O Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa foi o coordenador do projeto NOTS – Nitro Organic to Soils, que visou reforçar a sustentabilidade do setor agrícola através da melhoria da qualidade dos solos e de uma gestão mais eficiente dos nutrientes, com destaque para o azoto.
De acordo com a comunicação, a iniciativa procurou promover a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares, incentivando práticas de produção e padrões de consumo mais sustentáveis, alinhados com os desafios climáticos e ambientais atuais.
O projeto, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), que decorreu entre 2022 e 2025, foi desenvolvido em cinco zonas de baixa densidade e desfavorecidas de Portugal no continente (Beja, Évora, Leiria e Santarém) e na Região Autónoma dos Açores (Ilha Terceira), tendo como ponto de partida a valorização das leguminosas enquanto estratégia para aumentar a eficiência do uso do azoto e promover o sequestro de carbono nos solos agrícolas.
A iniciativa centrou-se em regiões de média e grande produção agrícola, particularmente vulneráveis aos impactos das alterações climáticas, marcadas por um clima mediterrânico, pela redução gradual da precipitação e pela consequente perda de matéria orgânica nos solos.
Para Cláudia Marques-dos-Santos, coordenadora do NOTS-Nitro Organic To Soils: “a sustentabilidade da agricultura portuguesa e europeia enfrenta um desafio duplo: a adaptação e a mitigação das alterações climáticas, através da melhoria da gestão dos nutrientes e da reversão da degradação dos solos”.
E continua: “foi para endereçar esta complexa matriz de desafios que o projeto NOTS foi concebido. O consórcio, de 26 entidades, propôs-se a desenvolver novos modelos de produção de baixa Pegada de Azoto, fundamentados na redução dessa pegada, aumentando o sequestro de carbono e otimizando a ciclagem do azoto e dos outros nutrientes no sistema solo-planta-atmosfera”.
A metodologia do projeto NOTS baseou-se num trabalho de campo intensivo, com vertente científica e demonstrativa. As equipas percorreram mais de 11 mil quilómetros, do norte ao sul de Portugal Continental e nos Açores, para implementar e monitorizar uma ampla rede de ensaios agrícolas.
Nessas áreas, foram testadas diferentes práticas de produção, incluindo a introdução de leguminosas em rotação com monoculturas intensivas, tais como o milho e o tomate de indústria, e a sementeira de pastagens biodiversas, destinadas a enriquecer os sistemas agrossilvopastoris e a promover maior resiliência dos solos.
De acordo com a comunicação, foram também realizadas ações de monitorização, com a recolha de mais de 500 amostras de solo submetidas a análises laboratoriais destinadas a avaliar a evolução da matéria orgânica, do azoto total e de outros nutrientes essenciais à produtividade e sustentabilidade dos ecossistemas agrícolas.
Em paralelo, um levantamento florístico identificou mais de 100 espécies de plantas, permitindo caracterizar a biodiversidade das pastagens e compreender melhor o papel destas comunidades vegetais na regeneração do solo.
O projeto apostou na sensibilização da sociedade, promovendo iniciativas de comunicação que aproximaram a agronomia da saúde pública e da consciência ambiental.
A comunicação enfatiza ainda que o projeto NOTS acrescentou valor à produção agrícola nacional ao integrar leguminosas em diversos sistemas de cultivo, ao promover o uso de pastagens biodiversas e ao valorizar as leguminosas como base de uma alimentação mais saudável, alinhada com os princípios da dieta mediterrânica.
A iniciativa teve também como objetivo o desenvolvimento de sistemas de produção mais resilientes. Após a sua conclusão, os resultados confirmam que a integração de leguminosas nas rotações agrícolas, a sua utilização como cobertura em culturas permanentes e a melhoria de pastagens em sistemas agrossilvopastoris trazem benefícios significativos.
Nos campos de ensaio, verificou-se que esta prática, aliada à aplicação de resíduos orgânicos, originou aumentos médios de 70% a 80% no azoto total e de 30% a 40% na matéria orgânica do solo na camada arável, contribuindo para a regeneração e sustentabilidade da base produtiva agrícola.
O consórcio integrou a Universidade dos Açores (UAc), o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV – Polo de Inovação de Elvas), o Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI), a Associação de Agricultores do Baixo Alentejo (AABA), a empresa de nutricionismo Nutrialma e vinte produtores e empresas agrícolas portuguesas.
Fonte: Agroportal
Chama-se “EucaBio” e é uma solução verde à base de folhas de eucalipto que pode ajudar os produtores de tomate, pimento e couve no combate a doenças bacterianas responsáveis por perdas significativas de produtividade.
O biopesticida foi desenvolvido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do GreenUPorto – Centro de Investigação em Produção Agroalimentar Sustentável, no âmbito do projeto GreenCide. O EucaBio encontra-se entre os 50 finalistas do EIT Food Seedbed Incubator 2025, um programa europeu que apoia soluções alimentares sustentáveis e tecnológicas.
De acordo com a comunicação, após os resultados promissores obtidos em laboratório, os cientistas da FCUP estão agora a testar o EucaBio em condições reais de campo, em colaboração com vários produtores, para validar o potencial deste biopesticida com elevada ação bactericida contra patógenos agrícolas.
Segundo atesta Cristiano Soares, um dos mentores do projeto, verificou-se que, “com uma única aplicação do EucaBio, foi possível reduzir substancialmente a severidade da doença”. E continua: “as plantas adquiriram uma resposta de defesa muito mais eficaz, que resulta numa maior resistência ao agente patogénico”.
Através de um financiamento concedido por um programa europeu, a equipa do GreenCide tem marcado presença, nos últimos meses, em diversas feiras agrícolas em Portugal com o objetivo de promover esta solução inovadora e maximizar a interação com a indústria.
“O nosso produto tem despertado grande interesse entre os agricultores, que relatam já ter sido forçados a eliminar produções inteiras por falta de alternativas eficazes”, avança o investigador.
Graças a esta participação, a equipa estabeleceu novas parcerias com produtores dispostos a testar o EucaBio em condições reais de campo e de estufa, “um passo determinante para o futuro do EucaBio”, lê-se na comunicação.
O desenvolvimento deste e de outros produtos bioativos à base de eucalipto teve origem no projeto de investigação PEST(bio)CIDE, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e realizado entre 2020 e 2023. O estudo focou-se nas propriedades herbicidas dos extratos de eucalipto para o controlo de ervas daninhas, responsáveis por elevados prejuízos na agricultura.
Fonte: Vida Rural
A União Europeia (UE) emitiu uma alerta alimentar classificado como “grave” devido a níveis excessivos de nitratos em espinafres frescos de origem espanhola, um produto presente diariamente na alimentação de muitas famílias.
Neste caso específico, o alerta alimentar trata-se de uma remessa de espinafres que, à primeira vista, parecia perfeitamente normal, mas que acabou por revelar concentrações muito acima do limite considerado seguro pelas autoridades europeias.
De acordo com o Sistema de Alertas Rápidos para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF), foi registada uma notificação recente depois de detetados valores anómalos de nitratos nesta verdura.
Alerta partiu dos Países Baixos
De acordo com o jornal espanhol El Correo, foi nos Países Baixos que o problema foi inicialmente identificado, quando as autoridades analisaram espinafres frescos provenientes de Espanha e reportaram a situação ao RASFF a 11 de novembro.
O relatório divulgado não inclui detalhes sobre o lote concreto em causa, mas confirma que o produto suspeito já foi retirado do mercado, em conformidade com os procedimentos de segurança alimentar.
Antes dessa decisão, várias amostras foram sujeitas a análises laboratoriais, que revelaram um valor de 7 900 mg/kg de nitratos, mais do dobro do limite máximo permitido pela legislação europeia, fixado em 3 500 mg/kg.
Nitratos: quando o excesso é perigoso
Os nitratos estão naturalmente presentes em muitos alimentos frescos, sobretudo em hortícolas de folha verde, mas também podem resultar da utilização de fertilizantes nas culturas agrícolas.
Em condições normais, a sua presença é considerada tolerável, porém concentrações muito elevadas podem representar um risco acrescido para a saúde humana.
A Agência para Substâncias Tóxicas e Registo de Doenças (ATSDR), ligada ao governo dos Estados Unidos, sublinha que os efeitos dependem da dose, da duração e do tipo de exposição a estas substâncias.
Entre as possíveis consequências de uma ingestão excessiva de nitratos, a ATSDR aponta problemas ao nível do estômago, maior probabilidade de hipertensão e um aumento do risco de determinadas doenças cardíacas.
Perante situações deste tipo, os mecanismos europeus de controlo são ativados para impedir que alimentos potencialmente perigosos continuem a circular no mercado interno.
Quando um Estado-Membro deteta um problema relevante, como agora aconteceu com estas espinafres de origem espanhola, notifica o RASFF, que alerta de imediato os restantes países para adotarem medidas de prevenção ou retirada.
Este sistema de partilha rápida de informação permite que produtos com níveis de contaminação acima do permitido sejam identificados e bloqueados num curto espaço de tempo, reduzindo a exposição dos consumidores.
De acordo com o El Correo, e apesar de o lote suspeito já ter sido retirado, o caso funciona como lembrete da importância de seguir as recomendações das autoridades de segurança alimentar e de manter cuidados básicos de higiene na preparação de vegetais frescos.
Fonte: Postal.pt
Foi desenvolvido um novo método, o SingleM, que deteta espécies microbianas desconhecidas.
A ferramenta Bin Chicken vasculhou 700.000 conjuntos de dados públicos para extrair novos genomas.
O Professor Associado Ben Woodcroft, do Centro de Investigação do Microbioma e da Escola de Ciências Biomédicas da QUT, sediado no Translational Research Institute de Brisbane, afirma que as comunidades microbianas de bactérias e arqueias desempenham um papel vital no suporte à vida na Terra.
“Sabemos que os micróbios intestinais são essenciais para a digestão e para a saúde, mas os micróbios são igualmente importantes no ambiente em geral — desde apoiar o crescimento das plantas nos solos até produzir o oxigénio que respiramos nos oceanos”, explica o Professor Woodcroft.
“Apesar de décadas de investigação, mais de 99 por cento das espécies microbianas permanecem desconhecidas”, sublinha, acrescentando que “uma ferramenta fundamental para encontrarmos nova vida microbiana é a metagenómica, que permite extrair dados de sequenciação de ADN diretamente de amostras ambientais”.
“O processo é extremamente útil porque pode ser aplicado praticamente em qualquer ambiente. O desafio está em processar estes dados e montar os pequenos fragmentos de ADN obtidos através da metagenómica em genomas completos”, aponta.
“Para ajudar a colmatar esta lacuna, desenvolvemos duas ferramentas de software para identificar e analisar micróbios desconhecidos em dados” através da metagenómica, explica ainda.
A primeira ferramenta, SingleM, analisa rapidamente uma amostra microbiana e identifica os organismos presentes — incluindo espécies extremamente diferentes de tudo o que se conhecia até agora.
“A equipa aplicou o SingleM a mais de 700.000 conjuntos de dados públicos e descobriu que cerca de 75 por cento das células nas amostras ambientais pertenciam a espécies desconhecidas.”
A segunda ferramenta, Bin Chicken, aprofunda-se nas amostras mais promissoras para reconstruir genomas completos de microrganismos até então não caracterizados.
O autor principal e investigador pós-doutorado, Sam Aroney, explica que o nome Bin Chicken é uma referência bem-humorada ao íbis-branco australiano, conhecido por remexer em caixotes do lixo à procura de restos de comida — “tal como a nossa ferramenta remexe nos dados disponíveis publicamente”.
“Com o Bin Chicken, reconstruímos 24.000 novos genomas microbianos, incluindo vários pertencentes a ramos inteiramente novos da árvore da vida”, diz Aroney.
“Estes grupos terão provavelmente evoluído antes das plantas e dos animais e ajudam-nos a compreender melhor a evolução inicial da vida”, adianta.
O Professor Woodcroft acrescenta que este catálogo genómico alargado já está a revelar novos conhecimentos sobre os ecossistemas globais.
“Os microrganismos são fundamentais para as alterações climáticas — são os maiores produtores de metano do planeta”, afirma.
“Estamos agora a integrar estes novos genomas em modelos climáticos e em estudos evolutivos. Também têm implicações vastas para a biotecnologia e para a investigação em saúde”, conclui.
Fonte: Greensavers
A indústria europeia de reciclagem de plásticos encontra-se numa situação crítica. O aumento das importações de material reciclado a baixo preço, a diminuição da procura de reciclados produzidos na União Europeia, as dificuldades económicas e uma carga burocrática excessiva estão a provocar o encerramento progressivo de fábricas em diferentes países do continente. A perda de capacidade de produção ameaça a sobrevivência de um setor considerado estratégico para a transição para uma economia circular.
De acordo com dados da Plastics Recyclers Europe (PRE), quase um milhão de toneladas de capacidade de reciclagem serão perdidas até o final de 2025 em comparação com 2023. Só entre janeiro e julho de 2025, foram encerradas instalações equivalentes a toda a capacidade perdida durante 2024, e três vezes mais do que em 2023. As previsões para este ano apontam para uma estagnação total do crescimento após um período de forte expansão, indicando uma perda de ímpeto na transição para a circularidade dos plásticos.
Os países mais afetados por esta tendência de queda são os Países Baixos, a Alemanha e o Reino Unido, onde a contração da atividade tem sido mais acentuada. A PRE considera que estes números refletem o impacto direto da recessão no setor europeu da reciclagem de plásticos e adverte que, sem uma ação urgente, as consequências podem ser irreversíveis.
A organização apela às instituições europeias para que tomem medidas imediatas para reavivar a procura de materiais reciclados produzidos na UE e evitar novos encerramentos. Entre as medidas que propõe constam a implementação de mecanismos de defesa do comércio e do mercado, a harmonização das regras de responsabilidade alargada do produtor (EPR) e a aplicação rigorosa de sistemas de certificação e de sanções para os materiais não conformes.
O PRE sublinha igualmente a necessidade de aliviar a pressão económica sobre os operadores de reciclagem, facilitando o acesso a energia limpa e a preços acessíveis, simplificando os procedimentos de obtenção e renovação de licenças e reforçando os controlos aduaneiros para evitar a concorrência desleal. Considera igualmente prioritário criar incentivos específicos ao investimento para restaurar a competitividade do setor.
A associação alerta que o colapso da reciclagem de plásticos na Europa poria em causa os progressos ambientais e tecnológicos alcançados na última década, comprometendo os objetivos climáticos da UE e a sua competitividade a longo prazo.
Fonte: iAlimentar
O projeto CellBlue (internamente chamado de Future Foods), coordenado pela Cell4Food - Cellular Culture, SA, coloca Portugal na vanguarda da biotecnologia azul ao desenvolver uma tecnologia única para produção de biomassa de "polvo" obtida a partir de células. Um passo pioneiro rumo a uma produção alimentar sustentável e independente de recursos marinhos.
Financiado pelo COMPETE 2030 / Portugal 2030, através do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIID), o CellBlue conta com um investimento de cerca de 1,5 M€ e reúne um consórcio multidisciplinar composto por centros de investigação, entidades colaborativas e parceiros industriais.
O objetivo é desenvolver um processo biotecnológico completo, desde o isolamento celular até à formulação de produtos híbridos à base de "polvo". “Com o CellBlue, Portugal posiciona-se como referência europeia na biotecnologia marinha aplicada à alimentação sustentável. É um projeto que alia ciência, indústria e visão estratégica para o futuro dos oceanos”, destaca Vítor Verdelho Vieira, CEO da Cell4Food.
Um ecossistema de inovação azul
O consórcio do CellBlue é liderado pela Cell4Food, uma empresa deeptech dedicada ao desenvolvimento de tecnologias de agricultura celular para produtos do mar, e conta com parceiros de excelência do sistema científico e tecnológico português:
Objetivos científicos e tecnológicos
Trata-se de um passo decisivo para posicionar Portugal e a Europa na nova geração de alimentos sustentáveis, reduzindo a pressão sobre os ecossistemas marinhos e promovendo novos modelos de produção alimentar mais éticos e circulares. “O CellBlue é mais do que um projeto científico, é uma visão de futuro, onde o mar e a biotecnologia convergem para criar alimentos éticos, seguros e sustentáveis”, acrescenta Filipa Soares, CTO da Cell4Food.
Fonte: iAlimentar
Com a chegada do frio e do mau tempo, o isolamento e a inatividade voltam a ser uma realidade para muitos idosos em Portugal. A permanência prolongada em casa, a menor atividade física e a redução do apetite tornam esta época do ano particularmente crítica, aumentando o risco de malnutrição, uma condição que afeta um em cada três idosos portugueses e que tende a passar despercebida.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), quase 40% dos idosos com mais de 80 anos vivem sozinhos, o que representa mais de meio milhão de portugueses com 65 ou mais anos em situação de isolamento. A população sénior continua a crescer a um ritmo de 2% ao ano, colocando Portugal entre os países mais envelhecidos da União Europeia.
A malnutrição em idosos é um problema silencioso, mas com consequências sérias: perda de massa muscular, diminuição da força, maior vulnerabilidade a doenças e internamentos mais longos. Segundo Margarida Graça Santos, especialista em Medicina Geral e Familiar, muitos familiares confundem os sinais da malnutrição com o envelhecimento natural.
As causas desta condição são diversas – desde dificuldades em mastigar ou engolir, à solidão, à redução dos rendimentos ou à falta de apetite – e o seu impacto é transversal: compromete a autonomia, agrava a fragilidade física e aumenta o risco de complicações após cirurgias ou infeções sazonais.
A especialista sublinha que uma alimentação equilibrada é uma das chaves para um envelhecimento saudável: “refeições pequenas, densas em energia e proteína, com cores e sabores apelativos, podem fazer toda a diferença. E, quando não são suficientes, o médico ou nutricionista pode recomendar suplementos nutricionais orais para reforçar a ingestão de energia e nutrientes”.
Fonte: Grande Consumo
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) determinou o confinamento de aves domésticas em 95 zonas de 14 distritos identificadas como de alto risco para a gripe aviária.
“As aves de capoeira e aves em cativeiro detidas em estabelecimentos, incluindo detenções caseiras, localizadas nas freguesias incluídas na lista das zonas de alto risco para a gripe aviária deverão ser confinadas aos respetivos alojamentos de modo a impedir o seu contacto com aves selvagens”, descreve a DGAV, em edital consultado pela Lusa.
Em causa estão os distritos do Porto, Lisboa, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Évora, Beja, Portalegre e Faro.
O risco de disseminação de gripe aviária é, até este momento, elevado, avisou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) na terça-feira.
O número total de focos detetados este ano em Portugal está em 31, tendo os mais recentes sido detetados numa exposição de aves em cativeiro, situada no distrito de Aveiro, concelho e freguesia de Oliveira do Bairro, e num estabelecimento de aves em cativeiro, no distrito de Santarém, concelho da Chamusca e União de Freguesias de Parreira e Chouto, assinala a diretora-geral de Alimentação e Veterinária no edital.
Estas zonas vão permanecer em restrição sanitária até 12 e 19 de dezembro, respetivamente, segundo a DGAV.
A diretora explica que “a gripe aviária é uma doença infeciosa viral que atinge aves selvagens, de capoeira e outras aves mantidas em cativeiro”, sendo que os vírus de alta patogenicidade “provocam mortalidade muito elevada, especialmente nas aves de capoeira”.
Tal tem “um impacto importante na saúde das aves domésticas e selvagens e selvagens, bem como na produção avícola, uma vez que constitui motivo de suspensão de comercialização de aves vivas e seus produtos nas zonas afetadas podendo ser motivo de impedimento de exportação de aves e seus derivados a nível nacional”.
No edital, são identificadas 95 zonas onde é alto o risco para a gripe aviária: em freguesias do Alandroal, Albergaria-a-Velha, em Albufeira, Alcácer do Sal, Alcobaça, Alcochete, Aljezur, Almada, Alpiarça, Alvito, Arronches, Arruda, Aveiro, Barreiro, Beja, Benavente, Caldas da Rainha, Caminha, Campo Maior, Cantanhede, Cascais, Castelo Branco, Castro Marim, Castro Verde, Chamusca, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Constância, Coruche e Elvas.
Foram também apontadas como de alto risco freguesias de Espinho, Esposende, Estarreja, Évora, Faro, Ferreira do Alentejo, Figueira da Foz, Golegã, Grândola, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Lousã, Lourinhã, Mafra, Marinha Grande, Matosinhos, Mértola, Mira, Montemor-o-Velho, Montijo, Moura, Mourão, Mourtos e Nazaré.
O mesmo acontece a Óbidos, Odemira, Oeiras, Olhão, Ovar, Palmela, Peniche, Pombal, Portel, Portimão, Porto, Póvoa de Varzim, Reguengos de Monsaraz, Salvaterra de Magos, Santarém, Santiago do Cacém, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sines, Sintra, Soure, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vagos, Vendas Novas e Viana do Castelo.
Igual cenário afeta a Vidigueira, Vila do Bispo, Vila do Conde, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Vide, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
As aves domésticas em estabelecimentos localizados nas zonas de alto risco, incluindo capoeiras domésticas e aves em cativeiro, têm de estar, obrigatoriamente, confinadas.
Já nas zonas de proteção e vigilância é proibida a circulação de aves, a realização de feiras e o transporte de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições; a circulação de carnes de caça fresca e de ovos para incubação é permitido, desde que devidamente embaladas e acompanhadas.
Fonte: Agroportal
O desperdício alimentar a nível global é responsável por 10% das emissões de gases com efeito de estufa, mas não estão a ser feitos esforços suficientes para atacar o problema, alerta a ONG WRAP, que revela que apenas 30 países presentes na COP30 assumiram compromissos para mitigar as perdas e o desperdício alimentar nas suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC)
As soluções, lembra a ONG, existem, e oferecem co-benefícios para a economia e a segurança alimentar. A CEO da WRAP, Catherine David, afirma mesmo que a redução do desperdício alimentar é uma das formas “mais rápidas e práticas” de cortar emissões, além de aliviar pressão sobre as cadeias de abastecimento e promover um melhor uso dos recursos. Por isso, uma abordagem circular torna-se essencial.
A WRAP, em conjunto com a ReFED e a Global FoodBanking Network, levam o assunto à COP30 esta quarta-feira, com um dia de ação dedicado à problemática.
Lisa Moon, presidente e CEO da Global FoodBanking Network, reconhece que tem aumentado o número de países a incluir a perda de alimentos e o desperdício alimentar nas suas NDC, mas é necessário aumentar a ambição. É por essa razão que as organizações vão aproveitar esta oportunidade para encorajar os países a incluir este aspeto nos seus planos de ação climática.
Portugal não consta da lista de países que se comprometeram a incluir esta meta nas suas NDC, que conta com países como Camarões, Etiópia, Uruguai, Chile, Colômbia, Reino Unido, Nepal, Angola e Indonésia.
Fonte: TecnoAlimentar
A DGAV procede à divulgação do Despacho 149/G/2025 – 19.ª ATUALIZAÇÃO DAS ZONAS DEMARCADAS PARA EPITRIX, em conformidade com a Decisão de Execução da Comissão 2012/270/UE, de 16 de maio, na sua redação atual, relativa a medidas de emergência contra a introdução e a propagação na União de Epitrix cucumeris, E. papa. E. subcrinita e E. tuberis, e na sequência da deteção em Portugal das primeiras duas espécies acima referidas, tem vindo a ser realizada, desde então e anualmente, a prospeção destes organismos no território português.
Atendendo aos resultados mais recentes de 2025, verificou-se a presença de Epitrix na freguesia de São Gonçalo de Lagos (Lagos), pelo que se torna necessário proceder à atualização da atual zona demarcada.
Para mais informação consulte: informacao-fitossanitaria/epitrix.
Fonte: DGAV
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