Face ao período homólogo de 2020, as vendas de bens de grande consumo em Portugal cresceram, em valor, 3%, segundo o Barómetro Covid-19 da NielsenIQ, relativo à semana 40, que compreende o período entre 4 e 10 de outubro.
Relativamente à semana anterior, a 39 de 2021, o crescimento foi de 6%. A alimentação cresceu 3%, as bebidas 13%, o DPH 5% e os produtos para animais 36%. Do total de vendas em valor na semana 40, 32% correspondeu às marcas próprias e primeiros preços.
46,4% das vendas em valor, neste período, foi feito em promoção. Esta percentagem denota uma subida face aos 44,8% do homólogo de 2020 (semana 41), mas está ainda aquém dos valores de 2019, quando, na semana 36, as vendas em promoção atingiram os 51,3%.
Ainda de acordo com os dados NielsenIQ, de 4 a 10 de outubro, os supers grandes foram responsáveis por 41,4% das vendas em valor.
Fonte: Grande Consumo
Há mais de dois mil anos que o vinho de talha conta a história da região do Alentejo e, a cada ano, a Herdade do Rocim abre a adega e as ânforas para desvendar as novas colheitas.
A 13 de novembro, entre as 14 e as 20 horas, cerca de 30 produtores portugueses e de várias regiões do mundo juntam-se para mostrar a sua autenticidade e celebrar a tradição de São Martinho.
Com características muito específicas, reflexo do terroir e da cultura que lhe dá origem, o vinho de talha português é candidato a Património Cultural e Imaterial da Humanidade e conquista cada vez mais apreciadores. Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido, Japão e Suécia ocupam os lugares cimeiros da curva da procura.
Amphora Wine Day
Portugal (Alentejo), Geórgia e Itália são os países que se destacam na produção de vinhos de talha, tendo, por isso, presença confirmada no Amphora Wine Day. A iniciativa que se realiza desde 2018 tem reunido perto de mil pessoas na Herdade do Rocim, produtor de vinho de talha desde a sua origem.
O vinho de talha representa um total de cerca de 200 mil euros na produção global da Herdade do Rocim, com 10 mil garrafas de branco e outras 10 mil de tinto a serem disponibilizadas no mercado nacional e internacional, em 2019, número que tem vindo a aumentar nos últimos anos. “Estando na região com maior tradição do vinho de talha em Portugal, na Vidigueira, onde se produz este vinho há mais de dois mil anos, acreditámos que fazia todo o sentido organizar um evento que celebrasse o uso de ânforas. Começou por ser um evento que ajuda a preservar esta prática milenar, mas acreditamos que há aqui um extraordinário potencial para dar ao mundo do vinho e os números têm-nos mostrado isso mesmo”, adianta Pedro Ribeiro, enólogo e diretor geral da Herdade do Rocim.
Nesta edição, o bilhete à venda na Ticketline custa 10 euros e inclui oferta de copo Riedel. Caso se opte por comprar o bilhete no dia, à porta da adega, o bilhete custará 12,50 euros e também com oferta de copo.
Fonte: Grande Consumo
A Direção-Geral da Saúde associa-se à campanha “#EUChooseSafeFood” da Comissão Europeia, resultado de uma parceria entre a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
Escolher e preparar uma refeição para si, para um grupo de amigos ou para a família é uma responsabilidade. Além de fazer uma refeição saborosa, precisa de garantir que a comida é fresca, que não contém alergénios indesejados e que foi armazenada e confecionada corretamente.
A campanha da EFSA tem como objetivo consciencializar a população para a ciência que está por detrás da segurança alimentar na União Europeia e ajudar os consumidores a tomarem decisões informadas acerca das escolhas alimentares do dia-a-dia.
O objetivo da campanha, a nível europeu, é encorajar a sociedade a tomar decisões alimentares com confiança, explicando o papel essencial da ciência e dos cientistas na segurança alimentar.
Desde ajudar a decifrar as etiquetas e a compreender os aditivos, até aconselhar sobre o porquê de as batatas cruas não deverem ser conservadas no frigorífico, a campanha oferece informação de grande utilidade prática para os consumidores.
Fonte: DGS
A consultora portuguesa NBI – Natural Business Intelligence e a multinacional GlobeScan apresentaram esta terça-feira em Lisboa o relatório do “Healthy & Sustainable Living”, que reúne a opinião de consumidores em 30 países, inclusive Portugal, pela primeira vez. Foram inquiridos mil cidadãos portugueses, de diferentes gerações – Geração Z, Millennials, Geração X e Baby Boomers, acerca do seu consumo, estilo de vida, comportamentos e pensamentos.
Os resultados demonstram que entre os principais problemas globais que preocupam os portugueses, estão os ambientais, como a exploração dos recursos naturais, as alterações climáticas e a poluição da água. Relativamente à solução dos mesmos, os inquiridos demonstram um sentimento de impotência, embora confirmem estar envolvidos na preservação ambiental. A maior parte acredita que o consumismo é um problema no que refere à conservação ambiental, e afirma querer reduzir o impacto negativo que tem na natureza.
Os portugueses querem produtos saudáveis e sustentáveis, no entanto, existem impedimentos. A falta de apoio por parte do governo, o preço final dos produtos, a falta de disponibilidade/acessibilidade dos produtos e o desconhecimento das marcas, são as principais barreiras identificadas pelos inquiridos relativamente á aquisição destes produtos. A maioria considera que produtos com impacto negativo em termos ambientais devem ser mais caros, embora a mesma maioria não esteja disposta a pagar mais por esses mesmos produtos ou marcas, e apele a uma maior durabilidade dos mesmos.
Ainda assim, grande parte dos consumidores pretende mudar de forma significativa o seu estilo de vida e quase um quarto dos respondentes considera tê-lo feito já no ano anterior (2020). A Geração Z é a que demonstra quer mudar mais para um estilo de vida amigo do ambiente (51%), seguindo-se os Millennials (42%) e a Baby Boomer + (41%). Quanto às alterações realizadas no ano passado, as grandes alterações foram identificadas na Geração Z e nos Millennials, porém, quando questionados relativamente a algumas alterações, todas as gerações demonstraram dedicação.
Fonte: Greensavers
O presidente do Centro Estratégico de Inovação Territorial (CEIT) disse hoje à agência Lusa que irá lançar uma plataforma ‘online’ sobre a maçã Bravo de Esmolfe para valorização do produtor e do produto, que tem propriedades benéficas na saúde.
“O objetivo do projeto é unir esforços para que todos consigamos projetar este produto além-fronteiras. Para além da promoção da própria maçã, queremos apoiar na investigação e criação de subprodutos complementares que reduzam a sazonalidade do produto”, contou Cristóvão Monteiro.
Para a criação de subprodutos decorrem “ainda auscultações junto de entidades” e também com “a entidade gestora da certificação da maçã Bravo de Esmolfe”, mas, para já, está prevista a “criação e estruturação de experiências turísticas” em Penalva do Castelo.
“Hoje, o consumidor está diferente e procura muito os destinos de baixa densidade que proporcionem experiências em comunhão com a natureza e esta região permite isso de forma extraordinária e não podemos esquecer que Penalva do Castelo é o berço oficial da maçã Bravo de Esmolfe”, apontou.
Com esta plataforma ‘online’, que deverá ser lançada “no próximo ano, por esta altura da campanha da maçã ou até num dia como o de hoje, Dia internacional da Maçã”, pretende-se também reduzir a cadeia de comercialização e, com isso, o produtor sai mais valorizado”.
“Uma das preocupações que nos levou a criar esta plataforma é a valorização do produtor. As grandes distribuidoras acabam por arrecadar grande parte do lucro e o produtor acaba por ser prejudicado em algumas situações e quando o produtor recebe pouco pela matéria prima também tem pouco para investir em novas produções e numa nova escala”, defendeu.
Neste sentido, Cristóvão Monteiro destacou a “valorização do produtor, que é a base desta cadeia de valor para que, a longo prazo, se possa posicionar a maçã Bravo de Esmolfe como um produto diferenciador e distintivo”.
“isto para que consigamos acrescentar valor ao produtor para estimular este aumento de produção e de escala, embora, por outro lado, esta pouca produção também nos permite posicionar o produto de outra forma, porque quando a oferta é pouca o valor do produto também aumenta na perspetiva de que o produto é bom e há procura neste produto”, acrescentou.
Cristóvão Monteiro sublinhou as “características absolutamente diferenciadoras” da maçã Bravo de Esmolfe que “é única no mundo e já estão mais que demonstrados em estudos científicos as propriedades benéficas desta maçã”.
“Benefícios na diabetes, no controlo de peso, na saúde cardiovascular, na melhoria das funções respiratórias e até na proteção contra o cancro. E o nosso papel é acima de tudo, mais do que criar uma plataforma ‘online’ de promoção, criar uma plataforma de cooperação entre todos os elementos da cadeia de valor da maçã Bravo de Esmolfe”, explicou.
O CEIT é uma entidade privada que nasceu em 2020, com sede em Penalva do Castelo, que trabalha com “várias regiões do país” em “vários serviços e projetos no sentido de valorizar os territórios e os produtos endógenos”.
Fonte: Agroportal
A Universidade de Évora (UÉ) é a representante de Portugal numa rede europeia que vai desenvolver um certificado que garante o compromisso dos olivicultores com a conservação da biodiversidade, revelou hoje a instituição.
O projeto, denominado Olivares Vivos+, é financiado pelo Programa LIFE na área de Natureza e Biodiversidade e integra, além de Portugal, Espanha, Itália e Grécia, disse a academia alentejana, em comunicado enviado à agência Lusa.
Esta rede de países europeus vai testar e implementar um novo certificado que garanta a integração da biodiversidade na gestão dos agroecossistemas, nomeadamente do olival.
O objetivo passa por “desenvolver um certificado que garante o compromisso dos olivicultores com a conservação da biodiversidade”, explicou o investigador da UÉ José M. Herrera, que lidera o projeto em Portugal.
No âmbito do trabalho, vai ser “testado o impacte das práticas agrícolas na biodiversidade”, assinalou o coordenador do Grupo de Investigação em Biodiversidade e Alterações Climáticas do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED) da UÉ.
E os investigadores vão testar também “a eficiência de diferentes atuações” destinadas à conservação da biodiversidade, como, “o incremento da disponibilidade de refúgios artificiais para a fauna vertebrada e invertebrada”.
O coordenador nacional realçou ainda a importância de “valorizar o papel da biodiversidade na sustentabilidade dos sistemas agrícolas” e de fornecer “aos agricultores um certificado que garanta o seu compromisso com a biodiversidade e os serviços derivados da sua conservação”.
O projeto visa também, face às alterações climáticas, “contribuir para uma maior resiliência e resistência do olival, uma cultura chave para a economia da Europa mediterrânea em geral e de Portugal em particular”, destacou José Herrera.
Fonte: Agroportal
A Balança Alimentar Portuguesa (BAP) é um instrumento analítico de natureza estatística que mede o consumo alimentar do ponto de vista da oferta dos alimentos.
É expresso em disponibilidades edíveis diárias por habitante, traduzidas em calorias, proteínas, hidratos de carbono, gorduras e álcool. Nesta edição apresenta-se a informação atualizada para o período 2016-2020.
As disponibilidades alimentares para consumo no período 2016-2020 continuam a evidenciar uma oferta alimentar excessiva e desequilibrada. Este período foi marcado na sua parte final pela pandemia COVID-19, com as disponibilidades para consumo da maioria dos grupos alimentares abordados na Balança Alimentar Portuguesa a apresentarem variações negativas em 2020, quando a evolução dessas disponibilidades desde 2016 até ao início da pandemia era positiva e acima das verificadas em 2012-2015.
O aporte calórico médio diário por habitante permaneceu elevado, 4 075 kcal, o que representa duas vezes o valor recomendado para um adulto com um peso médio saudável.
Consulte a Publicação.
Fonte: INE/ Agronegócios
Os portugueses dizem que o chocolate preto é o tipo de chocolate que mais consomem, uma inversão de tendências face a anos anteriores.
O estudo TGI da Marktest quantifica, em 2020, em 4 milhões e 837 mil os indivíduos que referem ter consumido tabletes de chocolate ou snacks de chocolate nos últimos 12 meses, o que representa 56.5% dos residentes no Continente com 15 e mais anos.
O consumo deste tipo de alimento é maior junto da população feminina. 63.1% das mulheres dizem consumir chocolate, enquanto 49.0% dos homens também afirmam fazê-lo.
Os indivíduos entre os 25 e os 34 anos registam, da mesma forma, uma taxa acima da média nacional (66.0%).
Considerando o período 2008-2020, observa-se que a tendência é para a diminuição do número de consumidores de chocolate de leite face ao aumento do número de consumidores de chocolate preto, embora em 2020 a diferença entre ambos se tenha voltado a encurtar.
Os dados do TGI mostram ainda que os períodos a meio da tarde e a seguir ao jantar são aqueles que mais consumidores referem como altura do dia em que comem tabletes de chocolate.
Estudo
Os dados e análises apresentadas fazem parte do estudo TGI, propriedade intelectual da Kantar Media, e do qual a Marktest detém a licença de exploração em Portugal, é um estudo único que num mesmo momento recolhe informação para 17 grandes sectores de mercado, 280 categorias de produtos e serviços e mais de 3000 marcas proporcionando assim um conhecimento aprofundado sobre os portugueses e face aos seus consumos, marcas, hobbies, Lifestyle e consumo de meios.
Fonte: Grande Consumo
A aderência a uma dieta vegetariana tem crescido bastante nos últimos dez anos, mais especificamente em 400%, segundo revela Associação Vegetariana Portuguesa. Esta crescente adesão também se traduz no número de supermercados e estabelecimentos de restauração que vendem produtos alimentares direcionados para este segmento da população, que no caso deste último, aumentou em 318%.
Torna-se assim cada vez mais fácil encontrar informação sobre este estilo de vida, e optar por um leque diversificado de alimentos e produtos nas idas ao supermercado.
Sendo este o Mês Vegetariano Internacional, e tendo em conta que o regime de entregas ganhou uma grande popularidade nos últimos anos, a Just Eat Takeaway.com decidiu revelar alguns dados sobre o consumo de pratos vegetarianos dos seus clientes. De acordo com a plataforma, os pedidos vegetarianos cresceram em 82% comparativamente ao ano de 2020, sendo as refeições mais populares as pizzas, os hambúrgueres e os crepes vegetarianos. Entre os estabelecimentos vegetarianos que mais se destacam em Portugal estão espaços como o Manjerica, The Food for Real, Ohana By Naz, Mother Burger, Kind Kitchen e o In the Kitchen Veggie, onde os pratos variam em conceitos e receitas, e vão desde as entradas principais à sobremesa.
Fonte: Greensavers
Investigadores do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) criaram uma sopa enriquecida com brássica (couve-galega) desidratada que ajuda a colmatar as carências alimentares dos idosos da eurorregião Norte de Portugal-Galiza, foi esta terça-feira divulgado.
Em comunicado enviado às redações, o IPVC explicou que a sopa foi desenvolvida ao abrigo do projeto Nutriage, que contou com a participação do IPVC, com o objetivo de “criar soluções avançadas para melhorar a qualidade de vida dos idosos“, residentes em lares nas duas regiões vizinhas.
“A grande aceitação por parte dos idosos institucionalizados em Portugal revela que esta sopa rica em nutrientes pode ser uma alternativa aos suplementos comerciais e aos alimentos de difícil mastigação ricos em fibra e proteínas“, afirmou Ana Cristina Duarte, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Sistemas Agroalimentares e Sustentabilidade (CISAS), citada na nota.
O projeto Nutriage é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Interreg V-A España-Portugal (POCTEP) 2014-2020.
O “objetivo principal do projeto Nutriage foi assegurar um envelhecimento saudável através da avaliação, estudo e desenho de estratégias nutricionais personalizadas”.
Essas estratégias “foram fundamentadas na alimentação tradicional atlântica (Dieta Atlântica) e no desenvolvimento de novos produtos alimentares que otimizem o estado nutricional dos idosos e previnam o declínio funcional e cognitivo“.
“Pretendia-se gerar capacidades em Investigação, Desenvolvimento e Inovação (I+D+I) que favorecessem a melhoria na qualidade de vida dos idosos a partir da nutrição, reforçar a sustentabilidade e eficiência do sistema sócio sanitário e incentivar o crescimento e a criação de novas oportunidades de negócio para a indústria agroalimentar”, explica a instituição de ensino superior.
Com “as atividades associadas ao projeto surgiram resultados no âmbito da avaliação da situação nutricional, das estratégias de intervenção nutricional e no impacto e projeção socioeconómica do envelhecimento saudável”, refere, sendo que o IPVC “participou na identificação, desenho e desenvolvimento de novos alimentos”.
Segundo Ana Cristina Duarte, esta ação “teve como objetivo o desenvolvimento de um produto alimentar destinado à população idosa que contribua para corrigir deficiências e desequilíbrios detetados nos lares de idosos, tendo em conta os hábitos alimentares dos idosos e viável desde o ponto de vista tecnológico, económico e comercial”.
O IPVC “acabou por desenvolver um produto alimentar destinado à população idosa, determinando as suas propriedades nutricionais, sensoriais e antioxidantes, bem como avaliando a aceitação deste produto por idosos institucionalizados da Galiza e Norte de Portugal”.
“Um dos principais componentes da sopa é a farinha de couve-galega (género Brássica), vegetal amplamente cultivado e consumido nas regiões do Norte de Portugal e Galiza e um componente tradicional da Dieta Atlântica”, esclareceu Ana Cristina Duarte. A investigadora adiantou que o seu consumo “está associado ao efeito preventivo de algumas doenças crónicas, como cancro, aterosclerose e diabetes“.
“Estes efeitos benéficos foram atribuídos à presença de compostos bioativos com atividade antioxidante, como compostos fenólicos, carotenoides e flavonoides. Em alternativa à couve fresca, a couve desidratada pode ser uma boa fonte de proteínas, fibras e compostos bioativos e, portanto, pode ser usada para enriquecer matrizes alimentares”, confirmou a investigadora, garantindo que esta sopa “tem um alto teor de proteína e pode fornecer uma percentagem razoável das necessidades diárias de fibra para os idosos“.
Durante a pesquisa, o IPVC “trabalhou com idosos do lar da Santa Casa da Misericórdia do Porto, um dos parceiros do projeto.
“Tivemos uma fase de realização de inquéritos para perceber a adesão à Dieta Atlântica e para conhecer os gostos, as preferências e os costumes dos idosos”, explicou a investigadora, adiantando que outra equipa fez o mesmo trabalho em lares na Galiza.
Com a Universidade Católica do Porto foi realizada uma avaliação do estado nutricional dos idosos, levantamento que permitiu ao IPVC “desenvolver em laboratório um produto alimentar adequado às carências nutricionais detetadas – sopa enriquecida com farinha de brássica, um ingrediente de fácil incorporação numa receita base de sopa“.
A sopa “é rica em proteína e tem razoáveis percentagens de outros ingredientes, como por exemplo fibra, podendo facilmente colmatar essas deficiências”, referiu Ana Cristina Duarte, destacando a importância da sopa ser “um produto a que os idosos estão habituados”.
A escolha com couve desidratada para o enriquecimento da sopa foi também justificada com a necessidade de aproveitamento “dos habituais excedentes de produção de couves e de partes da folha que habitualmente são descartadas“.
De acordo com Ana Cristina Duarte, a produção desta sopa “à escala industrial não foi realizada a 100% por causa da pandemia de Covid-19, que impediu o acesso aos lares”.
Fonte: Observador
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