A quantidade de pescado transacionado aumentou 19,7%, passando de 68,6 mil toneladas em 2020 para 82,2 mil toneladas em 2021.
O valor do pescado transacionado nas lotas e postos de Portugal Continental, sob gestão da Docapesca, aumentou 22,7%, para 181,9 milhões de euros, nos primeiros nove meses deste ano em termos homólogos, anunciou esta sexta-feira o Ministério do Mar.
Em comunicado, a secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, informa que a quantidade de pescado transacionado também aumentou 19,7% no período em análise, passando de 68,6 mil toneladas em 2020 para 82,2 mil toneladas em 2021, assim como o preço médio, que subiu 2,5%, para 2,21 euros/kg (quilograma).
“Comparativamente ao período homólogo de 2019, ou seja, em período anterior à pandemia de Covid-19, verifica-se, igualmente, um aumento do valor de pescado transacionado, de 8,4%”, avança a tutela, acrescentando que o preço médio do pescado registou também um crescimento, de 10,9%.
A Docapesca — Portos e Lotas, S.A. é uma empresa do Setor Empresarial do Estado tutelada pelo Ministério do Mar que tem a seu cargo, no continente, o serviço da primeira venda de pescado e o apoio ao setor da pesca e respetivos portos, dispondo de 24 lotas e 36 postos.
Fonte: Observador
Após ter sido concluído o plano fitossanitário entre a DGAV e o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas – DSVIA (Brasil), que incluiu uma auditoria a Portugal de inspetores da DSVIA em agosto último, estão reunidas as condições para retomar a exportação de ameixa para o Brasil.
A primeira remessa de ameixa nacional foi assim aprovada e emitido o respetivo certificado fitossanitário, pelos serviços de inspeção fitossanitários portugueses.
Para saber mais sobre o procedimento de exportação de ameixa para o Brasil pode consultar aqui (Exportação de Vegetais e Produtos Vegetais).
Fonte: DGAV
Os porcos poderiam ser geneticamente editados para se tornarem resistentes a um vírus reprodutivo e respiratório que está a devastar propriedades pecuárias em todo o mundo.
Numa altura em que o Reino Unido se prepara para ‘suavizar’ as regras da edição genética em plantas, um grupo de cientistas, veterinários e produtores de gado apelaram ao governo de Boris Johnson para ‘libertar’ a ciência de restrições desnecessárias, de modo a permitir a criação de animais resistentes a doenças, seca e ondas de calor.
Depois de uma consulta pública sobre a utilização da edição de genes, espera-se que o governo britânico proponha num futuro próximo uma flexibilização das restrições à utilização de tecnologias de edição de genes. Mas temendo que esta ‘abertura’ do governo de Boris Johnson se aplique apenas às plantas, deixando de fora os animais, um grupo de cientistas, veterinários e produtores de gado escreveu ao Ministro do Ambiente, George Eustice, apelando à flexibilização das regras também na produção de gado. O grupo argumenta que “a biotecnologia é comparável aos métodos tradicionais de criação e é vital para criar porcos, vacas e aves resistentes a doenças, seca e ondas de calor”.
“É tão importante podermos usar o enorme poder da edição de genes para criar animais resistentes a doenças, secas e ondas de calor quanto para criar novas variedades de plantas”, disse o professor Bruce Whitelaw, do Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo. “Isso é particularmente importante à medida que o aquecimento global se intensifica e nos esforçamos para garantir que os animais estão protegidos contra futuros surtos de doenças zoonóticas”.
O valor da edição de genes neste último campo é demonstrado pelo trabalho realizado no Instituto Roslin e no Imperial College London, onde os cientistas identificaram um gene que pode conferir resistência à gripe. “Agora podemos pensar em usar a edição genética para criar animais resistentes à gripe aviária e suína e, assim, conter surtos, ao mesmo tempo que reduzimos o risco de desencadear futuras pandemias em humanos”, garantiu Bruce Whitelaw, um dos signatários da carta.
Outros desenvolvimentos recentes na edição de genes no gado incluem a criação de porcos que podem lutar contra uma doença conhecida como vírus da síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSV), que está a devastar varas de porcos em todo o mundo. “Usar a edição de genes tem o enorme poder de economizar milhões de libras e de parar o sofrimento animal”, disse Bruce Whitelaw.
“A investigação em edição de genes no Reino Unido foi prejudicada pelos obstáculos regulatórios desnecessários e não científicos que herdamos da União Europeia”, sublinhou Helen Sang, também do Instituto Roslin e signatária da carta. “Isso deixa-nos atrasados em relação à abordagem adotada noutras partes do mundo, como Japão, Austrália, Argentina, Brasil e Canadá.”
Espera-se que o Reino Unido se liberte dessas amarras legislativas com um anúncio em breve do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais. No início deste ano, um relatório da Taskforce sobre Inovação, Crescimento e Reforma Legislativa aconselhou o governo a prosseguir com a reforma regulatória da edição de genes em plantas, mas foi mais cauteloso sobre a utilização da tecnologia na pecuária.“Algumas pessoas não gostam da ideia de alterar geneticamente os animais, mas temos feito isso há milhares de anos, transformamos lobos em chihuahuas e ninguém parece importar-se”, acrescentou Bruce Whitelaw.
Leia o artigo original aqui.
Fonte: CiB - Centro de Informação de Biotecnologia
A produção de peixe em aquacultura em Portugal deverá atingir 25.000 toneladas por ano a partir de 2030 e o contributo do setor do pescado no total das exportações será de 7%, indicou o ministro do Mar.
“Neste momento, produzimos 14.000 toneladas de pescado em aquacultura. O nosso objetivo é chegar às 25.000 toneladas em 2030, em termos perfeitamente realistas”, disse Ricardo Serrão Santos, realçando que a projeção é feita com base “no crescimento que está a acontecer”.
O ministro do Mar presidiu hoje à sessão de encerramento da conferência anual da Sociedade Europeia de Aquicultura, considerado o maior encontro científico e técnico do setor, que decorre no Funchal e conta com 1.200 participantes.
De acordo com o governante, entre 2013 e 2018, a produção de peixe e moluscos em aquacultura em Portugal cresceu 41% e as vendas aumentaram 124%, sendo que em 2019 excedeu as 14.000 toneladas (mais 2,5% do que em 2018) e o volume de negócios foi de 118,5 milhões de euros (mais 24% do que no ano anterior).
Ricardo Serrão Santos sublinhou que o setor conta com financiamento comunitário, através do programa Mar 2020 e do Fundo Azul, e destacou a sua relevância no futuro da alimentação da população mundial.
“A investigação que temos é de ponta, a tecnologia está matura e continua a desenvolver-se”, disse, vincando a necessidade de incentivar a ligação entre a ciência e indústria, a academia e os empreendedores, para garantir a continuidade da produção de “alimentos saudáveis com base nos oceanos”.
O ministro do Mar considera que a aquacultura é um processo em expansão e irreversível, embora reconheça que, no século passado, o setor teve um impacto negativo no ambiente marinho, devido à utilização de antibióticos e nutrientes que contaminaram as águas.
“Mas agora vamos ter a aquacultura como uma via de desenvolvimento e de grande futuro na economia do mar e das populações”, afirmou, destacando também o potencial da Madeira, onde produção já atingiu as 1.200 toneladas por ano, com um volume de negócios de 6 milhões de euros.
A conferência da Sociedade Europeia de Aquicultura, cujos trabalhos ainda decorrem, contou com a apresentação de 855 comunicações científicas, entre segunda-feira e hoje, sendo que a iniciativa teve apoio do Governo da República, do Governo Regional da Madeira, da Associação de Promoção da Madeira e da ARDITI – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação.
Associada à conferência, realizou-se uma feira industrial em que participaram cerca de 100 empresas e outras instituições ligadas ao setor.
Fonte: Agroportal
A Câmara Municipal de Lisboa, com o apoio do projeto Life Lungs, convida todos os cidadãos a plantar árvores em vários locais da cidade. A iniciativa integra uma das seis ações do projeto, que tem como finalidade promover a adaptação das cidades às alterações climáticas.
A primeira ação realiza-se este sábado, dia 9 de outubro, em três locais diferentes, nos Olivais, na Quinta das Conchas e na área envolvente ao Estabelecimento Prisional de Monsanto.
Para participar, deve inscrever-se no site, indicando o local onde pretende participar e o horário preferencial. Existem várias sessões disponíveis: 9h00, 9h30, 10h00, 10h30 e 11h00, para a Quinta das Conchas e para os Olivais, e ainda 11h30 e 12h00, para a área envolvente ao Estabelecimento Prisional de Monsanto. Cada sessão tem o máximo de 25 vagas disponíveis.
A Lipor anunciou esta quarta-feira que aprovou uma estratégia a dez anos de mitigação das alterações climáticas e assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 30% até 2030.
Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a empresa intermunicipal de gestão de resíduos do Grande Porto revelou que a Estratégia 4M, a vigorar na próxima década, assenta em quatro pilares: Menos Resíduos, Menos Carbono, Mais Clima e Mais Biodiversidade.
Para os pilares “Menos Resíduos” e “Menos Carbono”, será implementada uma “gestão eficiente dos recursos, com o aumento da eficiência energética dos processos” e uma “aposta em projetos de envolvimento com o cidadão para potenciar a prevenção e reciclagem (multimaterial e orgânica) de resíduos, de forma a concretizar um modelo circular de negócios”.
Já os eixos “Mais Clima” e “Mais Biodiversidade” revelam “o compromisso da Lipor com a adaptação às alterações climáticas e a promoção da biodiversidade no contexto da sua atividade”, destaca a nota.
Na gestão de resíduos, a empresa definiu como “objetivo estratégico” a diversificação de “atividades e negócios, tendo como resultado final uma aposta consistente na economia circular”.
O Relatório Integrado 2020 mostra que “a Lipor obteve uma redução efetiva de 23,2% nas emissões de CO2e [gases equivalentes a dióxido de carbono]”, ou seja, “menos 93.648 toneladas de CO2e face a 2006, o que equivale ao consumo anual de eletricidade de cerca de 11.000 famílias; à circulação anual de cerca de 36.538 automóveis e ao sequestro florestal de cerca de 9.500 hectares num ano”, detalha o comunicado.
Para além da redução direta de emissões de gases de efeito estufa na atividade da gestora de resíduos, alguns dos seus produtos, como os compostos agrícolas, a reciclagem e a produção de energia elétrica, têm “a capacidade de induzir reduções noutros setores de atividade na ordem das 150.000 toneladas por ano”, realçou a empresa.
Da empresa intermunicipal fazem parte Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde.
Fonte: Observador
O projeto piloto relativo ao Sistema de Incentivo ao consumidor para a devolução de embalagens de bebidas em plástico, não reutilizáveis, previsto na Lei n.º 69/20018 de 26 de dezembro, recolheu um total de 472 toneladas de plástico, anuncia a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O projeto decorreu de março de 2020 a setembro de 2021, e distinguiu-se em três fases, que se diferenciaram por tipo de incentivo (descontos, donativos e vertente ambiental). Os consumidores devolviam as embalagens nas máquinas de recolha automática, localizadas 23 grandes superfícies, sendo-lhes atribuído um prémio sob a forma de um talão de desconto, revertido em compras ou em donativos a instituições de solidariedade social (IPSS).
Foram registadas 730 mil transações, com uma média de 23 garrafas por transação e um valor total de 21 toneladas por máquina, e atribuídos mais de 510 mil euros em talões de desconto e 66 mil euros em donativos a IPSS.
O projeto “Quando do Velho se faz Novo – Todos Ganham, Ganha o Planeta” foi implementado pelo consórcio constituído pela Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais Naturais e de Nascente (APIAM), Associação Portuguesa de Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (PROBEB) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), e foi financiado pelo Fundo Ambiental, do Ministério do Ambiente e da Ação Climática (MAAC), no âmbito do Plano de Ação para a Economia Circular.
Fonte: Greensavers
A Comissão Europeia adotou hoje medidas excecionais de apoio aos setores do vinho e da fruta e produtos hortícolas, incluindo maior apoio a seguros de colheitas e fundos mútuos e também às organizações de produtores.
De acordo com uma nota de imprensa, as medidas hoje adotadas para o setor vitivinícola incluem apoios adicionais para os instrumentos de gestão de riscos, nomeadamente seguros de colheitas e fundos mutualistas, assim como a extensão por mais um ano, até 15 de outubro de 2022, do período de vigência das medidas de flexibilidade em vigor.
No setor da fruta e produtos hortícolas, o apoio às organizações de produtores – normalmente calculado com base no valor da produção – será compensado de modo a não ser inferior a 85 % do valor correspondente ao ano anterior.
As medidas de flexibilidade do setor vitivinícola incluem, entre outras, a destilação de crise e ajuda à armazenagem, bem como o aumento para até 70% da contribuição da União Europeia para todas as medidas dos programas nacionais de apoio ao setor.
Um primeiro pacote de medidas para ajudar os agricultores a fazer face à crise provocada pela pandemia da covid-19 foi adotado em maio de 2020, tendo sido complementado por um segundo, em julho de 2020, dirigido ao setor vitivinícola, tendo o período de vigência de ambos sido ainda alargado para 2021.
“Desde as geadas de primavera às inundações, passando pelas vagas de calor, as condições meteorológicas extremas registadas este ano têm sido particularmente duras para os setores do vinho, fruta e produtos hortícolas, isto depois de um 2020 já problemático devido à crise provocada pela covid-19”, salientou o comissário europeu para a Agricultura, Janusz Wojciechowski.
Pode consultar aqui.
Fonte: Agroportal
Analisar frutas e vegetais e identificar bactérias e químicos prejudiciais em minutos é o objetivo de um novo consórcio financiado pela União Europeia. O sistema quer permitir aos trabalhadores monitorizar dezenas de amostrar de frutas e legumes, com resultados em menos de 30 minutos, relata o portal britânico New Electronics.
O sensor utiliza partículas de luz para deteção dos vestígios de bactérias ou pesticidas, sendo que não necessita de usar químicos ou corantes como marcador da presença desses vestígios.
O projeto, chamado GRACED, está atualmente a ser coordenado pela CyRIC – Cyprus research and innovation Centre. Os desenvolvedores inspiraram-se num dos seus sensores existentes que examina a água para detetar contaminação microbiológica ou contaminação química com um pequeno número de pesticidas.
A equipa considera as aplicações extremamente úteis para várias alternativas de produção de alimentos de próxima geração.
“As quintas verticais ou urbanas são como um laboratório onde tudo é conduzido em salas controladas. Controlar a qualidade da água é muito importante para o sucesso deste tipo de explorações, e se este processo for automatizado, é ainda melhor”, disse o coordenador do projeto, Alessandro Giusti.
O processo, com previsão de conclusão em 2024, vai conduzir testes na França, Itália e Hungria, cobrindo os diversos tipos de sistemas de produção agrícola.
Fonte: Agroportal
Mais de 30 empresas e associações de produtores de frutas, legumes e flores de Portugal estão até quinta-feira na Feira Internacional de Madrid, satisfeitos por poderem contactar novamente de forma presencial os seus clientes.
“Estamos extremamente satisfeitos e a celebrar o nosso regresso a esta feira de forma presencial”, disse o presidente executivo da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade, na abertura hoje, em Madrid, da feira Fruit Attraction.
A associação que promove as frutas, legumes e flores de Portugal trouxe este ano à capital espanhola 20 empresas, oito parceiros e sete associações de um subsetor que está em expansão.
O dirigente da Portugal Fresh vai mais longe e assegura que, “se houver uma estratégia forte de aposta no regadio”, o subsetor irá conseguir responder ao incremento internacional da procura e crescer a produção dos atuais 3.000 milhões para 4.000 milhões de euros daqui a 10 anos.
Presente na inauguração da feira, o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, também se congratulou pelo aumento da qualidade das frutas, legumes e flores produzidas em Portugal, o que leva às boas perspetivas de aumento da produção e das exportações nos próximos anos.
Eurico Brilhante Dias definiu como objetivo que o subsetor consiga alcançar os 2.000 milhões de euros em exportações até 2027 (em 2020 exportou 1.683 milhões de euros).
Para que isso seja possível, a secretaria de Estado da Internacionalização está a trabalhar na divulgação de produtos como a pera rocha e a laranja do Algarve em vários mercados, nomeadamente da Ásia, que têm perspetivas de crescer muito nos próximos anos.
“É muito importante virmos a esta feira para voltarmos a estar com os clientes e conhecer novos clientes”, disse à agência Lusa Sebastião Lorena, da empresa Nogam, que produz nozes e amêndoas.
Para este responsável, é “fundamental” o contacto presencial com os clientes, depois de em 2020 a Fruit Attraction não se ter realizado devido às restrições impostas pela luta contra a pandemia de covid-19.
Presente pela primeira vez no certame, Sara Domingues, da Mó de Cima (produção de figos), está “otimista” com os resultados da feira, que já permitiram fazer “alguns contactos promissores”.
Para Sara Domingues, a feira é um lugar privilegiado para contactar potenciais novos clientes e resolve o problema de a empresa ter pouco tempo de vida e não ter ainda meios para fazer a promoção dos seus produtos à distância.
Fonte: Greensavers
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