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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através das suas Unidades Regionais, realizou, nas últimas semanas, uma operação nacional dirigida ao comércio eletrónico de géneros alimentícios de estabelecimentos retalhistas, bem como à verificação de práticas de bloqueio geográfico injustificado – geoblocking, nas vendas online ou outras formas de discriminação previstas na legislação em vigor.

Esta operação teve como propósito proceder à verificação do cumprimento legal sobre a informação disponibilizada ao consumidor relativamente aos géneros alimentícios vendidos online, abrangendo menções obrigatórias, indicação de alergénios, alegações nutricionais e demais elementos de rotulagem, e ainda, avaliar aspetos legais e estruturais do comércio eletrónico, nomeadamente o acesso às interfaces online, as condições de entrega para todo o território nacional, o cumprimento das regras de venda com redução de preços ou a informação pré‑contratual disponibilizada ao consumidor.

No total, foram fiscalizados 418 operadores económicos, com a instauração de 65 processos de contraordenação, tendo sido detetadas várias infrações - incumprimento nas práticas leais de informação, práticas de bloqueio geográfico e restrições injustificadas no acesso às interfaces online ou nas condições de entrega, violação das normas aplicáveis à venda à distância e à prestação de informação pré contratual, bem como a falta do livro de reclamações eletrónico ou da sua divulgação, entre outras.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização no âmbito do comércio eletrónico, para verificação do cumprimento das regras para vendas online, aplicáveis a géneros alimentícios e das regras de bloqueio geográfico injustificado - geoblocking, contribuindo para a proteção dos consumidores, para a prevenção de práticas discriminatórias e para o reforço da confiança no mercado digital, assegurando assim, uma concorrência leal entre operadores económicos.

Fonte: ASAE

A União Europeia reforçou em 2025 a sua dependência de matérias-primas recicláveis importadas, com o volume líquido de importações a crescer 7,8% face ao ano anterior. Segundo dados divulgados pelo Eurostat, o bloco europeu importou 49,7 milhões de toneladas de materiais recicláveis provenientes de países terceiros e exportou 36,2 milhões de toneladas, resultando num saldo líquido de 13,5 milhões de toneladas.

O aumento representa mais cerca de um milhão de toneladas face a 2024 e confirma a tendência de a UE continuar a ser importadora líquida deste tipo de recursos desde o início da série estatística, em 2005. Ainda assim, o diferencial entre importações e exportações permanece 35,6% abaixo do pico histórico registado em 2006, quando atingiu 21 milhões de toneladas.

Os metais mantiveram-se como o principal material exportado pela União Europeia, totalizando 18,9 milhões de toneladas e representando mais de metade das exportações de matérias-primas recicláveis. Seguiram-se o papel e cartão, com 6 milhões de toneladas, e os materiais orgânicos, que ultrapassaram os 4,4 milhões de toneladas.

 No sentido inverso, os materiais orgânicos dominaram claramente as importações europeias, com 30 milhões de toneladas, equivalentes a mais de 60% do total importado. Os minerais surgem em segundo lugar, com 8,3 milhões de toneladas, seguidos pelos metais, com 6,3 milhões de toneladas.

Os dados revelam também diferenças relevantes entre o comércio de resíduos e o de matérias-primas recicláveis. Enquanto metais e papel são comercializados quase exclusivamente sob a forma de resíduos, os materiais orgânicos consistem sobretudo em subprodutos agrícolas e industriais, com os resíduos a representarem apenas uma pequena fração deste fluxo comercial.

A Turquia voltou a destacar-se como o principal destino das exportações europeias de matérias-primas recicláveis, recebendo 12,8 milhões de toneladas em 2025. Índia, Reino Unido, Egito, Noruega e Suíça figuram igualmente entre os principais parceiros comerciais da UE neste setor.

Do lado das importações, o Brasil liderou como principal fornecedor, com 11,2 milhões de toneladas enviadas para a União Europeia. Argentina, Reino Unido, Ucrânia e Estados Unidos completam o grupo dos maiores exportadores para o mercado europeu.

Os números refletem a crescente importância estratégica das matérias-primas recicláveis na economia europeia, num contexto marcado pela transição energética, pela aposta na economia circular e pela necessidade de reduzir a dependência de recursos primários externos.

Fonte: Grande Consumo

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional do Centro e com o empenhamento da Brigada Especializada dos Vinhos e Produtos Vitivinícolas, realizou, na última semana, uma operação de fiscalização dirigida a operadores económicos com atividade de engarrafamento e comercialização de vinhos, nos concelhos de Anadia e Miranda do Corvo.
Como balanço da operação, foram apreendidos aproximadamente 4.360 litros de vinho tinto e branco, acondicionados em bag‑in‑box e garrafões, bem como 27.100 rótulos prontos a serem utilizados na colocação do produto no mercado. Estes rótulos recorriam a expressões associadas a Denominações de Origem (DO), incluindo referências a castas, induzindo o consumidor em erro quanto à verdadeira natureza e qualidade do produto vitivinícola. Adicionalmente, a rotulagem omitia a declaração nutricional e a lista de ingredientes, em claro incumprimento da legislação aplicável. Em consequência, foram instaurados dois processos de contraordenação, designadamente por irregularidades na rotulagem, pela omissão de menções obrigatórias e pela falta de comunicação ao Instituto da Vinha e do Vinho, I. P.

 

 


Fonte: ASAE

A União Europeia (UE) prepara-se para aprovar regulamento que permitirá a venda de alguns alimentos geneticamente editados sem indicação no rótulo, desde que não haja introdução de material genético externo. Os defensores dizem que a medida acelera a inovação agrícola e ajuda a enfrentar a crise climática. Críticos alertam para recuo na transparência alimentar.

A possibilidade de produtos geneticamente editados serem vendidos sem qualquer indicação no rótulo reacendeu um debate que mistura ciência, regulação e confiança pública. Autoridades europeias discutem novas regras que podem dispensar a obrigatoriedade de informar se um alimento foi desenvolvido através de técnicas modernas de edição genética, como CRISPR, desde que não contenha ADN externo — uma mudança que, segundo críticos, pode reduzir a capacidade de escolha do consumidor.

O que está em causa

A proposta surge num momento em que a UE tenta acelerar a inovação agrícola para enfrentar desafios como alterações climáticas, pragas resistentes e a necessidade de aumentar a produtividade. A edição genética — diferente dos OGM tradicionais — permite alterar genes já existentes na planta, sem introduzir material genético de outras espécies.

Reguladores defendem que estes produtos são “equivalentes aos convencionais”, e que exigir rotulagem poderia criar perceções de risco injustificadas.

Mas há quem discorde

Organizações de consumidores, investigadores em ética e parte do setor alimentar argumentam que retirar a rotulagem pode:

  • Reduzir transparência — o consumidor deixa de saber como o alimento foi produzido;

  • Comprometer a rastreabilidade — dificultando investigações em caso de problemas de segurança alimentar;

  • Criar desigualdade de informação — já que apenas produtores e reguladores saberiam a origem genética;

  • Aumentar desconfiança — num mercado onde a confiança é um dos principais fatores de compra.

 
Setor agrícola dividido

Produtores agrícolas mais inovadores veem a medida como um impulso necessário para competir globalmente. Já agricultores tradicionais temem que a ausência de rotulagem prejudique produtos certificados como biológicos ou convencionais, que dependem de diferenciação clara.

E agora?

O debate segue aceso em Bruxelas. Estados‑membros pressionam por salvaguardas adicionais, enquanto a indústria pede rapidez para não perder competitividade. A decisão final poderá redefinir a forma como os europeus percebem — e escolhem — os alimentos que consomem.

Fonte: Qualfood

 

Portugal foi distinguido pela The Economist como o país com o sistema alimentar e agrícola mais resiliente do mundo, obtendo uma pontuação global de 76,83 pontos, de acordo com o Índice de Sistemas Alimentares Resilientes (“Resilient Food Systems Index – RFSI”), desenvolvido pela plataforma Economist Impact, que avaliou 60 países.

A classificação resulta da avaliação de quatro pilares, que, por sua vez, se dividem numa série de indicadores. No caso de Portugal, o pilar mais forte é o da “Qualidade e Segurança”, em que obteve 88,53 pontos (de 0 a 100), impulsionado, de acordo com o RFSI, “por uma diversidade alimentar e uma qualidade proteica muito elevadas, a par de normas nutricionais rigorosas e um elevado desempenho em matéria de segurança alimentar“.

Por sua vez, a “Capacidade de Resposta aos Riscos Climáticos” é o pilar em que Portugal teve o desempenho mais fraco, com 69,41 pontos. Segundo a Economist Impact, a resiliência do sistema alimentar poderia ser ainda mais reforçada, particularmente no que toca à “redução da exposição a riscos físicos” e na promoção de “esforços de mitigação e adaptação”.

Nos restantes dois pilares, o da “Acessibilidade” (em termos do preço) e o da “Disponibilidade” (no que toca à variedade de alimentos disponíveis), Portugal pontua com 79,23 e 71,06 pontos, respetivamente.

Como pontos fortes (indicadores em que a pontuação é igual ou superar a 60 pontos), Portugal destaca-se na “quantidade de proteína de alta qualidade na dieta”, em que obteve a pontuação máxima (100), enquanto na “acessibilidade de uma dieta saudável para os 40% mais pobres” (98,82), na “acessibilidade de uma dieta saudável” (97,18), na “segurança alimentar” (94,28), na “gestão de catástrofes” (93,98) e na “mão-de-obra agrícola inclusiva e qualificada” (92,44) teve classificações acima dos 90 pontos.

Outros indicadores em que o sistema português é avaliado acima dos 60 pontos incluem “padrões nutricionais” (80,17), “perspetivas de risco sociopolítico” (76,65), “acesso a recursos agrícolas” (75,67), “compromissos políticos em matéria de segurança alimentar e acesso aos alimentos” (75), “crescimento da produtividade do setor agrícola” (73,77), “variação dos custos médios dos alimentos” (71,47), “programas de rede de segurança alimentar” (68,50), “mitigação e adaptação” (68,22), “comércio agrícola” (67,71), “cadeias de abastecimento agroalimentares eficientes” (67,17) e “volatilidade da produção agrícola” (64).

No que diz respeito às lacunas de Portugal, o índice da Economist Impact destaca apenas duas: as “despesas públicas com investigação e desenvolvimento agrícolas”, em que o sistema nacional foi avaliado em 33,15 pontos, e a “exposição a riscos físicos“, com 50,73 pontos.

Enquanto Portugal tem o sistema alimentar mais resiliente, seguido de perto pela França (76,75 pontos) e o Reino Unido (76,34 pontos), a República Democrática do Congo (RDC) tem o sistema mais vulnerável. Entre os dois países há uma diferença de 42 pontos, de acordo com a classificação do RFSI, o que demonstra como a resiliência do sistema alimentar global está distribuída de forma desigual.

Segundo o relatório da Economist Impact, a nível mundial, apenas 15 países produzem 70% dos alimentos do mundo, sendo que 11 deles figuram também entre os 15 maiores exportadores, responsáveis por mais de três quintos das exportações mundiais de alimentos.

A maioria dos países avaliados está a investir em investigação e desenvolvimento (I&D) agrícola de baixas emissões e em práticas agrícolas sustentáveis, mas, “para que o impacto dessas iniciativas se traduza numa resiliência climática a nível de todo o sistema alimentar, serão necessárias metas e estratégias específicas para cada setor que possam ser efetivamente aplicadas”, sublinha o documento.

Por outro lado, o estudo realça ainda que os contratos públicos preferenciais e a agricultura por contrato têm ajudado muitos países a reforçar o acesso ao mercado na fase de produção. O próximo passo consiste, assim, “em desenvolver a capacidade da cadeia de refrigeração em toda a linha e harmonizar as medidas não pautais (MNP) a nível transfronteiriço”.

Fonte: ECO

Uma equipa de investigadores no Japão conseguiu alterar a cor de uma variedade de alface vermelha para verde através da tecnologia de edição genética CRISPR/Cas9, aumentando simultaneamente a concentração de flavonóides benéficos associados a propriedades antioxidantes. O avanço poderá contribuir para o desenvolvimento de hortícolas com características nutricionais específicas adaptadas à agricultura de ambiente controlado.

O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade de Tsukuba, que procuravam compreender de que forma a manipulação da via biossintética dos flavonóides poderia influenciar a composição química da alface.

As antocianinas (pigmentos responsáveis pela coloração vermelha de algumas variedades) pertencem ao grupo dos flavonóides, compostos produzidos naturalmente pelas plantas e frequentemente associados a efeitos antioxidantes. Para interromper a produção destes pigmentos, os investigadores inativaram um gene ligado à enzima dihidroflavonol 4-redutase (DFR), considerada essencial numa fase avançada da síntese das antocianinas.

A alteração genética eliminou a tonalidade vermelha das folhas, mas os efeitos não se ficaram pela aparência. As análises metabólicas mostraram que a planta passou a acumular níveis mais elevados de outros flavonoides, incluindo quercetina, um composto estudado pelo seu potencial antioxidante e anti-inflamatório.

Segundo os autores, a modificação não provocou impactos negativos relevantes no crescimento nem na produtividade das plantas, sugerindo que esta abordagem poderá permitir o desenvolvimento de variedades com perfis nutricionais ajustados sem comprometer o desempenho agrícola.

Os investigadores destacam ainda que a produção de flavonóides é influenciada por factores ambientais como luz e temperatura. Por isso, a combinação entre edição genética e sistemas de cultivo controlado (como agricultura vertical ou biorreatores) poderá facilitar a produção de hortícolas com características funcionais específicas.

O trabalho integra esforços mais amplos para utilizar novas técnicas genómicas no desenvolvimento de culturas alimentares com propriedades nutricionais otimizadas.

Fonte: CiB

As propostas, aprovadas em sessão plenária com 518 votos a favor, 31 contra e 102 abstenções, surgem num contexto de crescente pressão sobre o espaço marítimo europeu, marcado pela expansão de diferentes atividades económicas, como as infraestruturas de energia offshore, e pelas diferenças na aplicação da diretiva de planeamento marítimo entre os Estados-membros.

Os eurodeputados defendem a criação de zonas prioritárias para a pesca, ajustadas aos diferentes segmentos da frota e às várias bacias marítimas, incluindo áreas reservadas à pesca de pequena escala. O Parlamento considera que as pescas devem ser reconhecidas como um utilizador estratégico e prioritário do espaço marítimo, pelo contributo para a soberania alimentar, segurança alimentar e emprego nas comunidades costeiras europeias.

A aquacultura é igualmente apontada como um setor que deverá ter maior integração no planeamento marítimo europeu. Os eurodeputados sugerem a criação de áreas específicas para o desenvolvimento de aquacultura sustentável, acompanhadas por procedimentos de licenciamento simplificados e menos barreiras regulamentares.

No relatório aprovado, o Parlamento Europeu alerta para as limitações da coexistência entre atividades piscatórias e infraestruturas energéticas offshore, defendendo que a definição de zonas de utilização múltipla deve assentar em critérios técnicos e científicos. Antes da atribuição de áreas para parques eólicos marítimos, os eurodeputados consideram necessária a realização de avaliações socioeconómicas sobre os impactos nas pescas e na aquacultura, com envolvimento direto dos profissionais do setor.

O texto reforça ainda a necessidade de incluir pescadores e stakeholders na conceção, gestão e avaliação das áreas marinhas protegidas, procurando equilibrar a proteção ambiental com a continuidade das atividades económicas ligadas ao mar.

Entre as recomendações aprovadas está também o reforço da cooperação transfronteiriça entre Estados-membros e países vizinhos não pertencentes à União Europeia, através de estratégias comuns por bacia marítima e planeamento macro-regional.

Os eurodeputados defendem igualmente a integração de medidas de mitigação das alterações climáticas no planeamento marítimo, face aos impactos da erosão costeira, aumento da temperatura da água, espécies invasoras, acidificação dos oceanos e poluição. Nesse sentido, propõem a criação de um plano europeu para a resiliência costeira.

Fonte: iAlimentar

O Dia Internacional do Chá, celebrado a 21 de maio, volta a colocar no centro das atenções uma das bebidas mais antigas e influentes da história humana — um ritual que atravessa culturas, geografias e séculos, mantendo-se hoje como símbolo de bem‑estar, encontro e sustentabilidade.

Uma celebração global que vai além da chávena

Instituído pela ONU, o dia pretende valorizar o impacto económico, social e ambiental da cadeia do chá — desde os pequenos produtores que dependem desta cultura para sobreviver até às comunidades que preservam técnicas ancestrais de colheita e secagem. O chá é hoje cultivado em mais de 35 países e consumido diariamente por milhares de milhões de pessoas, tornando‑se uma das bebidas mais apreciadas do planeta.

Um património cultural vivo

Da cerimónia japonesa do chanoyu às casas de chá britânicas, passando pelos chás fermentados chineses ou pelas infusões aromáticas do Magrebe, cada cultura transformou o chá num gesto de identidade. Mais do que uma bebida, é um ritual de pausa, de partilha e de ligação — um momento que resiste à pressa do quotidiano moderno.

Sustentabilidade no centro da conversa

Este ano, a discussão internacional destaca a urgência de proteger os ecossistemas onde o chá é produzido. Alterações climáticas, pressão sobre os solos e desigualdades laborais continuam a desafiar o setor. Organizações internacionais reforçam que práticas agrícolas regenerativas, comércio justo e inovação tecnológica são essenciais para garantir o futuro desta cultura milenar.

Tendências que estão a transformar o consumo

  • Chás artesanais — pequenos produtores e lotes exclusivos ganham destaque;
  • Infusões funcionais — combinações com gengibre, cúrcuma ou adaptogénicos;
  • Chá gelado premium — versões naturais e menos açucaradas conquistam o verão;
  • Cerimónias contemporâneas — experiências sensoriais que unem tradição e design.

Um brinde à pausa que nos aproxima

Num mundo acelerado, o Dia Internacional do Chá lembra‑nos que há gestos simples capazes de criar comunidade, inspirar reflexão e promover escolhas mais sustentáveis. Hoje, cada chávena é um convite a abrandar, a cuidar e a celebrar a diversidade que nos une.

Fonte: Qualfood

No passado mês de Março, a Águas de Santo André (AdSA) e a Universidade de Évora estabeleceram um protocolo de colaboração para o desenvolvimento de um estudo técnico sobre a utilização de água residual tratada na produção de hidrogénio verde, no âmbito do projeto H2tALENT – Alentejo Green Hydrogen Valley.

A iniciativa visa avaliar a viabilidade técnica, económica e ambiental da utilização de água residual tratada como recurso hídrico alternativo em processos de eletrólise, contribuindo simultaneamente para a transição energética, a economia circular e a valorização dos recursos do território.

No âmbito deste protocolo, a Águas de Santo André disponibiliza amostras de água residual tratada produzida na ETAR de Ribeira dos Moinhos, bem como informação técnica relevante, permitindo à Universidade de Évora desenvolver o estudo científico necessário. A universidade assegura a coordenação técnica e científica do trabalho e a partilha de resultados com a AdSA, salvaguardando a confidencialidade e os direitos de propriedade intelectual.

A ETAR de Ribeira dos Moinhos apresenta condições operacionais e qualidade do efluente tratado que lhe conferem potencial de reutilização, posicionando-se como um caso de estudo relevante, numa altura em que a gestão eficiente da água e a produção de energia limpa assumem um papel estratégico para o desenvolvimento regional.

Este protocolo insere-se no projeto H2tALENT, coordenado pela Universidade de Évora, que pretende afirmar o Alentejo como um ecossistema integrado de referência na produção de hidrogénio verde, com soluções sustentáveis e passíveis de replicação noutros territórios.

Para a Águas de Santo André, esta colaboração reforça o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a resiliência das infraestruturas do ciclo urbano da água, contribuindo para a descarbonização e para a criação de valor ambiental e social no Alentejo Litoral. O protocolo vigorará até 28 de fevereiro de 2029, acompanhando a duração do projeto H2tALENT.

Fonte: Agroportal

O Dia Mundial da Metrologia, celebrado a 20 de maio, volta a lembrar ao mundo que por trás de cada decisão técnica, comercial, científica ou de segurança existe uma base silenciosa, mas essencial: a precisão das medições. Este ano, o tema internacional destaca o papel crescente da metrologia na transição digital e na sustentabilidade, reforçando a necessidade de sistemas de medição robustos num planeta que exige cada vez mais rigor.

A ciência que garante que o mundo funciona

Da balança do supermercado aos sensores que monitorizam a qualidade da água, dos laboratórios que validam alimentos seguros às indústrias que dependem de tolerâncias milimétricas, a metrologia está em todo o lado — mesmo quando não a vemos.

É esta ciência que assegura que um litro é sempre um litro, que um termómetro mede a temperatura correta e que os padrões internacionais permitem que países e empresas falem a mesma “língua” técnica. Sem ela, não haveria comércio justo, inovação fiável ou segurança alimentar consistente.

2026: o ano da metrologia para a confiança digital

Com a digitalização acelerada, a metrologia enfrenta novos desafios:

  • Sensores inteligentes que recolhem dados em tempo real;

  • Cadeias de valor automatizadas que dependem de medições contínuas;

  • Inteligência artificial que exige dados fiáveis para decisões críticas;

  • Rastreabilidade reforçada para garantir confiança em ambientes digitais.

A metrologia moderna já não se limita ao laboratório: está integrada em sistemas complexos que suportam energia, saúde, ambiente, indústria alimentar e mobilidade.

Segurança alimentar: quando medir é proteger

No setor agroalimentar, a metrologia é decisiva para:

  • Validar equipamentos de controlo;

  • Garantir conformidade legal;

  • Monitorizar parâmetros críticos como temperatura, humidade ou pH;

  • Apoiar auditorias e certificações.

Sem medições fiáveis, não há segurança, não há qualidade e não há confiança.

Uma celebração global com impacto local

Instituições de metrologia em todo o mundo assinalam o dia com debates, demonstrações e iniciativas que reforçam a importância desta ciência para a economia e para a vida quotidiana. Em Portugal, laboratórios acreditados e entidades reguladoras sublinham o papel da metrologia na competitividade das empresas e na proteção dos consumidores.

Conclusão

O Dia Mundial da Metrologia lembra-nos que medir é mais do que obter números: é garantir confiança, segurança e progresso. Num mundo cada vez mais digital, a metrologia torna-se ainda mais vital — a base invisível que sustenta decisões críticas e assegura que o futuro é construído com rigor.

Fonte: Qualfood