que podemos cultivar alimentos em Marte. Será que este estudo me diz que o processo é mais difícil? Sim. Vai ser ainda mais difícil do que eu já pensava, mas isso não é razão para pensar que não o podemos realizar”, continua.
No entanto, para quem estiver muito curioso por provar o ‘HEINZ Tomato Ketchup Marz Edition‘, há más notícias. A edição especial, que foi apresentada pela marca na semana passada, não irá estar disponível para venda, pelo menos nos próximos tempos. A edição limitada de ketchup embarcou numa viagem espacial, atingindo 23 milhas acima da superfície da Terra e temperaturas abaixo dos 70ºC negativos, regressando depois à Terra. Apenas alguns sortudos na Heinz, a nível interno, poderão provar o molho extraterrestre.
Fonte: Visão
Folhas da videira com protetor solar é uma das soluções encontradas por investigadores para ultrapassar o efeito do aumento da temperatura nas vinhas, disse hoje o professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) João Santos.
“A curto prazo, a aplicação de protetores solares nas folhas da videira, o uso recorrente à irrigação, o controlo de pestes, a poda e a aplicação de redes de proteção solar são soluções que podem ajudar a combater os efeitos das alterações climáticas na viticultura”, avançou à agência Lusa o investigador.
O aumento da temperatura e o aquecimento do planeta têm provocado mutações no processo de recolha das uvas e na sua transformação para o produto final, “sobretudo nos últimos 20 anos”, referiu Carlos Lopes, professor no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa (ISA) e um dos investigadores responsáveis pelo estudo do impacto das alterações climáticas na viticultura.
As vindimas começam cada vez mais cedo devido ao calor e, em consequência, “as uvas ganham açúcar mais rápido e ficam aptas a vindimar”, mas a maturação fenólica, ponto em que a planta atingiu a maturidade reprodutiva, não fica completa, disse Carlos Lopes à Lusa.
O “projeto no âmbito da ação climática”, ainda sem nome oficial, está a ser desenvolvido em conjunto com outros investigadores com o objetivo de traçar o futuro da viticultura.
“Cada vez mais precisamos de adicionar água à viticultura, o que é um problema porque a água também é um recurso natural”, salientou Carlos Lopes.
João Santos é coordenador do projeto europeu Clim4Vitis, um projeto que procura reforçar a capacidade de atuação da UTAD no estudo da viticultura.
O investigador partilha as mesmas preocupações de Carlos Lopes e alertou que, se houver “uvas com menor qualidade no futuro, isso vai ser muito mau para os viticultores”.
Os especialistas apontam como consequências do aumento da temperatura decorrente das alterações climáticas o aumento de pestes como a cigarrinha verde, uvas com menor qualidade (uma vez que a composição química dos bagos é alterada), tipicidade do vinho diferente, quebras na produção e menor retorno financeiro para as empresas e produtores.
Fonte Agroportal
O fungo septoriose está a afetar a produção da castanha, podendo provocar perdas de cerca de 80% “nos produtores que não fizeram tratamento” nas árvores, disse o presidente da Associação Portuguesa da Castanha (REFCAST).
A septoriose, apontado pelos especialistas como uma dos responsáveis pelas quebras verificadas na produção, provoca a secagem e queda antecipada da folha do castanheiro que fica de cor acastanhada e rebordo amarelo.
Os valores de precipitação registados durante o mês de setembro, 66.8 mm, o quarto valor mais elevado desde 2000, segundo o Boletim Climático de setembro de 2021 do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), aliados à elevada humidade atmosférica, criaram as condições favoráveis à proliferação deste fungo, explica José Laranjo, presidente da REFCAST.
Para combatê-lo foi recomendado, por várias associações como a REFCAST e a Associação Regional dos Agricultores das Terras de Montenegro (ARATM), o tratamento dos castanheiros com um pesticida antifúngico à base de cobre, mas “alguns associados optaram por tratar e outros não”, disse Filipe Pereira, da ARATM.
Com as alterações climáticas que provocam o aumento da temperatura e redução das chuvas, espera-se mais calor e mais seca, sobretudo no verão, período de grande importância no desenvolvimento do ciclo vegetativo da produção da castanha.
O ano de 2021 demonstra ser atípico em relação à tendência para o aumento da temperatura “considerando que foi menos quente e mais húmido que 2020”, afirma José Laranjo.
No panorama nacional, prevê-se “um ano de excelente produção em termos de quantidade e qualidade, esperando-se uma produção na ordem das 45.000 a 50.000 toneladas de castanha”, acrescentou.
Estes números refletem um aumento na produção de castanhas comparativamente ao ano de 2020, que foi na ordem das 42.000 toneladas.
No entanto, nas regiões mais altas, a elevada humidade atmosférica que favoreceu o desenvolvimento do fungo originou quebras na produção.
“Há uma quebra de produção devido às amplitudes térmicas e ao gelo que foi registado nas estações meteorológicas mais próximas, no mês de setembro”, alertou Filipe Pereira.
Dinis Pereira, proprietário da empresa produtora de castanhas Agromontenegro, admitiu à Lusa que o Verão mais chuvoso do que o normal afetou a produção da castanha, provocando uma produção “muito mais diminuta”.
Apesar da qualidade da castanha se manter, a produção nas regiões mais altas foi afetada, devido a “um ataque de septoriose” que destruiu parte das culturas, descreveu.
Já Ricardo Reia, produtor de castanhas na região de Portalegre, apontou a instabilidade climática como a principal razão para 2021 ser um ano pouco rentável, resultando na quebra de 50% comparativamente a um ano normal.
“No início houve geadas e agora no fim do ciclo de crescimento do fruto temperaturas a rondar os 30ºC, excessivamente altas sem chuva, desfavoráveis para a castanha”, disse.
Em 06 de novembro, a RefCast admitiu que, a nível nacional, a produção de castanha, na atual campanha, deverá aumentar até 20% para cerca de 50.000 toneladas, esperando-se frutos com melhor qualidade do que no ano passado, destinados, sobretudo, à exportação.
A RefCast tem cerca de 110 associados, incluindo produtores individuais, associações e cooperativas, que abrangem os setores da produção, transformação e prestação de serviços, bem como municípios e entidades de I&D (Investigação e Desenvolvimento).
Fonte: Agroportal
Uma equipa de investigadores portugueses do Laboratório de Biotecnologia Médica e Industrial (LaBMI) do Politécnico do Porto está a desenvolver uma vacina contra a COVID-19 comestível.
É através do projeto “AGRO4COVID – Make Nature your Salvation” que a equipa está a desenvolver uma alternativa à vacina convencional, que se distingue pelo facto de ser comestível e pelas suas características imunológicas. A ideia é que após o seu desenvolvimento, esta vacina esteja acessível a toda a população de forma facilitada, em formato de um iogurte ou sumo natural.
“A vacina é apresentada sob a forma de um iogurte líquido, ativado por extrato de cenoura geneticamente modificado que, contrariamente à versão tradicional das vacinas – que estimula a imunidade humoral – estimula um braço complementar a esta, a imunidade celular”, explica o Politécnico do Porto em comunicado.
Fonte: Greensavers
Foi publicado o Regulamento (UE) n.º 2021/1864, da Comissão, de 22 de outubro, que altera os anexos II, III e V do Regulamento (CE) n.º 396/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere aos limites máximos de resíduos de um conjunto de substâncias ativas no interior e à superfície de determinados produtos.
Para metaflumizona, verificou-se ser necessário alterar algumas das atuais práticas agrícolas, na sequência da revisão dos LMR estabelecidos para esta substância ativa, designadamente, conforme expresso infra:
1- Práticas agrícolas nacionais a cancelar:
▪ alface em estufa
▪ couve-brócolo
As práticas agrícolas em vigor podem conduzir a um resíduo que, de acordo com a estimativa de risco para o consumidor, pode conduzir a risco para a sua saúde, sendo, por isso, necessário cancelar estes usos.
2- Práticas agrícolas nacionais a alterar:
▪ alface de ar livre
Será necessário alterar o Intervalo de Segurança de 3 para 7 dias.
3- Alterações dos rótulos As restrições de usos constantes do presente ofício Circular serão introduzidas, com a brevidade possível, nos rótulos dos produtos fitofarmacêuticos, sendo oportunamente publicadas no sítio de Internet da DGAV. Dado que os limites máximos de resíduos entram em vigor a partir de 14 de maio de 2022, recomenda-se que, na utilização de produtos fitofarmacêuticos contendo metaflumizona, sejam desde já consideradas as práticas agrícolas a cancelar/alterar, de acordo com a informação veiculada neste Ofício Circular.
Fonte: DGAV
As cidades europeias poderiam evitar 114.000 mortes prematuras adicionais a cada ano se atendessem às novas recomendações de qualidade do ar divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro passado, em comparação com as diretrizes anteriores.
Estes dados foram indicados num estudo sobre o impacto da poluição do ar urbano na saúde conduzido pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), que coloca Madrid como a capital europeia com o maior ónus de mortalidade associado à poluição por dióxido de carbono.
Estas estimativas são uma atualização de um estudo publicado originalmente em janeiro de 2021 no ‘The Lancet Planetary Health’, que mostrou que as cidades europeias poderiam evitar até 51.000 mortes prematuras a cada ano atendendo às recomendações atuais da OMS sobre qualidade do ar, publicadas em 2005.
Reavaliação da carga de mortalidade
Após a publicação das novas recomendações, os investigadores fizeram uma nova avaliação da carga de mortalidade atribuível a partículas finas (PM2,5) e dióxido de nitrogénio (NO2) nas mesmas 1.000 cidades europeias incluídas no estudo original.
Os resultados globais foram publicados hoje numa carta no ‘The Lancet Planetary Health’, enquanto os resultados específicos para cada cidade foram publicados no site do ISGlobal Ranking of Cities.
Os resultados atualizados mostram que atender às novas recomendações de qualidade do ar para PM2.5 se traduziria em um aumento de 113% no número de mortes evitáveis nas cidades europeias em comparação com os níveis de referência anteriores.
Embora o cumprimento da recomendação anterior sobre PM2.5 em todas as cidades estudadas possa salvar até 51.213 vidas por ano, o cumprimento da nova recomendação tem o potencial de prevenir 109.188 mortes prematuras anualmente.
Quanto ao NO2, atingir os níveis recomendados pelas novas diretrizes poderia prevenir até 57.030 mortes prematuras, 56.130 a mais do que as 900 mortes evitáveis estimadas para os antigos níveis recomendados de NO2.
Alcançar os níveis mais baixos de PM2,5 e NO2 observados em qualquer cidade poderia prevenir 125.000 e 79.000 mortes prematuras anualmente, respetivamente.
“Embora não haja um limite de exposição seguro abaixo do qual a poluição do ar se torna segura, estes novos resultados mostram como as novas recomendações globais da OMS sobre a qualidade do ar oferecem uma estrutura muito melhor para proteger a saúde humana e prevenir um grande número de mortes”, disse o investigador do ISGlobal Sasha Khomenko, primeiro autor do estudo.
Se os novos dados mostram que o número de mortes evitáveis é muito maior se os novos níveis de referência da OMS forem adotados como metas, esse efeito é muito mais percetível no caso do NO2.
De acordo com o estudo, essas são as 10 cidades com a maior carga de mortalidade atribuível à poluição por PM2.5:
1.-Brescia (Itália)
2.-Bergamo (Itália)
3.-Karviná (República Tcheca)
4.-Vicenza (Itália)
5.-União Metropolitana da Alta Silésia (Polónia)
6.-Ostrava (República Checa)
7.-Jastrzebie-Zdrój (Polónia)
8.-Saronno (Itália)
9.-Rybnik (Polónia)
10.-Havírov (República Checa)
Em relação à carga de mortalidade associada ao NO2, as dez cidades que estão no topo da lista são:
1.-Madrid (área metropolitana) (Espanha)
2.-Antuérpia (Bélgica)
3.-Turim (Itália)
4.-Paris (área metropolitana) (França)
5.-Milão (área metropolitana) (Itália)
6.-Barcelona (área metropolitana) (Espanha)
7.-Mollet del Vallès (Espanha)
8.-Bruxelas (Bélgica)
9.-Herne (Alemanha)
10-Argenteuil – Bezons (França)
Fonte: Greensavers
Mais de 70 alunos do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) estão a participar na apanha da azeitona, no olival da instituição, que será depois transformada em azeite para doar a entidades de solidariedade social.
A iniciativa, promovida pela Associação Académica do Instituto Politécnico de Portalegre (AAIPP) e intitulada “Olival Solidário”, já tinha sido desenvolvida em 2019, mas sofreu um interregno em 2020, devido à pandemia da covid-19 e à falta de qualidade da azeitona no ano passado.
O presidente da AAIPP, Tiago Camarão, explicou hoje à agência Lusa que a iniciativa voltou este ano a ser desenvolvida depois de contacto com os grupos académicos, tunas e comissões de praxe do IPP.
De acordo com o Tiago Camarão, quando esta ação foi divulgada na comunidade académica os estudantes ficaram “um bocado surpreendidos” e “um bocado reticentes”, porque se trata de uma atividade que “sai muito fora daquilo que é o espírito académico” e do “contexto habitual”.
Mas, depois desse “choque inicial”, os alunos “meteram mãos à obra” e, até esta sexta-feira, estão programadas ações de apanha da azeitona no olival do Campus Politécnico, composto por “cerca de 80 oliveiras”.
O presidente da AAIPP explicou ainda que não estão definidas as instituições de solidariedade social daquela região a contemplar com o azeite que vai ser produzido.
“Depende muito, sobretudo, daquilo que resultar de azeite. Nós, em 2020, não fizemos a apanha, não só devido à pandemia, mas também porque a azeitona não estava nas melhores condições”, disse.
Em 2019, na sequência desta iniciativa, a AAIPP foi galardoada com uma menção honrosa no Prémio Voluntariado Universitário do Banco Santander, sendo um dos 10 finalistas de 100 projetos candidatos.
Fonte: Greensavers
A vacinação obrigatória dos ovinos passa a abranger os distritos de Setúbal e Castelo Branco identificados como regiões afetadas pelo serótipo 4 da febre catarral ovina.
O Edital nº 59, publicado pela DGAV no dia 10 de Novembro, atualiza as regiões afetadas pelo vírus da Língua Azul com base nos resultados dos programas de vigilância medidas de controlo implementadas.
Medidas de controlo implementadas detetaram resultados positivos para o serotipo 4 nos distritos de Setúbal e Castelo Branco que são agora considerados área afetada com serotipo 4, juntando-se ao distrito de Santarém e a toda a região do Alentejo, onde já era obrigatória a vacinação de todo o efetivo ovino reprodutor adulto e dos jovens destinados à reprodução desde Agosto.
A região do Algarve continua a ser a única região afetada com serotipo 1 e 4.
As áreas das regiões autónomas dos Açores e da Madeira constituem zonas livres de língua azul.
Fonte: DGAV
As exportações de produtos alimentares e bebidas cresceram 13,5% entre janeiro e setembro deste ano face ao mesmo período de 2019, pré-pandemia, segundo a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) aos dados estatísticos oficiais.
De acordo com um comunicado da FIPA, com base numa análise da federação a dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), na comparação com o período anterior à pandemia de covid-19, “o maior contributo foi dado pelas transações para os mercados extra União Europeia [UE], que cresceram mais de 26%, registando-se também um aumento próximo dos 7% nas exportações para a UE”.
“No que diz respeito às importações, foi registado um decréscimo de 0,8%, impulsionado por uma diminuição de 9% nas importações oriundas dos mercados extra União Europeia, tendo sido verificado um ligeiro aumento de 0,63% nas trocas originárias de mercados da UE”, refere também o comunicado da FIPA enviado às redações.
Numa análise global, o setor agroalimentar registou “uma diminuição próxima dos 533 milhões de euros no défice da balança comercial”.
Face ao mesmo período de 2020, de acordo com dados enviados à Lusa pela FIPA, as exportações do setor aumentaram 7,48%, sendo que o número foi de 9,42% de bens provenientes da UE, algo que compensou a descida de 3,58% de produtos oriundos de países de fora do bloco europeu.
Quanto às exportações, face ao acumulado até setembro de 2020, este ano aumentaram 12,30%, com uma subida de 14,63% para a UE e de 8,67% para fora da UE.
De acordo com o presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, citado no comunicado, o “desempenho positivo das exportações é um bom sinal para a indústria portuguesa agroalimentar e, acima de tudo, deve ser interpretado e acolhido no contexto de uma estratégia de projeção económica do país”.
O responsável da federação do setor agroalimentar refere ainda que há “a expectativa” de continuar “o caminho até final do ano”.
“No entanto, importa estarmos muito atentos à atual conjuntura de disrupções na cadeia de abastecimento, cenário que impacta não só a disponibilidade e custo das diversas matérias-primas, mas que pode ter impacto também nesta trajetória de exportação”, alertou Jorge Tomás Henriques.
Fonte: Agroalimentar
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