Portuguese English French German Italian Spanish

  Acesso à base de dados   |   em@il: qualfood@idq.pt

O mamão (Carica papaya L.) é uma fruta tropical amplamente consumida em Portugal, conhecida pelo seu sabor doce, polpa macia e elevado valor nutricional.

Tradicionalmente importado de países tropicais, o mamão tem vindo, nos últimos anos, a ganhar espaço na produção nacional, sobretudo nas regiões de clima mais ameno.

O mamoeiro é uma planta herbácea de crescimento rápido, podendo atingir entre 2 e 5 metros de altura. Apresenta um tronco único, oco e pouco ramificado, com grandes folhas palmadas concentradas na parte superior. O fruto pode variar em tamanho, forma e cor, dependendo da variedade, apresentando polpa alaranjada ou avermelhada quando maduro.

Do ponto de vista nutricional, o mamão destaca-se pelo elevado teor de vitamina C, vitamina A (na forma de carotenoides), fibras e antioxidantes. Contém ainda papaína, uma enzima com propriedades digestivas que facilita a digestão de proteínas.

Condições edafoclimáticas

Sendo uma cultura tropical, o mamoeiro desenvolve-se melhor em temperaturas médias entre 22 °C e 28 °C. É sensível ao frio e não tolera geadas, o que limita a sua produção em grande parte do território português continental.

Em Portugal, as condições mais favoráveis encontram-se nas regiões do Algarve, Madeira e algumas zonas costeiras do Alentejo e Oeste, onde os invernos são suaves e a exposição solar é elevada.

Atualmente, o arroz é um dos alimentos mais consumidos no mundo e, em Portugal, o seu consumo é dos mais elevados da Europa.

Num mercado cada vez mais dependente de importações e marcado pela procura de variedades exóticas e aromáticas, como o basmati, cresce também a pressão sobre a rastreabilidade e a transparência da informação que chega ao consumidor.

É neste contexto que uma investigação do ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade NOVA de Lisboa, está a desenvolver novas ferramentas capazes de identificar variedades de arroz com precisão genética e detetar fraudes que, até agora, eram difíceis de comprovar.

A equipa de investigadores recorre a métodos que combinam análise documental, controlo laboratorial e técnicas de sequenciação genética, permitindo verificar se a variedade declarada no rótulo corresponde efetivamente ao produto embalado.

Estas abordagens, que vão do rótulo ao ADN, funcionam como uma espécie de “impressão digital” do arroz, tornando possível distinguir variedades muito semelhantes entre si e identificar misturas ou substituições não declaradas.

Num mercado onde o valor comercial de certas variedades premium é elevado, esta capacidade de verificação torna‑se essencial para proteger consumidores e produtores.

O avanço científico tem também implicações diretas para o setor agroalimentar. Para os produtores nacionais, estas ferramentas representam uma oportunidade de valorizar as suas variedades e reforçar a competitividade num mercado globalizado. Para as entidades reguladoras, oferecem meios mais robustos de fiscalização, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes em casos suspeitos.

Além disso, num cenário de alterações climáticas que afeta a produção mundial de arroz, a análise genética pode ajudar a identificar variedades mais resistentes e adaptadas a novos contextos agrícolas.

A conjugação entre tecnologia laboratorial avançada e exigência crescente de transparência promete transformar a forma como o arroz é certificado e comercializado.

O que antes dependia exclusivamente da confiança no rótulo passa agora a ser confirmado ao nível do ADN, inaugurando uma nova etapa na segurança alimentar e na proteção do consumidor.

Fonte: Qualfood

A Comissão Europeia publicou em seu portal de consulta pública uma proposta de regulamento relativa aos requisitos harmonizados para a utilização de declarações voluntárias de rotulagem preventiva de alergénios (PAL). A adoção deste regulamento está prevista para o quarto trimestre de 2027.

Segundo a publicação, a harmonização dos requisitos do PAL (Número de Identificação de Alergia) proporcionaria aos consumidores com alergias informações claras e consistentes, evitaria restrições desnecessárias na escolha de alimentos e apoiaria o mercado, garantindo condições equitativas para as empresas do setor alimentício.

As declarações voluntárias de PAL (Pessoa Alérgica à Saúde) em produtos alimentícios têm como objetivo proteger os consumidores alérgicos da ingestão acidental de alimentos que contenham alergénos não declarados e que possam causar uma reação.

A necessidade de um PAL harmonizado

Atualmente, apesar das alergias alimentares afetarem mais de 10% dos consumidores em todo o mundo, os Estados-Membros da UE mantêm regras próprias e divergentes sobre a gestão de alergénios não intencionais nos produtos alimentares, o que, segundo os especialistas, gera incerteza por parte dos consumidores, limita as opções para as pessoas alérgicas e dificulta a colaboração entre laboratórios.

Alguns especialistas também afirmam que a falta de normas harmonizadas para os níveis de alerta pré-natal (PAL, na sigla em inglês) pode levar ao seu uso excessivo e à aplicação inconsistente , comprometendo potencialmente a eficácia da comunicação de riscos.

Progresso global rumo à harmonização da PAL

Visando a necessidade de uma abordagem harmonizada para a rotulagem de alergénos prioritários (PAL, na sigla em inglês), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram recentemente um arcabouço do Codex Alimentarius para a rotulagem baseada no risco de alérgenos prioritários, estabelecendo níveis limite e doses de referência para diferentes alimentos alergênicos. Estudos demonstraram que a adoção desses limites recomendados seria amplamente protetora para a população alérgica.

Órgãos reguladores como a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA)  e a FSA (Agência de Padrões Alimentares do Reino Unido) estão considerando a adoção dos limites recomendados pelo Codex Alimentarius para diretrizes nacionais de rotulagem de alérgenos.

Fonte: Food Safety

A crescente consciencialização para a importância da saúde intestinal e do microbioma está a transformar a indústria alimentar e de bebidas à escala global. Segundo a mais recente análise da GlobalData, a procura por produtos centrados na saúde do intestino – desde probióticos e prebióticos a alimentos fermentados e ricos em fibra – está a acelerar a inovação e a reformulação de portefólios.

Os dados sustentam a tendência. No quarto trimestre de 2025, um inquérito global conduzido pela consultora junto de 22.613 consumidores em 42 países revelou que 66% dos inquiridos afirmam que as suas decisões de compra de alimentos e bebidas são sempre ou frequentemente influenciadas pelo impacto que esses produtos têm na sua saúde e bem-estar.

Para Naveed Khan, analista de consumo da GlobalData, “a crescente tendência do microbioma intestinal está a impulsionar a procura por produtos inovadores focados na saúde digestiva”. Os consumidores procuram cada vez mais prebióticos e probióticos que promovam uma digestão equilibrada, bem como ingredientes funcionais que reforcem o sistema imunitário. O eixo intestino-cérebro – e o seu papel no apoio à saúde mental – surge também como um dos motores desta mudança.

 Gelados, lacticínios e “clean label” na linha da frente

Nos Estados Unidos, uma marca lançou, em maio de 2025, a gama Culture Cup, uma linha de gelados com baixo teor de açúcar, posicionada como “low guilt” e clean label. A empresa afirma que cada produto contém mais de mil milhões de probióticos e prebióticos, procurando aliar indulgência a benefícios funcionais.

No Reino Unido, uma cooperativa apresentou, em setembro de 2025, a linha Arla Culture, composta por leite e iogurtes enriquecidos com probióticos, vitaminas e fibra. O objetivo é responder à procura por soluções simples que integrem benefícios digestivos no consumo diário.

 Padaria e cereais reforçam oferta rica em fibra

A tendência não se limita aos lacticínios. O segmento de padaria e cereais tem registado uma forte dinâmica de inovação, com o lançamento de produtos de maior teor de fibra, massas mãe, cereais multigrão e grãos germinados.

Em março de 2025, uma fabricante de farinhas e ingredientes de panificação estabeleceu uma parceria com uma cadeia australiana para lançar uma farinha de trigo naturalmente cultivada e com elevado teor de fibra.

Também nos Estados Unidos, uma empresa de panificação regenerativa colaborou com uma importadora e distribuidora de superalimentos para desenvolver um pão de forma rico em proteína e orientado para a saúde intestinal.

 Oportunidade de crescimento para a indústria

A convergência entre saúde física, bem-estar mental e imunidade está a consolidar uma visão holística da alimentação. O reconhecimento do eixo intestino-cérebro e do papel do microbioma na saúde global reforça a preferência por produtos funcionais com benefícios claros e comprovados.

Segundo a GlobalData, esta mudança representa uma oportunidade significativa de crescimento para fabricantes e retalhistas. “À medida que os objetivos de saúde holística ganham tração, os fabricantes terão de investir mais na reformulação dos produtos para alcançar os resultados desejados e conquistar um público mais vasto”, sublinha Naveed Khan.

Fonte: Grande Consumo

A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) lançou um inquérito internacional dirigido a todas as adegas com o objetivo de recolher dados concretos sobre o uso de energia nos processos de vinificação, em particular nas fases de fermentação e estabilização. Segundo a OIV, a iniciativa pretende identificar potenciais poupanças energéticas e apoiar o desenvolvimento de práticas de produção mais eficientes e sustentáveis no setor.

De acordo com a OIV, a remoção de calor representa cerca de 90% das necessidades energéticas na adega, estando sobretudo associada ao controlo da temperatura durante a fermentação. Alguns dados científicos indicam que a fermentação a temperaturas ligeiramente superiores às habitualmente praticadas, aliada à escolha criteriosa de leveduras, pode permitir reduzir o consumo de energia sem comprometer o perfil químico e sensorial do vinho.

Alinhado com a prioridade estratégica ‘Adapt oenology & production processes to the future’, o questionário visa recolher informação sobre as temperaturas de fermentação em cubas de inox, com vista a estimar o potencial de poupança energética resultante de um eventual aumento controlado da temperatura. A OIV sublinha que os resultados permitirão atualizar os seus documentos técnicos de referência, disponíveis online, reforçando o conhecimento coletivo nesta matéria.

O contributo das adegas nacionais é considerado particularmente relevante para assegurar uma representação abrangente do setor.

A participação é anónima e as respostas serão tratadas de forma estritamente confidencial.

O prazo para participação termina a 1 de março de 2026.

Aceda ao inquérito aqui.

Fonte: iAlimentar

O arroz, o milho e a mandioca estiveram na origem de cerca de 11% da desflorestação global entre 2001 e 2022, ultrapassando culturas como o cacau, o café e a borracha, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Food.

A investigação analisou a desflorestação ligada à atividade agrícola ao longo de duas décadas e concluiu que estas culturas alimentares, muitas vezes afastadas do centro do debate ambiental, devem ser incluídas nas estratégias globais de combate à perda de floresta.

De acordo com a análise, a agricultura é um dos principais fatores da desflorestação, mas a atenção internacional tem-se centrado sobretudo em produtos como carne bovina, óleo de palma, soja, borracha, cacau e café.

Para ultrapassar limitações de estudos anteriores, os investigadores criaram o modelo DeDuCE, que cruza dados de satélite sobre perda de floresta com informação agrícola e estatística relativa a 184 produtos alimentares em 179 países.

Segundo o estudo, entre 2001 e 2022 perderam-se 121 milhões de hectares de floresta devido à expansão de áreas agrícolas, pastagens e plantações florestais, uma alteração no uso do solo que gerou emissões estimadas em 41,2 gigatoneladas de dióxido de carbono.

De acordo com os resultados, a expansão de pastagens respondeu por 42% da desflorestação registada e por 52% das emissões de carbono associadas.

Ao contrário de outras culturas, cuja produção, e a desflorestação associada, se concentra em regiões específicas, como o óleo de palma no Sudeste Asiático ou a soja na América do Sul, o impacto das culturas alimentares de base encontra-se mais disperso à escala global.

Segundo os autores, esta distribuição geográfica mais dispersa dificulta a identificação de “pontos críticos” de desflorestação e sugere que as políticas de combate a este problema devem incluir também os sistemas alimentares de base, muitas vezes ligados à segurança alimentar e ao consumo interno.

Os investigadores consideraram que estes resultados podem ajudar a tornar mais rigorosos os inventários nacionais de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a apoiar a criação de regras mais eficazes. O estudo chamou ainda a atenção para diferenças na qualidade dos dados estatísticos e geográficos disponíveis, consoante a região e o produto analisado.

Fonte: Agroportal

A associação de gestão de resíduos Eletrão recolheu e enviou para reciclagem no ano passado 1.705 toneladas de pilhas e baterias usadas, um aumento de 25% relativamente a 2024, foi hoje divulgado.

A Electrão disse ainda que foram valorizadas 1.369 toneladas destes resíduos.

Segundo dados da associação, em 2025 a rede Eletrão disponibilizava também 10 mil pontos de recolha em todo o país, mais 572 do que no ano anterior, tendo a recolha de baterias industriais liderado, com um crescimento de 26%, enquanto as baterias de veículos elétricos representaram já um por cento do total.

No que respeita às baterias industriais, principalmente provenientes de atividades empresariais e que no ano passado registou um aumento de 26%, a recolha e reciclagem destes dispositivos aumentou das 957 para as 1.201 toneladas, adianta a organização.

Relativamente às chamadas “pilhas portáveis” (usadas em equipamentos elétricos do dia-a-dia, como comandos, brinquedos, entre outros), a rede Eletrão recolheu e enviou para reciclagem mais 17% do que no ano anterior, registando um crescimento de 412 para 481 toneladas.

As baterias de veículos elétricos e as baterias de meios de transporte ligeiro, como bicicletas elétricas e trotinetes, representam já 1% do material recolhido, referem os dados, acrescentando que no total foram recolhidas 23,3 toneladas de baterias destas formas de mobilidade “que já tem grande expressão, sobretudo nas zonas urbanas, com tendência a intensificar-se”.

De acordo com o diretor de Elétricos e Pilhas do Eletrão, Ricardo Furtado, citado em comunicado, “estes resultados são fruto do esforço operacional, mas constituem também um sinal claro de que Portugal está a posicionar-se para responder ao maior desafio europeu da próxima década — a autonomia em termos de matérias-primas críticas”.

Os dados apontam que em 2025 a rede Eletrão continuou a crescer, com um aumento de 25% dos postos de recolha (10.307 em todo o país), mais 572 do que em 2024.

“O aumento do número de locais de recolha – que podem ser consultados em www.ondereciclar.pt – é fundamental para os resultados alcançados, o que só tem sido possível em colaboração com municípios, distribuição, empresas e instituições, operadores de gestão de resíduos”, refere a Eletrão, lembrando que “todas as lojas que comercializam estes produtos têm que assegurar a retoma das pilhas e baterias entregues pelos cidadãos e este constitui um canal com grande potencial”.

“As pilhas e baterias não são apenas resíduos: são fontes de lítio, cobalto e outros materiais de que a Europa depende. Recuperá-los, mais do que uma boa prática ambiental, é uma estratégia geopolítica”, lembra, sublinhando que “também por este motivo”, o regulamento europeu das matérias-primas críticas coloca a reciclagem como prioridade estratégica.

A União Europeia quer “garantir que 25% das matérias-primas críticas vêm da reciclagem, o que pressupõe a necessidade de identificar, separar e processar resíduos que, até agora, se perdiam em fluxos convencionais”, afirma a Eletrão, exemplificando que baterias de iões de lítio, por exemplo, contêm materiais valiosos que antes ficavam “diluídos” em metais comuns como ferro, alumínio ou aço.

As pilhas e baterias, sobretudo as de iões de lítio, presentes em cada vez mais equipamentos do quotidiano, representam um risco significativo de incêndio quando danificadas, incorretamente armazenadas ou descartadas, alerta.

Fonte: Greensavers

Um artigo publicado na revista canadiana The Western Producer, assinado pelo jornalista especializado em agricultura Robert Arnason, indicou que a perceção e o enquadramento regulatório das culturas obtidas por edição genética evoluíram de forma positiva desde 2018.

Dan Jenkins, vice-presidente da empresa norte-americana Pairwise (empresa sediada na Carolina do Norte, EUA, e dedicada à edição genética de plantas), defendeu que a tecnologia está hoje a ser vista com mais abertura por reguladores, media e público em geral, em comparação com o período marcado por decisões judiciais desfavoráveis na União Europeia (UE).

“Atualmente, as coisas estão a avançar muito bem em todo o mundo”, afirmou Dan Jenkins.

A declaração foi feita durante um webinar do Council for Agricultural Science and Technology (organização norte-americana sem fins lucrativos dedicada à agricultura, alimentação e ambiente), onde o responsável apresentou um ponto de situação sobre a regulamentação deste avanço tecnológico, que permite alterar com precisão o código genético de uma planta para obter uma característica específica.

De acordo com Dan Jenkins, vários países e regiões, incluindo grande parte da América do Sul, além de Canadá, EUA, Japão, Austrália, Índia e Reino Unido, têm vindo a diferenciar as culturas geneticamente modificadas das culturas transgénicas, optando por modelos de regulamentação mais leves.

“A tendência global nas políticas é para regulações com exigências mais reduzidas, que se focam sobretudo em demonstrar a ausência de ADN estranho”, disse. 

O texto recordou ainda que, em 2018, uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) contribuiu para travar expectativas e investimento em várias geografias do mundo.

Segundo o artigo, a posição europeia começou, entretanto, a mudar. Em dezembro, responsáveis políticos da UE chegaram a um acordo que prevê duas categorias para culturas desenvolvidas com “novas técnicas genómicas”: uma tratada como cultura convencional e outra, com edição mais complexa, regulada como organismos geneticamente modificados (OGM).

Para Dan Jenkins, este reposicionamento é relevante, salientando que “a UE, neste momento, está a fazer um ótimo trabalho a inverter o rumo”, acrescentando que é possível que o bloco europeu tenha novas regulamentações em vigor até 2028.

No caso do Canadá, o artigo sublinhou que o modelo regulatório avalia o produto (a característica final) mais do que o processo, pelo que culturas editadas geneticamente podem ser tratadas de forma semelhante à melhoria convencional, desde que não exista ADN estranho.

Ainda assim, o texto apontou a incerteza dos mercados de exportação como fator de prudência, sobretudo quando está em causa a aceitação por consumidores em países com grandes populações.

Fonte: Vida Rural

O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos abriu um período de consulta pública de 60 dias sobre um pedido para retirar a maçã geneticamente modificada T1190 do regime de regulação federal. A nova variedade foi desenvolvida para apresentar floração precoce e quase contínua.

O anúncio foi feito a 10 de fevereiro de 2026 pelo Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS), agência do US Department of Agriculture (USDA). Em causa está uma petição apresentada pelo Agricultural Research Service (ARS), a unidade de investigação científica do próprio departamento.

Segundo o pedido submetido, a maçã T1190 é “improvável de representar risco como praga vegetal” e, por isso, não deverá continuar sujeita às regras federais de biotecnologia previstas no regulamento 7 CFR parte 340.

No âmbito da avaliação, o APHIS elaborou uma versão preliminar de uma análise de risco de pragas vegetais (Plant Pest Risk Assessment, PPRA). De acordo com esse documento, não foram identificadas evidências de que a T1190 apresente um risco superior ao das macieiras convencionais.

O período de consulta pública decorre durante 60 dias, até 13 de abril de 2026. O APHIS incentiva a submissão de dados científicos e estudos de investigação, em particular sobre aspetos biológicos e ecológicos relacionados com a nova variedade.

Após analisar todos os contributos recebidos e a restante informação relevante, a agência publicará a sua decisão regulamentar final no respetivo site oficial.

Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia

A deteção recente de estirpes de Salmonella em carne fresca de peru, especificamente em peito de peru, voltou a colocar o tema da segurança alimentar no centro das atenções. Segundo um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF a 24 de fevereiro de 2025, foram identificadas bactérias do género Salmonella em lotes de peito de peru provenientes da Polónia, levantando preocupações sobre a circulação destes produtos no mercado e os potenciais riscos para os consumidores.

Salmonella é reconhecida como uma das principais causas de infeções transmitidas por alimentos, afetando sobretudo produtos de origem animal, como carnes, ovos e lacticínios. Trata‑se de uma bactéria Gram-negativa, pertencente à família Enterobacteriaceae, capaz de provocar gastroenterites que variam de ligeiras a graves, dependendo da quantidade ingerida e da vulnerabilidade da pessoa infetada. A infeção ocorre apenas quando bactérias viáveis são consumidas, o que reforça a importância de práticas rigorosas de higiene e confeção adequada dos alimentos.

Em Portugal e no restante espaço europeu, a vigilância da Salmonella é uma prioridade das autoridades de segurança alimentar, que mantêm programas de controlo para reduzir a prevalência da bactéria em produtos de origem animal. Estes programas incluem monitorização regular, inspeções e medidas preventivas ao longo da cadeia de produção, desde a criação das aves até ao processamento e distribuição da carne. Ainda assim, incidentes como o agora reportado demonstram que o risco não é totalmente eliminável e que a deteção precoce continua a ser essencial para evitar surtos e proteger a saúde pública.

A presença de Salmonella em peito de peru fresco reforça a necessidade de cuidados redobrados por parte dos consumidores. Entre as medidas mais eficazes estão a confeção completa da carne, evitando qualquer zona rosada, a separação entre alimentos crus e cozinhados para prevenir contaminações cruzadas e a lavagem adequada das mãos e superfícies de trabalho. Embora estes procedimentos sejam amplamente recomendados, continuam a ser determinantes para reduzir o risco de infeção.

Fonte: Qualfood