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agricultura da União Europeia deverá manter níveis elevados de produtividade até 2035, embora a um ritmo mais moderado, num contexto marcado pelas alterações climáticas, pela pressão sobre os fatores de produção e por uma transformação gradual para sistemas mais sustentáveis. Esta é uma das principais conclusões do EU Agricultural Outlook 2025-2035, o mais recente relatório da Comissão Europeia sobre as perspetivas dos mercados agrícolas europeus.

O documento traça um retrato de um sector em adaptação, onde as mudanças estruturais nas explorações continuam a moldar o desempenho económico e ambiental da agricultura europeia. Ao mesmo tempo, o relatório assume-se como uma ferramenta estratégica para decisores políticos e agentes da cadeia agroalimentar, funcionando como base para responder a desafios emergentes e identificar novas oportunidades. Neste enquadramento, a Comissão propôs já uma Política Agrícola Comum (PAC) pós-2027 mais simples, direcionada e orientada para o futuro.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Grande Consumo

UPF e HFSS – o novo estado da arte

  • Wednesday, 17 December 2025 16:55

O final de 2024 pareceu virar uma página. Os conceitos de UPF (Alimentos Ultraprocessados) e HFSS (Alimentos ricos em gordura, açucar e sal) foram repetidamente colocados em oposição, levantando questões sobre se os modelos baseados em nutrientes, que há muito fundamentam as políticas públicas, são o único método de classificação de alimentos e bebidas para fins científicos ou políticos.

Este ano trouxe inúmeros desenvolvimentos, incluindo novos ensaios clínicos, estudos de impacto político e métodos de classificação baseados em tecnologia, juntamente com um crescente impulso em torno da obrigatoriedade de relatórios, infraestrutura de dados e a operacionalização de conceitos como UPFs (Farmacopeias Não Protegidas), 'marcadores de processamento' e 'açúcares livres'.

 Após um ano de discussões sobre UPF e HFSS em eventos académicos e da indústria, para salas frequentemente lotadas de profissionais de diversos setores, parece oportuno refletir sobre como a narrativa evoluiu, quais os desenvolvimentos que moldaram este ano e quais as questões que estão surgindo à medida que essas discussões avançam para 2026.
 
Leia o artigo completo aqui.
 
Fonte: New Food Magazine

 

A pensar na época natalícia a Sociedade Ponto Verde (SPV) decidiu reunir um conjunto de dicas práticas e fáceis de aplicar, com destaque para a reciclagem de embalagens:

Presentes e embrulhos mais sustentáveis:

  • Opte por embrulhos alternativos que tenha por casa, como tecido, papel ou jornal antigos;
  • Guarde sacos, caixas e laços dos anos anteriores e dê-lhes uma nova vida;
  • Ofereça experiências, como bilhetes ou workshops, que ajudam a reduzir o uso de embalagens;
  • Considere presentes em segunda mão para prolongar o ciclo de vida de produtos em bom estado.

Decorações e ambiente natalício responsável:

  • Crie novas decorações de Natal a partir de materiais que já tem em casa, como papéis, rolhas, botões ou tecidos;
  • Organize uma troca de decorações entre família ou amigos, sem ter de comprar novos artigos.

Ceia de Natal com menos desperdício:

  • Planeie as refeições com antecedência para garantir que compra apenas o necessário;
  • Separe corretamente as embalagens usadas durante a preparação e consumo das refeições, assegurando que todos os materiais sejam reciclados.

As embalagens nos ecopontos certos:

  • No ecoponto amarelo entram as embalagens de plástico, metal, alumínio, os pacotes de bebidas e também as cuvetes de esferovite;
  • No ecoponto azul devem ser colocados papel e cartão limpos, como pacotes de farinha e caixas de ovos, e também embrulhos simples e outras caixas. Já os papéis de embrulho metalizados, com purpurinas ou revestimento plástico, bem como laços e fitas não são recicláveis e devem ir para o indiferenciado;
  • No ecoponto verde colocam-se frascos, garrafas e boiões de vidro, mas nunca loiça, pirex ou copos;
  • As tampas pequenas devem seguir juntas com a embalagem para não se perderem no processo de reciclagem, à exceção das tampas metalizadas de embalagens de plástico, como nas garrafas de azeite, que devem ser separadas e colocadas no amarelo;
  • Já as tampas grandes (com 5 cm ou mais) colocam-se sempre separadas da embalagem e, se forem de plástico ou metal, têm destino no ecoponto amarelo;
  • Quando uma embalagem reúne diferentes materiais separe cada componente e coloque-o no ecoponto certo, sendo que as embalagens de plástico e cartão devem ser achatadas para poupar espaço nos ecopontos.

Em caso de dúvidas, a tecnologia é uma aliada:

  • Se não souber em que ecoponto deve colocar determinada embalagem, a app Ponto Verde esclarece em poucos segundos, tornando a reciclagem de embalagens mais simples e prática. Neste momento, a app tem a decorrer uma campanha especial de Natal, que permite aos cidadãos que demonstram saber mais sobre reciclagem de embalagens ganhar prémios.

Fonte: Grande Consumo

Continua a subir o número de focos de gripe das aves em Portugal desde o início do ano: são agora 50, após terem sido confirmados mais quatro nos distritos de Santarém, Faro e Leiria, segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Quais estes quatro focos?

  • Em Santarém, numa exploração comercial de galinhas reprodutoras;
  • Em Tomar, um foco numa exploração comercial de perus de engorda;
  • Em Albufeira, num pilrito-das-praias (ave selvagem);
  • Em Pombal, num ganso-patola (ave selvagem).

Os casos também sobem na Europa?

A Comissão Europeia atualizou hoje as zonas de proteção e vigilância contra a gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) devido ao aparecimento de 74 novos casos em explorações avícolas dos Estados-membros.

Na UE, os países que já tiveram explorações afetadas são:

  • Portugal;
  • Alemanha;
  • Bélgica;
  • Bulgária;
  • República Checa;
  • Dinamarca;
  • Eslováquia;
  • Espanha;
  • França;
  • Irlanda;
  • Itália;
  • Letónia;
  • Lituânia;
  • Hungria;
  • Países Baixos;
  • Áustria;
  • Polónia;
  • Suécia.

Como se controla a disseminação entre as aves?

A DGAV tem vindo a alertar para o “alto risco de disseminação” da doença, pelo que determinou o confinamento das aves domésticas em todo o território do continente.

Além disso, está proibida a realização de feiras, mercados, exposições e concursos de aves de capoeira e aves em cativeiro.

Nas zonas de proteção e vigilância, é proibida a circulação de aves a partir de estabelecimentos aí localizados, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições e a circulação de carne fresca a partir de matadouros ou estabelecimentos de manipulação de caça.

Também é proibida a circulação de ovos para consumo humano e de subprodutos de animais obtidos de aves detidas a partir de estabelecimentos localizados nestas zonas.

O vírus passa para os humanos?

A transmissão do vírus H5N1 ocorre quase sempre através do contacto com animais infetados, embora aconteça raramente.

Segundo o SNS24, o período de incubação está estimado até sete dias, sendo que geralmente se situa entre dois a cinco dias, após a última exposição a animais doentes ou mortos.

Por outro lado, não há nenhuma evidência de que a gripe das aves possa ser transmitida aos seres humanos através do consumo de alimentos, nomeadamente de carne e ovos.

Nos humanos, a infeção pode levar a um quadro clínico grave, com sintomas como febre alta (tipicamente superior a 38ºC), rinite aguda, conjuntivite, faringite ou pneumonia. Alguns casos também registaram diarreia, vómitos, dores abdominais, sangramento do nariz ou encefalite.

Fonte: Sapo.pt

As energias renováveis voltaram a afirmar-se como o principal pilar do sistema elétrico nacional.

Em Novembro de 2025, 74,3% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis, totalizando 3 081 GWh dos 4 147 GWh gerados no mês. Os dados constam do Boletim Eletricidade Renovável da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) e confirmam um crescimento de 8,3% face a Outubro.

O desempenho de novembro reflete também um aumento global da produção elétrica nacional, que cresceu 8,1% em termos homólogos, impulsionada sobretudo pela recuperação da produção hídrica e pelo contributo crescente da energia solar.

 Eólica lidera mix renovável

No conjunto das fontes renováveis, a energia eólica foi a principal responsável pela eletricidade produzida em Novembro, com 34%, seguida da hídrica (26,1%), da solar (8,4%) e da bioenergia (5,7%). Esta combinação reforça a diversidade do mix energético nacional e a capacidade do sistema para responder a diferentes condições climáticas.

 No acumulado entre Janeiro e Novembro de 2025, Portugal consolidou a sua posição como um dos líderes europeus na incorporação de renováveis na produção de eletricidade. Com uma taxa de 75,1%, o país surge como o 4.º da União Europeia, apenas atrás da Noruega (97,7%), Dinamarca (88,4%) e Áustria (82,1%).

Este desempenho traduz-se também na estabilidade do mercado. Entre 1 de Janeiro e 30 de Novembro, o preço médio horário no Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) em Portugal fixou-se nos 65,0 €/MWh. Durante este período, registaram-se 1 339 horas em que a produção renovável foi suficiente para satisfazer integralmente o consumo elétrico nacional. Só em Novembro, essa situação ocorreu durante 72 horas, com um preço médio significativamente mais baixo, de 39,7 €/MWh.

 Impacto económico: poupanças acumuladas de quase 7 mil milhões de euros

O contributo das renováveis continua a ter um impacto direto na economia. Desde o início do ano até ao final de Novembro, a produção renovável permitiu uma poupança acumulada de 6 950 milhões de euros na formação do preço de mercado da eletricidade.

Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN, sublinha que “os dados de Novembro reforçam a consistência da trajetória de Portugal rumo à independência energética”, acrescentando que o crescimento da produção nacional, sustentado pela hídrica e pelo solar, “demonstra a resiliência do mix renovável, que se afirma como o melhor escudo contra a volatilidade dos preços e a dependência externa”.

 Capacidade instalada continua a crescer

A expansão da infraestrutura renovável mantém-se robusta. Entre 2015 e Outubro de 2025, a capacidade instalada de produção renovável aumentou 9 323 MW, um crescimento de 75,9%.

No final de Outubro, as fontes renováveis representavam já 78,8% da capacidade total instalada em Portugal.

Fonte: Grande Consumo

Entre 11 e 12 de dezembro decorreram, negociações europeias no Conselho de Ministros de Agricultura e Pescas (Agrifish).  Durante a reunião os 27 Estados-Membros definiram as quotas de pesca para o ano de 2026.

Em comunicado o governo português afirma que as negociações tiveram resultados positivos. E destaca o bacalhau, em que o país obteve um aumento de 800 toneladas nos grandes bancos da Terra Nova no Canadá e o atum-rabilho. Feitas as contas Portugal vai beneficiar de um aumento de quota de 17%, passando assim a fixar-se nas 747 toneladas.

 Restantes espécies com totais admissíveis de captura inalterados

Relativamente às restantes espécies geridas pela Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT) – espadarte, atum-patudo, atum-voador, tintureira, entre outros – os totais admissíveis de captura mantiveram-se inalterados face a 2025.

 A par disso o país conseguiu reduzir de forma muito significativa o corte de 28% proposto para o linguado para um corte de 9%. O governo afirma que esta vitória traduz-se numa quota de 307 toneladas o que é superior às capturas de 237 toneladas registadas em 2024. Relativamente ao goraz, uma vez que o aumento das quotas para 2027 é de 12%, o governo vai eliminar em 2026 o corte previsto de 3% usando o mecanismo de flexibilidade interanual.

Já no que concerne ao stock de peixe-espada-preto foi possível reduzir os cortes propostos pela Comissão Europeia, ficando desde já assegurada uma transferência de 150 toneladas desta espécie de França para Portugal. Existe ainda a possibilidade de novos reforços ao longo do ano.

Fonte: Grande Consumo

O Qualfood posiciona-se como a maior base de dados nacional em Qualidade e Segurança Alimentar, Ambiental e SST, oferecendo atualização diária e simplificação da informação técnica e normativa. A plataforma destaca-se por poupar tempo aos profissionais, permitindo foco no que realmente importa.

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Fonte: Qualfood

As negociações sobre a proibição do uso de termos como “hambúrguer” ou “salsicha” em produtos vegetarianos na União Europeia entraram num impasse, deixando a questão sem resolução até janeiro de 2026. A disputa surgiu após propostas tardias da eurodeputada francesa Céline Imart, que complicaram um plano regulatório já em andamento.

Bruxelas não conseguiu chegar a consenso sobre se alimentos à base de plantas podem continuar a utilizar nomes tradicionalmente associados à carne. De acordo com informações avançadas pelo ZAP, as discussões entre os Estados-membros e o Parlamento Europeu desmoronaram durante a reunião de quarta-feira, bloqueando uma das batalhas regulatórias mais invulgares do bloco europeu.

A eurodeputada de centro-direita Céline Imart, agricultora de cereais do sul de França, defendeu limites rigorosos na utilização de nomenclatura tradicional da carne por produtos à base de plantas. “Carne é carne. Ponto final. Manter os rótulos claros protege os agricultores e as tradições culinárias europeias”, declarou Imart, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz acrescentou: “Uma salsicha é uma salsicha. A salsicha não é vegetariana”.

O plano de Imart, discretamente inserido numa reforma mais ampla das regras do mercado agrícola da UE, foi criticado como desnecessário por alguns membros do seu próprio grupo político. A tentativa de reabrir pontos legislativos considerados já definidos, incluindo regras sobre cooperativas agrícolas e contratos de produtos lácteos, gerou confusão e resistência entre os negociadores.

A tensão aumentou quando Imart propôs, de forma inesperada, adicionar termos como “fígado” e “fiambre” à lista de nomes proibidos para produtos vegetais. Um funcionário do Parlamento europeu descreveu o episódio ao Politico como “uma grande confusão”. A Dinamarca, liderando as negociações entre os Estados-membros, afirmou não ter mandato para avançar com as restrições de nomenclatura ou com alterações aos contratos lácteos. Sem cedências de ambos os lados, a reunião acabou por ser paralisada.

O ministro da Agricultura da Dinamarca, Jacob Jensen, confirmou o impasse: “Não conseguimos chegar a um acordo”. Por outro lado, Imart considerou que o obstáculo era ultrapassável, declarando em comunicado que “os contratos dos laticínios e os nomes relacionados com a carne ainda exigem esclarecimentos adicionais” e que tinham sido feitos “progressos tangíveis”.

Alguns parlamentares receberam o fracasso com alívio. A eurodeputada holandesa Anna Strolenberg, do Partido Verde, expressou satisfação por não terem sido impostas regras mais rigorosas para a nomenclatura dos produtos vegetais em troca de concessões na proteção dos produtores de leite.

Na Alemanha, maior mercado europeu de produtos alternativos à base de plantas, a proposta não é bem recebida, uma vez que empresas teriam de renomear produtos populares, dificultando a sua comercialização. Retalhistas como Aldi Süd, Lidl e Burger King já se manifestaram contra a iniciativa num comunicado conjunto.

Até que a disputa seja retomada em janeiro, produtos populares como "hambúrgueres" vegetarianos e "nuggets" veganos continuarão a utilizar os seus nomes habituais. A questão da nomenclatura dos produtos à base de plantas continua a ser um dos tópicos mais peculiares e controversos do debate regulatório da UE, refletindo o equilíbrio delicado entre proteção dos produtores e inovação alimentar.

Fonte: Executive Digest

Quatro projetos agrícolas para dar a conhecer as melhores técnicas de rega e conservação do solo nas regiões do Oeste, Mondego, Golegã, Coruche, Trás-os-Montes e Dão vão ser executados até março, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian.

O financiamento, que ronda os 70 mil a 100 mil euros por projeto, segundo a fundação, destina-se a produtores agrícolas, é baseado em demonstrações no terreno e tem como objetivo promover a partilha de conhecimento sobre práticas sustentáveis de gestão do solo que têm impacto direto na disponibilidade e na conservação da água.

Os quatro projetos selecionados, entre 36 candidaturas apresentadas a concurso, abrangem o estudo de vinha, pomares, milho e castanha, culturas onde vão ser testadas práticas agrícolas em diferentes tipos de solo, climas e necessidades hídricas.

Nessas culturas vão ser testadas diferentes abordagens tecnológicas, como rega enterrada, rega deficitária controlada (que utiliza menos água mantendo o rendimento das culturas) ou água residual tratada para rega agrícola, visando promover melhor utilização da água num contexto cada vez mais marcado pela escassez hídrica e pelas alterações climáticas.

O objetivo, explica a fundação em comunicado, é capacitar os agricultores com conhecimento sobre tecnologias que aumentem a capacidade de infiltração e retenção de água no solo e criar uma rede de partilha e aprendizagem das técnicas de rega e conservação do solo que mais contribuem para a resiliência da agricultura aos desafios de disponibilidade hídrica.

Na região do Oeste, em vinhas e pomares vão ser testadas as vantagens da utilização de cobertos vegetais nas entrelinhas das culturas permanentes predominantes, comparando áreas com enrelvamento e áreas sujeitas à mobilização convencional do solo, com uma monitorização contínua e uma partilha de dados em tempo real.

Também na região do Dão vão ser demonstradas práticas sustentáveis de condução e programação da rega e de gestão do coberto vegetal do solo, para sensibilizar e capacitar os viticultores e técnicos para a gestão integrada da água e do solo.

Esta iniciativa procura responder às necessidades identificadas por organizações e especialistas do setor agrícola, potenciar a adoção de inovação e a sua modernização e aumentar a rede de organizações com experiência no desenvolvimento de iniciativas de demonstração de boas práticas na gestão sustentável do solo e gestão hídrica, adianta a fundação em comunicado.

Fonte: Agroportal

A Comissão Europeia atualizou hoje as zonas de proteção e vigilância contra a gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) devido ao aparecimento de 74 novos casos em explorações avícolas dos Estados-Membros.

De acordo com a informação publicada hoje no Jornal Oficial da União Europeia (JOEU), até ao momento, ocorreram casos de gripo aviária em explorações que criam aves de capoeira ou outras aves em cativeiro em 18 Estados-Membros e na Irlanda do Norte, no Reino Unido.

Dentro da União Europeia (UE), os países que até agora tiveram explorações afetadas, além de Portugal, são a Alemanha, Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Hungria, Países Baixos, Áustria, Polónia e Suécia.

Desde a atualização anterior, a Bélgica, a Bulgária, a Dinamarca, a Alemanha, a Irlanda, a França, a Itália, a Lituânia, os Países Baixos, a Polónia, Portugal e a Eslováquia notificaram à Comissão novos surtos de GAAP em explorações avícolas.

Na semana passada, Portugal contabilizou mais dois novos casos de gripe aviária em Lisboa e Aveiro, registando, desde o início do ano, 46 focos de infeção pelo vírus da gripe aviária.

Perante esta situação, a CE atualizou as delimitações das zonas de proteção e vigilância e das zonas de restrição nesses países, para que estes focos não se propaguem.

Em Espanha, não se registaram novos casos e as zonas de proteção e restrição anteriormente delimitadas foram desativadas no dia 08 de dezembro.

A GAAP é uma doença viral infecciosa das aves que pode ter consequências graves na rentabilidade da criação de aves de capoeira, ao perturbar o comércio dentro da União e as exportações para países terceiros.

Fonte: Agroportal