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Mais de 100 países, entre eles Portugal. mas também os Estados Unidos e a União Europeia como entidade, comprometeram-se hoje a reduzir as emissões de metano em 30% até 2030, em comparação com 2020.

A decisão foi anunciada em Glasgow, Reino Unido, onde decorre até dia 12 a 26.ª cimeira das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP26).

O metano é um gás com poderoso efeito de estufa, muito superior ao mais ‘mediático’ dióxido de carbono, e, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, um dos que podem ser reduzidos mais rapidamente.

“Reduzi-lo abrandaria imediatamente o aquecimento global”, disse Ursula von der Leyen, lembrando que o metano é responsável por cerca de 30% do aquecimento do planeta desde a revolução industrial.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, salientou também que o metano é “um dos gases com efeito de estufa mais poderosos”, salientando depois que os países signatários do compromisso representam 70% do PIB mundial.

“Hoje, os Estados Unidos, a União Europeia, e parceiros, lançaram formalmente o ´Global Methane Pledge´ (Compromisso Global do Metano), uma iniciativa para reduzir as emissões globais de metano e manter possível o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 graus celsius (acima dos valores médios da era pré-industrial). Um total de mais de 100 países, representando 70% da economia global e quase metade das emissões antropogénicas de metano, subscreveram agora o compromisso”, diz-se num comunicado do governo dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e a União Europeia já tinham anunciado em setembro que estavam a trabalhar no acordo, ao qual se juntaram 103 países, entre eles, além de Portugal, o Brasil, o Canadá, a França, a Alemanha, a Indonésia, o México. a Nova Zelândia, a Arábia Saudita ou o Reino Unido, entre outros.

Na nota, os Estados Unidos salientam que os países signatários não só se comprometem em reduzir as emissões de metano como a avançar para a utilização de melhores metodologias de inventário disponíveis para quantificar emissões de metano.

Os Estados Unidos e a União Europeia “também se orgulham de anunciar uma expansão significativa do apoio financeiro e técnico para apoiar a implementação do compromisso. Filantropos globais comprometeram-se com 328 milhões de dólares em financiamento para apoiar o aumento da escala deste tipo de estratégias de mitigação do metano em todo o mundo. O Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, o Banco Europeu de Investimento, e o Fundo Verde para o Clima comprometeram-se a apoiar o acordo através de assistência técnica e financiamento de projetos. A Agência Internacional de Energia servirá também como parceiro de implementação.”, diz-se no comunicado.

De acordo com o documento a concretização do Compromisso Global de Metano reduzirá em pelo menos 0,2 graus celsius o aquecimento global até 2050, “proporcionando uma base fundamental para os esforços globais de mitigação das alterações climáticas”.

Além disso, segundo a Avaliação Global do Metano da Coligação Clima e Ar Limpo (CCAC) e do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), conseguir os objetivos até 2030 do compromisso hoje divulgado evitaria mais de 200.000 mortes prematuras, centenas de milhares de idas a urgências hospitalares relacionadas com a asma, e mais de 20 milhões de toneladas de perdas de colheitas por ano até 2030.

O metano (CH4), emitido pela agricultura e pecuária, combustíveis fósseis e resíduos, é o segundo gás com efeito de estufa mais importante ligado à atividade humana depois do dióxido de carbono (CO2). Ainda que pouco falado, tem um efeito de aquecimento cerca de 29 vezes superior ao CO2 durante um período de 100 anos, e cerca de 82 vezes durante um período de 20 anos.

Fonte: Agroportal

Consórcio europeu de 19 países junta produtores suinícolas a institutos de ensino superior e investigação para candidatura a investimento em plataformas informáticas que avaliam o impacto das medidas de bem-estar animal, indo ao encontro da estratégia “Farm to Fork”.

Portugal, pelas mãos da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), lidera a candidatura de um consórcio europeu que junta 17 associações de produtores de suínos em 19 países europeus, desde a maior à mais pequena, de norte a sul, cobrindo 90% das explorações suinícolas europeias, que vão trabalhar em conjunto com 10 universidades e 4 institutos de investigação em toda a EU para que se leve a cabo uma investigação centrada nos parâmetros do bem-estar animal.

Este consórcio, denominado de Welfarmers, apresentou a candidatura a uma call europeia dentro do programa HORIZON EUROPE, que contempla ainda a criação de plataformas digitais para medir os níveis de bem-estar animal aplicado em vários países europeus, através da utilização de sistemas de integração de dados anteriormente utilizados na saúde humana, que vão permitir reforçar o bem-estar dos animais em toda a cadeia de produção de suínos, contribuindo assim para os sistemas de produção ainda mais sustentáveis.

O projeto criará plataformas para quantificar o nível de bem-estar dos animais nas explorações pecuárias de diferentes países, monitorizar a evolução da adaptação dos produtores às novas normas de bem-estar dos animais (barreiras e soluções) e avaliar os impactos socioeconómicos ao longo da cadeia de abastecimento para garantir a sustentabilidade dos produtores, manter os empregos no setor e a competitividade com países terceiros que não oferecem os mesmos padrões de bem-estar animal e segurança dos alimentos para animais.

O estudo centrar-se-á apenas numa espécie, os suínos, para maximizar o progresso com os recursos disponíveis mas servirá, posteriormente, de modelo para outros setores pecuários da UE.

Na base da motivação dos Welfarmers está o bem-estar dos animais nas explorações, que só poderá fazer progressos significativos se representar todos os aspetos da sustentabilidade; os aspetos sociais (bem-estar humano e animal), os aspetos ambientais (emissões) e os aspetos económicos (viabilidade económica das explorações agrícolas).

Esta abordagem única de bem-estar tem o envolvimento sem precedentes das organizações de produtores a partir da conceção do projeto, o que resultará num projeto RIA (Research and Innovation Action).

Embora a UE tenha os mais elevados padrões de bem-estar dos animais do mundo, com a nova estratégia “Farm to Fork”, a UE pretende ir mais longe para ter uma cadeia alimentar mais sustentável e amiga do ambiente. Nesse sentido, os produtores de suínos europeus, conscientes da necessidade de melhorar os sistemas de produção, querem contribuir decisivamente para que que a estratégia “Farm to Fork” se torna uma realidade. Contudo, a implementação destas medidas exige investimento nas explorações a par de uma gestão eficiente, que só é possível com a adequação correta das medidas a adotar, onde a investigação terá um papel fundamental.

Não nos podemos esquecer que as condições de produção são diferentes do norte para o sul da Europa devido a vários fatores, como o clima e a estrutura de produção. No entanto, estas diferenças não podem justificar diferentes níveis de bem-estar no espaço europeu e a investigação deve ser capaz de fornecer soluções para alcançar uma homogeneidade. É fundamental investigar novas técnicas de produção e divulgar os resultados de todos os produtores europeus para atingir este objetivo comum, considerando as diferentes realidades dos sistemas de produção na EU.

Fruto da vontade clara dos produtores em seguir este caminho, as várias associações de produtores, através da sua representação europeia, COPA-COGECA, enviaram para a Comissão Europeia uma proposta de alteração da legislação europeia em termos de bem-estar animal que vai além da lei atual e está em consonância com a estratégia “Farm to Fork”. Esta é, inclusive, a maior representação de produtores europeus o que pode, consequentemente, levar a uma transferência efetiva das inovações para o terreno.

Fonte: Agroportal

Um estudo liderado por uma equipa da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) demonstrou que em termos nutricionais a beldroega-do-mar é um ingrediente alimentar emergente.

O estudo tinha como objetivo "determinar o perfil mineral, nutricional e a atividade biológica de uma halófita, a beldroega-do-mar", refere a instituição, numa nota de imprensa enviada a agência Lusa.

A equipa de investigadoras é constituída por Aida Moreira da Silva, Maria João Barroca, Arona Pires, Sandrine Ressurreição e Sílvia Agreira.

O trabalho permitiu concluir que, "em termos nutricionais", a beldroega-do-mar pode ser considerada uma "boa fonte de fibra, de proteína e de lipídios, apresentando uma maior concentração destes nutrientes do que nalgumas espécies de salicórnia adequadas para consumo humano, sendo consideradas alimentos funcionais promissores".

Alta Concentração de Minerais Naturais

Este ingrediente foi colhido nas marinhas de sal da Figueira da Foz.

Ao analisar a beldroega-do-mar, a equipa verificou uma alta concentração de minerais naturais: o sódio, o potássio, o cálcio, o magnésio, o cobre e o fósforo.

"Quanto ao manganês, embora tenha sido detetada uma baixa concentração deste mineral, a equipa apurou que a ingestão de 100 gramas de folhas frescas fornece 74% da dose diária recomendada para adultos", lê-se na nota.

O extrato de folhas da beldroega-do-mar apresentou também "alto teor de compostos fenólicos e maior teor em flavonóides, quando comparado a outras halófitas como a Ipomoea pes-caprae, conhecido popularmente como salsa-da-praia ou pé-de-cabra".

Foi ainda identificada uma "atividade antioxidante superior a extratos de outras espécies halófitas, do género Suaeda".

De acordo com a nota, as folhas desidratadas desse extrato revelaram que esta planta pode ser utilizada como substituído do sal e é uma boa alternativa enquanto intensificador das características dos produtos, proporcionando benefícios à saúde dos consumidores.

"Este novo ingrediente, testado em dois alimentos modelo, a massa fresca e a manteiga, obtiveram uma boa avaliação sensorial".

As conclusões do estudo constam no artigo "Sea Purslane as an Emerging Food Crop: Nutritional and Biological Studies", recentemente publicado pela editora Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI) e acessível em https://www.mdpi.com/1244720.

Fonte: Expresso

World One Health Day - Uma só saúde

  • Wednesday, 03 November 2021 11:07

World One Health Day , 3 de novembro, é um dia de declaração e de ação para chamar a atenção para os benefícios cruciais da utilização de abordagens transdisciplinares para desafios de saúde complexos, envolvendo animais, pessoas, e os seus ecossistemas partilhados.

Para celebrar este dia a Direção Geral de Alimentação e Veterinária promove um evento, em colaboração com a DGS e a APA, a realizar na Companhia das Lezírias e que conta com a participação de vários especialistas que irão abordar as perspetivas de interligação entre saúde humana, animal e ambiental que integram o conceito de Uma Só Saúde.

Fonte: DGAV

Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) promove no próximo dia 5 de novembro, às 11:05 horas, de norte a sul do país, a 9.ª edição do Exercício Público de âmbito nacional de Sensibilização para o Risco Sísmico, denominado A TERRA TREME (www.aterratreme.pt), medida prevista na Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva. 


É objetivo de A TERRA TREME capacitar a população para saber como agir em caso de sismo, desafiando os cidadãos a envolverem-se no processo de construção de comunidades mais seguras e resilientes.

Os materiais alusivos ao Exercício que podem ser descarregados aqui e que deverá ter um link para o sítio da internet: www.aterratreme.pt. 


Materiais para a divulgação do Exercício:

  • A TERRA TREME _ Nota de apresentação (em anexo);
  • Website www.aterratreme.pt;
  • A TERRA TREME_ Cartaz (em anexo); 
  • A TERRA TREME_ Assinatura de email (em anexo);
  • Spot Promocional (vídeo); 
  • Mensagem da SEAI (vídeo); 
  • Mensagem do Presidente da ANEPC (vídeo).

Fonte: ASAE

Duzentos e noventa cientistas de seis continentes, incluindo uma investigadora portuguesa, pediram hoje à Organização Mundial do Comércio (OMC) que acabe com subsídios à pesca prejudicial e que protejam a saúde do oceano.

O pedido urgente é feito por 290 cientistas, desde economistas, biólogos a nutricionistas e especialistas em saúde, numa carta publicada na revista Science.

Na carta, os cientistas pedem aos membros da OMC que proíbam os subsídios que “tornam mais barato comprar combustível para navios e que permitem a pesca em águas longínquas em alto mar ou em águas de outros países”.

No seu entendimento, este tipo de subsídios prejudica “injustamente os pescadores de pequena escala nos países em desenvolvimento, tornando mais difícil para estes competir com as grandes frotas pesqueiras de escala industrial dos países desenvolvidos”.

Pedem igualmente que os membros da OMC cheguem a um acordo este ano que elimine todos os subsídios à pesca destrutiva, o que poderia contribuir para “acabar com a sobrepesca, a degradação e perda da biodiversidade, as emissões de CO2 e ainda a salvaguardar alimentos e meios de subsistência”.

Na missiva, defendem também que devem apoiar os esforços dos países de baixos rendimentos para atinjam os seus compromissos e transição para uma gestão sustentável.

“Pedimos aos chefes de estado do Painel de Alto Nível para uma Economia Sustentável do Oceano, do Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceira Transpacífica e do Acordo Estados Unidos-México-Canadá – que já se comprometeram a eliminar os subsídios prejudiciais – bem como outros blocos comerciais e países individuais que anunciem já o seu apoio a um acordo que consagre estas recomendações”, sublinham.

Os cientistas salientam que os membros da OMC têm que aproveitar o seu mandato político para proteger a saúde do oceano e o bem-estar da sociedade.

Entre os cientistas que assinam a carta está Bárbara Horta e Costa, investigadora nas áreas de conservação marinha e gestão do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, que destacou na sua declaração a urgência em “acabar com os subsídios que contribuem para a sobrecarga e a sobrepesca”.

“A reunião da OMC deste novembro é a oportunidade para isso. É fulcral ouvir os especialistas e esta carta inédita, assinada por 296 cientistas de 255 instituições, 46 países e 6 continentes, incita a esse comprometimento urgente por parte da OMC. Esperemos que esta carta contribua para essa mudança de paradigma na pesca mundial”, diz Bárbara Horta e Costa.

Na quarta-feira, um relatório desenvolvido pelas associações LIFE e Our Fish indicava que a União Europeia (UE) deve assegurar a transição para uma indústria pesqueira mais ecológica e sustentável.

Segundo o “How the EU can Transition to Low Environmental Impact, Low Carbon, Socially Just Fishing”, ao ativar o artigo 17 da Política Comum das Pescas e atribuindo quotas com “base em critérios transparentes e objetivos de natureza ambiental, social e económica”, a UE pode assegurar uma “transição justa” para uma frota de pesca com “baixo teor de carbono e baixo impacto”.

O documento propõe ainda critérios e processos para atingir estes objetivos, como, por exemplo, a realocação de uma “parte crescente” do total admissível de capturas (TAC) por oito anos, “que deve incluir alocações mínimas de oportunidades de pesca para a frota de baixo impacto em pequena escala, indicadores como o uso de artes de pesca seletivas, impacto no fundo marinho, ciclo de carbono e histórico de pesca”.

Fonte: Greensavers

A Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (Avadouriense) disse hoje que o “aumento brutal” dos custos de produção, como os combustíveis, se traduz em “mais perda de rendimentos” e pode “acelerar o abandono” de vinhas.

“Estamos a assistir a um aumento brutal desde os combustíveis aos fertilizantes, a todos os produtos ligados ao setor. Os vitivinicultores estão com graves problemas porque tudo isto vai resultar numa diminuição do seu rendimento”, afirmou Vítor Herdeiro, da Avadouriense.

A associação tem sede em Vila Real e atua em defesa da agricultura familiar, de pequena e média dimensão da Região Demarcada do Douro.

O dirigente associativo afirmou à agência Lusa que plantar e tratar um hectare no Douro “custa quatro vezes mais do que em qualquer outra região do país”.

Vítor Herdeiro disse que a acrescentar a esta dificuldade natural está, agora, “a escalada do preço dos combustíveis, mas não só, também da eletricidade e dos produtos, como fertilizantes e fitofármacos”.

Os trabalhos na vinha, explicou, são feitos com recurso a tratores, quer para aplicação dos produtos, para lavrar os terrenos ou no transporte e, por isso, “gastam muito gasóleo”.

“A exploração já não dava rendimentos e com estes aumentos brutais menos rendimentos ainda dão”, frisou.

Vítor Herdeiro afirmou que tudo isto é “incomportável” e que os “viticultores já vendem os vinhos muito baratos”.

Os agricultores usufruem do gasóleo agrícola, mas, segundo o responsável, também este produto sofreu um aumentou do preço em “cerca de 50 a 60%” nos últimos anos.

“Estão a sentir grandes dificuldades e a continuar assim muitos vão desistir, nomeadamente os agricultores familiares ou de pequena e média dimensão. Se isto não dá uma volta grande vão desistir, vão ter que abandonar as explorações e isto vai trazer mais problemas, mais emigração, mais desertificação na Região Demarcada do Douro”, sublinhou.

Nas suas contas, em “cada 100 euros de rendimento bruto, 50% são para a cadeia distributiva, 30% são para a transformação dos produtos vitivinícolas, os restantes 20% ficam para os vitivinicultores”.

“Mas, desses 20 euros que ficam para os viticultores, 75% são para despesas e ficam apenas 25%. Neste momento já pagam para produzir”, acrescentou.

No entanto, segundo Vítor Herdeiro, para além do aumento dos custos, está também a verificar-se dificuldades no acesso a produtos disponíveis no mercado e exemplificou com as alfaias agrícolas e tratores.

“Na região de Trás-os-Montes e Alto Douro foram aprovados 1.100 projetos para renovação da frota de tratores agrícola, no âmbito de um programa de apoio que atribui 70% a fundo perdido, e, neste momento, os vitivinicultores estão à procura dos tratores para adquirir e não encontram”, frisou.

O responsável alertou para “o risco” de os agricultores “não conseguirem preencher os projetos” precisamente pela dificuldade em encontrar novos tratores e, por isso, pediu ao Governo um prolongamento do prazo dado de seis meses para a renovação da frota e entrega dos veículos antigos para abate.

A Avadouriense reclama “uma ajuda concreta” por parte do Governo, como uma redução dos impostos que se reflita no custo dos fatores de produção.

A organização filiada da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) reivindica também uma medida especifica, no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio, que “ajude a manter as explorações e as pessoas ligadas à terra”.

“É um desalento. Estou muito preocupado enquanto vitivinicultor, dirigente associativo e técnico agrícola. Todo o setor está a ser muito afetado”, frisou Vítor Herdeiro.

Fonte: Agroportal

O Governo da Madeira indicou que vai atribuir um apoio de 6 mil euros aos produtores de anona, referindo também ter aprovado um protocolo de cooperação financeira com a Associação de Agricultores da Região Autónoma.

O executivo, de coligação PSD/CDS-PP, esclarece que a ajuda aos produtores de anona visa incentivar a aquisição de equipamentos de pulverização mais adequados à aplicação de produtos fitofarmacêuticos.

Por outro lado, o protocolo com a Associação de Agricultores da Madeira, no montante de 25 mil euros, tem em vista comparticipar nos encargos financeiros em 2021.

Estas deliberações foram aprovadas na reunião do Conselho do Governo Regional, que decorreu no Funchal, na qual foi também autorizada a celebração de um contrato-programa com a Cooperativa de Criadores de Gado das Serras da Freguesia da Fajã da Ovelha (zona oeste da Madeira), no valor de 10 mil euros, para o apoio às atividades no ano de 2021.

O executivo madeirense, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, avançou ainda com três contratos-programa com as casas do povo do Porto da Cruz (concelho de Machico), Santa Maria Maior e Santo António (Funchal), no valor de 21.100 euros, com vista a apoiar parte das despesas de funcionamento em 2021, bem como parte da realização das iniciativas constantes dos planos de atividades.

O Conselho do Governo Regional adjudicou, por outro lado, a empreitada de regularização e canalização do Ribeiro da Achada, no Curral das Freiras (concelho de Câmara de Lobos), à proposta apresentada pelo concorrente “José Avelino Pinto – Construção e Engenharia”, pelo preço de 1,1 milhões de euros.

Fonte: Agroportal

Sabe aquelas dúvidas difíceis que surgem na hora de fazer a reciclagem e separação de embalagens, e que acaba por não conseguir encontrar resposta? Agora vai poder apresentá-las e ter resposta direta, de forma simples e rápida. A Sociedade Ponto Verde (SPV) acaba de lançar a nova linha de atendimento “WhatsApp do Gervásio”, um canal de atendimento personalizada onde a personagem icónica da marca vai responder às suas questões.

Será através de uma simples mensagem escrita ou de voz, que as perguntas podem ser esclarecidas ou se que alguns mitos podem ser desmistificados. Será que precisa lavar as embalagens de iogurte antes de as colocar no ecoponto? e onde deve colocar as embalagens do leite? – O Gervásio responde-lhe.

“Cada vez mais, as pessoas querem receber um feedback rápido e personalizado por parte das entidades e das marcas com quem contactam diariamente, e as plataformas digitais são essenciais para esse efeito. É por isso que depois do Facebook e do Instagram, além dos outros canais de comunicação da SPV, chegamos agora ao WhatsApp,” explica Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde. “Ao associarmos o Gervásio a esta nova linha de atendimento permite-nos humanizar e trazer uma maior informalidade à comunicação da SPV, garantindo que esta personagem, que é um ícone da reciclagem em Portugal, se encontra sempre perto dos portugueses, disponível para os ajudar no seu processo de reciclagem. Aliás, esta novidade espelha bem o trabalho que a SPV desenvolve há 25 anos e que hoje em dia materializamos no mote ‘Inovar, evoluir e reciclar'”.

A nova linha de atendimento “WhatsApp do Gervásio” está disponível nos dias úteis, de segunda a sexta, na aplicação WhatsApp através do número (+351) 914 619 286.
 
Fonte: Greensavers

A Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI) está disponível para apoiar os seus associados na produção de jeropiga, uma bebida que nesta altura do ano está muito relacionada com o consumo de castanhas.

O presidente da CVRBI, Rodolfo Queirós, disse à agência Lusa que a produção de jeropiga “poderá ter algum interesse” para a região, na medida em que alguns concelhos são grandes produtores de castanha, mas alertou que terá de existir “essa manifestação de interesse e de vontade” por parte dos associados.

Segundo o responsável, na área da CVRBI, apenas a Adega Cooperativa do Fundão produz jeropiga (um vinho licoroso de mesa) e, “nomeadamente nesta altura do ano, vai vendendo bastante”.

A jeropiga produzida na região é “residual”, porque “não há grande procura” e a sua produção exige determinados aspetos burocráticos que são “um bocadinho complicados” para os produtores, justificou.

Rodolfo Queirós lembrou que cerca de 95% do negócio dos produtores da Beira Interior é de vinhos brancos, tintos ou rosés e, depois, existe “uma pequena percentagem para nichos”.

Assim sendo, apontou que a CVRBI está na disponibilidade de os apoiar, caso alguns tencionem produzir jeropiga que é muito consumida e apreciada nesta época do ano em que se celebra o São Martinho.

“Eu creio que se os produtores assim o entenderem, que fará sentido [produzir jeropiga], até porque seria o complemento de um produto natural que nós cá temos, que é a castanha. E, obviamente, que, se houver alguém que possa fazer um produto certificado aqui na nossa região, creio que é uma mais-valia grande. Agora, é sempre um bocadinho complicado porque exige uma série de critérios, por causa do imposto de consumo e das alfândegas”, admitiu.

Na região da Beira Interior já são produzidos vinhos espumantes e frisantes, situação que corresponde “à evolução do mercado”, o que, na opinião do mesmo responsável, também poderá vir a acontecer com a jeropiga.

“Nós somos uma entidade certificadora, certificamos produto se houver cliente. Se houver vontade dos nossos associados em criar um produto certificado (com denominação de origem), nós estaremos cá para corresponder a essa exigência”, disse o presidente da CVRBI, que tem sede na Guarda, no Solar do Vinho.

A CVRBI abrange as zonas vitivinícolas de Castelo Rodrigo, Pinhel e Cova da Beira, nos distritos de Guarda e de Castelo Branco, que correspondem a uma área de 20 municípios, onde se contabilizam cerca de cinco mil viticultores.

Na área da CVRBI, com perto de 16 mil hectares de vinhas e uma grande variedade de castas (destacando-se as brancas Síria, Arinto e Fonte Cal e as tintas Tinta Roriz, Rufete, Touriga Nacional, Trincadeira e Jaen), existem cerca de 60 produtores de vinho, sendo quatro adegas cooperativas e os restantes produtores particulares.

Fonte: Agroportal