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10 outubro 2025 | Dia Mundial do Ovo

  • Thursday, 09 October 2025 13:04

O Dia Mundial do Ovo foi estabelecido em Viena 1996, quando foi decidido comemorar o poder do ovo na segunda sexta-feira de outubro de cada ano.

Desde então, os fãs de ovos em todo o mundo pensaram em novas maneiras criativas de homenagear essa incrível usina de nutrientes, e o dia da celebração cresceu e evoluiu com o tempo.

Os ovos são ricos em proteínas, vitaminas e minerais, enquanto são pobres em teor calórico. Além de ser uma fonte importante de colina e de nutrientes, o ovo é barato, tornando-se um alimento versátil na cozinha, completando qualquer refeição do dia.

Os atletas comem ovos crus para o treino, mas os ovos são mais consumidos estrelados, mexidos ou cozidos. Eles podem ser ingeridos numa omelete ou em pratos mais doces, como bolos.

O Dia Mundial do Ovo é uma oportunidade incrível para aumentar a conscientização global sobre o poderoso ovo, um alimento integral naturalmente nutritivo e acessível que promove a nutrição e o bem-estar em todo o mundo.

Neste dia aproveite para comer um dos alimentos mais completos que existe, da forma que mais lhe convier.

Fonte: World Egg Organization

Decorreu, ao longo de 2025, a Operação conjunta internacional OPSON XIV, inserida na iniciativa hashtag#EMPACT, que resultou na apreensão por parte de autoridades policiais e alfandegas, de mais de 11 toneladas de produtos alimentares, cerca de 1,4 milhões de litros de bebidas e de 259.000 pacotes de mercadorias, tudo num valor superior a 95 milhões de euros.
Foram desmanteladas 13 redes criminosas, emitidos 101 mandados de detenção e identificados 631 indivíduos.

A ação conjunta internacional coordenada pela EUROPOL e em que participaram 31 países da Europa e EUA, bem como as agências europeias – OLAF, DG SANTE e DG AGRI, teve como objetivo proteger a saúde pública e combater fraudes alimentares que podem pôr em risco os consumidores.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) participou e desempenhou um papel fundamental na OPSON XIV, destacado na Press Release da EUROPOL, com a investigação desenvolvida na Região Norte de Portugal, que visou desmantelar uma unidade de abate clandestino com destino final para estabelecimentos de restauração.

A fraude alimentar, a contrafação de géneros alimentícios bem como a utilização abusiva de indicações geográficas protegidas constituem uma área de criminalidade significativa e grave que tem de ser combatida a nível internacional, pelo que a ASAE faz parte desta operação internacional desde o ano de 2013.

Fonte: ASAE

O mercado europeu de bebidas está a passar por uma transformação estrutural impulsionada por uma nova geração de consumidores que privilegia alternativas mais saudáveis e inovadoras ao álcool. De acordo com novos dados da Circana, apresentados no Beverage Forum Europe 2025, 71% dos consumidores na Europa estão a comprar, armazenar ou consumir menos bebidas alcoólicas, e quase um em cada quatro jovens entre os 25 e os 35 anos deixou de comprar álcool por completo.

Com um valor total de mercado que já atinge os 166 mil milhões de euros – representando cerca de 23% de toda a procura de produtos de grande consumo alimentar (CPG) nos seis maiores mercados europeus (França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha e Reino Unido) — o sector das bebidas está a ser liderado pelo crescimento das bebidas não alcoólicas.

Enquanto o volume geral aumentou +0,6% e o valor de vendas cresceu +2,1% em comparação com o ano anterior, as bebidas alcoólicas registaram uma queda de -1,8% no valor de vendas (para 68 mil milhões de euros). Em contrapartida, as bebidas não alcoólicas registaram um crescimento de +5,1%, alcançando os 97 mil milhões de euros. Soft drinks, misturas funcionais e opções com baixo ou nenhum teor alcoólico já representam quase 60% do total de vendas no sector.

 Entre as principais razões apontadas pelos consumidores para esta mudança estão a perceção de que estas bebidas são “mais refrescantes” (55%), “mais saudáveis, com ingredientes de origem vegetal”, “melhor sabor” (27%), “melhor para o meu bem-estar” (22%) e “adequadas ao meu estilo de vida” (21%). Bebidas funcionais, com proteína, kombucha ou opções com baixo teor alcoólico que prometem melhorar o humor estão entre as preferências emergentes.

Ananda Roy, vice-presidente sénior da Circana, disse: “a mensagem para as marcas é clara: ‘mais do mesmo’ já não é uma estratégia de crescimento. O crescimento não virá de disrupções de curto prazo, mas de uma reinvenção estratégica. À medida que novos consumidores, necessidades e ocasiões remodelam o mercado, a liderança da categoria pertencerá àqueles que fortalecerem as suas capacidades, inovando com propósito, incorporando a sustentabilidade e envolvendo os compradores de maneiras credíveis e duradouras”.

Principais conclusões

Novos consumidores e novas ocasiões estão a redefinir o papel das bebidas no quotidiano, exigindo que as marcas adaptem os seus portfólios a padrões de consumo em mudança.

O crescimento fora das categorias tradicionais de álcool está a acelerar e terá um impacto crescente no sector dos vinhos e espirituosas até 2035, tornando essencial a inovação entre categorias. A sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência regulamentar para se tornar uma oportunidade comercial — ainda que limitada pela disponibilidade e acessibilidade. As marcas que conseguirem equilibrar ambos os fatores ganharão vantagem competitiva.

A verdadeira inovação passa por reinventar o design do produto, os preços, a distribuição e a relação com o consumidor, e não por promoções de curto prazo. Por fim, a procura por bebidas com baixo ou nenhum teor alcoólico revela uma mudança estrutural rumo à moderação, tendência que moldará o sector até 2045, embora o legado e o artesanato das marcas tradicionais continuem a ser ativos valiosos.

Fonte: Grande Consumo

Uma análise da canela no mercado europeu revelou fraudes e potenciais problemas de segurança.

Os cientistas afirmaram que o problema requer atenção, dado o aumento previsto do mercado global de canela.

A análise envolveu 104 amostras de canela compradas em retalhistas de 10 países da UE, bem como no Reino Unido, Sérvia e Sri Lanka. As amostras em pau e moídas eram principalmente do Sri Lanka, mas também de Madagáscar, Vietname, Índia e Indonésia. A Food and Drug Administration dos EUA aprovou recentemente certificações de importação e alertas sobre a canela de certas áreas da Indonésia, porque as amostras revelaram contaminação radioativa.

Cientistas do Centro Comum de Investigação (JRC), a agência científica e de conhecimento da Comissão Europeia, utilizaram quatro métodos de triagem desenvolvidos internamente.

Em 2023, a canela foi a quinta especiaria mais importada na UE. Existem dois tipos principais: a canela do Ceilão, nativa do Sri Lanka, e a Cassia, nativa de Mianmar, uma alternativa mais barata e de menor qualidade, com um sabor mais forte, que contém naturalmente cumarina, um composto potencialmente tóxico para o fígado.

Até 9% das amostras rotuladas como canela do Ceilão foram total ou parcialmente substituídas por canela Cassia. A canela do Ceilão é cerca de duas vezes mais cara que a Cassia.

Conclusões sobre a segurança do chumbo

Mais de 66 % das amostras não cumpriam as normas internacionais de qualidade, não estavam em conformidade com a legislação da UE em matéria de segurança alimentar, eram suspeitas de fraude ou excediam potencialmente os limites legais de cumarina.

Os resultados podem ajudar a comunidade científica e os decisores políticos a estabelecer valores-limite para os diferentes componentes da canela e a definir quando uma amostra deve ser considerada suspeita. O JRC afirmou que isto permitirá uma vigilância mais detalhada e ajudará as autoridades a agir.

O estudo revelou que 10 amostras não cumpriam o limite máximo de 2 mg de chumbo/kg de canela previsto na legislação europeia em matéria de segurança alimentar e que 31 amostras eram potencialmente perigosas para as crianças devido ao elevado teor de cumarina.

Dezenove amostras apresentavam um elevado nível de crómio, variando entre 2 e 20 mg/kg. No entanto, a legislação europeia sobre contaminantes não estabelece limites máximos para este composto.

Os resultados foram publicados na revista  Science of Food. Os investigadores afirmaram que o processamento e a cadeia de abastecimento das especiarias são complexos, longos e globalizados, e que a fraude pode ocorrer em qualquer fase.

Suspeitou-se de fraudes, como a substituição da casca por outras partes da árvore da canela, como raízes, folhas e flores, em várias amostras. Além disso, cerca de 21% das amostras não cumpriam as normas internacionais devido ao elevado teor total de cinzas.

Algumas conclusões podem ser devidas a problemas de contaminação cruzada, práticas de processamento inadequadas ou ao resultado de substituições fraudulentas.

Fonte: Food Safety News

 

Mantenha a gripe aviária afastada

  • Wednesday, 08 October 2025 13:26

No âmbito da campanha #NoBirdFlu, promovida pela Comissão Europeia e pela EFSA, a DGAV divulga informações essenciais sobre biossegurança nas explorações avícolas, para ajudar a prevenir a introdução e impedir a propagação da Gripe Aviária.

Quer trabalhe numa exploração avícola, cuide de um bando de aves num quintal ou visite explorações avícolas no âmbito da sua atividade profissional, ao seguir estes passos fundamentais, está a contribuir para a proteção da saúde animal!

Consulte a infografia detalhada com orientações sobre higiene, cuidados com equipamentos de proteção e controlo das movimentação de animais e de trabalhadores agrícolas e visitantes das explorações.

Fonte: DGAV

Um novo estudo confirmou que o cultivo de beringela Bt (geneticamente modificada para resistir a pragas) está a aumentar de forma significativa a produtividade e a rentabilidade dos agricultores no Bangladesh, ao mesmo tempo que reduz os custos com pesticidas.

Conduzida por investigadores da Universidade de Hiroshima e parceiros, a análise abrangeu 489 produtores de beringela, dos quais 197 adoptaram a beringela Bt e 292 mantiveram variedades convencionais. Segundo os autores, a adoção da beringela Bt elevou o rendimento em 5.845,33 kg por hectare e aumentou os lucros em 226.577 taka bengalesas (cerca de 1.588,65 euros) por hectare.

Além do impacto económico, o estudo destaca benefícios ambientais: as despesas com pesticidas caíram em 41.269,499 taka (aprox. 343,38 USD) por hectare, reflectindo menor dependência de pulverizações químicas.

Para os investigadores, os resultados mostram um “potencial transformador” para pequenos agricultores, ao combinar mais produtividade, maior rentabilidade e ganhos de sustentabilidade. Contudo, alertam que a expansão da tecnologia exigirá superar barreiras de acesso ao mercado e alguma resistência de produtores tradicionais.

O trabalho recomenda que as autoridades do Bangladesh alarguem o acesso dos agricultores à beringela Bt, com apoio de cooperativas, incentivos e programas de formação direccionados, de forma a acelerar a adopção segura e informada desta cultura.

Os resultados completos estão disponíveis no jornal científico GM Crops & Food.

Fonte: CiB

Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto a evolução das cadeias de abastecimento na indústria de bens de consumo e se há algo que se tornou evidente é que a forma como gerimos a logística (com os seus dados e rastreabilidade) já não pode ser a mesma. O mundo não para de evoluir e as cadeias de abastecimento precisam de acompanhar o ritmo destas mudanças.

Durante muito tempo, tratámos a cadeia de abastecimento como um “mal necessário”: algo que tinha de funcionar, algo que raramente era visto como uma fonte de inovação ou vantagem competitiva. Hoje, esta visão está desatualizada. A rastreabilidade inteligente, suportada por tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), blockchain e Inteligência Artificial (IA), está a transformar completamente o setor. Quem não acompanhar esta transformação, corre o risco de ficar para trás.

Compreender os dados com vista à ação

É um facto que, quando os dados são bem utilizados, podem transformar completamente a forma como uma empresa opera. Já não se trata apenas de saber onde está um produto ou quando vai chegar. Trata-se de antecipar problemas ou reagir eficientemente a estes, otimizar recursos ou reduzir desperdícios, entre outros, graças a uma tomada de decisões baseada em factos e não em suposições.

Tenho visto empresas que, ao adotarem soluções de rastreabilidade inteligente, conseguem reduzir os custos logísticos em mais de 20%, melhorar a precisão das suas previsões de procura e até mitigar o impacto de avarias e problemas de última milha, aumentando com isso a satisfação dos clientes. Não estamos a falar apenas de gigantes globais, mas de exemplos concretos em Portugal, em empresas que decidiram investir em tecnologia, formação e mudança cultural.

Mas também vejo o outro lado: organizações que continuam presas a sistemas obsoletos, a processos manuais e a uma visão limitada da sua cadeia de valor. O mais preocupante é que, muitas vezes, não é por falta de recursos, mas por falta de visão estratégica. A resistência à mudança, o medo do desconhecido e a falta de alinhamento interno continuam a ser os maiores obstáculos à modernização das empresas.

Rastreabilidade inteligente não é um luxo, mas uma necessidade

A verdade é que a rastreabilidade inteligente não é um luxo, é uma necessidade. Num mundo onde os consumidores exigem transparência, os reguladores impõem normas cada vez mais rigorosas e a concorrência é feroz, não há espaço para ineficiências. A cadeia de abastecimento deixou de ser um bastidor invisível para se tornar num palco central da competitividade empresarial.

Mais do que tecnologia, esta transformação exige uma mudança de mentalidade. É preciso ver os dados como um ativo estratégico, investir em competências analíticas e criar uma cultura de melhoria contínua. É preciso envolver as equipas, ouvir os parceiros e, acima de tudo, ter a coragem de experimentar, falhar e aprender.

Acredito profundamente que as empresas portuguesas têm tudo para liderar esta mudança. Temos talento, temos criatividade e temos uma capacidade de adaptação que já demonstrámos em muitos outros contextos. Mas temos de agir. Porque o futuro da indústria de bens de consumo será digital, transparente e orientado por dados. Quem não se preparar, ficará inevitavelmente para trás.

Fonte: Grande Consumo

 

A Unidade de Meio Ambiente, Plantas e Ecotoxicologia da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) lançou uma consulta pública sobre o Projeto de protocolo para avaliação de autorizações de emergência de inseticidas e acaricidas submetido nos termos do Artigo nº 53 do Regulamento (UE) 1107/2009. 

Os interessados ​​são convidados a enviar os seus comentários até 24 de outubro de 2025.

Fonte: EFSA

Ricos em nutrientes e minerais, os brócolos são um forte aliado da saúde digestiva e imunológica. Vegetal versátil, pode ser consumido cozido, salteado, no forno, em puré, entre outras confeções. Bons argumentos para darmos uma oportunidade aos brócolos.

Os brócolos são um dos vegetais mais consumidos na Europa. Pertencem à família das crucíferas, onde se incluem, entre outras, a couve-flor, as couves-de-bruxelas, o rabanete e os agriões.

Sabia que a cor verde dos brócolos advém da presença de clorofila, muito rica em ferro, e semelhante à hemoglobina?

Este vegetal é bastante rico em nutrientes e minerais, podendo ser um forte aliado para a saúde digestiva, cardiovascular e imunológica.

Descubra cinco vantagens para consumir brócolos regularmente:

- São ótimos para consumo regular pela sua frescura e efeito diurético.

São poderosos anticancerígenos (especialmente estômago e intestinos), repletos de betacarotenos e vitamina C (muito importantes para a juventude celular).

- A elevada presença de vitamina K, cálcio, fósforo, zinco e vitaminas A e C, torna o seu consumo essencial para a manutenção de ossos fortes e saudáveis.

- São ricos em fibra solúvel. E, esta fibra solúvel, permite ligar-se ao colesterol, permitindo que seja mais fácil de eliminar pelo fígado – isto ajuda a regular os níveis de colesterol.

- A elevada concentração de fibra favorece o bom funcionamento do intestino.

Acresce que os brócolos são muito versáteis nos cozinhados, pelo que os podemos consumir cozidos, escaldados, salteados, em puré, no forno, entre outros.

Fonte: SAPO

 

No presente estudo foi avaliada a carga microbiana e a eficácia de compostos naturais na extensão da vida útil de espetadas refrigeradas de lula (Loligo duvauceli) e camarão (Parapenaeus longirostris). Após análise microbiológica, observou-se ausência de Listeria monocytogenes e Escherichia coli, mas uma elevada contaminação inicial por Pseudomonas spp., Enterobacterales e bactérias do ácido lático.

Durante o armazenamento a 4 °C, registou-se um crescimento de cerca de 4 log UFC/g em todos os grupos microbianos analisados. Após testadas diferentes soluções antimicrobianas naturais contra microrganismos isolados do produto, o ácido acético demonstrou maior atividade antimicrobiana. Sendo assim, foi avaliada a aplicação de vinagre de vinho tinto (50% v/v) no produto, como alternativa prática e natural. A aplicação por imersão resultou numa redução significativa de Enterobacterales e Pseudomonas spp., enquanto a pulverização não apresentou efeito relevante. A imersão em vinagre revelou-se uma estratégia eficaz, simples e de baixo custo para retardar a deterioração microbiológica do produto, contribuindo potencialmente para o aumento da sua vida útil sem comprometer a segurança alimentar.

Leia o estudo aqui.

Fonte: TecnoAlimentar