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Dia Mundial do Vegetarianismo

  • Wednesday, 01 October 2025 09:09

No dia 1 de Outubro comemora-se o Dia Mundial do Vegetarianismo. Este dia foi estabelecido em 1977 pela Sociedade Vegetariana Norte Americana.
São cada vez mais as famílias portuguesas interessados em adotar padrões alimentares com quantidades elevadas de vegetais ou exclusivamente vegetariano, por razões de saúde ou de filosofia de vida. Embora não seja uma “solução mágica” para todos os problemas de saúde, este padrão alimentar, está associado a vários benefícios, como por exemplo a redução do risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, hipertensão e certos tipos de cancro.

No entanto, esta forma de comer obriga, a alguns cuidados nutricionais específicos e a um planeamento rigoroso no dia-a-dia.

Existem várias sub-vertentes do vegetarianismo, sendo que um vegetariano poderá ser:

  • Ovo-lacto-vegetariano: consome lacticínios e ovos, exclui carne e pescado;
  • Lacto-vegetariano: consome lacticínios mas exclui ovos, carne e pescado;
  • Ovo-vegetariano: consomem ovos mas exclui carne, pescado e lacticínios;
  • Vegano ou Vegetariano estrito: exclui todos os alimentos de origem animal.

A dieta vegetariana tem sido largamente estudada ao longo dos últimos anos, nomeadamente na prevenção de doenças muito prevalentes na nossa sociedade.

Os benefícios associados à dieta vegetariana poderão ser justificados devido ao menor consumo de produtos de origem animal e/ou ao maior consumo de produtos de origem vegetal.

A adoção de uma dieta vegetariana, não significa à partida mais saúde. Tal como na dieta não vegetariana é necessário adotarmos um estilo de vida saudável e optar por escolhas alimentares adequadas. Uma dieta vegetariana mal planeada, com défice de nutrientes ou por exemplo com excesso de sal e gordura, pode ser bastante prejudicial para a saúde.

De forma a ser completa e equilibrada, a alimentação vegetariana poderá incluir os seguintes grupos de alimentos (consoante a sua classificação):

  • Fruta
  • Hortícolas
  • Lacticínios ou alternativas vegetais – leite*, bebida vegetal, iogurte*, queijo* (ou as suas alternativas vegetais), leite fermentado*
  • Leguminosas e derivados, algas – leguminosas. (feijão, grão. ervilhas, lentilhas, favas), derivados (tofu, miso), algas
  • Cereais e tubérculos – arroz, trigo, centeio, milho, quinoa, aveia e produtos derivados (pão, tostas, bolachas, massas, flocos de cerais) – de preferência integrais – e batatas
  • Frutos gordos se sementes – amendoim, frutos gordos (noz, amêndoa, caju), creme de frutos gordos (“manteiga” de amendoim e de amêndoa), sementes (chia, linhaça, papoila, sésamo)
  • Gorduras – azeite e óleos vegetais, creme vegetal e manteiga*
  • Ovo* - ovo, clara, gema de ovo, ovoprodutos, e ovos de outras espécies.


As escolhas alimentares deverão privilegiar alimentos locais e respeitar a sazonalidade dos produtos vegetais, ajudando a preservar desta forma a sustentabilidade ambiental e económica. Uma dieta vegetariana variada e nutricionalmente adequada, recorrendo a produtos da tradição alimentar portuguesa é exequível e desejável, em detrimento de produtos alimentares excessivamente processados.

Alguns produtos processados com a designação “aptos pata vegetarianos”, não são necessariamente adequados nutricionalmente, pois poderão conter na sua composição excesso de sal, gordura ou açúcar adicionados.

A população vegetariana poderá estar em risco de deficiência da vitamina B12. Esta vitamina do complexo B, merece especial atenção para quem tem uma alimentação de base vegetal, pois esta vitamina não exista naturalmente presente em alimentos de origem vegetal.

Para quem segue uma alimentação vegetariana tem duas formas de obter esta vitamina:

  • Ingerindo alimentos fortificados (bebidas vegetais, levedura nutricional, cereais de pequeno-almoço, etc.);
  • Tomando suplemento de vitamina B12.

Também deverá ser dada atenção para a adequação de outros micronutrientes, nomeadamente a vitamina D, cálcio, zinco, ferro, iodo e ácidos gordos essenciais. Os vegetarianos deverão ser informados e encorajados a consumir os alimentos que contenham estes nutrientes.
A alimentação vegetariana é apenas um dos padrões alimentares que pode ser interessante quando bem acompanhado ou um risco quando mal compreendido e utilizado. Como quase tudo.

Fonte: Município Moimenta da Beira

1 de outubro | Dia Internacional do Café

  • Wednesday, 01 October 2025 09:01

No dia 1 de outubro os 77 Estados Membros da OIC e dezenas de associações cafeeiras de todo o mundo celebram o Dia Internacional do Café.

Este dia é uma celebração da diversidade, qualidade e paixão do setor cafeeiro. É uma oportunidade para os amantes do café compartilharem seu amor pela bebida e apoiarem os milhões de agricultores cujos meios de subsistência dependem da cultura aromática.

Muitos países ao redor do mundo celebram seus próprios dias nacionais do café em várias datas ao longo do ano. Em março de 2014, os Estados Membros da OIC concordaram em organizar o Dia Internacional do Café em 1º de outubro para criar um dia único de celebração para os amantes do café em todo o mundo.

Fonte: International Coffee Organization

Tire as duvidas já de seguida.

Abatanado: é o café controverso: “são duas bicas mais um bocadinho de água“ ou “uma bica com um pouco de água“. Há quem diga que é exatamente a mesma coisa que um duplo.

Carioca: é um “segundo café”: ao colocar-se o grão na máquina, tira-se um café mas não se enche a chávena. Só depois é que se tira outro café, com os mesmos grãos, que desta vez irá sair mais fraco.

Italiana: café muito curto (no máximo até meia chávena).

Meia de leite: tira-se um café numa chávena grande e enche-se o restante com leite quente.

Galão: igual à meia de leite mas num copo.

Café duplo: duas dosagens de café numa chávena de meia de leite frio.

Pingado/pingo (no norte): é um café com um pouco de espuma de leite.

Descafeinado: também tem cafeína, no entanto, em menores quantidades do que um café normal.

Café em chávena escaldada: a chávena é aquecida na máquina de café através da pulverização com água muito quente.

Café em chávena fria: ou não aquecida (alguns sítios passam a chávena por água para arrefecer, noutros têm as chávenas no expositor das bebidas para ficar realmente fria).

Café com cheirinho: O “cheirinho” significa um toque de “bagaço” que também pode ser tomado como digestivo.

Café sem ponta: tira-se um café e só se coloca a chávena por baixo do manipulo depois de saírem as primeiras gotas.

Carioca de limão: não tem café, é apenas água fervida com uma casca de limão, num género de chá. Pode pedir-se também curto ou em chávena grande.

Café com gotas de limão: dizem que tira as dores de cabeça.

Fonte: SAPO

5 razões para escolher água embalada em vidro

  • Tuesday, 30 September 2025 13:11

No dia 1 de outubro comemora-se o Dia Nacional da Água. No decorrer do mesmo a Friends of Glass, fórum europeu de consumidores que promove a escolha de produtos embalados em vidro e a posterior reciclagem das embalagens usadas, destaca os benefícios de optar por água engarrafada em vidro. Uma decisão que, refere o fórum, protege a saúde e promove um estilo de vida mais sustentável.

Porque “tão importante como a água que bebemos, é a sua embalagem”. E, “ao escolher água em garrafas de vidro, estamos a cuidar da nossa saúde e do planeta”. Para além de ser um material altamente sustentável, o vidro assegura a qualidade, segurança e confiança no consumo.

Os cinco principais benefícios de optar por água embalada em vidro: 

  1. Pureza e Qualidade: feito apenas de matérias-primas naturais, o vidro preserva intactas todas as propriedades da água, garantindo a sua máxima qualidade.
  2. Sabor e Frescura: o vidro é inerte, não altera o sabor ou odor das bebidas  e mantém a frescura da água por mais tempo, assim como a carbonatação da água com gás.
  3. Sustentabilidade: o vidro é 100% e infinitamente reciclável. A reciclagem das embalagens depois de usadas reduz ainda as emissões de CO2 e o consumo energético na produção de novas embalagens.
  4. Estabilidade térmica: o vidro resiste a baixas e altas temperaturas, sem deformar ou libertar substâncias para a água.
  5. Confiança e Versatilidade: a transparência do vidro permite a fácil detecção de impurezas,  o que transmite confiança ao consumidor, para além da possível diferenciação da marca, com uma garrafa de vidro com um design exclusivo.

Fonte: Grande Consumo

 

OMS lança nova ferramenta digital

  • Tuesday, 30 September 2025 10:48

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma factsheet com os principais resultados de um estudo pioneiro desenvolvido em Portugal e na Arménia, que avaliou a exposição de mulheres grávidas e mães de crianças pequenas ao marketing de substitutos do leite materno e de alimentos para bebés.

Portugal destaca-se assim como um dos primeiros países da Região Europeia da OMS a testar uma nova ferramenta digital, que utiliza técnicas de inteligência artificial, para monitorizar o marketing digital dirigido a este grupo da população.

Os resultados específicos de Portugal já tinham sido divulgados na publicação Exposição de grávidas e mães portuguesas ao marketing de substitutos do leite materno e alimentação complementar.

Esta factsheet da OMS reforça a importância da monitorização da exposição de grávidas e mães de crianças pequenas ao marketing digital de substitutos de leite materno e de alimentos para bebés, uma vez que esta exposição tem sido apontada com um dos determinantes da baixa prevalência de aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses. A evidência mostra ainda que estes tipos de produtos, amplamente publicitados, sobrevalorizam o seu papel na alimentação das crianças.

Principais resultados

Portugal e Arménia apresentam contextos nacionais diferentes no que respeita ao aleitamento materno, sendo que a Arménia apresenta uma taxa de aleitamento materno exclusiva até aos 6 meses superior a Portugal, com quase metade dos bebés (45%) a serem amamentados em exclusivo durante o período recomendado pela OMS, contra apenas 22% em Portugal. Para além disso, os dois países apresentam, um contexto jurídico distinto relativamente a esta temática, sendo que a Arménia tem um enquadramento legal mais alinhado com o Código Internacional do Marketing aos Substitutos do Leite Materno do que Portugal.

No que diz respeito aos resultados do presente estudo observa-se que, em ambos os países (Portugal e Arménia) e nas categorias avaliadas, o marketing digital era utilizado maioritariamente para publicitar alimentos para bebés. Relativamente ao marketing aos substitutos de leite materno, identificou-se publicidade a diferentes fórmulas infantis em ambos os países.

Este estudo revela ainda que, em Portugal, são os snacks que ocupam o topo das categorias mais frequentemente promovidas a grávidas e mães (31%), seguidas dos cereais de pequeno-almoço e papas (23%). Na Arménia, os tipos de produtos identificados foram também cereais com leite de vaca ou cabra ou sem leite, purés de fruta ou hortícolas, bolachas para bebés, bolachas de chocolate, entre outros. Na Arménia, não foi possível realizar a quantificação dos anúncios individualmente para cada categoria.

Da análise efetuada, destaca-se ainda a presença de alegações nutricionais e de saúde ou de outras menções nos rótulos destes produtos, que podem contribuir para a sobrevalorização dos mesmos face ao leite materno e face aos produtos menos processados destinados à alimentação infantil, podendo levar a um abandono precoce do aleitamento materno em favor deste tipo de produtos.

Em Portugal, observou-se ainda que 74% dos alimentos para bebé identificados não cumpria o Nutrient and Promotion Profile Model definido pela OMS, que é frequentemente utilizado para balizar as características nutricionais de alimentos a serem caracterizados como saudáveis.

No que diz respeito ao tipo de plataforma utilizada para o marketing digital das categorias de produtos em análise, foram avaliadas publicidades veiculadas em quatro redes sociais: Facebook, Instagram, TikTok e Youtube. A rede social Instagram ocupa uma posição de destaque como canal da publicidade, representando quase dois terços dos anúncios (64%) a substitutos do leite materno e de alimentos para bebés em Portugal. Por sua vez, na Arménia, é o Facebook que se destaca como rede social predominante, sendo veículo de cerca de 70% dos anúncios a estes tipos de produtos.

Este estudo, realizado em Portugal e na Arménia, destaca-se pelo seu carácter inovador no que respeita à recolha de dados de monitorização direta ao conteúdo publicitado diretamente a grávidas e mães de crianças pequenas, através dos seus dispositivos móveis e através de técnicas de inteligência artificial. Os seus resultados reforçam a necessidade de se monitorizar e regular o marketing alimentar em plataformas online e redes sociais dirigido a grupos populacionais mais suscetíveis, como grávidas e mães de crianças pequenas.

Frutas obrigatórias no outono?

  • Tuesday, 30 September 2025 10:29

Entrámos numa nova estação, com temperaturas mais frias e com outros alimentos disponíveis nos supermercados. O que deve trazer para casa de forma a manter-se saudável? Uma especialista em nutrição revela tudo.

Depois do verão em que apostou em vários alimentos ricos em água, de forma a ajudar na hidratação, chegámos ao outono e são precisas algumas mudanças na alimentação. Uma especialista em nutrição revela o que tem de consumir mais vezes ao longo das próximas semanas.

Ao agregador de blogues HuffPost, Ana Luzón deixou algumas dicas de nutrição que podem fazer sentido nesta fase, bem como os alimentos que precisa de ter em casa e consumir nesta altura.

"Quanto mais frutas consumirmos, melhor será a nossa saúde cardiovascular e metabólica", começou por dizer. "Muitas pessoas acabam por restringir o consumo de frutas com medo de ganhar peso ou por causa do teor natural de açúcar. Contudo, esquecem-se que estamos a falar de um alimento completo, rico em fibras, água, vitaminas e antioxidantes", continua.

A importância do consumo de frutas

“O açúcar das frutas não se compara ao dos alimentos ultraprocessados. As fibras e a água torna a sua absorção lenta e saciante. Além disso, não existe um limite para a quantidade de frutas que come por dia: o que importa é a variedade e a regularidade.”

Aponta ainda a importância do consumo de alimentos sazonais e na sua época. "O que realmente faz a diferença é escolher frutas da época e locais, que oferecem mais sabor, nutrientes e um menor impacto ambiental."

As frutas que deve consumir no outono

Assim, acaba por por destacar as romãs, as uvas, a tangerinas, as laranjas, as maçãs e as as peras. "São todas igualmente válidas e com uma gama de cores e texturas que enriquecem qualquer dieta", diz Ana Luzón.

As frutas podem ser consumidas ao longo do dia e não apenas depois da refeição. "As frutas são uma ótima opção de snack. São fáceis de transportar e não precisa de grande esforço para as consumir. Depois de um treino, por exemplo, pode ser uma boa forma de recuperar a energia e os músculos."

Explicou que pode incluir duas a três porções de fruta durante o dia.

Devido à agitação do dia a dia, muitas vezes as pessoas deixam de lado pequenas práticas que poderiam resultar em mais qualidade de vida, como uma boa alimentação, os exercícios físicos diários e o descanso adequado", afirma o nutricionista Matheus Motta, em entrevista ao Metrópoles.

Com isto em mente, o jornal compilou três dicas que facilitam a perda de peso:

1- Adote novos hábitos alimentares

Numa dieta equilibrada não há alimentos proibidos. Passar fome também não faz parte de um processo de emagrecimento saudável. Por isso, se estiver a fazê-lo, repense o seu método.

2- Respeite o seu corpo

Defina metas realistas. Foque-se no objetivo a longo prazo.

3- Avalie a sua rotina

Adotar novos hábitos e mantê-los sem desanimar exige planeamento e disciplina.

Fonte: Sapo Lifestyle

O bagaço de maçã, designação comum atribuída aos biorresíduos resultantes do processamento deste fruto, constitui um recurso valioso para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras no setor agroalimentar. Rico em fibras alimentares, polifenóis e outros compostos bioativos, o bagaço de maçã tem despertado um interesse crescente por parte da comunidade científica e da indústria, sendo considerado uma matéria-prima promissora para a produção de ingredientes funcionais, aditivos alimentares e outros produtos de valor acrescentado.

Esta revisão destaca os avanços recentes na recuperação e aplicação do bagaço de maçã através de tecnologias ecológicas, no contexto da economia circular.  Além disso, salienta os benefícios ambientais e económicos da reintegração de resíduos agroindustriais na cadeia produtiva, promovendo sistemas alimentares sustentáveis e a minimização de desperdício.

A macieira (Malus domestica (Borkh.) é uma das quatro principais espécies frutíferas cultivadas a nível mundial, sendo amplamente apreciada pelo seu sabor característico e elevado valor nutricional. De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a produção mundial de maçã atingiu, em 2020, cerca de 86 milhões de toneladas, sendo cerca de 59 % produzidos na região asiática. Além disso, as maçãs contêm diversos macro e micronutrientes essenciais, como hidratos de carbono, fibras dietéticas e vitaminas. Com o crescimento populacional e a consequente intensificação da procura por alimentos mais saudáveis, a indústria de processamento de maçã tem vindo a ganhar destaque, sendo utilizadas grandes quantidades de frutos para a produção de derivados como sumo de maçã, sidra e chips de maçã. Como resultado, a popularidade e o cultivo de maçãs aumentou rapidamente a nível global, sendo a produção desta indústria estimada em 10 biliões de dólares.

A produção e o processamento de maçã originam anualmente milhões de toneladas de biorresíduos, nomeadamente, casca, caroço e sementes do fruto, designados por bagaço de maçã. De um modo geral, a maior parte destes subprodutos é descartada como resíduo industrial, devido à sua natureza perecível. Apenas uma pequena fração é aproveitada para a formulação de rações animais ou como meio de cultura para fungos comestíveis. Ainda assim, os resíduos do processamento da maçã são ricos em compostos bioativos, o que tem despertado o interesse crescente da comunidade científica na sua valorização, com o objetivo de aumentar o seu valor económico e, simultaneamente, mitigar impactos ambientais.

Fonte: TecnoAlimentar

Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2025

  • Monday, 29 September 2025 13:27

A Direção Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) publicou o Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2025 relativo às exigências legais aplicáveis aos requisitos de temperatura dos alimentos de origem animal, nas suas diferentes formas de conservação. 

O presente esclarecimento tem como objetivo informar os operadores sobre as exigências legais aplicáveis aos requisitos de temperatura dos alimentos de origem animal, nas suas diferentes formas de conservação - refrigerados, congelados e ultracongelados - em todas as fases da cadeia alimentar: produção, armazenagem, transporte e exposição. Adicionalmente, clarifica os requisitos de higiene que devem ser cumpridos pelos operadores durante as operações de descongelação de alimentos.

Este novo esclarecimento vem revogar o Esclarecimento Técnico n.º 2/DGAV/2019.

Fonte: DGAV

Hoje, dia 29 de setembro, assinala-se o Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, data instituída pelas Nações Unidas em 2020 e que coincidiu com o nascimento, em Portugal, do Movimento Unidos Contra o Desperdício. Passados cinco anos, a iniciativa conta com mais de 10 mil particulares e 300 empresas aderentes, consolidando-se como um dos principais motores de mobilização social no combate ao desperdício de alimentos.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal são desperdiçadas anualmente 1,93 milhões de toneladas de alimentos, o equivalente a 182,7 quilogramas por habitante. As famílias são responsáveis por mais de 67% deste desperdício, o que coloca o país como o quinto maior desperdiçador per capita da União Europeia. O impacto económico é igualmente expressivo: estima-se que cada português perca em média 336 euros por ano devido a alimentos descartados.

 Mobilização social contra o “Monstro-lixão”

Com o alto patrocínio do Presidente da República e o apoio público do secretário-geral da ONU, António Guterres, o movimento tem desenvolvido ações de sensibilização em todo o país. Uma das mais emblemáticas é a campanha criativa que personifica o desperdício alimentar como um “Monstro-lixão”, símbolo do desafio que deve ser enfrentado por todos — cidadãos, empresas e instituições públicas.

 Desde 2020, e através da articulação com parceiros sociais, toneladas de alimentos foram reaproveitadas e entregues a famílias em situação de vulnerabilidade, evitando que fossem para o lixo.

 Um problema global

O desperdício alimentar é um fenómeno mundial de enormes proporções. De acordo com o Índice de Desperdício Alimentar da ONU, em 2022, foram desperdiçadas diariamente mais de mil milhões de refeições, enquanto 783 milhões de pessoas enfrentavam fome e um terço da população mundial vivia em situação de insegurança alimentar.

Além da dimensão social, os impactos ambientais são igualmente alarmantes. O desperdício de alimentos é responsável por cerca de 10% das emissões globais de gases com efeito de estufa, contribuindo significativamente para as alterações climáticas.

 Balanço e futuro do movimento

Na celebração dos cinco anos do movimento, Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares — entidade fundadora e promotora da iniciativa —, destacou a importância de envolver as novas gerações:“a chamada de atenção para o desperdício alimentar e a mobilização de toda a sociedade para o combater, no âmbito de um movimento congregador, reveste este ano um apelo aos mais jovens. Por isso, assinalamos a data na Escola Secundária do Restelo, que de imediato acolheu o desafio de incluir a luta contra o desperdício de bens e recursos no programa educativo e na educação para a cidadania e a sustentabilidade”, afirmou.

Além da sensibilização pública, o Movimento Unidos Contra o Desperdício tem procurado mostrar soluções concretas, como receitas simples e acessíveis que permitem reaproveitar sobras alimentares e reduzir o desperdício doméstico.

A mensagem é clara: pequenas decisões diárias podem ter um impacto coletivo enorme, seja no combate à fome, na redução de emissões ou na poupança de recursos.

Fonte: Grande Consumo

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional do Norte, em colaboração com o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto I.P. (IVDP), realizou esta semana, uma operação no concelho de Armamar, direcionada ao tráfico de produtos vitivinícolas, em particular a introdução ilegal de uvas na Região Demarcada do Douro.
A operação de prevenção criminal teve como objetivo detetar e reprimir a entrada ilícita de produtos vitivinícolas provenientes de outras regiões, protegendo a autenticidade dos vinhos com Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP), bem como salvaguardar a integridade económica dos agentes legítimos do setor.
No decurso da operação e num armazém localizado na Região Demarcada do Douro, foi detetada a existência dissimulada de uvas provenientes de outra região que se encontravam prontas para serem introduzidas de forma ilegal no circuito produtivo da região.

Da intervenção resultou a apreensão imediata de 10 toneladas de uvas, tendo sido instaurado um processo-crime pela prática do crime de Tráfico de Produtos Vitivinícolas, a identificação de um suspeito e a apreensão de documentação com valor indiciário e probatório.
Os factos foram comunicados à Autoridade Judiciária competente, e o destino das uvas apreendidas será a destruição por via de vinificação controlada.

Fonte: ASAE