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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, nas últimas semanas, uma operação de âmbito nacional através das suas Unidades Regionais, direcionada a promover medidas de natureza preventiva e repressiva em matéria de infrações contra a qualidade, genuinidade, composição e rotulagem dos géneros alimentícios, com especial enfoque na comercialização de produtos à base de carne e com o objetivo de identificar práticas fraudulentas suscetíveis de induzir o consumidor em erro.

A ação, que incidiu em talhos e em estabelecimentos de retalho com secção de talho, nomeadamente supermercados, hipermercados, minimercados e mercearias, resultou na fiscalização de 152 operadores económicos. Foram detetadas infrações que originaram a instauração de um processo-crime por abate clandestino e de 38 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações a falta de mera comunicação prévia e do livro de reclamações, a distribuição, preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis, a falta de cartão de manipulador de carnes e de cumprimento das operações de controlo metrológico, entre outras.

Foram ainda apreendidos mais de 82 kg de géneros alimentícios por falta de requisitos e incumprimento das regras sobre a rastreabilidade e rotulagem da carne, além de 7 instrumentos de pesagem por falta de controlo metrológico.

Fonte: ASAE

A Comissão Europeia (CE) ampliou as zonas de proteção e vigilância nos Estados-membros devido à deteção de mais 96 surtos da doença viral da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) entre aves migratórias e explorações de criação.

De acordo com a Decisão de Execução 2025/2366, publicada a 24 de novembro de 2025 no Jornal Oficial da União Europeia, desde as últimas medidas adotadas este ano foram notificados surtos na Bulgária, República Checa, Dinamarca, França, Itália, Alemanha, Hungria, Irlanda, Países Baixos, Polónia, Portugal e Suécia.

Os 96 surtos da GAAP foram detetados quer entre aves migratórias, quer entre explorações que criam aves de capoeira e outras aves em cativeiro.

Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) anunciou na passada quarta-feira a deteção de mais um foco da doença numa exploração de galinhas reprodutoras situada no Ramalhal, no concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa.

O foco obrigou à implementação de medidas de controlo previstas na legislação em vigor que, segundo a DGAV, passaram pela inspeção aos locais onde a doença foi detetada, eliminação dos animais afetados, limpeza e desinfeção, assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves nas zonas de restrição num raio de até 10 quilómetros em redor do foco detetado.

Também em nota de imprensa relacionada com este foco de infeção, a Câmara de Torres Vedras lembra que o “risco de transposição do vírus para os humanos é baixo, mas pode acontecer quando há exposição continuada e associada à manipulação de elevado número de animais doentes ou dos resíduos produzidos pela sua acomodação”.

Tendo em conta o “aumento acentuado do número de focos em toda a União Europeia”, a DGAV determinou recentemente o confinamento das aves domésticas em todo o território do continente, bem como a proibição da realização de eventos de exposição e concurso de aves em cativeiro.

O confinamento de aves domésticas abrange 95 zonas de 14 distritos identificadas como de alto risco para a gripe aviária.

Em causa estão os distritos do Porto, Lisboa, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Évora, Beja, Portalegre e Faro.

Já nas zonas de proteção e vigilância é proibida a circulação de aves, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições, a circulação de carne fresca e de ovos para incubação e para consumo humano, bem como a circulação de subprodutos animais.

Fonte: Agroportal

Cientistas da Universidade de Jiangnan, na China, utilizaram uma tecnologia de edição genética para aumentar a eficiência da produção de um cogumelo, conseguindo reduzir o seu impacto ambiental até 61%, sem adicionar ADN estranho.

O cogumelo geneticamente modificado tem sabor a "carne" e é mais fácil de digerir do que o seu homólogo natural, conforme o trabalho publicado na revista “Trends in Biotechnology”, da editora Cell Press, e noticiado na quarta-feira pela agência Europa Press.

“Há uma crescente procura por fontes de proteína melhores e mais sustentáveis para a alimentação”, destacou Xiao Liu, autor principal do estudo e investigador da Universidade de Jiangnan.

“Conseguimos tornar um cogumelo não só mais nutritivo, mas também mais ecológico, modificando os seus genes”, acrescentou.

A pecuária é responsável por aproximadamente 14% das emissões globais de gases com efeito de estufa.

Além disso, a pecuária ocupa terras e requer abundantes de água doce, um recurso já ameaçado pelas alterações climáticas e pela atividade humana.

As proteínas microbianas, incluindo as que se encontram nas leveduras e nos fungos, consolidaram-se como uma alternativa mais sustentável à carne.

De entre as opções exploradas até ao momento para a obtenção de micoproteínas, ou fungos ricos em proteína, o fungo Fusarium venenatum destaca-se pela sua textura e sabor naturais, muito semelhantes aos da carne.

A sua utilização como alimento está aprovada em diversos países, como o Reino Unido, a China e os Estados Unidos.

No entanto, o Fusarium venenatum possui paredes celulares espessas que dificultam a digestão dos seus nutrientes pelos humanos.

Além disso, o seu cultivo requer recursos significativos e mesmo a produção de pequenas quantidades de micoproteína exige um grande aporte destes recursos.

Os esporos são cultivados em enormes tanques metálicos cheios de um substrato composto por açúcar e nutrientes como o sulfato de amónio.

Liu e a sua equipa propuseram-se a explorar o potencial de aumentar a digestibilidade e a eficiência de produção do Fusarium venenatum utilizando a tecnologia CRISPR, sem introduzir ADN exógeno nos genes do fungo.

Para atingir este objetivo, eliminaram dois genes associados às enzimas quitina sintase e piruvato descarboxilase.

A deleção da quitina sintase reduziu a espessura da parede celular do fungo, disponibilizando mais proteína intracelular para a digestão, enquanto a deleção do gene da piruvato descarboxilase ajudou a otimizar o metabolismo do fungo, exigindo menos nutrientes para a produção de proteína.

As análises mostraram que a nova estirpe fúngica, denominada FCPD, necessitou de menos 44% de açúcar para produzir a mesma quantidade de proteína em comparação com a estirpe original, e fê-lo 88% mais rápido.

Os investigadores calcularam então a pegada ambiental do FCPD, desde os esporos em laboratório até aos produtos cárneos inativados, à escala industrial.

Simularam a produção de FCPD em seis países com diferentes estruturas energéticas — incluindo a Finlândia, que utiliza principalmente energia renovável, e a China, que depende mais do carvão — e descobriram que o FCPD teve um impacto ambiental menor do que a produção tradicional de Fusarium venenatum, independentemente da localização.

No geral, a produção de FCPD gerou até menos 60% de emissões de gases com efeito de estufa ao longo de todo o seu ciclo de vida.

A equipa também investigou o impacto da produção de FCPD em comparação com os recursos necessários para a produção de proteína animal.

Em comparação com a produção de frango na China, descobriram que a mioproteína FCPD requer menos 70% de terra e reduz o risco de contaminação da água doce em 78%.

Fonte: Agroportal

O plástico é frequentemente tratado como um monólito no debate público, mas as decisões sobre embalagens dependem de detalhes específicos. Para as empresas de alimentos e bebidas, o polietileno tereftalato (PET) é um desses detalhes importantes. O PET é amplamente utilizado, rigorosamente regulamentado e importante para a vida útil, a segurança e a redução das emissões de gases de efeito estufa. À medida que cresce a preocupação pública com a poluição plástica, os líderes devem ir além de generalizações amplas e basear as decisões sobre embalagens de alimentos na ciência e na regulamentação.

Na Europa, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA)4 aplica o princípio, exigindo que os processos de reciclagem sejam submetidos a testes de desafio antes da autorização.

A conclusão prática para os profissionais de segurança alimentar é simples: quando o PET (virgem ou reciclado) é produzido dentro destas diretrizes, os reguladores consideram-no seguro para o contacto com alimentos. Esta conclusão tem sido reafirmada há décadas em todas as jurisdições.

As embalagens de alimentos não são cosméticas; são um controlo preventivo. A transparência, resistência e resistência à humidade e ao oxigénio do PET ajudam a proteger os alimentos contra contaminação, prolongam a vida útil e reduzem o desperdício. Isso é essencial não apenas para a segurança do consumidor, mas também para as metas climáticas.
Em situações de emergência ou em locais remotos, onde o vidro ou o metal são demasiado pesados ou frágeis, a durabilidade e a portabilidade do PET tornam-no indispensável para a distribuição de bens essenciais, como água potável e alimentos. Essas características salvam vidas — um benefício que muitas vezes é esquecido quando os plásticos são criticados de forma abstrata

Como qualquer outra substância, a toxicidade do PET depende da dose. No entanto, o PET é uma substância inerte que não é tóxica em níveis de exposição relevantes — por exemplo, quando utilizado como material de embalagem de alimentos.

Reciclabilidade e a realidade dos sistemas
Atualmente, as empresas alimentares devem oferecer segurança e sustentabilidade. O PET é um dos poucos materiais que consegue fazer ambas as coisas de forma credível. Facilmente reconhecido pelo Código de Identificação de Resina (RIC) n.º 1,7, o PET é o plástico mais amplamente reciclado, com mais de 1,9 mil milhões de libras recuperadas anualmente nos EUA.

O PET também tem uma vantagem ambiental inerente — entre os materiais mais comuns utilizados em embalagens de bebidas, é o que tem a menor pegada ambiental. As garrafas de PET geram menos da metade das emissões de gases de efeito estufa das latas de alumínio e apenas cerca de um terço das garrafas de vidro, de acordo com uma análise do ciclo de vida da McKinsey.9 A incorporação de PET reciclado fortalece ainda mais esse perfil, reduzindo as emissões na fase de resina em até 60%.10

Leve, totalmente reciclável e com um mercado existente para conteúdo reciclado, o PET oferece um caminho pragmático para embalagens circulares com menos carbono.

Leia o artigo completo aqui.

 

Fonte: Food Safety

 

 

O consórcio do projeto REDWine, financiado pela União Europeia (UE) através do programa Bio-based Industries Joint Undertaking (BBI JU),  demonstra como os resíduos da produção de vinho estão a ganhar uma nova vida com microalgas, criando oportunidades reais para a economia circular.

O REDWine propôs um modelo de economia circular para a indústria vitivinícola europeia, integrando a captura de CO₂, o tratamento de efluentes, o cultivo de microalgas e a valorização da biomassa resultante em novos produtos.

Coordenado pela AVIPE – Associação de Viticultores do Concelho de Palmela e desenvolvido em parceria com 11 entidades de seis países, o projeto aposta significativamente em tecnologia, sustentabilidade e diversificação de rendimentos.

 Os resultados alcançados, incluem:

• A captura e valorização de CO₂ biogénico proveniente da fermentação do vinho;
• O tratamento e reutilização de efluentes líquidos da indústria vitivinícola para o cultivo de microalgas do género Chlorella vulgaris;
• O desenvolvimento de novos ingredientes de alto valor para setores como alimentação, cosmética, agricultura e clarificação de vinho;
• A demonstração de que este modelo circular pode reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na cadeia do vinho em pelo menos 31%.

Saiba mais.

 Fonte: Vida Rural

Listeria monocytogenes é um dos agentes patogénicos mais desafiantes e persistentes na cadeia alimentar. Para apoiar as empresas do setor agroalimentar no esforço de controlo e prevenção, foi lançado um novo e-book gratuito que reúne orientações práticas, conhecimento científico atualizado e ferramentas operacionais para reforçar a segurança alimentar e reduzir riscos para a saúde pública.

e-book “Listeria monocytogenes: Identificação, Controlo e Prevenção na Indústria Alimentar” resulta de uma colaboração entre o Colab4Food e os seus associados - a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), uma parceria que permitiu reunir competências científicas e tecnológicas no âmbito do projeto GenoPheno4Trait.

Este e-book apresenta, de forma prática e acessível:

  • o que é L. monocytogenes;
  • como implementar medidas eficazes de controlo e higienização;
  • como prevenir a sua presença através de estratégias robustas de gestão da segurança alimentar.

Ao reunir orientações técnicas e conteúdos atualizados, a publicação procura fortalecer a capacidade das empresas para minimizar riscos, cumprir requisitos legais e promover ambientes de produção mais seguros.

Aceda aqui ao E-book de forma gratuita.

Fonte: Escola Superior de Biotecnologia 

Portugal celebra o Dia Nacional da Cultura Científica a 24 de novembro, uma efeméride instituída em 1996 para assinalar o nascimento de Rómulo de Carvalho (1906-1997), professor de Física e Química e poeta sob o pseudónimo António Gedeão. Reconhecido como um dos maiores divulgadores da ciência no país, Rómulo de Carvalho dedicou a sua vida ao ensino e à promoção da cultura científica, deixando um legado que continua a inspirar gerações.

Ao longo desta semana, integrada na Semana da Ciência e da Tecnologia 2025, decorrem centenas de iniciativas em todo o país, organizadas por universidades, escolas, museus e centros de ciência. Palestras, exposições, cafés de ciência, experiências laboratoriais e atividades interativas aproximam o público da comunidade científica, com especial atenção aos mais jovens, que têm oportunidade de conhecer investigadores e os resultados mais recentes em diversas áreas.

Em várias cidades, como Lisboa, Porto e Famalicão, multiplicam-se as ações de divulgação. O objetivo é despertar o interesse pela ciência, valorizar o conhecimento e reforçar o papel da investigação no desenvolvimento social e económico. Escolas dinamizam projetos experimentais e trabalhos de grupo, que são apresentados em exposições abertas à comunidade. Centros de ciência e instituições culturais promovem ainda espetáculos e atividades criativas que cruzam arte e ciência, como o evento realizado em Ílhavo que combina magia e experimentação científica.

Este dia constitui, assim, um marco simbólico na valorização da cultura científica em Portugal, lembrando que a curiosidade, o rigor e a capacidade de questionar são motores essenciais para o progresso. Ao celebrar a ciência, o país presta tributo a Rómulo de Carvalho e reafirma o compromisso com uma sociedade mais informada, crítica e preparada para enfrentar os desafios do futuro.

 

Fonte: Qualfood

As explorações agrícolas da União Europeia (UE) produziram cerca de 161,8 milhões de toneladas de leite em 2024, mais 0,9 milhões de toneladas do que em 2023 e um aumento de 12,1 milhões de toneladas face a 2014, confirmando uma trajetória de crescimento contínuo da produção ao longo da última década.

De acordo com o Eurostat, a maior parte do leite cru produzido em 2024 foi entregue às empresas de transformação de leite, cerca de 150,8 milhões de toneladas, e transformada numa vasta gama de produtos lácteos frescos e processados.

Segundo os dados, a maior parte do leite produzido na UE destinou-se à produção de queijo e manteiga. No caso do queijo, foram utilizados 59,9 milhões de toneladas de leite inteiro e 17,0 milhões de toneladas de leite magro, resultando em 10,8 milhões de toneladas de produto final.

Foram ainda utilizadas 44,2 milhões de toneladas de leite inteiro para produzir 2,3 milhões de toneladas de manteiga e produtos como óleo de manteiga e manteiga clarificada, operação que gerou 41,5 milhões de toneladas de leite magro.

A Alemanha destacou-se como o maior produtor de leite para consumo direto na UE, concentrando 18,8% da produção total. Foi também o principal produtor europeu de produtos lácteos acidificados (27,1%), de manteiga (20,6%) e de queijo (22,5%).

Já Espanha destacou-se como o segundo maior produtor de leite para consumo direto na UE, com 15,2% do total, seguida da França, com 12,7%. No caso dos produtos lácteos acidificados, a Holanda ocupou a segunda posição (16,8%), seguida da Polónia (10,4%).

A comunicação também avança que França foi a segunda maior produtora tanto de manteiga, com 17,2% do total da UE, como de queijo, com 17,8%. Já a Irlanda registou a terceira maior fatia na produção europeia de manteiga, com 14,8%.

Fonte: Vida Rural

Investigadores da Universidade de Illinois desenvolveram uma nova técnica para converter resíduos alimentares em combustível sustentável para aviação, contribuindo para a redução das emissões de carbono do setor.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign criou um método inovador para transformar desperdício alimentar húmido em biocombustível para aviões comerciais, numa tentativa de acelerar a transição do setor da aviação para fontes de energia mais sustentáveis. Os resultados da investigação foram publicados na revista Nature Communications.

Enquanto o setor automóvel tem registado progressos visíveis na redução de emissões, a aviação continua a representar um grande desafio ambiental, pela sua dependência de combustíveis fósseis. Para contrariar esta tendência, os investigadores recorreram à técnica de liquefação hidrotermal, que imita o processo natural de formação de petróleo, mas de forma muito mais rápida. Através desta técnica, os resíduos alimentares são convertidos em óleo biobruto, que é depois refinado usando hidrotratamento catalítico. Este processo permite eliminar impurezas e cumprir os rigorosos critérios da indústria da aviação, sem necessidade de aditivos especiais ou alterações estruturais às aeronaves.

O combustível resultante, derivado de biomassa, funciona como substituto direto dos combustíveis fósseis, podendo ser utilizado nos aviões existentes sem modificações. Esta solução reforça o conceito de economia circular, ao dar uma nova vida útil a resíduos que, de outra forma, seriam descartados.

Segundo os investigadores, o estudo representa uma prova de conceito sólida com potencial para escalamento industrial, desde que haja investimento e colaboração por parte da indústria. A conversão de resíduos em energia limpa poderá ser um passo crucial para que a aviação atinja a meta de emissões líquidas zero nas próximas décadas.

Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia

Assinalado anualmente a 21 de novembro desde 1998, o Dia Mundial da Pesca é uma data que visa reconhecer o papel essencial da pesca e da aquicultura na segurança alimentar global, na economia das comunidades costeiras e na preservação dos recursos marinhos e de água doce.

Em 2025, a celebração ganha especial relevância num contexto de alterações climáticas, pesca excessiva e desafios sociais enfrentados por milhares de profissionais do setor. O Vaticano, através do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, sublinhou a “necessidade de zelar pela defesa da dignidade dos pescadores e das suas famílias”, apelando a melhores condições laborais e ao desenvolvimento integral das comunidades piscatórias.

O lema deste ano — inspirado na passagem bíblica “Não apanhámos nada, mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes” (Lc 5,5) — reforça a esperança e resiliência dos trabalhadores do mar, mesmo perante adversidades como tempestades, instabilidade económica ou escassez de recursos.

A pesca continua a ser um modo de vida fundamental para milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente em regiões costeiras e insulares. Em Portugal, com uma forte tradição marítima, esta data é também uma oportunidade para valorizar práticas sustentáveis, promover a formação técnica, e incentivar o consumo responsável de pescado.

Neste Dia Mundial da Pesca, recordamos que proteger os oceanos é proteger o futuro — e que cada rede lançada com consciência ecológica é um passo rumo à preservação da biodiversidade e ao respeito pelos que vivem do mar.

Fonte: Qualfood