Hoje celebra-se o Dia Nacional da Água, uma efeméride assinalada desde 1983 em Portugal, no dia em que se inicia o ciclo hidrológico. A água é um recurso natural precioso, essencial à vida de todas as espécies e ao equilíbrio dos ecossistemas. Devemos por isso utilizá-la de forma consciente, no nosso dia a dia.
As alterações climáticas estão a ter um grande impacto nos recursos hídricos da Península Ibérica, e de acordo com a Associação Natureza Portugal (ANP/WWF) e a WWF Espanha, o cenário a longo prazo não tende a melhorar.
No relatório “Impactos das Alterações Climáticas na Península Ibérica”, desenvolvido em parceria pelas duas organizações, aponta-se que com o aumento de fenómenos como as secas, o aumento das temperaturas e a diminuição da precipitação, será cada vez mais complicado assegurar que os rios dispõem de água suficiente nos dois países.
“Da forma como estas alterações já estão a afetar a disponibilidade de água na nossa Península, temos de assumir de vez princípios de precaução, partilha e sustentabilidade, sob pena de num futuro próximo virmos a passar por situações graves de escassez e falta de água. E não é a sede que queremos partilhar com Espanha, mas sim ecossistemas saudáveis que sustentem a água de que todos precisamos”, alerta Afonso do Ó, especialista em Água da ANP|WWF.
Fonte: Greensavers
O secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, defendeu hoje melhor pagamento aos produtores de uvas, para nomeadamente promover a qualidade dos vinhos e espumantes portugueses.
É importante assegurar que “o preço que as empresas pagam aos produtores seja cada vez mais elevado, para permitir que os agricultores tenham melhores condições de vida e tenham maior motivação para tratar bem as suas vinhas, e produzir cada vez melhor produto”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, à margem da visita, hoje, à Estação Vitivinícola da Bairrada, em Anadia.
“Que nos permita melhorar a qualidade e com este processo, projetar a imagem dos vinhos portugueses e dos espumantes em geral”, sublinhou.
“Queremos posicionarmo-nos de forma a que, no mercado nacional” e “sobretudo no mercado internacional, possamos tirar partido dessas oportunidades que nos colocam e, com isso, criar valor para as regiões, para as empresas e para os agricultores”, explicou.
Rui Martinho referiu que Portugal, nos últimos anos, no que diz respeito aos vinhos portugueses, “tem melhorado extraordinariamente a sua imagem”, pois o País tem conseguido “exportar cada vez mais” tem “conseguido criar mais valor”.
“Não só exportamos mais” como “aquilo que exportamos é pago a um valor mais elevado, estamos a criar mais valor”, destacou.
O secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural adiantou que, no que diz respeito ao espumante, a “exportação não tem o peso que nós gostávamos que tivesse”.
Durante a manhã, o governante visitou a Adega Cooperativa de Távora Varosa e durante a tarde a Estação Vitivinícola da Bairrada, em Anadia, no distrito de Aveiro, de onde seguiu para a Adega Cooperativa de Cantanhede (também na região da Bairrada, no distrito de Coimbra).
Ainda de acordo com Rui Martinho, na região de Távora Varosa, cerca de 80% das massas vinícolas do vinho que é certificado, é dirigido ao espumante, por isso a exportação naquela região é “absolutamente decisiva”.
Relativamente aos espumantes, Rui Martinho indicou que este “segmento do vinho tem tido um crescimento enorme ao longo dos anos”, ou seja, aumentou o consumo de espumante.
O secretário de Estado lembrou a meta dos mil milhões de euros de exportações de vinho até 2023, preconizada pelo Governo, referindo que está “convencido” que será possível atingi-la.
Na visita à Estação Vitivinícola da Bairrada o governante considerou que a sua presença era um “sinal claro” de que será feita alguma coisa no sentido de promover o espumante em Portugal e uma “indicação clara” de que o projeto do centro de investigação de espumantes vai ser concretizado.
“Queremos de facto que seja uma infraestrutura que fique ao serviço do setor e da região e dar-lhe uma utilidade concreta, no sentido de potenciar esse desenvolvimento estratégico”, concluiu.
Fonte: Agroportal
A Mudatuga, startup de educação ambiental para promoção da compostagem doméstica e comunitária, foi distinguida na final Europeia do ClimateLaunchpad, a maior competição cleantech do mundo. O ClimateLaunchpad faz parte das ofertas de Empreendedorismo do EIT Climate-KIC, um órgão da União Europeia que trabalha para acelerar a transição para uma sociedade com carbono zero e resiliente ao clima.
O projeto português venceu o terceiro lugar da competição e foi o eleito vencedor na categoria Urban Solutions. Além disso, a Mudatuga conquistou as preferências da audiência ao receber o prémio do público. A Mudatuga é, assim, uma das 14 equipas europeias que vai à final internacional do ClimateLaunchpad, que decorre no dia 28 e 29 de outubro.
Mudatuga
A Mudatuga é uma startup que oferece soluções de compostagem doméstica e comunitária e serviços de sensibilização para a gestão de biorresíduos. No último ano, transformaram mais de 2 mil pessoas em ninjas de compostagem.
Atualmente, estão a criar o próprio compostor Bokashi para democratizar o tratamento de biorresíduos, independentemente do espaço disponível. Para tal, vão contar com um período de incubação na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto para desenvolvimento do material e do protótipo.
Para Carolina Bianchi, estes prémios são “a validação do valor do projeto por um júri de especialistas. Em Portugal, a nossa solução ainda não é muito valorizada e isto mostra-nos que estamos no caminho certo: não existe nenhuma solução que lute contra as alterações climáticas que não envolva as pessoas”, reforça a cofundadora da startup da UPTEC.
Compostagem
Em 2021, a Mudatuga dinamizou a Escola a Compostar, uma iniciativa que promoveu sessões e conteúdos gratuitos sobre compostagem. Esta Escola, organizada em colaboração com a ZeroWasteLab e a Hortas Lx, reuniu – em Lisboa – mais de 1000 participantes. “O objetivo passa por, em 2022, levar o projeto até pelo menos mais cinco cidades portuguesas. Para isso, estamos a recolher fundos através de uma campanha de crowdfunding.”, salienta Carolina.
No futuro, a Mudatuga quer continuar a democratizar o tratamento de resíduos orgânicos. Para tal, vai continuar a apostar na realização de cursos online em Portugal e Espanha e num novo projeto na área da inovação social, que irá contribuir para a criação de postos de trabalho “verdes”.
ClimateLaunchpad
Em Portugal, o ClimateLaunchpad é organizado pela UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto, LIPOR, Pacto Português para os Plásticos e Smart Waste Portugal. Em território nacional, já decorreram seis edições da competição que já apoiou 64 equipas e recebeu mais de 115 candidaturas.
Em 2018, o grande vencedor da final internacional foi o projeto português Eco2Blocks, em competição com mais de 1000 equipas.
Fonte: Grande Consumo
O plástico é um problema urgente de combater em todo o mundo, e além de procurar alternativas à produção deste material, é importante garantir que o que já existe é reciclado.
Um grupo de investigadores do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT University), na Austrália, desenvolveu uma nova solução limpa e económica de reciclar o plástico usado, transformando-o em nanotubos de carbono e combustível líquido limpo (bio-óleo).
Como explicam no estudo, publicado no Journal of Environmental Management, os resíduos depolipropileno sofrem uma deposição química em vapor, com recurso a biochar, uma forma de carvão rica em carbono, proveniente de resíduos agrícolas e orgânicos, que é frequentemente usada para melhorar a qualidade dos solos. Durante o processo são eliminados os contaminantes tóxicos e os plásticos são convertidos em combustível líquido, e ao mesmo tempo, o carbono do plástico é convertido em nanotubos de carbono.
A experiência teve como foco o polipropileno, no entanto, pode ser aplicado a todo o tipo de plásticos. Torna-se assim uma solução sustentável de gestão de resíduos plásticos, de baixo custo, e com contribuição para a economia circular.
“É uma solução inteligente para transformar resíduos plásticos e orgânicos usados - sejam toneladas de biomassa de uma fazenda ou resíduos de alimentos e restos de jardim (…). Esperamos que esta tecnologia possa ser usada no futuro por conselhos locais e governos municipais para ajudar a transformar estes resíduos em fontes de receita genuínas”, afirma Kalpit Shah, autor principal do estudo.
Fonte: Greensavers
Hoje é o Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, uma data implementada em dezembro de 2019 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que tem como objetivo fundamental consciencializar para este problema e promover soluções para o mitigar.
De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), são desperdiçadas anualmente, em todo o mundo, mais de 900 milhões de toneladas de comida. Em contraste, 811 milhões de pessoas passam fome no seu dia a dia e 132 milhões vive em risco de insegurança alimentar.
Um estudo recente, realizado pela YouGov e encomendado pela Too Good To Go, revela que o desperdício alimentar é um tema conhecido pela maioria das pessoas, no entanto, seis em cada dez consumidores continua a desperdiçar comida. 55% dos inquiridos confessa que ainda desperdiça algum tipo de alimento, sendo os mais comuns a fruta, os vegetais e o pão. Os motivos que levam as pessoas a desperdiçar são principalmente, o facto de ser uma quantidade reduzida ao ponto de não valer a pena salvá-la, o produto alimentar já ter expirado o prazo e estarem a comer fora de casa e não terminarem a refeição.
A Madeira registou uma quebra de mais de 824 toneladas na comercialização de banana, uma das produções tradicionais da região, nos primeiros oito meses deste ano, totalizando 12.808 toneladas, sendo que 84% foram exportadas, informou hoje a Direção Regional de Estatística.
De acordo com os dados divulgados, a comercialização diminuiu 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, tendo sido “transversal a todas as categorias de banana”. O continente português foi o principal mercado da exportação deste produto.
Contudo, “apesar da quebra face ao mesmo mês do ano passado, julho foi o mês com maior volume de comercialização de banana (2.200,4 toneladas), em contraponto a fevereiro (885,4 toneladas), o mês com menor dinâmica na comercialização deste produto agrícola”, lê-se no resumo distribuído pela DREM.
Fonte: Agroportal
A exigência deriva da poderosa influência da publicidade alimentar na alimentação das crianças e da epidemia de obesidade infantojuvenil. "É tempo da União Europeia se organizar e agir rigorosamente."
A DECO, juntamente com outras organizações europeias de consumidores, exigiu esta terça-feira aos decisores políticos europeus “regras vinculativas” que “rapidamente e eficazmente” parem o crescimento do marketing alimentar pouco saudável dirigido a crianças.
Em comunicado, baseado num inquérito realizado pela BEUC — organização europeia de consumidores e por 10 das suas organizações-membros, nomeadamente a DECO (Defesa do Consumidor) — sublinha que “as crianças são alvo preferencial de anúncios publicitários pouco saudáveis” e por isso exigem “a criação de regras vinculativas por parte da União Europeia (UE)”.
Estas entidades entendem que “o compromisso das empresas alimentares em comercializar responsavelmente os seus produtos não protege as crianças europeias de anúncios que promovem alimentos pouco saudáveis”.
“A DECO, em parceria com a BEUC e outras organizações europeias de consumidores, exige que, face à poderosa influência da publicidade alimentar na alimentação das crianças, juntamente com uma epidemia de obesidade infantojuvenil, os decisores políticos europeus avancem com regras vinculativas que, eficaz e rapidamente, parem o crescimento do marketing alimentar pouco saudável. É tempo da União Europeia se organizar e agir rigorosamente“, defendem.
O estudo da BEUC, que decorreu entre fevereiro e março de 2021, “recolheu exemplos de marketing alimentar pouco saudável”, tendo sido “selecionados os casos em que se considerou estar a infringir o compromisso das principais empresas de alimentos e bebidas da UE de comercializarem os seus produtos de forma responsável em relação às crianças — ‘Compromisso da UE'”.
Este estudo, inserido num projeto liderado pela professora Amandine Garde, da Universidade de Liverpool, conclui que “a obesidade e o excesso de peso afetam uma em cada três crianças na Europa“, salientando que “muitas instituições, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), reconhecem a forte influência que a promoção de alimentos pouco saudáveis exerce sobre os comportamentos alimentares das crianças“.
Ao defenderem regras vinculativas, estas organizações lembram que “atualmente apenas vigora o designado Compromisso da UE, uma iniciativa voluntária das grandes empresas alimentares para restringir a sua comercialização” e apontam “falhas a este compromisso”.
As organizações argumentam que “os critérios nutricionais estipulados são demasiado permissivos”, pois “os produtos dirigidos a crianças considerados aceitáveis para serem comercializados apresentam valores nutricionais superiores aos recomendados pelas autoridades de saúde pública independentes”.
Por outro lado, os programas de televisão com grande audiência, transmitidos em horário nobre, têm um vasto público infantil, que, “estando fora da programação especialmente a si dirigida, fica livremente sujeito à publicidade a produtos alimentares com pouco interesse nutricional”.
Expõem ainda que “as regras subestimam a exposição significativa deste público-alvo” e destacam “as poderosas táticas de marketing utilizadas tanto no mundo digital como no físico”.
“As empresas não sofrem as devidas consequências ao violarem as suas próprias regras, isto é, o processo de reclamação do Compromisso da UE é demasiado lento, obscuro, inconsistente e brando”, concluem.
Perto de 400 mil crianças de 21 países europeus estarão com obesidade severa, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde de 2019, que relaciona a obesidade mais grave nas crianças também com um menor nível de escolaridade das mães.
Segundo o mesmo estudo, noticiado pela TSF, Portugal surge como o quinto país com maior prevalência de excesso de peso em crianças no período analisado, mas em relação à obesidade severa surge em sétimo lugar.
Segundo os dados, 3,4% das crianças analisadas em Portugal apresentam obesidade severa, 10,5% apresentam obesidade e 21% têm excesso de peso.
O valor mais baixo na obesidade severa regista-se na Suécia e na Moldávia, com 1% de prevalência, enquanto os valores mais elevados se encontram em Malta e Grécia, com uma prevalência de 5,5% e 4,8%.
Fonte: Observador
A redução da perda e desperdício de alimentos é uma parte importante do contributo que nos envolve a todos, no cumprimento da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, e é uma das metas fundamentais a cumprir para a concretização do “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12” – Produção e Consumo responsável, visando a redução para metade, até 2030, do desperdício de alimentos per capita a nível mundial, do retalho e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as que ocorrem pós-colheita.
É neste contexto, que a FAO tem vindo a desenvolver uma série de iniciativas no sentido de conter o problema da perda e desperdício de alimentos, nos seus vários segmentos. Acresce referir que a Assembleia Geral da ONU, seguindo os pedidos da Conferência da FAO de 19.12.2019, adotou o dia 29 de setembro de 2020 como o 1º Dia Internacional de Consciencialização sobre Perda e Desperdício de Alimentos.
Tendo presente o papel que a prevenção e a educação têm para uma mudança de atitude do consumidor, de que as crianças e os jovens serão os intervenientes no futuro, a FAO publicou em setembro de 2018, quatro manuais escolares dirigidos à população juvenil em faixas etárias distintas. O objetivo é o da sua consciencialização para as consequências da perda e desperdício de alimentos e sobre as ações que podem realizar para o seu combate.
Os manuais abrangem as seguintes faixas etárias:
Sob iniciativa da Ministra da Agricultura, em parceria com a eurodeputada Isabel Carvalhais que promoveu a tradução portuguesa, o Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) concretizou a edição dos quatro manuais escolares, para sua divulgação junto da população juvenil.
Fonte: Agroportal
A Comissão Europeia diz que as Novas Técnicas Genómicas são fundamentais para proteger as culturas das pragas e dos efeitos das alterações climáticas, mas algumas Organizações Não Governamentais prometem lançar uma intensa campanha contra as NGT.
O segundo Relatório Anual de Previsão Estratégica da União Europeia, apresentado no passado dia 8 de setembro, tem implicações para o setor agrícola relacionadas com a edição de genes: “A biotecnologia, incluindo novas técnicas genómicas, pode desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de formas inovadoras e sustentáveis de proteger as colheitas de pragas, doenças e os efeitos das alterações climáticas”. Esta frase confirma a posição da Comissão Europeia, que há muito parece simpatizar com a edição de genes.
As Novas Técnicas Genómicas, entre as quais a edição de genes – consistem numa série de métodos científicos usados para alterar genomas com o objetivo de modificar geneticamente certas características nas plantas, como a sua tolerância à seca ou a resistência a pragas e doenças. Ao contrário dos tradicionais OGM (Organismos Geneticamente Modificados), que transferem genes entre espécies, as NGT induzem alterações dentro da mesma espécie.
No entanto, em 2018, o Tribunal de Justiça Europeu decidiu enquadrar as NGT na Diretiva dos OGM. Esta decisão chocou a indústria e surpreendeu a Comissão. Na sequência desta polémica decisão, o Conselho Europeu solicitou à Comissão um estudo para esclarecer a situação, que foi tornado público em Abril passado. Embora não questione a decisão legal, o estudo da Comissão conclui que os desenvolvimentos em biotecnologia, combinados com a falta de definições de termos-chave, dão origem a ambiguidades na interpretação de alguns conceitos, que geram incertezas do ponto de vista da regulamentação. Mas o estudo é muito claro quando afirma que há “fortes indícios” de que a legislação atual “não é adequada para o propósito de algumas NGT e seus produtos e que precisa ser adaptada ao progresso científico e tecnológico”.
No seguimento deste estudo, a Comissão tenciona realizar uma avaliação de impacto com foco nas NGT com um certo perfil de risco.
Segundo o Agrafacts, há um horizonte provisório de quatro anos para isentar técnicas de mutagénese direcionada e técnicas de cisgénese da Diretiva dos OGM, enquanto um prazo de 10 anos é visto como uma opção provável para regulamentar todas as outras NGT numa avaliação de risco caso a caso.
Este ‘roadmap’ foi entendido por várias Organizações Não Governamentais ativas na campanha contra os OGM como uma tentativa de contornar a questão. No início de setembro, algumas ONG enviaram uma carta à Comissão Europeia criticando a abordagem do seu estudo e contestando o processo de consulta que levou ao documento final. Também criticaram a alegação de que as NGT poderiam contribuir para a sustentabilidade.
Após três anos de impasse após a decisão do Tribunal de Justiça Europeu, espera-se que a biotecnologia seja colocada no centro da agenda agroalimentar da UE.
De salientar que, no dia 6 de setembro, a Universidade Holandesa de Wageningen decidiu ceder gratuitamente as licenças de propriedade intelectual para o CRISPR, uma tecnologia de edição do genoma, numa tentativa de facilitar as investigações nessa área.
Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia
A maior fonte de desperdício alimentar continua a ser a casa dos portugueses. O alerta é do Movimento Unidos Contra o Desperdício que, esta quarta-feira, lança uma campanha de sensibilização para assinalar o Dia Internacional de Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar e o primeiro ano da sua criação.
"A maior fonte de desperdício não é o setor agrícola, o industrial, da distribuição ou supermercados, mas a casa dos portugueses", diz Francisco Mello e Castro, do movimento cívico que agrega empresas e outras entidades que combatem o desperdício, explicando que há erros que é preciso evitar.
Ir às compras com fome e sem lista, porque se compra mais do que precisamos; não trazer as sobras quando se vai a um restaurante por vergonha ou constrangimento e não pedir para adequar as doses quando se come fora, são alguns dos exemplos que aponta.
Os vários parceiros do movimento (no primeiro ano congregou 2100 particulares e 245 empresas) têm procurado combater o problema, seja comercializando a preços mais baixos, aproveitando refeições que iriam para o lixo ou doando excedentes de produção a instituições.
"Boas práticas" a surgir
Ainda há "muito a fazer", diz Francisco Mello e Castro, mas também há "boas práticas" a surgir, como livros de receitas que ensinam a aproveitar sobras e até a forma como se apresenta a data de validade. A Danone, exemplifica, "recentemente mudou a forma como as datas de validade são colocadas nos iogurtes. Deixou de ser "consumir antes de" para ser "consumir de preferência até", o que leva o consumidor a ponderar não deitar logo fora".
Hoje, para assinalar o Dia Internacional de Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar e o seu primeiro ano, o movimento lança uma campanha que procura "sensibilizar, dando visibilidade a todas as marcas, empresas e entidades públicas e privadas que, no terreno, combatem o desperdício de alimentos".
Sob o mote "Unidos contra o desperdício, num compromisso com as gerações futuras", várias entidades juntam-se, pelas 17 horas, nos armazéns do Banco Alimentar de Lisboa, para um debate entre todos os setores da cadeia alimentar. Depois da abertura, a cargo de Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares e de Francisco Mello e Castro, coordenador do Movimento Unidos Contra o Desperdício, segue-se dois encontros.
O tema "O privado, o social e o público unidos contra o desperdício" desafiará a Ministra da Agricultura, o presidente da CIP e o fundador da Refood a discutirem os desafios de futuro para que o desperdício alimentar seja combatido de uma forma cada vez mais unida e integrada. "Marcas unidas contra o desperdício" irá focar-se no papel das marcas para um consumo mais responsável.
Fonte: Jornal de Notícias
Subscreva a Base de dados Qualfood Negócios!