O projeto português Food From The Block é um dos vencedores da iniciativa internacional The Healthy Food Challenge, que pretende promover sistemas alimentares saudáveis com ideias inovadoras e prevenir a obesidade entre as populações mais vulneráveis.
“No meio de tanta qualidade com que nós nos deparamos com os outros projetos, é, de facto, um feito termos conseguido trazer este prémio para Portugal”, disse à agência Lusa Gonçalo Folgado, da associação Locals, que promove o Food From The Block, um projeto que recupera a relação das pessoas com a comida.
O responsável sublinha ainda que esta vitória “é um sinal de que em Portugal há massa crítica para ombrear com todos os outros no globo. Esta é uma mensagem importante de passar, para valorizar a autoestima que os portugueses muitas vezes não têm sobre aquilo que é sua performance e as suas capacidades”.
“Do ponto de vista da literacia alimentar, dá também um sinal claro de que há grupos e associações em Portugal – nos finalistas estavam três projetos portugueses – bastante atentos, que têm iniciativa e querem fazerem parte da mudança”, afirmou Gonçalo Folgado, considerando ainda que, com este projeto, se está a “aprofundar o exercício democrático”.
“Não podemos reduzir a democracia participativa ao voto que expressamos nas urnas”, acrescentou.
Gonçalo Folgado manifestou esperança em que o projeto seja “muito acarinhado pelo público”, alegando que, “além de partir de uma vertente comunitária, é muito ancorado no seio da família”.
“A reinterpretação dos próprios papéis dentro de casa, em que a cozinha pode passar a ser um ‘playground’ (pátio de recreio) onde a família está e convive e, no fundo, é um espaço de partilha, um momento de congregação entre todos. Acho que essa é também uma das partes mais bonitas deste projeto”, considerou.
O Food From The Block, que vai receber um prémio que ronda os 87 mil euros, vai desenvolver-se em Lisboa, em três bairros ‘bip-zip’ (Zonas de Intervenção Prioritária), que são 67 territórios que concentram 25% da população da capital.
A intenção é trabalhar com a comunidade para que as pessoas encontrem um menu que reflita a história do lugar e, à volta desse menu, abrir o bairro para que outros se sentem à mesa e “provem o bairro”.
Os promotores do projeto pretendem agora partir para o terreno, falar com as pessoas, “sem qualquer tipo de pretensão, para perceber em que lugar estão no que toca às questões alimentares e nutritivas”, explicou Gonçalo Folgado, sublinhando a importância de ir para o terreno “sem ideias feitas”.
“A base da nossa metodologia é partir do pressuposto de que são as pessoas que nos vão dizer o que precisam. Obviamente que temos um plano, com atividades e diversas iniciativas, mas o mais importante é o trabalho de campo de levantamento e auscultação, para perceber os desafios quotidianos destas pessoas e os podermos ajudar a fazer escolhas nutricionalmente mais interessantes”, disse também Alice Artur, da organização Joy, um dos parceiros da Locals.
O Food from the Block incide sobre o bairro Dois de Maio (zona ocidental de Lisboa), um dos ‘bip-zip’ da freguesia de S. Vicente e em Marvila, onde a organização Locals já tem trabalho desenvolvido com diversos parceiros. Tudo será filmado, num projeto de 16 meses que dará origem a um documentário.
“Mais uma vez, aqui temos dois objetivos: o primeiro é que efetivamente as pessoas saibam o que está a acontecer, mas, mais do que isso, é podermos inspirar outras pessoas a fazerem coisas similares”, disse Alice Artur, para quem as bases deste projeto “podem ser facilmente replicadas” noutros locais.
O registo do trabalho “é importante não só para dar a conhecer o que fizemos, para que se possa replicar, e para que as pessoas conheçam”, acrescentou a responsável, sublinhando: “Muitas vezes há projetos incríveis que as pessoas nem sabem que estão a acontecer e que, com registo e comunicação, ganham outra dimensão e mais pessoas podem envolver-se e participar”.
Fonte: Greensavers
A associação ambientalista Zero alertou, no passado sábado, para o sistema alimentar em Portugal, que considera estruturalmente dependente de importações e desalinhado de uma alimentação saudável, defendendo uma estratégia nacional para as leguminosas.
Em comunicado e para assinalar o Dia Mundial da Alimentação, a Zero sublinha que a cadeia alimentar portuguesa é atualmente marcada por dificuldades estruturais e pela dependência de importações de alimentos, destacando desde logo o déficit na produção de vários alimentos essenciais, como é o caso das leguminosas.
Por isso, no entendimento da Zero, a “conceção de uma estratégia nacional para as leguminosas poderá criar o precedente necessário para a transição ecológica justa do sistema alimentar, direcionando os apoios da Política Agrícola Comum de Portugal para esse fim”.
A Zero aponta para “índices de autoaprovisionamento nacionais embaraçosamente baixos para alguns dos bens alimentares estratégicos, como é o caso das leguminosas secas (18%) ou mesmo dos cereais (20%), ainda que para estes últimos o país apresente limitações ao nível da disponibilidade de áreas adequadas ao cultivo”.
A associação cita dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que indicam que não só a área de terra arável tem vindo a contrair (uma diminuição de 19% em 20 anos), como em 2019 a maior parte da produção de cereais (61,9%) foi destinada para a alimentação animal.
“Por outro lado, os solos agrícolas privilegiados estão ocupados sobretudo por culturas permanentes em regime de monocultura, resultando num ordenamento irracional das culturas e num desaproveitamento do potencial produtivo dos solos”, sublinha a Zero.
A Zero lembra também, citando dados do INE de 2016, que a Balança Alimentar Portuguesa apresenta um défice de 8,8% no consumo de vegetais, enquanto os consumos de carne e de peixe se encontram 11,5% acima do valor recomendado.
No entendimento da associação, só uma estratégia alimentar que procure o aumento do consumo de proteínas de origem vegetal e a incorporação de leguminosas nos sistemas agrícolas poderá ajudar a equilibrar as dietas, valorizando produtos cultural e ecologicamente adequados.
A associação ambientalista lembra que as leguminosas “são um dos grupos alimentares da Dieta Mediterrânica, cuja promoção faz parte dos eixos de ação de várias estratégias e planos nacionais, no entanto continua em falta uma estratégia para a capacitação produtiva e comercial num quadro de uma transição ecológica justa do sistema agroalimentar”.
A Zero defende que os apoios oriundos da Plano Estratégico para a Política Agrícola Comum de Portugal (PAC) 2023-27 poderão, numa primeira fase, ajudar a superar os baixos preços praticados pelo mercado através de apoios associados à produção de leguminosas.
Podem igualmente, segundo a Zero, “incentivar projetos de investigação e desenvolvimento de sistemas de produção, formas de transformação e integração em cadeias curtas, como parte de estratégias alimentares locais, sendo que a recuperação de variedades tradicionais e a extensão rural poderão desempenhar papéis centrais”.
Por isso, a associação considera que a execução de uma estratégia nacional para as leguminosas é uma oportunidade de pôr em prática uma política pública orientada para a transição agroeocológica dos sistemas alimentares, em linha com a estratégia europeia.
Fonte: Agroportal
A água não é tão escassa como comumente se afirma, mas é preciso perceber como é distribuída para a produção agrícola, afirma José Núncio, presidente da Fenareg – Federação Nacional de Regantes de Portugal, ao Jornal Económico (JE).
“Regar é uma fatalidade e nós, os mediterrânicos, temos de regar para produzir culturas”, diz, explicando que, ao contrário do que acontece no centro da Europa, a produção agrícola na bacia mediterrânica enfrenta picos de necessidades de rega, por causa da pouca chuva no verão. A solução passa pela utilização de barragens e José Núncio destaca o sucesso do Alqueva, mas aponta a existência de necessidades estruturais. Um estudo da Fenareg, de junho, aponta que na bacia do Tejo apenas se aproveita 20% da escorrência do rio e ainda assim a água está poluída, que Castelo de Bode está reservada para o abastecimento de água potável a Lisboa e que as bacias hidrográficas estarão subaproveitadas: a do Cávado apenas está aproveitada a 50%, a do Mira a 73%, as ribeiras do Algarve a 58%, a do Vouga a 4%, a do Mondego a 11% e a do Sado a 30%, segundo dados do Plano Nacional da Água de 2016.
João Miguel Pereira, gestor da TerraProjetos, defende que a água “é o desafio do século XXI, porque sem água não há agricultura”. “[A humanidade] está a ser confrontada com profundas alterações climáticas e para termos uma agricultura competitiva teremos de ser economicistas e ter água disponível. Aquilo que precisamos é um melhor uso da água, com o seu uso de forma racional, sendo que a agricultura é o maior reciclador de água”, acrescenta.
Solução passa por mais tecnologia
Falar-se de uso racional da água significa evoluir em termos de tecnologias de regadio, com a adaptação de culturas, de espécies e variedades. João Miguel Pereira frisa a necessidade de haver disponibilidade de água e reforçar os perímetros de rega, mas alerta que a infraestrutura é, na maioria dos casos, do tempo do Estado Novo e que alguns dos projetos precisam de profundas obras de modernização. Exemplo é o perímetro de rega de Idanha-a-Nova, dos anos 60, que tem muitas perdas.
“Os perímetros de rega também precisam de uma bazuca”, diz.
Do lado do produtor “há, de facto, uma grande racionalidade no uso da água” e, assim, os desafios a colocar à ciência é saber como ainda conseguimos poupar mais água”, afirma José Núncio.
Num trabalho publicado há quatro anos na revista Recursos Hídricos, José Núncio e Carina Arranja afirmavam que mais de metade das explorações agrícolas dependem da água e ainda que nos 3,7 milhões de hectares de superfície para regadio, estão equipados para o referido regadio cerca de 15%, ou seja, 540 mil hectares. A conclusão dos autores é de que 87% da superfície irrigável é efetivamente regada, o que, na sua ótica, “demonstra o aproveitamento elevado das infraestruturas de rega existentes”.
De regresso ao trabalho da Fenareg intitulado “Contributo para uma Estratégia Nacional para o Regadio 2050”, de junho último, concluiu-se que entre 2002 e 2016 e que são os últimos dados disponíveis com base no PNA 2002 e no PGRH 2016, o volume de água usado na agricultura caiu 48%, enquanto quase duplicou o uso em habitação e subiu na indústria e nos serviços.
Núncio frisa que para se atingir este nível foi necessário evoluir e na grande maioria das explorações a rega é feita gota a gota e só um quarto dos terrenos são regados por gravidade. Sendo a água um recurso caro, os agricultores têm investido e tem havido apoios. “Dificilmente se vê uma pessoa no campo porque há mais eficiência das culturas e no uso da água”, aponta.
David Carvalho, da empresa Veracruz, que se dedica ao amendoal, salienta uma solução pioneira importada da Suíça e que economiza 15% a 25% da água usada habitualmente na cultura da amêndoa. Do lado da Confagri – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas, Francisco Silva, secretário-geral da organização, que importa garantir a viabilidade dos diferentes sistemas que coexistem no país e que se mostram adequados às características específicas de cada território. “A viabilidade futura dos sistemas agrícola terá de ser assegurada pela via do mercado e das políticas públicas, designadamente ao nível do apoio e investimento e das ajudas diretas aos agricultores”, diz, lembrando que a Política Agrícola Comum “irá exigir um grande e acelerado esforço no cumprimento de condicionantes ambientais e sociais e no alcance de elevadas metas no domínio ambiental”.
Dedicado às frutas e legumes, o projeto Portugal Fresh “só é sustentável se tivermos acesso à água”, diz o presidente deste organismo associativo, Gonçalo Santos Andrade. Afirma ser fundamental aumentar a área de regadio, modernizar os perímetros de rega com maior potencial económico e criar novas reservas de água superficiais que vão permitir a criação de negócios e empresas de múltiplos setores. Só assim será possível “permitir a fixação de pessoas no território e ajuda no combate às alterações climáticas, com a diminuição da temperatura nessas geografias”, diz.
Fonte: Jornal Económico
O preço do trigo no mercado mundial ficou em setembro 41% acima do valor de há um ano antes, "devido à redução das disponibilidades exportáveis" num contexto de "forte procura", de acordo com o último boletim mensal da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Apesar da grandeza do número, "é preciso ver qual o peso que a farinha de trigo tem na fórmula do preço do pão. É uma fração diminuta se comparada com o peso da energia (para os fornos), do transporte ou da mão-de-obra", comenta Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).
No entanto, o dirigente reconhece que, "face ao aumento dos preços dos combustíveis, da eletricidade, do gás e de outros bens, poderá ser inevitável uma atualização dos preços", reportando-se ao pão, mas também à carne, por exemplo, por via do encarecimento de outros cereais, como o milho (subiu 38% num ano), o arroz e a soja.
O aumento da cotação do trigo acabou por contribuir para a subida, pelo segundo mês consecutivo, do Índice de Preços de Alimentos da FAO, que reflete os preços dos bens alimentares mais comercializados a nível mundial. Elevou-se aos 130,0 pontos em setembro, mais 1,2% face a agosto, e mais 32,8% em relação a setembro de há um ano, uma trajetória que a organização atribui a uma "oferta restrita" e a uma "forte procura por alimentos básicos, como trigo e óleo de palma".
Produção recorde
Por outro lado, o boletim refere que o aumento dos preços dos cereais ocorre apesar de se prever uma produção recorde neste ano que, mesmo assim, está a revelar-se abaixo das necessidades dos consumidores.
"A produção global de cereais em 2021 deve atingir um recorde histórico de 2,8 mil milhões de toneladas, embora esteja abaixo das necessidades de consumo projetadas para a campanha de comercialização de 2021/22", indica a FAO.
"Entre os principais grãos, o trigo será o foco das atenções nas próximas semanas, já que a procura precisará de ser avaliada em relação ao rápido aumento dos preços", observou o economista sénior da FAO, Abdolreza Abbassian, citado no mesmo boletim.
Sob o efeito do óleo de palma
Já no caso do Índice de Preços do Óleo Vegetal, este ficou 1,7% mais elevado num mês, mas cerca de 60% acima dos valores de setembro de 2020, "já que os preços internacionais do óleo de palma atingiram o nível mais alto do mundo". A FAO explica que, "nos últimos 10 anos, devido à forte procura global de importação e preocupações com a escassez de trabalho migrante afetou a produção na Malásia".
No caso dos laticínios, o índice subiu 1,5% face a agosto, devido a uma "forte procura global de importação" e a fatores sazonais na Europa e na Oceânia.
Quanto preço do açúcar, deu-se um acréscimo de mensal de 0,5%, mas um aumento anual de 53,5%, uma evolução que a FAO atribui às "condições climáticas adversas e ao aumento dos preços do etanol no Brasil, que é o maior exportador mundial de açúcar".
Já o índice de preços de carnes permaneceu "praticamente inalterado em setembro em comparação com o mês anterior, embora o aumento anual tenha sido de 26,3%".
Receios nos mercados
Nos mercados de capitais, os analistas e gestores de fundos estão apreensivos e receiam uma possível crise alimentar. A gestora de ativos Sixty Degrees já alertou em fevereiro deste ano para a existência de riscos que possam levar a concretizar-se este cenário.
"A Sixty Degrees mantém as suas convicções, já divulgadas em fevereiro último, quanto à elevada probabilidade de estarmos perante uma crise alimentar no quadro de um cenário de estagflação a nível global", disse Nuno Sousa Pereira, responsável de investimentos da gestora de ativos.
"O mercado tem convergido paulatinamente para este cenário", alertou. Citou o facto de o preço das matérias-primas alimentares estar a manter "a toada de subida ao longo do ano" a que se soma o aviso do Fundo Monetário Internacional (FMI), que, no seu mais recente outlook, " alerta para a diminuição das perspetivas de crescimento de curto prazo da economia mundial e para o aumento do risco de estagflação".
"O aumento do preço das matérias-primas alimentares é agora generalizado, tendo algumas delas (açúcar, café, arroz e gado) recuperado recentemente o "terreno perdido", desde o início do ano, para as suas "congéneres" soja, trigo e milho", adiantou Nuno Sousa Pereira.
Causas
O gestor de ativos alertou que "a tendência de escalada dos preços é suportada por vários fatores, com especial incidência" na disrupção da cadeia de logística, a nível mundial, que eleva o custo de armazenagem, de transporte e de toda a cadeia de produção. Também o aumento dos custos da energia pesam na fatura, dado ser uma componente importante na produção de fertilizantes e onde o preço do gás natural representa 60% a 90% dos custos de produção. "Esta matéria-prima já subiu cerca de 125% desde final de 2020", apontou.
Somam-se fenómenos climatéricos que têm prejudicado algumas colheitas, como é o caso da maior vaga de frio da história recente do Brasil que acabou por congelar os campos de café resultando na perda desta colheita. E junta-se ainda a falta de mão-de-obra, especialmente nos países ocidentais.
O mesmo gestor de ativos sinalizou que a "procura por bens alimentares mantém-se robusta uma vez que a subida de preços, já antecipada pelos mercados financeiros, só agora se começa a repercutir no consumidor".
Olhos na China
Outro alerta de risco para uma eventual crise alimentar tem vindo da China, que está a braços com a gestão da falência sua maior imobiliária, a Evergrande, com ramificações para o mercado de crédito doméstico e com possível contágio a toda a atividade económica chinesa ou mesmo à economia mundial. Trata-se de uma empresa que tem mais dívida emitida que o Governo português, lembrou o responsável de investimentos das Sixty Degrees.
A par desta situação, tem havido uma escalada da pressão militar chinesa sobre Taiwan. Caso esta situação leve ao confronto/invasão de Taiwan, há riscos para os preços dos alimentos e matérias-primas. Trata-se também do local onde se produz a maior fatia dos mais avançados semicondutores a nível global.
"Uma disrupção do comércio na zona geográfica do Sul da China teria implicações não só sobre os bens alimentares, mas também sobre a maioria das cadeias de produção de outros bens, podendo originar um agudizar deste cenário de estagflação, isto é, baixo crescimento económico com inflação ao nível dos bens de consumo", disse Nuno Sousa Pereira.
Fonte: Dinheiro Vivo
Sabia que população mundial atingirá os 10 biliões de pessoas em 2050?
É importante pensarmos no que comemos por razões de saúde, mas também para a sustentabilidade do planeta.
Por isso, é celebrado no dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, que tem como intuito alertar para a importância da existência de sistemas alimentares sustentáveis a nível mundial.
A DGAV associa-se a esta iniciativa global, procurando dar a conhecer como pode contribuir para ajudar o planeta, através da brochura “Alimentação Sustentável – Salvaguardar o Futuro!”
Saiba mais:
OMS : https://unric.org/pt/dia-mundial-da-alimentacao/
FAO: Video com legendas em Português : https://www.youtube.com/watch?v=pAcaU6pF6_I
Fonte. DGAV
Todos os anos, no mês de setembro, as Nações Unidas e a União Europeia promovem uma campanha de limpeza de praias, que pode ser realizada por equipes de pessoas em qualquer país.
Os primeiros resultados de 2021 já saíram, com Portugal liderando o total de ações realizadas. Segundo os organizadores da campanha, das 260 iniciativas deste ano, 175 aconteceram em praias portuguesas, ou mais de 67%.
A ONU News em Lisboa acompanhou uma dessas ações envolvendo um grupo de crianças de apenas quatro anos de idade. Munida de luvas e de sacos de lixo, a equipe de uma escola particular da capital portuguesa foi até a Praia da Poça, no Concelho de Cascais, com uma missão: ajudar os animais marinhos.
"Por que é que achas que as pessoas não devem deixar lixo na praia? Porque os peixinhos comem e depois não conseguem nadar. Porque os animais morrem e ficam doentes.”
Neste ano, a campanha de limpeza de praias na União Europeia foi mesmo dedicada à proteção da vida marinha. A professora Teresa Salema, da escola Park International, que acompanhou as crianças na Praia da Poça, falou sobre a importância de começar este tipo de ação desde muito cedo.
50 toneladas de lixo recolhido
“Eles estavam mesmo empenhados em encontrar lixo e principalmente, em proteger os animais. Sempre com a preocupação de que eles não engulam, que não fiquem a tossir, que não haja objetos que trespassem a barriga deles e que os façam morrer. Desde pequeninos, ganham este hábito que é tão importante, de não deitar o lixo para o chão e de ter esta preocupação, se vem o vento ou se vem as ondas, levam o lixo para o mar e depois o oceano fica poluído com o nosso lixo. E porque, inevitavelmente, essa mensagem também passa aos pais.”
Neste ano, 52 países participaram da campanha da ONU e da União Europeia, com mais de 50 toneladas de lixo recolhidas das praias. Em junho de 2022, Lisboa será a sede da Conferência dos Oceanos da ONU.
Proteger a vida marinha e preservar mares e oceanos é a meta número 14 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que prevê reduzir de forma significativa todo o tipo de poluição marinha até o final desta década.
Fonte: ONU News
Todos fazem compras, mas nem todos compram o mesmo. Há aqueles que vão à procura das melhores ofertas e aqueles que não se preocupam tanto com as suas despesas. Há aqueles que só compram produtos de marca e fãs de marcas da distribuição, aqueles que só querem produtos ecológicos e aqueles que só olham para o preço, entre outros.
De acordo com a Tiendeo.com, existem sete tipos de consumidores, que se destacam pela sua forma de compra, pelo tipo de produtos que consomem, pelas suas preferências de marca e pelos canais utilizados.
7 perfis
O primeiro dos compradores seria o prático. Para os consumidores práticos, as compras são um ato simples destinado a satisfazer uma necessidade. Vão às lojas o menos possível e consomem apenas para satisfazer as suas necessidades básicas. Reconhecem a dinâmica das ofertas e não são facilmente enganados pelas técnicas de venda. São pessoas práticas, não gostam de complicações e muito menos das compras supérfluas.
O comprador omnicanal move-se habilmente entre o papel e o digital em busca do melhor negócio. É um consumidor ativo, sempre à procura de pechinchas. Para ele, é um desafio obter um produto ao melhor preço e coloca todos os seus recursos, tempo e dedicação nesta busca.
O terceiro tipo de consumidor é o comprador virtual, que tem tudo controlado a partir do seu smartphone. Eliminou tudo o que não é digital. São pessoas curiosas, sempre atualizadas e constantemente a olhar para o futuro.
Há também quem seja vítima da moda, independentemente de o que está a comprar ser ou não útil. O mais importante é que seja um produto/local/serviço o mais elegante possível. São geralmente pessoas com uma personalidade facilmente influenciável, materialista e com necessidade de impressionar.
Em linha com o consumidor que valoriza cada vez mais a sustentabilidade, a Tiendeo.com estabelece a categoria do comprador de zero quilómetros. São aqueles que se comprometem a comprar apenas produtos com baixo impacto ambiental, com uma cadeia de fornecimento certificada e embalagens sustentáveis. Ou seja, produtos que respeitam o ambiente. Trata-se de consumidores com uma forte consciência ecológica, preocupados com as consequências dos produtos para a sua saúde. São geralmente informados, vegetarianos ou vegan e preocupam-se com o futuro do planeta.
O penúltimo tipo de consumidor é o compulsivo. Não resiste à vontade de comprar e não consegue estabelecer limites. São consumidores que sofrem de compras compulsivas e que compram para se sentirem bem, pela emoção do momento e, depois, se arrependem do que compraram.
Finalmente, a Tiendeo identifica o consumidor da velha guarda. É um consumidor leal aos seus costumes, que gosta especialmente de lojas locais e de tudo o que representam: contacto direto entre cliente e comerciante, rotina, aconselhamento sobre produtos, possibilidade de tocar nos produtos. É o perfil do cliente que tem sempre o seu pão reservado na padaria. Nunca fez uma compra online e, a menos que seja essencial, prefere continuar a fazer compras nas lojas locais. Para ele, o momento de compra é uma oportunidade de diálogo, de intercâmbio e de conhecimento.
Fonte: Grande Consumo
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) está fortemente preocupada com o crescimento dos preços das matérias-primas, a falta de chips e a crise dos contentores marítimos, que está a provocar um “cocktail explosivo que pode vir a ter impacto” com impacto nas compras dos portugueses, avisa Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, em declarações ao ECO.
Lobo Xavier adianta que estes fatores conjugados “estão a provocar muitos constrangimentos para a importação de produtos de fora da Europa e que têm um peso significativo no retalho especializado”, num período a dois meses do natal.
O responsável, sublinhando este panorama de incerteza, deixa garantias que “os retalhistas estão todos a lutar para que não se venham a sentir” atrasos na chegada das mercadorias, assim como falhas na produção. “Há um risco latente de poder haver eventualmente falhas em algumas categorias de produtos”, avisa o responsável.
As falhas poderão vir a sentir-se em várias áreas do retalho especializado, como nos equipamentos eletrónicos e nos brinquedos. “São produtos que tendencialmente vêm de fora da Europa e que podem estar em risco. Não queremos, de maneira nenhuma, alarmar os consumidores, mas nalgumas categorias de produto, se houver uma grande procura, poderemos ter dificuldade em repor os stocks”, alerta Lobo Xavier.
Neste âmbito, a APED pretende “sensibilizar, em primeiro lugar, os consumidores porque se, eventualmente, verificarem algumas falhas nos espaços, estas não devem ser imputadas aos retalhistas, mas antes ao facto de o canal de distribuição não estar a funcionar”, realça o diretor-geral.
Fonte: Hipersuper
Um grupo de investigadores descobriu um gene que poderá aumentar o tempo de vida do tomate, sem sacrificar o seu sabor. A investigação envolveu o Boyce Thompson Institute (BTI), a Universidade de Cornell, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) e a Universidade de Zhejiang.
A investigação, liderada pelo investigador do BTI, Jim Giovannoni, investigou o genoma do tomate (Solanum lycopersicum) para procurar genes envolvidos no amolecimento da fruta, mas não na maturação de frutas. O BTI explica, em comunicado, que o resultado foi a identificação do S. lycopersicum lateral organ boundaries (SlLOB1), que regulavam uma ampla gama de genes relacionados com a parede celular e processos de amolecimento de fruta.
“Até agora, quase todos os fatores de transcrição que o meu laboratório identificou no tomate estão envolvidos no controlo global do amadurecimento”, disse Jim Giovannoni. “O SlLOB1 é interessante porque regula principalmente os genes envolvidos no amolecimento da parede celular e outras mudanças texturais do fruto”, considerou.
“As primeiras indicações de amadurecimento ocorrem no lóculo, mesmo antes de o fruto começar a mudar de cor ou produzir etileno que o ajuda a amadurecer”, explicou ainda. Por esta razão, a equipa procurou uma base de dados de expressão de genes de tomate para fatores de transcrição que eram altamente expressos no lóculo. Também procuraram genes com expressão elevada no pericarpo – a parede exterior do fruto – na premissa de que era suscetível de expressar fatores de transcrição específicos de amolecimento. Em ambos os tecidos, altos níveis de SLOB1 coincidiram com o amadurecimento.
Nas plantas vivas de tomate, a equipa descobriu que a expressão inibidora do SlLOB1 resultou num abrandamento do amadurecimento e em frutos mais firmes, enquanto a sobreexpressão do gene acelerou o processo de amadurecimento.
Efeitos da inibição do SILOB1
A investigação descobriu ainda que a inibição da expressão SlLOB1 não teve qualquer efeito no processo de maturação: os tomates amadureceram nos seus tempos normais. Os níveis de fruta dos açúcares e ácidos não foram inalterados, sugerindo que “do ponto de vista do sabor, os frutos provavelmente se mantiveram inalterados”, disse o líder da investigação, embora reconheça que o estudo não incluiu testes de sabor. “O que mudou foi a textura dos frutos; permaneceram mais firmes mais tempo e amoleceu mais tarde”, explicou.
“Se encontrarmos variantes genéticas SlLOB1 que retardam o amadurecimento, os agricultores podem introduzi-las em variedades comerciais para produzir tomate de alta qualidade e com bom sabor que não se tornam muito macios antes que o consumidor os leve para casa”, concluiu.
O abrandamento retardado induzido pela inibição da expressão SlLOB1 foi associado a uma outra mudança: os frutos eram de cor vermelha mais escura, devido aos níveis mais elevados dos pigmentos betacaroteno e licopeno no lóculo, e licopeno no pericarpo.
“Estes tomates também têm uma qualidade nutricional aumentada porque estes pigmentos são antioxidantes e o seu corpo converte beta-caroteno em vitamina A”, disse Jim Giovannoni.
Os investigadores estão agora a trabalhar para introduzir o SlLOB1 e outros genes em variedades de tomate heirloom e para entender melhor o amadurecimento do tomate.
Fonte: Agroportal
A exportação de Vinho Madeira para a China registou um crescimento de 8% em 2020, face ao ano anterior, indicou hoje o Governo Regional, referindo que foram comercializados 59 mil litros, no valor de 750 mil euros, mais 54%.
“Este significativo aumento em valor foi determinado pela apetência do mercado [chinês] pelas gamas mais elevadas do vinho Madeira”, refere a Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural, em comunicado, sublinhando que as restrições inerentes à pandemia de covid-19 não afetaram as exportações para aquele país.
Os dados foram divulgados na sequência de uma prova de vinhos que decorreu na cidade chinesa de Wuhan, na segunda-feira, numa parceria entre o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) e a Viniportugal, entidade responsável pela organização de provas internacionais de vinhos portugueses.
“A participação do Vinho Madeira neste certame fez-se através das empresas Justino’s Madeira Wines, Henriques & Henriques e Pereira D’Oliveira, as quais se fizeram representar pelos seus importadores daquele país”, indica a secretaria regional.
No comunicado é referido que a China é um “mercado com grande potencial de crescimento para o Vinho Madeira”, pelo que a ação promocional foi de “grande interesse estratégico” para este produto regional.
“Sendo a mesma destinada a profissionais e agentes do setor vínico, contribuiu, deste modo, para uma maior promoção e consequente potencialização de um crescimento sustentado do setor dos vinhos portugueses, no qual se inclui o vinho Madeira, no mercado asiático”, sublinha a secretaria tutelada pelo social-democrata Humberto Vasconcelos, no governo de coligação PSD/CDS-PP.
A ação de promoção do IVBAM na China enquadra-se no Plano Promocional do Vinho Madeira, cofinanciado a 85% através do Programa Operacional Regional da Madeira 2014-2020, sendo o restante suportado pelo Orçamento Regional.
Fonte: Agroportal
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