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O açúcar está presente em muitos dos alimentos à venda nos supermercados, sendo o seu consumo exagerado responsável pelo risco de doenças cardíacas, de obesidade infantil, do bom funcionamento dos rins, entre muitas outras consequências. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma alimentação equilibrada com baixos valores de açúcar, sugerindo uma ingestão de açúcar de até 10% do total de calorias diárias.
 
Um novo estudo da Universidade de Geórgia, nos Estados Unidos da América, estudou o impacto a longo prazo do consumo diário de bebidas açucaradas durante a adolescência. Os dados indicaram que o consumo de açúcar compromete o desempenho de aprendizagem e a memória, em fase adulta.
 
“O consumo de açúcar no início da vida parece prejudicar seletivamente a aprendizagem e a memória do hipocampo”, explica Emily E. Noble, uma das autoras.
 
Além disso, esta dieta aumenta também o número das espécies P. distasonis e P. johnsonii no instestino, prejudicando o microbioma intestinal. Segundo os especialistas, este foi um dos mecanismos que causou impacto na memória.“A questão agora é como estas populações de bactérias no intestino alteram o desenvolvimento do cérebro? Identificar como as bactérias no intestino estão a afetar o desenvolvimento do cérebro irá dizer-nos de que tipo de ambiente interno o cérebro precisa para crescer de maneira saudável”, explica a cientista.
Fonte: Greensavers

As vacinas são a grande promessa de combate à Peste Suína Africana (PSA). Cientistas do International Livestock Research Institute (ILRI) estão a desenvolver testes para confirmar a capacidade da ferramenta de edição de genomas CRISPR Cas9 e da biologia sintética para modificar o genoma do vírus e reduzir assim o índice de mortes por PSA.

Com as primeiras pesquisas a começar em 2016, de acordo com a investigadora principal do projeto de vacinas contra a PSA do ILRI, Lucilla Steinaa, já existem sete a dez vacinas candidatas, em diferentes fases, estimando que os testes controlados em laboratório realizados em animais estejam concluídos até ao final de 2022. “Até lá, esperamos ter encontrado uma vacina candidata que possa ser produzida”, afirma. Para já, Steinaa confirma que “este é o primeiro teste baseado num genoma a ser conduzido no genótipo IX, prevalente na África Oriental e Central”.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a agricultura (FAO), a caracterização genética de todos os vírus isolados da peste suína africana conhecidos até agora já demonstrou 23 genótipos geograficamente relacionados com vários subgrupos.

Com uma taxa de mortalidade de 100 por cento e uma natureza altamente contagiosa, a peste suína africana representa uma forte ameaça para a indústria global de suinicultura. Com o aumento da criação de porcos em África, estima-se que esta doença possa aumentar a sua incidência no continente, ainda que continue a haver alguma resistência, sobretudo por parte dos pequenos produtores, particularmente vulneráveis à devastação causada pela PSA, que se furtam à criação destes animais para evitar prejuízos.

Também a China está de olhos postos na vacina. Com cerca de 400 milhões de porcos, este país reúne a maior concentração da população total do mundo de 770 milhões de porcos.

A PSA está presente em 26 países africanos, bem como em certos territórios da Ásia e da Europa, sendo a vacina uma esperança para reduzir significativamente o número de mortes de suínos em todo o mundo.

Fonte: Agroportal

A pequena aldeia suíça de Champagne não tem o direito de usar a denominação “comuna de Champagne” para os seus vinhos, decidiu a justiça suíça, dando razão aos produtores da região francesa com o mesmo nome.

Segundo a agência de notícias ATS, após anos de luta para defender o uso de seu nome, a pequena aldeia do cantão de Vaud, com 28 hectares de vinhas perto do Lago Neuchâtel, no oeste da Suíça, conseguiu no passado 13 de janeiro autorização do Conselho Estadual (governo do cantão), para a criação da denominação de origem controlada (DOC) “Commune de Champagne”.

Para justificar a sua decisão, o Conselho Estadual considerou que não existia “nenhum risco de que o público acreditasse que um vinho branco, vendido em garrafa valdense com a etiqueta ’Commune de Champagne’ e ‘Vin Suisse’, pudesse ser um vinho espumante do Região vinícola de Champagne (França)”.

O comité interprofissional do vinho de Champagne, que defende os produtores franceses (mais de 34.000 hectares vinhas), não entendeu dessa forma e recorreu, pedindo o cancelamento da nova denominação suíça, considerando que prejudicava os seus interesses.

Nuno decisão do passado 01 de abril tornada pública pela imprensa local e pela agência de notícias suíça ATS, o tribunal constitucional do cantão de Vaud decidiu a favor dos franceses, considerando que a criação da DOC pelo Governo local era contrária aos acordos bilaterais entre a Suíça e a União Europeia.

O acordo bilateral sobre o comércio de produtos agrícolas concede, de facto, “proteção exclusiva ao nome francês ’champanhe’”, recordou o tribunal constitucional, em acórdão ao qual a AFP teve acesso.

“A proteção exclusiva tem efeitos para qualquer utilização de denominação protegida para vinhos que não provêm da região francesa de Champanhe”, lê-se na sentença proferida de anulação.

Fonte: Agroportal

Os portugueses estão a ir tendencialmente mais às lojas da distribuição em 2021, registando-se um número médio diário de compradores acima de 20% face à média registada no ano anterior, entre 2 de março e 31 de dezembro, segundo dados de um estudo da Kantar e da Centromarca.

“O número médio de compradores aumentou gradualmente conforme a evolução dos casos diários, ou seja, a diminuição do número de casos levou a mais idas às compras por produtos de grande consumo. A maior afluência e presença nas lojas poderá estar relacionada com uma maior experiência e capacidade em lidar com a pandemia e as medidas impostas. Já a preocupação na escolha das marcas dever-se-á a uma adaptação do orçamento familiar, por força dos sinais da crise económica gerada pela pandemia”, explica Marta Santos, manufacturers sector director da Kantar, citada em comunicado.

O dia de maior afluência às lojas foi, aliás, após o anúncio por parte do Governo do plano de desconfinamento. Abordando os hábitos de compra, o estudo indica que os consumidores fizeram, em média, cerca de mais três cestas de compra em relação ao anterior confinamento. Estes sofreram, porém, uma diminuição em valor e tamanho, valendo cada cesta, em média, menos de 13,5%.

Estabelecendo um balanço entre as marcas da distribuição e as marcas de fabricante, a analise conclui que as primeiras pesaram à volta de 39% no total gasto em compras.

No caso do online, este ganhou terreno em relação aos hiper e supermercados. Nos primeiros dois meses do ano, cerca de dois em cada dez lares fizeram uma compra online em bens de grande consumo, existindo mais 148 mil lares a escolher este canal face ao primeiro confinamento. “O segundo confinamento acabou por ser a confirmação de que o online é um canal viável para uma compra segura e prática, resultando no crescimento significativo de compra de produtos frescos, por norma adquiridos na loja física. Pode concluir-se que o canal online é cada vez mais relevante na distribuição em Portugal e está a entrar na rotina dos portugueses, com cada vez mais lares a realizar este tipo de compra, optando por categorias não só de stockagem, mas também de rotina”, explica a responsável da Kantar.

Pedro Pimentel, diretor da Centromarca, assinala que a “maturidade dos portugueses deveria motivar o Governo a ‘desconfinar’ também algumas legislações aprovadas ao abrigo dos vários estados de emergência que continuam a afetar administrativa e artificialmente o mercado”. “Essas  medidas terão feito algum sentido em dado momento, face à escassez da oferta, à excessiva procura ou os riscos de saúde pública associados, evitando a desregulação do mercado e comportamentos especulativos ou de risco agravado, mas meses passados, com a normalidade, a esse nível progressivamente restabelecida, deixa de fazer sentido manter em vigor essas medidas”, conclui.

Fonte: HiperSuper

 

Os microplásticos já chegaram aos lugares mais remotos do Planeta, mas novos estudos indicam que em alguns lugares do mundo estes já vêm também misturados com a chuva. No oeste dos Estados Unidos da América (EUA), a estimativa é que esteja a chover mil toneladas de microplásticos por ano.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Utah, durante uma investigação de 14 meses em 11 parques nacionais dos EUA, conseguiu identificar vários microplásticos e material particulado (PM). Após análise, cerca de 4% das partículas atmosféricas analisadas correspondiam a polímeros sintéticos.

Recentemente, uma nova investigação tentou perceber a origem destes microplásticos e chegou à conclusão de que estes são principalmente provenientes de fontes de emissões secundárias; 84% dos fragmentos vieram das estradas, 11% dos oceanos e 5% dos solos agrícolas.

De acordo com os autores, os microplásticos transformam-se em partículas ainda mais pequenas no oceano e os ventos transportam-nos para a atmosfera “durante uma hora ou até seis dias”, sublinham.

“É incrível que tanto plástico esteja na atmosfera naquele nível e, infelizmente, a acumular-se nos oceanos e na terra e apenas a recircular e a mover-se para todos os lugares, incluindo para lugares remotos”, afirma Natalie Mahowald, uma das autoras do estudo, em comunicado à Universidade de Cornell.

“Os nossos dados sugerem que os polímeros não biodegradáveis existentes continuarão a circular pelos sistemas da Terra. Devido a observações limitadas e compreensão dos processos de origem, permanecem grandes incertezas no transporte, deposição e atribuição da origem dos microplásticos. Assim, temos como prioridade futuras pesquisas direcionadas para a compreensão do ciclo do plástico.”

Fonte: Greensavers

Segundo o anuário agrícola, Portugal deverá alcançar uma produção de azeite de apenas 100 mil toneladas, ou seja, menos 28% do que na campanha 2019/2020.

Esta quebra é considerada normal, tendo a ver com a safra e contra-safra. ou seja, após uma campanha de elevada produção de azeitona e azeite, como foi a de 2019/2020, é normal que na campanha seguinte, ou seja a atual, haja menos produção.

Em adição, as condições climáticas também afetaram a campanha, devido às chuvas da primavera que afetaram a polarização e a floração.

De acordo com o site “A Planície” Henrique Herculano da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos salientou que “referente ao ano de 2020, em relação à azeitona elaborada, houve uma quebra de 25%. O que em quantidade de azeite agravou o ano para 35%, na medida em que se verificaram rendimentos de laboração muito baixos, em linha, mais ou menos, como se passou na generalidade do Alentejo”.

Sobre a qualidade adiantou que “quanto à qualidade temos uma boa qualidade organolética, embora tenha sido verificado alguns problemas a nível de acidez que são problemas de análise simoquimica, que não reflete no sabor do azeite, apenas nos dão algum trabalho adicional na construção dos laços nada mais”.

A quebra da produção de azeite vai-se registar a nível nacional com uma produção apenas de 100 000 toneladas, o que equivale a menos 28%.

De recordar que a região do Alentejo produz quase 75% do azeite nacional.

Fonte: Agroportal

Quase 20 pessoas adoeceram na Suécia este mês por envenenamento por histamina em peixes do Vietname. O surto alimentar no início de abril afetou 19 pessoas em Estocolmo. Consumidores que se alimentaram com atum em três restaurantes diferentes em Estocolmo reportaram sintomas de envenenamento por histamina. Os três restaurantes compraram lombos de atum congelados com o mesmo prazo de validade do mesmo fornecedor, indicando que níveis elevados de histamina ocorreram antes de o atum ser trazido do Vietname para a Suécia, via Holanda.

Problema recorrente

Em março, as autoridades italianas reportaram um surto causado por histamina em lombos de atum albacora congelados do Vietname, via Holanda, mas não disseram quantas pessoas foram afetadas. Em 2020, a Suécia registrou três surtos de envenenamento por histamina em atum do Vietname em três meses. Esses surtos afetaram cerca de 60 pessoas, mas não foram diretamente relacionados, uma vez que o atum tinha origem em diferentes lotes.

Os consumidores afetados eram de diferentes áreas do sul e centro da Suécia. O início dos sintomas de intoxicação alimentar por histamina podem variar de minutos a várias horas após a ingestão da toxina. Normalmente, o período médio de incubação antes da doença é de uma hora. Os sintomas mais comuns da histamina, também conhecidos como envenenamento por peixe escombóide, são formigueiro ou sensação de queimado na boca, inchaço facial, erupção cutânea, urticária e prurido na pele, náuseas, vómitos ou diarreia. Por norma desaparecem dentro de várias horas sem intervenção médica.

A produção de histamina está relacionada com o manuseamento incorreto dos alimentos devido ao armazenamento em temperaturas incorretas. Uma vez produzida, a histamina não pode ser eliminada pela cozedura normal ou temperaturas de congelamento.

Novas regras e estudo de Salmonella

Enquanto isso, uma nova legislação surgiu este mês na Suécia, que inclui que as autoridades de controlo de alimentos têm a possibilidade de fazer compras revelando apenas posteriormente a sua identidade como agência oficial. Isto torna mais fácil verificar se os alimentos disponíveis no mercado são o que afirmam ser, se não induzem em erro os consumidores e se não são nocivos para a saúde. Aplica-se a compras à distância, como comércio eletrónico e lojas físicas.

Anteriormente, não havia a possibilidade legal para que as autoridades agissem sem se darem a conhecer a sua identidade. As alterações foram feitas para alinhar as regras nacionais com os regulamentos da UE. Finalmente, o governo encomendou ao Conselho de Agricultura Sueco e ao Instituto Veterinário Sueco um estudo de viabilidade sobre medidas para prevenir e controlar com eficácia a presença de Salmonella em animais de quinta. No ano passado, o número de casos de Salmonella aumentou em animais produtores de alimentos e em rebanhos de suínos. Isso aumenta os custos para os proprietários de animais e para o estado no combate aos surtos. O trabalho investigará possíveis fontes de infecção e incluirá novos conhecimentos sobre métodos de análise. As descobertas serão relatadas até o final de janeiro de 2022.

Fonte: Food Safety News

O consumo de alimentos “plant-based” está a crescer a níveis recorde na Europa, segundo dados Nielsen divulgados pelo projeto Smarty Protein.

Realizado em parceria com a ProVeg International, o relatório analisou dados dos supermercados de 11 países europeus, ao longo dos últimos três anos, concluindo que, em todos os mercados, o consumo destes produtos está a crescer, atingindo os 49% a nível europeu. O sector atingiu vendas no valor de 3,6 mil milhões de euros.

Maior crescimento nas alternativas aos lacticínios

Na Alemanha, um dos mercados analisados, o sector cresceu 226%, para os 181 milhões de euros. Neste país, as compras de alternativas vegetais ao queijo cresceram 77%, mas percentagem bem superior foi registada na Holanda: 140%.

As alternativas ao leite são o sector mais importante na maioria dos países, seguida das alternativas à carne. O leite de aveia lidera o sector das alternativas ao leite, denotando a mais elevada taxa de crescimento na maioria dos mercados analisados. “Finalmente, vemos um tremendo crescimento nos alimentos ‘plant-based’ na Europa, ao longo dos últimos anos, refletido em números. O estudo claramente revela o enorme aumento nas vendas de alimentos e ‘plant-based’ e dá luz verde à indústria alimentar em termos de prosseguir com mais opções”, afirma Kai-Brit Bechtold, Senior Consumer Research Scientist na ProVeg International.

Fonte: Grande Consumo

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) garantem que os centros comerciais reúnem todas as condições para a reabertura no próximo dia 19 de abril, assegurando as condições de higiene para a salvaguarda da saúde pública e a segurança dos seus clientes, fornecedores e trabalhadores.

Os operadores dos centros comerciais reforçaram ainda mais as exigentes regras sanitárias com o objetivo de responder à expectável afluência de consumidores, depois de um longo período encerrados.

Reabertura com total confiança

A forma como os associados da APCC, da APED e da AHRESP prepararam os seus espaços e equipas para a reabertura “são a melhor garantia de que as lojas e os estabelecimentos de restauração e similares são locais seguros que merecem a confiança dos consumidores“. As associações garantem que houve um esforço acrescido na formação e testagem de colaboradores e um reforço, entre outros, no que aos equipamentos de proteção individual e barreiras de proteção, diz respeito.

A experiência adquirida com a reabertura anterior alicerçada nos “Guias de Boas Práticas” agora revistos e validados pela Direção Geral de Saúde, mostra bem a forma responsável, exigente e rigorosa como a segurança e higiene pública são encaradas pela AHRESP, pela APED e pela APCC.

O conhecimento técnico partilhado entre as três associações contribuirá para que as empresas que funcionam nos centros comerciais iniciem esta nova fase de desconfinamento da melhor forma, garantindo a segurança de todos.

Fonte: Grande Consumo

Portugal é o sexto país da União Europeia (UE) com maior consumo per capita associado à desflorestação tropical, e o nono com mais desflorestação importada proveniente dos trópicos, revela o novo relatório publicado hoje pela Associação Natureza Portugal (ANP/WWF) e a World Wildlife Fund (WWF).

O “Em crescimento? O impacto continuado do consumo da UE na natureza a nível global” indica que a UE é um dos maiores importadores de desflorestação tropical e emissões associadas, estando à frente de países como a Índia, Estados Unidos da América e do Japão. Em causa está também a destruição de ecossistemas não-florestais como prados e zonas húmidas.

Os dados sugerem que entre 2005 e 2017, a UE foi responsável por 16% da desflorestação ligada ao comércio internacional, o equivalente a 203 mil hectares e a 116 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) emitidas.

O problema deve-se em grande parte a produtos importados como a soja (89.047 hectares anuais), o óleo de palma (69.198 hectares anuais), a carne de bovino (27.692 hectares anuais), o cacau (17.586 hectares anuais) e o café (14.487 hectares anuais). Os três primeiros alimentos estão a provocar maior impacto, respetivamente, na América do Sul (soja e cacau) e no Sudeste Asiático (óleo de palma).

Catarina Grilo, Diretora de Conservação da ANPlWWF, afirma: “este relatório fornece informação essencial para uma ação concertada e urgente em defesa das florestas e da biodiversidade existente. Sabíamos que o consumo dos países da União Europeia tem um impacto significativo na desflorestação das regiões tropicais e na conversão de habitats, mas não sabíamos com o rigor científico que nos é apresentado agora que a UE apenas é ultrapassada pela China, consumindo mais florestas tropicais e destruindo outros ecossistemas que a Índia, Estados Unidos e Japão. A forma como comemos em Portugal e na Europa está literalmente a devorar as florestas mundiais e outros ecossistemas também.“

Numa altura em que a Comissão Europeia planeia apresentar uma nova legislação relativamente ao combate à desflorestação, a organização apela a um enquadramento justo e eficaz. “A Comissão Europeia, e Portugal, deverão considerar os resultados deste estudo como um alerta e criar uma proposta de legislação forte e capaz de combater a pegada da UE – é importante impedir que os produtos que contribuem para a destruição da natureza (legalmente ou ilegalmente) e que violam direitos humanos, entrem nos mercados europeus, e garantir que as empresas cumprem as regras definidas, indo por isso muito além das atuais medidas voluntárias existentes”, sublinha Catarina Grilo.

A garantia de que “os produtos e bens de base colocados no mercado da UE são sustentáveis, em vez de apenas serem considerados “legais” de acordo com o país de origem” e a introdução de “requisitos obrigatórios para empresas e para o setor financeiro para garantir a devida diligência, rastreabilidade dos produtos de base e transparência da cadeia de abastecimento”, são algumas das medidas que a WWF pede que se encontrem na nova legislação.

Consulte o relatório completo aqui.

Fonte: Greensavers