Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

A adoção de boas práticas de segurança alimentar continua a ser vista por muitas empresas como um custo adicional.

Na realidade, os dados mostram o contrário: investir em prevenção é incomparavelmente mais barato do que lidar com as consequências de um surto de origem alimentar.

A prevenção tem um custo baixo e previsível

Medidas como formação contínua, controlo de temperaturas, higienização adequada, planos HACCP bem implementados e auditorias regulares representam um investimento modesto, especialmente quando distribuído ao longo do ano. Além disso, estas práticas reduzem desperdício, melhoram eficiência operacional e reforçam a confiança dos consumidores.

Os surtos são devastadores — económica e socialmente

Quando ocorre um surto, os custos disparam:

  • Retirada de produtos e destruição de lotes;

  • Interrupção da produção;

  • Perdas de vendas e quebra de confiança;

  • Processos legais e indemnizações;

  • Impacto na saúde pública e no sistema de saúde;

  • Danos reputacionais que podem durar anos.

Estudos europeus estimam que um único surto pode custar de dezenas a centenas de milhares de euros, dependendo da dimensão da empresa e da gravidade do caso.

O custo invisível: reputação e confiança

Num mercado cada vez mais competitivo, a confiança do consumidor é um ativo crítico. Empresas envolvidas em incidentes de segurança alimentar enfrentam quedas abruptas de vendas e longos períodos de recuperação da imagem. Investir em prevenção é, por isso, também investir em marca, credibilidade e sustentabilidade.

Conclusão

A segurança alimentar não é um luxo — é uma estratégia inteligente de gestão. Os custos da prevenção são pequenos, controláveis e trazem benefícios diretos. Os custos dos surtos são imprevisíveis, elevados e potencialmente fatais para um negócio.

Perde horas com legislação, HACCP e auditorias?

O Qualfood devolve-lhe o controlo — tudo organizado, num só lugar!

Contacte-nos através do email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. e conheça o nosso portal!

Fonte: Qualfood

Os consumidores estão cada vez mais comprometidos com a reciclagem e reconhecem o papel do Programa Volta na promoção de uma economia mais circular. Contudo, para que o sistema alcance todo o seu potencial, os portugueses defendem que este deve tornar-se mais acessível, simples e integrado nas suas rotinas. Esta é uma das principais conclusões do mais recente estudo da ConsumerChoice sobre o Programa Volta.

A reciclagem é já um hábito consolidado para a maioria dos consumidores. Quase oito em cada dez entrevistados (79%) consideram muito importante reciclar embalagens de bebidas e 85% afirmam fazê-lo sempre ou frequentemente.

Esta predisposição reflete-se também na forma como os inquiridos encaram o Programa Volta: 94% conhecem a iniciativa, 80% acreditam que representa uma medida importante para Portugal e 87% referem que contribui para incentivar a reciclagem de embalagens de bebidas. Para além disso, 80% confiam no correto registo das embalagens e na devolução do respetivo depósito.

Mais do que um programa conhecido, o Volta começa também a fazer parte dos hábitos dos participantes. 41% utilizam-no regularmente e 23% já recorreram ao sistema algumas vezes, o que significa que 64% dos portugueses já experimentaram o Programa. Entre aqueles que ainda não o utilizam, o potencial de crescimento continua a ser significativo, pois 17% admitem que ainda não tiveram oportunidade de o fazer e 12% pretendem aderir futuramente.

Apesar da avaliação globalmente positiva, os consumidores identificam oportunidades claras de melhoria. Para 66% dos inquiridos, o aumento do número de locais de devolução deve ser a principal prioridade do Programa. A simplificação do processo de devolução e de reembolso, a redução do tempo necessário para utilizar o sistema e a criação de benefícios adicionais surgem igualmente entre as sugestões mais mencionadas.

O estudo mostra ainda que os incentivos financeiros continuam a influenciar o comportamento dos entrevistados. Quase metade afirma que utilizaria o Programa com maior frequência caso o valor do depósito fosse superior aos atuais 10 cêntimos, demonstrando que existe margem para reforçar a adesão através de mecanismos de incentivo mais atrativos.

Embora os níveis de conhecimento sobre a iniciativa sejam elevados, persistem algumas dúvidas relativamente ao seu funcionamento. Muitos consumidores desconhecem, por exemplo, qual o destino dado ao valor dos depósitos que não são reclamados, evidenciando que existe espaço para reforçar a comunicação e aumentar a transparência do sistema. A televisão (69%) e as redes sociais (50%) surgem como os principais canais através dos quais os participantes conheceram o Programa Volta, confirmando a importância destes meios na sensibilização para a reciclagem e para a adoção de novos comportamentos.

Os inquiridos revelam também uma expectativa clara no que diz respeito à evolução desta iniciativa. Entre as sugestões, destacam-se o reforço da rede de pontos de devolução, o alargamento do sistema a mais tipos de embalagens, a simplificação da experiência de utilização e de reembolso, bem como a introdução de soluções de pagamento mais práticas, como o MB Way.

Por fim, os portugueses encaram o sucesso do Programa Volta como um compromisso coletivo. O ambiente é identificado como o principal beneficiário da iniciativa por uma parte significativa dos participantes, ao mesmo tempo que muitos defendem que o sucesso do sistema depende do envolvimento de todos os intervenientes – consumidores, marcas, retalhistas e entidades gestoras.

Fonte: iAlimentar

Um grupo internacional de investigadores conclui que uma redução gradual da população mundial, de cerca de oito mil milhões para quatro mil milhões de pessoas ao longo dos próximos 200 anos, poderá contribuir para diminuir a pressão sobre os ecossistemas e tornar a humanidade mais sustentável.

A redução gradual da população mundial poderá desempenhar um papel importante na construção de um futuro mais sustentável, a par da diminuição dos níveis de consumo. A conclusão é de um estudo desenvolvido por um grupo internacional de investigadores, que defende que a atual dimensão da população humana exerce uma pressão crescente sobre os recursos naturais e a biodiversidade.

Segundo os autores, uma redução progressiva da população global, dos atuais cerca de oito mil milhões para quatro mil milhões de pessoas ao longo dos próximos dois séculos, contribuiria para atenuar alguns dos principais impactos ambientais associados à atividade humana, incluindo a perda de biodiversidade e o aumento das emissões de gases com efeito de estufa.

Os investigadores sublinham que, à medida que a população mundial cresceu, agravaram-se também problemas como o declínio das populações de espécies selvagens, a destruição de habitats naturais e as alterações climáticas.

Contudo, alertam que a redução da população, por si só, não resolverá estes desafios. A diminuição do consumo excessivo, sobretudo nos países com maiores níveis de rendimento, continua a ser considerada uma condição essencial para reduzir a pressão sobre o planeta.

O estudo destaca ainda que vários países já registam taxas de fecundidade inferiores ao nível necessário para assegurar a renovação das gerações, ou seja, menos de dois filhos por casal. Ainda assim, os autores defendem que uma redução sustentável da população mundial deverá resultar de escolhas livres e informadas, e não de medidas coercivas.

Nesse sentido, consideram prioritário reforçar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, bem como investir na educação das raparigas e das mulheres, fatores que têm sido associados, em diversos países, a uma redução voluntária das taxas de natalidade.

Para os investigadores, estas políticas poderão contribuir para estabilizar e reduzir gradualmente a população mundial, promovendo simultaneamente o desenvolvimento humano, a igualdade de oportunidades e uma utilização mais sustentável dos recursos naturais.

O estudo conclui que enfrentar os desafios ambientais das próximas décadas exigirá uma combinação de medidas, incluindo padrões de consumo mais sustentáveis, proteção dos ecossistemas e políticas que permitam uma evolução demográfica compatível com os limites do planeta.

Fonte: GreenSavers

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apresentou um novo programa global para reforçar a prevenção e o controlo de doenças animais transfronteiriças, consideradas uma ameaça à segurança alimentar, aos meios de subsistência e ao comércio.

De acordo com a comunicação, o Programa de Parceria Global da FAO para Doenças Transfronteiriças dos Animais pretende apoiar os países na resposta a doenças prioritárias, através de plataformas nacionais que reúnam governos, setor privado, produtores, fundações, organizações de agricultores e instituições financeiras.

Segundo a FAO, estas doenças podem propagar-se rapidamente entre países e afetar de forma mais intensa os países de baixo e médio rendimento. Em alguns casos, podem também chegar às populações humanas, com consequências graves.

“Devemos garantir que o próximo capítulo da saúde animal global não seja definido por crises, mas sim por cooperação, responsabilidade e sucesso partilhado”, afirmou Qu Dongyu, diretor-geral da FAO, durante um evento de alto nível com ministros e representantes governamentais.

O responsável sublinhou que as doenças animais transfronteiriças continuam a ser uma das ameaças mais urgentes à segurança alimentar global, aos meios de subsistência e à saúde.

Qu Dongyu afirmou que estas doenças “estão a espalhar-se mais depressa, mais longe e com maior impacto nas economias e nos meios de subsistência do que nunca”.

Prevenção e abordagem “One Health

A FAO defende que a prevenção tem custos inferiores aos da inação. Segundo a organização, a recente introdução do serótipo SAT1 da febre aftosa na Ásia poderá originar perdas anuais de 2 mil milhões de dólares, de acordo com uma avaliação de impacto da FAO.

Para o diretor-geral da organização, o investimento na prevenção, numa fase inicial e através de uma abordagem integrada de “One Heatlh”, é essencial para evitar crises posteriores. 

“Não podemos mais falar apenas de doenças zoonóticas. Precisamos de uma interpretação correta de uma abordagem holística de “Uma Só Saúde” que abranja a saúde do solo, a saúde animal, a saúde vegetal, a saúde humana e a saúde ambiental”, afirmou.

A 44.ª Sessão da Conferência da FAO, realizada em julho de 2025, reconheceu a importância da prevenção, deteção e resposta à disseminação de doenças animais transfronteiriças. Desde então, a organização tem promovido consultas com os seus membros, em conferências regionais e na sede da FAO, para desenvolver um novo modelo de financiamento, parceria e solidariedade.

Atualmente, 110 países enviaram cartas oficiais ao diretor-geral da FAO a manifestar interesse em aderir ao novo programa.

Novo modelo de financiamento e governação

O Programa de Parceria Global para Doenças Transfronteiriças dos Animais pretende reforçar a capacidade criada ao longo de mais de 20 anos pelo Centro de Emergência para Doenças Transfronteiriças dos Animais da FAO.

A nova abordagem representa uma mudança face aos modelos anteriores, que assentavam sobretudo em projetos financiados por doadores, com a FAO a atuar como entidade implementadora.

Com o novo programa, a FAO propõe uma arquitetura de governação global e modelos de financiamento mais diversificados. Os países passam a liderar a implementação, com apoio técnico da organização ajustado às necessidades e ao contexto local.

O modelo prevê plataformas nacionais como elemento central da resposta, polos regionais para coordenar a ação transfronteiriça e uma coordenação global assegurada pela FAO.

A organização continuará também a fornecer informação sobre doenças, alertas precoces, orientações normativas e apoio de emergência através do seu programa EMPRES.

Cinco áreas de intervenção

O programa trabalhará em cinco áreas principais: prevenção e controlo progressivo de doenças; vigilância digital, alerta precoce e inovação em saúde animal; preparação e ação antecipatória baseada no risco; resposta coordenada e rápida a emergências; e legislação, parcerias e modelos de financiamento.

O financiamento será baseado num modelo diversificado e de solidariedade. Todos os países participantes deverão contribuir de acordo com a sua capacidade, com apoio complementar de parceiros de desenvolvimento, instituições financeiras internacionais e setor privado.

Ao nível global, será criado um Comité Diretivo para orientação estratégica, com representação equilibrada entre regiões. Está também previsto um grupo consultivo técnico, que integrará parceiros técnicos relevantes e acompanhará a supervisão estratégica do programa.

Qu Dongyu definiu o GPP-TAD como “uma plataforma global sólida para a solidariedade, a responsabilidade partilhada e o investimento sustentável e previsível”.

“Alimentos saudáveis provêm de solos saudáveis, plantas saudáveis e animais saudáveis para um ambiente saudável e uma vida saudável”, concluiu.

Fonte: Vida Rural

A rede europeia RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed) emitiu o alerta 2026.6961 após a deteção de um teor excessivo de chumbo num hamburguer vegan colocado no mercado europeu. O incidente enquadra‑se no âmbito dos géneros alimentícios considerados não seguros, obrigando à sua retirada e comunicação às autoridades competentes, conforme previsto no Regulamento (CE) n.º 178/2002.

Resumo do incidente
  • Produto: Hamburger vegan (marca não divulgada no alerta público);

  • Motivo: Contaminação por chumbo acima dos limites legais para alimentos prontos a consumir;

  • Origem da notificação: Estado‑Membro da UE (informação não disponibilizada publicamente);

  • Risco identificado: Exposição ao chumbo, metal pesado associado a efeitos adversos neurológicos, renais e ao desenvolvimento infantil;

  • Ação recomendada: Retirada do produto do mercado e comunicação às autoridades nacionais (DGAV ou ASAE, no caso de Portugal).

Contexto técnico e enquadramento

O chumbo é um contaminante químico cuja presença em géneros alimentícios é regulada pela legislação europeia. A deteção de níveis elevados em produtos vegetais processados, como burgers plant‑based, pode resultar de:

  • matérias‑primas contaminadas;

  • aditivos ou ingredientes com origem em cadeias de produção não controladas;

  • contaminação cruzada durante o processamento.

Estudos recentes sobre burgers vegetais — embora não relacionados diretamente com este alerta — mostram a crescente complexidade tecnológica destes produtos, incluindo a utilização de proteínas vegetais diversas, subprodutos agroalimentares e processos térmicos que exigem controlo rigoroso de segurança alimentar.

Procedimentos das autoridades

Segundo o Esclarecimento Técnico n.º 6/DGAV/2026, quando um operador identifica um alimento não seguro no mercado, deve comunicar à DGAV (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.) ou à ASAE, sem necessidade de duplicação. A comunicação desencadeia:

  • avaliação do risco;

  • recolha/retirada do produto;

  • articulação entre autoridades nacionais e europeias.

Implicações para consumidores e operadores
  • Consumidores: Devem evitar o consumo do lote identificado no alerta e acompanhar atualizações das autoridades;

  • Operadores: Devem reforçar o controlo de matérias‑primas, monitorização de contaminantes e rastreabilidade.

Fonte: Qualfood

Os plásticos continuam a ser o principal tipo de resíduo encontrado nas praias de Portugal continental. De acordo com os resultados do Programa de Monitorização de Lixo Marinho em Praias, divulgados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), estes materiais representaram 89,5% dos itens identificados em 2024 e 88% em 2025 nas 15 praias que integram a rede nacional de monitorização.

O relatório, elaborado no âmbito de um protocolo de cooperação entre a APA e a Fundação Oceano Azul, revela ainda que os fragmentos resultantes da degradação de materiais plásticos constituem uma parte significativa do lixo marinho recolhido, correspondendo a 55% dos resíduos registados em 2024 e a 47,8% em 2025.

A monitorização foi realizada em praias distribuídas pelas cinco regiões de Portugal continental, com a colaboração dos municípios de Alcobaça, Faro, Ílhavo, Lagos, Ovar, Pombal, Póvoa de Varzim, Torres Vedras, Viana do Castelo e Vila Nova de Gaia, bem como do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Matosinhos e da Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação.

Entre os dez resíduos mais frequentemente encontrados destacam-se as beatas e os filtros de cigarro, cuja proporção aumentou de 7,2% em 2024 para 9,8% em 2025. O levantamento identificou igualmente embalagens de batatas fritas e guloseimas, cápsulas e tampas de garrafas e cotonetes com haste de plástico, cuja comercialização está proibida, mas que continuam a ser recolhidos com regularidade.

No que diz respeito à origem dos resíduos, o turismo e as atividades de recreio continuam a assumir um peso predominante, representando cerca de metade dos materiais identificados. O saneamento surge em segundo lugar, enquanto os artigos associados à pesca e à aquacultura representam entre 10% e 12% do total de resíduos cuja origem foi identificada.

Segundo a APA, a informação recolhida permitirá avaliar a eficácia das medidas implementadas para reduzir a presença de lixo marinho e apoiar a definição de futuras políticas públicas. A partir de 2026, a coordenação do programa passou a ser assegurada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Fonte: iAlimentar

Uma empresa portuguesa lançou uma edição limitada que combina cerveja dourada com cerveja preta, recuperando o hábito de pedir uma “Mista” nas tascas e cervejarias portuguesas.

A nova Mista chega ao mercado por ocasião do Dia Internacional da Cerveja, assinalado hoje e procura reinterpretar um ritual tradicional através de um produto preparado e embalado previamente pela marca.

Tradição passa da tasca para a garrafa

Tradicionalmente, a “Mista” é preparada no momento, juntando no mesmo copo dois tipos de cerveja. A proposta da marca combina a frescura e a leveza de uma cerveja dourada com a intensidade e a riqueza de sabor de uma cerveja preta.

 O lançamento insere-se numa estratégia de recuperação de hábitos associados às tascas portuguesas, que a marca considera continuarem a funcionar como espaços de encontro, convívio e expressão da identidade nacional.

Ao mesmo tempo, a marca identifica uma renovação destes estabelecimentos, com novos conceitos gastronómicos e linguagens visuais que procuram preservar a essência tradicional, adaptando-a a públicos e ocasiões de consumo diferentes.

 Nova cerveja tem 4,7% de álcool

A  Mista apresenta um perfil aromático que combina notas de cereal e notas torradas, acompanhado por uma textura cremosa. A cerveja tem 4,7% de teor alcoólico e foi desenvolvida para acompanhar refeições e momentos de convívio à mesa.

A edição limitada já está disponível nos principais hipermercados e supermercados do país, em embalagens de seis garrafas Mini de 25 centilitros.

“Nasce da vontade de recuperar um ritual há muito associado às tascas e reinterpretá-lo através de uma proposta mais contemporânea, sem perder a sua autenticidade”, afirma Filipa Magalhães, responsável de marketing da Cerveja. Segundo a responsável, o lançamento procura dar um novo significado a um hábito de consumo enraizado na cultura portuguesa e torná-lo acessível a outras ocasiões.

 Embalagem recupera azulejos e códigos das tascas

O posicionamento entre tradição e modernidade estende-se à identidade visual da nova cerveja. A embalagem recupera referências aos azulejos portugueses e outros códigos visuais associados às tascas, reinterpretados através de uma linguagem gráfica mais simples e contemporânea.

O contraste entre tons claros e escuros representa o encontro entre as cervejas dourada e preta, enquanto o escudo e os restantes elementos visuais preservam a identidade histórica da marca.

Na imagem de apresentação do produto, a garrafa surge acompanhada por um copo onde são visíveis os tons escuros da mistura e a espuma clara, reforçando visualmente a combinação entre os dois estilos de cerveja.

 Marca lança inquérito sobre o futuro das tascas

Em paralelo com o lançamento, a marca está a promover um inquérito anónimo para conhecer a opinião dos consumidores sobre a relevância atual das tascas. A marca pretende perceber o significado atribuído a estes estabelecimentos e o papel que continuam a desempenhar na vida dos portugueses, num momento em que vários conceitos tradicionais estão a ser recuperados e adaptados a novos públicos.

A iniciativa associa, assim, o lançamento do produto a uma reflexão mais ampla sobre a evolução das tascas, entre a preservação da identidade popular e a emergência de espaços renovados, com novas propostas gastronómicas e formas de comunicação.

Fonte: Grande Consumo

O Dia Internacional da Cerveja, celebrado todos os anos na primeira sexta‑feira de agosto, volta a mobilizar apreciadores, bares e cervejarias em dezenas de países. Criada em 2007, em Santa Cruz (Califórnia), por um grupo de amigos liderado por Jesse Avshalomov, a data tornou‑se um movimento global que hoje reúne eventos em mais de 80 países e milhares de cidades.

Uma celebração global da cultura cervejeira

O objetivo da efeméride é simples e universal:

  • Reunir amigos para apreciar cerveja;

  • Homenagear mestres cervejeiros e profissionais do setor;

  • Celebrar a diversidade de estilos que fazem da cerveja uma das bebidas mais antigas e populares do mundo.

A tradição ganhou força graças ao caráter social da bebida e ao crescimento da cultura cervejeira artesanal, que impulsionou festivais, concursos e novos estilos em vários países — incluindo o Brasil, hoje um dos maiores produtores e consumidores do mundo.

Uma história com mais de 8.000 anos

Embora o Dia Internacional da Cerveja seja recente, a bebida tem raízes milenares: civilizações da Mesopotâmia já produziam cerveja há mais de 8.000 anos, com registos como o famoso Hino a Ninkasi, dedicado à deusa suméria da cerveja.

Ao longo dos séculos, monges europeus aperfeiçoaram técnicas de fermentação, e a Revolução Industrial transformou a cerveja num produto global. Hoje, estilos como IPA, stout, lager e weissbier fazem parte de um universo que continua a expandir‑se.

Como o mundo celebra

Em cidades de todos os continentes, bares e cervejarias organizam:

  • degustações temáticas;

  • lançamentos de rótulos especiais;

  • festivais ao ar livre;

  • promoções e brindes.

A escolha da sexta‑feira não é aleatória: marca o início do fim de semana e incentiva o convívio — exatamente o espírito que inspirou os criadores da data.

Em Portugal

Embora não seja uma efeméride oficial, o Dia Internacional da Cerveja tem vindo a ganhar espaço em eventos locais, sobretudo em cidades com forte tradição de bares e cervejarias artesanais, como Porto, Braga e Lisboa.

Fonte: Qualfood 

O chamado café de especialidade está a consolidar-se como uma das categorias mais dinâmicas do mercado das bebidas premium, deixando de ser um nicho artesanal para assumir um papel cada vez mais relevante no retalho, na restauração e na indústria das embalagens.

A conclusão é da GlobalData, que identifica esta evolução como uma oportunidade de crescimento para marcas que apostem na qualidade, inovação e sustentabilidade.

Segundo o estudo Hot Topics Case Study: Specialty Coffee, a transformação da categoria é impulsionada pela procura crescente de produtos premium, personalizados, com benefícios funcionais, origem certificada e embalagens mais sustentáveis.

O café de especialidade, caracterizado pela utilização de grãos de origem única e perfis de sabor diferenciados, está também a afirmar-se como plataforma para novas propostas de valor.

Consumidores valorizam origem e transparência

Os dados do inquérito global realizado pela GlobalData no terceiro trimestre de 2025 mostram que 51% dos consumidores consideram que a informação sobre o país de origem, o processo de fabrico e as certificações presentes na embalagem influencia a decisão de compra.

Além disso, 67% afirmam estar mais disponíveis para adquirir produtos de marcas alinhadas com os seus valores pessoais, reforçando a importância da sustentabilidade, da rastreabilidade e da transparência na estratégia das empresas.

Bem-estar impulsiona inovação

A componente funcional surge como uma das principais áreas de inovação da categoria. Marcas como a Four Sigmatic popularizaram o café com cogumelos funcionais, enquanto outras apostam em cold brew, formulações clean label e novos perfis aromáticos para responder ao interesse crescente dos consumidores por bebidas que conciliem prazer e bem-estar.

Para Shagun Sachdeva, responsável pela área de Consumo e Foodservice da GlobalData, o café está a reforçar a sua ligação ao universo da saúde sem perder o posicionamento premium.

O café sempre esteve associado à energia e à concentração, mas o café de especialidade está agora a alargar esse papel, combinando sabor premium com ingredientes funcionais e formatos personalizados“, afirma.

Cafés reforçam experiência de consumo

A restauração continua a desempenhar um papel central na expansão desta categoria. Os cafés estão a evoluir para espaços de socialização, trabalho remoto e descoberta de novos produtos, proporcionando experiências que incluem métodos de preparação diferenciados, histórias sobre a origem dos grãos, lotes limitados e bebidas personalizadas.

Exemplos como Starbucks, Blue Tokai Coffee Roasters, Intelligentsia e Onyx Coffee Labs demonstram como o café de especialidade pode crescer através da combinação entre lojas físicas, comércio eletrónico, subscrições e ofertas premium.

Segundo a GlobalData, formatos sazonais, cold brew e bebidas visualmente apelativas têm sido utilizados para captar consumidores mais jovens e diferenciar a oferta na restauração.

Sustentabilidade torna-se um requisito

A sustentabilidade deixou de ser um elemento diferenciador para passar a constituir um requisito competitivo. A rastreabilidade da exploração agrícola até à chávena, o comércio direto com produtores e as certificações de qualidade assumem um peso crescente na construção da confiança dos consumidores.

Ao mesmo tempo, a indústria continua a desenvolver soluções para reduzir o impacto ambiental, como cápsulas compostáveis em ambiente doméstico e sistemas de preparação sem cápsulas, procurando conciliar conveniência e redução de resíduos.

Marcas como Luckin Coffee e Laviet Coffee apostam em cadeias de abastecimento integradas, café de origem única e embalagens sustentáveis para reforçar a credibilidade junto dos consumidores.

Plataforma de crescimento

Para a GlobalData, o café de especialidade está a afirmar-se como uma plataforma de inovação transversal ao retalho, à restauração, às embalagens e às marcas de consumo.

A consultora considera que as empresas com maior potencial de crescimento serão aquelas que conseguirem combinar qualidade sensorial, ingredientes funcionais, abastecimento responsável, experiências diferenciadas e uma comunicação clara sobre a origem e os valores associados aos seus produtos.

Fonte: Grande Consumo

Uma nova notificação de segurança alimentar foi registada no sistema europeu RASFF sob o número 2026.6950, referente à presença da bactéria Listeria monocytogenes num produto à base de carne – chouriça. Embora esta notificação específica não esteja detalhada nas fontes públicas consultadas, enquadra‑se no contexto de várias alertas graves por Listeria comunicadas na Europa ao longo de 2026, envolvendo produtos cárneos, pescado e lácteos.

O que se sabe sobre o risco

Listeria monocytogenes é uma bactéria patogénica capaz de sobreviver em temperaturas de refrigeração e causar listeriose, uma infeção particularmente perigosa para grávidas, idosos e pessoas imunodeprimidas. Os sintomas podem incluir febre, vómitos, diarreia e, nos casos graves, meningite ou septicemia.

Enquadramento europeu em 2026

Durante março e abril de 2026, várias autoridades europeias reportaram alertas de risco grave ao RASFF devido à presença de Listeria em produtos de charcutaria, incluindo carnes processadas como lombo, jamón serrano e produtos fatiados, distribuídos em países como Espanha, França, Itália, Portugal, Bélgica e Alemanha.

Embora a notificação 2026.6950 não esteja listada publicamente, a sua natureza — produto cárneo contaminado com Listeria — é consistente com o padrão de alertas registados no período.

Produto afetado: Chouriça

A chouriça, enquanto produto cárneo curado ou semicurado, pode tornar‑se um veículo de Listeria caso ocorram falhas de higiene ou contaminação pós‑processamento. A bactéria não altera o cheiro ou o aspeto do alimento, tornando a deteção visual impossível.

Medidas recomendadas às autoridades e operadores
  • Retirada imediata do lote afetado do mercado;

  • Rastreabilidade completa para identificar origem e distribuição;

  • Análises laboratoriais adicionais para confirmar extensão da contaminação;

  • Comunicação às entidades nacionais (como a ASAE em Portugal) para ações de fiscalização.

O que os consumidores devem fazer
  • Verificar lotes e datas de validade de chouriça adquirida recentemente;

  • Não consumir o produto caso pertença ao lote afetado ou apresente indicação de recolha;

  • Em caso de ingestão acidental, monitorizar sintomas e procurar assistência médica se necessário;

  • Manter boas práticas de higiene e conservação de produtos cárneos.

Contexto adicional sobre Listeria em 2026

A presença de Listeria em produtos alimentares foi um tema recorrente em 2026, com múltiplas investigações e recolhas de produtos, sobretudo queijos frescos e carnes processadas. Autoridades como a AESAN, FDA e CDC reforçaram alertas e medidas de controlo devido ao aumento de casos e à gravidade das infeções.

Fonte: Qualfood