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Se praticar estas dicas e as incorporar nos seus hábitos diários na cozinha, elas tornar-se-ão rotina.

Todas estas dicas são importantes para ajudar a reduzir as bactérias na sua comida e na sua cozinha.

Evitar a contaminação cruzada

A contaminação cruzada ocorre quando alimentos que contêm agentes patogénicos tocam em alimentos ou superfícies que não têm. Qualquer alimento que esteja contaminado com bactérias, incluindo carne crua, aves, peixe, ovos, leite cru, rebentos, e farinha não cozida, deve ser mantido separado de outros alimentos. Guarde estes  alimentos no nível inferior do frigorífico para que não possam escorrer para os alimentos abaixo.

Utilizar uma tábua de cortar separada para carnes e aves de capoeira cruas. Lavar os utensílios e pratos que continham as versões cruas destes alimentos antes de preparar qualquer coisa. E nunca coloque alimentos num prato que tenha estado em contacto com cas versões cruas desses alimentos.

O frango panado cru congelado e recheado precisa de uma atenção especial. Têm havido muitos surtos ligados a esses produtos porque a panificação pode estar contaminada, e pode facilmente cair antes de ser preparada e contaminar as bancadas e utensílios. Manuseie esses alimentos com cuidado.

Utilizar um termómetro alimentar

Utilizar um termómetro alimentar sempre que cozinha. Obtenha um termómetro de confiança que esteja bem avaliado. Aprenda a utiliza-lo: deve ser inserido na parte mais espessa dos alimentos.

E memorize as temperaturas internas finais seguras de carnes, aves, peixes e ovos.

São elas:

Cortes inteiros de carne e carne de porco: 62º C

Peixe: 62º C

Pratos de ovos: 71º C

Carnes picadas: 71º C

Frango e peru: 73º C

Frango e peru picados: 73º C

 

Lavar as mãos. Muitas vezes.

Lavar as mãos antes de cozinhar e enquanto estiver a cozinhar é obrigatório.

Lavar sempre as mãos depois de usar a casa de banho e depois de cuidar de alguém que esteja doente. Lave as mãos depois de manusear alimentos potencialmente contaminados, incluindo carnes cruas, aves e ovos. E lave as mãos antes de servir comida e comer.

Use água potável corrente e sabão. Ensaboar as mãos durante pelo menos 20 segundos, enxaguá-las e secá-las com uma toalha limpa.

 

Higienizar lava-loiça e bancadas

O seu lava-loiça pode estar altamente contaminado com agentes patogénicos, desde os produtos de limpeza até aos utensílios de lavagem. A sua bancada pode também estar contaminada pelo contacto com carnes cruas, farinha, ovos e outros alimentos. Ambos devem ser limpos e higienizados regularmente.

Primeiro enxaguar a bancada e o lava-loiça. Lavar com sabão, depois enxaguar novamente. Pode querer lavar com uma solução de lixívia suave; se o fizer, enxaguar completamente novamente e secar.

 

Não comer carne picada e ovos mal cozidos

A carne picada e os ovos mal cozidos são dois alimentos comuns que causam intoxicações alimentares. Evite-os.

Os cortes de carne são frequentemente contaminados no exterior, por bactérias espalhadas durante o processo de abate. Depois, quando esses cortes são triturados, as bactérias na superfície espalham-se por toda a carne. Se não for cozinhada a uma temperatura interna final segura, podem sobreviver bactérias suficientes para o deixar doente.

E os ovos podem estar contaminados no interior, uma vez que as galinhas podem ter bactérias nos seus ovários. Cozinhe carnes e ovos a uma temperatura interna final segura e verifique essas temperaturas com um termómetro alimentar.

Grelhados

Os grelhados podem apresentar dilemas especiais de segurança alimentar. Traga consigo um termómetro alimentar quando grelhar, para que possa verificar a temperatura das carnes e aves.

Evite a contaminação cruzada, tendo sempre pratos limpos para colocar os alimentos cozinhados. Se os alimentos cozinhados tocarem nos molhos crus da carne estes serão contaminados. E lave ou limpe os utensílios enquanto estiver a grelhar, incluindo a sonda do termómetro.

Evitar leite, sumo, frutos secos, farinha e rebentos crus

Há alguns alimentos que são intrinsecamente arriscados. Como o leite cru, sumos não pasteurizados, nozes cruas, farinha e rebentos crus. Todos estes alimentos têm causado muitos surtos e doenças nos últimos dez anos.

O leite cru está frequentemente contaminado com agentes patogénicos porque os úberes da vaca estão perto do ânus. Os rebentos crus estão frequentemente contaminados porque as sementes podem ter bactérias dentro e o ambiente de germinação é ideal para o crescimento bacteriano. A farinha é um produto agrícola cru que pode estar contaminada com E. Coli e Salmonella; Não prove massa de bolo ou bolachas cruas. Os sumos não pasteurizados têm causado surtos, tal como os frutos secos crus. Se estiver num grupo de alto risco por complicações graves de intoxicação alimentar, evite estes alimentos.

 

Descongelar carne no frigorífico

Descongelar sempre a carne congelada no frigorífico, nunca no balcão. Se descongelar no balcão, permanecerá na zona de perigo, que é de 4º C a 60º C, demasiado tempo. Nessa gama de temperaturas, as bactérias podem duplicar a cada 20 minutos.

Descongelar todas as carnes congeladas, incluindo frango, peru e carnes picadas no frigorífico. Dê tempo suficiente para descongelar; os cortes maiores podem demorar vários dias.

 

Refrigerar rapidamente e reaquecer as sobras

Os alimentos devem ser refrigerados até duas horas depois de serem retirados do frigorífico ou do forno. Após esse tempo  os alimentos ficarão na zona de perigo de temperaturas e a contagem bacteriana disparará. Observe a hora em que começa a servir e leve os alimentos para o frigorífico rapidamente.

Esse período de duas horas cai para uma hora se a temperatura ambiente for de 32º C ou superior.

E reaqueça as sobras de comida sempre até aos 73º C.

 

Prestar atenção às recolhas e surtos

As autoridades competentes anunciam sempre que necessário a recolha de alimentos e a ocorrência de surtos. Prestem atenção a essa informação e atuem sobre ela se necessário. Verifique a sua despensa, frigorífico e congelador quando for emitida uma recolha e descarte imediatamente esses alimentos. Limpe o seu frigorífico, despensa e congelador completamente depois de se desfazer dos alimentos e lave as suas mãos.

Conheça os sintomas de intoxicação alimentar, para que, se estiver doente possa obter ajuda mais cedo.

 

Não cozinhar ou servir quando está doente

Não cozinhe nem sirva comida às pessoas quando estiver doente, especialmente se tiver uma doença diarréica. É demasiado fácil espalhar bactérias desta forma, mesmo que se pense que se está a ser cuidadoso. E fique em casa, longe do trabalho ou da escola, quando está doente.

 

Manter os alimentos quentes, quentes, e os alimentos frios, frios

Aqui a zona de perigo de temperaturas volta a entrar em ação. Os alimentos quentes devem ser mantidos quentes utilizando tabuleiros de aquecimento ou fogões. Ficar de olho no tempo e levar esses alimentos para o frigorífico após duas horas. Se estiver a servir muita gente, disperse o tempo dos alimentos para que possa oferecer alimentos saídos do forno durante a festa.

Os alimentos frios devem ser mantidos frios sobre gelo. E devem ser refrigerados prontamente também.

 

Não lavar o frango ou o peru

É um costume antigo lavar o frango e o peru antes de os cozinhar. Mas é uma má ideia. Enxaguar estas aves vai espalhar as bactérias sobre elas até um metro de distância da torneira. Essa zona de salpicos inclui o lava-loiça, as bancadas e você.

Basta secar as aves antes de as colocar no forno. A única maneira de se livrar das bactérias nas é a cozinhar.

 

Lavar frutas e legumes antes da preparação

Lavar sempre as frutas e os legumes antes de os comer e mesmo antes de os preparar. Se houver bactérias na casca e se descascar ou cortar a fruta ou legumes sem os enxaguar, espalhará as bactérias no produto.

Esfregue as frutas e legumes bem enxaguados como melões e batatas com uma escova de legumes. Embora o enxaguamento não remova todos os agentes patogénicos, irá reduzir o seu número. Isso pode ser suficiente para prevenir doenças.

 

Pense duas vezes nos produtos de charcutaria

Se se encontra num grupo de risco por complicações graves de intoxicação alimentar, pense duas vezes em comprar e comer comidas da charcutaria. Existe uma longa história de surtos de intoxicação alimentar ligados a charcutaria e queijos.

Alguns destes alimentos, tais como queijos de pasta mole, são inerentemente arriscados. E o equipamento das charcutarias é muitas vezes difícil de limpar, pelo que uma contaminação pode propagar-se de um alimento para outro.

Se optar por consumir alimentos de charcutaria, pense em aquecê-los a uma temperatura segura antes de os comer.

 

Fonte: Food Poisoning Bulletin e Qualfood

 

 

 

A Comissão Europeia publicou hoje, dia 06 de janeiro de 2023, o Regulamento de execução (UE) 2023/58 que autoriza a colocação no mercado das formas congelada, em pasta, desidratada e em pó de larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião-pequeno) como novo alimento.

Após um parecer positivo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (Autoridade), que concluiu que as formas congelada, em pasta, desidratada e em pó de larvas de Alphitobius diaperinus são seguras nas condições de utilização propostas, nos níveis de utilização propostos, a Comissão autorizou a colocação no mercado deste novo alimento.

A Autoridade concluiu igualmente que o consumo deste novo alimento pode desencadear sensibilização primária e reações alérgicas às proteínas do tenebrião- pequeno, deste modo recomendou que fosse realizada mais investigação sobre a alergenicidade destas larvas.

A Autoridade considerou igualmente que o consumo de larvas de Alphitobius diaperinus pode causar reações alérgicas em pessoas alérgicas a crustáceos e a ácaros.

No seguimento deste parecer, os requisitos específicos de rotulagem adicionais para este novo alimento são os seguintes:

"1. A designação do novo alimento a utilizar na rotulagem dos géneros alimentícios que o contenham deve ser “larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião-pequeno) congeladas/em pasta”, “larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião- -pequeno) desidratadas/em pó”, em função da forma utilizada.

2. A rotulagem dos suplementos alimentares que contenham o novo alimento deve ostentar uma menção indicando que esses suplementos alimentares não devem ser consumidos por menores de 18 anos de idade.

3. A rotulagem dos géneros alimentícios que contenham as formas congelada, em pasta, desidratada ou em pó de larvas de Alphitobius diaperinus (tenebrião-pequeno) deve ostentar uma menção indicando que este ingrediente pode causar reações alérgicas aos consumidores com alergias conhecidas aos crustáceos e seus produtos e aos ácaros."

Fonte: Eur-lex e Qualfood

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, realizou, nas últimas semanas, uma operação de fiscalização de norte a sul do País, direcionada a operadores económicos que disponham e/ou comercializem loiça de plástico de utilização única nas atividades de restauração e/ou bebidas e no comércio a retalho, com o objetivo de verificar o cumprimento da regulamentação vigente para o setor.
 
Como balanço da ação, foram fiscalizados 112 operadores económicos, tendo sido instaurados 10 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações:
- A disponibilização proibida na atividade de comércio a retalho de louça de plástico de utilização única para o consumo de alimentação ou bebidas;
- A colocação indevida no mercado de talheres de plástico de utilização única (garfos, facas, colheres, pauzinhos);
- A colocação no mercado de pratos de plástico de utilização única, entre outras.
 
Foram apreendidos um total de 20.486 produtos (embalagens, materiais e objetos destinados a entrar em contacto com os géneros alimentícios) com um valor de 2.150,00 Euros.
 
A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.
 
Fonte: ASAE

O Painel para os Organismos Geneticamente Modificados da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicou o seu parecer científico sobre a segurança do milho geneticamente modificado MON 95379. A EFSA concluiu que o milho geneticamente modificado protegido contra insetos é seguro.

A avaliação foi realizada para a importação, transformação e utilização de alimentos para consumo humano e animal na União Europeia. Não inclui o cultivo, uma vez que este não foi abrangido pelo pedido.

A EFSA relata que os dados de caracterização molecular e as análises bioinformáticas não identificam questões que exijam uma avaliação de segurança dos alimentos/rações e que nenhuma das diferenças identificadas nas características agronómicas/fenotípicas e composicionais testadas entre o milho MON 95379 e o seu equivalente convencional necessita de uma avaliação mais aprofundada. O Painel para os OGM não identificou preocupações de segurança no que respeita à toxicidade e alergenicidade das proteínas Cry1B.868 e Cry1Da_7 expressas no milho MON 95379 e não encontrou provas de que a modificação genética afete a sua segurança global.

No contexto desta solicitação, os alimentos para consumo humano e animal do milho MON 95379 não representam uma preocupação nutricional em seres humanos ou animais. O Painel para os GMO conclui que o milho MON 95379 é tão seguro como o equivalente convencional e as variedades de referência de milho não GM testadas. Por conseguinte, não é considerada necessária qualquer monitorização pós-comercialização de tais alimentos para consumo humano ou animal. No caso de libertação acidental de grãos de milho MON 95379 para o ambiente, não surgiriam preocupações de segurança ambiental.

Mais informações no Jornal da EFSA.

Fonte: CiB - Centro de informação de biotecnologia

A Comissão publicou hoje um documento de análise dos principais fatores que afetam a segurança alimentar, elaborado pelos serviços da Comissão.

Nesse documento, são analisados os efeitos na segurança alimentar de fatores como as alterações climáticas, a degradação ambiental, as consequências económicas da COVID-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Com base nos dados científicos mais recentes, esta análise identifica diferentes tipos de fatores determinantes: biofísicos e ambientais; relativos à investigação, inovação e tecnologia; económicos e de mercado; de desempenho da cadeia de abastecimento alimentar; políticos e institucionais; socioculturais e demográficos.

A análise também se debruça sobre as perspetivas a curto e a longo prazo e a forma como elas se relacionam.

Foram recolhidos os pontos de vista das partes interessadas através de consultas específicas e os mesmos foram tidos em conta nesta análise.

Neste momento, não está em causa a disponibilidade de alimentos na Europa.

Porém, o custo dos alimentos é uma preocupação crescente para um número cada vez maior de famílias com baixos rendimentos.

A disponibilidade, o custo, a utilização e a estabilidade não se podem considerar como um dado adquirido.

Se não forem devidamente abordados, alguns dos fatores determinantes podem tornar-se riscos para a segurança alimentar e expor vulnerabilidades no nosso sistema alimentar.

A UE lançou muitas iniciativas para garantir um sistema alimentar sustentável, inclusivo e resiliente, com um calendário realista e os instrumentos de apoio necessários. Mais informações no documento de análise.

Fonte: Comissão Europeia

Hoje, dia 4 de janeiro de 2023, foram aprovados novos alimentos pelos seguintes Regulamentos da Comissão:

- Regulamento de execução (UE) 2023/4 da Comissão: Pó de cogumelos com vitamina D2 - O novo alimento é produzido por exposição controlada de cogumelos Agaricus bisporus fatiados/cortados em cubos à irradiação UV, seguida de desidratação e moagem num pó. 

- Regulamento de execução (UE) 2023/5 da ComissãoPó parcialmente desengordurado de Acheta domesticus (grilo-doméstico) - O novo alimento é um pó parcialmente desengordurado obtido de Acheta domesticus (grilo-doméstico) inteiro na sequência de uma série de etapas que envolvem um período de 24 horas de jejum dos insetos, a fim de lhes permitir eliminar o conteúdo intestinal, a occisão dos insetos por congelação, a lavagem, o processamento térmico, a secagem, a extração de óleo (extrusão mecânica) e a trituração.

- Regulamento de execução (UE) 2023/6 da ComissãoProteína de ervilha e arroz fermentada por micélios de Lentinula edodes (“shiitake”) - O novo alimento é produzido a partir da fermentação de uma mistura de concentrados de proteína de ervilha (65 %) e de arroz (35 %) por micélios de “shiitake” (Lentinula edodes) seguida de tratamento térmico, a fim de interromper a fermentação, e de uma série de fases de secagem, de modo a obter um pó.

- Regulamento de execução (UE) 2023/7 da ComissãoLacto-N-tetraose (“LNT”) [produzida por estirpes derivadas de E. coli BL21(DE3)] - A lacto-N-tetraose é um produto pulverulento purificado e concentrado de cor branca a esbranquiçada, produzido por um processo de fermentação microbiana.

 

Todos os novos alimentos têm diferentes condições em que podem ser utilizados, estas condições estão descritas no regulamento correspondente.

Estes novos alimentos foram incluídos no Regulamento de execução (UE) 2017/2470 que estabelece a lista da União de novos alimentos.

Fonte: Eur-lex e Qualfood

A Portaria n.º 26/2017, de 13 de janeiro, alterada pela Portaria n.º 130/2018, de 9 de maio e pela Portaria n.º 325/2019, de 20 de setembro, estabelece as regras complementares relativas à designação, apresentação e rotulagem dos produtos do setor vitivinícola, com direito ou não a denominação de origem (DO) ou indicação geográfica (IG), previstos no Regulamento (UE) n.º 1308/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro.

Volvidos quase seis anos da sua publicação, e no seguimento da entrada em vigor do Regulamento (UE) 2021/2117 do Parlamento Europeu e do Conselho de 2 de dezembro de 2021, através da Portaria n.º 312/2022, de 29 de dezembro, com produção de efeitos a partir de 1 de janeiro de 2023, introduzem-se alguns ajustes e esclarecimentos no que concerne à rotulagem dos produtos do setor vitivinícola.

Por sua vez, e com o objetivo de desburocratizar as exigências administrativas à atividade dos operadores económicos, cessa a aprovação prévia e sistemática da rotulagem de produtos vitivinícolas sem DO/IG, adotando-se um procedimento de notificação ao organismo competente, assumindo o operador uma maior responsabilização relativa à rotulagem que é submetida na plataforma eletrónica Sistema de Informação da vinha e do vinho (SIVV).

Assim, de acordo com a nova redação do artigo 4.º da Portaria n.º 26/2017, de 13 de janeiro, o engarrafador ou o responsável pela colocação do produto vitivinícola no mercado, deve efetuar a entrega no Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) de um exemplar dos rótulos previamente à sua utilização no mercado nacional ou no de outros países, quando se trate de produtos vitivinícolas sem direito a DO nem IG, através da submissão na plataforma eletrónica designada Sistema de Informação da vinha e do vinho (SIVV), de acordo com os procedimentos definidos pelo IVV, I.P., sendo as notificações relacionadas com o respetivo procedimento, nomeadamente em sede de controlo, efetuadas por essa via.

Esses rótulos, ao contrário do procedimento anterior, não carecem de aprovação do IVV, I.P., pelo que os mesmos devem observar as normas regulamentares aplicáveis, motivo pelo qual o responsável pelo produto vitivinícola, no momento da submissão, deve declarar que foram observadas na elaboração do rótulo as normas legais e regulamentares aplicáveis, assumindo a responsabilidade pela rotulagem que é submetida no SIVV.

Sem prejuízo, pode o IVV, I.P., em sede de controlo, promover as medidas necessárias à reposição da legalidade, quando verifique que os rótulos não cumprem as normas e condicionantes legais e regulamentares, sem prejuízo do respetivo regime sancionatório.

 
Fonte: CONFAGRI

Os produtores de produtos, os embaladores e os fornecedores de embalagens de serviço estão obrigados a efetuar a inscrição e submissão de dados no Sistema Integrado de Registo Eletrónico de Resíduos" (SIRER).

O artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 152-D/2017, de 11 de Dezembro ("Unilex") estabelece que "os produtores de produtos, os embaladores e os fornecedores de embalagens de serviço estão obrigados a efetuar a inscrição e submissão de dados no Sistema Integrado de Registo Eletrónico de Resíduos" (SIRER), nos termos previstos nos artigos 97.º e 98.º do Regime Geral da Gestão de Resíduos, comunicando à Agência Portuguesa de Ambiente (APA) o tipo e a quantidade de produtos ou o material e a quantidade de embalagens colocados no mercado e o sistema de gestão por que optaram em relação a cada tipo de resíduo.

Assim o registo de "produtores de produto" envolve 2 passos:

  • Enquadramento – identificação do tipo de produtos colocados no mercado;
  • Submissão de declarações periódicas – reporte das quantidades de produtos colocados no mercado anualmente.

Os produtores/embaladores de produtos abrangidos por fluxos específicos de resíduos devem submeter, até 31 de março do ano n, uma declaração de correção do ano n-1, para reportar as quantidades colocadas no mercado no ano n-1, e uma declaração de estimativa do ano n, para reportar as quantidades que estima colocar no mercado no ano n.

Até 31 de março de 2023 devem ser submetidas as seguintes declarações no módulo de Registo de Produtores/Embaladores, no SILiAmb:

  • ‘Declaração Produtor Correção 2022’ para produtores/embaladores que colocaram produtos no mercado em 2022;
  • ‘Declaração Produtor Estimativa 2023’ para produtores/embaladores que coloquem produtos no mercado em 2023.

Chama-se a atenção que este registo de Produtores/Embaladores é distinto do registo de dados que é feito anualmente pelos produtores de resíduos no Mapa Integrado de Registo de Resíduos (MIRR).

SESSÕES DE ESCLARECIMENTO DA APA:

A Agência Portuguesa de Ambiente agendou sessões públicas de esclarecimento sobre o registo de Produtores/Embaladores para as seguintes datas:

  • 3 de Fevereiro – Embalagens – online – Inscrições aqui
  • 10 de Fevereiro – Novos Fluxos da Directiva SUP – presencial – Inscrições aqui
  • 17 de Fevereiro – Todos os fluxos – online – Inscrições aqui
  • 3 de Março – Embalagens Reutilizáveis – online – Inscrições aqui

A participação é gratuita mas sujeita a inscrição.

Mais informação aqui.

Fonte: Agronegócios

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou através da Unidade Regional do Sul, e na sequência de investigações no âmbito do combate a ilícitos criminais contra a saúde pública, diversas ações de fiscalização direcionadas ao abate clandestino de animais, nos concelhos de Silves, Portimão e Batalha.

Como resultado das ações foram desmantelados dois locais onde se procedia de forma ilícita e sem condições técnico-funcionais e de higiene, ao abate de animais (Silves e Batalha), locais esses não licenciados para o efeito e onde se realizava ainda o assamento dos animais e parte da respetiva comercialização (uma vez que alguns eram destinados ao consumo em estabelecimentos de restauração nesta época festiva), sem que os mesmos fossem sujeitos a qualquer inspeção sanitária para despiste de eventuais doenças.

Das ações resultou, a instauração de 3 processos-crime pela prática do crime contra a saúde pública de abate clandestino, tendo sido apreendidos 47 leitões, 1 cabrito e 1 borrego, por não ser possível garantir a sua rastreabilidade nem as condições mínimas para serem consumidos, bem como diversos utensílios metálicos e embalagens utilizadas para acondicionamento e transporte dos leitões assados, dissimulando a sua origem e induzindo o consumidor em erro.

O valor total da apreensão encontra-se estimado em cerca de 4.350,00 €uros.

Em sequência foram ainda identificados e detidos três indivíduos bem como, determinada a suspensão total das atividades não licenciadas e sem condições mínimas exigíveis para o seu funcionamento.

Fonte: ASAE

Especialistas dizem que pode ser uma solução para reduzir a morte de animais e, consequentemente, diminuir a pegada ecológica

A primeira experiência da CNN Internacional foi com um prato de almôndegas com carne de porco criada em laboratório. Primeira impressão? É um pouco espessa e mais pequena - não é propriamente aquela versão clássica que se derrete na boca e que é servida em qualquer restaurante italiano com toalhas aos quadrados vermelhos e uma dose generosa de queijo parmesão. Mas está bem dourada por fora e o sabor é intenso e cheio de sabor. O cheiro a carne de porco acabada de ser cozinhada pairava na cozinha. 

E isto é só o início, disse o chef Mark Schomberg. Imaginem o que será possível fazer-se daqui a um ano. 

Há uma razão para estarmos sentados a uma curta distância da Universidade de Oxford, em Inglaterra, a desfrutar destas almôndegas. É que elas são uma experiência científica e não provêm de um matadouro, mas sim de um biorreator que está numa sala ao lado, utilizado por uma start-up britânica chamada Ivy Farm Technologies.

Fundada em 2019, a Ivy Farm faz parte de um batalhão de empresas que angariam milhares de milhões de dólares de investidores para mudar a forma como comemos.

Neste momento, apreciar um bife suculento ou uma sandes de frango crocante obriga-nos a estar atentos à forma como a nossa alimentação pode prejudicar os animais e contribuir para a crise climática. No entanto, estas start-ups dizem que ao produzir células animais num laboratório podemos acabar com essa problema - protegendo a nossa alimentação sem comprometer a nossa ética e sem destruir o planeta.

"A maioria dos consumidores do mundo adora comer carne", afirmou Rich Dillon, CEO da Ivy Farm. "A transição para uma dieta com base vegetal não está a acontecer com a rapidez que deveria. Se não produzirmos carne de forma diferente, vamos ficar sem recursos no planeta."

A carne criada em laboratório - ou carne "cultivada", como os membros da indústria começaram a designá-la - pode parecer rebuscado. No entanto, é uma realidade que está cada vez mais próxima de chegar aos nossos pratos.

O sector tem tido uma explosão de financiamento nos últimos dois anos. A Ivy Farm tem 18.000 metros quadrados, diz-se ser a maior da Europa, tem um biorreator com capacidade para 600 litros, chamado "Betty", e uma cozinha de teste novinha em folha. Há ainda um amplo espaço para os 50 funcionários, com pufes e mesas de reunião ao lado de slogans como "We are forking fearless" ("Estamos a espetar o garfo sem medos", numa tradução à letra).

As agências reguladoras também estão a embarcar nesta aventura. No mês passado, o regulador norte-americano, a Food and Drug Administration, afirmou, pela primeira vez, que um produto de carne criada em laboratório é seguro, o que representou uma importante conquista para o sector. Neste momento, Singapura é o único país a permitir a venda de "carne cultivada", tendo dado luz verde no final de 2020.

Embora a Ivy Farm tivesse planos para comercializar as suas salsichas na Grã-Bretanha no próximo ano, está agora a considerar os Estados Unidos como primeiro mercado. Aliás, neste momento, querem juntar o mais rápido possível todos os dados que necessitam para apresentar a documentação ao regulador.

Ainda assim, cumprir com a promessa de carne criada em laboratório não depende apenas dos reguladores.

Apesar do forte investimento, a indústria ainda não descobriu como aumentar rapidamente a produção para satisfazer a procura e reduzir os custos. O primeiro hambúrguer produzido em laboratório, servido em 2013, custou mais de 300.000 dólares (cerca de 280 mil euros) para ser desenvolvido. A Ivy Farm garante que poderia produzir um produto semelhante por menos de 50 euros – seria uma melhoria significativa, mas, ainda assim, quase 10 vezes o preço de um Big Mac. 

Cultivar, ou produzir laboratorialmente, mais carne vai exigir feitos sem precedentes ao nível de engenharia e renovação de cadeias inteiras de abastecimento, uma vez que o sector depende de materiais e equipamentos tradicionalmente utilizados para desenvolver vacinas ou medicamentos. Com os biofármacos, os pequenos carregamentos vendem-se a preços elevados. A produção alimentar requer o oposto.

Depois há ainda a questão do gosto pessoal dos consumidores. Embora os inquéritos indiquem uma vontade de experimentar produtos de carne cultivada, muitas pessoas não estão ainda devidamente informadas sobre este conceito.

"Como qualquer outra coisa nova, algumas pessoas vão entusiasmar-se e interessar-se pela novidade, ao passo que outras vão querer esperar", referiu Vijay Pande da Andreessen Horowitz, que liderou o primeiro enorme investimento de capital de risco na carne cultivada no início deste ano. "Penso que isto é algo que vai evoluir bastante em termos de sabor e de custo." 

Porque é que se está a criar carne em laboratório?

A procura por carne está a aumentar à medida que a população mundial ultrapassa os 8 mil milhões e a classe média se expande em países como a China. Mas há um problema: satisfazer essa procura pode comprometer as perspectivas de manter o aquecimento global sob controlo.

A indústria pecuária é responsável por cerca de 15% das emissões de gases com efeito de estufa produzidos pelo homem, segundo dados das Nações Unidas (ONU). As calculadas 7,1 gigatoneladas de emissões que este sector produz por ano são superiores às emissões dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Alemanha em conjunto. As árvores para pastagem de gado são também responsáveis por quase 40% das perdas florestais globais.

As soluções passam por incentivar as pessoas a comer menos carne, principalmente em países ricos, ou promover alternativas à base de plantas como a 'Beyond Meat' ou os 'Impossible Burgers'. Mas mudar hábitos comportamentais é difícil, e os críticos, por vezes, não aprovam o sabor dos ingredientes que não são carne, como a proteína de ervilha. A indústria da carne criada em laboratório acredita que a tecnologia que têm disponível proporciona uma melhor opção.

"A promessa da carne cultivada [é a] de criar uma componente de sabor e textura e de proporcionar sustentabilidade", afirmou Gautam Godhwani, sócio-gerente da Good Startup, uma empresa de capital de risco sediada em Singapura que investiu em oito start-ups de carne cultivada. "As pessoas querem comer os alimentos da sua infância." 

A forma como funciona esta produção de carne é bastante simples. Utilizando a biopsia de um animal do tamanho de um dado, os cientistas conseguem isolar células de alta qualidade de diferentes partes do tecido. Depois, alimentam as células com nutrientes para que possam crescer eficientemente em condições controladas. Por fim, são colocadas em biorreatores de aço, onde crescem até estarem prontas para serem colhidas e transformadas, digamos assim, em almôndegas.

Os apoiantes dizem que o produto final é muito mais "limpo" do que o que está atualmente disponível nas prateleiras dos supermercados.

"Não temos de criar o animal inteiro", afirmou Dillon. "Podemos apenas cultivar as partes que queremos e que são nutritivas e deliciosas." 

O processo leva cerca de três semanas, diz a Ivy Farm, cujo nome é um trocadilho da sigla IV ou "in vitro". Embora se estejam a fazer as mesmas experiências com frango e carne de vaca, o arranque está centrado primeiro na carne de porco picada, que o chef Schomberg transformou em cachorros-quentes, salsichas e gyosas.

Reguladores não são o único obstáculo

O sector teve um enorme avanço no mês passado quando a Food and Drug Administration apoiou as conclusões de segurança da Upside Foods, uma empresa em fase de arranque na Califórnia que produz frangos criados em laboratório. Na sequência de inspeções adicionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o frango poderá ser autorizado a ser vendido aos consumidores.

O processo de regulamentação na União Europeia e no Reino Unido parece enfrentar ainda algumas complicações. (Tive de assinar uma declaração antes de provar a comida), mas Ed Steele, cofundador da Hoxton Farms, uma empresa de Londres que desenvolve gordura cultivada, disse-me que a notícia da FDA era "um enorme avanço para toda a indústria". 

Com o caminho para o mercado a tornar-se mais evidente, as empresas precisam de descodificar rapidamente o segredo para a produção em massa – que será a única forma de poderem fazer a transição da criação de pequenos carregamentos para o abastecimento de restaurantes e mercearias. A Ivy Farm pode produzir cerca de 3.000 kg de carne por ano graças ao "Betty". É carne vermelha suficiente para cobrir o consumo anual de menos de 80 americanos, de acordo com estimativas norte-americanas.

"Nós sabemos como cultivar células. Sabemos como transformá-las em componentes da carne" afirmou Elliot Swartz, cientista líder para a carne cultivada no Good Food Institute, um grupo de reflexão que trabalha no desenvolvimento de proteínas alternativas. "Mas nunca o fizemos à escala necessária para a alimentação." 

Não há garantias de que o processo possa ser simplesmente replicado com tanques maiores, algo que a Ivy Farm está interessada em testar nos Estados Unidos. As soluções nutricionais para alimentar as células são também constituídas por componentes historicamente utilizados pela indústria biofarmacêutica. Os abastecimentos podem ser limitados e são caros.

"A maior parte da indústria tem de utilizar materiais [que têm um custo] para investigação médica", explicou Marianne Ellis, professora da Universidade de Bath, em Londres, que está a estudar esta questão.

A inovação é possível, mas requer investimento e as empresas em fase de arranque enfrentam um clima económico cada vez mais difícil, o que pode limitar o financiamento. De acordo com dados da PitchBook, os capitalistas de risco investiram mais de 3 mil milhões de dólares em startups de carne cultivada nos últimos dois anos. Mas os receios de uma recessão global tem alimentado o ceticismo face a empresas que não serão rentáveis durante muito tempo.

Estaria disposto a provar?

Mesmo ultrapassando estes obstáculos, continua a precisar de clientes. Caso contrário, não sobrevive. 

A Food Standards Agency do Reino Unido revelou que um terço dos consumidores do país era capaz de experimentar carne cultivada. Cerca de 60% estavam dispostos a comer produtos à base de plantas, muitos dos quais já se encontram no mercado.

Essa diferença não impede a Ivy Farm de avançar com as suas propostas. A empresa está a trabalhar com o Grupo Dennis, que construiu fábricas para empresas como a Danone, para aumentar as suas opções nos Estados Unidos.

Entretanto, existem startups que vão desde o Japão até Israel e Austrália que estão a melhorar os seus produtos, desde bifes de vaca criados em laboratório a salmão para sushi. Estão até a trabalhar na criação de foie gras cultivado, um sinal de que os consumidores de luxo serão, provavelmente, os primeiros a experimentar estas inovações.

Mas o que é vendido em restaurantes e mercearias de topo, numa fase inicial, pode não ser 100% produzido em laboratório. Por exemplo, as almôndegas que foram servidas consistiam apenas em 65% de carne de porco cultivada. Havia uma mistura com carne vegetal, bem como migalhas de pão e diversos temperos.

"Penso que toda a indústria da carne cultivada será, numa primeira fase, híbrida", afirmou Dillon da Ivy Farm.

Fonte: CNN Portugal