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A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM), em colaboração com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), lançou este mês uma campanha de sensibilização crucial para combater o fogo bacteriano, uma doença devastadora que ameaça a fruticultura na região. O objetivo é alertar para os riscos da praga Erwinia amylovora e promover a sua deteção precoce, protegendo assim a economia e a identidade agrícola do Oeste.

O fogo bacteriano é uma praga regulada não sujeita a quarentena (RNQP) na União Europeia, conhecida pelo seu elevado potencial destrutivo. Afetando principalmente pereiras, macieiras, marmeleiros e algumas plantas ornamentais da família das rosáceas, a doença pode levar a perdas económicas substanciais e até mesmo à destruição total de pomares.

Os sintomas característicos da infeção incluem:

  • Flores e frutos jovens: murcham e secam, ficando escurecidos, mas permanecem presos à planta.
  • Frutos desenvolvidos: desidratam e podem apresentar um exsudado bacteriano.
  • Folhas: desenvolvem manchas castanhas a negras nas margens e na nervura central.
  • Ramos e rebentos jovens: secam e encurvam-se, formando uma aparência de “cajado de pastor”.
  • Troncos: podem desenvolver cancros em depressão com fendas na casca.

Estes sinais conferem às árvores uma aparência de queimado, daí o nome “fogo bacteriano”.

A campanha da OesteCIM e DGAV tem como metas principais:

  • Informar a população e os agentes do setor agrícola sobre os sintomas da doença.
  • Promover a deteção precoce e o reporte imediato de casos suspeitos.
  • Conter a disseminação da bactéria para proteger a produção frutícola da região.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: DGAV

A equipa vencedora da competição nacional realizada no dia 9 de julho, no Centro de Congressos da Alfandega do Porto, vai participar na competição ECOTROPHELIA EUROPE, que se realiza num dos maiores certames mundiais do setor agroalimentar, a feira ANUGA, em Colónia (Alemanha), nos dias 7 e 8 de outubro

Desenvolver produtos que contribuam para a redução do desperdício alimentar, que promovam a economia circular, e que sejam ecoinovadores e sustentáveis, é o desafio do Prémio ECOTROPHELIA PORTUGAL. Esta iniciativa convida, ano após ano, estudantes universitários de todo o País a apresentarem os alimentos do futuro e pretende estimular o empreendedorismo jovem no setor agroalimentar. A edição de 2025 do Prémio ECOTROPHELIA Portugal, promovido pela PortugalFoods, distinguiu, entre os oito projetos finalistas, um produto desenvolvido a pensar nas crianças: o Snack-aTummy. Trata-se de um duo inovador que combina palitos produzidos a partir do bagaço de maçã vermelha de Alcobaça (IGP) com uma composição de leite fermentado, desenvolvido por uma equipa de duas estudantes da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

“Para chegarmos a esta solução para o bem-estar infantil pegamos em subprodutos que iam para o lixo e demos uma nova vida. Conjugamos o aproveitamento de produtos locais e nutritivos, mas subvalorizados, e, com o apoio da ciência e com inovação, adicionámos os três P’s da saúde digestiva – os pré-bióticos, os próbióticos tindalizados e pós-bióticos – que talvez sejam a componente mais disruptiva e mais desconhecida, mas que apresenta benefícios para o consumidor”, destacam as vencedoras do projeto, Inês Soares e Rita Vedor. 

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Agronegócios

A Listeria é amplamente distribuída na natureza, sendo encontrada no solo, na água, na vegetação e nas fezes de animais. E, como pode ser encontrada no solo, tem a capacidade de contaminar vegetais e produtos cultivados nesse solo.

Portanto, é muito fácil para a Listeria entrar em uma fábrica de alimentos por meio dos sapatos de alguém, ou de equipamentos trazidos de fora, ou de ingredientes vindos de um fornecedor.

Dada a ubiquidade da Listeria, uma boa equipa de segurança alimentar (e sua gestão) sempre presume que o organismo esteja presente em algum lugar da fábrica/indústria. Mesmo com amostras microbiológicas regulares comprovadamente negativas (ou seja, sem Listeria ), isso não é motivo para reduzir o nível de vigilância. Nunca!

A natureza insidiosa da Listeria é tal que ela consegue se esconder, mesmo em condições adversas, e pode ser movida para cima, para baixo e para os lados. Os mesmos fatores que permitem que a Listeria entre em uma fábrica/indústria permitem que ela seja transportada para dentro dela.

As melhores práticas para o controlo da Listeria exigem a eliminação de abrigos e a identificação e o controlo dos vetores de movimento. Atacar a Listeria dessa forma pode reduzir drasticamente o risco à segurança alimentar. Observe que a fonte da raiz é quase certamente um local de abrigo (um esconderijo para a Listeria). Portanto, uma das melhores maneiras de encontrar esse local de abrigo é identificar e mapear o movimento na fábrica/indústria. Em seguida, acompanhe o movimento para frente e para trás, para cima e para baixo. Você pode se surpreender com a direção da água que corre ou de onde ela vem. E é aí que residem os momentos "eureka".

O objetivo é identificar a verdadeira fonte da Listeria e eliminá-la. Isso é muito diferente de simplesmente encontrar uma Listeria e desinfetar — isso é muito comum, e as pessoas são levadas a acreditar que a Listeria já foi controlada. Isso raramente acontece se a fonte da Listeria não tiver sido eliminada e se os vetores de movimento não tiverem sido identificados e geridos ativamente.

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Fonte: Food SafetyTech

O Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos (CNCFS), em parceria com a associação espanhola SAB-Almendrave, lançou o projeto “Sustainable EU Almond”, uma iniciativa cofinanciada pela União Europeia (UE), que pretende dar visibilidade às qualidades sustentáveis da amêndoa europeia.

De acordo com o comunicado de imprensa, o objetivo passa por valorizar um alimento que protege o solo, consome menos água, apoia as economias rurais e incentiva estilos de vida mais saudáveis.

A criação deste projeto surge na sequência de vários estudos e dados que comprovam o impacto positivo da amêndoa na sustentabilidade agrícola e ambiental. Um estudo europeu de 2008, realizado em Espanha e Itália, concluiu que os amendoais, quando bem geridos, ajudam a prevenir a erosão dos solos, sobretudo em encostas vulneráveis à erosão hídrica, e melhoram a saúde do solo ao aumentarem a atividade microbiana.

A resistência da amendoeira ao stress hídrico, por ser uma espécie típica do Mediterrâneo, torna esta cultura especialmente indicada para regiões áridas como o Alentejo e Trás-os-Montes, onde tem vindo a crescer nos últimos anos.

Além disso, a amêndoa europeia, por ser produzida sob os rigorosos critérios do Modelo de Produção Europeu, oferece garantias de qualidade, segurança e sustentabilidade, em linha com as prioridades da UE.

Na Península Ibérica, 79% da área de cultivo de amendoeiras é em regime de sequeiro, promovendo o uso eficiente da água. Além disso, uma grande parte das plantações já é biológica, o que reforça o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis.

Com um perfil nutricional completo, a amêndoa europeia é, assim, uma escolha saudável, sustentável e estratégica, com o projeto “Sustainable EU Almond” a querer garantir que os consumidores conhecem todos os seus benefícios.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Vida Rural

Portuguesa, repolho, de Bruxelas, coração, flor, lombarda, roxa, kale, romanesca, entre muitas outras. O mundo das couves é de uma enorme riqueza. Em Portugal, embora tenhamos inúmeras variedades disponíveis deste hortícola, somos pouco inventivos na diversificação à mesa. Da próxima vez vai variar?

Se ainda não está convencido dos benefícios do consumo de couves, talvez a lista com seis pontos que encontra abaixo o ajude a olhar para estes vegetais com outros olhos — e a encontrar novas formas de os incluir na sua alimentação:

1. São uma ótima fonte de ferro, especialmente as de cor verde escura;

2. Ricas em clorofila, com poder antioxidante;

3. Cheias de fibra: saciedade e trânsito intestinal regulado;

4. Ricas em vitamina A, potássio, cálcio e ácido fólico;

5. Contêm minerias que contribuem para o bem-estar;

6. Ricas em antioxidantes.

Saiba mais aqui.

Fonte: Sapo Lifestyle

 

 

 

 

 

 

A empresa chinesa Huagong Technology Industry, sediada em Wuhan, China, apresentou recentemente o Hg LaserWeeder, um robot que promete eliminar infestantes com precisão, sem afetar as culturas e sem a utilização de herbicidas.

A tecnologia, alimentada por modelos avançados de dados e um sistema de visão baseado em Inteligência Artificial (IA), pretende substituir os herbicidas químicos, tradicionalmente utilizados para o controlo de infestantes, mas muito criticados pelos seus impactos negativos.

O robot utiliza uma base de dados que cobre milhares de espécies de culturas e infestantes, e o seu sistema de visão inteligente ajusta dinamicamente a intensidade do laser, atingindo apenas as plantas indesejadas, sem danificar as culturas agrícolas.

A tecnologia já demonstrou uma taxa de eficácia superior a 95% na remoção de infestantes, evitando assim a contaminação dos solos e recursos hídricos. A versão mais avançada do robot pode incluir até 32 cabeças de laser, com capacidade para destruir até 320.000 ervas daninhas por hora — o que representa uma eficiência quatro a oito vezes superior aos métodos tradicionais, quer manuais quer com recurso a produtos químicos.

Além da eficácia, o robot destaca-se pela sua velocidade, uma vez que o processo de reconhecimento e eliminação de uma planta indesejada demora menos de cinco milissegundos, desde a captação da imagem até à ação do laser.

Os testes de validação dos algoritmos foram concluídos com sucesso em campos experimentais nas províncias de Yunnan e Heilongjiang, e a empresa anunciou que já abriu pré-encomendas a nível global. A produção em massa do robot está prevista para 2026.

Fonte: Agroportal

As pressões de custos estão a impulsionar tanto a aceitação da carne como o seu declínio.

A carne é um alimento básico da humanidade desde que ela existe. No entanto, devido às suas ligações com as mudanças climáticas e as preocupações com o bem-estar animal, muitos veem o seu consumo como algo que deveria ser eliminado gradualmente. A ascensão do mercado de produtos à base de plantas fez com que muitos recorressem a substitutos e alternativas, reduzindo o consumo da carne original.

Mas, com as alternativas à base de plantas a passar por dificuldades nos últimos anos, o consumo de carne realmente ainda está em declínio?

De acordo com dados da Nielsen IQ (NIQ), a parcela de consumidores que substituem carne por opções sem carne pelo menos uma vez por semana tem crescido de forma constante nos últimos anos, passando de 27% em 2020 para 39% em 2023. No entanto, esse número caiu 1% em 2024, voltando para 38%.

O consumo pode estar a diminuir em alguns mercados, mas os alimentos de origem animal estão a retornar em novas formas. Por exemplo, o mercado de carne híbrida (carne combinada com substitutos de carne, em um produto híbrido) está a surgir, com grandes produtores de alimentos de origem vegetal, cogitando a possibilidade de lançar seus próprios produtos híbridos.

Saiba mais aqui.

Fonte: FoodNavigator Europe

A ASAE, através das suas Unidades Regionais, desenvolveu, uma operação nacional dirigida à fiscalização de operadores económicos com atividade de fabrico de produtos à base de cacau e chocolate, com especial enfoque na verificação do cumprimento da legislação aplicável ao licenciamento, à segurança alimentar, rotulagem e práticas comerciais. A ação incidiu, ainda no fabrico e comercialização de produtos à base de chocolate através de redes sociais para verificação da conformidade das regras legais exigidas.

O Dia Mundial do Chocolate celebra o derradeiro doce - uma fonte de alegria e conforto; nostalgia embrulhada em papel de alumínio... Em 2025, a realidade por detrás dessa doce dentada tornou-se mais difícil de ignorar. Os preços do cacau subiram em flecha, a oferta global está a diminuir e os custos ambientais e éticos estão a ser alvo de um escrutínio mais rigoroso. No centro desta crise do cacau está um desequilíbrio fundamental: o mundo quer mais chocolate do que o planeta e a atual cadeia de abastecimento podem fornecer.

Mas no meio desta incerteza, uma startup, a Win-Win, está a apresentar uma proposta radical mas oportuna: e se o chocolate não precisasse de cacau?

O cacau, o principal ingrediente do chocolate, está a tornar-se cada vez mais escasso. As alterações climáticas, a desflorestação, as doenças e os solos esgotados estão a tornar a cultura do cacau cada vez menos viável, com surtos de pragas e condições meteorológicas imprevisíveis a causar estragos nos rendimentos. A maioria dos produtores de cacau não ganha o suficiente para investir numa produção sustentável, pelo que as florestas ecologicamente valiosas estão a perder-se a um ritmo alarmante.
A Win-Win é pioneira numa alternativa ao chocolate sem cacau.

O produto é fabricado com cereais e leguminosas fermentados e com baixo teor de carbono, como a cevada e o arroz - ingredientes escolhidos pela sua abundância, adaptabilidade e impacto ambiental dramaticamente inferior.

Não se trata de um chocolate sintético ou de um mimetismo cultivado em laboratório. É uma reinvenção baseada em processos naturais. Da mesma forma que o chocolate verdadeiro, a fermentação desempenha um papel fundamental no seu processo, revelando perfis de sabor ricos e complexos que evocam a indulgência familiar do chocolate.

O resultado é um produto criado com 80% menos emissões de carbono e até 80% menos utilização de água do que o chocolate convencional, mas com o mesmo derretimento e estalido satisfatórios.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: New Food

A resistência aos antibióticos representa uma ameaça significativa para a saúde em todo o mundo. Uma fonte subestimada de bactérias resistentes são as nossas águas residuais, uma vez que as bactérias presentes nas águas residuais evoluem para sobreviver a pequenas doses de antibióticos excretadas pelos doentes.

Sem um tratamento adequado, estas bactérias resistentes podem entrar nos nossos recursos hídricos e causar infeções, ou transferir genes de resistência aos antibióticos para outras bactérias. Os cientistas que experimentam compostos naturais como potenciais tratamentos da água descobriram que os extratos de curcuma e ruibarbo, a curcumina e a emodina, inibem a atividade de algumas estirpes destas bactérias resistentes. No futuro, talvez possamos utilizá-los para controlar esta fonte de resistência aos antibióticos.

Quando tomamos antibióticos, uma parte da dose é excretada na urina e nas fezes e acaba nas nossas águas residuais. A presença desta dose baixa de antibiótico cria uma oportunidade para a evolução de bactérias resistentes.

Cientistas que estudavam bactérias resistentes a antibióticos nas águas residuais de uma estação de tratamento descobriram estirpes multirresistentes de espécies de bactérias que normalmente não são perigosas para pessoas saudáveis, mas que podem transmitir genes de resistência a antibióticos a bactérias muito mais perigosas, como a E. coli.

Desafiaram então as bactérias com compostos naturais que poderiam potencialmente ser incluídos no tratamento de águas residuais para matar as bactérias e combater a resistência aos antibióticos. Os mais eficazes foram a curcumina, que vem da curcuma, e a emodina, do ruibarbo.

Sem um tratamento melhorado, as águas residuais podem servir de terreno fértil para “superbactérias” que podem entrar em recursos hídricos como rios, lagos e reservatórios, representando riscos potenciais para a saúde pública

Leia o artigo publicado na Frontiers in Microbiology aqui.

Fonte: Greensavers Sapo