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4 de dezembro | Dia Mundial da Bolacha

  • Wednesday, 03 December 2025 14:16

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Bolacha, uma data que homenageia um dos alimentos mais populares e versáteis do planeta. De receitas simples às versões mais elaboradas, a bolacha conquistou espaço nas mesas e memórias de diferentes gerações.

Criada originalmente como um alimento prático e duradouro para viajantes e marinheiros, a bolacha evoluiu ao longo dos séculos e tornou-se símbolo de partilha e conforto. Em Portugal, as clássicas bolachas Maria são presença obrigatória em lancheiras e cafés, enquanto em outros países destacam-se os “cookies” americanos ou as versões orientais com chá verde e sésamo.

A celebração do dia é marcada por iniciativas de padarias, confeitarias e marcas que lançam edições especiais, incentivando o consumo e a descoberta de novos sabores. Para muitos, é também uma oportunidade de revisitar tradições familiares, como preparar bolachas caseiras em casa.

Mais do que um simples snack, a bolacha representa momentos de convivência, nostalgia e criatividade culinária. O Dia Mundial da Bolacha reforça a importância de valorizar pequenos prazeres que unem culturas e gerações.

Fonte: Qualfood

Uma start-up do INESC TEC, incubada na UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, desenvolveu uma base de dados sobre sementes e grãos de cereais para otimizar a qualidade dos alimentos, reduzindo o desperdício.

O objetivo da Seedsight é apoiar empresas agroalimentares a tomar decisões mais inteligentes e baseadas em dados. Através da combinação de sensores óticos, big data e inteligência artificial, a plataforma permite obter informação sobre qualidade, segurança alimentar e rentabilidade dos cereais. Desta forma, agricultores e demais atores conseguem selecionar os grãos certos, otimizar a eficiência, reduzir desperdícios e aumentar a rentabilidade.

No seu site, a empresa promete redução de custos e aumento de eficiência: o tempo de seleção dos cereais reduz-se de 2 a 3 meses para uma semana, os custos de triagem baixam 8 % e a eficiência no processo industrial aumenta em 20 % pela redução do tempo e aumento do rendimento da farinha.

Fonte: TecnoAlimentar

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através da Brigada de Práticas Fraudulentas da Unidade Regional do Norte, detetou a venda de óleo alimentar como azeite virgem extra, na área metropolitana do Porto.

Resultados da operação:

  • 2.425 litros de azeite adulterado e 1.217 rótulos falsificados apreendidos;
  • Documentação recolhida e processo-crime instaurado por fraude sobre mercadorias.

Numa unidade industrial em Bragança, dedicada à produção e comercialização de óleos alimentares e azeite, foram ainda apreendidos 14.920 litros de óleo por irregularidades na rotulagem.

Foram ainda colhidas 3 amostras do azeite falsificado para análises físico-químicas e sensoriais no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE.

A ASAE alerta os consumidores para estarem atentos a ofertas de azeite com preços abaixo do expectável, que possam induzir em erro.

Fonte: ASAE

RumiPep vence o Innovator Fellowship 2025 com solução inovadora para produção animal sustentável

A RumiPep em parceria com a Egas Moniz School of Health & Science foi distinguida como vencedora da edição de 2025 do Innovator Fellowship Programme, promovido pela EIT Food, a maior iniciativa europeia de inovação no sistema agroalimentar.

A RumiPep propõe uma abordagem inovadora para a produção animal sustentável, centrada no desenvolvimento de aditivos funcionais resultantes do upcycling de subprodutos de origem animal atualmente não valorizados. Estes ingredientes, com propriedades antimicrobianas naturais, destinam-se a vacas leiteiras e procuram responder a desafios centrais do setor, como a redução do uso de antimicrobianos e das resistências associadas, a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e a mitigação do impacto ambiental.

A participação das investigadoras no Innovator Fellowship contou com o apoio do CiiEM – Centro de Investigação Interdisciplinar da Egas Moniz, que financiou a inscrição no programa e teve um papel relevante na maturação inicial do conceito, através da iniciativa One Health Workshop Series.

 “Este prémio representa a validação de que é possível transformar investigação académica em soluções com impacto direto no setor agroalimentar. O apoio da Egas Moniz e do CiiEM foi determinante para chegarmos aqui, e esta distinção dá-nos a motivação e os recursos necessários para darmos o próximo passo”, afirma Ana Vítor, cofundadora da RumiPep.

Já para Joana Oliveira, cofundadora do projeto “o reconhecimento internacional permitiu-nos consolidar a nossa visão estratégica e mostrou que o nosso contributo pode ajudar a responder a desafios reais da sustentabilidade e da produção animal”.

Durante o programa da EIT Food, as investigadoras receberam formação em design thinking, modelos de negócio e análise económico-financeira, integraram um bootcamp em Rimini, Itália, e beneficiaram de mentoria especializada.

Fonte: Grande Consumo

Conciliar os rebanhos de ovelhas com a produção de vinho é uma das práticas que está de regresso em algumas quintas da região do Dão. A aposta na agricultura sem químicos é cada vez mais uma realidade.

Pasto verdejante a perder de vista em terreno fácil para guiar o rebanho, em troca uma agricultura sem químicos e uma terra fertilizada - o velho Dão está a voltar em algumas quintas da região.

A região do Dão tem dado passos firmes naquilo que é o crescimento do sector vitivinícola e mais do que quantidade, salienta-se a qualidade. No caso da casta Encruzado à qualidade junta-se a versatilidade.

A aposta na agricultura sem químicos é cada vez mais uma realidade na região do Dão.

Veja aqui.

Fonte: SIC Notícias

 

Campanha de prevenção da Gripe Aviária

  • Tuesday, 02 December 2025 11:24

EFSA e a Comissão Europeia promoveram a campanha #NoBirdFlu num esforço conjunto de prevenção da Gripe Aviária, para garantir a sustentabilidade do setor avícola da UE. A gripe aviária pode devastar as populações de aves, perturbar as cadeias de abastecimento e prejudicar os meios de subsistência dos agricultores, além de terem um forte impacto na saúde pública.

Reforçar a importância da implementação de medidas simples de biossegurança especialmente em pequenas e médias explorações avícolas é essencial para a prevenção da doença.

Todos os indivíduos que interagem com uma exploração avícola — sejam trabalhadores, fornecedores ou visitantes — desempenham um papel importante na segurança das aves, devendo por isso observar as seguintes medidas de biossegurança:

Controlo de acesso

  • Limite a entrada de pessoas, veículos, equipamentos e jaulas  apenas quando necessário;
  • Desinfete sempre todos os veículos e equipamentos, bem como as pessoas que entrem na exploração, sobretudo se tiveram contacto recente com aves de capoeira, resíduos ou aves selvagens;
  • Use sempre roupa limpa e lave as mãos e o calçado sempre que entrar numa exploração.

Todas dentro, todas fora

  • Introduza na exploração aves da mesma idade e ao mesmo tempo e, no final do ciclo retire-as em conjunto;
  • Faça sempre uma limpeza completa entre os ciclos de produção.

Limpeza completa

  • Limpe e desinfete regularmente todas as instalações, em especial após cada ciclo;
  • Mantenha bem separadas as áreas “limpas” (em contacto com os animais) das áreas “sujas” (em contacto com o exterior).

Mantenha as aves selvagens afastadas da sua exploração

  • Verifique se os telhados não têm aberturas, se as paredes não estão danificadas e com buracos e se as vedações estão seguras;
  • Evite deslocar rações entre diferentes lotes e certifique-se de que não há água parada à volta da exploração, pois esta pode atrair aves selvagens;
  • Proteja as áreas exteriores com rede ou vedação adequada e verifique regularmente se há buracos. Verifique ainda se necessário usar dispositivos dissuasores para afastar aves selvagens/outros animais.

Ração e água

  • Nunca utilize rações expostas a sujidade, fezes ou humidade;
  • Guarde a ração em recipientes fechados ou impermeáveis e os materiais de cama em locais cobertos para evitar a contaminação;
  • Forneça água limpa e fresca.

Uma espécie, um espaço. Alojamentos separados 

  • Diferentes espécies de aves de capoeira – galinhas, patos e perus – devem ser mantidas em espaços separados, porque evita a transmissão de doenças entre espécies. 

Veja os sinais

  • Se notar algo de anormal – menor consumo de alimento ou água, mortes súbitas ou sinais de doença – informe de imediato o veterinário ou as autoridades locais;
  • Quanto mais cedo agir, maior será a probabilidade de interromper um surto de gripe aviária e proteger a sua exploração e as que lhe são outras próximas.

Fonte: DGAV

Vivemos numa época em que a saúde e o bem-estar se transformaram em verdadeiros drivers sociais. Multiplicam-se ginásios, personal trainers, nutricionistas digitais e dietas que prometem longevidade e vigor. É um cenário sedutor, sobretudo nas redes sociais, mas que nem sempre corresponde à vida real da maioria de nós. Confesso, os ginásios proliferam à minha volta, mas raramente os frequento. Entre o trabalho, as exigências do dia-a-dia e os ritmos que se aceleram sem pedir licença, o cuidado com a alimentação torna-se menos um ritual e mais uma luta silenciosa pela sobrevivência saudável.

Nesse contexto, os suplementos alimentares assumem um apelo quase imediato. Cápsulas que prometem energia, concentração, imunidade ou equilíbrio metabólico tornam-se atalho e aspiração. Mas será este um caminho seguro? Esta preocupação é partilhada pela TecnoAlimentar que dedica neste número um dossier a este tema.

O mercado dos suplementos alimentares cresceu exponencialmente, movido tanto por necessidades reais, como por expectativas culturais. Hoje, mais do que simples complementos nutricionais, representam um estilo de vida. Há quem os procure para melhorar a performance desportiva, outros para compensar aquilo que a alimentação já não supre, seja por falta de tempo, de acesso ou de qualidade. A estética física, a prevenção de doenças ou a promessa de uma vitalidade renovada são igualmente a força motriz desta procura. Contudo, esta tendência é acompanhada por uma preocupante iliteracia em matéria de microbiota e funcionalidade nutricional. Por exemplo, esquecemo-nos que a maior parte dos consumidores não distingue, um probiótico de um prebiótico.

A autenticidade dos suplementos é um dos problemas mais prementes. Estudos recentes denunciam irregularidades entre o que os rótulos prometem e o que as cápsulas realmente contêm. Ingredientes adulterados, rotulagem incompleta ou enganosa, e a presença de compostos químicos não declarados revelam uma zona cinzenta entre a ciência e o marketing, eventualmente passando pela fraude. Acresce o facto de muitos ingredientes serem importados de mercados (p.e. compra online), onde o controlo da qualidade pode ser menos rigoroso ou inexistente, o que suscita preocupações químicas, ambientais e éticas.

Neste cenário, o papel da ciência é indispensável. Investigadores e entidades reguladoras estão alinhados no combate à desinformação e à falta de qualidade dos produtos que estão disponíveis para o consumidor. Pois, só através de métodos robustos, como a cromatografia, espectrometria, análise metabolómica, é possível autenticar fórmulas, identificar adulterantes e garantir a segurança do consumidor. A indústria, por seu lado, não pode ignorar o dever ético de transparência, rastreabilidade e certificação das matérias-primas, sobretudo num mercado em que a confiança é um ativo tão valioso, quanto frágil.

Tal como a alta-costura exige a qualidade invisível de um bom corte, aquilo que só um olhar treinado reconhece, também os suplementos alimentares exigem uma atenção que vá além da embalagem elegante e das promessas sedutoras. Como sabemos, o bem-estar não pode ser delegado apenas ao marketing; depende muito da ciência, responsabilidade e escolhas informadas.

Fonte: TecnoAlimentar

 

A indústria alimentar opera sob elevados padrões de exigência, onde a segurança, a qualidade e a continuidade das operações são essenciais. Neste contexto, os Ensaios Não Destrutivos (END) afirmam-se como ferramentas indispensáveis para avaliar a integridade de equipamentos, instalações e materiais, sem comprometer o fluxo produtivo nem interferir com os processos em curso.

Desde tubagens e tanques, a autoclaves, permutadores de calor, equipamentos de processamento e sistemas de embalagem, a aplicação de END permite identificar precocemente falhas que poderiam gerar quebras de produção, riscos de contaminação ou incumprimento de requisitos regulamentares.
 
O papel dos END na segurança alimentar 
Na indústria alimentar, os END desempenham uma função vital ao permitir a deteção precoce de defeitos como fissuras, desgaste, corrosão, porosidades, fragilidades estruturais ou contaminações internas. Através desta monitorização contínua e não intrusiva, é possível antecipar problemas que afetariam a eficiência produtiva e, sobretudo, a segurança dos produtos alimentares.Estas inspeções são cruciais para cumprir normas, assegurar auditorias e garantir que toda a infraestrutura industrial se mantém em conformidade com os requisitos legais, higiénicos e de segurança aplicáveis ao setor.
 
O que são os Ensaios Não Destrutivos? 
Os END englobam um conjunto de métodos de avaliação técnica que permitem examinar materiais e componentes sem causar qualquer dano. Entre as técnicas mais relevantes para a indústria alimentar destacam-se: ultrassons, radiografia industrial e digital, líquidos penetrantes, ensaio visual, termografia, leak test e medição de espessuras.Estes métodos são amplamente utilizados em ambientes industriais onde a higiene, a segurança e a rastreabilidade são absolutamente determinantes.
 
Benefícios dos END para a indústria alimentar 
A aplicação estruturada e periódica de END traz vantagens significativas para as empresas do setor:
  • Prevenção de ruturas e falhas inesperadas;
  • Redução dos riscos de contaminação;
  • Conformidade com normas e auditorias;
  • Aumento da durabilidade dos equipamentos;
  • Reforço da confiança dos clientes e autoridades.

 

Fonte: iAlimentar

Um consórcio europeu completou com êxito os primeiros ensaios de campo com batatas geneticamente editadas para resistirem ao míldio tardio (Phytophthora infestans), uma das doenças mais destrutivas da cultura, abrindo caminho para uma agricultura mais sustentável e menos dependente de fungicidas.

A Europa alcançou um novo marco na biotecnologia agrícola com a conclusão bem-sucedida dos primeiros ensaios de campo com batatas editadas geneticamente para resistirem ao míldio tardio, uma doença devastadora que afeta a produção mundial de batata.

O projeto Oppotunity, composto por 12 organizações da cadeia de valor da batata para amido, realizou testes na Suécia e na Dinamarca com variedades editadas com recurso à tecnologia CRISPR-Cas, confirmando a viabilidade, estabilidade e desempenho das novas linhas de batata desenvolvidas para uso industrial.

Segundo comunicado oficial datado de 21 de outubro, o material genético de base foi a variedade ‘Kuras’, amplamente utilizada para produção de amido na Europa e fornecida pela empresa Agrico. Após um ano de trabalho em estufa, foram cultivadas em campo, durante a temporada de 2025, as primeiras plantas derivadas de minitubérculos editados, com resultados promissores. Em paralelo, iniciou-se a multiplicação de sementes para permitir a expansão dos ensaios em 2026.

Uma abordagem inovadora e colaborativa

O consórcio Oppotunity inclui empresas e centros de investigação como Aardevo, Agrana, AKV, KMC, SolEdits e outras, numa colaboração pan-europeia para demonstrar o potencial das novas técnicas genéticas (NTG) na agricultura sustentável. A introdução de resistência genética ao míldio tardio pode reduzir drasticamente o uso de fungicidas, melhorar a produtividade e minimizar o impacto ambiental.

“Conseguir melhorar uma variedade de batata através de NGT e vê-la crescer no campo ao fim de apenas um ano de trabalho é um enorme avanço”, afirmou Hans Berggren, secretário do projeto. “Mostra a rapidez e a eficiência que a edição genética oferece para adaptar as culturas aos novos desafios ambientais.”

Segundo Sjefke Allefs, especialista em melhoramento genético da Agrico, a edição genética permite encurtar entre 8 a 10 anos o tempo necessário para obter variedades resistentes, em comparação com os métodos tradicionais.

Sustentabilidade, inovação e futuro

O míldio tardio provoca perdas económicas globais superiores a 6 mil milhões de dólares por ano e obriga os produtores a aplicar dezenas de tratamentos fungicidas por temporada. Com mais de 11.000 agricultores europeus dependentes da batata para amido, o projeto Oppotunity representa um investimento estratégico na sustentabilidade e competitividade do setor, alinhado com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu.

Para 2026, estão previstos ensaios em diferentes condições agroclimáticas e a seleção final das variantes genéticas mais eficazes e estáveis. O objetivo final é disponibilizar uma variedade comercial de batata resistente ao míldio tardio, com alto desempenho, qualidade industrial e menor impacto ambiental.

Atualização da legislação europeia

O consórcio defende também a necessidade urgente de atualizar o enquadramento legal europeu sobre tecnologias genéticas, para que estas inovações possam ser implementadas de forma segura, transparente e benéfica para os agricultores, consumidores e indústria.

“Estamos a demonstrar que a edição genética pode oferecer soluções concretas para problemas urgentes, mantendo os princípios da sustentabilidade”, sublinhou Allefs.

O sucesso do projeto Oppotunity mostra que a biotecnologia moderna é uma aliada essencial para enfrentar os desafios climáticos, ambientais e produtivos que afetam a agricultura europeia no século XXI.

Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia

A fabricante de luvas Eagle Protect PBC apresentou uma petição à Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) a solicitar que a agência proíba a importação, distribuição e uso de luvas descartáveis ​​de cloreto de polivinila (PVC ou vinil) para manipulação de alimentos nos EUA.

A Eagle Protect é conhecida por consciencializar sobre os riscos ocultos à segurança alimentar associados às luvas descartáveis ​​usadas no manuseio de alimentos. Por exemplo, em 2024, um estudo revisto por pares, financiado pela empresa, destacou a falta de padrões de nível de qualidade aceitável (AQL) de impermeabilidade e resistência a rasgos para luvas de contato com alimentos nos EUA, e também demonstrou a presença de substâncias químicas nocivas nessas luvas, incluindo ftalatos, bisfenol A (BPA), substâncias per e polifluoroalquiladas (PFAS) e outras. Numa análise anterior de 26 marcas diferentes de luvas, a empresa encontrou contaminação microbiana significativa por importantes patógenios transmitidos por alimentos. O CEO da Eagle Protect, Steve Ardagh, também participou do podcast Food Safety Matters,  ao vivo da Food Safety Summit de 2023, para discutir a contaminação de luvas; o episódio pode ser ouvido aqui.

Na sua petição à FDA de novembro de 2025, a Eagle Protect destacou a probabilidade de as luvas de PVC rasgarem, a presença de ftalatos, substâncias que interferem no sistema endócrino e podem contaminar os alimentos, e a conhecida desvantagem do material de gerar riscos químicos ao longo do seu ciclo de vida.

Com relação aos ftalatos, a petição cita:

  • Estudos que documentam luvas contendo ftalatos rotuladas erroneamente como “isentas de ftalatos”;
  • A falta de verificação sistemática do cumprimento das normas federais sobre migração de produtos químicos em luvas importadas;
  • Pesquisas da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) mostram que os ftalatos se desprendem e contaminam alimentos gordurosos em níveis preocupantes, com migração superior a 1,5 miligramas por quilograma (mg/kg) num estudo com amostras de queijo;
  • Estudos japoneses detectaram ftalato de di-2-etilhexila (DEHP) em concentrações de 16,90 mg/kg em frangos manuseados com luvas de vinil;
  • As restrições e proibições da UE e do Japão contra o DEHP e outros ftalatos em luvas de vinil resultaram numa queda de 33% na exposição a compostos disruptores endócrinos após a proibição dos ftalatos no Japão.

A petição também destaca um estudo que mostra que as luvas de PVC apresentam taxas de falha de 12 a 61% em uso simulado, em comparação com 1 a 4% para luvas de nitrilo e látex.

Com base nas evidências apresentadas, a petição argumenta que as luvas de PVC não atendem aos seguintes requisitos:

  • A disposição da Lei Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos (FDCA) que considera um alimento "adulterado" se ele contiver substâncias nocivas, visto que não exige a verificação de padrões de luvas "seguras para contato com alimentos";
  • As normas de Boas Práticas de Fabricação Atuais (CGMPs) da FDA exigem luvas impermeáveis;
  • A disposição da FDCA  sobre rotulagem enganosa, visto que luvas de PVC podem ser rotuladas falsamente como "livres de ftalatos" ou "em conformidade com a FDA", e a Lei da Comissão Federal de Comércio  com base em "práticas enganosas de marketing de segurança alimentar".

A Eagle Protect defende um cronograma de 24 meses para a eliminação gradual das luvas de PVC "seguras para alimentos", com a adoção de luvas de nitrilo e polietileno de maior qualidade como substitutas. Sem chegar a proibir o uso de luvas de PVC para contato com alimentos, a petição sugere que a FDA exija:

  • Testes em lote de luvas de vinil para determinar o teor de ftalatos e outras substâncias químicas tóxicas, com divulgação pública dos resultados, visam impedir alegações enganosas de "isentas de ftalatos";
  • Fiscalização do cumprimento das normas de qualidade aceitável (AQL) para defeitos em luvas, de acordo com as Boas Práticas de Fabricação Atuais (CGMP), para todas as luvas de vinil.

Fonte: Food Safety