A Sociedade Ponto Verde (SPV) estreou a 1 de outubro, a sua primeira grande campanha nacional de comunicação sob a nova marca Ponto Verde, criada no âmbito do rebranding da organização.
Com o mote “Estamos a chegar ao ponto”, a iniciativa multimeios decorre até novembro e pretende mobilizar os cidadãos para a correta separação de embalagens, num momento em que sete em cada dez portugueses já reciclam, mas apenas um o faz de forma correta.
Campanha multimeios e criativa
A campanha aposta num registo divertido e inspiracional para captar a atenção do público e incentivar a mudança de comportamentos sem apontar o dedo.
“Queremos liderar um movimento agregador e coletivo que une cidadãos de norte a sul do país e ilhas, de todas as gerações. Reciclar corretamente é um sinal de compromisso com o país e com o planeta”, sublinha Ricardo Sacoto Lagoa, diretor de marketing, sensibilização e comunicação da SPV.
Já Andreia Ribeiro, diretora criativa da Fuel, explica que “Separamos Juntos é uma forma de mostrar um caminho coletivo para o futuro. Apesar dos avanços, ainda não chegámos ao ponto ideal e é precisamente neste ‘quase’ que encontrámos a tensão criativa perfeita para dar vida à campanha”.
Rostos conhecidos e presença nacional
Para amplificar o impacto da campanha, a Ponto Verde conta com a participação de Ana Galvão, Nuno Markl, Filipa Gomes e Frederico Morais, bem como de vários criadores de conteúdo digital, permitindo chegar a diferentes públicos.
A campanha está presente em TV, rádio, imprensa generalista e especializada, digital e outdoor, com destaque para mupis, grandes formatos em Lisboa e Porto, metro, autocarros e elétrico rápido na capital.
O lançamento acontece num momento em que Portugal enfrenta metas ambiciosas de reciclagem: atingir 65% das embalagens colocadas no mercado em 2025 e 70% até 2030.
Recorde-se que a Sociedade Ponto Verde passou recentemente por um rebranding, dando origem à marca Ponto Verde, que pretende refletir movimento, simplicidade, modernidade e confiança, aproximando a entidade dos cidadãos e posicionando-a como uma organização mais inovadora e preparada para os desafios da sustentabilidade.
Fonte: Grande Consumo
Bruxelas trava apoio de 15 milhões de euros para destilação de vinho no Douro
Comissário escreveu ao ministro da Agricultura a informar qBue apoio à destilação de uvas contraria normas europeias. Ministro diz que medidas não carecem de autorização prévia de Bruxelas.
Christophe Hansen, comissário europeu para a Agricultura e Alimentação, pôs as coisas muito claras ao Governo português. A atribuição de um apoio financeiro de 15 milhões de euros aos viticultores do Douro, à razão de 0,50 euros por quilo de uvas entregue para destilação, aprovado em Conselho de Ministros a 28 de Agosto, não só não é “eficaz”, como é contrário às normas europeias. A solução mais “pertinente” para reduzir os stocks na região é a “luta contra a fraude”, através da rotulagem e os controlos de autenticidade, e a “colheita em verde”.
Fonte: Público
Quase 1.900 focos de gripe das aves foram reportados na Europa, entre outubro de 2024 e setembro de 2025, a maioria na Hungria, com Portugal a somar 27, segundo dados da DGAV – Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
De 01 de outubro de 2024 a 19 de setembro deste ano foram contabilizados 1.876 focos de gripe das aves, 1.159 dos quais em aves selvagens.
Deste total, 563 foram detetados em aves de capoeira e 154 em aves em cativeiro.
Por país, destacam-se a Hungria (343 focos), Alemanha (279), Países Baixos (234), Polónia (208) e Itália (152).
Depois surgem Áustria (72), Espanha (63), Bélgica (55), França (50), Eslovénia (48), República Checa (46), Noruega (46), Islândia (33), Portugal (27), Moldova (26), Eslováquia (24) e Irlanda (23).
Com menos de 20 focos aparecem Dinamarca (19), Suécia (14), Bulgária (14), Croácia (13), Reino Unido (13), Roménia (12), Turquia (10), Suíça (nove), Ucrânia (oito), Finlândia (sete), Albânia (sete), Sérvia (cinco), Lituânia (cinco) e Grécia (três).
Abaixo disto estão a República da Macedónia do Norte (dois), Ilhas Faroé (dois), Bósnia-Herzegovina (dois), Letónia (um) e Estónia (um).
Só no último mês foram confirmados 75 focos, 63 dos quais em aves selvagens.
A liderar surge Espanha (32), seguida pela Noruega (24).
Seguem-se a Alemanha (seis), Portugal (cinco), Países Baixos (três), Bulgária (três) e França (dois).
A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.
Fonte: Agroportal
A União Europeia (UE) está a caminhar para uma regulamentação que visa proibir que produtos de origem vegetal se passem por produtos cárneos. Termos como "carne" ou "bacon" seriam reservados exclusivamente para alimentos de origem animal.
Esta iniciativa legislativa reflete o amplo consenso europeu sobre a necessidade de fortalecer a transparência no mercado de alimentos e proteger os consumidores.
A Associação Nacional da Indústria da Carne Espanhola (ANICE) comemora esta iniciativa. O seu diretor-geral, Giuseppe Aloisio, enfatiza: "Rotular os produtos como eles são é a melhor maneira de proteger os consumidores."
O Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, realizado nos dias 22 e 23 de setembro, deu um passo decisivo para proteger as denominações tradicionais de carne.
Como parte da revisão do Regulamento da Organização Comum de Mercado (OCM), uma proposta regulatória foi discutida para garantir que termos como "carne" ou "bacon" sejam reservados exclusivamente para produtos feitos com ingredientes de origem animal.
A iniciativa, inicialmente promovida por doze Estados-Membros, incluindo a Espanha, e posteriormente apoiada por outros seis países, reflete um amplo consenso europeu sobre a necessidade de fortalecer a transparência no mercado de alimentos e proteger os consumidores da confusão gerada (e egoísta) por produtos de origem vegetal que imitam a carne na aparência, no sabor, na textura e até mesmo no nome do produto.
Como alertou a ANICE em comunicado emitido em 19 de junho, esta iniciativa responde a uma antiga demanda do setor, dada a crescente proliferação no mercado europeu de produtos de origem vegetal que imitam alimentos de origem animal na aparência, sabor, textura e até mesmo no nome, gerando crescente confusão entre os consumidores.
Por isso, e através do mesmo comunicado, a Associação repudiou a usurpação das marcas de venda de carnes e produtos cárneos e exigiu uma comercialização justa, coerente e respeitosa, tanto para com os consumidores como para com o trabalho desenvolvido geração após geração por todos os operadores do setor da Pecuária e da Carne.
Mesmo que essas imitações veganas atinjam um teor proteico significativo, elas não possuem de forma alguma os mesmos valores nutricionais que suas contrapartes à base de carne, pois simplesmente não contêm carne. E mesmo que os consumidores soubessem que, por exemplo, um "hambúrguer vegano" não contém carne, eles seriam erroneamente induzidos a acreditar que se trata de um equivalente nutricional perfeito.
Na Espanha, o Real Decreto 474/2014, que aprova o padrão de qualidade para produtos cárneos, estabelece que as denominações de venda utilizadas para carnes e seus derivados são reservadas exclusivamente para aqueles produtos que contenham carne ou outro produto de origem animal como ingrediente principal.
A boa notícia é que, há apenas algumas semanas, a Comissão Europeia lançou o debate sobre a reforma do Regulamento (UE) 1308/2013 sobre normas de comercialização de carne, convidando várias partes interessadas a enviar seus comentários e propostas.
A Associação Nacional da Indústria da Carne Espanhola comemora esse desenvolvimento.
“Rotular os produtos como eles são é a melhor maneira de proteger os consumidores: alimentos de origem vegetal não devem ser confundidos com carne, nem devem ser adquiridos por osmose com benefícios que não têm, a menos que sejam cientificamente comprovados. Chegou a hora de tudo ser chamado pelo seu nome e de cada produto ter o seu lugar, inclusive na prateleira das lojas, evitando a apropriação do que não lhe pertence. Se esses produtos contêm vegetais, que ocupem o corredor de vegetais, e não o corredor de carnes processadas”, afirmou seu diretor, Giuseppe Aloisio, mais especificamente.
Na realidade, não se trata da eterna luta entre comer carne ou não, mas simplesmente de chamar cada coisa pelo seu nome. É lógico que, se existem produtos completamente diferentes, os nomes também devem ser completamente diferentes. Ninguém pensaria em chamar uma almôndega de "falafel de carne". "Continuamos a viver num estado de grande hipocrisia por parte de alguns, que dia após dia demonizam as proteínas animais, apenas para depois usurpar seu nome, batizando seus produtos com nomes que não lhes pertencem, por motivos puramente económicos e muito distantes de ideais de boa vontade animal ou ambiental", conclui o diretor da associação da indústria da carne.
Com este período de reflexão em curso, a ANICE já apresentou observações à Comissão Europeia para reforçar a proteção das designações de carne, evitar a criação de listas positivas de termos, que apenas irão gerar incerteza jurídica, e garantir uma regulamentação consistente com o quadro da UE.
A legislação proposta está agora nas mãos do Parlamento Europeu, e estaremos vigilantes para garantir que o seu progresso seja tranquilo. Este é um passo fundamental para uma rotulagem alimentar mais clara e transparente na Europa, garantindo que os consumidores possam aceder a informações precisas e protegendo a autenticidade das designações de carne.
Fonte: Agroportal
A beterraba é um dos legumes mais singulares da horta, reconhecida pela sua cor intensa, pelo sabor adocicado e pelos inúmeros benefícios que traz para a saúde. Embora hoje seja consumida em todo o mundo, a sua história remonta à Antiguidade, quando era cultivada principalmente na região do Mediterrâneo.
Inicialmente, o que se comia eram sobretudo as folhas, semelhantes às do espinafre, e só mais tarde a raiz ganhou destaque na alimentação.
Valor nutricional e propriedades benéficas
Atualmente, a beterraba é valorizada não só como alimento nutritivo, mas também como ingrediente versátil e até como fonte natural de corantes.
Do ponto de vista nutricional, a beterraba é um verdadeiro tesouro. A sua raiz carnuda é rica em vitaminas e minerais essenciais, como a vitamina C, vitaminas do complexo B, ferro, magnésio e potássio.
É também uma excelente fonte de fibras alimentares, que ajudam a regular o trânsito intestinal e a manter a saciedade, tornando-a útil em dietas de controlo de peso. Além disso, contém antioxidantes poderosos, entre os quais se destacam as betalainas, responsáveis pela sua coloração vermelho-escura.
Estes compostos têm propriedades anti-inflamatórias e ajudam a combater os radicais livres, prevenindo o envelhecimento celular e reduzindo o risco de várias doenças crónicas. Um dos maiores benefícios da beterraba está relacionado com a saúde cardiovascular.
Amiga do coração e da nutrição
Os nitratos naturais presentes no legume, quando metabolizados pelo organismo, transformam-se em óxido nítrico, uma substância que favorece a dilatação dos vasos sanguíneos e melhora a circulação. Este processo contribui para a redução da pressão arterial e pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas.
Vários estudos científicos sugerem ainda que a ingestão regular de beterraba pode melhorar a oxigenação dos músculos, o que a torna particularmente interessante para atletas e pessoas que praticam atividade física regular.
O ferro presente na raiz é importante para a produção de glóbulos vermelhos, sendo útil na prevenção da anemia.
Já o seu teor de folato (vitamina B9) faz dela um alimento recomendado em fases como a gravidez, em que o desenvolvimento saudável do sistema nervoso do bebé é essencial.
Versatilidade na cozinha
Na culinária, a beterraba é um ingrediente versátil, capaz de enriquecer pratos doces e salgados. Pode ser consumida crua, ralada em saladas, ou cozida e assada, quando o seu sabor adocicado se intensifica.
Em sopas, como o famoso borsch da Europa de Leste, é a estrela do prato, conferindo cor e um gosto característico.
Os sumos e smoothies de beterraba são cada vez mais populares, especialmente entre quem procura energia natural para o dia a dia. Além da raiz, também as folhas da beterraba podem ser aproveitadas, preparadas de forma semelhante às acelgas ou aos espinafres, acrescentando variedade e nutrientes à dieta.
Para além do uso alimentar, a beterraba tem ainda outras aplicações curiosas. Durante séculos, foi utilizada como corante natural, tanto na culinária como em tecidos e até em produtos cosméticos. Em tempos de guerra e escassez, foi uma das bases para a produção de açúcar na Europa, devido ao seu elevado teor de sacarose, que pode chegar a 20%.
Esta característica deu origem à beterraba sacarina, distinta da variedade consumida em saladas e pratos, mas igualmente importante para a agricultura e para a indústria.
Alguns cuidados a ter
Apesar de todos os seus benefícios, há alguns cuidados a ter. Pessoas com tendência para formar cálculos renais devem moderar o consumo, uma vez que a beterraba contém oxalatos, que podem contribuir para a formação de pedras.
Além disso, o consumo excessivo pode provocar uma coloração avermelhada na urina ou nas fezes, um fenómeno inofensivo chamado betúria, mas que por vezes surpreende quem não está habituado.
Fonte: Tempo.pt
A Sociedade Ponto Verde (SPV) e a consultora de inovação colaborativa Beta-i abriram oficialmente as candidaturas à 4.ª edição do Re_source, o programa internacional de inovação aberta que apoia startups e projetos disruptivos na área da economia circular e da transformação digital da cadeia de valor das embalagens. A iniciativa oferece financiamento até 500 mil euros para o desenvolvimento de projetos-piloto em ambiente real, em parceria com empresas líderes do setor, e pretende acelerar a transição para um modelo de produção e consumo mais sustentável.
Três grandes missões para transformar o setor
Com candidaturas abertas até 17 de outubro no site resource-innovation.com, o programa procura startups com soluções que respondam a três desafios estratégicos do setor:
Estas metas refletem as prioridades da transição para a economia circular, desde a prevenção da produção de resíduos até à melhoria da rastreabilidade e eficiência dos sistemas de recolha e tratamento.
Apoio financeiro, técnico e estratégico
Para além do financiamento direto, as startups selecionadas terão acesso a especialistas do setor, mentoria técnica e estratégica, e uma rede de parceiros institucionais e empresariais que lhes permitirá testar soluções inovadoras em contextos reais. O programa contempla áreas como:
Etapas do programa e vantagens Early Bird
As startups que submetam a sua candidatura até 3 de outubro beneficiarão de condições 'Early Bird', que incluem acesso antecipado a conteúdos exclusivos, feedback personalizado sobre a candidatura e prioridade na apresentação da solução aos parceiros do programa.
Após o fecho das candidaturas, a seleção decorre em várias fases:
Uma plataforma de inovação colaborativa
Segundo Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, “o Re_source 4.0 é uma oportunidade única para startups, inovadores e parceiros desenvolverem soluções que façam evoluir a cadeia de valor das embalagens em Portugal. Mais do que financiar projetos-piloto, queremos criar um ecossistema colaborativo que partilhe conhecimento, teste soluções reais e gere impacto na economia circular”.
Também Ana Costa, sustainability & blue economy director da Beta-i, sublinha que esta edição reflete uma evolução na ambição do programa: “o foco em colaboração ficou mais sólido, com desafios mais abrangentes que denominámos de ‘Missões’, todas com foco no futuro e com necessidade de implementação urgente. A comunidade está a crescer e estamos confiantes de que esta edição nos aproximará ainda mais do futuro das embalagens”.
Com três edições bem-sucedidas e dezenas de soluções já testadas no terreno, o Re_source 4.0 posiciona-se como uma plataforma estratégica para acelerar a inovação no setor das embalagens, unindo tecnologia, sustentabilidade e impacto real.
Candidaturas abertas até 17 de outubro em resource-innovation.com. Startups que se inscrevam até 3 de outubro beneficiam de vantagens exclusivas Early Bird.
Fonte: iAlimentar
A NOVA Medical School foi palco do primeiro encontro do ciclo de conferências da FoodLink – Rede para a Transição Alimentar na Área Metropolitana de Lisboa, uma iniciativa que visa impulsionar a reflexão sobre a transformação do sistema alimentar, articulando conhecimento científico, decisores políticos e produtores agrícolas numa rede colaborativa.
Sob o tema One Health, One Soil: Alimentação Segura num Planeta Saudável, o encontro destacou a ligação entre solos saudáveis, práticas agrícolas regenerativas e saúde humana. O propósito passa por integrar ciência, saúde pública e sustentabilidade ambiental para enfrentar os desafios globais de segurança alimentar, nutrição e resiliência climática.
A VIDA RURAL conversou com Diogo Pestana, Professor Auxiliar da NOVA Medical School, que nos falou sobre a importância do solo para a saúde pública e o papel das práticas agrícolas sustentáveis na qualidade nutricional dos alimentos.
Além disso, ainda abordou a necessidade de ciência aplicada na definição de políticas alimentares e o contributo da inovação tecnológica para modernizar a agricultura e reduzir a exposição da população a contaminantes.
Leia a entrevista aqui.
Fonte: Vida Rural
A produção de mel caiu cerca de 70% no Parque Natural de Montesinho, podendo chegar aos 90% nalguns casos, e cerca de 60% na região da Terra Quente, nomeadamente Mirandela, adiantaram vários apicultores, hoje, à Lusa.
De acordo com a Federação Nacional de Apicultores de Portugal (FNAP), estima-se que, só na zona da Terra Quente, se tenham perdido dezenas de toneladas de mel, isto porque “as colmeias cresceram para começar a produzir e, quando estavam a iniciar a sua produção, quando havia floração, muda radicalmente a temperatura”.
“Estava um tempo bom, 20 dias depois estava chuvoso, ventoso, temperaturas baixíssimas, elas retraíram, parou a postura, as abelhas velhas morreram, não houve renovação, a quantidade de abelhas dentro da colmeia diminuiu, não fizeram recuperação, não houve produção”, explicou o presidente da FNAP, Manuel Gonçalves, também responsável pela Associação de Apicultores do Parque Natural de Montesinho. Nesta área protegida, as colmeias foram fortemente afetadas.
Mirandela foi um dos concelhos fustigados pelos incêndios este Verão. O presidente da Cooperativa de Mel da Terra Quente e Frutos Secos, José Domingos, adiantou, à Lusa, que arderam mais de 10 mil colmeias nesta zona, sendo que alguns produtores chegaram a perder quase 300 colmeias, consumidas pelas chamas.
Tendo em conta este cenário, o responsável teme que pode haver apicultores que desistam da atividade. “No ano passado, a produção ficou abaixo da média, mas aceitou-se. Este ano não deu para manter as colmeias. Se estamos a trabalhar, se gastamos dinheiro – e qualquer coisa na apicultura é cara – a seguir não tem rendimento, as pessoas ponderam abandonar a atividade”, referiu.
E como diz o ditado “uma desgraça nunca vem só”, depois de uma Primavera com clima instável, de um Verão com incêndios, chega agora o Outono, com um forte ataque da vespa asiática ou velutina, que se alimenta das abelhas. “As abelhas por causa da velutina não saem das colmeias, se não as alimentarmos acabam por morrer à fome”, esclareceu o apicultor Francisco Peres, que num apiário, com cerca de 40 colmeias, tem “11 armadilhas”, onde consegui apanhar “centenas” de vespas asiáticas. “Isto é um problema muito sério”, afirmou.
Tão sério ao ponto de pôr em causa o setor agrícola e toda a existência humana, visto que as abelhas, através da polinização, contribuem para a produção de alimento. “A agricultura começa a ficar também em risco. A atividade apícola estimula tudo isto, faz com que haja produção. Se começarmos a definhar, a desistir [da apicultura], sobretudo os pomares de amendoeiras vão ter dificuldades nas suas produções”, garantiu José Domingos.
Devido aos incêndios, em toda a região Norte, segundo dados da Federação Nacional de Apicultores de Portugal, 14 mil colmeias ficaram afetadas, sendo que cerca de quatro mil foram mesmo destruídas.
Quanto aos apoios relativo ao potencial produtivo, o presidente da federação, Manuel Gonçalves, avançou que, para fazer face às quebras, os apicultores são pagos para fazerem “serviço de polinização”, nomeadamente em explorações de amendoal e nogueiral, tendo “uma receita que lhes compensa a quebra de produção que vão tendo”.
Os produtores de mel que ficaram com colmeias destruídas pelas chamas puderam também recorrer à ajuda do Governo, de 10 mil euros.
Fonte: Agroportal
Sempre que exista suspeita ou confirmação de que um género alimentício não é seguro, todos os operadores económicos do setor alimentar devem ser capazes de remover rapidamente os alimentos do mercado para proteger a saúde pública e a segurança dos consumidores. Estas obrigações decorrem do Regulamento (CE) n.º 178/2002, que estabelece os princípios gerais da legislação alimentar, designadamente:
A omissão de medidas corretivas ou a não comunicação às autoridades pode constituir uma infração grave, com consequências legais e reputacionais.
Fonte: ASAE
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) lançou a 1 de outubro, uma nova microcampanha de sensibilização, desta vez com o tema “Exposição a fatores de risco psicossociais e a saúde mental”.
Fonte: ACT
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