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A EIT Food divulgou que “A Europa quer alimentar-se melhor, então por que isso não está a acontecer?”, o primeiro relatório da série Trust Report, desenvolvida pelo Consumer Observatory. Interesse por alimentação sustentável diminui, enquanto a saúde e a acessibilidade económica se impõem.

O relatório oferece uma análise sobre como os europeus se alimentam, que hábitos alimentares desejam mudar e por que motivo o progresso rumo a dietas mais saudáveis e sustentáveis continua lento.

Baseado em respostas de 19.954 consumidores em 18 países europeus, o documento mostra que o interesse por uma alimentação sustentável está a diminuir de forma constante, passando de 76 % em 2021 para 69 % em 2025. Atualmente, a sustentabilidade fica atrás tanto da saúde como da acessibilidade económica enquanto fator que influencia as escolhas alimentares.

Na prática, menos de metade dos europeus (48 %) acredita seguir uma dieta sustentável, e a adoção de comportamentos sustentáveis de maior impacto – como a redução do consumo de produtos de origem animal – também diminuiu. No entanto, as diferenças geracionais sugerem potencial para mudanças futuras. Os consumidores mais jovens estão mais abertos à inovação alimentar sustentável e à agricultura regenerativa, e têm maior probabilidade de comprar produtos biológicos ou de origem ética. Embora a sustentabilidade esteja a perder força no geral, os europeus mais jovens parecem mais alinhados com valores ambientais de longo prazo, apesar de enfrentarem mais barreiras para implementar mudanças duradouras.

Em toda a Europa, a saúde continua a ser o principal fator que motiva alterações na dieta, com mais de metade dos consumidores (51 %) a afirmar que querem alimentar-se de forma mais saudável, superando preocupações com o custo ou a sustentabilidade.

Os europeus reconhecem os efeitos negativos para a saúde de alimentos salgados, gordurosos, açucarados ou processados, mas apenas cerca de um terço evita consumi-los. Muitos europeus continuam também a consumir quantidades insuficientes de alimentos essenciais e saudáveis, como fruta, vegetais e fibra, o que sugere que a intenção, por si só, não é suficiente para transformar hábitos alimentares.

A investigação destaca a persistência de uma diferença entre aquilo que os consumidores desejam fazer e aquilo que conseguem implementar na prática. Embora muitos europeus expressem o desejo de se alimentarem de forma mais saudável e sustentável – com 51 % a quererem melhorar a sua alimentação e 69 % a quererem viver de forma sustentável – apenas um terço evita alimentos tipicamente pouco saudáveis e só 48 % acredita ter uma alimentação sustentável.

O estudo identifica o custo e os hábitos enraizados como os dois principais obstáculos à mudança, contribuindo para esta lacuna entre intenção e comportamento. Os consumidores relatam dificuldades em suportar opções mais saudáveis e em quebrar rotinas estabelecidas, mesmo quando existe motivação. Estes desafios são particularmente acentuados entre os mais jovens, que, apesar de maior insatisfação, sentem ter pouco controlo sobre a mudança das suas dietas.

Os dados sugerem que a mudança alimentar na Europa é menos limitada pela falta de conhecimento e mais por pressões estruturais e financeiras. Sem enfrentar estes obstáculos, é pouco provável que as intenções se traduzam em mudanças comportamentais duradouras.

Fonte: TecnoAlimentar

Uma equipa de cientistas do Innovative Genomics Institute (IGI), no estado da Califórnia (EUA), apresentou uma nova estratégia para melhorar a eficiência da fotossíntese nas plantas, recorrendo à tecnologia CRISPR para regular a expressão genética com elevado grau de precisão. O trabalho foi publicado na revista Nature Biotechnology.

Ao contrário das abordagens tradicionais de edição genética, que frequentemente se concentram em “desligar” genes, esta nova metodologia permite ajustar finamente a quantidade de proteínas produzidas pelas plantas. Para isso, os investigadores focaram-se nas regiões reguladoras do ADN (responsáveis por controlar quando e em que quantidade um gene é ativado) em vez de alterarem diretamente as proteínas.

A plataforma desenvolvida utiliza células isoladas de folhas de sorgo para simular milhares de edições genéticas em genes associados à fotossíntese. Desta forma, foi possível identificar com precisão quais as alterações necessárias para aumentar ou diminuir a produção de proteínas essenciais, melhorando a capacidade das plantas para converter luz solar e dióxido de carbono em biomassa.

Este avanço representa um passo significativo na engenharia genética de culturas agrícolas, ao permitir um controlo muito mais rigoroso da expressão génica. Segundo os investigadores, a tecnologia poderá ser aplicada a várias espécies vegetais, contribuindo para aumentar a produtividade agrícola e, simultaneamente, reforçar a captura biológica de carbono, um aspeto crucial no combate às alterações climáticas.

Além disso, os dados gerados neste estudo deverão servir de base para treinar e aperfeiçoar modelos de aprendizagem automática aplicados à genómica vegetal, acelerando o desenvolvimento de novas variedades de culturas mais eficientes e adaptadas aos desafios ambientais atuais.

Leia o estudo na Nature Biotechnology.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia

A humidade e os restos de comida que ficam nas esponjas criam um ambiente ideal para a proliferação de microrganismos. Segundo a DECO PROteste, e com base num estudo efetuado em colaboração com a Noruega, uma única esponja de lavar a loiça pode conter mais de 50 mil milhões de bactérias por centímetro cúbico, mesmo quando aparenta estar limpa.

Uma das soluções é substituir a esponja por uma escova de lavar loiça. Ao contrário das esponjas, as escovas secam mais rápido entre utilizações, o que dificulta a multiplicação de bactérias. Além disso, como muitas têm cabo, reduzem o contacto direto das mãos com os microrganismos durante a lavagem da loiça.

Se continuar a usar esponjas, é importante espremê-las bem e deixá-las secar num local arejado após cada utilização, para diminuir a humidade que favorece o crescimento de bactérias. Quando puser a máquina da loiça a funcionar, pode colocar as esponjas usadas no cesto de cima e/ou a escova junto com os talheres.  Também é recomendado substituí-las com frequência, já que a acumulação de microrganismos aumenta com o tempo de uso.

Fonte: GreenSavers

Uma equipa científica liderada pela South China Agricultural University desenvolveu uma nova ferramenta de edição genética, designada CasY7, que promete revolucionar o melhoramento de culturas agrícolas. Este sistema surge como uma alternativa mais eficiente às nucleases tradicionalmente utilizadas nos sistemas CRISPR, como a conhecida Cas9.

Inicialmente explorado em contexto médico, o CasY7 foi agora optimizado para aplicações agrícolas. Os investigadores melhoraram tanto a sua estrutura como o sistema de orientação, aumentando significativamente a sua capacidade de realizar alterações precisas no ADN das plantas.

Os testes, realizados em larga escala com cerca de mil plantas, revelaram resultados impressionantes: taxas de eficiência de 87,7% no milho e 82,9% no arroz. Estes valores representam um desempenho quase três vezes superior ao de ferramentas anteriormente consideradas padrão na área.

Outra vantagem relevante do CasY7 é a sua capacidade de multiplexing, ou seja, a possibilidade de editar vários genes ou características em simultâneo. Esta funcionalidade é particularmente importante para culturas com características genéticas complexas, como o trigo.

Segundo os autores do estudo, esta nova ferramenta destaca-se pela sua robustez e versatilidade, oferecendo uma abordagem mais fiável para modificar genes em culturas agrícolas. O CasY7 poderá assim contribuir para o desenvolvimento de plantas mais resistentes e produtivas, ajudando a responder aos desafios globais de segurança alimentar.

O estudo pode ser consultado na revista científica Journal of Integrative Plant Biology.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia

No setor alimentar contemporâneo, a rotulagem e as embalagens assumem um papel estratégico que ultrapassa largamente a sua função tradicional de proteção e identificação do produto. Num contexto marcado por cadeias de abastecimento cada vez mais complexas, exigências regulamentares rigorosas e consumidores mais informados, estes elementos constituem hoje um ponto de convergência entre segurança dos alimentos, transparência e diferenciação no mercado.

Do ponto de vista técnico e regulatório, a rotulagem é um instrumento essencial para garantir a correta informação ao consumidor. A legislação europeia estabelece requisitos detalhados relativamente às menções obrigatórias, como a denominação do alimento, lista de ingredientes, identificação de alergénios, quantidade líquida, data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo, condições de conservação, identificação do operador económico e informação nutricional. Para além da conformidade legal, a clareza e a legibilidade da informação são determinantes para permitir decisões de consumo informadas e reduzir potenciais riscos associados a alergias ou intolerâncias alimentares.

Paralelamente, as embalagens desempenham uma função crítica na conservação da qualidade e segurança dos alimentos ao longo da cadeia logística. A seleção de materiais adequados – sejam plásticos, vidro, metal ou soluções multicamada – deve considerar propriedades como barreira ao oxigénio, à humidade e à luz, bem como a resistência mecânica e a compatibilidade com o produto. Em categorias particularmente sensíveis, como produtos frescos, refrigerados ou prontos a consumir, o desempenho da embalagem pode influenciar diretamente a vida útil e a integridade microbiológica do alimento.

A evolução tecnológica tem também impulsionado o desenvolvimento de soluções de embalagem mais avançadas. Entre elas destacam se as embalagens ativas e inteligentes. As embalagens ativas contribuem para a conservação dos alimentos, absorvendo ou libertando substâncias — como antioxidantes — que ajudam a prolongar a sua qualidade. Já as embalagens inteligentes incorporam sensores e indicadores capazes de fornecer informações sobre o estado do produto, nomeadamente alterações de temperatura, tempo de prateleira ou sinais de possível contaminação.

Por outro lado, a dimensão ambiental tornou-se um fator incontornável na conceção de embalagens alimentares. A pressão regulamentar e social para reduzir o impacto ambiental tem incentivado a adoção de materiais recicláveis, reutilizáveis ou de origem renovável, bem como estratégias de ecodesign que minimizem o peso e o volume das embalagens. No entanto, estas iniciativas devem ser cuidadosamente equilibradas com os requisitos de segurança dos alimentos e desempenho funcional, evitando comprometer a proteção do produto.

Importa ainda reconhecer que a rotulagem e a embalagem são também ferramentas de comunicação e posicionamento de marca. Para além das menções obrigatórias, muitos operadores recorrem a alegações nutricionais, certificações de qualidade ou referências à origem e sustentabilidade para reforçar a confiança do consumidor. Neste domínio, a transparência e o rigor informativo são fundamentais para evitar práticas potencialmente enganadoras e assegurar a credibilidade do setor.

Em síntese, a rotulagem e as embalagens representam hoje uma interface crítica entre indústria, regulamentação e consumidor. A sua correta conceção exige uma abordagem multidisciplinar que integra conhecimento técnico, enquadramento legal, inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Num mercado alimentar em constante evolução, investir nestas áreas não é apenas uma exigência de conformidade, mas também uma oportunidade estratégica para promover segurança, qualidade e confiança.

Fonte: iAlimentar

Uma equipa de cientistas do Instituto Flamengo de Biotecnologia (VIB) e da Universidade de Leuven (KU Leuven) desenvolveu o CREsted, uma ferramenta que recorre à inteligência artificial para ajudar a compreender melhor o funcionamento dos genes. O software foi apresentado num artigo publicado na revista científica Nature Methods.

O corpo humano contém milhares de genes, mas nem todos estão ativos ao mesmo tempo. Saber o que faz com que um gene seja “ligado” ou “desligado” em cada tipo de célula é uma das grandes questões da ciência atual. O CREsted vem facilitar essa tarefa, reunindo num só programa várias etapas do processo de análise e criação de sequências de ADN reguladoras — os chamados “enhancers”, que atuam como interruptores genéticos.

“O CREsted ajuda-nos a estudar de forma mais sistemática como os genes são ativados em diferentes células e até a criar novas sequências de ADN com funções específicas”, explicou Niklas Kempynck, investigador e autor principal do estudo.

A ferramenta já foi testada em vários tipos de células e organismos, como o cérebro de ratos, células imunitárias humanas e o desenvolvimento de peixes-zebra, demonstrando que os enhancers desenhados pelo software funcionam como previsto.

Segundo o professor Stein Aerts, responsável pelo projeto, o CREsted torna o estudo do ADN mais acessível e organizado: “Com esta ferramenta, podemos compreender e comparar melhor os mecanismos de regulação dos genes e usá-los para criar novas aplicações na investigação e na medicina.”

O avanço mostra como a inteligência artificial se está a tornar um aliado essencial na ciência. Com o CREsted, abre-se caminho para compreender a linguagem do ADN e, um dia, talvez conseguir programar genes para tratar doenças ou desenvolver tecidos artificiais.

Leia o estudo no site do Instituto Flamengo de Biotecnologia (VIB).

Fonte: Centro de informação de biotecnologia

O projeto SEA4FEED, da Universidade de Lisboa, venceu o prémio Exploration na 3.ª edição dos Innovation Awards Roullier. Promovidos pela gigante francesa especializada em nutrição vegetal e animal, receberam mais de 50 candidaturas provenientes de 17 países.

O prémio, no valor de até 300 mil euros, traduz-se num contrato de colaboração em investigação com o Grupo Roullier, com o objetivo de acelerar a transição do laboratório para a aplicação prática.

 Coordenado por José Prates, da Universidade de Lisboa, o SEA4FEED visa otimizar as condições de cultivo de microalgas ricas em pigmentos, de forma a comprovar o seu potencial antioxidante e imunomodulador, com benefícios para o crescimento, a saúde e a qualidade dos produtos em ensaios avícolas.
 
Outros dois programas portugueses de investigação aplicada na área da agricultura estavam no lote de finalistas da 3.ª edição destes prémios: o BIOSEA+, desenvolvido pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP); e a solução “Sea to Farm”, a cargo da plataforma de I&D AmpliAqua, da BGI – Sustainable Ventures, que utiliza recursos marinhos para regenerar solos e combater o stress abiótico nas culturas.

“Os Innovation Awards Roullier são uma iniciativa internacional que desafia a comunidade científica a criar soluções inovadoras que possam contribuir para uma agricultura sustentável e de alta performance”, afirma o presidente da Vitas Portugal (filial do Grupo Roullier no país). “Nesta edição, ter um vencedor português não só é um motivo de forte orgulho, como comprova que Portugal tem um potencial enorme na área de I&D que deve ser apoiado e premiado”, destaca Rui Rosa, citado em comunicado.

Nesta 3ª edição dedicada ao tema “Do Mar à Terra: Recursos marinhos como alternativas sustentáveis e virtuosas para a agricultura”, os projetos MARFERT, (Verde Acqua, Brasil) e BIOMAT-MAERL (Universidade de Pádua, Itália) foram os outros dois vencedores nas categorias Scale up e Young Talent. A primeira inclui um prémio de 50 mil euros e acompanhamento técnico e industrial personalizado para apoiar a implementação e industrialização da solução, enquanto a segunda atribui 10 mil euros e um programa de mentoria orientado para o desenvolvimento da carreira de investigação.

Criados em 2018 e dedicados à promoção de soluções pioneiras para uma agricultura sustentável, os Innovation Awards Roullier permitem, além do financiamento até 300 mil euros, o acesso a parcerias de investigação com especialistas do Centro Mundial de Inovação do grupo, bem como apoio técnico e industrial e programas de mentoria.

Presente no mercado português desde 1994, onde tem como atividades principais a produção e comercialização de fertilizantes – através da TIMAC Agro – e a produção de uvas e vinho através da Falua, a Vitas Portugal conta atualmente com unidades industriais em Setúbal, Almeirim, Monção e na região do Douro.

Fundado em 1959, o Grupo Roullier é uma empresa industrial independente e familiar, especializada em nutrição vegetal e animal. Com 110 unidades industriais em todo o mundo e cerca de 10.400 colaboradores, o grupo francês regista uma receita consolidada de cerca de 3 mil milhões de euros.

 Fonte: SAPO

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da sua Unidade Regional do Norte, realizou uma operação de prevenção criminal no âmbito do combate aos ilícitos contra a saúde pública, direcionado à comercialização e distribuição online de suplementos alimentares com o objetivo de verificar o cumprimento das normas legais aplicáveis a estes géneros alimentícios, no passado mês, na área metropolitana do Porto.
No decurso da operação, foi constatado que os suplementos alimentares estavam a ser comercializados com fundadas suspeitas de se tratar de artigos de origem contrafeita e potencialmente inseguros, recorrendo indevidamente a marcas de reconhecido prestígio público e sem a necessária autorização da entidade competente, apresentando ainda irregularidades ao nível da rotulagem, o que potencia riscos acrescidos para a saúde dos consumidores.
Como resultado da intervenção, foram apreendidas 398 unidades de suplementos alimentares de alegado efeito afrodisíaco e instaurado um processo-crime por contrafação e uso ilegal de marca.

Fonte: ASAE

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alertou para o risco de uma subida significativa dos preços alimentares ainda este ano, caso o transporte marítimo de fatores de produção agrícolas através do Estreito de Ormuz não seja retomado rapidamente.

Segundo a FAO, entre 20% e 45% das exportações de fatores de produção essenciais para o setor agroalimentar, como fertilizantes e energia, dependem desta rota marítima. A interrupção prolongada poderá comprometer o acesso a estes recursos, com impacto direto na produção agrícola global.

O economista-chefe da FAO, Maximo Torero, sublinhou que “o tempo está a esgotar-se”, destacando que os calendários agrícolas colocam os países mais pobres em maior risco de escassez e aumento de preços dos fatores de produção. O responsável alertou ainda que “a última coisa que queremos é uma redução das colheitas e um aumento dos preços das commodities e da inflação alimentar no próximo ano”.

De acordo com a organização, a atual situação poderá levar os agricultores a reduzir o uso de fertilizantes ou a alterar decisões de cultivo, o que poderá traduzir-se em menores produtividades já este ano e em 2027.

Em paralelo, o aumento dos preços da energia poderá incentivar a atribuição de mais recursos à produção de biocombustíveis, reduzindo a disponibilidade global de alimentos.

David Laborde, diretor da Divisão de Economia Agroalimentar da FAO, afirmou que “estamos numa crise de fatores de produção; não queremos que se transforme numa catástrofe”, sublinhando que o desfecho dependerá das medidas adotadas a curto prazo.

A FAO recomenda que os países evitem restrições às exportações de energia e fertilizantes e avaliem cuidadosamente políticas relacionadas com biocombustíveis. A organização sugere também a mobilização de instrumentos financeiros internacionais para garantir o acesso a fertilizantes por parte dos países mais vulneráveis, evitando distorções no mercado.

Apesar de o índice de preços alimentares da FAO ter permanecido relativamente estável em março, a pressão deverá intensificar-se nos meses seguintes, à medida que os agricultores tomam decisões de produção.

A organização alerta que, se a situação não for resolvida, poderá desencadear efeitos semelhantes aos registados após a pandemia, incluindo inflação alimentar e impacto no crescimento económico global.

A FAO sublinha ainda que, ao contrário de fenómenos naturais, o bloqueio no Estreito de Ormuz é uma situação que pode ser resolvida por decisão governamental, sendo essencial uma resposta rápida para evitar uma escalada nos preços e impactos prolongados na cadeia agroalimentar.

Fonte: Vida Rural

Cientistas da Universidade Nacional de Chonnam desenvolveram uma nova abordagem para reduzir os níveis de histamina em tomates, utilizando a tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9.

A histamina é um composto naturalmente presente em vários alimentos e pode desencadear reações adversas em indivíduos sensíveis, sendo os tomates uma das fontes com níveis relativamente elevados.

No estudo, os investigadores identificaram três genes associados ao amadurecimento do fruto (SlHDC1, SlHDC2 e SlHDC3) diretamente ligados à acumulação de histamina. Estes genes tornam-se mais ativos à medida que o tomate amadurece.

Recorrendo ao CRISPR, a equipa criou diferentes plantas mutantes, modificando individualmente e em conjunto estes genes. O objetivo foi controlar a produção de histamina sem interferir com o desenvolvimento normal da planta.

Os resultados demonstraram que todos os tomates modificados apresentaram níveis significativamente mais baixos de histamina nos frutos maduros, mantendo simultaneamente um crescimento e produtividade normais.

Entre os genes estudados, o SlHDC1 destacou-se como o principal responsável pela acumulação de histamina durante o amadurecimento.

Esta descoberta representa uma estratégia promissora para o desenvolvimento de variedades de tomate com baixo teor de histamina, potencialmente mais adequadas para consumidores sensíveis, sem impacto negativo na produção agrícola.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia