A Lipor e a Novo Verde implementaram um sistema de Inteligência Artificial que permite analisar, em tempo real, os resíduos processados na Unidade de Triagem Automática de Embalagens da Lipor, aumentando o controlo sobre a qualidade dos materiais e a eficiência da operação. A solução resulta de uma parceria com a tecnológica Greyparrot e surge num contexto de maior exigência das metas europeias de reciclagem até 2030.
Segundo um comunicado da Lipor, a tecnologia responde à necessidade de conhecer com maior detalhe a composição dos resíduos, em particular das embalagens plásticas e metálicas, que apresentam frequentemente níveis elevados de contaminação.
Até agora, essa caracterização era feita através de amostragens manuais realizadas apenas duas vezes por ano, representando menos de 1% do material tratado. Com a instalação do sistema Greyparrot Analyzer no tapete de alimentação da linha de triagem, a análise passou a ser contínua e a abranger a totalidade do fluxo processado, recorrendo a visão computacional para recolher dados precisos e permanentes. O sistema Greyparrot Analyzer foi financiado pela Novo Verde como forma de promoção da Inovação e da Investigação & Desenvolvimento.
Informação para melhorar a recolha e o produto final
O sistema permite analisar de forma detalhada os resíduos provenientes dos oito municípios associados da Lipor, identificando não conformidades e contaminantes por circuito e sistema de recolha. Esta informação é partilhada com os municípios, possibilitando correções a montante e contribuindo para reduzir a entrada de materiais impróprios na unidade.
Ao identificar com maior rigor o material que entra na linha de triagem, a tecnologia contribui também para diminuir rejeições e melhorar a consistência e a qualidade do produto final, fatores relevantes para a valorização e comercialização dos recicláveis.
Dados operacionais ao serviço da eficiência
Para além da caracterização dos resíduos, o sistema recolhe informação operacional sobre o funcionamento da linha, como paragens, períodos de inatividade e equilíbrio do caudal. Estes dados apoiam a afinação do processo e permitem uma gestão mais informada da operação.
De acordo com a informação divulgada, os indicadores obtidos reforçam a eficiência global da unidade e contribuem para uma operação mais estável e sustentável, demonstrando o papel da Inteligência Artificial na modernização dos processos de triagem.
Fonte: iAlimentar
Um estudo global de grande escala, que analisou dados de 60 anos relativos a 205 países e regiões, revelou falhas significativas na forma como as principais culturas alimentares do mundo utilizam os nutrientes aplicados sob a forma de fertilizantes. A investigação, liderada pela Academia Chinesa de Ciências (CAS), centrou-se em quatro culturas básicas da alimentação humana — arroz, trigo, milho e soja — e concluiu que, apesar do forte aumento no uso de fertilizantes, a eficiência de utilização do azoto e do fósforo continua alarmantemente baixa.
De acordo com os investigadores, a eficiência de utilização do azoto (NUE) e do fósforo (PUE) mantém-se em níveis críticos. O estudo identifica contrastes marcados entre culturas e regiões: enquanto o arroz em regiões tropicais e o trigo em zonas temperadas apresentam níveis relativamente mais elevados de eficiência, a produção de milho em grandes potências agrícolas, como os Estados Unidos e a China, segue um padrão preocupante de “elevados inputs e baixa utilização”.
Um dos dados mais relevantes é que a eficiência do uso do fósforo em todas as quatro culturas analisadas fica abaixo dos 50%. Isto significa que grande parte do fósforo aplicado não é absorvido pelas plantas, obrigando as culturas a recorrerem às reservas naturais do solo, com potenciais impactos negativos na sustentabilidade dos sistemas agrícolas a longo prazo.
Para ultrapassar estes bloqueios estruturais, o estudo propõe a criação de um “atlas global da eficiência dos nutrientes” e apresenta um modelo de otimização em três níveis — cultura, região e tecnologia. Em vez de se limitar a ajustes nas práticas de fertilização, a investigação defende uma reorganização profunda dos agroecossistemas, alinhando de forma mais inteligente as culturas com as condições climáticas e os tipos de solo específicos.
Entre as soluções sugeridas estão a fertilização de precisão em zonas onde a eficiência é particularmente baixa e a priorização de recursos de gestão em áreas consideradas “sumidouros de eficiência”. Os autores defendem ainda a integração de tecnologias avançadas, como variedades de culturas com maior eficiência no uso de nutrientes, mobilização reduzida do solo e microrganismos funcionais, em pacotes de gestão agrícola mais completos.
Segundo os investigadores, esta abordagem integrada poderá permitir à agricultura mundial quebrar o ciclo de desperdício de fertilizantes, reduzir impactos ambientais e avançar para um modelo mais verde e sustentável. Mais informações estão disponíveis na notícia publicada em CAS Newsroom.
Fonte: Centro de informação de Biotecnologia
Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu uma tecnologia que permite a plantas herbáceas, incluindo o milho, funcionarem como biossensores vivos, capazes de detetar quantidades mínimas de químicos diretamente no terreno.
O trabalho resulta de uma colaboração entre o Donald Danforth Plant Science Center, a Universidade da Flórida e a Universidade do Iowa, com os investigadores a conseguirem desenvolver plantas que produzem um pigmento roxo visível, a antocianina, sempre que são expostas a determinados estímulos químicos. Esta alteração de cor funciona como um sinal de alerta, indicando a presença de contaminação, deriva química ou outras.
Os cientistas adaptaram um circuito genético ativado por estímulos específicos que desencadeia o próprio mecanismo natural da planta responsável pela produção de antocianinas. O sistema foi testado com sucesso numa gramínea modelo, abrindo caminho à sua aplicação em culturas como o milho.
Entre os principais avanços estão a identificação de fatores genéticos capazes de ativar a produção do pigmento, a demonstração do funcionamento do sistema em plantas inteiras e o desenvolvimento de técnicas de imagem hiperespectral, que permitem detetar estas mudanças de cor à distância, sem danificar as plantas.
Ao contrário de estudos anteriores, centrados sobretudo em plantas dicotiledóneas usadas em laboratório, este avanço aplica-se a gramíneas, que estão na base da produção mundial de cereais, enfatizaram os cientistas.
Os responsáveis pelo estudo avançaram que este trabalho representa um passo decisivo para o desenvolvimento de sistemas de monitorização baseados em plantas, capazes de detetar contaminação, exposição química ou outros fatores ambientais que influenciam o rendimento agrícola.
Na sua ótica, à medida que estas ferramentas se tornam mais sofisticadas, a capacidade das próprias plantas “reportarem” os seus fatores de stress poderá transformar a gestão agrícola e reforçar a resiliência dos sistemas de produção.
Fonte: Vida Rural
Há cada vez mais jovens a produzir fumeiro no concelho de Montalegre, através de um equilíbrio entre a tradição e a inovação, facto que “tranquiliza” a autarquia transmontana às portas de mais uma Feira do Fumeiro.
Na Aldeia Nova do Barroso, a família Costa prepara a 35.ª Feira do Fumeiro de Montalegre, que decorre de 22 a 25 de janeiro, há vários meses.
Maria João Costa, de 24 anos, é a produtora mais nova desta edição e, pela primeira vez, terá um ‘stand’ com o seu nome, apesar de marcar presença no certame desde o primeiro ano de vida.
Licenciada em Gestão, a jovem concilia o mestrado em Administração Pública e o trabalho como técnica superior com a produção de fumeiro.
“É um negócio que vem de geração em geração, a minha avó já fazia [fumeiro], as minhas tias e a minha mãe também fazem, e eu acho que esta tradição não deve ficar por aqui, até porque é das melhores coisas que temos no Norte”, reiterou, em declarações à Lusa.
Maria João apenas vê benefícios neste trabalho e, embora “na qualidade” não acrescente nada, acredita que os jovens podem ajudar a expandir o negócio, sobretudo a nível ‘online’.
“Podemos inovar, podemos ajudar os mais antigos a não desistirem, porque sentem algumas dificuldades com a evolução tecnológica. Podemos ajudá-los e expandir o negócio de outra maneira, ir para outras vertentes”, defendeu.
Com cerca de 30 porcos destinados ao fumeiro e outros derivados, além de 200 sêmeas, pão usado na confeção das alheiras e unidade de medida usada pelos produtores, Maria João entra agora numa fase crítica, que concilia com os estudos para os exames.
“É uma altura de muito trabalho, muito ‘stress’, porque queremos levar tudo nas melhores condições possíveis. Não usamos corantes nem conservantes, portanto [há] um trabalho acrescido nesta parte de secar bem, para não ganhar bolor, limpar, levar tudo ao pormenor”, assegurou.
Ali ao lado, a tia mais velha e “capataz”, Joaquina Costa, de 63 anos, faz uma pausa na azáfama que lhe tem ocupado os dias e roubado algumas noites de sono desde setembro.
“Fui eu que comecei e levei a família toda atrás de mim. Só fizeram [a Feira do Fumeiro de Montalegre] dois anos sem eu lá andar, já a faço há 33. Só a minha família tem nove ‘stands’”, destacou.
Joaquina começou por ajudar a mãe, aos 14 anos, a criar e transformar “dois ou três porquinhos”. Atualmente, transforma cerca de 10 animais para cada certame da região, o que equivale a cerca de 50 quilos de enchidos e outros derivados.
“Agora [temos] muito mais encomendas, já temos conhecimento, aqueles clientes certinhos, de há muitos anos, que vêm buscar aos quilos. Já não é como dantes, que se vendia uma chouriça aqui, outra ali”, explicou.
Quanto ao futuro, e apesar da falta de mão de obra “de fora”, a produtora mostrou-se orgulhosa por ver os sobrinhos e o filho a dar continuidade à sua “paixão” pelo fumeiro.
“A nossa gente acho que vai [continuar]. Já estamos a meter outras pessoas [da família] para irmos explicando [como se faz], [porque] a minha mãe também explicou [a mim e às minhas irmãs] para, depois, ensinarmos aos nossos filhos como [devem] fazer”, concluiu.
O concelho de Montalegre, no distrito de Vila Real, tem 50 produtores de fumeiro, entre os quais figuram cada vez mais jovens, facto que “tranquiliza, de algum modo”, a autarquia transmontana.
“É sinal que os jovens percebem que está aqui uma atividade que dá muito trabalho, com toda a certeza, que é dura, mas que também lhes permite ter um rendimento muito significativo para o ano”, reiterou a presidente do município de Montalegre, Fátima Fernandes.
Segundo a autarca, o concelho conta com mais de 15 milhões de euros em apoios do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), distribuídos por cerca de 2.400 explorações agrícolas.
“Somos um território resiliente, que se afirma por manter a tradição com inovação. Apostamos naquilo que é genuíno, autêntico e, sobretudo, nesta gente que aprimorou esta sabedoria, [agora] aliada [à] modernidade. [Temos] muita gente jovem que marca presença na [Feira do Fumeiro de Montalegre], felizmente, e que imprime [uma] dinâmica, uma visão mais fresca, diferente [ao fumeiro]”, destacou.
Fonte: Agroportal
O uso do glifosato tem desempenhado um papel relevante na redução das emissões globais de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) associadas às atividades agrícolas, segundo um novo estudo do economista agrícola Graham Brookes, da consultora PG Economics. O trabalho foi publicado recentemente na revista científica GM Crops & Food.
O glifosato é atualmente o herbicida mais utilizado pelos agricultores a nível mundial. De acordo com o estudo de Graham Brookes, da PG Economics, a sua contribuição para a mitigação das alterações climáticas está fortemente ligada à adoção de práticas de mobilização de solo de conservação, como a sementeira direta e a mobilização reduzida, que evitam a lavoura tradicional.
O relatório indica que, à escala global, as práticas de agricultura de conservação permitem uma redução líquida de cerca de 138,2 mil milhões de quilogramas de CO₂e, graças à diminuição do consumo de combustível e ao aumento da retenção de carbono nos solos. Caso as terras atualmente geridas com estas práticas fossem lavradas de forma convencional, seriam emitidos mais 41,47 mil milhões de quilogramas de CO₂e.
No total, estas práticas representam uma poupança de 179,67 mil milhões de quilogramas de CO₂e quando comparadas com os sistemas agrícolas tradicionais baseados na lavoura intensiva.
O estudo destaca ainda o papel específico do glifosato na viabilização da transição para sistemas de agricultura de conservação. Segundo os dados apresentados, o uso deste herbicida permite uma redução líquida anual de 41,93 mil milhões de quilogramas de CO₂e. Quando comparada diretamente com a lavoura convencional, a agricultura de conservação facilitada pelo glifosato resulta numa redução de 54,94 mil milhões de quilogramas de CO₂e.
Este valor é equivalente à retirada de cerca de 21,8 milhões de automóveis das estradas todos os anos, sublinha o autor.
O estudo reforça a importância das práticas agrícolas de conservação e do papel das tecnologias associadas na redução da pegada carbónica do setor agrícola, num contexto de crescente pressão para tornar a produção alimentar mais sustentável e resiliente às alterações climáticas.
Mais informações em PG Economics e GM Crops & Food.
Fonte: Centro de informação de Biotecnologia
A perda acelerada de biodiversidade pode estar a levar os mosquitos a picar seres humanos com maior frequência, alerta um novo estudo realizado por cientistas brasileiros. A investigação sugere que, à medida que outras fontes de sangue desaparecem devido à destruição de habitats naturais, os mosquitos adaptam o seu comportamento e aproximam-se cada vez mais das populações humanas.
O trabalho, publicado na revista Frontiers in Ecology and Evolution, analisou mosquitos capturados em duas reservas naturais da Mata Atlântica brasileira, no estado do Rio de Janeiro. Utilizando armadilhas luminosas, os investigadores recolheram mais de 1.700 mosquitos de 52 espécies diferentes. Entre as fêmeas que tinham ingerido sangue, foi possível identificar a origem das refeições em 24 casos.
À medida que plantas e animais desaparecem ou são afastados dos seus habitats, os mosquitos veem reduzidas as opções naturais de alimentação. “Com menos hospedeiros disponíveis, acabam por recorrer aos humanos por conveniência, uma vez que somos o hospedeiro mais abundante nestas zonas”, explica Sergio Machado, coautor do estudo e investigador da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Esta mudança de comportamento pode ter consequências graves para a saúde pública. Nas regiões estudadas, os mosquitos são vetores de vários vírus, incluindo febre amarela, dengue, Zika, chikungunya e Mayaro, doenças que representam um risco significativo e podem ter efeitos prolongados na saúde humana.
“Identificar uma forte preferência por humanos funciona como um sinal de alerta para o risco de transmissão”, concluem os investigadores, defendendo que futuras políticas de saúde pública devem ter em conta não só o controlo dos mosquitos, mas também a preservação do equilíbrio dos ecossistemas naturais.
Fonte: Green Savers
A opção do Governo passa por retirar estes sacos de utilização única e introduzir alternativas mais duráveis, apostando na mudança de práticas no ponto de venda, revelou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhando que a solução encontrada procura evitar novos encargos para os consumidores e operadores.
Impacto ambiental em avaliação
O processo está a ser desenvolvido em articulação com o setor da distribuição, incluindo contactos com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).
De acordo com a mesma fonte citada pelo ECO/Capital Verde, os sacos reutilizáveis deverão ser introduzidos numa primeira fase sem custos para o consumidor, marcando uma alteração relevante na gestão de materiais no retalho alimentar.
Fonte: iAlimentar
As falhas nos sistemas de controlo do azeite na União Europeia (UE) estão a comprometer a qualidade, a segurança e a rastreabilidade do produto, alertou um novo relatório do Tribunal de Contas Europeu (TCE).
Segundo o TCE, embora as inspeções aos pesticidas no azeite produzido na UE sejam claras e, em geral, eficazes, os controlos sobre outras substâncias nocivas são “menos aprofundados”.
A análise sublinhou que continuam a existir regras pouco claras, sobretudo no controlo de misturas e na determinação da origem do azeite. É neste contexto que o Tribunal de Contas Europeu avaliou se os sistemas de controlo em vigor na UE garantem que o azeite comercializado é autêntico, seguro e passível de ser rastreado quanto à sua origem.
“Os consumidores têm de poder confiar na qualidade e autenticidade do azeite que compram”, considerou Joëlle Elvinger, Membro do TCE responsável pela auditoria. E continua: “a UE tem regras rigorosas, mas que nem sempre são totalmente aplicadas. É preciso melhorar as inspeções, conseguir determinar a origem e ter certeza jurídica para proteger não só os consumidores, mas também a reputação do azeite europeu”.
De acordo com o TCE, as regras da UE estabelecem requisitos mínimos de rotulagem, verificação da categoria e testes à presença de pesticidas. Ainda assim, o Tribunal de Contas Europeu assinalou que alguns controlos de conformidade são incompletos e que certas áreas do mercado ficam, por vezes, fora do alcance das inspeções.
Assim, estas lacunas fragilizam o sistema, com impacto potencial na qualidade do azeite e, em última instância, na confiança dos consumidores.
As inspeções para detetar pesticidas no azeite produzido na Europa estão bem estruturadas e os casos de incumprimento são pouco frequentes, enalteceu o TCE. Em contraste, no que toca a outros contaminantes, realçou a Instituição, os controlos nem sempre são realizados e, quando existem, muitas vezes não fica claro qual o risco que os justifica.
Apesar de a UE importar um volume de azeite equivalente a cerca de 9% da sua produção anual, o Tribunal de Contas Europeu concluiu que, nos países analisados, os controlos a pesticidas e a outras substâncias nocivas no azeite proveniente de países terceiros são inexistentes ou muito escassos.
A análise avançou ainda que os Estados-Membros verificam a rastreabilidade do azeite no âmbito dos controlos de segurança alimentar e de conformidade, mas o grau de exigência varia. Alguns não aprofundam esta verificação, enquanto outros, como Espanha e Itália, acompanham a origem das azeitonas e do azeite em todas as fases da cadeia de abastecimento através de registos eletrónicos, com o objetivo de reforçar a transparência e prevenir fraudes.
“No entanto, é difícil seguir o azeite nos casos em que atravessa fronteiras”, avisou o TCE, sublinhando que é o caso, em especial, do azeite que tem origem em mais de um país da UE ou em que uma parte vem de fora da UE.
Os auditores avisaram ainda que faltam regras ou orientações abrangentes sobre o modo e o momento em que deve ser verificada a origem. Além disso, frisa o TCE, algumas exigências legais, nomeadamente sobre a mistura de azeites de diferentes colheitas ou categorias, são pouco claras, “o que leva a práticas nacionais variáveis que podem afetar a qualidade do produto ao longo do tempo”.
A auditoria avaliou o enquadramento do sistema de controlo e a sua aplicação entre 2018 e 2023 em quatro Estados-Membros: Bélgica, Grécia, Espanha e Itália. Em conjunto, os três últimos concentram cerca de 91% da produção europeia de azeite.
Fonte: Agroportal
A Serra da Estrela enfrenta hoje um conjunto de pressões ambientais e sociais que colocam em risco o equilíbrio dos seus ecossistemas e os benefícios que estes proporcionam às populações. O projeto “SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas na Serra da Estrela”, que será apresentado esta tarde, pretende precisamente criar uma rede com vista a promover a conservação dos valores naturais e o restauro ecológico na região, o bem-estar das populações locais e a sustentabilidade económica.
Em entrevista, Pedro Horta, coordenador do projeto implementado por um consórcio coordenado pela organização não governamental de ambiente Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, explica que as montanhas do Mediterrâneo, e a Serra da Estrela em particular, “são territórios extremamente vulneráveis a um grande conjunto de ameaças de origem antropogénica das quais se destacam as alterações climáticas”. O grande objetivo, acrescenta, “passa por salvaguardar os serviços de ecossistemas que estamos a perder gradualmente e potenciá-los nos locais com as melhores características para o investimento em restauro ambiental”.
O responsável do projeto que envolve mais três entidades: o CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela e a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Científicas M.P. (CSIC), através da Estação Biológica de Doñana, de Espanha, diz ainda que “estas áreas funcionarão como microreservas que estarão distribuídas pelo território e servirão de fonte de serviços e biodiversidade para as áreas adjacentes, mas também para as gerações futuras”.
Leia a entrevista aqui.
Fonte: Green Savers
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