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Assinala‑se a 27 de janeiro, o Dia Mundial da Educação Ambiental, uma data criada em 1975 na sequência da Carta de Belgrado, que estabeleceu princípios globais para a construção de sociedades mais conscientes e responsáveis perante os desafios ambientais. Cinco décadas depois, a efeméride ganha renovada relevância num contexto marcado pela crise climática, pela perda de biodiversidade e pela necessidade urgente de promover modelos de desenvolvimento mais sustentáveis.

A educação ambiental é reconhecida por especialistas e organizações internacionais como uma ferramenta estratégica para transformar comportamentos, fortalecer a participação cidadã e apoiar a transição para comunidades mais resilientes. Ao incentivar a compreensão crítica sobre o uso dos recursos naturais, a gestão de resíduos, a proteção dos ecossistemas e a adaptação às alterações climáticas, esta área educativa contribui para decisões mais informadas e para a construção de um futuro ambientalmente equilibrado.

Em vários municípios e instituições, o dia é assinalado com ações de sensibilização, programas educativos, iniciativas de reflorestamento, atividades ao ar livre e campanhas dedicadas à preservação da biodiversidade. As escolas continuam a desempenhar um papel central, promovendo projetos que aproximam os alunos da natureza e reforçam a importância da sustentabilidade no quotidiano.

O Dia Mundial da Educação Ambiental recorda que a proteção do planeta depende de escolhas individuais e coletivas, e que a educação continua a ser um dos pilares mais sólidos para enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro.

 Fonte: Qualfood

Investigadores chilenos desenvolveram variedades de batata que escurecem muito menos após o corte, recorrendo à edição genética de precisão. O avanço, conseguido sem introdução de genes externos, promete reduzir perdas ao longo de toda a cadeia alimentar e reforçar a sustentabilidade do sistema agroalimentar.

O escurecimento da batata depois de cortada, descascada ou durante o armazenamento é um problema antigo, conhecido tanto pela indústria como pelos consumidores. Embora não afete a segurança alimentar, compromete a aparência do produto, reduz o seu valor comercial e contribui para o desperdício. Num país como o Chile, onde se perdem anualmente mais de cinco milhões de toneladas de alimentos, este fenómeno representa um desafio económico e ambiental significativo.

Um estudo recente, publicado na revista científica Agronomy, revela um avanço relevante nesta área. Uma equipa de investigadores do Instituto de Investigaciones Agropecuarias (INIA), liderada pelo cientista Humberto Prieto, conseguiu desenvolver linhas de batata com oxidação retardada através de edição genética de precisão, sem incorporação de ADN externo. O trabalho insere-se num projecto institucional que visa modernizar o melhoramento vegetal no Chile com recurso a ferramentas como o sistema CRISPR/Cas.

O escurecimento da batata ocorre quando a enzima polifenol oxidase (PPO) entra em contacto com o oxigénio após danos mecânicos, como o corte. No estudo, os investigadores focaram-se no gene PPO2, identificado como um dos principais responsáveis pelo pardeamento visível do tubérculo. Utilizando a ferramenta CRISPR-Cas9, editaram de forma precisa este gene na variedade chilena Yagana-INIA, adaptada às condições agroclimáticas nacionais.

Após o processo de edição, foram obtidas várias linhas candidatas, avaliadas através de testes visuais e bioquímicos. Duas destacaram-se por apresentarem uma redução significativa do escurecimento após 24 horas de exposição ao ar. Uma dessas linhas revelou-se particularmente relevante por não conter sequências do sistema Cas9 nem ADN do vector utilizado, confirmando tratar-se de uma batata editada sem transgenes.

Este detalhe tem implicações importantes do ponto de vista regulatório e tecnológico, demonstrando que é possível introduzir melhorias precisas em culturas propagadas vegetativamente, como a batata, sem deixar material genético externo no produto final.

Mais do que uma melhoria estética, a redução do pardeamento pode ter impacto direto na diminuição do desperdício alimentar. Na indústria de processamento, permite reduzir descartes durante o corte e o descasque, aumentar a eficiência na produção de batatas frescas minimamente processadas ou congeladas e diminuir a necessidade de aditivos antioxidantes. Durante o transporte, armazenamento e comercialização, uma melhor estabilidade visual traduz-se em maior vida útil e menor rejeição por parte dos consumidores.

Dados recentes indicam que, em 2024, o Chile desperdiçou cerca de 5,2 milhões de toneladas de alimentos, com quase 300 quilos por pessoa. No caso das hortícolas e raízes, onde se inclui a batata, as taxas de desperdício atingiram cerca de 29% do total disponível, sublinhando a relevância de inovações que actuem na fase pós-colheita.

O desenvolvimento do INIA junta-se a outros exemplos internacionais de aplicação da edição genética para reduzir o escurecimento da batata, mas distingue-se por ter sido realizado directamente numa variedade comercial adaptada ao contexto chileno e sem recurso a transgénicos. Em linha com o enquadramento regulatório do país, estas variedades podem ser avaliadas caso a caso pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) e, se consideradas livres de transgenes, avançar para ensaios de campo e eventual comercialização.

Para os investigadores, este avanço confirma o potencial da edição genética como ferramenta estratégica para promover uma agricultura mais eficiente, sustentável e alinhada com os desafios globais da segurança alimentar e da redução do desperdício.

Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia

As algas são um grupo diversificado de organismos aquáticos, eucariotas e fotossintéticos, estão divididas em microalgas e macroalgas, conforme o tamanho, e representam uma opção alimentar nutritiva, saudável, rica em fibras e com baixo teor calórico. Atualmente, são consumidas em todo mundo e principalmente na Ásia, região na qual predomina (97%) a produção mundial.

O Catálogo Europeu de Estatuto de Novos Alimentos (EU-NFC) inclui mais de 60 entradas de algas (Figura 1) indicando as que já entravam na alimentação antes 1997 (consideradas Não Novo Alimento), as que já estavam autorizadas apenas para suplementos (Não novo alimento em suplementos alimentares) e considerados Novo Alimento (Reg. de Execução (UE) 2017/2470). A título de exemplo, a Tetraselmis chuii está autorizada como novo alimento para utilização em algumas matrizes alimentares (produtos de panificação, massas, laticínios, substitutos de refeições e suplementos alimentares) com limites máximos de adição entre 0,3 g e 2 g por 100 g, consoante a categoria do produto .

Figura 2 - Lista de espécies de algas autorizadas para consumo humano. Adaptado de Catálogo Europeu de Estatuto de Novos Alimentos [7]...

Figura 1 - Lista de espécies de algas autorizadas para consumo humano. Adaptado de Catálogo Europeu de Estatuto de Novos Alimentos.

A segurança alimentar é assegurada por limites de contaminantes e substâncias potencialmente tóxicas, incluindo metais pesados (Reg. (UE) 2023/915 e Reg. (CE) n° 396/2005). A Recomendação (EU) 2018/464 estabelece medidas de monitorização para algas marinhas, halófitas e produtos derivados, incluindo avaliação de arsénio, cádmio, chumbo, mercúrio e iodo. Para os aditivos alimentares à base de algas, as especificações estão estabelecidas nos anexos do Reg. (UE) nº 231/2012 .

Desde 2023, está a ser organizada a centralização de dados sobre produção, consumo e utilização de algas. Assim, a CE e o Comité Europeu de Normalização preveem métodos harmonizados de ensaio que permitam a definição de políticas e limites de exposição até 2026.

Relativamente ao iodo, o Comité Científico da Alimentação Humana definiu limites máximos de 600 μg/dia para adultos e 200 μg/dia para crianças. Entre 2022 e 2025, o Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF) registou 42 notificações relacionadas com algas, sendo 80% por excesso de iodo.

Em síntese, o enquadramento regulamentar da UE garante que apenas espécies seguras e com histórico de consumo possam ser comercializadas, definindo limites específicos para contaminantes. O consumo de algas apresenta riscos potenciais associados a metais pesados, toxinas, microrganismos patogénicos e elevados níveis de iodo, cujas avaliações de risco ainda são limitadas pela insuficiência de dados de consumo e exposição populacional .

Fonte: iAlimentar

A agricultura portuguesa está a entrar na vanguarda da produção mundial, com apoio de tecnologias que permitem maior rentabilidade e menos custos, sem introdução de químicos ou pesticidas.

Com métodos como o uso de insetos para proteção de pragas e plantações em casca de coco, o setor agrícola nacional apresenta novas soluções.

A partir de Lamego, desenvolve-se software nacional em parceria com instituições de ensino superior, utilizando recolha e tratamento de dados e georreferenciação para catalogar a diversidade das propriedades portuguesas.

Veja a Reportagem especial aqui.

Fonte: Sic Notícias

Os criadores de galinhas poedeiras estão obrigados a declarar os seus animais em fevereiro, com exceção dos que têm menos de 350 aves, segundo um aviso da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

“No mês de fevereiro decorre mais um período obrigatório da Declarações de Existências de Galinhas Poedeiras”, lê-se na nota da DGAV.

Em setembro de 2025, já tinha decorrido um período obrigatório para a declaração das galinhas poedeiras.

A declaração de existências, que tem de ser efetuada em setembro, deverá ser submetida através do ‘site’ https://avidec.dgav.pt.

Podem ser contactados, em alternativa, os serviços de alimentação e veterinária regionais.

Contudo, esta obrigação não se aplica aos estabelecimentos de galinhas poedeiras com menos de 350 aves e aos de criação de galinhas poedeiras reprodutoras.

Fonte: Agroportal

Uma análise de uma década de dados de vigilância da resistência antimicrobiana (RAM) em patógenios transmitidos por alimentos identificou padrões que moldam a multirresistência (MDR) em sistemas de produção animal. O estudo foi publicado na revista MDPI  e conduzido por investigadores da Universidade Villanova.

Os investigadores examinaram 9.393 isolados de Salmonella entericaCampylobacter jejuni e Escherichia coli recolhidos de aves, bovinos e suínos entre 2015 e 2025, utilizando dados do Navegador de Isolados de Patógenios do Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia (NCBI) dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA.

O conjunto de dados foi analisado para caracterizar os padrões de resistência antimicrobiana (RAM) em isolados que apresentavam resistência entre um a seis antimicrobianos, constatando-se que tetraciclina, estreptomicina, sulfisoxazol, ampicilina, ácido nalidíxico e ciprofloxacina formaram consistentemente os eixos dominantes de co-resistência entre os patógenios. Isso reflete as pressões seletivas de longa data nos sistemas de produção animal para consumo humano.

A tetraciclina surgiu como o fator mais influente, aparecendo em quase todos os isolados MDR.

C. jejuni apresentou, em grande parte, resistência a um único fármaco. S. enterica foi responsável por quase todos os casos de resistência complexa a múltiplos fármacos, especialmente em isolados resistentes entre cinco a seis antimicrobianos, devido à acumulação de diversos determinantes de resistência.

A Suíça desenvolveu uma estratégia para melhorar a produção de hortofrutícolas, com o objetivo de enfrentar novas dificuldades que surgem no setor agrícola.

A retirada de autorizações de ingredientes ativos de pesticidas, a falta de métodos alternativos de controlo e o aparecimento de novos organismos prejudiciais são alguns dos desafios que motivaram a criação da Estratégia para a Proteção Sustentável das Culturas.

A estratégia visa aumentar a sustentabilidade no setor primário suíço, com um foco particular na redução dos riscos associados ao uso de pesticidas. O governo anunciou que a estratégia será totalmente implementada até 2030, após a aprovação de um relatório intermédio a 8 de maio de 2024, tendo ainda afirmado que a situação da proteção das culturas se deteriorou nos últimos anos e que é urgente fechar as lacunas existentes e prevenir as que se avizinham.

A estratégia aborda os desafios enfrentados, especialmente em relação a certos produtos vegetais, e procura melhorar os meios oferecidos pela proteção integrada das culturas, que combina métodos preventivos, biológicos e físicos para controlar pragas e doenças, utilizando químicos sintéticos apenas de forma direcionada. Além disso, a estratégia reconhece o surgimento de pragas, doenças e ervas daninhas difíceis de controlar.

Segurança alimentar e autonomia alimentar

Esses problemas também representam um risco para a segurança alimentar e para a diminuição das taxas de autossuficiência alimentar do país. A necessidade de responder a esses desafios levou o Escritório Federal de Agricultura, em colaboração com as partes interessadas, principalmente os agricultores, a elaborar um conjunto de medidas que compõem a estratégia de dez pontos apresentada.

O objetivo principal é criar uma plataforma nacional para monitorizar as opções de proteção disponíveis. A estratégia inclui o desenvolvimento de uma rede de competências para coordenar e desenvolver soluções, bem como a criação de uma rede de demonstração para promover novas medidas na prática.

Além disso, o plano prevê a promoção de variedades robustas, o desenvolvimento do controlo biológico clássico, a otimização das técnicas de aplicação para reduzir os riscos associados ao uso de pesticidas e a simplificação dos processos de aprovação de produtos de proteção das plantas.

Medidas em desenvolvimento

Algumas das medidas já estão em desenvolvimento ou foram implementadas, como as relacionadas com a aprovação de pesticidas, enquanto outras precisam ser desenvolvidas do zero. Segundo o governo suíço, todas as ações contribuem para os objetivos da política agrícola atual e futura, e servirão como diretrizes para fortalecer a produção vegetal, garantir alimentos saudáveis e preservar os recursos naturais.

Fonte: Agroportal

A reformulação da composição de produtos alimentares é um dos desafios mais prementes para a indústria agroalimentar, motivada por uma procura de melhoria continua da oferta ao consumidor.

Estes processos podem envolver a redução, substituição, aumento ou adição de ingredientes, procurando dar resposta a objetivos como a otimização da funcionalidade do produto, a valorização do perfil nutricional (por exemplo, através da seleção de ingredientes, da fortificação com micronutrientes, do aumento do teor de fibra, proteína ou cereais integrais, ou da redução do teor de sal), o aperfeiçoamento das características sensoriais ou, ainda, a resolução de questões relacionadas com a cadeia de abastecimento.

Trata-se, contudo, de um processo frequentemente complexo, que nem sempre é possível ou desejável, principalmente por questões de segurança dos alimentos. Em alguns casos, a reformulação pode ser condicionada pela própria natureza dos alimentos, como acontece com o teor de lactose nos produtos lácteos ou o teor de açúcares naturalmente presentes na fruta. Assim, o desenvolvimento de novos produtos ou a reformulação de produtos existentes pode constituir um desafio técnico significativo.

Embora ciente destas dificuldades, a indústria agroalimentar portuguesa assumiu, em maio de 2019, o desafio de reformular várias categorias de géneros alimentícios. Nesse contexto, foi assinado um compromisso nacional para a reformulação do teor de sal, açúcar e ácidos gordos trans em diferentes categorias de produtos alimentares. Este compromisso envolveu a Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a Direção-Geral da Saúde (DGS), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a NielsenIQ, integrando protocolos de reformulação, monitorização e nove compromissos setoriais.

A definição das categorias prioritárias teve por base as recomendações de reformulação propostas pelo High Level Group on Nutrition and Physical Activity da Comissão Europeia, as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e os dados de consumo alimentar da população portuguesa, nomeadamente os resultados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (2015–2016).

Após diálogo com associações representativas da indústria e da distribuição, foi alcançado consenso para incluir no processo de reformulação cerca de 56% das categorias de alimentos abrangidas pela redução do teor de sal (como batatas fritas, cereais de pequeno-almoço, sopa pré-embalada pronta a consumir) e cerca de 33% das categorias definidas no âmbito da redução do teor de açúcar (cereais de pequeno-almoço, iogurtes, refrigerantes, entre outros). Em cada categoria, pretendeu-se promover a reformulação e monitorizar os produtos que representassem, pelo menos, 80% do universo do mercado acompanhado pela NielsenIQ.

Tendo presente que a reformulação deve ser um processo gradual, foram definidas metas a atingir até 2022, consensualizadas com a indústria alimentar e a distribuição, bem como avaliações intermédias anuais. As metas estabelecidas foram consideradas tecnicamente exequíveis, alinhadas com as melhores práticas internacionais em saúde pública, tendo em conta a aceitabilidade por parte do consumidor e baseando-se na média ponderada dos produtos mais consumidos em cada categoria.

Os objetivos de redução definidos tiveram por base as recomendações da OMS, incluindo a aproximação do consumo de sal per capita a 5 g/dia, a limitação do consumo diário de açúcares livres a cerca de 50 g/dia para a população em geral e a um máximo de 25 g/dia para as crianças, bem como a redução do consumo de ácidos gordos trans para valores próximos de zero.

Após um intenso e dedicado trabalho de reformulação por parte de todos os intervenientes, os resultados obtidos entre 2018 (baseline) e 2023 demonstraram o impacto positivo desta iniciativa. Registou-se uma redução média de 14,8% no teor de sal e de 20,8% no teor de açúcar nas categorias de alimentos selecionadas. Considerando que a maioria das metas tinha como referência o final de 2022, verificou-se que quase a totalidade dos objetivos foi atingida, tendo várias categorias superado as metas estabelecidas, com destaque para os cereais de pequeno-almoço, as bebidas refrigerantes e os iogurtes.

A FIPA teve um papel determinante na dinamização destes compromissos, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde. Seis anos após o início deste processo, os resultados evidenciam que compromissos voluntários, assentes numa abordagem pragmática e colaborativa, podem gerar impactos significativos e sustentáveis na promoção da saúde pública.

Fonte: iAlimentar

Em apenas uma semana, o preço do cabaz alimentar aumentou cerca de 8 euros, se falarmos em bens essenciais, o Cabaz essencial de 63 produtos custa, atualmente, 249,09 euros, representando o preço mais elevado dos últimos quatro anos.

Para além do aumento de preços, sabia que todos os anos cerca de um terço de todos os alimentos produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados? De acordo com a União Europeia, este número traduz-se em 32 milhões de euros perdidos por ano em desperdício alimentar.

No entanto, existem dicas extremamente importantes para ajudar a poupar e manter uma alimentação mais sustentável:

  1. Faça uma lista de compras com base numa ementa semanal e procure cingir-se ao que realmente precisa;
  2. Resista a embalagens familiares com grandes promoções, se não tiver a certeza de que vai conseguir consumir tudo no prazo;
  3. Arrume o frigorífico e a despensa por data de validade, evitando que se estraguem alimentos;
  4. Aproveite as sobras com imaginação em vez de deitar fora;
  5. Opte pelo comércio do bairro, em vez de encher o carrinho uma vez por mês no hipermercado, onde o risco de sucumbir a tentações e comprar produtos supérfluos aumenta;
  6. Reduza o consumo de carne, principalmente de vaca, e privilegie a de aves, assim como os alimentos de origem vegetal, como fruta, legumes, leguminosas e cereais;
  7. Evite alimentos processados, como salsichas, pois requerem um consumo desnecessário de recursos para a sua produção, como água e energia, e são uma fonte de poluição adicional;
  8. Prefira produtos locais e da época em vez de alimentos oriundos do outro lado do planeta, muitas vezes sobre embalados. Mais saboroso, mais económicos e mais sustentáveis, poupa no transporte e estará a favorecer os pequenos produtores locais;
  9. Compre a granel, de preferência, pois permite comprar apenas as unidades necessárias:
  10. Opte por alimentos produzidos de modo mais sustentável, sem pesticidas nem adubos químicos, com certificações validadas no rótulo, como a Eurofolha.

Fonte: Greensavers

O Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) emitiu uma notificação de segurança alimentar após a deteção de fragmentos de vidro em duas embalagens de filetes de pescada congelados, produzidos em Portugal e destinados ao mercado europeu.

Segundo a informação divulgada pelas autoridades competentes, o problema foi identificado durante um controlo oficial de rotina realizado no país de destino. Os fragmentos, de pequenas dimensões mas potencialmente perigosos, foram encontrados no interior das embalagens, levando à ativação imediata do alerta e à recomendação de retirada do lote afetado da cadeia de distribuição.

As autoridades portuguesas já foram notificadas e encontram‑se a colaborar com os serviços europeus para identificar a origem da contaminação e garantir que o incidente permanece circunscrito ao lote em causa. A empresa responsável pela produção está igualmente a realizar uma avaliação interna dos seus processos de segurança e qualidade.

Até ao momento, não foram reportados casos de consumidores afetados, mas o RASFF classifica o risco como sério devido ao potencial de lesões físicas associadas à ingestão de corpos estranhos.

O alerta reforça a importância dos mecanismos de controlo e da cooperação entre Estados‑Membros para garantir a segurança dos alimentos que circulam no mercado europeu.

Fonte: Qualfood