O oceano cobre mais de 70% da superfície da Terra, regula o clima, produz mais de metade do oxigénio que respiramos e sustenta milhões de famílias que dele dependem para viver. Mas, apesar desta importância colossal, enfrenta hoje uma pressão sem precedentes: poluição, sobrepesca, acidificação, perda de biodiversidade e impactos crescentes das alterações climáticas.
Este Dia Mundial dos Oceanos surge como um apelo global para inverter a maré. Organizações científicas, governos, empresas e cidadãos estão a unir esforços para proteger ecossistemas marinhos críticos — dos recifes de coral às pradarias marinhas, das zonas costeiras às profundezas ainda desconhecidas.
Com uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa, Portugal tem um papel estratégico na defesa dos oceanos. Projetos de monitorização da biodiversidade, inovação azul, energias renováveis marinhas e combate ao lixo marinho estão a ganhar força, reforçando o compromisso nacional com a sustentabilidade oceânica.
Ao mesmo tempo, comunidades piscatórias continuam a adaptar-se a práticas mais sustentáveis, garantindo que a economia do mar pode prosperar sem comprometer os recursos das gerações futuras.
Da biotecnologia marinha à inteligência artificial aplicada à conservação, a ciência está a abrir novas portas para compreender e proteger os ecossistemas oceânicos. Estudos recentes revelam que restaurar habitats marinhos pode multiplicar a biodiversidade em poucos anos e aumentar a resiliência climática das zonas costeiras.
O Dia Mundial dos Oceanos não é apenas uma data simbólica — é um convite para agir. Reduzir o consumo de plástico, apoiar pesca sustentável, valorizar produtos do mar certificados, participar em ações de limpeza costeira ou simplesmente divulgar informação credível são passos que fazem diferença.
O oceano dá-nos tudo: alimento, oxigénio, equilíbrio climático, beleza, vida. Hoje, pede-nos algo em troca — cuidar dele com a urgência e a responsabilidade que merece.
Fonte: Qualfood
Ensaio com camelina geneticamente editada pretende aumentar a produção de óleo e poderá abrir caminho à aplicação da tecnologia em culturas agrícolas de maior relevância económica.
O centro de investigação britânico Rothamsted Research iniciou o primeiro ensaio de campo no Reino Unido com uma cultura desenvolvida através de edição genética ao abrigo do novo quadro legal para organismos obtidos por melhoramento genético de precisão. Este é um passo importante para a biotecnologia agrícola no país e para a avaliação do potencial destas tecnologias em condições reais de cultivo.
A cultura escolhida para este ensaio é a Camelina sativa, uma oleaginosa utilizada na produção de óleos vegetais e biocombustíveis. O objetivo é testar variedades editadas geneticamente para verificar se os resultados obtidos em laboratório se confirmam no terreno.
O ensaio é o primeiro a ser registado ao abrigo da Lei de Tecnologia Genética (Melhoramento de Precisão), aprovada no Reino Unido em 2023, e das respetivas regulamentações que entraram em vigor em 2025. Esta legislação criou um regime específico para plantas desenvolvidas através de técnicas de edição genética que reproduzem alterações que poderiam ocorrer naturalmente ou resultar de métodos tradicionais de melhoramento.
Aumentar o tamanho das sementes e o teor de óleo
A equipa responsável pelo projeto, liderada pelas investigadoras Smita Kurup e Mollie Langdon, recorreu à tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 para modificar genes envolvidos na divisão celular durante o desenvolvimento dos óvulos da planta.
Ao atuar sobre estes mecanismos biológicos, os cientistas procuram aumentar o tamanho dos óvulos em formação, o que poderá resultar em sementes maiores e com maior teor de óleo. Segundo os investigadores, as alterações introduzidas consistem em pequenas inserções e deleções de ADN semelhantes às que podem surgir naturalmente ou através de cruzamentos convencionais.
Potencial para aplicação em culturas de maior importância económica
Os investigadores esperam que os conhecimentos obtidos com a camelina possam ser posteriormente aplicados à colza, uma das principais culturas utilizadas na produção de óleo vegetal no Reino Unido.
Caso os resultados de campo confirmem o desempenho observado em ambiente controlado, a tecnologia poderá contribuir para aumentar a produtividade das culturas oleaginosas e reforçar a produção nacional de óleos vegetais.
Para a equipa de Rothamsted Research, estes ensaios representam uma etapa essencial para avaliar de que forma o melhoramento de precisão pode ajudar os agricultores a produzir culturas mais produtivas e sustentáveis, contribuindo para responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas e pela crescente procura de alimentos e matérias-primas agrícolas.
O ensaio constitui também um teste importante à nova legislação britânica, que pretende acelerar a inovação agrícola através de um enquadramento regulatório mais adaptado às tecnologias modernas de edição genética.
Fonte: CiB
O processamento industrial do peixe de aquacultura gera grandes volumes de subprodutos, tradicionalmente classificados como resíduos, que representam um desafio ambiental e económico para o setor. Na União Europeia, cerca de 45% da biomassa de peixe processado corresponde a subprodutos, incluindo cabeças, vísceras, espinhas, peles e escamas, totalizando centenas de milhares de toneladas por ano.
O potencial da economia circular como enquadramento para a valorização destes materiais, destacando a sua elevada riqueza em proteínas, lípidos ricos em ácidos gordos ómega-3, minerais e compostos bioativos. As principais estratégias de valorização, nomeadamente a hidrólise enzimática para obtenção de péptidos bioativos, a extração de colagénio, gelatina, óleos ricos em EPA e DHA e a recuperação de minerais como o cálcio, e ainda as aplicações destes compostos na alimentação humana e animal, cosmética, biomedicina, agricultura sustentável e produção de energia, bem como os benefícios e desafios associados à implementação de modelos circulares. Por fim, as perspetivas futuras centradas no desenvolvimento de biorrefinarias aquícolas e na inovação tecnológica como motores da transição para sistemas produtivos mais sustentáveis.
ECONOMIA CIRCULAR E SUBPRODUTOS DE PEIXE DE AQUACULTURA
A economia circular constitui um modelo alternativo ao paradigma linear tradicional (“extrair–produzir–descartar”), promovendo a utilização eficiente de recursos, a minimização de resíduos e a regeneração de sistemas naturais. No contexto da aquacultura, a aplicação deste conceito é particularmente relevante, dado o elevado volume de subprodutos gerados ao longo da cadeia de valor do peixe, sobretudo nas etapas de processamento industrial. Esta abordagem contribui não só para a redução do impacto ambiental da atividade aquícola, mas também para o reforço da sustentabilidade económica do setor, promovendo a diversificação das fontes de receita e uma utilização mais eficiente de recursos.
Com base em dados da FAO, Eurostat e EUMOFA, a produção aquícola da União Europeia situa-se em torno de 1,1 milhões de toneladas anuais. Estima-se que até 75% do peixe de aquacultura seja sujeito a processamento industrial, correspondendo a aproximadamente 0,8–1,0 milhões de toneladas por ano (em equivalente de peso inteiro). Considerando que, em média, cerca de 45% da biomassa processada é convertida em subprodutos, o volume anual de desperdício de peixe gerado pela aquacultura na UE pode ser estimado entre 360 000 e 450 000 toneladas. Os principais subprodutos incluem cabeças, vísceras, espinhas, pele e escamas. Estes materiais apresentam uma composição nutricional caracterizada por elevados teores de proteínas de alto valor biológico, lípidos (incluindo ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa), minerais e compostos bioativos, o que os torna particularmente atrativos para processos de valorização.
ESTRATÉGIAS PARA VALORIZAÇÃO
Entre as abordagens de valorização mais estudadas destaca-se a hidrólise enzimática, que permite a libertação controlada de péptidos bioativos a partir das proteínas presentes nestes subprodutos. Estes péptidos podem apresentar diversas atividades biológicas, incluindo propriedades antioxidantes, anti-hipertensivas, anti-inflamatórias, antidiabéticas, antimicrobianas e moduladoras do sistema imunitário, possibilitando a sua utilização em áreas como o desenvolvimento de alimentos funcionais, nutracêuticos, suplementos alimentares e ingredientes bioativos para aplicações específicas na indústria alimentar e da saúde. O controlo das condições de processo e a seletividade enzimática são determinantes para maximizar a bioatividade, a estabilidade e a reprodutibilidade dos compostos obtidos.
A extração de colagénio e gelatina a partir de peles, escamas e espinhas constitui outra estratégia de valorização com elevado interesse tecnológico. O colagénio de origem marinha, para além do seu valor nutricional, apresenta propriedades funcionais interessantes, sendo utilizado em produtos gelificados, sobremesas e alimentos reformulados, incluindo aplicações direcionadas a grupos com necessidades nutricionais específicas. Paralelamente, a valorização da fração lipídica permite a recuperação de óleos ricos em ácidos gordos ómega-3, nomeadamente EPA e DHA, que podem ser purificados, estabilizados ou microencapsulados para incorporação em matrizes alimentares.
A recuperação de minerais, em particular o cálcio a partir de espinhas e escamas, tem igualmente vindo também a ganhar relevância, permitindo o desenvolvimento de ingredientes minerais naturais para, por exemplo, fortificação de alimentos.
Fonte: TecnoAlimentar
A guerra no Irão está a introduzir uma nova vaga de disrupção nos mercados globais de consumo, num contexto em que empresas e consumidores ainda recuperam dos efeitos acumulados da crise financeira de 2008, da pandemia de Covid-19 e da guerra na Ucrânia.
Numa análise intitulada “Lessons From Past Global Crises for the Iran War”, a Euromonitor olha para estas três crises anteriores para identificar padrões de comportamento, riscos para as empresas e prioridades estratégicas no atual contexto geopolítico. A consultora considera que, embora cada crise tenha tido uma origem distinta, os seus impactos sobre o consumo revelam tendências comuns: maior procura por valor, pressão sobre os preços, necessidade de cadeias de abastecimento mais resilientes e vantagem competitiva para empresas com portefólios diversificados e estratégias de preço flexíveis.
Quarta grande disrupção em menos de 20 anos
Segundo a Euromonitor, a guerra entre Estados Unidos/Israel e Irão, em 2026, marca a quarta grande perturbação económica nos mercados de consumo em menos de duas décadas.
O impacto está a fazer-se sentir, desde logo, em áreas como viagens, energia, transporte e produção alimentar. A análise refere que o sector das viagens enfrenta a maior disrupção operacional desde a pandemia, enquanto os produtores alimentares lidam com a inflação impulsionada pelos custos de transporte e com escassez de fatores de produção essenciais, como fertilizantes e CO₂.
A consultora sublinha que as empresas não poderão simplesmente transferir todos os aumentos de custos para consumidores, já desgastados por crises sucessivas. Parte da pressão terá de ser absorvida nas margens, sobretudo em categorias intermédias, onde a sensibilidade ao preço tende a ser mais acentuada.
Crise de 2008 trouxe o trading down
A primeira grande lição vem da crise financeira global de 2008. Na altura, a disrupção começou nas economias desenvolvidas e espalhou-se rapidamente através dos canais financeiros.
A consequência mais evidente no consumo foi a inversão do movimento de trading up para trading down. Ou seja, muitos consumidores passaram a trocar produtos premium por alternativas de preço mais acessível, incluindo marcas massificadas ou posicionadas no segmento masstige.
Na beleza e na moda, esta tendência foi particularmente visível. A Euromonitor recorda que o crescimento do retalho premium de beleza e cuidados pessoais mais do que reduziu para metade em 2008, ficando em apenas 2% em valor corrente, à medida que os consumidores migraram para propostas mais acessíveis. Depois da crise, a despesa global no retalho demorou três anos a recuperar.
A principal lição para o presente é clara: em períodos de aperto financeiro, o consumidor tende a reavaliar prioridades, procurar preço e reduzir a exposição a categorias ou marcas consideradas dispensáveis.
Covid-19 acelerou digital e bem-estar preventivo
A segunda lição vem da pandemia. Ao contrário da crise financeira, a Covid-19 provocou uma disrupção imediata no consumo de bens de grande consumo, marcada por açambarcamento, deslocação do consumo para casa, maior procura por formatos familiares e aceleração do comércio eletrónico.
Segundo a Euromonitor, as categorias associadas à cozinha em casa beneficiaram fortemente deste contexto. As vendas globais de meal kits cresceram 50%, enquanto os alimentos básicos aumentaram 7% em valor corrente em 2020.
Mas o legado mais duradouro da pandemia foi a aceleração digital. As vendas online de alimentos embalados dispararam, consolidando o online grocery e os modelos diretos ao consumidor como canais permanentes e não apenas soluções temporárias de crise.
Ao mesmo tempo, a Covid-19 redefiniu prioridades de consumo em torno da ideia de “bem-estar como prevenção”. Alimentos funcionais, produtos associados à imunidade e soluções ligadas ao equilíbrio mental ganharam relevância, num contexto em que saúde, segurança e conveniência passaram a pesar mais na decisão de compra.
Guerra na Ucrânia agravou energia, matérias-primas e marca própria
A terceira crise analisada pela Euromonitor é a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. O conflito surgiu quando a economia global ainda recuperava dos impactos da pandemia e teve efeitos diretos nas cadeias de abastecimento, nos preços da energia e nas matérias-primas agrícolas.
A consultora refere que este contexto acelerou uma situação de estagflação, combinando inflação elevada com crescimento económico fraco. A subida dos preços pressionou os consumidores, enquanto o fraco crescimento salarial afetou a confiança.
As categorias alimentares foram particularmente afetadas, sobretudo óleos alimentares e produtos dependentes de cereais. O consumidor respondeu aumentando a compra de marcas próprias. No Reino Unido, por exemplo, a quota da marca própria na massa seca cresceu 4,3 pontos percentuais em 2022.
Foi também neste contexto que a shrinkflation ganhou escala como estratégia empresarial: manutenção do preço facial, mas redução da quantidade ou dimensão do produto. Para as empresas, a lição passa pela gestão fina da arquitetura de preço, formato e margem, mas com risco reputacional se o consumidor sentir falta de transparência.
Cadeias de abastecimento entram no centro da estratégia
A Euromonitor identifica a resiliência das cadeias de abastecimento como uma das principais respostas empresariais às crises recentes.
Nas disrupções anteriores, as empresas que conseguiram reagir melhor foram aquelas com capacidade para ajustar preços de forma seletiva, repensar formatos de embalagem, diversificar portefólios e acelerar canais digitais.
A consultora destaca exemplos como a transição da Shiseido para o comércio eletrónico durante a pandemia, a adoção de entregas diretas via WeChat por empresas chinesas de lacticínios e o reforço da força de trabalho da Amazon em 100 mil pessoas para responder ao aumento da procura online.
A mensagem central é que a flexibilidade deixou de ser um atributo tático para passar a ser uma condição de sobrevivência. Portefólios com presença em segmentos premium, médio e valor tendem a oferecer maior estabilidade quando o consumo se polariza entre preço e qualidade.
Guerra no Irão pressiona energia, transporte e alimentação
No caso da guerra no Irão, a Euromonitor considera que a disrupção atual se distingue por provocar uma pressão prolongada sobre custos de energia e transporte, agravando tensões nas cadeias de abastecimento que já vinham da pandemia e da guerra na Ucrânia.
A análise refere que, em 2025, a família média já gastava mais 33% em bens e serviços do que antes da pandemia. Isto significa que a nova crise surge sobre uma base de consumidores financeiramente cansada, menos disponível para absorver aumentos adicionais de preço.
Para os produtores alimentares, este quadro é particularmente exigente. A inflação associada aos transportes pode refletir-se em matérias-primas, embalagens, distribuição e custos logísticos, afetando toda a cadeia de valor.
Empresas terão de absorver parte dos custos
Uma das conclusões mais relevantes da Euromonitor é que as empresas terão de aceitar alguma perda de margem. Num contexto de consumidores pressionados por crises sucessivas, transferir integralmente os aumentos de custos para o preço final poderá penalizar volumes, confiança e fidelidade.
A consultora antecipa uma forte pressão sobre os produtos de gama média. Estes tendem a ficar numa posição vulnerável: podem ser considerados caros face às marcas de valor, mas sem o capital simbólico ou funcional das opções premium.
Neste ambiente, as empresas terão de encontrar equilíbrio entre preço, valor percebido e diferenciação. A resposta não deverá passar apenas por promoções, mas por propostas de valor mais claras, comunicação transparente e capacidade de justificar preço através de qualidade, origem, confiança ou funcionalidade.
Confiança, autenticidade e proximidade ganham peso
Para além do preço, a Euromonitor antecipa que os consumidores irão valorizar cada vez mais confiança, autenticidade e proximidade. Em momentos de crise, o consumidor tende a procurar referências estáveis. Isto pode beneficiar marcas com ligação clara ao território, cadeias de abastecimento transparentes, produção regional ou compromisso comprovado com comunidades locais.
A análise aponta ainda para uma valorização da saúde espiritual, da comunidade e da família, à medida que a casa volta a ganhar centralidade nos hábitos de consumo. Este padrão aproxima-se de alguns comportamentos observados durante a pandemia, mas com uma diferença importante: agora, o consumidor está mais cansado, mais sensível ao preço e mais seletivo.
Do nearshoring ao friendshoring
Na dimensão industrial e logística, a Euromonitor antecipa uma evolução do nearshoring para estratégias mais explícitas de friendshoring ou ally-shoring. Ou seja, as empresas tenderão a privilegiar fornecedores e geografias consideradas politicamente alinhadas, previsíveis ou menos expostas a riscos geopolíticos.
Esta mudança poderá implicar custos adicionais, nomeadamente em armazenamento de reservas, redundância logística, diversificação de fornecedores e adaptação de infraestruturas.
Para as empresas, a eficiência pura já não chega. A prioridade passa a ser a continuidade de abastecimento, mesmo que isso implique aceitar custos estruturais mais elevados.
Comportamentos de crise tornam-se permanentes
A principal conclusão da Euromonitor é que muitos comportamentos nascidos em contexto de crise estão a tornar-se permanentes.
Localismo, procura de valor, reconfiguração das cadeias de abastecimento, bem-estar preventivo, digitalização e maior exigência de confiança deixam de ser respostas temporárias e passam a fazer parte da estrutura do consumo.
Para as empresas, isto implica ir além da simples otimização de custos. A Euromonitor defende que as organizações devem investir em fontes de abastecimento diversificadas, produção regional e propostas de valor assentes em confiança, autenticidade e envolvimento comunitário.
O que devem fazer as empresas?
A leitura cruzada das crises anteriores aponta para várias prioridades estratégicas. As empresas devem proteger a acessibilidade sem destruir valor de marca. Devem reforçar cadeias de abastecimento, sem depender de uma única origem. Devem adaptar a arquitetura de preços e formatos, mas evitando estratégias que possam ser percebidas como pouco transparentes. Devem também acelerar canais digitais, mas sem esquecer que a confiança continua a ser decisiva em categorias sensíveis.
Sobretudo, terão de reconhecer que o consumidor de 2026 não reage a esta crise como reagiria antes da pandemia. É um consumidor mais experiente em choques sucessivos, mais atento ao preço, mais exigente na relação com as marcas e menos tolerante a aumentos que pareçam injustificados.
Neste contexto, as empresas que conseguirem combinar resiliência operacional, flexibilidade comercial e relevância emocional estarão mais bem posicionadas para atravessar a nova disrupção geopolítica.
Fonte: Grande Consumo
O consumo de cereais em Portugal continua relevante, mas está a mudar, com os consumidores mais atentos ao valor nutricional, à conveniência, ao preço, à confiança nas marcas e ao prazer no consumo.
Nacional e Salutem identificam uma reorganização interna da categoria, com perda de peso relativo de segmentos tradicionais, como os cereais infantis, e maior procura por granolas, flocos de aveia, propostas com melhor perfil nutricional, produtos ricos em fibra, opções sem glúten, proteína vegetal e formatos práticos para consumo ao longo do dia.
Para João Basto, general manager da Salutem, a categoria mantém presença na rotina dos portugueses, acompanhando mudanças nos hábitos alimentares, no estilo de vida e na perceção dos consumidores sobre nutrição. “Os cereais de pequeno-almoço continuam a fazer parte da rotina de muitos portugueses. Um estudo da Marktest de 2025 indicava que cerca de 3,1 milhões de pessoas em Portugal consumiram cereais de pequeno-almoço ou flocos de cereais no último ano, o que corresponde a 42% da população entre os 15 e os 74 anos”.
Também na Nacional, a leitura aponta para uma transformação da categoria, mais do que para uma quebra de consumo. “O consumo de cereais em Portugal está a evoluir, refletindo mudanças nos hábitos de consumo e no perfil da população. Mais do que uma quebra da categoria, o que se observa é uma reorganização interna do consumo”, afirmam Joana Carvalho, gestora da categoria, e Leonor Assunção, diretora de marketing, em resposta às perguntas do Hipersuper.
Segundo as responsáveis da Nacional, segmentos tradicionalmente fortes, como os cereais infantis, têm vindo a perder peso relativo, enquanto granolas, flocos de aveia e propostas com melhor perfil nutricional ganham relevância. “Isto não significa menos consumo, mas sim um consumo diferente, mais seletivo e mais exigente”, apontam.
Consumidor olha para açúcar, fibra e ingredientes
A preocupação com saúde e nutrição está a alterar a decisão de compra. João Basto refere que os consumidores prestam hoje mais atenção ao teor de açúcar e sal, à quantidade de fibra e à presença de ingredientes integrais e naturais. Este movimento tem dado maior relevância ao conceito de ‘clean label’, associado a produtos com ingredientes simples e reconhecíveis, sem aditivos artificiais, corantes ou conservantes.
“A crescente preocupação com a saúde e a nutrição levou os consumidores a prestar mais atenção a fatores como teor de açúcar e sal presentes nos cereais, quantidade de fibra, presença de ingredientes integrais e naturais”, explica o responsável da Salutem.
Na Nacional, Joana Carvalho e Leonor Assunção também identificam um consumidor mais informado e atento ao perfil nutricional dos produtos: “esta evolução está ligada, em primeiro lugar, a um consumidor mais informado, que valoriza a redução de açúcar, a presença de fibra e proteína, e listas de ingredientes mais simples, mas que continua a exigir sabor”.
Para as responsáveis, a procura por propostas com melhor perfil nutricional não elimina a importância do prazer: “a lógica ‘better for you’ só funciona quando não compromete o prazer.”.
Além da dimensão nutricional, a decisão de compra continua a ser influenciada por conveniência, praticidade, preço, promoções no retalho e confiança na marca. No caso da Salutem, João Basto aponta ainda para o crescimento de tendências como granolas naturais, opções sem glúten e produtos ricos em proteína vegetal.
“Estes elementos têm contribuído para uma evolução do mercado, com crescimento de segmentos mais saudáveis e funcionais, ao mesmo tempo que as marcas reformulam receitas e lançam novas propostas para responder às expectativas de consumidores cada vez mais informados e preocupados com o seu bem-estar”, sublinha.
Equilíbrio entre nutrição e sabor
A inovação nas marcas está a responder a este novo equilíbrio entre saúde, sabor e conveniência. Na Salutem, o desenvolvimento do portefólio tem sido orientado sobretudo por dois eixos: equilíbrio nutricional e conveniência no consumo.
“A inovação tem sido um dos pilares de desenvolvimento da Salutem, sobretudo em duas áreas-chave que refletem as tendências atuais da alimentação: equilíbrio nutricional e conveniência no consumo”, afirma João Basto.
Ao nível nutricional, a marca tem trabalhado na melhoria das receitas e na introdução de ingredientes com maior valor nutricional. Um dos exemplos apontados é a reformulação da base das granolas, que passou a incluir maior teor de aveia integral.
“Um exemplo recente é a reformulação da base das granolas da marca, que passou a incluir maior teor de aveia integral, reforçando o valor nutricional da gama”, refere o general manager da Salutem.
Segundo João Basto, esta inovação foi reconhecida pelos consumidores e distinguiu a marca na categoria de granolas do prémio Produto do Ano em 2025. Em 2026, a nova gama de Crunchy Muesli foi também reconhecida pelas novas formulações e combinações de sabores.
Na Nacional, a inovação assenta em três eixos: saúde com impacto real, tradição como fator de diferenciação e conveniência como resposta a novos hábitos de consumo: “no eixo da saúde, o foco não é seguir tendências, mas garantir relevância no dia a dia. Reforçámos gamas sem açúcares adicionados e ricas em fibra, e estamos a desenvolver propostas com proteína, sempre com uma preocupação central: manter o prazer”.
O sabor continua a ser decisivo na categoria: “o consumidor não abdica do sabor, e é aí que está o verdadeiro desafio da categoria.”.
Granolas e aveia ganham espaço
As granolas surgem como um dos segmentos mais dinâmicos dentro da categoria. Na Salutem, a reformulação da base das granolas com maior teor de aveia integral é apresentada como exemplo da aposta em equilíbrio nutricional e ingredientes com maior valor.
Na Nacional, a nova gama de granolas é enquadrada no eixo da tradição e da autenticidade. As responsáveis da marca referem que este posicionamento procura valorizar ingredientes de qualidade e processos mais próximos do “feito em casa”, como a tostagem em forno.
“Na tradição, trabalhamos aquilo que é um dos principais ativos da marca. A nova gama de granolas reflete essa abordagem, com ingredientes de qualidade e processos mais próximos do ‘feito em casa’, como a tostagem em forno”, afirmam Joana Carvalho e Leonor Assunção.
Para a Nacional, esta abordagem permite reforçar a perceção de autenticidade e criar valor num segmento competitivo. A marca procura, assim, diferenciar-se num mercado onde o consumidor compara cada vez mais o perfil nutricional, a lista de ingredientes e a experiência de consumo.
Conveniência abre novos momentos de consumo
A conveniência é outro eixo comum. Com estilos de vida mais acelerados, as marcas estão a desenvolver formatos que vão além da taça de cereais ao pequeno-almoço, procurando responder a momentos de consumo ao longo do dia.
Na Salutem, esta aposta passa por formatos práticos e versáteis, como as Mini Tortitas em pacotes de 15 gramas e os novos Crunchy Muesli To Go em embalagens de 70 gramas. “A aposta em formatos práticos e versáteis, como as Mini Tortitas em pacotes de 15g, ou os novos Crunchy Muesli To Go num pacote de 70g, responde a estilos de vida cada vez mais rápidos, permitindo refeições ou snacks equilibrados em qualquer momento do dia”, conclui João Basto.
Na Nacional, a conveniência está também ligada à exploração de novos momentos de consumo: “n conveniência, começámos a explorar novos momentos de consumo, fora da lógica tradicional da taça. Os Puffers de leite são um primeiro passo nessa direção, uma solução mais prática, portátil e alinhada com estilos de vida mais dinâmicos”.
A marca associa esta evolução à necessidade de desenvolver um portefólio mais relevante para as expectativas atuais do consumidor: “no fundo, o objetivo é claro, desenvolver um portefólio mais relevante, que responda melhor às expectativas atuais do consumidor e que contribua para valorizar a categoria.”.
Diversidade cultural influencia procura
Além das tendências de saúde e conveniência, a Nacional identifica outro fator estrutural com impacto na categoria: a transformação da população. O aumento da diversidade cultural está a trazer novos hábitos alimentares e a influenciar o tipo de produtos procurados.
“E há ainda um fator estrutural adicional: a transformação da população. O aumento da diversidade cultural traz novos hábitos alimentares e influencia diretamente o tipo de produtos procurados dentro da categoria”, afirmam Joana Carvalho e Leonor Assunção.
Para as responsáveis, a decisão de compra resulta hoje do equilíbrio entre quatro dimensões: valor nutricional percebido, prazer, simplicidade e conveniência, e as “marcas que conseguem responder a este conjunto de expectativas de forma clara e consistente são as que estão a ganhar espaço”.
Fonte: HiperSuper
A União Europeia (UE) deu um passo significativo na atualização da sua política agrícola ao aprovar novas regras para as Novas Técnicas Genómicas (NTG), que incluem ferramentas de edição genética como o CRISPR.
O objetivo é acelerar o desenvolvimento de culturas mais resistentes às alterações climáticas, mais eficientes no uso de recursos e melhor adaptadas aos desafios da agricultura moderna.
A decisão, tomada pelo Conselho da União Europeia após negociações com o Parlamento Europeu, pretende criar um enquadramento regulatório mais ajustado aos avanços científicos das últimas duas décadas, substituindo regras que datavam de 2001 e que foram desenhadas antes da existência destas tecnologias de precisão.
Uma resposta aos desafios climáticos e agrícolas
Segundo o novo enquadramento, a UE procura reforçar a segurança alimentar, reduzir a dependência de importações e apoiar um setor agroalimentar mais competitivo e sustentável. Entre os principais objetivos estão a adaptação a secas, novas pragas, doenças emergentes e fenómenos meteorológicos extremos.
Para vários responsáveis políticos, a medida responde a uma necessidade urgente de dar aos agricultores “soluções práticas” num contexto de crescente pressão ambiental e económica.
Duas categorias para regular a inovação
O novo sistema distingue duas classes de plantas obtidas por edição genética:
Esta distinção pretende reconhecer que nem todas as aplicações da biotecnologia vegetal apresentam o mesmo nível de risco ou impacto.
Tecnologia de precisão com impacto no terreno
A edição genética, através de ferramentas como o CRISPR-Cas9, permite alterar com precisão segmentos específicos do ADN das plantas, acelerando processos que, no melhoramento tradicional, poderiam demorar anos.
Investigadores sublinham que esta tecnologia pode ser decisiva para desenvolver culturas mais adaptadas a condições extremas, como solos salinos ou escassez de água. Em regiões mediterrânicas, este tipo de inovação é visto como particularmente relevante para garantir produtividade e competitividade agrícola.
Apoio da indústria e debate científico em aberto
O setor das sementes na Europa saudou a decisão, considerando-a um passo importante para uma agricultura mais inovadora e resiliente. A organização Euroseeds destacou que o novo enquadramento poderá apoiar os agricultores com variedades mais adaptadas aos desafios atuais, embora tenha alertado para a necessidade de avaliar o impacto de eventuais encargos administrativos.
Também entre a comunidade científica há uma visão geralmente favorável, embora não isenta de cautelas. Investigadores defendem que a edição genética pode ser uma ferramenta útil para resolver problemas agrícolas específicos e acelerar o desenvolvimento de variedades mais robustas.
Consumidores mostram abertura crescente
Estudos recentes indicam que a aceitação pública da edição genética tende a aumentar quando os benefícios são claros, como a redução do uso de pesticidas, o menor consumo de água ou a melhoria da sustentabilidade alimentar.
Inquéritos realizados no Reino Unido e na Suécia mostram níveis elevados de apoio a estas tecnologias, sobretudo entre os mais jovens, quando estas são associadas a ganhos ambientais e alimentares concretos.
Próximos passos legislativos
O novo regulamento ainda terá de ser formalmente aprovado pelo Parlamento Europeu. Após publicação, entrará em vigor 20 dias depois e prevê-se um período de transição de cerca de dois anos, com aplicação plena apenas a partir de 2028.
Uma mudança de paradigma na agricultura europeia
A decisão não elimina a necessidade de avaliação de risco, transparência ou debate público, mas representa uma mudança importante na forma como a UE enquadra a inovação genética.
Num contexto de alterações climáticas e pressão sobre os sistemas alimentares, Bruxelas aposta em novas ferramentas biotecnológicas como parte da resposta para uma agricultura mais resiliente, produtiva e sustentável.
Leia o comunicado de imprensa do Conselho.
Fonte: Centro de informação de biotecnologia
No Dia Mundial da Segurança Alimentar, celebrado a 7 de junho, o Qualfood volta a afirmar-se como a principal referência nacional na disponibilização de informação técnica, legislação atualizada e alertas essenciais para quem trabalha na cadeia alimentar.
Num contexto em que a confiança do consumidor depende cada vez mais da transparência e do rigor, a plataforma destaca o seu papel como aliado estratégico de empresas, auditores, consultores e entidades públicas.
Criado há mais de 20 anos, o Qualfood consolidou-se como a única base de dados especializada em Segurança Alimentar, Ambiente e SST em Portugal, reunindo num só portal aquilo que os profissionais precisam para garantir conformidade, prevenir riscos e responder rapidamente a novas exigências legais.
Este ano, o Dia Mundial da Segurança Alimentar sublinha a importância de prevenir, detetar e gerir riscos alimentares — uma missão que o Qualfood cumpre diariamente através de:
• Alertas em tempo real — incluindo RASFF, legislação, orientações técnicas e notas oficiais das autoridades;
• Ferramentas de apoio à conformidade — que ajudam empresas a manter processos atualizados e auditorias mais eficientes;
• Conteúdos técnicos validados — garantindo que profissionais têm acesso a informação rigorosa, clara e acionável;
• Formação e recursos digitais — que promovem literacia técnica e capacitação contínua.
Segundo a equipa Qualfood, “a segurança alimentar não é apenas uma obrigação legal — é um compromisso diário com a saúde pública”.
A plataforma reforça que a prevenção começa com informação fiável, acessível e atualizada, e que o setor só consegue evoluir quando todos os intervenientes têm acesso às mesmas ferramentas de conhecimento.
Num momento em que os desafios globais — desde surtos microbiológicos a novas regulamentações europeias — exigem respostas rápidas, o Qualfood reafirma o seu propósito: simplificar a complexidade, apoiar decisões e contribuir para um sistema alimentar mais seguro, transparente e sustentável.
Entre em contacto connosco através do email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. e descubra como podemos acelerar os resultados da sua empresa!
Fonte: Qualfood
Com a aproximação do Dia Mundial da Segurança Alimentar, que se assinala a 7 de junho, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) deixa um alerta para a minimização de riscos associados ao transporte.
A proximidade do verão e o aumento das viagens internacionais, aumentam também os riscos associados ao transporte de plantas, sementes e outros produtos vegetais entre países, facilitando a disseminação de pragas e doenças com impacto na agricultura, na biodiversidade e na segurança alimentar.
Atualmente, e segundo dados da FAO, até 40 % das culturas agrícolas são perdidas anualmente devido a estas ameaças, comprometendo a produção alimentar, a economia agrícola e a estabilidade dos ecossistemas. Fatores como a intensificação do comércio internacional, as alterações climáticas e o aumento da mobilidade global têm vindo a acelerar a propagação destes organismos e o risco da sua entrada em novos territórios.
A DGAV, em colaboração com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), reforça, em comunicado, a importância de uma abordagem transversal à segurança alimentar, destacando a saúde das plantas enquanto elemento essencial para proteger a agricultura, a biodiversidade e os ecossistemas.
A saúde vegetal está diretamente relacionada com a qualidade e disponibilidade dos alimentos, a sustentabilidade da produção agrícola e a preservação ambiental. Neste contexto, a prevenção e a sensibilização para os riscos associados à propagação de pragas e doenças das plantas assumem uma importância crescente.
As entidades chamam ainda a tenção para pequenos gestos aparentemente inofensivos, como trazer plantas ou outros elementos naturais na bagagem, que podem ter como consequência a introdução de organismos prejudiciais com impacto na agricultura e no ambiente.
Para minimizar estes riscos, é fundamental não transportar plantas, sementes ou produtos vegetais entre países sem certificação adequada; comprar plantas apenas a fornecedores autorizados e estar atento a sinais de pragas ou doenças em jardins, hortas ou espaços agrícolas.
“Muitas vezes não temos consciência de que um gesto simples durante uma viagem pode facilitar a introdução de pragas com impacto na agricultura, na biodiversidade e na disponibilidade de alimentos. A prevenção começa através de escolhas informadas e de comportamentos responsáveis, que ajudam a proteger os ecossistemas e a sustentabilidade da produção agrícola” afirma Ana Paula Cruz Garcia, Subdiretora Geral da DGAV, citada no comunicado.
A sensibilização para estes riscos integra também a campanha europeia #PlantHealth4Life, promovida pela EFSA e pela Comissão Europeia, que procura aproximar o tema da saúde das plantas do quotidiano dos cidadãos e incentivar comportamentos mais conscientes e responsáveis.
Pode ser encontrada mais informação sobre o assunto no site da EFSA.
Fonte: TecnoAlimentar
PAS 96:2026 chega com força renovada e redefine a defesa alimentar no setor agroalimentar, trazendo uma atualização profunda ao guia britânico que orienta empresas a prevenir atos deliberados contra a cadeia alimentar.
Nova era da Food Defence: o que muda com o PAS 96:2026
A nova versão do PAS 96, publicada a 31 de maio de 2026, marca uma viragem decisiva na forma como a indústria agroalimentar encara a proteção contra ataques deliberados. O guia, agora mais extenso e robusto, reorganiza as ameaças, atualiza conceitos-chave e reforça o papel do Threat Assessment and Critical Control Points (TACCP) - Avaliação de Ameaças e Pontos Críticos de Controlo - como ferramenta central para avaliar riscos intencionais.
Entre as mudanças mais significativas está a ascensão do cibercrime como uma das principais ameaças à integridade da cadeia alimentar — agora descrita como “rede alimentar”, refletindo a complexidade global das operações. O documento inclui ainda novos estudos de caso, checklists práticas e uma abordagem mais clara ao ciclo de gestão de risco.
Com esta atualização, o PAS 96:2026 torna-se uma referência incontornável para empresas que procuram fortalecer a sua resiliência e proteger consumidores, marcas e operações num cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas.
Alguns conceitos são abordados, tais como:
Porque esta atualização importa
Num setor onde a segurança alimentar é também segurança nacional, o PAS 96:2026 surge como um instrumento essencial para reforçar a resiliência das empresas, desde produtores primários a retalhistas e operadores de food service.
O guia ajuda a:
O documento reforça ainda a importância de alinhar práticas com o Codex Alimentarius e de preparar equipas para responder a incidentes de forma estruturada.
Fonte: Qualfood
Foi concluído o processo de estabelecimento de requisitos fitossanitários para a exportação de mirtilos para Israel.
Os Serviços de Proteção e Inspeção de Plantas de Israel irão assim emitir licenças de importação a qualquer importador israelita que solicite a importação de frutos frescos de mirtilo provenientes de Portugal.
Os interessados neste mercado deverão contatar os serviços regionais da DGAV Serviços Oficiais de Inspeção Fitossanitária para que se possa realizar as necessárias inspeções fitossanitárias para a emissão dos certificados fitossanitários.
Fonte: DGAV
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