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Os Operadores Económicos são os principais responsáveis pela segurança dos alimentos que comercializam, devendo adotar medidas excecionais de controlo e prevenção.


Água para consumo humano e uso em processos alimentares

  • Verificar a qualidade da água: em caso de dúvida, contactar as entidades gestoras e suspender o seu uso;
  • Em caso de suspeita de contaminação, utilizar água engarrafada ou submetida a tratamento térmico ou químico;
  • Reavaliar os planos de segurança da água.

Controlo de temperaturas e falhas de energia

  • Produtos refrigerados ou congelados que permaneçam acima de 4°C, que tenham descongelado (com temperatura interna acima de 0°C); por mais de 2 horas ou caso haja suspeitas de alteração, devem ser descartados;
  • Garantir que os sistemas de frio retomam as temperaturas seguras antes de repor stocks.

Contaminação física e química após inundações

  • Descarte todos os alimentos, embalagens e matérias-primas que tenham estado em contacto direto com águas das cheias;
  • Seguir protocolos rigorosos em todas as ações de limpeza;
  • Produtos em embalagens hermeticamente fechadas podem ser recuperados apenas após limpeza.

Gestão de stocks e rastreabilidade

  • Reforçar a rastreabilidade: registar todos os lotes potencialmente afetados e as decisões de destruição;
  • Comunicar à ASAE: sempre que exista suspeita que a segurança dos alimentos pelos quais é responsável possa estar afetada e os mesmos possam estar no circuito comercial, deverá ser feita a sua pronta retirada e notificada a ASAE.

Formação e higiene do pessoal

  • Rever procedimentos de higiene: reforçar a lavagem das mãos;
  • Sensibilizar para sintomas de doenças: afastar trabalhadores com sintomas gastrointestinais da manipulação de alimentos.

A segurança dos alimentos é uma responsabilidade partilhada.
Ajude-nos a proteger a saúde pública.

Fonte: ASAE

“Inventar a Alimentação do Futuro”

  • Thursday, 05 February 2026 12:43

Vinte equipas finalistas vão competir, no próximo dia 13 de fevereiro, na terceira edição do concurso “Inventar a Alimentação do Futuro”, uma iniciativa da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa que desafia, anualmente, alunos do 9.º ano ao ensino secundário de todo o país a criarem receitas inovadoras, saudáveis, económicas e sustentáveis.

Os números desta edição são verdadeiramente impressionantes: 141 pratos criados por 448 alunos, representando 37 escolas de 24 concelhos de Portugal,” salienta Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. “Estes resultados demonstram não só a importância deste tipo de iniciativas, mas sobretudo o entusiasmo, o empenho e a preparação que estes jovens e os seus professores dedicam a inventar a alimentação do futuro. Não se trata de um mero concurso de culinária, mas sim de uma iniciativa que procura despertar vocações e incentivar o interesse por áreas fundamentais como a engenharia alimentar e as ciências da nutrição,” conclui. De referir que em 2025 foram submetidas 50 receitas.

As receitas finalistas refletem uma abordagem criativa e sustentável à alimentação, incorporando ingredientes que promovem a biodiversidade e a valorização de recursos locais. Entre os destaques estão as leguminosas, reconhecidas pelo seu elevado valor nutricional e baixo impacto ambiental; as plantas silvestres comestíveis, que resgatam saberes tradicionais e incentivam o aproveitamento da flora autóctone; e os recursos marinhos, numa aposta na riqueza do mar português. A categoria Street Food desafia os jovens a repensar a alimentação rápida sob uma perspetiva saudável e sustentável, enquanto receitas como a Katupa com folhas de mandioca, vinda de Timor-Leste, trazem influências culturais que enriquecem a diversidade gastronómica do concurso. Esta variedade de ingredientes demonstra como a inovação alimentar pode aliar tradição, nutrição e responsabilidade ambiental.

O concurso está dividido em cinco categorias: Receita do Ano do Secundário, Receita do Ano do 9.º Ano, Leguminosas Luminosas, Plantas Silvestres Comestíveis, Sabor a Mar e Street Food.

A final realiza-se no Edifício de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, entre as 13h30 e as 18h, e contará com a presença do Chef Hélio Loureiro como membro do júri. Destaque para a participação, pela primeira vez, de uma equipa internacional proveniente de Timor-Leste, sublinhando o alcance e impacto desta iniciativa educativa além-fronteiras.

Fonte: Escola Superior de Biotecnologia da UCP

Apoio não reembolsável visa restabelecer o potencial produtivo das explorações que sofreram danos superiores a 30 % devido à tempestade

O Ministério da Agricultura e Mar anunciou um pacote de 40 milhões de euros em apoios não reembolsáveis para apoiar explorações agrícolas afetadas pela passagem da depressão Kristin, que causou estragos significativos em várias regiões do país. A medida, publicada esta quarta-feira, destina-se a restabelecer a capacidade produtiva das explorações severamente danificadas, reforçando a resposta estatal às calamidades naturais.

Os apoios são dirigidos às explorações que tenham registado prejuízos superiores a 30 % do seu potencial produtivo, com investimentos elegíveis entre 5 mil e 400 mil euros. Para incentivar a recuperação, o financiamento cobre 100 % das despesas elegíveis até 10 mil euros, podendo ir até 80 % ou 50 % das despesas acima desse valor, consoante a existência de seguro agrícola.

 As candidaturas deverão ser submetidas eletronicamente através do portal do PEPAC no Continente, sendo elegíveis apenas as despesas realizadas desde a data da ocorrência do fenómeno após verificação dos prejuízos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competentes.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, afirmou que o Governo “reforça o seu compromisso de resposta rápida e eficaz às situações de calamidade natural”, garantindo que os agricultores não ficarão sem apoio na recuperação das suas explorações e na promoção da resiliência do sector agrícola face às alterações climáticas.

Este pacote de apoio para o sector agrícola integra-se num conjunto mais amplo de medidas de assistência às populações e à economia após os danos provocados pela depressão Kristin, que continuam a ser avaliados e abordados pelas autoridades.

Fonte: Grande Consumo

O EIT Food, um programa cofinanciado pela Comissão Europeia, anunciou os sete vencedores do seu prémio de inovação. Há prémios para alternativas à carne e integração de Inteligência Artificial

Sete empreendedores ganharam 10 mil euros cada em reconhecimento do seu contributo para a inovação no setor agroalimentar.

Gustavo Flores foi distinguido pelo seu projeto PìFresc, um revestimento de base vegetal que prolonga o tempo de vida da fruta fresca até 25 dias, dispensando o plástico.

Randi Wahlsten foi distinguida pelo MATR Fungal, uma nova geração de alternativas à carne que recorre a fermentação fúngica aplicada a vegetais.

Iratxe Perales recebeu o prémio pelo projeto HoneyAI, um sistema de microscopia automatizado para análises ao mel.

Rodrigo Garcia Gonzalez foi premiado por ter concebido uma jardineira feita à base de macroalgas.

Também no domínio da Inteligência Artificial, Ilker Bektas criou o Ecominos, um robô com sensorização multiespectral para automatizar a extração de plantas prejudiciais, mantendo as benéficas.

Srdjan Tadic desenvolveu o Winessence, uma plataforma de gestão de vinhas que combina monitorização ambiental precisa com predição ao nível das doenças.

Oluwaseun Olawusi foi premiado pelo Gloxad, uma plataforma de aprendizagem online que equipa indivíduos e organizações com competências digitais na área alimentar e climática.

Todas as start-ups desenvolveram um produto que alcançou efetivamente o mercado.

 

Fonte: TecnoAlimentar

A FAO analisou detalhadamente os marcos legais do Canadá, Chile, China, União Europeia, Indonésia e Nigéria. As respostas regulatórias dos países variaram bastante:

  • A China já promulgou uma estrutura abrangente específica para o comércio eletrónico de alimentos, que especifica, em particular, a responsabilidade dos intermediários do setor alimentar;
  • O Canadá iniciou recentemente discussões parciais sobre a regulamentação do comércio eletrónico de alimentos, centradas na informação online;
  • A UE introduziu algumas disposições limitadas relacionadas com a informação alimentar online e a aplicação da lei nos canais de comércio eletrónico;
  • Chile, Indonésia e Nigéria ainda não adotaram regulamentações específicas para o comércio eletrónico de alimentos, mas as três jurisdições têm trabalhado em regras e diretrizes relativas a plataformas online e/ou atividades de comércio eletrónico em geral.

Recomendações para o desenvolvimento de regulamentações nacionais para o comércio eletrónico

Com base no seu estudo sobre os marcos regulatórios globais do comércio eletrónico de alimentos, a FAO recomenda que os formuladores de políticas nacionais adotem uma abordagem multidisciplinar para a regulamentação do setor, com foco em segurança e controlo de alimentos, proteção do consumidor e comércio eletrónico. Os legisladores devem adaptar ou integrar os marcos legais existentes, quando disponíveis. Além disso, as opções regulatórias para o comércio eletrónico de alimentos devem ser flexíveis e priorizar mecanismos preventivos e reativos.

Alguns dos aspectos regulatórios que poderiam ser levados em consideração e esclarecidos para aprimorar a regulamentação do comércio eletrónico de alimentos no âmbito da legislação nacional incluem:

  • O estatuto jurídico dos novos intervenientes online, especialmente no que diz respeito às responsabilidades dos intermediários ou plataformas online em geral (por exemplo, registo/licenciamento, mecanismos de supervisão, rastreabilidade, cooperação com as autoridades públicas, recolha de produtos alimentares, desenvolvimento de mecanismos de reclamação e formação do pessoal);
  • Responsabilidade dos agentes online: esclarecendo qual regime de responsabilidade (e potencial imunidade de responsabilidade) se aplica aos agentes online por infrações relacionadas ao comércio eletrónico de alimentos;
  • Mecanismos de monitoramento e fiscalização, como controlos alimentares, medidas de monitorização e fiscalização para infrações online e opções regulatórias para lidar com os desafios do comércio eletrónico transfronteiriço e dos comerciantes anónimos/virtuais;
  • Informações sobre alimentos online, estendendo as leis de informação sobre alimentos aos alimentos vendidos online, especificando que os clientes online têm o direito de receber informações sobre os alimentos antes da conclusão da compra e indicando quais requisitos de informação previstos para o comércio geral de alimentos se aplicam ao comércio eletrónico de alimentos (distinguindo entre alimentos pré-embalados e não pré-embalados);
  • Autoridades públicas, fornecendo às autoridades competentes ferramentas e recursos adequados para monitorizar o comércio eletrónico de alimentos e fazer cumprir as regulamentações;
  • Regulação privada, que envolve esquemas privados de autorregulação e corregulação, paralelos e complementares às regulamentações estatais (por exemplo, códigos de conduta desenvolvidos por entidades privadas ou acordos voluntários entre autoridades de controlo de alimentos e plataformas online).

A publicação completa da FAO, intitulada "Opções regulatórias para abordar o comércio eletrónico de alimentos na legislação nacional: desafios políticos e jurídicos" , pode ser lida aqui.

Fonte: Food Safety

O setor agroalimentar está a atravessar uma transformação sem precedentes, impulsionada por novas exigências dos consumidores, avanços tecnológicos e um quadro regulatório cada vez mais rigoroso. Em 2026, segurança alimentar, qualidade e inovação deixaram de ser pilares isolados para se tornarem uma estratégia integrada que redefine a competitividade das empresas.

Nos últimos meses, várias organizações portuguesas têm investido em tecnologias emergentes — desde sensores inteligentes para monitorização em tempo real até sistemas de rastreabilidade baseados em dados — que permitem identificar riscos mais cedo e garantir maior transparência ao longo da cadeia de valor. Especialistas destacam que estas ferramentas reduzem desperdício, aumentam a eficiência e reforçam a confiança do consumidor.

Paralelamente, a procura por produtos mais seguros e sustentáveis está a pressionar a indústria a adotar práticas de controlo mais robustas. Laboratórios e entidades certificadoras reportam um aumento significativo na adesão a auditorias voluntárias e programas de melhoria contínua, sinalizando uma maturidade crescente do setor.

A inovação também se estende ao desenvolvimento de novos ingredientes e processos produtivos. Empresas portuguesas têm apostado em biotecnologia, fermentação de precisão e embalagens ativas que prolongam a vida útil dos alimentos sem comprometer a qualidade. Estas soluções, antes vistas como futuristas, começam agora a ganhar escala comercial.

Para os especialistas, o futuro da segurança alimentar passa por uma abordagem colaborativa, onde produtores, distribuidores, entidades reguladoras e consumidores trabalham em conjunto para garantir padrões mais elevados. A convergência entre tecnologia, ciência e boas práticas promete não só reduzir riscos, mas também abrir caminho para produtos mais nutritivos, sustentáveis e alinhados com as expectativas de um mercado global em rápida evolução.

Fonte: Qualfood

No Alentejo, a ocorrência de secas extremas e picos de calor tem provocado quebras avultadas na produção de trigo, de cevada e de grão-de-bico. Perante este cenário, investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) vão desenvolver, ao longo dos próximos três anos, estratégias sustentáveis para melhorar a resposta destas culturas agrícolas aos efeitos das alterações climáticas.

Este trabalho de investigação decorre no âmbito da 7.ª edição do Programa Promove – O Futuro do Interior, promovida pela Fundação “la Caixa”, que aprovou recentemente dois projetos liderados pela FCUP: o Olive4Cereal e o endoLEGUME.

Aproveitar um resíduo da indústria do azeite para proteger o trigo e a cevada

O Olive4Cereal, financiado na categoria de Projetos Inovadores, pretende valorizar um resíduo da indústria do azeite – o concentrado de águas ruças– águas residuais, de natureza tóxica, resultantes do processamento do bagaço da azeitona.

“Após tratamento deste subproduto, pretendemos formular um bioestimulante sustentável capaz de mitigar os impactos da seca no crescimento e na produtividade dos cereais”, conta Fernanda Fidalgo, docente da FCUP e investigadora do Plant Stress lab (GreenUPorto), responsável pelo projeto.

Esta estratégia poderá ainda contribuir para reduzir a dependência de agroquímicos, associados à degradação dos solos e à contaminação ambiental.

Depois de formulado, o produto será testado pela equipa da FCUP em culturas de trigo e de cevada sob diferentes regimes de irrigação, tanto em condições controladas, como em campo, de forma a testar a sua viabilidade prática.

Do consócio Olive4Cereal fazem ainda parte investigadores da Universidade do Minho e do CEBAL – Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-alimentar do Alentejo, com o apoio da empresa Casa Alta.

Tornar o grão-de-bico mais resiliente aos efeitos da seca e do calor

Já o endoLEGUME, inserido na categoria Projetos de I&D Mobilizadores, tem como objetivo utilizar as comunidades microbianas das sementes de grão-de-bico para aumentar a resiliência climática desta leguminosa, cuja produção tem sido muito afetada pelos efeitos do calor e da seca.

“No período reprodutivo, temperaturas acima de 32°C aceleram o envelhecimento da planta, aumentam o abortamento floral e reduzem a formação de grão. Por sua vez, a falta de água, além de limitar o crescimento vegetal, pode também comprometer o peso e a qualidade nutricional do grão”, explica Cristiano Soares, docente da FCUP e investigador do Plant Stress lab (GreenUPorto), que lidera este projeto.

Mas o que torna algumas plantas mais tolerantes aos efeitos da seca e do calor do que outras? Sabe-se que certos microrganismos podem ter um papel benéfico na resposta das plantas ao stress ambiental; no entanto, essa relação não está ainda devidamente explorada no caso do grão-de-bico.

Por isso, neste projeto, os investigadores vão caracterizar as comunidades microbianas presentes nas variedades mais tolerantes e identificar os microrganismos mais promissores. A equipa pretende, desta forma, reunir um consórcio microbiano e integrá-lo numa formulação a ser aplicada em variedades mais sensíveis aos efeitos da seca e do calor.

Já começaram os testes com a planta de grão-de-bico em câmaras de crescimento. 

A FCUP será responsável pela avaliação da eficácia desta estratégia, através da caracterização da resposta fisiológica das plantas.

Após este trabalho, os resultados serão validados em condições de campo nos terrenos agrícolas do Polo de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), uma entidade fortemente ligada ao melhoramento desta cultura em Portugal.

O endoLEGUME realiza-se em parceria com o INIAV e com o Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova de Lisboa.

Fonte: FCUP

A World Organization for Animal Health (WOAH)  lançou as Diretrizes para Mitigar o Risco de Transmissão de Doenças na Interface entre Animais Selvagens e Pecuários para Facilitar o Comércio Seguro , fornecendo aos Serviços Veterinários orientações práticas para gestão dos riscos de transmissão de doenças onde animais selvagens e pecuários interagem. As diretrizes respondem diretamente às necessidades dos membros de controlar doenças animais transfronteiriças, mantendo a continuidade do comércio nacional e internacional seguro.

As diretrizes oferecem abordagens práticas para gestão do risco de transmissão de doenças entre animais selvagens e animais domésticos numa ampla gama de sistemas agrícolas. Elas propõem uma metodologia estruturada que permite aos Serviços Veterinários gerir cenários de transmissão de doenças entre animais selvagens e animais domésticos por meio de programas personalizados de mitigação de riscos, adaptados às condições e necessidades locais.

Em vez de oferecer soluções prescritivas, as diretrizes apresentam uma estrutura flexível para abordar as interfaces entre a vida selvagem e o gado.

Estudos de caso e exemplos de campo ilustram como as medidas de mitigação de riscos podem ser adaptadas a diferentes contextos epidemiológicos.

A gestão eficaz do risco de doenças deve ser adaptada às realidades locais, levando em consideração a geografia, os sistemas de produção, as espécies da fauna silvestre e a doença em questão. Todas as intervenções devem estar em conformidade com as normas internacionais da WOAH e com as regulamentações nacionais pertinentes.

A utilização eficaz dessas medidas requer uma sólida formação em ciências veterinárias, particularmente em epidemiologia de doenças, e beneficia do conhecimento em ecologia da vida selvagem. Uma compreensão clara do cenário específico de impacto sobre a vida selvagem, das práticas agrícolas e das principais vias de risco é essencial para uma implementação bem-sucedida.

Fonte: WOAH

As autoridades canadenses garantem que a carne é segura e não exigirá rotulagem especial. A tecnologia permite reduzir as infeções nos animais e o uso de antibióticos e melhorar o bem-estar animal.

O Canadá deu luz verde à utilização, para fins alimentares, de porcos geneticamente modificados resistentes ao vírus da Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRSV), uma das doenças mais prejudiciais para a suinicultura a nível mundial. A decisão foi anunciada a 23 de janeiro de 2026, através de uma declaração conjunta da Health Canada e da Agência Canadiana de Inspeção Alimentar (CFIA).

De acordo com as autoridades, os alimentos produzidos a partir destes animais foram considerados “seguros e eficazes” para consumo humano e também adequados para uso em rações destinadas a outros animais de produção.

O PRRSV é um vírus responsável por causar problemas respiratórios e falhas reprodutivas nos suínos, resultando em perdas económicas significativas para os produtores. A introdução destes porcos resistentes poderá ajudar a evitar surtos em larga escala, reduzindo a necessidade de antibióticos e contribuindo para melhores condições de bem-estar animal.

Os animais foram desenvolvidos pela empresa Genus PLC, em parceria com a PIC Canada, Ltd. Aprovações semelhantes já existem noutros países, como os Estados Unidos, Brasil, Colômbia e República Dominicana.

Segundo a Health Canada, não será necessária rotulagem especial para os alimentos derivados destes porcos, uma vez que a avaliação de risco não identificou preocupações relevantes para a saúde ou segurança. Apesar de a comercialização estar aprovada no Canadá, a Genus PLC indicou que não pretende avançar com a venda destes animais sem obter autorizações adicionais noutros mercados considerados estratégicos.

Tanto os promotores da tecnologia como as autoridades canadenses sublinham ainda o compromisso com a transparência e com a comunicação pública, numa fase em que esta inovação começa a chegar ao mercado.

Mais informações aqui.

Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia

Na indústria alimentar a higienização é uma etapa fundamental que vai muito além do cumprimento de leis e normas. Fatores como lavagens frequentes, ambientes húmidos e uso contínuo de detergentes e desinfetantes são o que provoca mais desgaste nos equipamentos industriais, em particular nos sistemas de acionamento. O resultado? Maior risco de paragens, aumento dos custos de manutenção e diminuição da vida útil dos componentes que não se encontram preparados para estas condições extremas.

Um dos principais desafios reside precisamente nas zonas de difícil acesso, onde a acumulação de resíduos pode comprometer a produção ou até mesmo originar contaminações. É precisamente por isto que a tendência do setor passa por reduzir ao máximo superfícies rugosas, arestas e zonas de retenção.

A este desafio acresce as, cada vez mais, rigorosas normas de higiene e auditorias que obrigam as empresas a procurar soluções que simultaneamente garantam os requisitos e tenham a robustez necessária para que não haja perda de desempenho a nível operacional.

São equipamentos concebidos especificamente para estes ambientes, como os motorredutores em aço inoxidável da SEW‑EURODRIVE, que respondem a estes desafios. As séries RES.. (redutores de engrenagens helicoidais), KES.. (redutores de engrenagens cónicas) e WES.. (redutores de engrenagens SPIROPLAN®) baseiam‑se num conceito modular comum e distinguem‑se pelo seu design higiénico, com superfícies lisas e resistentes a ácidos e alcalinos, facilitando a limpeza e reduzindo o risco de acumulação de resíduos.

Quando combinadas com motores assíncronos em aço inoxidável, estas soluções dão origem aos motorredutores RES../KES../WES., concebidos para elevada eficiência, baixa necessidade de manutenção e longa vida útil. Para aplicações que exigem maior flexibilidade de integração, os adaptadores em aço inoxidável AESMS.. e AESQS.. permitem a montagem de motores normalizados IEC ou NEMA ou ainda servomotores.

Para aplicações onde a dinâmica e o posicionamento são críticos, como equipamentos de corte ou fatiamento, a SEW‑EURODRIVE disponibiliza ainda motorredutores e servomotores em aço inoxidável das séries PSH.. e CM2H.., desenvolvidos segundo rigorosos princípios de design higiénico e preparados para ambientes sujeitos a lavagens intensivas.

Para além da higiene as soluções da SEW‑EURODRIVE contribuem diretamente para a eficiência operacional, aumentando a vida útil dos equipamentos, reduzindo intervenções de manutenção e assegurando maior fiabilidade do processo produtivo.

Mais do que fornecer tecnologia, a SEW‑EURODRIVE aposta na compreensão das condições reais de operação de cada cliente, apoiando a indústria alimentar na criação de ambientes mais seguros, eficientes e sustentáveis.

Fonte: iAlimentar