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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou nas últimas semanas, uma operação de fiscalização através da Brigada Especializada de Vinhos e Produtos Vitivinícolas da Unidade Regional do Centro, direcionada à verificação do cumprimento das regras na distribuição e posterior comercialização de produtos vitivinícolas, no distrito de Viseu.
Durante a ação de inspeção, procedeu-se à apreensão de aproximadamente 21.130 litros de vinho engarrafado e prontos para serem introduzidos no consumo, dos quais, 11.450 litros de vinho branco e 9.680 litros de vinho tinto, em claro incumprimento da legislação aplicável.
Foram instaurados dois processos de contraordenação, por incumprimento das regras das menções obrigatórias na rotulagem de vinhos e falta de comunicação prévia dos rótulos ao Instituto da Vinha e do Vinho.
A falta de rotulagem impede a identificação adequada do produto, o que configura uma violação das exigências legais em vigor e uma prática fraudulenta, na medida em que induz em erro o consumidor, permitindo ao agente económico comercializar o produto com características
falsas ou manipuladas, resultando em lucros indevidos e fomentando uma concorrência desleal no mercado.

Fonte: ASAE

A crescente consciência ambiental está a transformar o setor vitivinícola português.

Mais do que práticas sustentáveis, importa que as empresas comuniquem as suas ações ambientais com clareza e credibilidade.

Rótulos “verdes” e certificações ambientais influenciam as decisões de compra dos consumidores de vinho.

 

O despertar “verde” no setor vitivinícola

green marketing é cada vez mais uma peça-chave para o futuro do setor agrícola e vitivinícola.

Mais do que uma tendência, trata-se de uma forma de agir e comunicar, valorizando práticas sustentáveis, desde a vinha até ao consumidor final.

Ao reduzir o impacte ambiental da produção, apostar em embalagens ecológicas e transmitir de forma transparente o compromisso com a natureza, as empresas não só conquistam a confiança dos consumidores como também se diferenciam num mercado competitivo.

No caso do vinho, o green marketing reforça a ligação entre tradição e inovação, mostrando que é possível produzir com qualidade e, ao mesmo tempo, respeitar o ambiente.

Neste contexto, e para compreender esta dinâmica “verde” no mercado português, foi realizado um trabalho académico que teve por base um inquérito aplicado a uma amostra de 212 consumidores de vinho em Portugal, entre maio e junho deste ano.

O objetivo do trabalho foi conhecer e avaliar a perceção dos consumidores de vinho sobre a comunicação das ações ambientais pelas empresas vitivinícolas, com especial atenção aos elementos presentes nos rótulos.

Para ilustrar e contextualizar esta investigação, a empresa Esporão foi utilizada como um caso de estudo, reconhecida pela sua liderança em sustentabilidade no setor vitivinícola nacional.

O Esporão destaca-se pela integração estratégica de práticas sustentáveis – como a agricultura biológica em mais de 98% das suas áreas de produção, a conservação da biodiversidade e a utilização de garrafas mais leves e materiais recicláveis nas embalagens – e pela comunicação consistente dessas ações através dos seus produtos e canais, incluindo os rótulos.

Aceda aqui ao estudo realizado.

Fonte: Agroportal

 

Estão abertas as inscrições para as Centrais de Armazenamento e Embalamento (CAE) que pretendam exportar, durante a campanha 2026/2027, os frutos abaixo indicados, para os países terceiros referidos.
As CAE devem assegurar o cumprimento dos requisitos definidos nos Planos de Monitorização de Pragas das Unidades de Produção e nos Manuais de Procedimentos das Centrais, disponíveis para consulta aqui.

Planos de Trabalho acordados para exportação

  • Ameixas: Brasil
  • Ameixas, pêssegos e nectarinas: Colômbia
  • Kiwi: Colômbia
  • Laranjas: Colômbia
  • Maçãs: Peru, México, Indonésia, Equador e África do Sul
  • Peras: Colômbia, Peru, México, Indonésia e Tailândia
  • Uva de mesa: China

Inscrições:

  • O processo de inscrição decorre através do módulo “Exportações” da plataforma gesFITO e está aberto até 31 de janeiro corrente;
  • Caso uma CAE reúna as condições necessárias e haja expetativa real de exportação, o operador (CAE) deve aceder à plataforma indicada e proceder como indicado no Guia do Utilizador.

Procedimentos a cumprir pelas CAE:

  • Preencher/Atualizar o formulário de Registo da CAE;
  • Submeter, para cada destino/fruto aplicável:
    • Um formulário de Registo das Câmaras;
    • Um formulário de Descrição das Unidades de Produção (UP).
  • Nos formulários devem ser indicadas, exclusivamente, UP que cumpram integralmente o Plano de Monitorização aplicável.

Fonte: DGAV

 

A União Europeia (UE) lançou o RecFishing, uma solução digital para simplificar e racionalizar a recolha de dados sobre as capturas da pesca recreativa em todas as zonas marinhas da UE. Esta iniciativa contribuirá para “melhorar a nossa compreensão colectiva das actividades de pesca e para promover a gestão sustentável das unidades populacionais de peixes”.

Com a introdução de novas medidas em Janeiro, “a plataforma RecFishing está pronta para transformar a forma como os dados são recolhidos e utilizados pelas 22 nações costeiras da UE. Ao simplificar a forma como as informações sobre as espécies e as unidades populacionais de peixes são recolhidas, esta nova plataforma ajudará as autoridades a tomar decisões mais informadas, assegurando a saúde e a longevidade dos ecossistemas marinhos”, avança uma nota da Comissão Europeia.

Fornecerá igualmente aos cientistas “dados sólidos, melhorando a sua capacidade de monitorizar os níveis das unidades populacionais de peixes e impulsionando iniciativas de apoio à utilização sustentável dos recursos marinhos. A plataforma servirá como um instrumento importante para promover a responsabilização e a inovação nas práticas de pesca recreativa”.

“A pesca recreativa faz parte do compromisso da UE de promover a gestão ambiental e garantir um futuro próspero tanto para os nossos oceanos como para as comunidades que deles dependem”, reforça a mesma nota.

Mais informações sobre esta nova plataforma digital aqui.

Fonte: Agricultura e Mar

O valor da água no setor agroalimentar

  • Wednesday, 21 January 2026 14:29

O desenvolvimento económico, a urbanização, a poluição, a desflorestação e as alterações climáticas têm exercido enorme pressão sobre a disponibilidade de recursos naturais finitos, designadamente a água, colocando em risco não só a nossa saúde mas também a nossa capacidade de produção de bens e serviços essenciais, incluindo alimentos.

O micélio está a ganhar destaque no campo da biotecnologia não apenas como fonte de alimento, mas também como material sustentável para aplicações industriais e ecológicas.

Com propriedades únicas de crescimento, versatilidade e biodegradabilidade, o micélio está a emergir como uma das peças-chave para soluções que combinam inovação e sustentabilidade ambiental.

O micélio é a “raiz” dos fungos — uma rede de filamentos que cresce através de materiais orgânicos. Ao alimentar-se de resíduos agrícolas ou industriais (como serradura ou palha), estas redes naturais criam uma matriz sólida que pode ser moldada em materiais leves, resistentes e completamente biodegradáveis.
Este processo elimina a necessidade de químicos nocivos e consome muito menos energia do que a produção de muitos materiais convencionais, contribuindo para uma economia circular com menor impacto ambiental.

 

Principais aplicações do micélio na biotecnologia sustentável

Materiais de construção ecológicos

Materiais compósitos feitos a partir de micélio podem substituir isolamentos tradicionais e elementos estruturais na construção. São leves, funcionam como excelente isolante térmico e acústico e reduzem até 60 % das emissões de carbono incorporado em comparação com materiais convencionais.

Moda e têxteis sustentáveis

O micélio é usado para criar biotecidos semelhantes ao couro — biodegradáveis, com baixa pegada hídrica e sem químicos agressivos. Estes materiais podem ser usados em calçado, bolsas e acessórios, reduzindo drasticamente o impacto ambiental da indústria da moda.

Embalagens biodegradáveis

O micélio pode ser moldado em embalagens que se decompõem naturalmente em poucas semanas, sem libertar microplásticos ou resíduos tóxicos — uma alternativa aos plásticos derivados de petróleo.

Alimentos funcionais e proteínas alternativas

Projetos pioneiros estão a explorar o micélio como base de alimentos funcionais — ricos em nutrientes — oferecendo alternativas nutritivas às proteínas tradicionais. Este tipo de biotecnologia pode transformar resíduos em ingredientes alimentares sustentáveis.

 

Onde é que o micélio está a ser usado em biotecnologia em Portugal?

O potencial do micélio já está a ser explorado em várias frentes dentro do ecossistema tecnológico português:

Construção e materiais sustentáveis

  • Hyphae – Mycelium Solutions – Startup portuguesa que desenvolve biomateriais sustentáveis à base de micélio, com aplicações em embalagens, design e construção, substituindo plásticos e materiais sintéticos com soluções regenerativas.
  • Biofab – Subsidiária nacional da britânica Mykor que produziu um isolante biológico à base de micélio; este produto inovador foi reconhecido com o Prémio Nacional de Inovação 2025 e reduz significativamente o carbono incorporado nos materiais de construção.

Investigação alimentar e biotecnológica

  • Projeto Myco2Feed liderado pela Deifil Technology – com apoio do programa COMPETE 2030, este projeto combina ciência e sustentabilidade para desenvolver alimentos funcionais à base de micélio, com alto valor nutricional e potencial comercial sustentável.

Investigação académica & inovação proteica

  • Projeto Nutr&ssencial – colabora com o Instituto Politécnico de Bragança e outros parceiros para desenvolver micélios biofortificados com ferro e selénio e produtos proteicos sustentáveis.

 

Por que é que isto importa?

O micélio representa uma das fronteiras mais promissoras da biotecnologia aplicada à sustentabilidade. Ao transformar resíduos em materiais de alto valor acrescentado — desde isolamentos verdes até alimentos funcionais — esta solução biológica atribui um novo significado à expressão “circularidade industrial”.

Em Portugal, startups, projetos académicos e iniciativas financiadas já estão a demonstrar que a combinação de biotecnologia e economia circular pode gerar impacto ambiental real, inovação tecnológica e valor económico, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e verde.

Fonte: CiB

A Autoridade de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI) publicou uma atualização significativa ao seu guia técnico para o controlo de Listeria monocytogenes em alimentos prontos a comer (RTE). As novas orientações acompanham a implementação do Regulamento (UE) 2024/2895, que entra em vigor a 1 de julho de 2026, e reforçam as responsabilidades dos operadores do setor alimentar no que diz respeito à gestão do risco associado a este patogénio.

Entre as principais alterações destaca‑se o reforço das exigências para a demonstração da vida útil, especialmente em produtos que suportam o crescimento de L. monocytogenes. Nestes casos, os operadores devem comprovar, através de estudos robustos, que o limite de 100 ufc/g é cumprido até ao final da vida útil.

O guia atualizado também dá maior ênfase aos programas de monitorização ambiental, agora considerados elementos centrais na prevenção da contaminação em ambientes de produção de alimentos RTE. A FSAI reforça a necessidade de planos estruturados de amostragem, investigação de resultados positivos e eliminação de nichos persistentes, em linha com as melhores práticas internacionais.

A nova versão apresenta orientações mais detalhadas sobre como estruturar um Programa de Monitorização Ambiental (EMP) eficaz. Inclui maior ênfase na avaliação de risco, na seleção de locais de amostragem, na frequência adequada e na necessidade de ajustar o programa com base no histórico da instalação. A categorização das zonas de risco (1 a 4) é clarificada e integrada de forma mais operacional.

A atualização descreve de forma mais clara como investigar resultados positivos de Listeria no ambiente. Inclui orientações sobre rastreabilidade interna, intensificação de amostragem, validação de higienização e análise de tendências. A necessidade de documentação estruturada e de registos consistentes é reforçada.

Com estas alterações, a Irlanda procura harmonizar a sua abordagem com o Codex Alimentarius e com o novo enquadramento europeu, promovendo uma gestão mais rigorosa e preventiva do risco de Listeria monocytogenes ao longo da cadeia alimentar.

Fonte: Qualfood

O Banco Central Europeu (BCE) antecipa que a inflação dos alimentos na zona euro continue a moderar-se nos próximos meses, beneficiando da redução das expectativas de preços de venda e da normalização gradual das cadeias de abastecimento.

A conclusão consta de um estudo recente do Eurosistema, divulgado pelo Banco Central Europeu. De acordo com as projeções macroeconómicas, a inflação alimentar deverá descer para 2,1% no terceiro trimestre de 2026, mantendo-se em níveis moderados ao longo do horizonte de projeção.

No curto prazo, esta trajetória é sustentada pela descida das expectativas de preços de venda dos fabricantes de alimentos e bebidas, que se encontram atualmente abaixo da média histórica registada entre 1999 e 2019.

 
 Café, açúcar e carne continuam a pressionar os preços

Em novembro de 2025, a taxa anual de inflação alimentar medida pelo IHPC na zona euro situava-se em 2,4%, após um pico de 15,5% em março de 2023. No acumulado de 2025 (janeiro-novembro), a inflação média dos alimentos foi de 2,9%, acima da média pré-pandemia de 2,2%.

Entre as categorias que mais contribuíram para esta pressão destacam-se o café, o chá e o cacau, o açúcar e os produtos de confeitaria e a carne, que, apesar de representarem menos de 25% do cabaz alimentar, foram responsáveis por mais de 50% da inflação alimentar em vários momentos de 2025.

Apesar da tendência de moderação, o BCE alerta que a evolução dos preços alimentares continuará a ser um fator-chave para o comportamento do consumidor, influenciando decisões de compra, perceção de valor e sensibilidade ao preço, variáveis críticas para as estratégias de pricing, promoção e marca própria no retalho alimentar.

A Universidade de Múrcia desenvolveu e patenteou uma nova ferramenta capaz de detetar e classificar o estado de saúde do gado suíno através de uma análise de saliva, oferecendo uma alternativa não invasiva, rápida e precisa aos métodos tradicionais de diagnóstico veterinário.

Segundo os investigadores, a solução surge de uma colaboração interdisciplinar que permitiu transformar dados biológicos complexos numa ferramenta prática para a gestão sanitária das explorações.

 Atualmente, o diagnóstico de doenças no setor suíno exige, na maioria dos casos, a intervenção de veterinários especializados e procedimentos invasivos, como a colheita de sangue. Estas práticas implicam a imobilização dos animais, provocam elevados níveis de stress e dificultam a monitorização contínua da saúde em explorações de grande dimensão, além de aumentarem os riscos associados à biossegurança.

A proposta da Universidade de Múrcia, frisam os investigadores, ultrapassa estas limitações ao utilizar a saliva como amostra biológica, uma solução simples e segura que pode ser recolhida pelo próprio pessoal da exploração.

 Os investigadores realçaram também que as amostras permitem identificar diversos biomarcadores ligados a processos metabólicos, imunológicos, inflamatórios e de stress, funcionando como indicadores do estado fisiológico dos animais.

Os dados recolhidos são introduzidos num sistema de classificação baseado em inteligência artificial (IA), previamente treinado com valores de referência. Este método permite distinguir, com elevada fiabilidade, animais saudáveis de animais doentes, alcançando níveis de sensibilidade e especificidade superiores a 95%.

 Além disso, enaltecem os responsáveis do estudo, o sistema possibilita uma classificação mais detalhada das patologias, diferenciando inflamações localizadas de processos sistémicos potencialmente infeciosos, informação considerada crucial para apoiar a tomada de decisões na gestão sanitária das explorações.

Num contexto em que a prevenção e o controlo de doenças contagiosas são determinantes para a sustentabilidade do setor, a ferramenta assume particular relevância para a segurança alimentar e a proteção da saúde pública, afirmaram os investigadores.

 “Ao facilitar a identificação precoce de animais doentes, a tecnologia contribui para reduzir a propagação de agentes patogénicos, otimizar o uso de tratamentos veterinários e melhorar a eficiência dos protocolos de biossegurança, garantindo simultaneamente o bom estado sanitário do efetivo suíno”, referiu Ana María Gutiérrez Montes, uma das responsáveis pela criação da ferramenta.

A ferramenta já foi validada em condições reais no âmbito de um projeto que envolveu mais de mil animais e a colaboração de várias instituições e empresas. Os resultados confirmaram uma elevada precisão e reprodutibilidade em ambientes produtivos.

A Universidade de Múrcia está agora a trabalhar com empresas do setor para promover a implementação industrial da tecnologia, com o objetivo de concluir o processo de transferência deste desenvolvimento científico para o tecido produtivo.

Fonte: Vida Rural

Investigadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, desenvolveram um novo método que poderá permitir a deteção de sequências específicas de ADN recorrendo apenas à câmara de um smartphone. A técnica baseia-se em proteínas geneticamente modificadas que emitem luz na presença de ADN, tornando possível captar esse sinal luminoso com um telemóvel.

Esta abordagem inovadora poderá substituir análises laboratoriais de ADN que são atualmente dispendiosas, demoradas e dependentes de equipamento especializado. Em vez disso, a deteção passa a ser feita através de sinais de luz, o que abre a porta a testes mais rápidos, baratos e acessíveis em áreas como a alimentação, a saúde, a agricultura e a indústria farmacêutica.

O estudo, publicado na revista Nature Communications, resulta de vários anos de investigação da equipa dinamarquesa na engenharia de moléculas e de células sintéticas, com o objetivo de compreender melhor o funcionamento das células naturais. Os resultados demonstram que interações específicas com o ADN podem ser exploradas para criar sistemas simples e portáteis de deteção genética.

Embora a tecnologia ainda não esteja pronta para utilização no dia a dia, os investigadores sublinham que os resultados mostram um enorme potencial para realizar análises de ADN fora do laboratório, de forma rápida e eficiente. As possíveis aplicações vão desde o controlo de qualidade alimentar e a deteção de agentes patogénicos até à monitorização ambiental e a diagnósticos médicos no terreno.

Mais informações sobre o estudo podem ser consultadas no artigo divulgado pela Universidade de Aarhus.

Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia